Trabalhando com Poesia

“… Se eu quiser fumar, eu fumo. Se eu quiser beber, eu bebo. Eu pago tudo que eu consumo, com o suor do meu emprego… Confusão eu não arrumo, mas também não peço arrego, eu um dia me aprumo, pois tenho fé no meu apego… Eu só posso ter chamego, com quem me faz cafuné, como o vampiro e o morcego, é o homem e a mulher… O meu linguajar é nato, eu não estou falando grego, eu tenho amores e amigos de fato, nos lugares onde eu chego… Eu estou descontraído, não que eu tivesse bebido, nem que eu tivesse fumado, pra falar de vida alheia… Mas digo sinceramente, na vida, a coisa mais feia, é gente que vive chorando de barriga cheia… É gente que vive chorando de barriga cheia… É gente que vive chorando de barriga cheia… Se eu quiser fumar, eu fumo. Se eu quiser beber, eu bebo. Eu pago tudo que eu consumo, com o suor do meu emprego… Confusão eu não arrumo, mas também não peço arrego, eu um dia me aprumo, pois tenho fé no meu apego… Eu só posso ter chamego, com quem me faz cafuné, como o vampiro e o morcego, é o homem e a mulher… O meu linguajar é nato, eu não estou falando grego, eu tenho amores e amigos de fato, nos lugares onde eu chego… Eu estou descontraído, não que eu tivesse bebido, nem que eu tivesse fumado, pra falar de vida alheia… Mas digo sinceramente, na vida, a coisa mais feia, é gente que vive chorando de barriga cheia… É gente que vive chorando de barriga cheia… É gente que vive chorando de barriga cheia…” (Zeca Pagodinho – Maneiras – Comp.: Sylvio Da Silva)

“… Pago pra ver você rogar a minha volta, minha revolta tá na tua ingratidão, quem deu amor, quem se entregou, não merecia uma partida, sem deixar explicação… Quando você chegou pra mim, foi tanta jura, tanta promessa desse amor jamais ter fim… Agora vejo, foi somente um desejo, simplesmente um ensejo, pra mais uma curtição… Enquanto eu, que apostei todas as cartas, nesse amor que me descarta, só há dor, desilusão… Vou refazer minha vida, mudar o meu telefone, cicatrizar a ferida, tirar o seu sobrenome… O que restou de nós dois, vou apagar da lembrança, e não vou mais me entregar feito criança… Vou refazer minha vida, mudar o meu telefone, cicatrizar a ferida, tirar o seu sobrenome… O que restou de nós dois, vou apagar da lembrança, e não vou mais me entregar feito criança… Pago pra ver você rogar a minha volta, minha revolta tá na tua ingratidão, quem deu amor, quem se entregou, não merecia uma partida, sem deixar explicação… Quando você chegou pra mim, foi tanta jura, tanta promessa desse amor jamais ter fim… Agora vejo, foi somente um desejo, simplesmente um ensejo, pra mais uma curtição… Enquanto eu, que apostei todas as cartas, nesse amor que me descarta, só há dor, desilusão… Vou refazer minha vida, mudar o meu telefone, cicatrizar a ferida, tirar o seu sobrenome… O que restou de nós dois, vou apagar da lembrança, e não vou mais me entregar feito criança… Vou refazer minha vida, mudar o meu telefone, cicatrizar a ferida, tirar o seu sobrenome… O que restou de nós dois, vou apagar da lembrança, e não vou mais me entregar feito criança…” (Zeca Pagodinho – Pago pra ver – Comp.: Nelson Rufino)

