Trabalhando com Poesia

“… Não é fácil, não pensar em você. Não é fácil, é estranho, não te contar meus planos, não te encontrar… Todo dia de manhã, enquanto tomo meu café amargo, é, ainda boto fé, de um dia te ter ao meu lado… Na verdade, eu preciso aprender, não é fácil, não é fácil… Onde você anda, onde está você? Toda vez que saio, me preparo pra talvez te ver… Na verdade eu preciso esquecer, não é fácil, não é fácil… Todo dia de manhã, enquanto tomo meu café amargo, é, ainda boto fé, de um dia te ter ao meu lado… O que eu faço? O que posso fazer? Não é fácil… Não é fácil… Se você quisesse ia ser tão legal, acho que eu seria mais feliz, do que qualquer mortal… Na verdade, não consigo esquecer… Não é fácil… É estranho(Marisa Monte – Não fui eu – Comp.: Arnaldo Antunes / Marisa Monte)

https://www.youtube.com/watch?v=k6sQOE_X9yI

 

“… Solidão é lava que cobre tudo, amargura em minha boca, sorri seus dentes de chumbo… Solidão, palavra cavada no coração, resignado e mudo, no compasso da desilusão… Viu! Desilusão, desilusão, danço eu, dança você, na dança da solidão… Desilusão, desilusão, danço eu, dança você, na dança da solidão… Camélia ficou viúva, Joana se apaixonou, Maria tentou a morte, por causa do seu amor… Meu pai sempre me dizia: “Meu filho tome cuidado, quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado, Oh!… Desilusão, desilusão, danço eu, dança você, na dança da solidão… Desilusão, desilusão, danço eu, dança você, na dança da solidão… Quando vem a madrugada, meu pensamento vagueia, corro os dedos na viola, contemplando a lua cheia… Apesar de tudo existe, uma fonte de água pura, quem beber daquela água, não terá mais amargura, Oh!… Desilusão, desilusão, danço eu, dança você, na dança da solidão… Desilusão, desilusão, danço eu, dança você, na dança da solidão… Danço eu, dança você, na dança da solidão… Danço eu, dança você, na dança da solidão… Desilusão! Oh! Oh! Oh!(Marisa Monte & Gilberto Gil– Dança da solidão – Comp.: Paulinho da Viola)

https://www.youtube.com/watch?v=Xzxgjhi2eNU

O que me importa, seu carinho agora? Se é muito tarde para amar você… O que me importa se você me adora? Se já não há razão prá lhe querer… O que me importa ver você sofrer assim? Se quando eu lhe quis, você nem mesmo soube dar amor!… O que me importa ver você chorando? Se tantas vezes eu chorei também… O que me importa sua voz chamando? Se prá você jamais eu fui alguém… O que me importa essa tristeza em seu olhar? Se o meu olhar tem mais tristezas prá chorar, que o seu!… O que me importa ver você tão triste? Se triste fui e você nem ligou… O que me importa seu carinho agora? Se para mim a vida terminou… Terminou! oh! oh! oh!… Terminou! oh! oh! oh!… Oh! oh! oh!(Marisa Monte – O que me importa – Comp.: Cury)

 

https://www.youtube.com/watch?v=3vjwJlv7Dfk

Não julgue pequena demais sua tarefa. Nenhuma obra de arte pode descurar dos pormenores. Se as minúcias forem perfeitas, é que podemos denominar alguma coisa de obra-prima. Não busque tarefas grandiosas de evidência. Procure dar conta integralmente do serviço pequenino que lhe foi confiado. Da perfeição com que o executar dependerá sua oportunidade para receber uma incumbência maior.” (Minutos de Sabedoria Pg. 127)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Parece replay da segunda feira, e é! O futebol baiano segue causando calafrios na sua torcida. A dupla BA x VI voltou a passar em branco por mais uma rodada do brasileirão da série A e permanecem na zona de rebaixamento, sendo a situação do time de Canabrava pior, uma vez que encontra-se como lanterna do campeonato. Os dois times jogam como se na Série C estivessem e não alimentam em suas torcidas a menor expectativa de uma melhor sorte na competição. Confiram alguns momentos das partidas, já que não nos atrevemos em indica-los como “melhores”:

https://www.youtube.com/watch?v=dOeih7nwYDo

https://www.youtube.com/watch?v=VNWj_f5U8ng

Essa semana, o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra do Poeta sergipano Tobias Barreto. Espero que gostem.

Tobias Barreto (Vila de Campos do Rio Real SE, 1839 – Recife PE, 1889) começou a trabalhar como professor, em 1854, em Lagarto SE. Em 1857 participou, em Vila de Itabaiana SE, de concurso para cadeira de Latim, obtendo primeiro lugar. Entre 1862 e 1870, aproximadamente, foi dono de colégio secundário, além de professor de Francês, Latim, História, Retórica, Filosofia e Matemática elementar em Recife PE. Na década seguinte foi proprietário de tipografia, em Escada PE, onde imprimiu suas obras e publicou jornais. Ainda na década de 1870 foi membro do Partido Liberal e deputado da Assembléia Provincial pelo Partido Liberal, em Recife. Entre 1882 e 1889 lecionou várias disciplinas na Faculdade de Direito de Recife. Sua obra poética Dias e Noites foi publicada em 1893. A poesia de Tobias Barreto vincula-se à terceira geração do Romantismo; de acordo com o crítico Antonio Candido, “Tobias Barreto trovejava no Recife a grandiloquência que se chamou condoreira e que o moço Castro Alves absorvia, quando estudante naquela cidade, com a predisposição de leitor precoce de Victor Hugo. Poeta menor, não obstante a desmedida vaidade e o incenso dos amigos (…), Tobias Barreto deixou alguns poemas heróicos de bom corte oratório.”.

