Trabalhando com Poesia

“… Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê, que o caminho é um só…. Por que esperar? Se podemos começar tudo de novo, agora mesmo… A humanidade é desumana, mas ainda temos chance, o sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer… Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê, que o caminho é um só… Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo, quem roubou nossa coragem?… Tudo é dor e, toda dor vem do desejo, de não sentirmos dor… Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê, que o caminho é um só…” (Legião Urbana – Quando o sol bater na janela do seu quarto – Comp:. Dado Villa-lobos / Renato Russo)

“… Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria… É só o amor! É só o amor! Que conhece o que é verdade, o amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece… O amor é o fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer… Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria… É um não querer mais que bem querer, é solitário andar por entre a gente, é um não contentar-se de contente, é cuidar que se ganha em se perder… É um estar-se preso por vontade, é servir a quem vence, o vencedor… É um ter com quem nos mata a lealdade, tão contrário a si é o mesmo amor… Estou acordado e todos dormem… Todos dormem… Todos dormem… Agora vejo em parte, mas então veremos face a face… É só o amor! É só o amor! Que conhece o que é verdade… Ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria…” (Legião Urbana – Monte Castelo – Comp:. Renato Russo)

“… Achei um 3×4 teu e não quis acreditar, que tinha sido há tanto tempo atrás, um bom exemplo de bondade e respeito, do que o verdadeiro amor é capaz… A minha escola não tem personagem, a minha escola tem gente de verdade, alguém falou do fim-do-mundo, o fim-do-mundo já passou, vamos começar de novo: Um por todos, todos por um… O sistema é mau, mas minha turma é legal, viver é foda, morrer é difícil, te ver é uma necessidade, vamos fazer um filme… O sistema é mau, mas minha turma é legal, viver é foda, morrer é difícil, te ver é uma necessidade, vamos fazer um filme… E hoje em dia, como é que se diz: “Eu te amo.”? E hoje em dia, como é que se diz: “Eu te amo.”?… Sem essa de que: “Estou sozinho.” Somos muito mais que isso, somos pinguim, somos golfinho, homem, sereia e beija-flor… Leão, leoa e leão-marinho, eu preciso e quero ter carinho, liberdade e respeito, chega de opressão: Quero viver a minha vida em paz, quero um milhão de amigos, quero irmãos e irmãs… Deve de ser cisma minha, mas a única maneira ainda, de imaginar a minha vida, é vê-la como um musical dos anos trinta… E no meio de uma depressão, te ver e ter beleza e fantasia… E hoje em dia, como é que se diz: “Eu te amo.”?… E hoje em dia, como é que se diz: “Eu te amo.”?… E hoje em dia, como é que se diz: “Eu te amo.”?… E hoje em dia, vamos fazer um filme… Eu te amo… Eu te amo… Eu te amo…” (Legião Urbana – Vamos fazer um filme – Comp:. Dado Villa-lobos / Renato Russo)

“Cuide bem de seu corpo, dando-lhe alimentação sadia e frugal. Não abuse de carnes nem de bebidas alcoólicas. Mas não esqueça também que a alma precisa de alimentação! Procure ler bons livros. Faça da leitura um hábito diário. Não é só de pão que vive o homem: é também da sabedoria. E esta você a encontrará nos bons livros, companheiros deliciosos e cheios de ensinamentos úteis.” (Minutos de Sabedoria Pg. 146)

Bom dia pessoal,

Janeiro definitivamente é um mês afeito às grandes perdas na música brasileira. Em 22 de janeiro de 1977 morria Maysa, uma das melhores cantoras brasileiras.

