Trabalhando com Poesia

“… O céu de repente anuviou e o vento agitou as ondas do mar e, o que o temporal levou, foi tudo que deu pra guardar… Só Deus sabe o quanto se labutou, custou, mas, depois veio a bonança, e agora é hora de agradecer, pois quando tudo se perdeu e a sorte desapareceu, abaixo de Deus só ficou você… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor… Quando tudo parece que estar perdido, é nessa hora que você vê quem é parceiro, quem é bom amigo, quem tá contigo, quem é de correr… A sua mão me tirou do abismo, o seu axé evitou o meu fim, me ensinou o que é companheirismo e, também a gostar de quem gosta de mim… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor… Na hora que a gente menos espera, no fim do túnel aparece uma luz, a luz de uma amizade sincera, para ajudar carregar nossa cruz, foi Deus quem pôs você no meu caminho, na hora certa pra me socorrer, eu não teria chegado sozinho a lugar nenhum se não fosse você… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor… O céu de repente anuviou e o vento agitou as ondas do mar e, o que o temporal levou, foi tudo que deu pra guardar… Só Deus sabe o quanto se labutou, custou, mas, depois veio a bonança, e agora é hora de agradecer, pois quando tudo se perdeu e a sorte desapareceu, abaixo de Deus só ficou você… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor… Na hora que a gente menos espera, no fim do túnel aparece uma luz, a luz de uma amizade sincera, para ajudar carregar nossa cruz, foi Deus quem pôs você no meu caminho, na hora certa pra me socorrer, eu não teria chegado sozinho a lugar nenhum se não fosse você… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor… Quando a gira girou, ninguém suportou, só você ficou, não me abandonou… Quando o vento parou e a água baixou, eu tive a certeza do seu amor…” (Zeca Pagodinho – Quando a gira girou – Comp.: Claudinho Guimarães / Serginho Meriti)

“… Eu preciso do seu amor, paixão forte me domina, agora que começou, não sei mais como termina, água da minha sede, bebo na sua fonte, sou peixe na sua rede, por do sol no seu horizonte… Quando você sambou na roda, quando você sambou na roda, fiquei afim de te namorar, fiquei afim de te namorar… O amor tem essa história: Se bate já quer entrar, se entra não quer sair, ninguém sabe explicar… O meu amor é passarinheiro, o meu amor é passarinheiro, ele só quer passarinhar, ele só quer passarinhar… Seu beijo é um alçapão, seu abraço é uma gaiola, que prende meu coração, que nem moda de viola… Na gandaia, na gandaia, fruto do seu amor me pegou, na gandaia, sua renda me rodou, foi a gira, Foi cangira que me enfeitiçou, apaixonado, preciso do seu amor… Na gandaia, na gandaia, fruto do seu amor me pegou, na gandaia, sua renda me rodou, foi a gira, Foi cangira que me enfeitiçou, apaixonado, preciso do seu amor… Eu preciso do seu amor, paixão forte me domina, agora que começou, não sei mais como termina, água da minha sede, bebo na sua fonte, sou peixe na sua rede, por do sol no seu horizonte… Quando você sambou na roda, quando você sambou na roda, fiquei afim de te namorar, fiquei afim de te namorar… O amor tem essa história: Se bate já quer entrar, se entra não quer sair, ninguém sabe explicar… O meu amor é passarinheiro, o meu amor é passarinheiro, ele só quer passarinhar, ele só quer passarinhar… Seu beijo é um alçapão, seu abraço é uma gaiola, que prende meu coração, que nem moda de viola… Na gandaia, na gandaia, fruto do seu amor me pegou, na gandaia, sua renda me rodou, foi a gira, Foi cangira que me enfeitiçou, apaixonado, preciso do seu amor… Na gandaia, na gandaia, fruto do seu amor me pegou, na gandaia, sua renda me rodou, foi a gira, Foi cangira que me enfeitiçou, apaixonado, preciso do seu amor… Eu preciso do seu amor, paixão forte me domina, agora que começou, não sei mais como termina, água da minha sede, bebo na sua fonte, sou peixe na sua rede, por do sol no seu horizonte…” (Zeca Pagodinho – Água da minha sede – Comp.: Dudu Nobre / Roque Ferreira)

