Trabalhando com Poesia

Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer… Devia ter arriscado mais, e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer… Queria ter aceitado, as pessoas como elas são, cada um sabe a alegria, e a dor que traz no coração… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar… Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr… Devia ter me importado menos, com problemas pequenos, ter morrido de amor… Queria ter aceitado, a vida como ela é. A cada um cabe alegrias, e a tristeza que vier… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar… Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr” (TitãsEpitáfio – Comp.: Sérgio Britto)

https://www.youtube.com/watch?v=L3eiOMQVUqs

Meu pai não tinha educação, ainda me lembro era um grande coração. Ganhava a vida com muito suor, e mesmo assim não podia ser pior… Pouco dinheiro pra poder pagar, todas as contas e despesas do lar… Mas Deus quis vê-lo no chão, com as mãos levantadas pro céu, implorando perdão. Chorei! Meu pai disse: “Boa sorte”, com a mão no meu ombro, em seu leito de morte. E disse: “Marvin, agora é só você, e não vai adiantar, chorar vai me fazer sofrer”… E três dias depois de morrer, meu pai, eu queria saber, mas não botava nem os pés na escola, mamãe lembrava disso a toda hora. E todo dia antes do sol sair, eu trabalhava sem me distrair… Às vezes acho que não vai dar pé, eu queria fugir, mas onde eu estiver, eu sei muito bem o que ele quis dizer, meu pai, eu me lembro, não me deixa esquecer. Ele disse: “Marvin, a vida é pra valer. Eu fiz o meu melhor., e o seu destino eu sei de cor”… -“E então um dia uma forte chuva veio, e acabou com o trabalho de um ano inteiro. E aos treze anos de idade eu sentia todo o peso do mundo em minhas costas. Eu queria jogar, mas perdi a aposta”… Trabalhava feito um burro nos campos, só via carne se roubasse um frango. Meu pai cuidava de toda a família, sem perceber segui a mesma trilha. E toda noite minha mãe orava, Deus! Era em nome da fome que eu roubava… Dez anos passaram, cresceram meus irmãos, e os anjos levaram minha mãe pelas mãos. Chorei! Meu pai disse: “Boa sorte”, com a mão no meu ombro, em seu leito de morte. E disse: “Marvin, agora é só você, e não vai adiantar, chorar vai me fazer sofrer”…”Marvin, a vida é pra valer. Eu fiz o meu melhor., e o seu destino eu sei de cor”…”Marvin, agora é só você, e não vai adiantar, chorar vai me fazer sofrer”…”Marvin, a vida é pra valer. Eu fiz o meu melhor., e o seu destino eu sei de cor”…(TitãsMarvin – Comp.: Ronald Dunbar / N. Johnson – Versão: Nando Reis)

https://www.youtube.com/watch?v=fahcxbWtSV8 

Você apareceu do nada, e você mexeu demais comigo… Não quero ser só mais um amigo. Você nunca me viu sozinho, e você nunca me ouviu chorar… Não dá pra imaginar, quando é cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, pra dizer jamais… É cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, pra dizer jamais… Às vezes fico assim pensando: “Essa distância é tão ruim. Por que você não vem pra mim?”… Eu já fiquei tão mal sozinho, eu já tentei, eu quis chamar… Não dá pra imaginar, quando é cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, pra dizer jamais… É cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, pra dizer jamais… Eu já fiquei tão mal sozinho, eu já tentei, eu quis chamar… Não dá pra imaginar, quando é cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, pra dizer jamais… É cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, pra dizer jamais… É cedo ou tarde demais(TitãsPra dizer adeus – Comp.: Tony Bellotto/Nando Reis)

