Trabalhando com Poesia

“… Eu não gosto do bom gosto, eu não gosto de bom senso, eu não gosto dos bons modos, não gosto… Eu não gosto do bom gosto, eu não gosto de bom senso, eu não gosto dos bons modos, não gosto… Eu aguento até rigores, eu não tenho pena dos traídos, eu hospedo infratores e banidos… Eu respeito conveniências, eu não ligo pra conchavos,, eu suporto aparências, eu não gosto de maus tratos, mas o que eu não gosto é do bom gosto, eu não gosto de bom senso, eu não gosto dos bons modos, não gosto… Eu aguento até os modernos, e seus segundos cadernos, eu aguento até os caretas e suas verdades perfeitas… O que eu não gosto é do bom gosto, eu não gosto de bom senso, eu não gosto dos bons modos, não gosto… Eu aguento até os estetas, eu não julgo competência, eu não ligo pra etiqueta… Eu aplaudo rebeldias, eu respeito tiranias e compreendo piedades, eu não condeno mentiras, eu não condeno vaidades… O que eu não gosto é do bom gosto, eu não gosto de bom senso, eu não gosto dos bons modos, não gosto… Eu gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem… Eu gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem… Eu gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem… Eu gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem… Eu gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem… Eu gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem… Eu gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem…” (Adriana Calcanhotto – Senhas – Comp.: Adriana Calcanhotto)

“…Eu, cada vez que vi você chegar, me fazer sorrir e me deixar, decidido eu disse: nunca mais… Mas, novamente estúpido provei, desse doce amargo, quando eu sei cada volta sua o que me faz… Vi todo o meu orgulho em sua mão, deslizar, se espatifar no chão, eu vi o meu amor tratado assim… Mas, basta agora o que você me fez, acabe com essa droga de uma vez, não volte nunca mais pra mim… Acabe com essa droga de uma vez, não volte nunca mais pra mim… Eu, toda vez que vi você voltar, eu pensei que fosse pra ficar e mais uma vez falei que sim… Mas, já depois de tanta solidão, do fundo do meu coração, não volte nunca mais pra mim… Do fundo do meu coração, não volte nunca mais pra mim… Se você me perguntar se ainda é seu, todo meu amor, eu sei que eu, certamente vou dizer que sim. Mas, já depois de tanta solidão, do fundo do meu coração, não volte nunca mais pra mim… Acabe com essa droga de uma vez, não volte nunca mais pra mim… Do fundo do meu coração, não volte nunca mais pra mim… Acabe com essa droga de uma vez, não volte nunca mais pra mim… Do fundo do meu coração, não volte nunca mais pra mim…” (Adriana Calcanhotto – Do fundo do meu coração – Comp.: Erasmo Carlos / Roberto Carlos)

“…Por que você é flamengo e meu pai botafogo? O que significa “impávido colosso”? Por que os ossos doem, enquanto a gente dorme? Por que os dentes caem? Por onde os filhos saem?… Por que os dedos murcham, quando estou no banho? Por que as ruas enchem, quando está chovendo?… Quanto é mil trilhões, vezes infinito? Quem é Jesus Cristo? Onde estão meus primos?… Well, well, well, Gabriel… Well, Well, Well, Well… Por que o fogo queima? Por que a lua é branca? Por que a terra roda? Por que deitar agora?… Por que as cobras matam? Por que o vidro embaça? Por que você se pinta? Por que o tempo passa?… Por que que a gente espirra? Por que as unhas crescem? Por que o sangue corre? Por que que a gente morre?… Do que é feita a nuvem? Do que é feita a neve? Como é que se escreve Reveillon… Well, Well, Well, Gabriel… Well, Well, Well, Gabriel… Well, Well, Well, Gabriel… Well, Well, Well, Gabriel…” (Adriana Calcanhotto – Oito anos ‘Gabriel’ – Comp.: Dunga / Paula Toller)