“… Queria felicidade, não pra me apaixonar, por medo desse amor bonito me fazer chorar… Que fazer com meu coração? Paixão chegou sem dizer nada, e ensinou pro meu viver, que o dono da dor sabe quanto dói, tem jeito não, o peito rói… E só quem amou pode entender o poder de fogo da paixão, porque… A realidade é dura, mas é ai que se cura, ninguém pode imaginar o que não viveu… Queria felicidade, não pra me apaixonar, por medo desse amor bonito me fazer chorar… Eu não sabia, Oh! Senhor, das artimanhas do amor, caí nas garras da sedução… Tá doendo demais, mexendo com minha paz, amarga e doce tentação… Eu não sabia, Oh! Senhor, das artimanhas do amor, caí nas garras da sedução… Tá doendo demais, mexendo com minha paz, amarga e doce tentação… Que fazer com meu coração? Paixão chegou sem dizer nada, e ensinou pro meu viver, que o dono da dor sabe quanto dói, tem jeito não, o peito rói… E só quem amou pode entender o poder de fogo da paixão, porque… A realidade é dura, mas é ai que se cura, ninguém pode imaginar o que não viveu… Queria felicidade, não pra me apaixonar, por medo desse amor bonito me fazer chorar… Eu não sabia, Oh! Senhor, das artimanhas do amor, caí nas garras da sedução… Tá doendo demais, mexendo com minha paz, amarga e doce tentação… Eu não sabia, Oh! Senhor, das artimanhas do amor, caí nas garras da sedução… Tá doendo demais, mexendo com minha paz, amarga e doce tentação… Queria felicidade, não pra me apaixonar, por medo desse amor bonito me fazer chorar…” (Zeca Pagodinho – o Dono da dor – Comp.:Nelson Rufino)

“… Chico não vai na curimba, Chico não quer curimbar, bebeu água de muringa, dormiu no pé do gongá, hoje não faz mais mandinga, não quer saracutear, Chico não acende vela, nem manda flores pro seu Orixá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Chico não vai na curimba, Chico não quer curimbar, bebeu água de muringa, dormiu no pé do gongá, hoje não faz mais mandinga, não quer saracutear, Chico não acende vela, nem manda flores pro seu Orixá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Não toma banho de arruda, nem toma banho de abô e nem sabe me dizer se é de Keto, de Angola, de Jeje ou Nagô… Dizem pelos quatro cantos que ele era um grande babalorixá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Seu pai de santo no descarrego, tomou um carrego até cair no chão, Chico arrebentou a guia, nosso compadre não quer proteção, dispensou a rezadeira, figa de Guiné e o velho patuá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Chico não vai na curimba, Chico não quer curimbar, bebeu água de muringa, dormiu no pé do gongá, hoje não faz mais mandinga, não quer saracutear, Chico não acende vela, nem manda flores pro seu Orixá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Não toma banho de arruda, nem toma banho de abô e nem sabe me dizer se é de Keto, de Angola, de Jeje ou Nagô… Dizem pelos quatro cantos que ele era um grande babalorixá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Seu pai de santo no descarrego, tomou um carrego até cair no chão, Chico arrebentou a guia, nosso compadre não quer proteção, dispensou a rezadeira, figa de Guiné e o velho patuá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá… Ele é de banda cheirô… Ele é de banda cheirá…” (Zeca Pagodinho – Chico não vai na curimba – Comp.: Dudu Nobre / Zeca Pagodinho)

Confira outros sucessos de Zeca Pagodinho:

“Seja forte e corajoso (a). Não se deixe vencer pela adversidade, pela doença, pela dor. Saiba que a Força Divina jamais o abandona, porque está dentro de você mesmo. Reaja com firmeza; porque o auxílio lhe chegará na hora oportuna. A mesma força que está, dentro de você dirige os universos infinitos… Tenha confiança e seja corajoso. Tenha bom ânimo!” (Minutos de Sabedoria Pg. 111)

Bom dia pessoal,

Não. Ninguém irá fazer a sua caminhada por você. A sua trajetória será sempre guiada pelas suas atitudes e decisões. A nossa capacidade de se indignar e de perseguir os nossos objetivos é o principal alicerce dos nossos triunfos ou derrotas e frustrações. É de você mesmo que terás que cobrar as atitudes que julga capazes de modificar para melhor a sua vida.

Em 08 de agosto de 1945 representantes das quatro potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial aprovam, em Londres, a criação de um tribunal internacional de guerra para julgar os criminosos nazistas. Os julgamentos no Tribunal de Nurembergue contra 22 indiciados terminam em agosto de 1946.

