Trabalhando com Poesia

“…Parece cocaína, mas é só tristeza, talvez tua cidade, muitos temores nascem do cansaço e da solidão… Descompasso, desperdício, herdeiros são agora, da virtude que perdemos… Há tempos tive um sonho, não me lembro… Não me lembro… Tua tristeza é tão exata, e hoje o dia é tão bonito, já estamos acostumados a não termos mais nem isso… Os sonhos vêm, e os sonhos vão, e o resto é imperfeito… Dissestes que se tua voz tivesse força igual á imensa dor que sentes… Teu grito acordaria, não só a tua casa, mas a vizinhança inteira… E há tempos, nem os santos têm ao certo, a medida da maldade… E há tempos são os jovens que adoecem, e há tempos o encanto está ausente, e há ferrugem nos sorrisos, só o acaso estende os braços a quem procura abrigo e proteção… Meu amor! Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem… Lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa…” (Legião Urbana – Há tempos – Comp.: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá)

“…Tire suas mãos de mim, que eu não pertenço a você, não é me dominando assim, que você vai me entender… Eu posso estar sozinho, mas eu sei muito bem onde estou, você pode até duvidar, acho que isso não é amor… Será só imaginação? Será que nada vai acontecer? Será que é tudo isso em vão? Será que vamos conseguir vencer?… Nos perderemos entre monstros, da nossa própria criação, serão noites inteiras, talvez por medo da escuridão… Ficaremos acordados, imaginando alguma solução, pra que esse nosso egoísmo? Não destrua nosso coração… Será só imaginação? Será que nada vai acontecer? Será que é tudo isso em vão? Será que vamos conseguir vencer?…. Brigar pra quê? Se é sem querer… Quem é que vai nos proteger?… Será que vamos ter que responder, pelos erros a mais, eu e você?…” (Legião Urbana – Será – Comp.: Dado Villa-Lobos/Renato Russo)

“… Estátuas e cofres e paredes pintadas, ninguém sabe o que aconteceu… Ela se jogou da janela do quinto andar, nada é fácil de entender… Dorme agora… É só o vento lá fora… Quero colo! Vou fugir de casa, posso dormir aqui com vocês?… Estou com medo, tive um pesadelo, só vou voltar depois das três… Meu filho vai ter nome de santo, quero o nome mais bonito… É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã… Porque se você parar pra pensar, na verdade não há.. Me diz, por que que o céu é azul?… Explica a grande fúria do mundo… São meus filhos que tomam conta de mim… Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar… Eu moro na rua, não tenho ninguém, eu moro em qualquer lugar… Já morei em tanta casa, que nem me lembro mais, eu moro com os meus pais… É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã… Porque se você parar pra pensar, na verdade não há.. Sou uma gota d’água! Sou um grão de areia! Você me diz que seus pais não entendem, mas você não entende seus pais… Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo! São crianças como você! O que você vai ser, quando você crescer…” (Legião Urbana – Pais e filhos – Comp.: Dado Villa-Lobos/Renato Russo)

“Não dê ouvidos às intrigas e calúnias; só a árvore que produz frutos é que se vê apedrejada, para deixá-los cair. A árvore estéril ninguém dá importância. A calúnia, muitas vezes, é uma honra para quem a recebe. Não pare seu serviço por causa da calúnia. Se para de fazer o que estava fazendo, dá razão ao caluniador. Siga à frente, e todos acabarão calando-se e no fim ainda baterão palmas ao seu trabalho.” (Minutos de Sabedoria Pg. 144)

Bom dia pessoal,

A tarefa de aprender e de ensinar não é simples. Exige além de disciplina, tranquilidade em compreender as mensagens, muitas vezes subliminares que o outro transmite em sua direção. Se não conseguiu na primeira tentativa, não desista, não hesite. Tente mais uma e mais uma, ou como disse alguém a muitos anos atrás: Não apenas sete, mas, sete vezes sete. Lembre-se que sua tarefa de aprendizado é eterna e não está limitada apenas a seu crescimento e evolução material, mas, se relaciona, principalmente, com sua evolução espiritual. Siga sempre em frente! É nossa dica para hoje.

