Trabalhando com Poesia

“… Ei, escuta, para de agir feito criança, escuta, sinto em te dizer, mas foi você quem procurou, quem partiu um coração, não fui eu… Ei, escuta, tudo nessa vida tem seu preço, escuta, se chegou a hora de colher o que plantou, você mesmo quem regou, não fui eu… Não fui eu… Eu sei o que dirá, vai me culpar, por um erro seu… Se alguém me perguntar, irei dizer que não fui eu… Não fui eu… Ei, escuta, para de agir feito criança, escuta, sinto em te dizer, mas foi você quem procurou, quem partiu um coração, não fui eu… Ei, escuta, tudo nessa vida tem seu preço, escuta, se chegou a hora de colher o que plantou, você mesmo quem regou, não fui eu… Não fui eu… Eu sei o que dirá, vai me culpar, por um erro seu… Se alguém me perguntar, irei dizer que não fui eu… Não fui eu… Não fui eu quem desistiu dos nossos sonhos, não fui eu quem destruiu nossa esperança, não fui eu quem fez meus olhos mergulhados por mentiras, vai dizer que era isso que eu queria?… Eu sei o que dirá, vai me culpar, por um erro seu… Eu sei o que dirá, vai me culpar, por um erro seu… Se alguém me perguntar, irei dizer que não fui eu… Não fui eu… Eu sei o que dirá, vai me culpar, por um erro seu… Se alguém me perguntar, irei dizer que não fui eu… Não fui eu… Não fui eu… Não fui eu… Não fui eu… Não fui eu… Não fui eu… Não fui eu… Não fui eu…” (Paula Fernandes – Não fui eu – Comp.: Laércio Santos)

“… Distorções, medos e juras, pesadelos e agruras, desafios que a vida me impôs, me perdendo em incertezas, consumindo a minha mente, a plenitude que existia entre nós dois… Foi corroendo feito traça, da madeira fez fumaça, destruindo feito fogo no capim… Me disse adeus e nunca mais olhou pra trás, evaporou o seu amor dentro de mim… Quem é que vai me amar naquelas noites, devolver aquilo tudo que era meu? Perdi a graça… Quem é que vai trazer de volta o meu sorriso? O doce daqueles beijos que eram meus, e você me prometeu?… Distorções, medos e juras, pesadelos e agruras, desafios que a vida me impôs, me perdendo em incertezas, consumindo a minha mente, a plenitude que existia entre nós dois… Foi corroendo feito traça, da madeira fez fumaça, destruindo feito fogo no capim… Me disse adeus e nunca mais olhou pra trás, evaporou o seu amor dentro de mim… Quem é que vai me amar naquelas noites, devolver aquilo tudo que era meu? Perdi a graça… Quem é que vai trazer de volta o meu sorriso? O doce daqueles beijos que eram meus, e você me prometeu?… Quem é que vai me amar naquelas noites, devolver aquilo tudo que era meu? Perdi a graça… Quem é que vai trazer de volta o meu sorriso? O doce daqueles beijos que eram meus, e você me prometeu?… Quem é que vai me amar naquelas noites, devolver aquilo tudo que era meu? Perdi a graça… Quem é que vai trazer de volta o meu sorriso? O doce daqueles beijos que eram meus, e você me prometeu?…” (Paula Fernandes – Quem é – Comp.: Paula Fernandes/Zezé de Camargo)

“… Eu me perdi, perdi você, perdi a voz, o seu querer, agora sou somente um, longe de nós, um ser comum… Agora sou um vento só, a escuridão, eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado… Agora sou a prova viva de que nada nessa vida é pra sempre, até que prove o contrário… Estar assim, sentir assim, um turbilhão de sensações, dentro de mim… Eu amanheço, eu estremeço, eu enlouqueço, eu te cavalgo, embaixo do cair da chuva, eu reconheço… Estar assim, sentir assim, turbilhão de sensações, dentro de mim… Eu me aqueço, eu endureço, eu me derreto, eu evaporo, eu caio em forma de chuva, eu reconheço, eu me transformo… Agora sou um vento só, a escuridão, eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado… Agora sou a prova viva de que nada nessa vida é pra sempre, até que prove o contrário… Estar assim, sentir assim, um turbilhão de sensações, dentro de mim… Eu amanheço, eu estremeço, eu enlouqueço, eu te cavalgo, embaixo do cair da chuva, eu reconheço… Estar assim, sentir assim, turbilhão de sensações, dentro de mim… Eu me aqueço, eu endureço, eu me derreto, eu evaporo, eu caio em forma de chuva… Agora sou um vento só, a escuridão, eu virei pó, fotografia, sou lembrança do passado…” (Paula Fernandes – Sensações – Comp.: Paula Fernandes)