Ainda sobre o Julgamento

Em 8 de agosto de 1974, o republicano Richard Nixon renuncia à presidência dos Estados Unidos. Sob ameaça de impeachment, por ter dado aval à espionagem da sede do Partido Democrata em Washington, Nixon foi o primeiro dirigente norte-americano a renunciar, no episódio conhecido como escândalo de Watergate.

O “Trabalhando com Poesia” de hoje homenageia David Howell Evans, mais conhecido por seu nome artístico The Edge (ou apenas Edge), o guitarrista, backing vocal e tecladista da banda de rock irlandesa U2 que aniversaria hoje. Em 2003, foi considerado o 38º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. The Edge, juntamente com os colegas de Bono, compuseram recentemente uma adaptação musical do Homem-Aranha.

http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Edge

Completou, ontem, oito anos de sancionada a Lei Maria da Penha A Lei Maria da Penha, denominação popular da Lei número 11.340, é um dispositivo legal brasileiro que a aumentar o rigor das punições aos homens ,quando eles agridem uma mulher ou a esposa,o que é mais recorrente.

Decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006, a lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.

A introdução da lei diz:

“Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.”

A Lei Maria da Penha colocou em prática várias medidas de proteção às mulheres que sofrem violência doméstica, tanto física quanto psicológica. A lei dispensou a necessidade de flagrante da agressão para abertura de inquérito e ampliou os locais de atendimento à mulher. Desde 2006, a quantidade de centros especializados subiu de 92 para 231 e as delegacias da mulher de 328 para 500. Para dar mais efetividade à lei, foi criado também o Disque 180, que recebe denúncias de todo país e encaminha os casos para autoridades competentes.

Saiba mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Maria_da_Penha

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Correio do Brasil. Vale a pena conferir:
Há 12 anos, Brasil pedia o colo do FMI pela última vez – Após dois empréstimos no FMI, em 1998 e 2001, em agosto de 2002 governo FHC recorreu novamente ao FMI; ministro Pedro Malan, da Fazenda, assinou acordo de US$ 30 bi; no ano seguinte, em abril, o recém eleito Lula quitou dívida com US$ 4,2 bi; não houve mais tomadas de crédito; Brasil até emprestou US$ 10 bi para o Fundo enfrentar crise mundial; hoje, governo tem reservas internacionais de US$ 379 bilhões; “Eles quebraram o Brasil, nós pagamos o FMI”, disse ontem presidente Dilma Rousseff…

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/149113/H%C3%A1-12-anos-Brasil-pedia-o-colo-do-FMI-pela-%C3%BAltima-vez.htm

Santander doou R$ 1,1 milhão para PSB de Campos – Banco espanhol alertou clientes de alta renda sobre relação entre a reeleição da presidente Dilma Rousseff e a piora do cenário econômico; duas semanas antes de disparar a carta, Santander fez três doações no valor total de R$ 1,1 milhão ao Diretório Nacional do PSB, que tem Eduardo Campos como candidato a presidente…

http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/149498/Antes-de-informe-Santander-doou-R$-11-mi-para-o-PSB-de-Campos.htm

PML: “Brasil deve desculpas a Genoino” – Progressão do regime semiaberto para o aberto, que será cumprido em casa pelo ex-deputado, “deve ser celebrado”, afirma Paulo Moreira Leite, em seu blog no 247; “Não se deve exagerar nos festejos, porém”, ressalta o jornalista; “A volta para casa garante uma impressão de normalidade a uma história absurda de perseguição e injustiça”; PML diz ainda que José Genoino, que lembra, nunca mexeu com dinheiro em mais de 50 anos de atuação política, “nunca deveria ter sido condenado. Muito menos preso”…

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/149476/PML-%E2%80%9CBrasil-deve-desculpas-a-Genoino%E2%80%9D.htm

WSJ reconhece a força do pré-sal do Brasil – “Quando a Petrobras revelou a maior reserva de petróleo da sua história, em 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou que a descoberta havia provado que Deus é brasileiro. Novos dados de produção estão levando muitos na indústria a compartilhar esse otimismo”, diz reportagem do americano Wall Street Journal; extração de 520 mil barris, um recorde histórico para a estatal, e reconhecimento internacional derrubam teses derrotistas de colunistas como Carlos Alberto Sardenberg e Reinaldo Azevedo…

