Trabalhando com Poesia

“… A tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim… A lágrima clara sobre a pele escura, a noite, a chuva que cai lá fora… Solidão apavora, tudo demorando em ser tão ruim, mas alguma coisa acontece, no quando agora em mim, cantando eu mando a tristeza embora… A tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim… A lágrima clara sobre a pele escura, a noite, a chuva que cai lá fora… Solidão apavora, tudo demorando em ser tão ruim, mas alguma coisa acontece, no quando agora em mim, cantando eu mando a tristeza embora… O samba ainda vai nascer, o samba ainda não chegou, o samba não vai morrer, veja, o dia ainda não raiou… O samba é o pai do prazer, o samba é o filho da dor, p grande poder transformador… A tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim… A lágrima clara sobre a pele escura, a noite, a chuva que cai lá fora… Solidão apavora, tudo demorando em ser tão ruim, mas alguma coisa acontece, no quando agora em mim, cantando eu mando a tristeza embora… O samba ainda vai nascer, o samba ainda não chegou, o samba não vai morrer, veja, o dia ainda não raiou… O samba é o pai do prazer, o samba é o filho da dor, p grande poder transformador…” (Caetano Veloso – Desde que o samba é samba – Comp.: Caetano Veloso)

“… Onde queres revólver, sou coqueiro e onde queres dinheiro, sou paixão… Onde queres descanso, sou desejo e onde sou só desejo, queres não… E onde não queres nada, nada falta e onde voas bem alto, eu sou o chão, e onde pisas o chão, minha alma salta, e ganha liberdade na amplidão… Onde queres família, sou maluco e onde queres romântico, burguês… Onde queres Leblon, sou Pernambuco e onde queres eunuco, garanhão… Onde queres o sim e o não, talvez, e onde vês, eu não vislumbro razão… Onde o queres o lobo, eu sou o irmão e onde queres cowboy, eu sou chinês… Ah! Bruta flor do querer… Ah! Bruta flor, bruta flor… Onde queres o ato, eu sou o espírito e onde queres ternura, eu sou tesão… Onde queres o livre, decassílabo e onde buscas o anjo, sou mulher… Onde queres prazer, sou o que dói e onde queres tortura, mansidão… Onde queres um lar, revolução e onde queres bandido, sou herói… Eu queria querer-te amar o amor, construir-nos dulcíssima prisão, encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e rima e nunca dor… Mas a vida é real e é de viés e vê só que cilada o amor me armou… Eu te quero e não queres, como sou, não te quero e não queres, como és… Ah! Bruta flor do querer… Ah! Bruta flor, bruta flor… Onde queres comício, flipper-vídeo e onde queres romance, rock’n roll… Onde queres a lua, eu sou o sol e onde a pura natura, o inseticídio… Onde queres mistério, eu sou a luz e onde queres um canto, o mundo inteiro… Onde queres quaresma, fevereiro e onde queres coqueiro, eu sou obus… O quereres estares sempre a fim, do que em mim é de mim tão desigual, faz-me querer-te bem, querer-te mal, bem a ti, mal ao quereres assim… Infinitivamente pessoal e eu querendo querer-te sem ter fim e, querendo-te, aprender o total do querer que há, e do que não há em mim…” (Caetano Veloso – O quereres – Comp.: Caetano Veloso)

“… Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel… Uma mulher, uma beleza que me aconteceu… Esfregando a pele de ouro marrom, do seu corpo contra o meu, me falou que o mal é bom e o bem cruel… Enquanto os pelos dessa deusa tremem ao vento ateu, ela me conta, sem certeza, tudo o que viveu… Que gostava de política em 1966 e hoje dança no Frenetic Dancing Days… Ela me conta que era atriz e trabalhou no Hair, com alguns homens foi feliz, com outros foi mulher… Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor e espalhado muito prazer e muita dor… Mas ela ao mesmo tempo diz que tudo vai mudar, porque ela vai ser o que quis, inventando um lugar… Onde a gente e a natureza feliz, vivam sempre em comunhão e a tigresa possa mais do que o leão… As garras da felina me marcaram o coração, mas as besteiras de menina que ela disse, não… E eu corri pra o violão num lamento, e a manhã nasceu azul, como é bom poder tocar um instrumento…” (Caetano Veloso – Tigresa – Comp.: Caetano Veloso)

“A terra espera pelo seu auxílio. Ela lhe dá o ar para respirar, desde que nasceu, a água para dessedentá-lo, o alimento para sustentá-lo, a residência para protegê-lo, e você, que é que dá em retribuição? Está contribuindo para a prosperidade da terra que o recebe de braços abertos, permitindo-lhe a evolução e o aprendizado? Não se esqueça de que a terra espera pelo seu auxílio!” (Minutos de Sabedoria Pg. 102)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Essa semana, o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra do Poeta Pablo Neruda. Espero que gostem.