“… Se está pensando em voar, na direção de me amar, voa, voa… Não tenha medo de dizer que quer, vamos fazer o que você quiser, voa, voa… E serei eu que em um dia então, vou te fazer delirar de paixão, nesse prazer somos eu e você, vamos, voa, voa… Num colorido, pintado no céu, num voo livre entre nuvens de mel, no paraíso só eu e você, vamos voa, voa… Mais adiante vai sentir o quanto se apaixonou, voa comigo vem seremos dois pombinhos de amor… Se está pensando em voar, na direção de me amar, voa, voa… Não tenha medo de dizer que quer, vamos fazer o que você quiser, voa, voa… E serei eu que em um dia então, vou te fazer delirar de paixão, nesse prazer somos eu e você, vamos, voa, voa… Num colorido, pintado no céu, num voo livre entre nuvens de mel, no paraíso só eu e você, vamos voa, voa… Mais adiante vai sentir o quanto se apaixonou, voa comigo vem seremos dois pombinhos de amor… Se está pensando em voar, na direção de me amar, voa, voa… Não tenha medo de dizer que quer, vamos fazer o que você quiser, voa, voa… E serei eu que em um dia então, vou te fazer delirar de paixão, nesse prazer somos eu e você, vamos, voa, voa… Num colorido, pintado no céu, num voo livre entre nuvens de mel, no paraíso só eu e você, vamos voa, voa… Mais adiante vai sentir o quanto se apaixonou, voa comigo vem seremos dois pombinhos de amor… Mais adiante vai sentir o quanto se apaixonou, voa comigo vem seremos dois pombinhos de amor…” (Paula Fernandes – Voa – Comp.: Paula Fernandes)

“Não julgue seu próximo. Não pense mal das pessoas. Quantas vezes as aparências enganam, e o que pensamos ser um erro é o que está certo nos outros? Não julgue para não ser julgado! Se você estivesse na situação “dele”, talvez fizesse pior, e não gostaria que o julgassem mal… Não faça aos outros o que não gosta que os outros façam a você.” (Minutos de Sabedoria Pg. 122)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. O futebol baiano segue causando calafrios na sua torcida. A dupla BA x VI voltou a passar em branco por mais uma rodada do brasileirão da série A e permanecem na zona de rebaixamento, sendo a situação do time de Canabrava pior, uma vez que encontra-se como lanterna do campeonato.

Como escrevi no Facebook, Os dois times jogam como se na Série C estivessem e não alimentam em suas torcidas a menor expectativa de uma melhor sorte na competição. Confiram alguns momentos das partidas, já que não nos atrevemos em indica-los como “melhores”:

Essa semana, o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra do Poeta José Saramago. Espero que gostem.

José Saramago nasceu na vila de Azinhaga, no concelho da Golegã, de uma família de pais e avós pobres. A vida simples, passada em grande parte em Lisboa, para onde a família se muda em 1924 – era um menino de apenas dois anos de idade – impede-o de entrar na universidade, apesar do gosto que demonstra desde cedo pelos estudos. Para garantir o seu sustento, formou-se numa escola técnica. O seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico. Entretanto, fascinado pelos livros, à noite visitava com grande frequência a Biblioteca Municipal Central — Palácio Galveias na capital portuguesa.

José Saramago no Festival Internacional de Filmes de San Sebastián segurando a tradução em língua persa do seu livro Ensaio sobre a cegueira.

Autodidacta, aos 25 anos publica o primeiro romance Terra do Pecado (1947), mesmo ano de nascimento da sua filha, Violante, fruto do primeiro casamento com Ilda Reis – com quem se casou em 1944 e permaneceu até 1970 – nessa época, Saramago era funcionário público; em 1988, casar-se-ia com a jornalista e tradutora espanhola María del Pilar del Río Sánchez, que conheceu em 1986, ao lado da qual continuou a viver até à sua morte. Em 1955, começou a fazer traduções para aumentar os rendimentos – Hegel, Tolstói e Baudelaire, entre outros autores aos quais se dedicou.

