Trabalhando com Poesia

“… Perdi vinte em vinte e nove amizades, por conta de uma pedra em minhas mãos, me embriaguei morrendo vinte e nove vezes, estou aprendendo a viver sem você… Já que você não me quer mais… Passei vinte e nove meses num navio, e vinte e nove dias na prisão, e aos vinte e nove, com o retorno de Saturno, decidi começar a viver… Quando você deixou de me amar, aprendi a perdoar e a pedir perdão… E vinte e nove anjos me saudaram, e tive vinte e nove amigos outra vez…” (Legião Urbana – Vinte e nove – Comp:. Renato Russo)

“… Sempre precisei de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto, e destes dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos… Esse é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante, e a primeira vez é sempre a última chance… Ninguém vê onde chegamos: Os assassinos estão livres, nós não estamos… Vamos sair, mas não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão procurando emprego, voltamos a viver como há dez anos atrás, e a cada hora que passa, envelhecemos dez semanas… Vamos lá, tudo bem, eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir… Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas e esperamos que um dia, nossas vidas possam se encontrar… Quando me vi tendo de viver, comigo apenas e com o mundo, você me veio como um sonho bom, e me assustei. Não sou perfeito!… Eu não esqueço, a riqueza que nós temos, ninguém consegue perceber… E de pensar nisso tudo, eu, homem feito, tive medo e não consegui dormir… Vamos sair, mas não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão procurando emprego, voltamos a viver como há dez anos atrás, e a cada hora que passa, envelhecemos dez semanas… Vamos lá, tudo bem, eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir… Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas… E mesmo assim não tenho pena de ninguém…” (Legião Urbana – O teatro dos vampiros – Comp:. Dado Villa-lobos / Renato Russo)

“… Gosto de ver você dormir, que nem criança com a boca aberta, o telefone chega sexta-feira, aperto o passo por causa da garoa… Me empresta um par de meias, a gente chega na sessão das dez, hoje eu acordo ao meio-dia, amanhã é a sua vez… Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver, o mundo anda tão complicado, que hoje eu quero fazer tudo por você… Temos que consertar o despertador, e separar todas as ferramentas, que a mudança grande chegou, com o fogão e a geladeira e a televisão… Não precisamos dormir no chão, até que é bom, mas a cama chegou na terça e na quinta chegou o som… Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo e, até que é fácil acostumar-se com meu jeito, agora que temos nossa casa, é a chave que sempre esqueço… Vamos chamar nossos amigos, a gente faz uma feijoada, esquece um pouco do trabalho, e fica de bate-papo… Temos a semana inteira pela frente, você me conta como foi seu dia, e a gente diz um pro outro: – Estou com sono, vamos dormir!… Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver, o mundo anda tão complicado, que hoje eu quero fazer tudo por você… Quero ouvir uma canção de amor, que fale da minha situação, de quem deixou a segurança de seu mundo, por amor… Por amor…” (Legião Urbana – O mundo anda tão complicado – Comp:. Dado Villa-lobos / Renato Russo)

“… E mesmo sem te ver, acho até que estou indo bem, só apareço, por assim dizer, quando convém aparecer… Ou quando quero… Quando quero… Desenho toda a calçada, acaba o giz, tem tijolo de construção, eu rabisco o sol que a chuva apagou… Quero que saibas que me lembro, queria até que pudesses me ver, és parte ainda do que me faz forte, e, pra ser honesto, só um pouquinho infeliz… Mas tudo bem, tudo bem, tudo bem… Mas tudo bem, tudo bem, tudo bem… Lá vem, lá vem, lá vem de novo, acho que estou gostando de alguém… E é de ti, que não me esquecerei… Quando quero… Quando quero… Quando quero… Eu rabisco o sol que a chuva apagou… Acho que estou gostando de alguém…” (Legião Urbana – Quando o sol bater na janela do seu quarto – Comp:. Dado Villa-lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá)

Confira outras músicas de Legião Urbana:

