Trabalhando com Poesia

“…Tenho andado distraído, impaciente e indeciso… E ainda estou confuso, só que agora é diferente, estou tão tranquilo e tão contente… Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria, era provar pra todo o mundo, que eu não precisava provar nada pra ninguém… Me fiz em mil pedaços, pra você juntar… E queria sempre achar explicação pro que eu sentia. Como um anjo caído, fiz questão de esquecer, que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira… Mas não sou mais, tão criança a ponto de saber tudo… Já não me preocupo se eu não sei por que, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê, e eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você… Tão correto e tão bonito, o infinito é realmente um dos deuses mais lindos… Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?… Me disseram que você estava chorando… E foi então que eu percebi, como lhe quero tanto… Já não me preocupo se eu não sei por que, às vezes o que eu vejo quase ninguém vê, e eu sei que você sabe quase sem querer, que eu quero mesmo que você…” (Legião Urbana – Quase sem querer – Comp:. Dado Villa-lobos / Renato Russo)

“… Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho… Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz… Mas não me diga isso… Hoje a tristeza não é passageira, hoje fiquei com febre a tarde inteira… E quando chegar a noite, cada estrela parecerá uma lágrima… Queria ser como os outros, e rir das desgraças da vida, ou fingir estar sempre bem, ver a leveza das coisas com humor… Mas não me diga isso… É só hoje, e isso passa, só me deixe aqui quieto, isso passa, amanhã é um outro dia, não é?… Eu nem sei porque me sinto assim… Vem de repente um anjo triste perto de mim… E essa febre que não passa, e meu sorriso sem graça, não me dê atenção, mas obrigado por pensar em mim… Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz… Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho… Quando tudo está perdido, eu me sinto tão sozinho… Quando tudo está perdido, não quero mais ser quem eu sou… Mas não me diga isso, não me dê atenção, e obrigado por pensar em mim… Não me diga isso, não me dê atenção, e obrigado por pensar em mim…” (Legião Urbana – A Via Láctea – Comp:. Dado Villa-lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá)

“… Se fiquei esperando meu amor passar, já me basta que então, eu não sabia amar… E me via perdido e vivendo em erro, sem querer me machucar de novo, por culpa do amor… Mas, você e eu podemos namorar, e era simples: Ficamos fortes, quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu… Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu… Sei rimar romã com travesseiro, quero a minha nação soberana, com espaço, nobreza e descanso… Se fiquei esperando meu amor passar, já me basta que estava então, longe de sereno… E fiquei tanto tempo duvidando de mim, por fazer amor fazer sentido… Começo a ficar livre, espero, acho que sim… De olhos fechados não me vejo, e você sorriu pra mim… “Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo, tende piedade de nós… Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo, tende piedade de nós… Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo, dai-nos a paz.”…” (Legião Urbana – Se fiquei esperando meu amor passar – Comp:. Dado Villa-lobos / Renato Russo)

“O homem é o que pensa. Se você insistir em pensar no mal, na dor, na doença, você os atrairá para si. Pense na saúde, na alegria, na prosperidade, e sua vida tomará novo rumo. Afirme sempre que é feliz, que as dores passaram, que a saúde se consolida cada vez mais, e a felicidade baterá à sua porta. Seja otimista e permaneça o mais possível ligado ao Pai Celestial.” (Minutos de Sabedoria Pg. 145)

Bom dia pessoal,

Hoje, 21 de janeiro, é o dia nacional de combate à Intolerância Religiosa. Em outubro de 1999 o Brasil testemunhou um dos casos mais drásticos de preconceito contra os religiosos de matriz africana. O jornal Folha Universal estampou em sua capa uma foto da Iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos – a Mãe Gilda – trajada com roupas de sacerdotisa para ilustrar uma matéria cujo título era: “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. A casa da Mãe Gilda foi invadida, seu marido foi agredido verbal e fisicamente, e seu Terreiro foi depredado por evangélicos. Mãe Gilda não suportou os ataques e, após enfartar, faleceu no dia 21 de janeiro de 2000.

