Trabalhando com Poesia

“… Aqui meu irmão, ela é coisa rara de ver, é jóia do Xá, retina de um mar, de olhar verde já derramante, abriu-se Sézamo em mim… Ah! meu irmão, aqualouca tara que tem ímã, mergulha no ar, me arrasta, me atrai pro fundo do oceano, que dá prá lá de Bagdá, prá cá de além… Pedra que lasca seu brilho e que queima no lábio um quilate de mel, e que deixa na boca melante, um gosto de língua no céu… Luz talismã misterioso cubanacã, delícia sensual de maçã, saborosa manhã… Vou te eleger vou me despejar de prazer, essa noite o que mais quero é ser, 1001 pra você… Jade… Luz talismã misterioso cubanacã, delícia sensual de maçã, saborosa manhã… Vou te eleger vou me despejar de prazer, essa noite o que mais quero é ser, 1001 pra você… Jade… Jade… Jade…” (João Bosco – Jade – Comp.: João Bosco)

“… Eu já esqueci você, tento crer, nesses lábios que meus lábios sugam de prazer… Sugo sempre, busco sempre, a sonhar em vão, cor vermelha, carne da sua boca, coração… Eu já esqueci você, tento crer, seu nome, sua cara, seu jeito, seu odor… Sua casa, sua cama, sua carne, seu suor, eu pertenço a raça da pedra dura… Quando enfim juro que esqueci, quem se lembra de você em mim, em mim, não sou eu sofro e sei, não sou eu finjo que não sei, não sou eu… Sonho bocas que murmuram, tranço em pernas que procuram enfim, não sou eu sofro e sei, quem se lembra de você em mim, eu sei, eu sei… Bate é na memória da minha pele, bate é no sangue que bombeia na minha veia… Bate é no champanhe que borbulhava, na sua taça e que borbulha, agora na taça da minha cabeça… Eu já esqueci você, tento crer, nesses lábios que meus lábios sugam de prazer, sugo sempre, busco sempre a sonhar em vão, cor vermelha, carne da sua boca… Eu já esqueci você, tento crer, nesses lábios que meus lábios sugam de prazer, sugo sempre, busco sempre a sonhar em vão, cor vermelha, carne da sua boca, coração…” (João Bosco – Memória da pele – Comp.: João Bosco e Waly Salomão)

“… Coração sem perdão, diga fale por mim, quem roubou toda a minha alegria… O amor me pegou, me pegou pra valer, aí que a dor do querer, muda o tempo e a maré, vendaval sobre o mar azul… Tantas vezes chorei, quase desesperei, e jurei nunca mais seus carinhos… Ninguém tira do amor, ninguém tira, pois é! Nem doutor nem pajé, o que queima e seduz, enlouquece, o veneno da mulher… O amor quando acontece, a gente esquece logo que sofreu um dia… Ilusão! O meu coração marcado, tinha um nome tatuado, que ainda doía, pulsava só a solidão… O amor quando acontece, a gente esquece logo que sofreu um dia… Esquece sim! Quem mandou chegar tão perto, se era certo um outro engano, coração cigano? Agora eu choro assim… O amor quando acontece, a gente esquece logo que sofreu um dia… Esquece sim! Quem mandou chegar tão perto, se era certo um outro engano, coração cigano? Agora eu choro assim…” (João Bosco – Quando o amor acontece – Comp.: João Bosco e Abel Silva)

“Não perca de vista sua filiação divina. Deus é pai de todas as crianças e vive dentro de cada um de seus filhos. Todas as criaturas são irmãs. As diferenças raciais e religiosas apenas de superfície. Olhe para todos como templos vivos da Divindade, e ame a Deus através do amor às criaturas, procurando servi-lo, servindo ao seu próximo com amor e dedicação…” (Minutos de Sabedoria Pg. 087)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Quando falamos sobre o inicio das quartas de final da Copa do Mundo, na última sexta feira, creio que nem o mais pessimista torcedor brasileiro imaginaria que juntamente com a perda do seu mais badalado jogador, a sua referência em campo. Pois bem, juntamente com o triunfo contra a seleção colombiana, a seleção brasileira perdeu Neymar Jr. Para o restante da competição. Após uma violenta joelhada recebida do jogador Zuñiga, aos 42 minutos do segundo tempo da partida. Com o triunfo, o Brasil enfrentará a seleção da Alemanha, que venceu a França por 1×0, pelas semifinais. Na outra semifinal, a Argentina, que venceu os Belgas também pelo placar mínimo, enfrenta os Holandeses, que sofreram no último sábado em Salvador para vencer a grande sensação da copa, a Costa Rica. As duas Semifinais, inclusive, reeditam, de forma inédita duas finais anteriores da Copa do Mundo. Brasil e Alemanha, dia 08 de Julho no Mineirão repetem a final de 2002, quando Ronaldinho e companhia conquistaram o pentacampeonato, enquanto que Holanda e Argentina repetem a controversa primeira conquista da seleção Argentina em 1978.

