Trabalhando com Poesia

“… A televisão me deixou burro, muito burro demais, agora todas coisas que eu penso, me parecem iguais… O sorvete me deixou gripado, pelo resto da vida, e agora toda noite, quando deito, é boa noite, querida… Oh! Cride, fala pra mãe, que eu nunca li num livro, que o espirro fosse um vírus sem cura… Vê se me entende pelo menos uma vez criatura!… Oh! Cride, fala pra mãe!… A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada… A luz do sol me incomoda, então deixa a cortina fechada… É que a televisão me deixou burro, muito burro demais, e agora eu vivo dentro dessa jaula, junto dos animais… Oh! Cride, fala pra mãe, que tudo que a antena captar, meu coração captura… Vê se me entende pelo menos uma vez criatura!… Oh! Cride, fala pra mãe!… A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada… A luz do sol me incomoda, então deixa a cortina fechada… É que a televisão me deixou burro, muito burro demais, e agora eu vivo dentro dessa jaula, junto dos animais… E eu digo, Oh! Cride, fala pra mãe, que tudo que a antena captar, meu coração captura… Vê se me entende pelo menos uma vez criatura!… Oh! Cride, fala pra mãe!…” (Titãs – Televisão – Comp:. Marcelo Fromes / Tony Belotto / Arnaldo Antunes)

“… Teus olhos querem me levar, eu só quero que você me leve, eu ouço as estrelas, conspirando contra mim, eu sei que as plantas me vigiam do jardim… As luzes querem me ofuscar, eu só quero que essa luz me cegue… Nem cinco minutos guardados dentro de cada cigarro, não há pára-brisa pra limpar, nem vidros no teu carro… O meu corpo não quer descansar, não há guarda-chuva, não há guarda-chuva, contra o amor… O teu perfume quer me envenenar, minha mente gira como um ventilador… A chama do teu isqueiro quer incendiar a cidade, teus pés vão girando igual aos da porta estandarte… Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa, faça calor ou faça frio, é sempre carnaval no Brasil… Eu estou no meio da rua, você está no meio de tudo, o teu relógio quer acelerar, quer apressar os meus passos, não há pára-raio contra o que vem de baixo… Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa, faça calor ou faça frio, é sempre carnaval no Brasil… No Brasil…” (Titãs – Nem cinco minutos guardados – Comp.: Sergio Britto/ Marcelo Fromer)

“… Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia, eu não encho mais a casa de alegria, os anos se passaram enquanto eu dormia e quem eu queria bem me esquecia… Será que eu falei o que ninguém dizia? Será que eu escutei o que ninguém ouvia? Eu não vou me adaptar, me adaptar… Eu não tenho mais a cara que eu tinha, no espelho essa cara já não é minha, mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho, a minha barba estava desse tamanho… Será que eu falei o que ninguém ouvia? Será que eu escutei o que ninguém dizia? Eu não vou me adaptar, me adaptar… Não vou me adaptar! Me adaptar!… Não vou me adaptar!… Não vou me adaptar!…” (Titãs – Não vou me adaptar – Comp.: Arnaldo Antunes)

“Se está enfermo, não se impressione. Qualquer mal, ou aparência de mal é coisa passageira. A única essência eterna e real é Deus que é todo o Bem, a saúde perfeita, a felicidade integral, a alegria sem sombras. Se a doença o está experimentando, procure unir-se mentalmente à Energia Cósmica que lhe penetra o organismo juntamente com o ar que respira, e busque assim o revigoramento e a purificação de todas as suas células.”. (Minutos de Sabedoria Pg. 135)

Bom dia pessoal,

A vida nos apresenta situações inusitadas a cada segundo. É preciso sagacidade e calma para enfrentar cada uma delas. Não importa quantas vezes você sairá vitorioso ou derrotado, mas, com quem você estará aliado em qualquer das duas situações. Seguir em frente com a tranquilidade de estar no caminho correto é perceber nitidamente aquilo a que você não estará submetido sob qualquer hipótese, mesmo que isso signifique uma caminhada mais dura, uma trajetória mais íngreme, um percurso com mais obstáculos. Essa é nossa dica de hoje.

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

Segurança econômica e cibernética serão temas-chave da agenda dos BRICS em 2015 – Em 2014, o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, que compõem o grupo conhecido pela sigla BRICS, terminaram a criação do novo Banco de Desenvolvimento do grupo e o Arranjo Contingente de Reservas…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=ec9b606d4c0673aa256696c06cc9e785&cod=14915

Ministério Público e regulação da mídia. Por Luis Nassif – Insuspeito de ter uma posição governista, o Ministério Público Federal – como defensor dos direitos difusos da sociedade – poderá ter papel central na regulação da mídia. Em fevereiro de 2014, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal em São Paulo, organizou uma audiência pública relevante, para discutir o tema. Obviamente, recebeu escassa cobertura da mídia…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=f8b64946ebc86a5e23e1605a2943210c&cod=14909

