Trabalhando com Poesia

“…De todo o amor que eu tenho, metade foi tu que me deu, salvando minh’alma da vida, sorrindo e fazendo o meu eu… Se queres partir, ir embora, me olha da onde estiver, que eu vou te mostrar que eu tô pronta, me colha madura do pé… Salve, salve essa nega, que axé ela tem, te carrego no colo e te dou minha mão… Minha vida depende só do teu encanto, Cila pode ir tranquila, teu rebanho tá pronto… Teu olho que brilha e não para, tuas mãos de fazer tudo e, até a vida que chamo de minha, neguinha, te encontro na fé… Me mostre um caminho agora, um jeito de estar sem você, o apego não quer ir embora, diacho, ele tem que querer… Ó meu pai do céu, limpe tudo aí, vai chegar a rainha, precisando dormir, quando ela chegar, tu me faça um favor, dê um manto a ela, que ela me benze aonde eu for… O fardo pesado que levas, deságua na força que tens, teu lar é no reino divino, limpinho cheirando alecrim…” (Maria Gadu– Dona Cila – Comp.: Maria Gadu)

“… A flor que vem me lembrar, a flor que é quase igual, a flor que muito pensa, a flor que fecha ao sol… Parece a mesma flor, só muda o coração, quando se unem são, a flor que inspirou a canção… Bela flor, pouco disse, gêmea flor, que cresceu no rio… Bela flor, pouco disse, gêmea flor, que cresceu no rio… Que dance a linda flor girando por aí, sonhando com amor sem dor, amor de flor, querendo a flor que é, no sonho a flor que vem, ser duplamente flor, encanta colore e faz bem… Bela flor, pouco disse, gêmea flor, que cresceu no rio… Bela flor, pouco disse, gêmea flor, que cresceu no rio… Oh Flor, se tu canta essa canção, todo o meu medo se vai pro vão, pra longe, longe que eu não quero ir, mas deixe seu rastro pólen, flor, pra eu poder seguir… Bela flor, pouco disse, gêmea flor, que cresceu no rio… Bela flor, pouco disse, gêmea flor, que cresceu no rio… Bela flor, pouco disse, gêmea flor, que cresceu no rio… Bela flor, pouco disse, gêmea flor, que cresceu no rio…” (Maria Gadu– Bela flor – Comp.: Maria Gadu)

“… Pior que o melhor de dois, melhor do que sofrer depois, se é isso que me tem ao certo, a moça de sorriso aberto… Ingênua de vestido assusta, afasta-me do ego imposto, ouvinte claro, brilho no rosto, abandonada por falta de gosto… Agora sei não mais reclama, pois dores são incapazes, e pobres desses rapazes, que tentam lhe fazer feliz… Escolha feita inconsciente, de coração não mais roubado, homem feliz, mulher carente, a linda rosa perdeu pro cravo… Pior que o melhor de dois, melhor do que sofrer depois, se é isso que me tem ao certo, a moça de sorriso aberto… Ingênua de vestido assusta, afasta-me do ego imposto, ouvinte claro, brilho no rosto, abandonada por falta de gosto… Agora sei não mais reclama, pois dores são incapazes, e pobres desses rapazes, que tentam lhe fazer feliz… Escolha feita inconsciente, de coração não mais roubado, homem feliz, mulher carente, a linda rosa perdeu pro cravo… Agora sei não mais reclama, pois dores são incapazes, e pobres desses rapazes, que tentam lhe fazer feliz… Escolha feita inconsciente, de coração não mais roubado, homem feliz, mulher carente, a linda rosa perdeu pro cravo…” (Maria Gadu & Leandro Léo– Linda rosa – Comp.: Gugu Peixoto / Luis Kiari)

“Não perca sua calma! Não se deixe dominar pela cólera. Que jamais o sol se deite sobre sua raiva. Contenha-se o mais que puder. Um simples raio de cólera pode destruir longas e pacientes sementeiras de amor e carinho! Procure dominar-se! Quem sabe se a pessoa que o ofendeu não está doente? Não perca a calma… Seu fígado é demais precioso para que você o estrague.” (Minutos de Sabedoria Pg. 119)

Bom dia pessoal,

O “Trabalhando com Poesia” de hoje traz a homenagem a Robert Plant, nascido em 20 de agosto de 1948 e um dos lideres da magnífica banda Led Zepellin.

Também em 20 de agosto de 1969, os Beattles se encontravam em estúdio pela última vez.