Hoje o Rio de Janeiro está em festa, celebrando seu padroeiro, São Sebastião. Em sua homenagem essa pérola, nas vozes de Gilberto Gil e do Grande Milton Bituca Nascimento:

Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, morreu em 20 de janeiro de 1983. Ele jogou 60 partidas pela seleção brasileira. Estreou em 1955 contra o Chile no Maracanã. Com Garrincha, o Brasil conseguiu 52 vitórias e 7 empates. Com Mané e Pelé juntos, o Brasil nunca perdeu. Convido vocês a assistir esse bom filme, contando a história do anjo das pernas tortas.

Em 20 de Janeiro de 1890 era oficializado o nosso hino nacional brasileiro.

Confira no “Trabalhando com Poesia” de hoje algumas matérias do site Pátria Latina:

DEZ EMPRESAS DECIDEM O QUE VOCÊ CONSOME – Talvez passe despercebido àqueles que vão ao supermercado que um conjunto pequeno de grandes transnacionais concentra a maior parte das marcas compradas pelos brasileiros. Dez grandes companhias – entre elas Unilever, Nestlé, Procter & Gamble, Kraft e Coca-Cola – abocanham de 60% a 70% das compras de uma família e tornam o Brasil um dos países com maior nível de concentração no mundo. O que sobra do mercado é disputado por cerca de 500 empresas menores, regionais…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=14974

A mídia e o desrespeito às religiões, Por Luis Nassif, no Jornal GGN – Em meados dos anos 90, um bispo evangélico chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em um programa da TV Record. Houve comoção nacional. A Globo aproveitou o incidente para conduzir uma feroz campanha contra o bispo e a Record. O episódio resultou na demissão do bispo, no seu afastamento da sua igreja e em pedido de desculpas da Record…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=7d5a3c270200daf0475c1f217910f982&cod=14972

O porquê dos assassinatos em Charlie Hebdo: O mais espetacular fracasso da imprensa-empresa. Por Shamus Cooke, Counterpunch, Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu – Tarefa essencial do jornalismo é responder à pergunta “por quê?” É dever de todos os jornalistas explicar por que tal ou qual evento aconteceu, de modo que os leitores e telespectadores tenham chance justa de compreender o que leiam ou vejam. Se o porquê não é investigado e fica como que apagado, silenciado, deixado de lado, os mais ensandecidos pressupostos e estereótipos saltam de todos os cantos para ocupar todos os espaços, enunciados por “especialistas” e políticos cujas ridículas “explicações” a imprensa-empresa não questiona…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=54c024de9e64af8a959229d3d49b4198&cod=14971

Nigéria pede apoio como o recebido pela França por ataques terrorista – O arcebispo nigeriano Ignatius Kaigama pediu um maior apoio da comunidade internacional para enfrentar o extremismo islâmico em seu país, similar ao dado à França após os recentes ataques terroristas. Cerca de 15 garotas escaparam do sequestro do grupo Boko Haram, em meados de abril de 2014, na Nigéria, enquanto saíam da escola. Cerca de 15 garotas escaparam do sequestro do grupo Boko Haram, em meados de abril de 2014, na Nigéria, enquanto saíam da escola…

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=52a8ed6a81c88856e206aa74759a4103&cod=14949

Kátia Abreu, a pelicano do Planalto, Por José Ribamar Bessa Freire – Pedro Américo. Do sobrenome eu não lembro, mas o nome era Pedro Américo, mais conhecido como Pelicão. Por onde andará o Pelicão? Faz mais de 55 anos que dele não tenho notícias. Seu pai, rico fazendeiro de Roraima, queria porque queria um filho padre e o internou no seminário redentorista de Coari (AM). Sua chegada naquele celeiro de meninos pobres foi espetacular, triunfal. Trazia seis malas cheias de roupa fina e cara, incluindo onze camisas coloridas de um time de futebol, joelheiras e tornozeleiras. Com isso, apesar de ruim de bola, ganhou o lugar de goleiro titular da seleção do seminário…

http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=f34185c4ca5d58e781d4f14173d41e5d&codcolunista=57&cod=3438

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2015/01/20/trabalhando-com-poesia-680

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus e protegida pela força guerreira de Ogum. Ogunhê!!!