“… Nunca mais ouvi falar de amor, nunca mais eu vi a flor, nunca mais um beija-flor, nunca mais um grande amor assim, que me fizesse um sonhador, levando a dor pra ter um fim… Pra nunca mais e nunca mais… Ah, meu amor, eu tive jeito de sorrir, eu tive peito de me abrir… Ando louco de saudade, saudade, saudade, saudade, ôô, que é louca por você… Ando louco de saudade, saudade, saudade, saudade, ôô, que é louca por você… O tempo voa e, não perdoa, só magoa, solidão… Quem ama chora, chora quem ama… Quem diz que não ama, não sonha em vão… Se a gente chora, é, tem saudade. Até se atreve voltar atrás, a velha frase, o vento leve, é até breve não nunca mais… Nunca mais ouvi falar de amor, nunca mais eu vi a flor, nunca mais um beija-flor, nunca mais um grande amor assim, que me fizesse um sonhador, levando a dor pra ter um fim… Pra nunca mais e nunca mais… Ah, meu amor, eu tive jeito de sorrir, eu tive peito de me abrir… Ando louco de saudade, saudade, saudade, saudade, ôô, que é louca por você… Ando louco de saudade, saudade, saudade, saudade, ôô, que é louca por você… O tempo voa e, não perdoa, só magoa, solidão… Quem ama chora, chora quem ama… Quem diz que não ama, não sonha em vão… Se a gente chora, é, tem saudade. Até se atreve voltar atrás, a velha frase, o vento leve, é até breve não nunca mais… “… Nunca mais ouvi falar de amor, nunca mais eu vi a flor, nunca mais um beija-flor, nunca mais um grande amor assim, que me fizesse um sonhador, levando a dor pra ter um fim… Pra nunca mais e nunca mais… Ah, meu amor, eu tive jeito de sorrir, eu tive peito de me abrir… Ando louco de saudade, saudade, saudade, saudade, ôô, que é louca por você… Ando louco de saudade, saudade, saudade, saudade, ôô, que é louca por você…” (Zeca Pagodinho – Pago pra ver – Comp Arlindo Cruz / Acyr Marques / Franco)

“… Eu tenho um santo padroeiro, poderoso, que é meu pai Ogum, eu tenho… Tenho outro santo, que me ampara na descida, que é meu pai Xangô, Caô… E quem me ajuda no meu caminhar nessa vida, pra ir na corrida do ouro, é Oxum, é Oxum… Nas mandingas que a gente não vê, mil coisas que a gente não crê, valei-me, meu pai, atotô, Obaluaê, Obaluaê… Por isso que a vida que eu levo é beleza, apesar das tristezas, eu só vivo a cantar, cantar… Cantando eu transmito alegria e, afasto qualquer nostalgia, pra lá, sei lá… E há quem diga, que esta minha vida, não é vida para um ser humano viver, podes crer… Nas mandingas que a gente não vê, mil coisas que a gente não crê, valei-me, meu pai, atotô, Obaluaê… Eu tenho um santo padroeiro, poderoso, que é meu pai Ogum, eu tenho… Tenho outro santo, que me ampara na descida, que é meu pai Xangô, Caô… E quem me ajuda no meu caminhar nessa vida, pra ir na corrida do ouro, é Oxum, é Oxum… Nas mandingas que a gente não vê, mil coisas que a gente não crê, valei-me, meu pai, atotô, Obaluaê, Obaluaê… Por isso que a vida que eu levo é beleza, apesar das tristezas, eu só vivo a cantar, cantar… Cantando eu transmito alegria e, afasto qualquer nostalgia, pra lá, sei lá… E há quem diga, que esta minha vida, não é vida para um ser humano viver, podes crer… Nas mandingas que a gente não vê, mil coisas que a gente não crê, valei-me, meu pai, atotô, Obaluaê…Valei-me, meu pai, atotô, Obaluaê…” (Zeca Pagodinho – Minha fé – Comp.: Zeca Pagodinho)

“Quando a dúvida o assaltar, firme seu coração, no desejo de perseverar até o fim. Se a mágoa e a calúnia o feri rem, não fique a lamentar-se inutilmente: gaste seu tempo em trabalhos construtivos, auxiliando a todos os que necessitam de seu apoio. Não se deixe desfalecer pelas dores! Ao contrário: eleve seu pensamento confiante, pedindo o socorro do Alto.” (Minutos de Sabedoria Pg. 107)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. O mês de agosto começou, e hoje, todos os caminhos levam ao Santuário de São Lázaro e São Roque, que é mais antigo do que a Igreja mais famosa de Salvador, a de Senhor do Bonfim. O mais antigo documento histórico que fala sobre a existência da Capela de São Lázaro é de 12 de outubro de 1737. É uma das quatro capelas baianas em estilo colonial do início do século XVIII.