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/149418/WSJ-reconhece-a-for%C3%A7a-do-pr%C3%A9-sal-do-Brasil.htm

Os políticos, os eleitores e o bordel! Por Eloiso Alves de Matos – “Os homens são tão simples e tão inclinados a obedecerem às necessidades imediatas que um enganador jamais terá falta de vítimas para suas fraudes”. Maquiavel – Nossos parlamentares estão realmente mais para verdadeiros atores do que para aqueles que cuidam da cidade, dos interesses da população e que sabem conduzir nossos destinos na direção correta… O político que não tem muitos votos é porque não é bom, não sabe mentir ou representar bem? Esta é uma indagação que vale uma profunda reflexão, mas a despeito desta realidade tão contundente podemos dizer que existem muitos fatores que podem impedir algum candidato de obter os votos desejados para alcançar êxito em uma eleição, dentre estes está o econômico…

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/149248/Os-pol%C3%ADticos-os-eleitores-e-o-bordel!.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/08/08/trabalhando-com-poesia-647

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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O Ás de Ouro – Tude Celestino

Seu moço, eu já fui incréu,
Mas num baráio, meu patrão,
Nunca mais eu boto a mão
Inquanto huvé Deus no Céu!
Baráio é morte, é ruína,
E pru mode essa silibrina
Pai de famia se mata
Dispôs que impenha a aprecata
E perde a ropa e o chapéu.
Todo jogo é tentação,
Mas num baraio, seu dotô,
Foi que o anjo inganadô
Butô mais quengo e treição
É cum ele que o sujo ganha
As arma qui ele arrebanha
Nos arçapão das cafuas
Pois é u’a verdade nua:
Baráio é a bíbria do cão!
Meu pai já foi home abastado
Quando eu ainda era minino,
Quando eu cresci, seu Celino
Já era, então, um pé rapado.
Vaca, casa, budega,
As casinha, os boi, as égua,
Roça, casa de farinha,
Quando pensou que ainda tinha,
Já o baráio tinha levado.
Migué Celini Paranho
O Ás de Ouro cunhecido,
Era um véio distemido
E ao falá num me acanho,
Ao perdê tudo, meu pai
Dixe ansim: Num jogo mais!
No baráio sapecô fogo
Pagô as dívida do jogo
E foi dá dia de ganho.
Meu pai era um véio pacato;
Cum eu o leite frivia,
Pois sei que o jogo esse dia
Era u’a cama de gato;
E eu dismanchava a baiúca,
Dismantelava a arapuca,
Gritava: Arco de reis!
Matava dois cabra ou três
E me imbrenhava no mato.
Pur quê eu nunca quis tostão
Num seno meu, seu dotô
O meu tumém eu num dô
Nem qui venha um batainhão;
E mode esse rejume,
Eu cunheci o negrume
Do Manto dos disingano
Dos qui leva quinze ano
No fundo de u’a prisão.
Hoje qui tudo acabô
E qui eu já fui perduado,
Qui no baú do passado
Num guardo mais essa dô,
Essa mágua, essa enlusão,
Vô abri meu coração
Qui é pra todo mundo vê
E eu contá pra vamicê
Cuma o caso se passô:
Foi no arraiá dos Firmino
Numa noite de Natá,
In vez de i pra ingrejinha oiá
Nos presepe Deus Minino
Fui foi pr’um jogo que tinha
Na casa de Zé de Aninha,
Um jogadô patotero
Qui robô muito dinhero
Do meu pai – do véi Celino.
Pur o cabra eu tinha rêxa
Guardada no coração,
Dessas que garra um cristão
E nem cum a morte num dêxa.
Atrás do Zé, no sucaro,
Cuma cachorro no faro,
Há muito tempo eu vivia
E ele bem sabia
A razão de minhas quêxa.
Fui e entrei no mundéu;
Zé de Aninha cum distreza
Butava as carta na mesa
Si rino sempre pra eu;
Figurô terno e ás de ouro
Sinti um tremô no coro
E falei cum frio na ispinha:
Nesta ronda, Zé de Aninha,
Os ás qui sai é meu.
Ele dixe: Cuma quêra,
Do princípio inté o fim;
Seu pai tomém era ansim
Mas já lhe fiz a cavêra.
E eu lhe dixe: Mas cum fio
Num ande fora dos trio;
Vou lhe avisá, num se zangue:
Lhe afogo todo em seu sangue
Se jogá cum ladroêra.
E arrancano o meu punhá
Finquei de leve na mesa
Quando larguei, qui beleza,
O cabo tremeu no ar.
Dois capanga do Zé
Qui tavam atrás dele, in pé,
Tremero veno meu fogo;
Zé deu saída no jogo
E cumecemo a jogá.
Meia noite a pressão
Do nosso jogo subia;
Eu no ás sempre perdia
E o Zé si rino… Apois não!
E eu já cheio de incerteza,
Oiei dibaxo da mesa
E vi então cum esses óio
Qui nunca teve dordóio
Dois ás de baráio no chão.
Dano um sarto de cavalo,
Ranquei o punhá da mesa,
E, cum toda ligereza,
Sigurei Zé no gargalo
E dei vinte punhalada
Inquanto qui in disparada
Os dois capanga fugia
E na ingrejinha se uvia
Cantarem a missa do galo.
Quinze ano – ou foi cem?
Eu amarguei na prisão.
Já sou homem de bem;
Só vivo do meu trabáio.
Num peguei mais in baráio,
Dexei aquela vidinha.
Mas o tal de Zé de Aninha
Nunca mais roba ninguém.