“… Eu ando pelo mundo, prestando atenção em cores que eu não sei o nome, cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores!… Passeio pelo escuro, eu presto muita atenção no que meu irmão ouve… E como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora… Ai, Eu quero chegar antes, pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus… Eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone, e vendo doer a fome, nos meninos que têm fome… Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela, quem é ela? quem é ela? Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle… Eu ando pelo mundo, e os automóveis correm para quê? As crianças correm para onde? Transito entre dois lados, de um lado, eu gosto de opostos, exponho o meu modo, me mostro, eu canto para quem?… Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela, quem é ela? quem é ela? Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle… Eu ando pelo mundo, e meus amigos, cadê? Minha alegria, meu cansaço, meu amor, cadê você? Eu acordei, não tem ninguém ao lado… Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela, quem é ela? quem é ela? Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle… Eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê? Minha alegria, meu cansaço, meu amor cadê você? Eu acordei, não tem ninguém ao lado… Pela janela do quarto, pela janela do carro, pela tela, pela janela, quem é ela? quem é ela? Eu vejo tudo enquadrado, remoto controle…” (Adriana Calcanhotto – Esquadros – Comp.: Adriana Calcanhotto)

“…Avião sem asa, fogueira sem brasa, sou eu assim sem você… Futebol sem bola, piu-Piu sem Frajola, sou eu assim sem você… Por que é que tem que ser assim? Se o meu desejo não tem fim… Eu te quero a todo instante, nem mil alto-falantes vão poder falar por mim… Amor sem beijinho, Buchecha sem Claudinho, sou eu assim sem você… Circo sem palhaço, namoro sem amasso, sou eu assim sem você… Tô louco pra te ver chegar, tô louco pra te ter nas mãos… Deitar no teu abraço, retomar o pedaço que falta no meu coração… Eu não existo longe de você, e a solidão é o meu pior castigo… Eu conto as horas, pra poder te ver, mas, o relógio tá de mal comigo… Por quê? Por quê?… Neném sem chupeta, Romeu sem Julieta, sou eu assim sem você… Carro sem estrada, queijo sem goiabada, sou eu assim sem você… Por que é que tem que ser assim? Se o meu desejo não tem fim… Eu te quero a todo instante, nem mil alto-falantes vão poder falar por mim… Eu não existo longe de você, e a solidão é o meu pior castigo… Eu conto as horas, pra poder te ver, mas, o relógio tá de mal comigo… Eu não existo longe de você, e a solidão é o meu pior castigo… Eu conto as horas, pra poder te ver, mas, o relógio tá de mal comigo…” (Adriana Calcanhotto – Fico assim sem você – Comp.: Buchecha)

Confira outros sucessos de Adriana Calcanhotto:

“Procure dar exemplos de paciência e desprendimento, ser vindo a todos com bondade e dedicação. A verdadeira vida é a vida do amor e do serviço. Derrame seu amor sobre todas as coisas criadas, desde a tenra plantinha até as constelações que gravitam nos espaços sidéreos. Mas , sobretudo, seja paciente e desprendido com as criaturas humanas, que vivem a seu lado, como seus companheiros de jornada”. (Minutos de Sabedoria Pg. 096)

Bom dia pessoal,

O futebol baiano retornou ao campeonato brasileiro de forma melancólica e do mesmo jeito que interrompeu a sua participação antes da copa do mundo, lutando contra as últimas colocações da tabela. Na quarta-feira, jogando uma péssima partida na fonte nova, o Bahia perdeu para o São Paulo pelo placar de 2×0, em noite inspirada de Rogério Ceni, Paulo Henrique Ganso e Alan Kardec, que enfrentaram um tricolor apático, desorganizado e entregue em campo. Ontem, no Mineirão, o Vice Campeão baiano de 2014 enfrentou o time do Cruzeiro e perdeu pelo placar de 3×1. Retranca armada pelo técnico Jorginho foi vencida de forma eficiente pelo time azulino. O Bahia ocupa a portaria do G4, um ponto acima dos quatro últimos colocados, entre eles o Vitória que ocupa a vice lanterna. Ou os times baianos acordam, ou ambos podem descer de mãos dadas para a segunda divisão. Deus que nos defenda!!!

A literatura brasileira amanheceu mais triste na manhã dessa sexta feira. A notícia da morte do acadêmico João Ubaldo Ribeiro pegou de súbito a todos.

Nascido, na Ilha de Itaparica, Bahia, na casa do avô materno, quando completou dois meses de idade a família mudou-se para Aracaju, Sergipe, onde passou parte da infância. Seu pai, Manuel Ribeiro, advogado de renome na capital baiana, veio a ser o fundador e diretor do curso de Direito da Universidade Católica de Salvador. Sua mãe Maria Filipa Osório Pimentel deu à luz mais dois filhos: Sônia Maria e Manuel.