Contemporânea da compositora e cantora Dolores Duran, Maysa compôs 30 canções, numa época em que havia poucas mulheres nessa atividade. Maysa interpretava de maneira muito singular, personalista, com toda a voz, sentimento e expressão, sendo um dos maiores nomes da canção intimista. Um canto gutural, ensejando momentos de solidão e de grande expressão afetiva. Um dos momentos antológicos desta caracterização dramática foi a apresentação, em 1974, de Chão de Estrelas (Sílvio Caldas e Orestes Barbosa), e de Ne Me Quitte Pas (10 de junho de 1976), tendo sido apresentadas em duas edições do programa Fantástico da Rede Globo.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maysa

“O mestre é um caminho para seu aprendiz chegar à sabedoria. O aluno tem de superar o professor. O verdadeiro mestre se orgulha de ter sido um degrau na vida do aprendiz que venceu na vida. Ensinar é um gesto de generosidade, humanidade e humildade. É oferecer alimento saboroso, nutritivo e digerível àqueles que querem saber mais porque ensinar é um gesto de amor!” Içami Tiba

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site Diário do centro do mundo. Vale a pena conferir:

Vamos importar do Nordeste uma solução para a falta de água em São Paulo – Atualmente os paulistas convivem com uma estranha e desconfortável situação. As tão esperadas chuvas de verão vieram, mas à custa de ruas alagadas, semáforos quebrados e centenas de árvores derrubadas, principalmente na região metropolitana da capital. Os mananciais, entretanto, continuam com seus estoques de água abaixo das cotas mais confortáveis para o abastecimento. Os níveis dos sistemas Cantareira e Alto Tietê, no máximo, estancaram as quedas no volume de água.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/vamos-importar-do-nordeste-uma-solucao-para-a-falta-de-agua-em-sao-paulo/

É fácil entender por que Dilma preferiu a Bolívia a Davos – Uma das tolices que estão sendo propagadas pelos suspeitos de sempre é que Dilma cometeu um desatino ao optar por ir à posse de Evo na Bolívia e não a mais uma edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos.As críticas derivam de duas coisas. Uma é o preconceito em relação à Bolívia e Evo. Não há nada que se possa fazer a respeito. Augusto Nunes, o Brad Pitt de Taquaritinga, chama Evo de “Llama de Franja”, e presume que está sendo espirituoso.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/e-facil-entender-por-que-dilma-preferiu-a-bolivia-a-davos/

Como um grupo está livrando comida do lixo para alimentar 1,6 milhão de brasileiros – O trabalho deste grupo começa quando o fim da feira se aproxima: Daniel Ferratoni e Lucila Matos espalham contêineres entre as barracas para recolher frutas, verduras e legumes que iriam para o lixo. Eles são idealizadores do Banco de Alimentos de Santos, no litoral norte paulista, uma organização focada em combater o desperdício e distribuir esses alimentos em comunidades em situação vulnerável…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-um-grupo-esta-livrando-comida-do-lixo-para-alimentar-16-milhao-de-brasileiros/

Demorou para Francisco ser atacado pela imprensa – Finalmente a mídia começou a criticar o Papa Francisco. Demorou, visto que o papa representa o exato oposto daquilo pelo que se batem os donos das grandes empresas jornalísticas. Desde o primeiro momento de seu pontificato, Francisco tomou o partido dos pobres. Em quase todos os seus pronunciamentos, ele investe contra a desigualdade social…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/demorou-para-francisco-ser-atacado-pela-imprensa/

Os líderes da esquerda não ousam desafiar prioridades da elite. E isto é um perigo. Um artigo de Paul Krugman – Em 2014, a crescente desigualdade nos países desenvolvidos recebeu finalmente a atenção devida quando O Capital no século XXI, de Thomas Piketty, se transformou em um inesperado (e merecido) sucesso de vendas. Os desconfiados habituais insistem em sua lucrativa negação, mas é evidente para todos os demais que a renda e a riqueza estão mais concentradas no extremo superior do que jamais estiveram desde a Belle Époque, e que a tendência não dá mostras de atenuar…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/os-lideres-da-esquerda-nao-ousam-desafiar-prioridades-da-elite-e-isto-e-um-perigo-um-artigo-de-paul-krugman/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2015/01/22/trabalhando-com-poesia-682

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta feira abençoada por Deus, coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!!