As primeiras notícias colocam sobre William e Bernard a possibilidade de substituir Neymar Jr. A situação não é inédita, já que em 1962, a então campeã mundial Seleção brasileira perdia nada menos que Pelé, que foi substituído por Amarildo, que juntamente com Zagalo, Garrincha e companhia comandaram a conquista do Bicampeonato do time comandado pelo saudoso Aymoré Moreira. É bem verdade que não temos Garrincha, Zagalo em campo, mas, certamente, sabendo por no psicológico dos jogadores estas questões, Felipão, com a liderança que sabemos ter, pode sim levar o Brasil a um grande triunfo contra a Alemanha e seguir rumo ao último degrau com a luta pelo Hexacampeonato. Pra cima deles Brasil!!

Confira os melhores momentos das partidas:

Brasil x Colômbia

Alemanha x França

Argentina x Bélgica

Costa Rica x Holanda

Essa semana, o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra do Guimarães Rosa. Espero que gostem.

João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) a 27 de junho de 1908 e era o primeiro dos seis filhos de D. Francisca (Chiquitinha) Guimarães Rosa e de Florduardo Pinto Rosa, mais conhecido por “seu Fulô” comerciante, juiz-de-paz, caçador de onças e contador de estórias.

1918: Vai para Belo Horizonte estudar no Colégio Arnaldo. – 1925: Ingressa na Faculdade de Medicina de Minas Gerais. – 1929: é nomeado funcionário do Serviço de Estatística de Minas Gerais. Escreve quatro contos, premiados em concurso da revista O Cruzeiro. – 1930: Forma-se em medicina e casa-se com Lygia Cabral Pena. – 1931: Inicia carreira de médico em Itaguara. Minas Gerais. Nasce sua filha, Vilma. – 1932: Atua como médico voluntário da Força Pública, por ocasião da Revolução Constitucionalista de 1932. – 1933: Vai para Barbacena como Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria. – 1934: Presta Concurso para o Itamarati, aprovado em 2º lugar. Nasce sua segunda filha, Agnes. – 1936: O livro de poemas Magma vence o Prêmio da Academia Brasileira de Letras. – 1937: Escreve os contos que iriam formar o futuro livro Sagarana. Concorre ao Prêmio Humberto de Campos, da Editora José Olympio. Obtém o 2º lugar. – 1938: É nomeado Cônsul Adjunto em Hamburgo. Lá conhece Aracy Moebius de Carvalho, que viria a ser sua segunda mulher. – 1942: O Brasil rompe com a Alemanha, e Guimarães Rosa é internado em Baden-Baden. Retorna ao Brasil e segue para Bogotá, como Secretário de Embaixada, permanecendo até 1944. – 1945: Viagem ao interior de Minas Gerais e excursão ao Mato Grosso. – 1946: Sagarana é publicado pela Editora Universal. O livro recebe o Prêmio Sociedade Felipe d’Oliveira. Rosa é nomeado chefe de gabinete do ministro João Neves da Fontoura e vai a Paris como membro da delegação à Conferência de Paz. – 1947: Publicação da reportagem poética Com o Vaqueiro Mariano, no jornal Correio da Manhã, Rio de Janeiro. – 1948: Está novamente em Bogotá como Secretário-Geral da delegação brasileira à IX Conferência Inter-Americana. – 1948/51: 1º Secretário e Conselheiro da Embaixada em Paris. Volta ao Brasil como Chefe de Gabinete de João Neves da Fontoura. – 1952: Retorna aos seus “gerais” e participa de uma viagem pelo sertão. – 1953: torna-se Chefe da Divisão de Orçamento. – 1956: Publica Corpo de Baile. Em maio, lança Grande Sertão: Veredas que irá receber os Prêmios Machado de Assis, Prêmio Carmem Dolores Barbosa e Prêmio Paula Brito. – 1957: Primeira Candidatura à Academia Brasileira de Letras. – 1961: Recebe pelo conjunto da obra o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras. – 1962: Publica Primeiras Estórias. No Itamarati, assume a Chefia do Serviço de Demarcação de Fronteiras. – 1963: Candidata-se pela segunda vez à Academia Brasileira de Letras, e é eleito por unanimidade a 8 de agosto. – 1965/66: Seus livros são traduzidos no exterior (França, Itália, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Polônia, Holanda e Checoslováquia). – 1967: Representa o Brasil no I Congresso Latino-Americano de Escritores, como vice-presidente. Publica Tutaméia – Terceiras Estórias. Em 16 de novembro, toma posse na Academia Brasileira de Letras. Falece a 19 de novembro, vítima de enfarte. – 1968: É publicado o volume Em Memória de João Guimarães Rosa, pela Ed. José Olympio. – 1969/70: São publicados postumamente os livros Estas Estórias e Ave, Palavra.