Fonte: http://arquivo.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questao-racial/afrobrasileiros-e-suas-lutas/22881-hoje-na-historia-21-de-janeiro-dia-nacional-de-combate-a-intolerancia-religiosa

Leia também: A Cor da Fé. Por Guilherme Lemos – relações estreitas entre intolerância, raça e religiões de matriz africana – Quando escuto notícias do tipo “Evangélicos tentam invadir terreiro em Olinda” ou “Traficante evangélico proíbe terreiros no Morro do Dendê”, me pergunto se os lideres religiosos estão realmente passando a mensagem escrita na bíblia ou se as pessoas se cegam diante de intolerâncias medíocres construídas outrora. Cresci num lar protestante e, mesmo me identificando hoje com religiões de matriz africana, faço questão de guardar mensagens para refletir episódios diversos na vida…

http://arquivo.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questao-racial/afrobrasileiros-e-suas-lutas/22858-a-cor-da-fe

Em 21 de janeiro de 1924, morreu, aos 53 anos, o líder da Revolução Socialista na Rússia, Vladímir Ílitch Ulianov, o Lênin. Teórico e homem de ação, foi o primeiro dos continuadores de Marx e Elgels a conduzir a revolução proletária ao poder. Segundo João Amazonas, histórico dirigente do PCdoB, “a obra de Vladimir Ilitch Lênin no campo teórico e da política prática representa grandioso manancial de conhecimentos científicos sobre a revolução social e a construção da nova sociedade”. Veja Especial “Atualidade do pensamento de Lênin” aqui. http://fmauriciograbois.org.br/portal/revista.php…

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Governo anuncia reforço na geração de energia – O governo irá tomar medidas para reforçar a geração de energia no país, após o desligamento ocorrido na segunda (19); segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, em coletiva nesta terça (20), serão adicionados 1,5 mil megawatts (MW) ao sistema elétrico da Região Sudeste; entre as medidas está a antecipação da entrada de usinas termelétricas da Petrobras, que estão em manutenção preventiva; também será feita a transferência adicional de 300 MW da Usina de Itaipu, o repasse de mais 400 MW de energia para as regiões Sudeste e Centro-Oeste e a ressincronização da Usina Nuclear Angra 1, com despacho parcial entre 100 MW e 200 MW; “Estamos fortalecendo o sistema para que intercorrências como a de ontem tenham ainda um nível maior de segurança”, disse…

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/167246/Governo-anuncia-refor%C3%A7o-na-gera%C3%A7%C3%A3o-de-energia.htm

ONU se une ao Brasil contra barbárie indonésia – A Organização das Nações Unidas apelou, nesta terça-feira, ao governo da Indonésia para que restabeleça uma moratória suspendendo as execuções de condenados à pena de morte e faça uma “revisão completa” de todos os pedidos de clemência; por meio da porta-voz para Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, a ONU criticou a execução, no fim de semana passado, de seis condenados por tráfico de drogas, entre eles o brasileiro Marco Archer, apesar de vários apelos nacionais e internacionais; agora, o governo da presidente Dilma Rousseff tenta salvar outro brasileiro, Rodrigo Gularte, do corredor da morte; gestões do Itamaraty, criticadas no Brasil, já receberam apoio da Holanda, da Austrália e agora da ONU…

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/167224/ONU-se-une-ao-Brasil-contra-barb%C3%A1rie-indon%C3%A9sia.htm

Com dez vezes mais água que Cantareira, Billings pode ser alternativa – Represa deve ser usada para abastecer parte da população que enfrenta a crise hídrica em São Paulo, conforme informou a Sabesp; a solução, no entanto, não resolve o problema emergencialmente, pois só ficará pronta em 2018; obra do governo estadual interligará o Rio Pequeno ao Sistema Rio Grande, ambos braços da Billings…

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/167215/Com-dez-vezes-mais-%C3%A1gua-que-Cantareira-Billings-pode-ser-alternativa.htm

No poste ou no paredão? Por Nêggo Tom – Penalizar um ser humano com fuzilamento em pleno século 21 é um total retrocesso. Mas se tivéssemos um combate mais eficaz às drogas, aos crimes hediondos e aos pequenos delitos, não precisaríamos fazer uso nem do poste, nem do paredão – Bem, amigos! Outro assunto que está dando o que falar nas mídias sociais (e logo vai dar no saco também) é a pena de morte, por fuzilamento, aplicada pelo governo da Indonésia ao brasileiro Marco Archer, apesar dos pedidos de clemência feitos pela Presidenta Dilma e até pelo Papa Francisco….

