Trabalhando com Poesia

“… Tenho andado distraído, impaciente e indeciso, ainda estou confuso só que agora é diferente, tô tão tranquilo e tão contente… Quantas chances desperdicei? Quando o que eu mais queria, era provar pra todo mundo, que eu não precisava provar nada pra ninguém… Me fiz em mil pedaços pra você juntar, e queria sempre achar explicação pra o que eu sentia, como um anjo caído fiz questão de esquecer, que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira… Mas, não sou mais, tão criança, a ponto de saber tudo… Já não me preocupo se eu não sei por que, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê, eu sei que você sabe quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você… Tão correto e tão bonito, o infinito é realmente um dos Deuses mais lindos, sei que às vezes uso palavras repetidas, mas, quais são as palavras que nunca são ditas?… Me disseram que você estava chorando e, foi então que eu percebi, como te quero tanto… Já não me preocupo se eu não sei por que, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê, eu sei que você sabe quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você…” (Maria Gadu– Quase sem querer – Comp.: Dado Villa-Lobos / Renato Rocha / Renato Russo)

“… Ah, que se o amor não é mais como antes, meu bem, deve ser culpa do mundo que gira, ou de uma outra mulher, a culpa… Deve ser do tempo que passa e das rugas, distantes do rosto, mas vistas, de longe, no fundo da alma… Do gosto que muda, de quando em vez., calma! Espera por mim! De novo e sempre um carinho se fez… Não vale a pena sangrar por sangrar, crescer de véspera, fugir, diante das palmas, lembrar de rolar um pranto, enfim… Não durma antes de sonhar!… Não vale a pena sangrar por sangrar, crescer de véspera, fugir, diante das palmas, lembrar de rolar um pranto, enfim… Não durma antes de sonhar!…” (Maria Gadu e Varandistas – A culpa – Comp.: Aureo Gandur / Fred Sommer)

“… Ô menina, parece índia Yanomami seu cabelo preto breu, simula um toque, que desabroche, esse teu casto mastigado pelo meu… Se quer tamanho vou despir a alma, e afogar a calma salivando um beijo teu, siga a seta e diga que sou seu… Ô menina, parece índia Yanomami seu cabelo preto breu, simula um toque, que desabroche, esse teu casto mastigado pelo meu… Se quer tamanho vou despir a alma e afogar a calma salivando um beijo teu, siga a seta e diga que sou seu… Venha sem chão, me ensina a solidão de ser só dois… Depois te levo pra casa, que o teu laranja é que me faz ficar bem mais… Ô menina, parece índia Yanomami seu cabelo preto breu, simula um toque, que desabroche, esse teu casto mastigado pelo meu… Se quer tamanho vou despir a alma, e afogar a calma salivando um beijo teu, siga a seta e diga que sou seu… Venha sem chão, me ensina a solidão de ser só dois… Depois te levo pra casa, que o teu laranja é que me faz ficar bem mais… Se quer tamanho vou despir a alma, e afogar a calma salivando um beijo teu, siga a seta e diga que sou seu… Se quer tamanho vou despir a alma, e afogar a calma salivando um beijo teu, siga a seta e diga que sou seu… Siga a seta e diga que sou seu… Siga a seta e diga que sou seu…” (Maria Gadu e Leandro Léo– Laranja – Comp.: Maria Gadu)

“… Eu não tenho tempo pra falar teu nome, eu não tenho nome pra você dizer, meu café jamais vai matar sua fome, nada que tu traga vai me apetecer… Sinistro, parece que a gente se deu ao desfrute de nada, tua tanga na manga do mágico falso, tuas mãos na cartola teu corpo no palco… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Não contei ainda teus escudos surdos, sabe que eu te estudo sem me aproximar, o teu santo gringo me mostrou teu mundo, vi que no escuro tu fica a chorar, se Shiva me disse pra ter paciência, te pego no beco do sino da crença, te assusto com a ira da minha demência… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Se Shiva me disse pra ter paciência, te pego no beco do sino da crença, te assusto com a ira da minha demência… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar… Traga pra cá tudo, deixe teu ser mudo me fazer falar…” (Maria Gadu– Escudos – Comp.: Maria Gadu)

“Não repise suas dificuldades e dores, porque isso prejudica sua saúde, provoca enfermidades. Não dê a seu corpo alimentos nocivos, de pensamentos negativos. Fale sempre de saúde e riqueza, de progresso e vitória. Diga: “a força de Deus habita dentro de mim” Os bons pensamentos produzem frutos de alegria e aumentam a felicidade cada dia mais. A palavra do homem é responsável pelo estado de sua saúde física”. (Minutos de Sabedoria Pg. 120)

Bom dia pessoal,

O “Trabalhando com Poesia” de hoje não poderia deixar de homenagear o grande Raul Seixas. Figura controversa e um dos grandes ícones da música rocker brasileira e que morreu em 21 de agosto de 1989.

Frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro. Também foi produtor musical da CBS durante sua estada no Rio de Janeiro, e por vezes é chamado de “Pai do Rock Brasileiro” e “Maluco Beleza”. Sua obra musical é composta por 17 discos lançados em seus 26 anos de carreira e seu estilo musical é tradicionalmente classificado como rock e baião, e de fato conseguiu unir ambos os gêneros em músicas como “Let Me Sing, Let Me Sing”5 . Seu álbum de estreia, Raulzito e os Panteras (1968), foi produzido quando ele integrava o grupo Os Panteras, mas só ganhou notoriedade crítica e de público com as músicas de Krig-ha, Bandolo! (1973), como “Ouro de Tolo”, “Mosca na Sopa”, “Metamorfose Ambulante”. Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o creditou de “contestador e místico”, e isso se deve aos ideais que vindicou, como a Sociedade Alternativa apresentada em Gita (1974), influenciado por figuras como o ocultista britânico Aleister Crowley.

Saiba mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/08/21/trabalhando-com-poesia-656

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta feira abençoada por Deus, coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!!

Apio Vinagre Nascimento
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Ou isto ou aquilo – Cecília Meirelles

Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Tentativa – Cecília Meirelles

Andei pelo mundo no meio dos homens!
uns compravam jóias, uns compravam pão.
Não houve mercado nem mercadoria
que seduzisse a minha vaga mão

Calado, Calado, me diga, Calado
por onde se encontra a minha sedução.

Alguns, sorriam, muitos, soluçaram,
uns, porque tiveram, outros porque não.
Calado, Calado, eu, que não quis nada,
por que ando com pena do meu coração.

Obra poética, Rio de Janeiro: Aguilar, 1978. (Fragmento)
In:Oficina da Redação, Editora moderna, de Leila Lauar Sarmento

Ísis – Cecília Meirelles

E diz-me a desconhecida:
“Mais depressa! Mais depressa!”
Que eu vou te levar a vida! . . .

“Finaliza! Recomeça!”
Transpõe glórias e pecados! . . .”
Eu não sei que voz seja essa

Nos meus ouvidos magoados:
Mas guardo a angústia e a certeza
De ter os dias contados . . .

Rolo, assim, na correnteza
Da sorte que se acelera,
Entre margens de tristeza,

Sem palácios de quimera,
Sem paisagens de ventura,
Sem nada de primavera . . .

Lá vou, pela noite escura,
Pela noite de segredo,
Como um rio de loucura . . .

Tudo em volta sente medo . . .
E eu passo desiludida,
Porque sei que morro cedo . . .

Lá me vou, sem despedida . . .
Às vezes, quem vai, regressa . . .
E diz-me a Desconhecida:

“Mais depressa” Mais depressa” . . .

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