Trabalhando com Poesia

“… Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores, tô revendo minha vida, minha luta, meus valores, refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores, tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores… Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho, tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho, tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho, escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho… Estou podando meu jardim… Estou cuidando bem de mim… Estou podando meu jardim… Estou cuidando bem de mim… Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores, tô revendo minha luta, minha vida, meus valores, refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores, tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores… Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho, tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho, tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho, escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho… Estou podando meu jardim… Estou cuidando bem de mim… Estou podando meu jardim… Estou cuidando bem de mim… Estou podando meu jardim… Estou cuidando bem de mim… Estou podando meu jardim… Estou cuidando bem de mim…” (Vander Lee – Meu Jardim – Comp.: Vander Lee)

“… Não tenho vinte e poucos anos, mas trago um cara muito novo em mim… Sou feito de perdas e danos, me contradigo, me surpreendo no fim… Às vezes durmo vendo estrelas, às vezes vou na contramão, às vezes sou beleza rara, às vezes dor e solidão… Mas esse cara que me move, sabe o lugar que me convém, me tranca em casa quando chove e, um samba triste logo vem… Da batucada faço um manto, da poesia o meu altar, cantar é o lugar mais santo, onde o poema vem deitar… Por isso vim me apresentar e pedir a sua benção, meu senhor, eu vim aqui pra fazer festa, eu vim brincar de ser cantor… Por isso vim me apresentar e pedir a sua benção, meu senhor, eu vim aqui pra fazer festa, eu vim brincar de ser cantor…” (Vander Lee – Quando chove – Comp.: Vander Lee)

“… Você é meu farol, meu talismã, meu sol, meu dia, meu dial… Você é meu astral, meu mapa virtual, meu raio-x emocional… Você é minha foz, metade de nós, meu adubo, meu sal… você é minha só e, nunca vai ser só, nem de fulano de tal… Quando caminho no escuro, é por você que procuro, somando tudo é tão raro, meu paladar e seu faro… Você é meu farol, meu talismã, meu sol, meu dia, meu dial… Você é meu astral, meu mapa virtual, meu raio-x emocional… Você é minha foz, metade de nós, meu adubo, meu sal… você é minha só e, nunca vai ser só, nem de fulano de tal… Quando caminho no escuro, é por você que procuro, somando tudo é tão raro, meu paladar e seu faro…” (Vander Lee – Farol – Comp.: Vander Lee)

“…Se o belo é belo não habitará jamais os corações, leões, cheios de medo… Se na verdade o oculto mostra mais e mais amor, vivo em silêncio meu degredo… Se minha mão tateia no vazio de um quarto escuro, desenha um barco a navegar nos mares do futuro… Enquanto a estrela tece a hora certa de acordar, desejo mais que tudo te encontrar… Subo o mastro procurando teu rastro, busco teus sinais… Em que ilhas, em que plano brilhas, como e onde estás e onde vais… Correntezas cheias de incertezas, curvas, quedas, loucos ais, onde vais? Bem aqui, vive esperando por ti, a flor, o fruto, o cais. Onde vais? Bem aqui, vive esperando por ti, a flor, o fruto, o cais. Onde vais? Onde vais?… Se minha mão tateia no vazio de um quarto escuro, desenha um barco a navegar sem brilhos pro futuro… Enquanto a estrela tece a hora certa de acordar, desejo mais que tudo te encontrar… Subo o mastro, procurando teu rastro, busco teus sinais… Em que ilhas, em que plano brilhas, como e onde estás e onde vais… Correntezas cheias de incertezas, curvas, quedas, loucos ais, onde vais? Bem aqui, vive esperando por ti, a flor, o fruto, o cais. Onde vais? Bem aqui, vive esperando por ti, a flor, o fruto, o cais. Onde vais? Onde vais?…” (Vander Lee – Teu rastro – Comp.: Vander Lee)

“Não esbanje suas forças mentais com atividades de pouca importância e prejudiciais a você. Dê finalidade elevada a seus trabalhos. A alimentação e o sexo consomem demasiada energia mental, se não forem bem equilibrados. Canalize sua força espiritual e mental para os sublimes interesses da humanidade, para a felicidade das pessoas que o cercam.” (Minutos de Sabedoria Pg. 112)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Os nossos parabéns de hoje vão para todos os estudantes pela passagem do seu dia. O dia do estudante é comemorado, no Brasil, no dia 11 de agosto. A data foi criada em 1827, em homenagem à fundação dos dois primeiros cursos de ciências jurídicas do país, em 11 de agosto de 1827, por D. Pedro I – Fonte: Wikipédia

A nossa homenagem também a todos os colegas advogados (as) pela passagem do nosso dia. Segundo Franz Kafka, somos alguém que escreve um documento com 10.000 palavras e o chamamos de “Sumário”. Meu desejo é que consigamos ser bons quando necessário, Justos sempre, intransigentes com a injustiça e a ilegalidade e acima de tudo, solidários com os inocentes e duros com os infratores. Feliz Dia dos (as) Advogados (as) Doutores (as).