Influenciado pelo espiritualismo francês, passa para o naturalismo de Haeckel e Noiré em 1869 com o artigo Sobre a religião natural de Jules Simon. Em 1870 Tobias Barreto passa a defender o germanismo contra o predomínio da cultura francesa no Brasil. Nesta época começa, autodidaticamente, a estudar a língua alemã e alguns de seus autores tomando como objetivo reformar as ideias filosóficas, políticas e literárias influenciado pelos alemães.

Fundou na cidade de Escada, próxima ao Recife, onde morou por 10 anos, o periódico Deutscher Kämpfer (em português, Lutador Alemão) que teve pouca repercussão e existência curta.

Tobias Barreto escreveu ainda Estudos Alemães, importante trabalho para a difusão de suas idéias germanistas, mas que foi duramente criticado por se tratar apenas, segundo alguns, da paráfrase de autores alemães.

Ele também iniciou o movimento condoreirismo hugoano na poesia brasileira.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tobias_Barreto

No prefácio Musical teremos a presença de Marisa Monte, atendendo a sugestão feita pelo aniversariante da semana, meu querido irmão José Ricardo. Espero que gostem.

Veja a versão desta segunda feira e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/09/01/trabalhando-com-poesia-663

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina.  Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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O Beija-Flor – Tobias Barreto

Era uma moça franzina,
Bela visão matutina
Daquelas que é raro ver,
Corpo esbelto, colo erguido,
Molhando o branco vestido
No orvalho do amanhecer.

Vede-a lá: tímida, esquiva…
Que boca! é a flor mais viva,
Que agora está no jardim;
Mordendo a polpa dos lábios
Como quem suga o ressábio
Dos beijos de um querubim!

Nem viu que as auras gemeram,
E os ramos estremeceram
Quando um pouco ali se ergueu…
Nos alvos dentes, viçosa,
Parte o talo de uma rosa,
Que docemente colheu.

E a fresca rosa orvalhada,
Que contrasta descorada,
Do seu rosto a nívea tez,
Beijando as mãozinhas suas,
Parece que diz: nós duas!…
E a brisa emenda: nós três! …

Vai nesse andar descuidoso,
Quando um beija-flor teimoso
Brincar entre os galhos vem,
Sente o aroma da donzela,
Peneira na face dela,
E quer-lhe os lábios também

Treme a virgem de surpresa,
Leva do braço em defesa,
Vai com o braço a flor da mão;
Nas asas d’ave mimosa
Quebra-se a flor melindrosa,
Que rola esparsa no chão.

Não sei o que a virgem fala,
Que abre o peito e mais trescala
Do trescalar de uma flor:
Voa em cima o passarinho…
Vai já tocando o biquinho
Nos beiços de rubra cor.

A moça, que se envergonha
De correr, meio risonha
Procura se desviar;
Neste empenho os seios ambos
Deixa ver; inconhos jambos
De algum celeste pomar! …

Forte luta, luta incrível
Por um beijo! É impossível
Dizer tudo o que se deu.
Tanta coisa, que se esquece
Na vida! Mas me parece
Que o passarinho venceu! …

Conheço a moça franzina
Que a fronte cândida inclina
Ao sopro de casto amor:
Seu rosto fica mais lindo,
Quando ela conta sorrindo
A história do beija-flor.
 
O Gênio da Humanidade – Tobias Barreto

Sou eu quem assiste às lutas,
Que dentro d’alma se dão,
Quem sonda todas as grutas
Profundas do coração:
Quis ver dos céus o segredo;
Rebelde, sobre um rochedo
Cravado, fui Prometeu;
Tive sede do infinito,
Gênio, feliz ou maldito,
A Humanidade sou eu.

Ergo o braço, aceno aos ares,
E o céu se azulando vai;
Estendo a mão sobre os mares,
E os mares dizem: passai!…
Satisfazendo ao anelo
Do bom, do grande e do belo,
Todas as formas tomei:
Com Homero fui poeta,
Com Isaías profeta,
Com Alexandre fui rei.

(…)

Travei-me em lutas imensas,
Por vezes cansado e nu,
Gritei ao céu: e que pensas?
Ao mar: de que choras tu?
Caminho… e tudo o que faço
Derramo sobre o regaço
Da história, que é minha irmã:
Chamem-me Byron ou Goethe,
Na fronte do meu ginete
Brilha a estrela da manhã.

(…)

Publicado no livro Dias e Noites (1881). Poema integrante da série Parte I – Gerais e Naturalistas.

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