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

Por uma eleição mais politizada, Por Theófilo Rodrigues, no blog Conexão Cultura e Política: Marina riu no enterro. Dilma é muito sisuda. Aécio saiu bêbado de um bar em Copacabana. Marina é evangélica. Dilma é solteirona. Aécio não passa de um baladeiro. Será que mais uma vez o debate político eleitoral estará reduzido às notícias dignas de revistas de fofocas? Será que estamos fadados a nunca termos de fato uma agenda de discussões da grande política, dos grandes projetos em disputa?…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=5a20abd7831fa1ebd199086e4a69a49a&cod=14213

AGREDIDA PELO JORNAL NACIONAL, DILMA SE DEFENDE – Brasil 247 – Foi inacreditável a ação eleitoral do Jornal Nacional contra a presidente Dilma Rousseff; William Bonner fez perguntas quilométricas; Patrícia Poeta chegou a fazer cara de nojo e a colocar o dedo em riste diante de Dilma em razão do “nada” que teria sido feito na área da saúde em 12 anos, ditos com ênfase pela apresentadora…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=c8720c9e82b818798e7b391fd62adf33&cod=14204

INICIO DA VIRAGEM DO MUNDO – Thierry Meyssan – O ataque dos Anglo-Saxões contra a Rússia toma a forma de uma guerra financeira e economica. Entretanto, Moscou prepara-se para as hostilidades armadas desenvolvendo a auto-suficiência da sua agricultura e multiplicando as suas alianças para o efeito Para Thierry Meyssan, após a criação do califado do Levante, Washington deverá jogar uma nova cartada, em setembro, em São Petersburgo…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=5a834ec7e9dc45a5fae01dc7497e534f&cod=14202

O “aecioporto” e o incêndio em Cláudio – O Portal G1, da poderosa Rede Globo, deu uma notinha minúscula, quase imperceptível, nesta quarta-feira: “Um incêndio foi registrado em um lote vago na noite de segunda-feira (11) e atingiu um galpão da Prefeitura de Cláudio, que fica ao lado. De acordo com os Bombeiros, as chamas ficaram confinadas em um cômodo no segundo andar. As chamas destruíram a sala onde ficavam arquivos, computadores, materiais de escritório e tecidos. Ninguém ficou ferido”. Suspeita-se que o incêncio que destruiu galpão da prefeitura de Cláudio, MG, foi queima de arquivo.Suspeita-se que o incêncio que destruiu galpão da prefeitura de Cláudio, MG, foi queima de arquivo…

http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=0987b8b338d6c90bbedd8631bc499221&codcolunista=31&cod=3352

Marina é tábua de salvação da direita, por Emir Sader – A direita quer que Marina a tire do aperto em que se meteu, com dois candidatos que, no máximo, poderiam levar a disputa para o segundo turno. A campanha eleitoral transcorria modorrenta, com resignação por parte da oposição. Tinha esgotado os graus de manipulação dos resultados de pesquisa, conseguindo, no máximo, passar a ideia de que os escândalos não tinham feito baixar o apoio ao Aécio. As acusações ao governo ja chegavam ao nível patético do caso da Wikipedia, não sobrava muito, nem para as perguntas à Dilma no JN.

http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=d2cd33e9c0236a8c2d8bd3fa91ad3acf&codcolunista=38&cod=3354

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/08/20/trabalhando-com-poesia-655

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
e-mail 1: oipa2@hotmail.com
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É PRECISO NÃO ESQUECER NADA – Cecília Meireles

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

LAMENTO DO OFICIAL POR SEU CAVALO MORTO – – Cecília Meireles

Nós merecemos a morte,
porque somos humanos
e a guerra é feita pelas nossas mãos,
pela nossa cabeça embrulhada em séculos de sombra,
por nosso sangue estranho e instável, pelas ordens
que trazemos por dentro, e ficam sem explicação.

Criamos o fogo, a velocidade, a nova alquimia,
os cálculos do gesto,
embora sabendo que somos irmãos.
Temos até os átomos por cúmplices, e que pecados
de ciência, pelo mar, pelas nuvens, nos astros!
Que delírio sem Deus, nossa imaginação!

E aqui morreste! Oh, tua morte é a minha, que, enganada,
recebes. Não te queixas. Não pensas. Não sabes. Indigno,
ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.
Animal encantado – melhor que nós todos!
– que tinhas tu com este mundo
dos homens?

Aprendias a vida, plácida e pura, e entrelaçada
em carne e sonho, que os teus olhos decifravam…

Personagem – Cecília Meireles

Teu nome é quase indiferente
e nem teu rosto mais me inquieta.
A arte de amar é exactamente
a de se ser poeta.

Para pensar em ti, me basta
o próprio amor que por ti sinto:
és a ideia, serena e casta,
nutrida do enigma do instinto.

O lugar da tua presença
é um deserto, entre variedades:
mas nesse deserto é que pensa
o olhar de todas as saudades.

Meus sonhos viajam rumos tristes
e, no seu profundo universo,
tu, sem forma e sem nome, existes,
silêncio, obscuro, disperso.

Teu corpo, e teu rosto, e teu nome,
teu coração, tua existência,
tudo – o espaço evita e consome:
e eu só conheço a tua ausência.

Eu só conheço o que não vejo.
E, nesse abismo do meu sonho,
alheia a todo outro desejo,
me decomponho e recomponho.

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