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/166988/No-poste-ou-no-pared%C3%A3o.htm

Indonésia deporta repórter e cinegrafista da Globo – No país para acompanhar a execução do brasileiro Marco Archer, condenado por tráfico, o repórter Márcio Gomes e um cinegrafista foram detidos no sábado na cidade de Cilacap e liberados depois; os passaportes, porém, ficaram retidos; a dupla foi transportada pela polícia para a capital, Jacarta, nesta segunda, de onde viajam para Tóquio, onde o repórter atua como correspondente…

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/167227/Indon%C3%A9sia-deporta-rep%C3%B3rter-e-cinegrafista-da-Globo.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2015/01/21/trabalhando-com-poesia-681

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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ANTIGUIDADES – Cora Coralina

Quando eu era menina
bem pequena,
em nossa casa,
certos dias da semana
se fazia um bolo,
assado na panela
com um testo de borralho em cima.

Era um bolo econômico,
como tudo, antigamente.
Pesado, grosso, pastoso.
(Por sinal que muito ruim.)

Eu era menina em crescimento.
Gulosa,
abria os olhos para aquele bolo
que me parecia tão bom
e tão gostoso.

A gente mandona lá de casa
cortava aquele bolo
com importância.
Com atenção. Seriamente.
Eu presente.
Com vontade de comer o bolo todo.

Era só olhos e boca e desejo
daquele bolo inteiro.
Minha irmã mais velha
governava. Regrava.
Me dava uma fatia,
tão fina, tão delgada…
E fatias iguais às outras manas.
E que ninguém pedisse mais!
E o bolo inteiro,
quase intangível,
se guardava bem guardado,
com cuidado,
num armário, alto, fechado,
impossível.

Era aquilo, uma coisa de respeito.
Não pra ser comido
assim, sem mais nem menos.
Destinava-se às visitas da noite,
certas ou imprevistas.
Detestadas da meninada.

Criança, no meu tempo de criança,
não valia mesmo nada.
A gente grande da casa
usava e abusava
de pretensos direitos
de educação.

Por dá-cá-aquela-palha,
ralhos e beliscão.
Palmatória e chineladas
não faltavam.
Quando não,
sentada no canto de castigo
fazendo trancinhas,
amarrando abrolhos.
“Tomando propósito”.
Expressão muito corrente e pedagógica.

Aquela gente antiga,
passadiça, era assim:
severa, ralhadeira.

Não poupava as crianças.
Mas, as visitas…
– Valha-me Deus !…
As visitas…
Como eram queridas,
recebidas, estimadas,
conceituadas, agradadas !

Era gente superenjoada.
Solene, empertigada.
De velhas conversar
que davam sono.
Antiguidades…

Até os nomes, que não se percam:
D. Aninha com Seu Quinquim.
D. Milécia, sempre às voltas
com receitas de bolo, assuntos
de licores e pudins.
D. Benedita com sua filha Lili.
D. Benedita – alta, magrinha.
Lili – baixota, gordinha.
Puxava de uma perna e fazia crochê.
E, diziam dela línguas viperinas:
“- Lili é a bengala de D. Benedita”.
Mestre Quina, D. Luisalves,
Saninha de Bili, Sá Mônica.
Gente do Cônego Padre Pio.

D. Joaquina Amâncio…
Dessa então me lembro bem.
Era amiga do peito de minha bisavó.
Aparecia em nossa casa
quando o relógio dos frades
tinha já marcado 9 horas
e a corneta do quartel, tocado silêncio.
E só se ia quando o galo cantava.

O pessoal da casa,
como era de bom-tom,
se revezava fazendo sala.
Rendidos de sono, davam o fora.
No fim, só ficava mesmo, firme,
minha bisavó.

D. Joaquina era uma velha
grossa, rombuda, aparatosa.
Esquisita.
Demorona.
Cega de um olho.
Gostava de flores e de vestido novo.
Tinha seu dinheiro de contado.
Grossas contas de ouro
no pescoço.

Anéis pelos dedos.
Bichas nas orelhas.
Pitava na palha.
Cheirava rapé.
E era de Paracatu.
O sobrinho que a acompanhava,
enquanto a tia conversava
contando “causos” infindáveis,
dormia estirado
no banco da varanda.
Eu fazia força de ficar acordada
esperando a descida certa
do bolo
encerrado no armário alto.
E quando este aparecia,
vencida pelo sono já dormia.
E sonhava com o imenso armário
cheio de grandes bolos
ao meu alcance.

De manhã cedo
quando acordava,
estremunhada,
com a boca amarga,
– ai de mim –
via com tristeza,
sobre a mesa:
xícaras sujas de café,
pontas queimadas de cigarro.
O prato vazio, onde esteve o bolo,
e um cheiro enjoado de rapé.

Aninha e suas pedras – Cora Coralina

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.

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