A Vingança de Zé de Aninha – Tude Celestino

São João! Fuguete! Istôro!
E eu aqui, queto, iscundido,
Muito triste e arrepindido,
Cum cara de mau agôro.
Eu so fio do Ás de Ouro
Qui, pur disventura minha,
Liquidei o Zé de Aninha
Nu’a noite de Natá
E agora vivo a pená
De um remorso qui me ispinha.
A sorte é quem ditrimina
O qui nós é nesse mundo;
Uns nasce pra vagabundo
E tem qui cumpri a sina,
As vez a gente arrimina
Faz tolice de minino
Mas num distorce o distino.
Zé nasceu pru baráio
Eu, da vida nos ataio,
Triminei seno assassino.
Mas paguei as minhas pena
Todinha à sociedade,
Só inda agora a maldade
Do remorso me condena;
Fecho os óio e vejo a cena
Do Zé a se acabá;
No seu sangue se banhá…
Tombém oiço as pancada
Dos sino, as badalada
Da ingrejinha do arraiá.
Iscute, seu moço, meu azá,
Foi vê naquela vingança
I simbora a isperança
D’eu um dia me salvá,
Dispois de o Zé eu matá,
Num buteco – o Perde e Ganhe
Eu quis inté abri champanhe;
Mas a vingança nos trai:
Jugano vingá meu pai,
Quaje matei minha mãe.
Minha mãe qui sofreu tanto
– Cuma ela merma me contô –
Qui derna qui se casô
Qui veve a derramá pranto,
Fez promessa a todo santo
Pra meu pai – O véi Celino,
Dexá o triste distino,
Do barái dexá os trio
E acabô foi veno o fio
Na prisão como assassino.
E meus ano de prisão,
Qui quaje num acabam mais.
Minha mãe num teve paz,
Só mágua no coração.
E só, naquela aflição,
Lembrei dela – Dona Aninha,
A mãe do Zé, u’a veinha
Qui veve a rezá pur ele.
Eu, veno triste a mãe dele,
Lembrava, triste, da minha.
Parece inté um mistéro.
Qué vê, repare, patrão:
Das grade de minha prisão,
Eu via de perto o impero
Da tristeza – o sumitéro.
E via sigui de pé,
Todo dia u’a muié…
– Era ela, Dona Aninha,
Qui ia toda tardinha
Rezá na cova do Zé.
As duas santas muié,
Sobe ainda na prisão,
Qui passavam privação
Talvez inté fome, inté.
Prá irem, cheia de fé,
U’a vê o fio novamente,
Teno no pé u’a corrente;
A ôta, pru campo santo.
Duas mãe com o mermo pranto
Chorano dô diferente.
Moço, nós tudo um dia
Divia entrá num xadrez,
Passá dois dia ou três,
Veno passá sem alegria
As hora nas inxovia
Mermo sem firi ninguém;
Garanto, qui era um bem
Siria útil a lição,
Diminuía os ladrão,
E os assassino tomém.
Mas, sim, minha penitença:
Paguei toda na prisão,
Mas a arma e o coração,
Tão presa em otra sentença;
No remorso, a mágua imensa
Qui me traz arrepindido,
Me taxaro de bandido
E, ao senti esse horrô,
Eu fiz a nosso senhô
Esse pungente pedido:
Oh! Deus, tenha a arma do Zé
No santo reino da glora
E me dexe vida a fora
Nos ispinho sangrano os pé.
Inté que um dia inté
Eu ganhe de novo a isperança
Qui só penano se arcança;
Dexe,meu Deus, eu sofrê!
E qui seja do meu vivê
Do Zé de Aninha a vingança.