11 de agosto - Dia do Advogado

11 de agosto – Dia do Advogado

Pelo campeonato brasileiro de futebol, final de semana de alegria tricolor, com o triunfo sobre o Goiás e de tristeza para a torcida de Canabrava, com a derrota para o São Paulo. Confira os melhores momentos dos dois jogos:

Bahia x Goiás

São Paulo x Vitória

Essa semana, o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra do Poeta Machado de Assis. Espero que gostem.

Poeta, romancista, novelista, contista, cronista, dramaturgo, ensaísta e crítico, nasceu e morreu na cidade do Rio de Janeiro, respectivamente, em 21/06/1839 e 29/09/1908. Sua obra tem raízes nas tradições da cultura européia e transcende a influência das escolas literárias nacionais.

Filho de um pintor de casas mestiço de negro e português, após a morte da mãe foi criado pela madrasta, também mestiça. Adoentado, epiléptico, gago e de figura trivial, encontrou emprego como aprendiz de tipógrafo aos 17 anos de idade, começando a escrever durante seu tempo livre. Em breve, começou a publicar obras românticas. Colaborou regularmente na imprensa carioca.

Sua obra divide-se em duas fases, uma romântica e outra arnasiano-realista, quando desenvolveu seu inconfundível estilo desiludido, sarcástico e amargo. O domínio da linguagem é sutil e o estilo é preciso, reticente. O humor pessimista e a complexidade do pensamento, além da desconfiança na razão (no seu sentido cartesiano e iluminista), fazem com que se afaste de seus ontemporâneos. A galeria de tipos e personagens que criou revela o autor como um mestre da observação psicológica.

Em 1869 Machado era um típico homem de letras brasileiro bem sucedido, confortavelmente amparado por um cargo público e num feliz casamento com uma culta senhora, Carolina Augusta Xavier de Novais. Naquele ano, a doença fê-lo afastar-se temporariamente de suas atividades e, na sua volta, publica um livro extremamente original, pouco convencional para o estilo da época – “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881) -, que, juntamente com “O Mulato” (de Aluísio de Azevedo), constitui o marco do realismo na literatura brasileira. Das “Memórias” provém aquele pensamento do personagem que julga-se feliz por não ter deixado descendentes que perpetuassem o legado da miséria humana.

Publicou ainda mais dois romances de sua famosa tríade, “Quincas Borba” (1891) e “Dom Casmurro” (1899). Estes livros, ao lado de suas histórias curtas (“Histórias da Meia Noite”, “Papéis Avulsos”, “Histórias Românticas”, “Histórias sem Data”, “Várias Histórias”, “Páginas Recolhidas”, “Relíquias de Casa Velha”, “Contos Fluminenses”, “Crônicas”) fizeram sua fama como escritor.

Urbano, aristocrata, cosmopolita, reservado e cínico, ignorou questões sociais como a independência do Brasil e a abolição da escravatura. Passou ao longe do nacionalismo, tendo ambientado suas histórias sempre no Rio, como se não houvesse outro lugar. O mundo natural virtualmente inexiste em seu trabalho.

Escreve com profundo pessimismo e desilusão que seriam insuportáveis se não estivessem disfarçados sob o manto da ironia e do humor inteligente. Foi o principal responsável pela fundação da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente; permaneceu nesta qualidade até sua morte.

O Machado poeta é menos conhecido e apreciado, apesar de sua primeira manifestação literária ter sido feita justamente com uma poesia (“Ela”, publicado na “Marmota Fluminense”), aos 16 anos de idade.

Publicou quatro livros de poesia. “Crisálidas” (1864) e “Falenas” (1870) mostram nítida influência de Castro Alves, com alguma pregação dos ideais de liberdade. Em “Americanas” (1875) as influências alencarinas são patentes, e o próprio Machado vale-se do recurso da metalinguagem externa em uma importante advertência inicial de que o assunto do livro não era unicamente os aborígenes brasileiros. “Ocidentais” (1901) já mostra elementos do realismo: ironia, niilismo, recuperação do tempo perdido.