Ao Santuário de São Lázaro estava ligado o hospital “Lazareto”, afastado do centro de Salvador, e destinado ao tratamento das pessoas afetadas por doenças contagiosas. Entre os pacientes, muitos escravos trazidos da África. Vale salientar que seus freqüentadores, em sua grande maioria, são de raízes afro-descendentes, vindos das periferias de Salvador. Eles têm um sentimento de pertença muito grande ao patrimônio construído pelos seus ancestrais e sentem que este lugar, além de sagrado, é parte da história de lutas, sofrimentos e conquistas do seu povo.

O Santuário é cristão, com liturgia católica. No entanto, por estar na Bahia, jamais ele deixará suas características africanas, herdadas pelo povo baiano de raiz afrodescendente. Verdadeiras romarias e caravanas diversas lotam o Santuário a cada segunda-feira, vindas das periferias e locais diversos de Salvador. Quase totalidade dos devotos vestem branco. Boa parte toma o famoso “banho de pipoca” na frente da Igreja e, segundo sua crença, seus corpos são purificados para que possam entrar no lugar sagrado. Quatro missas são celebradas a cada segunda, com a igreja lotada em todas. A missa das 18 horas é de estilo africano, com música, cores, danças e uma alegria contagiante. O respeito com que esse povo negro participa da celebração é algo percebido pelos visitantes.

Leia mais em http://www.redentoristas.com.br/sant_saolazaro.htm

Essa semana, ainda homenageando os 52 anos de emancipação política de Lauro de Freitas, o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra do Poeta Ipitanguense Tude Celestino de Souza. Espero que gostem.

Nascido em Campo Formoso, em 25 de Junho de 1921, o poeta Tude Celestino de Souza foi criado em Ilhéus, o que lhe conferiu grande parte da inspiração para a fase inicial de sua obra literária, permeada de referências rurais, influências do cordel, repente e cantadores do interior da Bahia. Poeta de formação autodidata, tendo cumprido os estudos formais apenas até o 4° ano primário, é autor da trilogia O Ás de Ouro, o poema mais emblemático de sua obra, uma saga fictícia em três fases, com linguagem matuta, tipicamente sertaneja e eivada de traços trágicos, que narra a trajetória de um sujeito acometido pelo sentimento de vingança e que também dá nome a seu único livro, que teria segunda edição publicada pouco antes de sua morte, mas que aguarda lançamento, previsto em edição especial pelos 20 anos de seu falecimento.

Tude Celestino marcou sua poesia com temáticas relativas à boemia, ao amor e, sobretudo, à referência nordestina, pelo que é mais lembrado; sua obra, no entanto, contempla ainda um traço marcante de versatilidade, incluindo os, ainda inéditos, poemas fesceninos.

Apesar da influência primeira, pautada na temática nordestina, a cegueira, que o acometera por influência do diabetes, constituiu uma relevante influência para o caráter que seus versos assumiram posteriormente, conferindo-lhe determinada pujança e capacidade de abstração e contemplação nãovisual da relação tempo-espaço.
Foi, contudo, durante os anos de 1940, na então Santo Amaro do Ipitanga, onde se teria estabelecido por ocasião da implantação da Base Aérea do Salvador e do Aeroporto Internacional Dois de Julho, vindo atuar como agente aeroportuário, que assumiu plenamente sua irrefutável vocação de poeta, firmando-se como referência cultural do município que o acolheu como ilustre cidadão.

Declarado pelo poeta e jornalista Jeová de Carvalho como um “ente sagrado de impossível repetição”, dada a exuberância, inestimável valor literário e elaboração de sua obra, Tude se manteve sempre em evidência na região, tendo seu nome vinculado a grande parte da agitação cultural e social vigente até o final dos anos 80, quando, por complicações do diabetes, pôs termo à sua produção literária – mas não sua respeitabilidade junto ao povo desse lugar, sobretudo, por conta dos memoráveis saraus que abrigou no espaço cultural Ás de Ouro, referência da boemia local àquela época, quando, através d’A Noite Poeta – evento oficial promovido com incentivo e participação da prefeitura municipal, contando sempre com presenças de nomes importantes das letras na Bahia -, o poeta gozou do prestígio de nomear o Prêmio Tude Celestino de Souza de Poesia, que, em edições anuais, destacou e incentivou a produção literária local, conferindo visibilidade ao município como eixo cultural no estado.