Redenção – Tude Celestino

Sarve, Oh! Deus Onipotente!
Qui criou o céu e o má,
Qui veno a gente pecá
Ainda perdoa a gente;
Sempre bondoso e cremente,
Nos dá toda proteção,
É pai ditoso e, então,
Seu amô é santo, é puro
Qui inté pru crime mais duro
Ele reserva um perdão!
Minha istora é cunhecida
Pur todo esse sertão,
Só ninguém sabe, patrão,
Qui a liberdade quirida,
Quando a gente vê perdida
É qui o remorso aparece
E dentro da gente, cresce.
Mas cadê pudê vortá
Do mei da trama e evitá
As teia qui o diabo tece?
Ao obtê a liberdade,
Num teno mais o meu pai,
Minha mãe, vai mas num vai,
Saí triste, na verdade.
Minha mãe, pur piedade,
Do muito qui ocorreu,
Num relato pra eu.
Ansim, preso, eu num sabia
Qui a fome, muitos dia,
Na sua porta bateu.
Mas minha mãe inda me viu
Gozano da liberdade.
Mas já avançada da idade,
Com mais um ano, partiu.
Me abraçano sorriu
Quando sua hora chegô,
Sorrino me abençoô,
E pru céu, cuma um anjinho,
Ansim Cuma um passarinho,
Sua alma pura vuô.
Fiquei sozinho no mundo,
Inda pur cima, mal visto.
Me agarrei cum Jesus Cristo
Pra num sê um vagabundo.
Meu desgosto era profundo
Quando eu via Dona Aninha
Qui tombém ficô sozinha,
Pois viúva criô Zé,
Qui eu ajuntei os pé
Naquela hora mesquinha.
Deus me perdoe – Ave Maria!
Se vou dizê coisa fea:
Mermo sorto ou na cadea
Eu tinha a merma agonia,
A merma dô me afrigia
Cuma se eu fosse um ateu,
Era triste os dia meu…
Parecia, meu patrão,
Qui Deus, cum toda razão,
Andava cum raiva d’eu.
Apesá de tê dexado
A danada da cadêa
Tinha na alma u’a peia
Eu vivia amargurado.
Tinha um remorso incausado
Qui num achava meizinha,
Mas u’a voz, u’a tardinha,
Me dixe qui pra eu vivê
Eu tinha qui obtê
O perdão de Dona Aninha.
Fui entonce, sem demora,
Pru ranchim, pra casa dela,
Qui, pra mim, virô capela
E ela, Nossa Senhora!
Dona Aninha, minh’alma implora,
Eu vim aqui lhe implorá
Seu perdão; e ela, a me oiá
Cum uns zoinho imbaciado
Me abraçô e, abraçado,
Nós cumecemo a chorá.
Dipois sirrimo. E Jesus,
Num registro na parede
Do ranchim, bem junto à rede,
Tombém sirriu lá da cruz.
A sala se incheu de luz
Viro u’a ingreja a casinha
Diante, intão, da veinha,
Sentei o juei no chão,
De Deus sintino o perdão
No perdão de Dona Aninha.
E ainda, pur sorte minha,
Cumpretano o seu perdão,
Numa noite de São João,
Ela quis sê minha madrinha.
Ansim, a doce veinha
Fez eu isquecê o qui se deu,
O meu passado morreu
E a minha vida hoje é bela.
A minha mãe, hoje, é ela
E o Zé, pra ela, sô eu.
Sarve, Oh! Deus Onipotente!
Qui criou o céu e o má,
Qui veno a gente pecá
Ainda perdoa a gente;
Sempre bondoso e cremente,
Nos dá toda proteção,
É pai ditoso e, então,
Seu amô é santo, é puro
Qui inté pru crime mais duro
Ele reserva um perdão.

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