“Quando escrevo, repito o que já vivi antes. E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser um crocodilo porque amo os grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como o sofrimento dos homens.”

Leia mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Guimar%C3%A3es_Rosa

No prefácio Musical teremos a presença do grande João Bosco, que aniversaria essa semana. Espero que gostem.
Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

Bancos: altos lucros, baixa eficiência, por Altamiro Borges – Relatório divulgado na semana passada pelo BIS – o banco central dos bancos centrais do planeta – confirmou o que muitos já desconfiavam. Os bancos brasileiros são dos mais lucrativos do mundo, mas prestam serviços de péssima qualidade aos seus clientes. Eles despontam em terceiro lugar no ranking mundial de lucro bancário – abaixo apenas da Rússia e da China, onde imperam regras diferentes no sistema financeiro. Já no quesito eficiência, que inclui os serviços prestados e os custos das operações bancárias, eles estão na liderança mundial, à frente dos EUA, Rússia e Índia.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=bafd1b75c5f0ceb81050a853c9faa911&cod=13965

Ex-presidente da Costa Rica elogia Copa e agradece brasileiro que devolveu seu – Laura Chinchilla afirmou que povo brasileiro fez costa-riquenhos se sentirem em casa – Em mais uma demonstração de carinho dos estrangeiros com a Copa do Mundo de 2014, a ex-presidente da Costa Rica Laura Chinchilla deu um depoimento positivo sobre sua estada no Brasil. Por meio de sua conta no Facebook, Chinchilla contou que chegou a perder seu computador, mas que este foi devolvido pelo carioca Wallace Fill.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=a93dddc1fd67c3a6409fafb5801d7d50&cod=13963

Monsanto, a semente do diabo – A Monsanto não poupa recursos para acabar com as sementes camponesas: trata-se de monopolizar a essência dos alimentos. Por Esther Vivas/Carta Maior – “A semente do diabo”, foi assim que o popular apresentador do canal norte-americano HBO Bill Maher batizou a multinacional Monsanto, num dos seus programas e em referência ao debate sobre os Organismos Geneticamente Modificados.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=cd50a6640d6284992905dc447fd7701d&cod=13958

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/07/07/trabalhando-com-poesia-623

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Delírio – Guimarães Rosa

No parque morno, um perfumista oculto
ordenha heliotrópios…
Deixa aberta a janela…
Minhas mãos sabem de cor o teu corpo,
e a alcova é morna…
Apaguemos a luz…
Não sentes na tua boca
um gosto de papoulas?…
Passa o lenço de sede de tuas mãos
sobre minha fronte,
e não me digas nada:
a febre está, baixinho, ao meu ouvido,
falando de ti….

Ausência – Guimarães Rosa

Na almofada branca,
as sandálias sonham
com a seda dos teus pés…
Partiste..
Mas a alegria ainda ficou no quarto,
talvez no ninho morno, calcado por teu corpo
no leito desfeito…
Entardece…
Esfuziante e verde,
um beija-flor entrou pela janela,
( pensei que a tua boca ainda estivesse aqui…)
Do frasco aberto,
vestidas de vespas,
voam violetas…
E na almofada de seda,
beijo as sandálias brancas.
vazias dos teus pés.

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