Depois de Terra do Pecado, Saramago apresentou ao seu editor o livro Clarabóia, que depois de rejeitado, permanece inédito até a data de hoje, sendo que depois disso, o mesmo persiste nos esforços literários e dezenove anos depois – então funcionário da Editorial Estudos Cor – troca a prosa pela poesia lançando Os Poemas Possíveis. Num espaço de cinco anos, depois, publica sem alarde mais dois livros de poesia, Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975). É quando troca também de emprego, abandonando a Estudos Cor para trabalhar no Diário de Notícias, depois no Diário de Lisboa. Em 1975, retorna ao Diário de Notícias como director-adjunto, onde permanece por dez meses, até 25 de Novembro do mesmo ano, quando os militares portugueses intervêm na publicação (reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos) demitindo vários funcionários. Demitido, Saramago resolve dedicar-se apenas à literatura, substituindo de vez o jornalista pelo ficcionista: “(…) Estava à espera de que as pedras do puzzle do destino – supondo-se que haja destino, não creio que haja – se organizassem. É preciso que cada um de nós ponha a sua própria pedra, e a que eu pus foi esta: “Não vou procurar trabalho”, disse Saramago em entrevista à revista Playboy, em 1988.

Da experiência vivida nos jornais, restaram quatro crónicas: Deste Mundo e do Outro, 1971, A Bagagem do Viajante, 1973, As Opiniões que o DL Teve, 1974 e Os Apontamentos, 1976. Mas não são as crónicas, nem os contos, nem o teatro os responsáveis por fazer de Saramago um dos autores portugueses de maior destaque – missão reservada a seus romances, género a que retorna em 1977.

Três décadas depois de publicado Terra do Pecado, Saramago retornou ao mundo da prosa ficcional com Manual de Pintura e Caligrafia. Mas, ainda não foi aí que o autor definiu o seu estilo. As marcas características do estilo saramaguiano só apareceriam com Levantado do Chão (1980), livro no qual o autor retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo.

Dois anos depois de Levantado do Chão (1982) surge o trabalho Memorial do Convento, livro que conquista definitivamente a atenção de leitores e críticos. Nele, Saramago misturou factos reais com personagens inventados: o rei D. João V e Bartolomeu de Gusmão, com a misteriosa Blimunda e o operário Baltazar, por exemplo.

De 1980 a 1991, o autor trouxe a lume mais quatro romances que remetem a fatos da realidade material, problematizando a interpretação da “história” oficial: O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) – sobre as andanças do heterónimo de Fernando Pessoa por Lisboa; A Jangada de Pedra (1986) – quando a Península Ibérica solta-se do resto da Europa e navega pelo Atlântico; História do Cerco de Lisboa (1989) – onde um revisor é tentado a introduzir um “não” no texto histórico que corrige, mudando-lhe o sentido; e O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) – onde Saramago reescreve o livro sagrado sob a óptica de um Cristo humanizado (sendo esta a sua obra mais controvertida).

Nos anos seguintes, entre 1995 e 2005, Saramago publicou mais seis romances, dando início a uma nova fase em que os enredos não se desenrolam mais em locais ou épocas determinados e personagens dos anais da história se ausentam: Ensaio Sobre a Cegueira (1995); Todos os Nomes (1997); A Caverna (2001); O Homem Duplicado (2002); Ensaio Sobre a Lucidez (2004); e As Intermitências da Morte (2005). Nessa fase, Saramago penetrou de maneira mais investigadora os caminhos da sociedade contemporânea.

O mesmo faleceu no dia 18 de Junho de 2010, aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote onde residia com a mulher Pilar del Rio, vítima de leucemia crônica. O escritor estava doente há algum tempo e o seu estado de saúde agravou-se na sua última semana de vida.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Saramago

No prefácio Musical teremos a presença de Paula Fernandes, atendendo a sugestão feita por Ana Cláudia, minha noiva. Espero que gostem.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do Site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Avião de Eduardo: caixa 2 pode derrubar Marina – Polícia Federal já investiga se o jato usado por Eduardo Campos e Marina Silva, que desabou em Santos (SP) matando o ex-governador pernambucano e outras seis pessoas, foi comprado com o uso de recursos não contabilizados; como as despesas não foram declaradas na campanha do PSB, as contas poderão ser rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral; “Se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico”, diz a advogada Katia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral; segunda ela, a própria Marina Silva pode ter a candidatura cassada; dificuldade do PSB é encontrar um dono para o avião, uma vez que o proprietário teria também que arcar com o custo de indenizações e danos materiais causados a terceiros…

https://www.brasil247.com/pt/247/poder/151106/Avi%C3%A3o-de-Eduardo-caixa-2-pode-derrubar-Marina.htm