Recentemente, em iniciativa conjunta de diversos segmentos da comunidade de Lauro de Freitas, a partir da sugestão do Historiador Gildásio Freitas em tributo aos 20 anos de morte do poeta, propõe-se a atribuição de seu nome ao Centro de Cultura local, antiga sede dos festivais em sua homenagem, tornando-o Centro de Cultura Tude Celestino – CCTC.

Apesar da larga influência das ações culturais do poeta Tude Celestino como mantenedor da imagem do município como pólo cultural na sua época, hoje, quase não se tem conhecimento da relevância da sua obra, daí a importância de ações como o Movimento ATiTude CelesTina e, mais especificamente, o Projeto ATiTude.

Tude Celestino, entre outras peculiaridades, marcou em sua obra uma veemente ação pela preservação do nome e memória de Ipitanga (que remete à origem indígena e significa água vermelha) – denominação original da localidade hoje conhecida pelo nome de Lauro de Freitas, que lhe foi atribuído por ocasião da emancipação política ocorrida em 1962.

Manifestando sua ressalva pela atribuição de tal nome ao município, o poeta alegara antever um processo sutil de alienação da memória local. Para ele, a emancipação política, um processo legítimo e natural na trajetória de evolução de uma localidade, não pressupunha necessariamente o desmerecimento da memória e das referências locais referendadas no nome de Santo Amaro de Ipitanga (denominação jesuíta estabelecida com a fundação da freguesia em 1608).

Atento à necessidade da instituição de dispositivos para a manutenção da memória local, datou toda a sua obra literária em Ipitanga ou mesmo Santo Amaro de Ipitanga, mesmo nas composições posteriores à emanciapção, além de ter rejeitado o título de cidadão laurofreitense, alegando, no entanto, que se reconhecia cidadão ipitanguense.
A despeito da cegueira, tal sensibilidade e percepção apurada do mundo e da sociedade nem sempre fora expressa em seus versos, mas marcou seu pensamento em sua comunidade e em seu tempo conferindo-lhe a notoriedade e respeito de que goza ainda hoje.

Fonte: Blog Atitude Celestina

http://atitudecelestina.blogspot.com.br/2009/11/tude-celestino_24.html

No prefácio Musical teremos a presença do sambista Zeca, que esteve em Salvador neste sábado (2). Espero que gostem.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Altman desmonta a tese da autodefesa de Israel – O jornalista Breno Altman, que é judeu, aponta três argumentos contra a tese de que Israel apenas reage, de forma legítima, ao terrorismo do Hamas; o primeiro: “desde 1967, quando tomou a força territórios árabes, Israel é o Estado agressor e os palestinos, desde então, possuem direito natural à auto-defesa e à rebelião”; o segundo: ao usar como pretexto a morte de três adolescentes israelenses, Netanyahu não tratou o episódio como um caso policial, mas como tema militar; terceiro: nunca existiu autodefesa que justificasse mortes de mulheres, crianças e ataques a edifícios das Nações Unidas; “o nome do que faz o governo de Israel é crime de guerra”…

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/148877/Altman-desmonta-a-tese-da-autodefesa-de-Israel.htm

A volta ao mundo de Kátia com dinheiro público – Senadora Kátia Abreu (PMDB/TO) recebeu um petardo neste fim de semana da revista Época; ela foi acusada de rodar o mundo ao lado do namorado, Moisés Pinto, funcionário do seu gabinete no Senado com recursos públicos; juntos, eles foram a destinos como Pequim, Frankfurt, Washington, Lima e Bruxelas; senadora também foi acusada de usar recursos da Confederação Nacional da Agricultura, alimentados pelo Sistema S, em proveito próprio e será julgada pelo TSE…

http://www.brasil247.com/pt/247/tocantins247/148860/A-volta-ao-mundo-de-K%C3%A1tia-com-dinheiro-p%C3%BAblico.htm