Pablo Neruda – Neftalí Ricardo Reyes Basualto – nasceu em Parral, no Chile, em 12 de julho de 1904. O nome Pablo Neruda, que adotara como escritor, tornou-se seu nome oficial em 1946.

Seus primeiros trabalhos literários foram publicados na cidade de Temuco. Em 1921 foi para Santiago, continuar seus estudos como professor de francês, e ganhou o seu primeiro prêmio literário Ali publicou o seu primeiro livro, “Crepusculario”, que se seguiu, em 1924, por “Veinte Poemas de Amor y una Cancion Desesperada”, sua obra mais conhecida e um dos mais lindos conjuntos de poemas de amor que já se escreveu. Em 1927 foi nomeado Consul em Rangún (Birmânia), indo depois para Colombo (Ceilão) e para Batavia (Java) e, finalmente, Singapura. Depois de cinco anos, regressou ao Chile, onde escreve “Residencia en la Terra” e, em 1933 “El Hondero Entusiasta”. Em 1934 tornou-se consul em Barcelona e, em 1935 foi transferido para Madrid. Com a guerra civil espanhola foi para Paris e escreve “España en el Corazón”, seguida, em 1939 por “Las Furias y las Penas”. Em 1940 foi nomeado consul geral no México, onde ficou até 1943. Regressando ao Chile, recebeu, em 1945, o “Premio Nacional de Literatura”.

Pelo fato de participar ativamente de atividades políticas e pelo fato do Partido Comunista, ao qual pertencia, ter sido declarado ilegal, teve que sair do Chile. Em 1950, no México, publicou “Canto General”. Depois de passar pelo México, pela França e pela Itália, voltou ao Chile em 1952 recebendo, em 1953, o “Premio Stalin da Paz”. A seguir publica “Odas Elementales” e “Las Uvas y el Viento”. A partir passou a proferir diversas palestras pelo mundo, tendo publicado, em 1956 “Nuevas Odas Elementales” e “El Gran Oceano”. Em 1957 “Tercer Libro de Odas”, em 1958 “Navegaciones y Regreso”, em 1959 “Cien Sonetos de Amor”, em 1960 “Cancion de Gesta”, em 1961 “Las Piedras de Chile” e “Cantos Ceremoniales”, e em 1962 “Plenos Poderes”. Em 1964 publica “Memorial de Isla Negra”, seguida de “Arte de Pajaros”, em 1966, “Las Manos del Dia” em 1968, “Fin del Mundo” e “Aun”, em 1969. Em 1969 foi indicado pré-candidato à presidência do Chile, fato que não chegou a se concretizar e publicou, em 1970 “La Espada Encendida” e “Las Piedras del Cielo”. Ainda em 1970, é designado embaixador na França, recebendo, em 21 de outubro de 1971, o “Prêmio Nobel de Literatura”. Em 23 de setembro de 1973, sucumbe à doença e, certamente, à amargura do golpe de estado vitorioso de Pinochet contra o governo de Salvador Allende.

De uma forma geral, pode-se dizer que a poesia de Pablo Neruda tem quatro vertentes. A primeira refere-se aos seus poemas de amor, como em “Veinte Poemas de Amor y una Cancion Desesperada”. A Segunda vertente é representada pela poesia voltada para a solidão e a depressão, como em “Residencia en la Tierra”. A poesia épica, política, como por exemplo, em “Canto General” representa a terceira vertente e a poesia do dia a dia, como em “Odas Elementales”, a Quarta.