Avião de Eduardo: Marina se cala e Beto desafia PF – Questionada sobre a investigação da Polícia Federal, que apura se a aeronave que matou Eduardo Campos e outras seis pessoas foi comprada com recursos de caixa dois de pessoas próximas ao ex-governador pernambucano, a candidata Marina Silva, do PSB, preferiu o silêncio; quem foi escalado para falar foi seu vice, o deputado Beto Albuquerque (PSB/RS), que desafiou a PF; “Não sei o que a Polícia Federal está falando, mas se ela está falando, ela precisa apurar antes de falar. O partido prestará informações a todos sobre as condições daquele contrato”, afirmou; PSB está numa sinuca de bico, uma vez que a aeronave era uma espécie de avião fantasma, sem dono declarado; se o imbróglio persistir, PSB pode ter sua candidatura cassada…

https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/151142/Avi%C3%A3o-de-Eduardo-Marina-se-cala-e-Beto-desafia-PF.htm

Dilma: “A Petrobras é maior do que qualquer agente” – Numa entrevista coletiva no início da tarde deste domingo, a presidente Dilma Rousseff falou sobre a delação premiada que será feita por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e disse não temer o caso; “O Brasil e nós todos temos de aprender que se pessoas cometeram erros, malfeitos, crimes, atos de corrupção, isso não significa que as instituições tenham feito isso”, disse a presidente; “Eu não tenho que comentar sobre a decisão de uma pessoa presa fazer ou não delação premiada. Isso não é objeto do interesse da Presidência da República”, completou…

https://www.brasil247.com/pt/247/economia/151132/Dilma-A-Petrobras-%C3%A9-maior-do-que-qualquer-agente.htm

Convergência entre Dilma e Marina testará imprensa – Assim como fez a presidente Dilma, que lançou uma proposta que amplia os canais de participação popular no setor público, o plano de governo de Marina Silva defenderá as mesmas ideias, incluindo ainda a maior realização de plebiscitos e consultas populares; em relação a Dilma, a reação da imprensa foi um massacre, com reações histéricas ao que seria uma guinada bolivarianista do governo; será que Marina, vista por setores da imprensa como esperança mais viável de derrotar o PT em outubro, despertará as mesmas reações?…

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/151127/Converg%C3%AAncia-entre-Dilma-e-Marina-testar%C3%A1-imprensa.htm

Dilma: Marina confunde “função de presidente com a de rei ou rainha” – A presidente Dilma Rousseff (PT) não se esquivou de responder à presidenciável Marina Silva, durante coletiva no Palácio da Alvorada, que em Pernambuco afirmou que o Brasil não necessita de um gerente; para Dilma, pessoas que nunca tiveram experiência administrativa não sabem o que é fundamental para o País; “Essa história de que o País não precisa ter um cuidado na execução de suas obras e uma obrigação de entregá-las é uma temeridade; Ou é de quem nunca teve experiência administrativa e, portanto, não sabe que é fundamental para um País com a complexidade do Brasil dar conta de tudo”, rebateu; de petardo em petardo disputa presidencial esquenta…

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/151138/Dilma-Marina-confunde-%E2%80%9Cfun%C3%A7%C3%A3o-de-presidente-com-a-de-rei-ou-rainha%E2%80%9D.htm

Veja a versão desta segunda feira e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/08/25/trabalhando-com-poesia-658

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Aprendamos, Amor – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Aprendamos, amor, com estes montes
Que, tão longe do mar, sabem o jeito
De banhar no azul dos horizontes.

Façamos o que é certo e de direito:
Dos desejos ocultos outras fontes
E desçamos ao mar do nosso leito.

Arte de Amar – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Metidos nesta pele que nos refuta,
Dois somos, o mesmo que inimigos.
Grande coisa, afinal, é o suor
(Assim já o diziam os antigos):
Sem ele, a vida não seria luta,
Nem o amor amor.

Retrato do poeta quando jovem – José Saramago

Há na memória um rio onde navegam
Os barcos da infância, em arcadas
De ramos inquietos que despregam
Sobre as águas as folhas recurvadas.
Há um bater de remos compassado
No silêncio da lisa madrugada,
Ondas brancas se afastam para o lado
Com o rumor da seda amarrotada.
Há um nascer do sol no sítio exacto,
À hora que mais conta duma vida,
Um acordar dos olhos e do tacto,
Um ansiar de sede inextinguida.
Há um retrato de água e de quebranto
Que do fundo rompeu desta memória,
E tudo quanto é rio abre no canto
Que conta do retrato a velha história.

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