Apio Vinagre Nascimento
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Minha infância – Cora Coralina

(Freudiana)

Éramos quatro as filhas de minha mãe.
Entre elas ocupei sempre o pior lugar.
Duas me precederam – eram lindas, mimadas.
Devia ser a última, no entanto,
veio outra que ficou sendo a caçula.
Quando nasci, meu velho Pai agonizava,
logo após morria.
Cresci filha sem pai,
secundária na turma das irmãs.
Eu era triste, nervosa e feia.
Amarela, de rosto empalamado.
De pernas moles, caindo à toa.
Os que assim me viam – diziam:
“- Essa menina é o retrato vivo
do velho pai doente”.
Tinha medo das estórias
que ouvia, então, contar:
assombração, lobisomem, mula sem cabeça.
Almas penadas do outro mundo e do capeta.
Tinha as pernas moles
e os joelhos sempre machucados,
feridos, esfolados.
De tanto que caía.
Caía à toa.
Caía nos degraus.
Caía no lajedo do terreiro.
Chorava, importunava.
De dentro a casa comandava:
“- Levanta, moleirona”.
Minhas pernas moles desajudavam.
Gritava, gemia.
De dentro a casa respondia:
“- Levanta, pandorga”.
Caía à toa…
nos degraus da escada,
no lajeado do terreiro.
Chorava. Chamava. Reclamava.
De dentro a casa se impacientava:
” – Levanta, perna-mole…”
E a moleirona, pandorga, perna-mole
se levantava com seu próprio esforço.
Meus brinquedos…
Coquilhos de palmeira.
Bonecas de pano.
Caquinhos de louça.
Cavalinhos de forquilha.
Viagens infindáveis…
Meu mundo imaginário
mesclado à realidade.
E a casa me cortava: “menina inzoneira!”
Companhia indesejável – sempre pronta
a sair com minhas irmãs,
era de ver as arrelias
e as tramas que faziam
para saírem juntas
e me deixarem sozinha,
sempre em casa.
A rua… a rua!…
(Atração lúdica, anseio vivo da criança,
mundo sugestivo de maravilhosas descobertas)
– proibida às meninas do meu tempo.
Rígidos preconceitos familiares,
normas abusivas de educação
– emparedavam.
A rua. A ponte. Gente que passava,
o rio mesmo, correndo debaixo da janela,
eu via por um vidro quebrado, da vidraça
empanada.
Na quietude sepulcral da casa,
era proibida, incomodava, a fala alta,
a risada franca, o grito espontâneo,
a turbulência ativa das crianças.
Contenção… motivação…Comportamento estreito,
limitando, estreitando exuberâncias,
pisando sensibilidades.
A gesta dentro de mim…
Um mundo heroico, sublimado,
superposto, insuspeitado,
misturado à realidade.
E a casa alheada, sem pressentir a gestação,
acrimoniosa repisava:
” – Menina inzoneira!”
O sinapismo do ablativo
queimava.
Intimidada, diminuída. Incompreendida.
Atitudes impostas, falsas, contrafeitas.
Repreensões ferinas, humilhantes.
E o medo de falar…
E a certeza de estar sempre errando…
Aprender a ficar calada.
Menina abobada, ouvindo sem responder.
Daí, no fim da minha vida,
esta cinza que me cobre…
Este desejo obscuro, amargo, anárquico
de me esconder,
mudar o ser, não ser,
sumir, desaparecer,
e reaparecer
numa anônima criatura
sem compromisso de classe, de família.
Eu era triste, nervosa e feia.
Chorona.
Amarela de rosto empalamado,
de pernas moles, caindo à toa.
Um velho tio que assim me via
dizia:
“- Esta filha de minha sobrinha é idiota.
Melhor fora não ter nascido!”
Melhor fora não ter nascido…
Feia, medrosa e triste.
Criada à moda antiga,
– ralhos e castigos.
Espezinhada, domada.
Que trabalho imenso dei à casa
para me torcer, retorcer,
medir e desmedir.
E me fazer tão outra,
diferente,
do que eu deveria ser.
Triste, nervosa e feia.
Amarela de rosto empapuçado.
De pernas moles, caindo à toa.
Retrato vivo de um velho doente.
Indesejável entre as irmãs.
Sem carinho de Mãe.
Sem proteção de Pai…
– melhor fora não ter nascido.
E nunca realizei nada na vida.
Sempre a inferioridade me tolheu.
E foi assim, sem luta, que me acomodei
na mediocridade de meu destino.

Mãe – Cora Coralina

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.
Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições…
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.
Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.

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