Apio Vinagre Nascimento
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VELHO SOBRADO – Cora Coralina

Um montão disforme. Taipas e pedras,
abraçadas a grossas aroeiras,
toscamente esquadriadas.
Folhas de janelas.
Pedaços de batentes.
Almofadados de portas.
Vidraças estilhaçadas.
Ferragens retorcidas.

Abandono. Silêncio. Desordem.
Ausência, sobretudo.
O avanço vegetal acoberta o quadro.
Carrapateiras cacheadas.
São-caetano com seu verde planejamento,
pendurado de frutinhas ouro-rosa.
Uma bucha de cordoalha enfolhada,
berrante de flores amarelas
cingindo tudo.
Dá guarda, perfilado, um pé de mamão-macho.
No alto, instala-se, dominadora,
uma jovem gameleira, dona do futuro.
Cortina vulgar de decência urbana
defende a nudez dolorosa das ruínas do sobrado
— um muro.

Fechado. Largado.
O velho sobrado colonial
de cinco sacadas,
de ferro forjado,
cede.

Bem que podia ser conservado,
bem que devia ser retocado,
tão alto, tão nobre-senhorial.
O sobradão dos Vieiras
cai aos pedaços,
abandonado.
Parede hoje. Parede amanhã.
Caliça, telhas e pedras
se amontoando com estrondo.
Famílias alarmadas se mudando.
Assustados – passantes e vizinhos.
Aos poucos, a ” fortaleza ” desabando.

Quem se lembra?
Quem se esquece?

Padre Vicente José Vieira.
D. Irena Manso Serradourada.
D. Virgínia Vieira
– grande dama de outros tempos.
Flor de distinção e nobreza
na heráldica da cidade.
Benjamim Vieira,
Rodolfo Luz Vieira,
Ludugero,
Angela,
Débora, Maria…
tão distante a gente do sobrado…

Bailes e saraus antigos.
Cortesia. Sociedade goiana.
Senhoras e cavalheiros…
-tão desusados…
O Passado…

A escadaria de patamares
vai subindo… subindo…
Portas no alto.
À direita. À esquerda.
Se abrindo, familiares.

Salas. Antigos canapés.
Cadeiras em ordem.
Pelas paredes forradas de papel,
desenho de querubins, segurando
cornucópia e laços.
Retratos de antepassados,
solenes, empertigados.
Gente de dantes.

Grandes espelhos de cristal,
emoldurados de veludo negro.
Velhas credências torneadas
sustentando
jarrões pesados.
Antigas flores
de que ninguém mais fala!
Rosa cheirosa de Alexandria.
Sempre-viva. Cravinas.
Damas-entre-verdes.
Jasmim-do-cabo. Resedá.
Um aroma esquecido
– manjerona.

O PASSADO – Cora Coralina

O salão da frente recende a cravo.
Um grupo de gente moça
se reúne ali.
“Clube Literário Goiano”.
Rosa Godinho.
Luzia de Oliveira.
Leodegária de Jesus,
a presidência.

Nós, gente menor,
sentadas, convencidas, formais.
Respondendo à chamada.
Ouvindo atentas a leitura da ata.
Pedindo a palavra.
Levantando idéias geniais.

Encerrada a sessão com seriedade,
passávamos à tertúlia.
O velho harmônio, uma flauta, um bandolim.
Músicas antigas. Recitativos.
Declamavam-se monólogos.
Dialogávamos em rimas e risos.

D. Virgínia. Benjamim.
Rodolfo. Ludugero.
Veros anfitriões.
Sangrias. Doces. Licor de rosa.
Distinção. Agrado.

O Passado…

Homens sem pressa,
talvez cansados,
descem com leva
madeirões pesados,
lavrados por escravos
em rudes simetrias,
do tempo das acutas.
Inclemência.
Caem pedaços na calçada.
Passantes cautelosos
desviam-se com prudência.
Que importa a eles o sobrado?

Gente que passa indiferente,
olha de longe,
na dobra das esquinas,
as traves que despencam.
-Que vale para eles o sobrado?

Quem vê nas velhas sacadas
de ferro forjado
as sombras debruçadas?
Quem é que está ouvindo
o clamor, o adeus, o chamado?…
Que importa a marca dos retratos na parede?
Que importam as salas destelhadas,
e o pudor das alcovas devassadas…
Que importam?

E vão fugindo do sobrado,
aos poucos,
os quadros do Passado.

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