Trabalhando com Poesia

“…Gosto muito de te ver, leãozinho, caminhando sob o sol, gosto muito de você, leãozinho… Para desentristecer, leãozinho, o meu coração tão só, basta eu encontrar você no caminho… Um filhote de leão, raio da manhã, arrastando o meu olhar como um ímã… O meu coração é o sol, pai de toda cor, quando ele lhe doura a pele ao léu… Gosto de te ver ao sol, leãozinho, de te ver entrar no mar, tua pele, tua luz, tua juba… Gosto de ficar ao sol, leãozinho, de molhar minha juba, de estar perto de você e entrar no mar… Um filhote de leão, raio da manhã, arrastando o meu olhar como um ímã… O meu coração é o sol, pai de toda cor, quando ele lhe doura a pele ao léu… Gosto de te ver ao sol, leãozinho, de te ver entrar no mar, tua pele, tua luz, tua juba… Gosto de ficar ao sol, leãozinho, de molhar minha juba, de estar perto de você e entrar no mar…” (Caetano Veloso – O leãozinho – Comp.: Caetano Veloso)

“… Tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo e, de repente eu me vi assim completamente seu… Vi a minha força amarrada no seu passo, vi que sem você não há caminho, eu não me acho, vi um grande amor gritar dentro de mim, como eu sonhei um dia… Quando o meu mundo era mais mundo e todo mundo admitia, uma mudança muito estranha, mais pureza, mais carinho mais calma, mais alegria, no meu jeito de me dar… Quando a canção se fez mais clara e mais sentida, quando a poesia realmente fez folia em minha vida, você veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa… Mas não tem revolta não, eu só quero que você se encontre, saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio, a esperança é um dom, que eu tenho em mim, eu tenho sim… Não tem desespero não, você me ensinou milhões de coisas, tenho um sonho em minhas mãos, amanhã será um novo dia, certamente eu vou ser mais feliz… Quando o meu mundo era mais mundo e todo mundo admitia, uma mudança muito estranha, mais pureza, mais carinho mais calma, mais alegria, no meu jeito de me dar… Quando a canção se fez mais clara e mais sentida, quando a poesia realmente fez folia em minha vida, você veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa… Mas não tem revolta não, eu só quero que você se encontre, saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio, a esperança é um dom, que eu tenho em mim, eu tenho sim… Não tem desespero não, você me ensinou milhões de coisas, tenho um sonho em minhas mãos, amanhã será um novo dia, certamente eu vou ser mais feliz…” (Caetano Veloso – Sonhos – Comp.: Peninha)

“… Um índio descerá de uma estrela colorida, brilhante, de uma estrela que virá numa velocidade estonteante e, pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante… Depois de exterminada a última nação indígena e, o espírito dos pássaros das fontes de água límpida, mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias… Virá! Impávido que nem Muhammad Ali, virá que eu vi… Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi… Tranqüilo e infálivel como Bruce Lee, virá que eu vi… O axé do afoxé Filhos de Gandhi, virá… Um índio preservado em pleno corpo físico, em todo sólido, todo gás e todo líquido… Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som magnífico… Num ponto equidistante, entre o Atlântico e o Pacífico, do objeto sim, resplandecente, descerá o índio… E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer assim de um modo explícito… Virá! Impávido que nem Muhammad Ali, virá que eu vi… Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi… Tranqüilo e infálivel como Bruce Lee, virá que eu vi… O axé do afoxé Filhos de Gandhi, virá… E aquilo, que nesse momento se revelará aos povos, surpreenderá a todos não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto, quando terá sido o óbvio…” (Caetano Veloso – Um Indio – Comp.: Gilberto Gil)

“Se você está enfermo, não desespere! Não pense em abandonar a vida, porque isto seria covardia vergonhosa de sua parte. Suporte com paciência a provação, e lembre-se de que a enfermidade é o melhor meio de purificarmos nosso espírito. Quanta gente sofre mais do que você, e no entanto resiste e reage heroicamente?… Faça o mesmo: jamais desespere!”. (Minutos de Sabedoria Pg. 104)

Bom dia pessoal,

Não há coisa melhor para quem participa de equipes do que ver pessoas que trabalharam consigo alçando trajetória própria e obtendo sucesso e reconhecimento. Melhor ainda quando percebe que, na generosidade da pessoa, recebe ainda créditos por estas conquistas. Parabéns Taísa Moreira! Os caminhos seguirão abertos a sua frente, pois, assim ocorre com quem se dispõe a aprender sempre e sei que assim é você. Sucesso e mais sucesso na sua caminhada. Obrigado pelas palavras de carinho e de atenção a mim. Como disse a uma outra pessoa com quem dialoguei ontem, Exupery, em uma de suas mais celebres frases diz que as pessoas que passam por nós, nunca vão sós, nunca nos deixam sós. Sempre deixam um pouco de si e levam um pouco de nós. Se perceber deixando rastros de coisas boas na vida de pessoas é uma sensação muito boa. Beijos minha querida amiga!!