Seu pai, por ser professor, não suportava a ideia de ter um filho analfabeto e João iniciou seus estudos com um professor particular, em 1947. Alfabetizado, ingressou no Instituto Ipiranga, em 1948, ano em que leu muitos livros infantis, principalmente a obra de Monteiro Lobato. O pai de João sempre fora exigente, o que fez do garoto se empenhar intensamente nos estudos.

Em 1951 ingressou no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, em Aracaju. Prestava ao pai, diariamente, contas sobre os textos que havia lido e algumas vezes era obrigado a resumi-los e traduzir alguns de seus trechos. Afirma ter feito essas tarefas com prazer e, nas férias, estudava também o latim. Seu pai era chefe da Polícia Militar, e nessa época, passa a sofrer pressões políticas, o que o faz transferir-se com a família para Salvador. Na capital baiana João Ubaldo é matriculado no Colégio Sofia Costa Pinto. Em 1955 matriculou-se no curso clássico do Colégio da Bahia, conhecido como Colégio Central, onde conheceu seu colega Glauber Rocha. Em 1958 iniciou seu Curso de Direito na Universidade Federal da Bahia. Em 1959, entrou para o curso do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Exército no CPOR da Bahia, mas não chegou a completá-lo: escolhido para compor um grupo de estudantes convidado para uma viagem para os Estados Unidos, na volta ao quartel foi injustamente desligado.

Em 1964, João Ubaldo parte para os Estados Unidos com uma bolsa de estudos concedida pelo governo daquele país para fazer seu mestrado em Ciência Política na Universidade do Sul da Califórnia.

Leia mais sobre o escritor em

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Ubaldo_Ribeiro

Entrevista de João Ubaldo ao Programa Roda Viva:

Em 18 de julho de 1918 nascia Nelson Rolihlahla Mandela. “Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, recusou esse destino aos 23 anos ao seguir para a capital, Joanesburgo, e iniciar sua atuação política. Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em jovem advogado na capital e líder da resistência não-violenta da juventude, acabando como réu em um infame julgamento por traição. Foragido, tornou-se depois o prisioneiro mais famoso do mundo e, finalmente, o político mais galardoado em vida, responsável pela refundação do seu país, como uma sociedade multiétnica.

Mandela passou 27 anos na prisão – inicialmente em Robben Island e, mais tarde, nas prisões de Pollsmoor e Victor Verster. Depois de uma campanha internacional, ele foi libertado em 1990, quando recrudescia a guerra civil em seu país. Em dezembro de 2013, foi revelado pelo The New York Times que a CIA americana foi a força decisiva para a prisão de Mandela em 1962, quando agentes americanos foram empregados para auxiliar as forças de segurança da África do Sul e para localizá-lo. Até 2009, ele havia dedicado 67 anos de sua vida à causa que defendeu como advogado dos direitos humanos e pela qual se tornou prisioneiro de um regime de segregação racial, até ser eleito o primeiro presidente da África do Sul livre. Em sua homenagem, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, 18 de julho, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.

Mandela foi uma figura controversa durante grande parte da sua vida. Denunciado como sendo um terrorista comunista por seus críticos, ele acabou ser aclamado internacionalmente por seu ativismo e recebeu mais de 250 prêmios e condecorações, incluindo o Nobel da Paz em 1993, Presidential Medal of Freedom dos Estados Unidos e a Ordem de Lenin da União Soviética. Seus críticos apontam seus traços egocêntricos e o fato de seu governo ter sido amigo de ditadores simpáticos ao Congresso Nacional Africano (CNA). Em sua vida privada, enfrentou dramas pessoais mas permaneceu fiel ao dever de conduzir seu país. Foi o mais poderoso símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid, sistema racista oficializado em 1948, e modelo mundial de resistência. No dizer de Ali Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, “um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo”.”