ONU condena monstro Bibi por ataque: “ultraje moral” – “É um ultraje moral e um ato criminoso”, denunciou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em comunicado no qual se referiu ao novo ataque a uma escola da ONU, que deixou dez pessoas mortas neste domingo, como “outra grave violação da lei humanitária internacional”; este é o segundo bombardeio a uma escola da Organização em uma semana; Ban lembrou que Israel foi alertado sobre refúgios; diplomata coreano também defendeu que “este ataque, junto com outras violações da legislação internacional, deve ser investigado rapidamente e os responsáveis devem pagar por isso”; disparos aéreos comandados pelo genocida Benjamin Netanyahu mataram 40 palestinos apenas hoje…

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/148845/ONU-condena-monstro-Bibi-por-ataque-ultraje-moral.htm

ONU oferece apoio à China, que tem mais de 360 mortos em terremoto – A Organização das Nações Unidas (ONU) ofereceu hoje à China assistência para os atingidos pelo terremoto deste domingo no Sudoeste do país, que causou a morte de pelo menos 367 pessoas e deixou perto de 2 mil feridos; “A ONU está preparada para apoiar os esforços para responder às necessidades humanitárias causadas pelo desastre e para mobilizar qualquer ajuda internacional ao povo chinês”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon…

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/148875/ONU-oferece-apoio-%C3%A0-China-que-tem-mais-de-360-mortos-em-terremoto.htm

Lula destaca emprego como maior legado de Dilma – Depois de três anos com crescimento próximo a 1%, ex-presidente Lula usa dados do mercado de trabalho para defender a reeleição de Dilma; “Enquanto o mundo destruiu mais de 60 milhões de vagas desde a crise de 2008, o Brasil criou 10 milhões de empregos”, destacou; petista afirmou ainda que “alcançamos tecnicamente o pleno emprego e a economia brasileira, com os investimentos que estão sendo feitos no pré-sal e nas obras de infraestrutura, tem todas as condições para crescer nos próximos anos”…

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/148839/Lula-destaca-emprego-como-maior-legado-de-Dilma.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/08/04/trabalhando-com-poesia-643

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Perenal II – Tude Celestino

Mais um dia se vai em minha lembrança
Contínua, reinando persistente.
Cativa, sem defesa a minha mente
Pensando só em ti, jamais se cansa.
Quando do ocaso, o véu difuso avança,
Ainda estou a cismar e docemente
Busco um alívio, olhando o céu poente,
Abismo em cores onde o sol se lança.
E a noite vem; meu fado continua,
Feito de sombras, teu vulto risonho
Em meu redor diáfano flutua.
Teu nome em prece rezo e adormeço
E ei-la integralmente no meu sonho
Meu Deus, eu nem dormindo te esqueço.

Minha Nau Desarvorada – Tude Celestino

Quando o ciclone da vida
Leva meu barco à deriva
E o nevoeiro me priva
De encontrar uma saída,
Só você, minha querida,
Em meio à turva jornada,
É minha luz na madrugada,
Minha ilha, meu tesouro,
Meu porto, meu ancoradouro
Pra minha nau desarvorada.

É Fácil Fazer Poesia – Tude Celestino

É fácil fazer poesia
Quando canta o coração,
Fazer do verso – oração!
De culto – você, Maria!
Quando se ama, Maria
Se é poeta e cantor
Preso à chama do amor
É fácil fazer poesia
Pode estar chuvoso o dia,
Escuro, de cerração,
Parece que é verão:
Há sol na alma da gente.
Vive-se para o amor somente
Quando canta o coração.
Do teu sorriso, a canção
Que me inebria e me acalma,
Ouvindo é fácil minh’alma
Fazer do verso oração!
Ter universo na mão
Numa constante harmonia,
E em divinal melodia
Sem dissonância nem guerra,
Fazer o céu cá na terra,
De culto – você, Maria.

Simultâneos – Tude Celestino

O vozerio em torno era aguerrido
Mas nós dizíamos versos simultaneamente
Ao ouvido um do outro e sua voz dolente
Embalava de sonhos meu atento ouvido.
Quando de minha vez, em mil rimas perdido,
Tentando compensá-la pelo áureo presente,
Tropeçava no verso e a lira cadente
Descantava cativa um sonho dolorido
Cumpliciada com a brisa que passava
Envolta em ondas de Perfume, a minha face
A sua cabeleira afagava.
E a noite complacente meu desejo embala
Desejo que crucia e me leva ao traspasse,
Por conter, insensato, a ânsia de beijá-la.

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