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

GLOBO: PARTIDO DE DIREITA, VISÃO ANTIDESENVOLVIMENTISTA BURRA – Reacionário, não consegue esconder, disfarçar, sua posição política, de alinhamento com a oposição, entrando em contradição permanente, quando enfoca decisões do governo. O exemplo dessa manchete, desta terça-feira (29), é patente. Por Cesar Fonseca – Quando a presidenta Dilma Rousseff estava jogando duro com o empresariado, tentando marcar suas margens de retorno sobre capital investido nas obras do PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, o Globo, Rede Globo, comentaristas globais etc caíram de pau em cima dela, dizendo que era contra a iniciativa privada, disposta a produzir um capitalismo intervencionista etc e tal, que não daria certo.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=14103

Mercosul reuniu-se na Venezuela para reforçar a integração regional – Chefes de Estado se reuniram nesta terça-feira (29) para a reunião da 46ª Cúpula do Mercosul, em Caracas, na Venezuela. Além da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e do anfitrião Niocolás Maduro, participaram da reunião, José Mujica, do Uruguai, Cristina Kirchner; da Argentina, Horácio Vartes, do Paraguai e Evo Morales, da Bolívia, país que está em processo de incorporação como membro pleno.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=5bebd340c511be08c1e9e6536e2d36f4&cod=14099

Shahd Wadi: Amor, morte e Gaza – Queria partilhar histórias de amor em Gaza, de coragem, de resistência e de luta pela liberdade. Mas já não há. Tudo morreu em Gaza. Todas as palavras morreram em mim. Por Shahd Wadi – Não vou escrever este artigo. Tudo o que vou escrever não terá sentido. – Nunca detestei tanto escrever assim. Já não há palavras, já não há nem sequer raiva. Sinto-me morta, cheirei tanta morte enquanto estive escondida atrás da tela do computador que agora me sinto morta também. Nunca senti que escrever pode ser um ato assim tão fútil, nunca detestei a minha fuga nas palavras, tão feio o som de teclado: bom bom bom!

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=80c7c407281e2ea672696a0147d9fb12&cod=14085

Esquivel, Chomsky, Rigoberta Menchú e outros 61 intelectuais exigem embargo militar contra Israel – Segundo jornal, quase 14 milhões de reais foram gastos na obra; Candidato nega ter beneficiado família – No final do segundo mandato de Aécio Neves no governo de Minas Gerais, o estado gastou quase 14 milhões de reais para construir um aeroporto dentro de uma fazenda de um tio do então governador. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, Múcio Guimarães Tolentino, 88, tio-avô do senador e ex-prefeito de Cláudio, é quem controla o acesso ao aeroporto construído em 2010. Para usá-lo, apesar do aporte público, é necessário a sua autorização.
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=037a15f03246f075193b2a295ba4c466&cod=14081
Carta exige suspensão de acordo comercial Mercosul-Israel – Em uma carta assinada por 22 entidades e cidadãos vinculados aos movimentos sociais da Argentina, Venezuela, Guatemala e Colômbia, e remetida aos chanceleres dos países do Mercosul, solicitam a suspensão do Tratado de Livre Comércio (TLC) do Mercosul com o Estado de Israel, ante os crimes de lesa humanidade praticados na Faixa de Gaza contra civis palestinos.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=3f2798418e4bad12ef063cb9300805bd&cod=14076

Auto da Compadecida: O Dia do Juízo Final – Ariano, iluminando as estrelas! Por Ruy Sarinho – Ao cair da tarde desta quarta-feira, 23 de julho de 2014, o Recife escureceu derramando do céu pesadas lágrimas de despedida do grande paraibucano Ariano Suassuna. Apesar da tristeza do momento, não poderiam ser tristes, essas lágrimas dedicadas a esse brincalhão por natureza. Acabara de se encantar o Mestre, escritor, poeta, dramaturgo… Um artista completo, da alma mais brasileira da cultura popular, mais irrequieta, irreverente, debochada, buliçosa, moleque.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=cccb7ec704e828b99068ec1b9cf1fc03&cod=14071

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/07/30/trabalhando-com-poesia-640

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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ODE À CEBOLA – Pablo Neruda

Cebola
Luminosa redoma
pétala a pétala
cresceu a tua formosura
escamas de cristal te acrescentaram
e no segredo da terra escura
se foi arredondando o teu ventre de orvalho.
Sob a terra
foi o milagre
e quando apareceu
o teu rude caule verde
e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,
a terra acumulou o seu poderio
mostrando a tua nua transparência,
e como em Afrodite o mar remoto
duplicou a magnólia
levantando os seus seios,
a terra
assim te fez
cebola
clara como um planeta
a reluzir,
constelação constante,
redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das gentes pobres.

Generosa
desfazes
o teu globo de frescura
na consumação
fervente da frigideira
e os estilhaços de cristal
no calor inflamado do azeite
transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda
a tua influência, o amor, na salada
e parece que o céu contribui
dando-te fina forma de granizo
a celebrar a tua claridade picada
sobre os hemisférios de um tomate.
mas ao alcance
das mãos do povo
regada com azeite
polvilhada
com um pouco de sal,
matas a fome
do jornaleiro no seu duro caminho.
estrela dos pobres,
fada madrinha
envolvida em delicado
papel, sais do chão
eterna, intacta, pura
como semente de um astro
e ao cortar-te
a faca na cozinha
sobe a única
lágrima sem pena.
Fizeste-nos chorar sem nos afligir.

Eu tudo o que existe celebrei, cebola
Mas para mim és
mais formosa que uma ave
de penas radiosas
és para os meus olhos
globo celeste, taça de platina
baile imóvel
de nívea anémona

e vive a fragância da Terra
na tua natureza cristalina.

ODE AO TOMATE – Pablo Neruda

(…)
enche as saladas
do Chile,
casa-se alegramente
com a branca cebola,
e para o celebrar
deita-se-lhe
o azeite,
filho
natural da oliveira,
sobre os hemisférios entreabertos,
adiciona
a pimenta
a sua fragância,
o sal o seu magnetismo:
são os esponsais
do dia,
a salsa
embandeira-se,
as migas
fervem ruidosamente,
o assado
bate à porta
com o seu aroma,
está na hora!

O teu riso (Pablo Neruda)

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

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