Leia mais sobre Mandela em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela

Neste dia 18 de julho celebra-se o Dia Internacional de Nelson Mandela, efeméride instituída pela ONU. Madiba, Nobel da Paz que hoje completaria o 96.º aniversário, é eternamente homenageado, por decisão das Nações Unidas. Com um doodle, a Google transporta para a atualidade internacional alguns dos pensamentos eternos de Nelson Mandela, histórico líder de África do Sul.

http://www.ptjornal.com/2014071824402/geral/mundo/hoje-e-o-dia-internacional-de-nelson-mandela-lembrado-com-doodle-e-palavras-eternas.html

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http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/dia-internacional-de-mandela-67-minutos-para-servir-coletividade

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

Pesquisa Datafolha aponta vitória de Dilma no primeiro turno – Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) indica que a disputa pela Presidência da República não apresentou grandes mudanças em relação aos últimos números mostrados pelos institutos de pesquisa. Esta é a primeira sondagem a ser realizada após o final da Copa do Mundo no país…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=38dc1cfbbc29336d6e9dc76e9475d4e6&cod=14029

Rumo a uma nova arquitetura financeira global – Os presidentes do Brasil, Rússia, Índia, China e África dos Sul assinaram os tratados de formação do Novo Banco de Desenvolvimento e do Acordo Contingente de Reservas. O documento final da cúpula afirma que visarão “à mobilização de recursos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países dos BRICS e em outras economias emergentes e países em desenvolvimento”.”…


http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=3af6a013ffca8b7e22ce57d00090b754&cod=14025

Brasil e China promovem relações bilaterais abrangentes e estratégicas – No contexto da 6ª Cúpula do Brics, realizada em Fortaleza e em Brasília, na terça (15) e quarta-feira (16), a presidenta Dilma Rousseff e o presidente da China, Xi Jinping também trabalharam questões das relações bilaterais. Xi inicia sua visita de Estado nesta quinta-feira (17), mas já comentou sobre o aprofundamento dessas relações, e Dilma, em entrevista à televisão chinesa, também pontuou questões importantes neste tema…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=fb7b1850ba96e427e01404c3ed805cc2&cod=14015

Cúpula dos BRICS como ponto de partida de um novo mundo – Praticamente todos os especialistas notam a obviedade das mudanças que estão ocorrendo no palco político mundial. A antiga ordem mundial está rebentando pelas costuras. A humanidade claramente superou os esquemas geopolíticos do século XX. Além disso, está rapidamente perdendo sua relevância o esquema do “mundo norte-americano”, que Washington tentou impor, por bem ou por mal, à comunidade mundial nas últimas décadas…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=cef762ecebfd6ff463ce4fb05f095d92&cod=14011

E Lenin tinha razão: a grande guerra interimperialista – A previsão de Lenin se cumpriu de forma dramática. As duas grandes guerras que marcaram a história da humanidade no século XX foram guerras interimperialistas. Em 1884, as grandes potências coloniais se reuniram em Berlim para decidir sobre a dominação da África entre elas. Consagraram o critério da “ocupação efetiva”, segundo o qual a potencia que ocupasse realmente um pais tinha direitos sobre ele. Há fronteiras no norte da África que visivelmente foram definidas com regra, riscando sobre uma mesa, para facilitar a troca de territórios entre as 14 potências reunidas, sem importar que povos viviam aí.
http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=6fab6e3aa34248ec1e34a4aeedecddc8&codcolunista=38&cod=3302

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/07/18/trabalhando-com-poesia-632

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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E então, que quereis?… – Vladimir Maiakovski

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

A Esperança – Vladimir Maiakovski

Injeta sangue no meu coração, enche-me
até o bordo das veias!
Mete-me no crânio pensamentos!
Não vivi até o fim o meu bocado terrestre ,
sobre a terra não vivi o meu bocado de amor.
Eu era gigante de porte, mas para que este tamanho?
Para tal trabalho basta uma polegada.
Com um toco de pena, eu rabiscava papel,
num canto do quarto, encolhido, como um par de óculos dobrado dentro do estojo.
Mas tudo que quiserdes eu farei de graça:
esfregar, lavar, escovar, flanar, montar guarda.
Posso, se vos agradar, servir-vos de porteiro.
Há, entre vós, bastante porteiros?
Eu era um tipo alegre, mas que fazer da alegria,
quando a dor é um rio sem vau?
Em nossos dias, se os dentes vos mostrarem não é senão para vos morder ou dilacerar.
O que quer que aconteça, nas aflições, pesar…
Chamai-me!
Um sujeito engraçado pode ser útil.
Eu vos proporei charadas, hipérboles e alegorias, malabares dar-vos-ei em versos.
Eu amei… mas é melhor não mexer nisso.
Te sentes mal?

Leia mais obras de Vladimir Maiakovski em:

http://www.mensagenscomamor.com/poemas_e_poesias_de_vladimir_maiakovski.htm

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