“A cooperação é uma das coisas mais sublimes da vida, mas a interferência é uma das mais desagradáveis. Ajude sem interferir. Não imponha seu ponto de vista quando ajuda alguém. A cooperação ajuda, a interferência atrapalha. Então, coopere com todos, mas sem interferir em sua maneira especial de agir e de pensar. Não temos o direito de interferir na vida de ninguém.” (Minutos de Sabedoria Pg. 147)

Bom dia pessoal,
Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site O Cafezinho, do blogueiro Miguel do Rosário. Vale a pena conferir:
A geopolítica e o mal, Por Miguel do Rosário – Embora arriscando-me a abusar de vossa paciência, gostaria de prosseguir no tema que gerou tanta polêmica no blog: os atentados terroristas em Paris. Faço-o não por amor fútil à polêmica pela polêmica, mas porque ele me levará, após alguns esclarecimentos, a debater uma questão que me vem aguilhoando a cachola: existe o mal em geopolítica?…

http://www.ocafezinho.com/2015/01/20/a-geopolitica-e-o-mal/

A mídia brasileira não defende a liberdade de expressão! Por Miguel do Rosário – É preciso enterrar esta mentira. A mídia brasileira não defende a liberdade de expressão. Nem absoluta, nem parcial, nem nenhum tipo de liberdade de expressão. A única liberdade que a mídia conhece é aquela que lhe interessa comercialmente. A mídia brasileira não deu quase nada sobre a sonegação da Rede Globo…

http://www.ocafezinho.com/2015/01/19/a-midia-brasileira-nao-defende-a-liberdade-de-expressao/

A cerveja e a democracia. Por Miguel do Rosário – Nunca um país dependeu tanto de um produto como o Brasil dependerá, neste duro ano de 2015, da cerveja. Calor insuportável, falta d’água, aumento de impostos e juros, mídia mais histérica que nunca, obras de infra-estrutura perdendo ritmo, Petrobrás sob fortíssimo ataque especulativo, governo calado, presidenta calada, comunicação pública desastrosa. Terrorismo político, econômico, midiático e governamental, 24 horas por dia!…

http://www.ocafezinho.com/2015/01/22/a-cerveja-e-a-democracia/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2015/01/23/trabalhando-com-poesia-683

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Todas as Vidas – Cora Coralina

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço…
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo…
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha…
tão desprezada,
tão murmurada…
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida –
a vida mera
das obscuras!

Eu Voltarei – Cora Coralina

Meu companheiro de vida será um homem corajoso de trabalho,
servidor do próximo,
honesto e simples, de pensamentos limpos.
Seremos padeiros e teremos padarias.
Muitos filhos à nossa volta.
Cada nascer de um filho
será marcado com o plantio de uma árvore simbólica.
A árvore de Paulo, a árvore de Manoel,
a árvore de Ruth, a árvorede Roseta.
Seremos alegres e estaremos sempre a cantar.
Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas,
teremos uma fazenda e um Horto Florestal.
Plantaremos o mogno, o jacarandá,
o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro.
Plantarei árvores para as gerações futuras.
Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros.
Terão moinhos e serrarias e panificadoras.
Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens
e mulheres, ligados profundamente
ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.
E eu morrerei tranqüilamente dentro de um campo de trigo ou
milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.
Eu voltarei…
A pedra do meu túmulo
será enfeitada de espigas de trigo
e cereais quebrados
minha oferta póstuma às formigas
que têm suas casinhas subterra
e aos pássaros cantores
que têm seus ninhos nas altas e floridas
frondes.
Eu voltarei…

Considerações de Aninha – Cora Coralina

Melhor do que a criatura,
fez o criador a criação.
A criatura é limitada.
O tempo, o espaço,
normas e costumes.
Erros e acertos.
A criação é ilimitada.
Excede o tempo e o meio.
Projeta-se no Cosmos

Mais poesias de Cora Coralina em http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/cora-coralina-poemas/#.VLxL-S4YF5c

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