É a referência clássica da literatura brasileira, considerado o maior escritor do país e um mestre da língua.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis

No prefácio Musical teremos a presença do sempre talentoso Vander Lee, que se apresenta em Salvador neste sábado (16). Espero que gostem.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

O TRIUNFO DA BANALIDADE – Reflexões sobre o Israel de Netanyahu e a mídia nativa, inspiradas por Hannah Arendt e Janio de Freitas, por Mino Carta – Hannah Arendt, a grande filósofa judeo-alemã, escreveu um admirável ensaio a respeito da banalidade do mal. Regressava de Israel, onde acompanhara o julgamento de Adolf Eichmann na qualidade de enviada da revista New Yorker. Descobriu, e com contundente precisão esclareceu, que o criminoso nazista não passava de um ser cinzento e medíocre, funcionário de zelo extremado incapaz de perceber a maldade absoluta da sua tarefa: entregar à insana fúria hitlerista milhões de judeus…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=14161

Autofagia global no”Escândalo da Wikipédia” – O editorial do Globo, no sábado, e a coluna do Merval Pereira, no mesmo jornal, nesse domingo, expressam, com toda a certeza que a arrogância global possui, que foram aloprados petistas os responsáveis por alterar os perfis de Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg no Wikipédia…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d8ec7fefbec9864f0453074a21fc2067&cod=14163

Passou a mão na bunda da Caetana – Geralmente os artigos do nosso colunista amazonense de nascimento e carioca de coração, José Ribamar Bessa Freire, são publicado na editoria colunistas aqui no Pátria Latina. Mas aqui na redação do Pátria, nos divertimos tanto com as historias contadas por ele sobre as peripécias do irmão que faleceu recentemente, que resolvemos além de publicar no lugar de sempre, publicar também na grade principal do portal. É a crônica da morte retratada de uma maneira alegre e descontraída sem aquela coisa horrenda com gente vestido de preto, óculos escuros e aquela marcha fúnebre que assombra…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=6410bb923bcf940b7c57331f7b7db3c6&cod=14162

“QUEREM SER PUTAS DO TIO SAM? POIS PAGUEM” – Caros amigos, Fiz uma pausa na minha vida no espaço ‘de carne e osso’, para comentar a grande novidade do dia: A Rússia está proibindo, por 12 meses, todas as importações de carne de boi, de porco, frutas e legumes, carne de frango, pescado, queijos e laticínios em geral, da União Europeia, dos EUA, da Austrália, do Canadá e do Reino da Noruega, para a Rússia. A Rússia também fechou o espaço aéreo para linhas europeias e norte-americanas que sobrevoem [seu] espaço aéreo para o leste da Ásia, a saber, a Região do Pacífico Asiático, e está considerando mudar os pontos chamados de entrada e saída do espaço aéreo russo, para voos europeus, agendados e charter…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=14798b412a98c8fffb47d0778b6b7c74&cod=14160

O Brasil e o mundo hoje Por Frei Betto: O diagnóstico da ONU sobre a “saúde” do mundo se chama IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. Divulgado a 24 de julho, abarca 187 países. O Brasil ficou em 79º lugar. Melhorou, mas ainda anda mal das pernas. Na América Latina, quatro países ocupam melhor posição que o Brasil: Chile (41º), Cuba (44º), Argentina (49º) e Venezuela (67º). E não dá para acusar a ONU de esquerdista…

http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=1a04f965818a8533f5613003c7db243d&codcolunista=43&cod=3347

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/08/11/trabalhando-com-poesia-648

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Musa dos olhos verdes – Machado de Assis

Musa dos olhos verdes, musa alada,
Ó divina esperança,
Consolo do ancião no extremo alento,
E sonho da criança;
Tu que junto do berço o infante cinges
C’os fúlgidos cabelos;
Tu que transformas em dourados sonhos
Sombrios pesadelos;
Tu que fazes pulsar o seio às virgens;
Tu que às mães carinhosas
Enches o brando, tépido regaço
Com delicadas rosas;
Casta filha do céu, virgem formosa
Do eterno devaneio,
Sê minha amante,
os beijos meus recebe,
Acolhe-me em teu seio!
Já cansada de encher lânguidas flores
Com as lágrimas frias,
A noite vê surgir do oriente a aurora
Dourando as serranias.
Asas batendo à luz que as trevas rompe,
Piam noturnas aves,
E a floresta interrompe alegremente
Os seus silêncios graves.
Dentro de mim, a noite escura e fria
Melancólica chora;
Rompe estas sombras que o meu ser povoam;
Musa, sê tu a aurora!

Círculo vicioso – Machado de Assis

Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
“Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
“Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela”
Mas a lua, fitando o sol com azedume:
“Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume”!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta luz e desmedida umbela…
Por que não nasci eu um simples vagalume?”…

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