Trabalhando com Poesia

“… De tarde quero descansar, chegar até a praia e ver se o vento ainda está forte e, vai ser bom subir nas pedras… Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar, e o vento vai levando tudo embora… Agora está tão longe ver, a linha do horizonte me distrai, dos nossos planos é que tenho mais saudade… Quando olhávamos juntos, na mesma direção. Aonde está você agora, além de aqui dentro de mim?… Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou, vai ser difícil sem você, porque você está comigo o tempo todo e, quando vejo o mar, existe algo que diz, que a vida continua e se entregar é uma bobagem… Já que você não está aqui, o que posso fazer, é cuidar de mim… Quero ser feliz ao menos, lembra que o plano era ficarmos bem… Olha só o que eu achei, cavalos-marinhos… Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar, e o vento vai levando tudo embora…” (Legião Urbana – Vento no Litoral – Comp.: Renato Russo / Dado Villa-Lobos)

“… Ela passou do meu lado, “Oi, amor.” – eu lhe falei. “Você está tão sozinha”. Ela então sorriu pra mim… Foi assim que a conheci, naquele dia junto ao mar, as ondas vinham beijar a praia, o sol brilhava de tanta emoção, um rosto lindo como o verão, e um beijo aconteceu… Nos encontramos à noite, passeamos por aí e, num lugar escondido, outro beijo lhe pedi… Lua de prata no céu, o brilho das estrelas no chão, tenho certeza que não sonhava, a noite linda continuava e, a voz tão doce que me falava, “O mundo pertence a nós!”… E hoje a noite não tem luar, e eu estou sem ela… Já não sei onde procurar, não sei onde ela está… Hoje a noite não tem luar, e eu estou sem ela… Já não sei onde procurar, onde está meu amor?…” (Legião Urbana – Hoje na noite não tem luar – Comp.: Carlos Colla)

“… Quem me dera ao menos uma vez, ter de volta todo o ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade, se alguém levasse embora até o que eu não tinha… Quem me dera ao menos uma vez, esquecer que acreditei que era por brincadeira, que se cortava sempre um pano de chão, de linho nobre e pura seda… Quem me dera ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender, que o que aconteceu ainda está por vir, e o futuro não é mais como era antigamente… Quem me dera ao menos uma vez, provar que quem tem mais do que precisa ter, quase sempre se convence, que não tem o bastante, fala demais por não ter nada a dizer… Quem me dera ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto, como o mais importante, mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente… Quem me dera ao menos uma vez, entender como um só Deus, ao mesmo tempo é três, e esse mesmo Deus foi morto por vocês, sua maldade, então, deixaram Deus tão triste… Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda! Assim pude trazer você de volta pra mim, quando descobri que é sempre só você, que me entende do início ao fim… E é só você que tem a cura pro meu vício, de insistir nessa saudade que eu sinto, de tudo que eu ainda não vi… Quem me dera ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo que existe, e acreditar que o mundo é perfeito, e que todas as pessoas são felizes… Quem me dera ao menos uma vez, fazer com que o mundo saiba que seu nome, está em tudo, e mesmo assim, ninguém lhe diz ao menos obrigado… Quem me dera ao menos uma vez, como a mais bela tribo, dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente… Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda! Assim pude trazer você de volta pra mim, quando descobri que é sempre só você, que me entende do início ao fim… E é só você que tem a cura pro meu vício, de insistir nessa saudade que eu sinto, de tudo que eu ainda não vi… Nos deram espelhos e vimos um mundo doente… Tentei chorar e não consegui…” (Legião Urbana – Indios – Comp.: Renato Russo)

“Não desanime, não pare no primeiro degrau da ascensão. Se a dúvida o assaltar, se a tristeza bater à sua porta, se calúnia o ferir, erga sua cabeça corajosamente e contemple o céu iluminado e tranquilo. Embora recoberto de nuvens, você sabe que elas passarão, e o sol voltará a brilhar. Siga à frente, que todas as nuvens da existência também hão de passar e voltará a brilhar o sol da alegria.” (Minutos de Sabedoria Pg. 143)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Há 33 anos atrás a música Popular Brasileira perdia a presença física de uma de suas cantoras mais marcantes: Elis Regina. Conhecida por sua presença de palco, sua voz e sua personalidade. Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo, ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma apresentação ou numa mesma música.

Como muitos outros artistas do Brasil, Elis surgiu dos festivais de música na década de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria, e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou “Arrastão” de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV. Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões. Seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que transferiu-se do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e mídia. Transferindo-se para São Paulo em 1964, onde ficaria até sua morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.

Saiba mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Elis_Regina

Durante essa semana, o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra da Poetisa goiana Cora Coralina. Espero que gostem.

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Vila Boa de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa brasileira.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, sendo uma das primeiras construções da antiga Vila Boa de Goiás.

Começou a escrever os seus primeiros textos aos catorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça.

Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo. Nesse Estado passou quarenta e cinco anos, vivendo inicialmente no interior, nas cidades de Avaré e Jaboticabal, e depois na capital, onde chegou em 1924. Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 pararam a cidade. Em 1930 presenciou Getúlio Vargas chegando à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.