Crise interna e mundial, por Adriano Benayon – 1. O ano termina sob o espectro de perspectivas preocupantes no âmbito nacional e no poder mundial. 2. Isso recomenda que os povos assumam atitude engajada e participativa, livre das falsas lideranças que iludem tanta gente, e, assim, se libertem de um sistema que os despoja e aliena…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=722bdebbbc5e6f165bdb8a939be2a35f&cod=14898

O bebê e a bacia, por Mauro Santayana – O senhor Robson Andrade, presidente da CNI, afirmou nesta semana que as denúncias que envolvem algumas das maiores construtoras do Brasil são pontuais e que a investigação e eventual punição desses atos não pode inviabilizar a continuidade de sua atuação em benefício do país. Grandes empresas são estratégicas para qualquer nação. Se não fosse o trabalho de construtoras como a Mendes Júnior, na década de 1970, em países como o Iraque e a Mauritânia, com a ida para lá de milhares de técnicos e operários brasileiros, para construir ferrovias, rodovias e obras de irrigação, o Brasil não teria conseguido, naquela ocasião, enfrentar a crise do petróleo…

http://www.patrialatina.com.br/colunas.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&codcolunista=74

Cuba e EUA: o início do fim do bloqueio, por Frei Betto – O papa Francisco, ao comemorar 78 anos, deu um inestimável presente ao Continente americano: o início do fim do bloqueio dos EUA a Cuba e o reatamento das relações diplomáticas entre os dois países. Este foi o tema que Francisco priorizou com Obama no encontro que mantiveram, em Roma, em março deste ano. Um ano antes, ao assumir o pontificado, Francisco se inteirou da questão ao receber Diaz-Canel, primeiro vice-presidente do Conselho de Estado de Cuba…

http://www.patrialatina.com.br/colunas.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&codcolunista=43

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2015/01/07/trabalhando-com-poesia-671

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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Poesia e Amor- Casimiro de Abreu

A tarde que expira,
A flor que suspira,
O canto da lira,
Da lua o clarão;
Dos mares na raia
A luz que desmaia,
E as ondas na praia
Lambendo-lhe o chão;

Da noite a harmonia
Melhor que a do dia,
E a viva ardentia
Das águas do mar;
A virgem incauta,
As vozes da flauta,
E o canto do nauta
Chorando o seu lar;

Os trêmulos lumes,
Da fonte os queixumes,
E os meigos perfumes
Que solta o vergel;
As noites brilhantes,
E os doces instantes
Dos noivos amantes
Na lua de mel;

Do templo nas naves
As notas suaves,
E o trino das aves
Saudando o arrebol;
As tardes estivas,
E as rosas lascivas
Erguendo-se altivas
Aos raios do sol;

A gota de orvalho
Tremendo no galho
Do velho carvalho,
Nas folhas do ingá;
O bater do seio,
Dos bosques no meio
O doce gorjeio
Dalgum sabiá;

A órfã que chora,
A flor que se cora
Aos raios da aurora,
No albor da manhã;
Os sonhos eternos,
Os gozos mais ternos,
Os beijos maternos
E as vozes de irmã;

O sino da torre
Carpindo quem morre,
E o rio que corre
Banhando o chorão;
O triste que vela
Cantando à donzela
A trova singela
Do seu coração;

A luz da alvorada,
E a nuvem dourada
Qual berço de fada
Num céu todo azul;
No lago e nos brejos
Os férvidos beijos
E os loucos bafejos
Das brisas do sul;

Toda essa ternura
Que a rica natura
Soletra e murmura
Nos hálitos seus,
Da terra os encantos,
Das noites os prantos,
São hinos, são cantos
Que sobem a Deus!

Os trêmulos lumes,
Da veiga os perfumes,
Da fonte os queixumes,
Dos prados a flor,
Do mar a ardentia
Da noite a harmonia,
Tudo isso é – poesia!
Tudo isso é – amor!

Quando Tu Choras – Casimiro de Abreu

Quando tu choras, meu amor, teu rosto
Brilha formoso com mais doce encanto,
E as leves sombras de infantil desgosto
Tornam mais belo o cristalino pranto.

Oh! nessa idade da paixão lasciva
Como o prazer, é o chorar preciso:
Mas breve passa – qual a chuva estiva –
E quase ao pranto se mistura o riso.

É doce o pranto de gentil donzela,
É sempre belo quando a virgem chora:
– Semelha a rosa pudibunda e bela
Toda banhada do orvalhar da aurora.

Da noite o pranto, que tão pouco dura,
Brilha nas folhas como um rir celeste,
E a mesma gota transparente e pura
Treme na relva que a campina veste.

Depois o sol, como sultão brilhante,
De luz inunda o seu gentil serralho,
E às flores todas – tão feliz amante –
Cioso sorve o matutino orvalho.

Assim, se choras, inda és mais formosa,
Brilha teu rosto com mais doce encanto:
– Serei o sol e tu serás a rosa…
Chora, meu anjo, – beberei teu pranto!

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