Leia mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda

No prefácio Musical teremos a presença do grande Caetano Veloso. Espero que gostem.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Em sua “guerra ao terror”, Dilma mira Empiricus – Depois da trapalhada do Santander, que previu uma tragédia econômica em caso de reeleição da presidente Dilma Rousseff e em seguida pediu desculpas, o QG da campanha petista comemorou neste domingo uma nova vitória; por decisão da Justiça Eleitoral serão retiradas do ar, pelo Google, todas as peças publicitárias da empresa de análise de ações Empiricus Research; os anúncios, que se alastravam pela internet, tinham slogans polêmicos; “como se proteger da Dilma”, era um deles; “o fim do Brasil”, é outro; para o PT, as peças publicitárias faziam parte de uma estratégia de “terrorismo econômico”…

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/148127/Em-sua-guerra-ao-terror-Dilma-mira-Empiricus.htm

PT quer ampliar desgaste de Aécio com aeroporto – Comando do PT mineiro pediu à Aeronáutica informações sobre os voos que pousaram no Aeroporto de Claudio (MG), bem com os prefixos das aeronaves e os nomes dos passageiros; em outra frente, o site Muda Mais, comandado por Franklin Martins, publicou nota sobre “perguntas que pairam no ar”; ontem, em São Paulo, o senador Aécio Neves (PSDB/MG), disse que não falaria mais sobre o caso, por ter, segundo ele, prestado todas as informações necessárias; PT tentará esticar a crise tucana até o início do horário eleitoral…

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/148103/PT-quer-ampliar-desgaste-de-A%C3%A9cio-com-aeroporto.htm

Leonardo Boff: “Israel usa métodos do nazismo” – Em entrevista ao Sul 21, o teólogo e escritor Leonardo Boff, diz que a grande contradição de Israel é ter sido vítima do nazismo no passado e hoje, no presente, utilizar seus métodos contra os palestinos; segundo ele, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sem “senso humanitário mínimo”, é um dos responsáveis pelo genocídio; “ele e todos os presidentes são vítimas do grande lobby judeu, que tem dois braços: o dos grandes bancos e o da mídia”, diz Boff

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/148089/Leonardo-Boff-Israel-usa-m%C3%A9todos-do-nazismo.htm

TSE: Dilma e PT não fizeram propaganda antecipada – A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Maria Thereza de Assis Moura, negou negou a ação feita pelo Ministério Público Eleitoral para multar a presidente Dilma Rousseff e o PT por propaganda antecipada; na peça jurídica, Na ação, o Ministério Público Eleitoral alegava o uso irregular do programa partidário, veiculado entre 21 e 26 de maio, visando promover eleitoralmente a presidente Dilma, até então pré-candidata à reeleição…

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/148124/TSE-Dilma-e-PT-n%C3%A3o-fizeram-propaganda-antecipada.htm

Brasil, Israel e os anões morais, Por Leonardo Attuch – Ninguém tem feito tanto pelo antissemitismo que se alastra pelo mundo como o criminoso de guerra Benjamin Netanyahu – Israel tem hoje um grande inimigo, com armas de destruição em massa. É um inimigo interno, com potencial para destruir seu próprio estado. Seu nome é Benjamin Netanyahu. Sim, desde a Alemanha nazista, ninguém tem promovido o antissemitismo que se alastra ao redor do mundo quanto o primeiro-ministro israelense, que ocupa o cargo desde 2009 e, desde então, tem ampliado a segregação do povo palestino e ignorado todo e qualquer esforço pela paz.

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/148037/Brasil-Israel-e-os-an%C3%B5es-morais.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/07/28/trabalhando-com-poesia-638

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Querer (Pablo Neruda)

Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.

Nos Bosques, Perdido (Pablo Neruda)

Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro
E aos labios, sedento, levante seu sussurro:
era talvez a voz da chuva chorando,
um sino quebrado ou um coração partido.
Algo que de tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada.
Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela…

ODE AO VINHO – Pablo Neruda

Vinho cor do dia
vinho cor da noite
vinho com pés púrpura
o sangue de topázio
vinho,
estrelado filho
da terra
vino, liso
como uma espada de ouro,
suave
como um desordenado veludo
vinho encaracolado
e suspenso,
amoroso, marinho
nunca coubeste em um copo,
em um canto, em um homem,
coral, gregário és,
e quando menos mútuo.
O vinho
move a primavera
cresce como uma planta de alegria
caem muros,
penhascos,
se fecham os abismos,
nasce o canto.
Oh tú, jarra de vinho, no deserto
com a saborosa que amo,
disse o velho poeta.
Que o cântaro do vinho
ao peso do amor some seu beijo.
Amo sobre uma mesa,
quando se fala,
à luz de uma garrafa
de inteligente vinho.
Que o bebam,
que recordem em cada
gota de ouro
ou copo de topázio
ou colher de púrpura
que trabalhou no outono
até encher de vinho as vasilhas
e aprenda o homem obscuro,
no ceremonial de seu negócio,
a recordar a terra e seus deveres,
a propagar o cântico do fruto.

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