Com a morte do marido, Cora ficou ainda com três filhos para acabar de criar. Sem se deixar abater, vendeu livros em São Paulo, mudou-se para Penápolis, no interior do Estado, onde passou a vender lingüiça caseira e banha de porco que ela mesma preparava. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.
Ao completar cinqüenta anos de idade, a poetisa sofreu uma profunda transformação em seu interior, que definiria mais tarde como a perda do medo. Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás.

Durante esses anos, Cora não deixou de escrever, produzindo poemas ligados à sua história, à ligação com a cidade em que nascera e ao ambiente em que fora criada.

Os elementos folclóricos que faziam parte do cotidiano de Ana serviram de inspiração para que aquela frágil mulher se tornasse a dona de uma voz inigualável e sua poesia atingisse um nível de qualidade literária jamais alcançado até aí por nenhum outro poeta do Centro-Oeste brasileiro.

Senhora de poderosas palavras, Ana escrevia com simplicidade e seu desconhecimento acerca das regras da gramática contribuiu para que sua produção artística priorizasse a mensagem ao invés da forma. Preocupada em entender o mundo no qual estava inserida, e ainda compreender o real papel que deveria representar, Ana parte em busca de respostas no seu cotidiano, vivendo cada minuto na complexa atmosfera da Cidade de Goiás, que permitiu a ela a descoberta de como a simplicidade pode ser o melhor caminho para atingir a mais alta riqueza de espírito.

Foi ao ter sua poesia conhecida por Carlos Drummond de Andrade que Ana, já conhecida pelo pseudônimo de Cora Coralina, passou a ser admirada por todo o Brasil.

Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás, foi publicado pela Editora José Olympio em 1965, quando a poetisa já contabilizava 75 anos. Reúne os poemas que consagraram o estilo da autora e a transformaram em uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX.

Onze anos mais tarde, em 1976, compôs Meu Livro de Cordel. Finalmente, em 1983 lançou Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha (Ed. Global).

Cora Coralina foi eleita intelectual do ano e contemplada com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores em 1983. Dois anos mais tarde, veio a falecer.

Veja mais informações em http://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina

No prefácio Musical seguimos com a presença sempre marcante da banda Legião Urbana. Espero que gostem.

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site Correio do Brasil. Vale a pena conferir:

Congresso Nacional prepara posse de parlamentares – A menos de um mês para a posse – marcada para 1º de fevereiro –, os 198 parlamentares estreantes na Câmara dos Deputados e os 25 que já exerceram mandato alguma vez, antes dos últimos quatro anos, ganharam um espaço para fazer todos os cadastros necessários para que no dia da posse exerçam os cargos…

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/congresso-nacional-prepara-posse-de-parlamentares/747823/

Dilma divulga nota de pesar pela execução do brasileiro – A presidenta Dilma Rousseff tomou conhecimento – consternada e indignada – da execução do brasileiro Marco Archer, ocorrida hoje às 15h31 – horário de Brasília – na Indonésia – A presidenta Dilma Rousseff disse, em nota, que “tomou conhecimento – consternada e indignada – da execução do brasileiro Marco Archer, ocorrida neste sábado às 15h31 – horário de Brasília – na Indonésia”. O carioca Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos, foi fuzilado por tráfico de drogas. Ele foi o primeiro brasileiro executado por crime no exterior. A informação foi confirmada pela Embaixada do Brasil em Jacarta…

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/dilma-divulga-nota-de-pesar-pela-execucao-do-brasileiro/747776/

Sistema Cantareira está com 5,9% da capacidade – Sistema Cantareira tem nova queda de volume de água – Em quedas sucessivas há sete dias, o volume armazenado no Sistema Cantareira, principal reservatório de água da Grande São Paulo, chegou, neste domingo, a 5,9% da capacidade. Desde o dia 16, não é registrada chuva na região dos reservatórios, conforme boletim diário da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A média pluviométrica para janeiro é 271,1 milímetros (mm), mas o acumulado do mês é bem inferior, 60,1 mm…

http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/sistema-cantareira-esta-com-59-da-capacidade/747797/

Micro e pequenas empresas têm até o dia 30 para aderir ao Simples Nacional – As micro e pequenas empresas que quiserem aderir ao novo Simples Nacional terão até o próximo dia 30 para fazer o pedido. Criado em 2006, o programa possibilita o pagamento de até oito tributos federais em apenas uma guia, podendo reduzir em até 40% o imposto…

http://correiodobrasil.com.br/ultimas/micro-e-pequenas-empresas-tem-ate-o-dia-30-para-aderir-ao-simples-nacional/747740/

Por que o Ministério da Cultura é a nova Geni? – Desde que a presidenta Dilma Rousseff começou a anunciar o seu novo ministério, notícias e mais notícias sobre os indicados surgiram na imprensa. Contudo, as matérias ou entrevistas nunca passaram muito além dos perfis dos novos ministros. Do ministério da Fazenda ao ministério da Educação, as novas equipes indicadas pelos ministros passaram completamente em branco. Com a exceção do ministério da Cultura…

http://correiodobrasil.com.br/noticias/opiniao/por-que-o-ministerio-da-cultura-e-a-nova-geni/747711/

Veja a versão desta segunda feira e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2015/01/19/trabalhando-com-poesia-679

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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MEU DESTINO – Cora Coralina

Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida…
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca
da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida…

O CÂNTICO DA TERRA – Cora Coralina

Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.

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