https://www.youtube.com/watch?v=URSZ-oF0mO0

Não se esqueça de que somos o reflexo daquilo que pensamos. O pensamento plasma nossa vida de amanhã. Aproveite, portanto, o momento que passa, a fim de construir um amanhã risonho. Plante em torno de você as sementes de otimismo e bondade, para que possa colher amanhã os frutos do amor e da felicidade. Se somos escravos do ontem, somos donos de nosso amanhã.” (Minutos de Sabedoria Pg. 159)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. O capítulo da história do Brasil escrita ontem, pela Câmara dos Deputados é, efetivamente uma página obscura. Não que tenhamos recebido com surpresa algumas posturas, mas, logicamente que sempre tendemos a apostar na recuperação da lucidez pelo ser humano. A nível nacional, percebeu-se que nosso governo não tem aliados sérios, a exceção do Partido Comunista do Brasil, que seguiu ladeando a nossa luta com firmeza, altivez e compromisso com um Brasil dedicado aos que mais precisam. De modo igual, não possui opositores que de fato lutem por um Brasil melhor, mas sim, dedicados a romper com os preceitos institucionais definidos pela nossa Constituição. Sim, por mais estranho ou esdrúxulo que possa parecer, temos uma presidenta, que não é citada por nenhuma investigação, ou inquérito, sob a ameaça real de ser esbulhada em seu mandato, conferido pela soberania popular, diga-se de passagem, por mais de 54 milhões de brasileiros e brasileiras. E este processo é conduzido por um gangster, um bandido e todos os seus cúmplices. A nível de Bahia, dois aspectos chamaram a nossa atenção ontem: a primeira diz respeito à covardia, para usar um termo publicável, de dois dos representantes do PP da Bahia. Não que eu esperasse algo mais digno de nenhum dos dois. Não! Não esperava. Apenas me sinto roubado na minha cidadania ao ter levado crápulas desta natureza ao Congresso Nacional, por força das famigeradas coligações proporcionais. A segunda questão, positiva, diz respeito à capacidade de liderança do Governador Rui Costa, que capitaneou a maioria da bancada baiana, neste processo. Os que dialogam conosco nas redes sociais sabem das nossas preocupações e do que sugerimos em momentos de diálogo interno em relação a algumas figuras, que sinceramente, nos surpreenderam.

Em relação ao dia/noite de ontem, duas passagens bem representam o nosso olhar para o ontem e o que virá, no pós votação do esquema Cunha/Temer:

A primeira, escrita por Cora Coralina, fala da persistência e da eventual vontade de desistir das coisas, ou dos ideais. Diz ela: “Desistir… eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que o cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos, do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.”

A segunda, me foi apresentada pela minha amiga Maria de Lourdes Lobo Ramos e é da lavra de Darcy Ribeiro, que em determinado momento histórico, disse: “Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”

Durante essa semana, o “Trabalhando com Poesia”, ainda na esteira dos heterônimos de Fernando Pessoa, visitará algumas escritas do poeta Álvaro de Campos. Fiquem a vontade para sugestões.

Álvaro de Campos (Tavira ou Lisboa, 13 ou 15 de Outubro de 1890 — 1935) é um dos heterônimos mais conhecidos, verdadeiro alter ego do escritor português Fernando Pessoa, que fez uma biografia para cada uma das suas personalidades literárias, a que chamou heterónimos. Como alter ego de Pessoa, Álvaro de Campos sucedeu a Alexander Search, um heterónimo que surgiu ainda na África do Sul, onde Pessoa passou a infância e adolescência. Depois de “uma educação vulgar de liceu” Álvaro de Campos foi “estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval” em Glasgow, realizou uma viagem ao Oriente, registada no seu poema “Opiário”, e trabalhou em Londres, Barrow on Furness e Newcastle Upon Tyne (1922). Desempregado, teria voltado para Lisboa em 1926, mergulhando então num pessimismo decadentista. O poema “Tabacaria”, de 1928, foi uma das criações de Álvaro de Campos.

Encontra-se um breve texto da sua autoria intitulado “Nota ao acaso” no número três da revista Sudoeste (1935) dirigida por Almada Negreiros.

Existe uma biblioteca com seu nome em Tavira.

A heteronímia

Em 13 de Janeiro de 1935, Fernando Pessoa escreveu uma longa carta ao escritor e crítico literário Adolfo Casais Monteiro, que lhe solicitara resposta a algumas questões, designadamente sobre a gênese dos heterónimos. Em resposta, Pessoa fez uma «história directa» dos seus principais heterônimo, que considera serem Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. “Eu vejo diante de mim, no espaço incolor mas real do sonho, as caras, os gestos de Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Construi-lhes as idades e as vidas”.

Criei, então, uma coterie inexistente. Fixei aquilo tudo em moldes de realidade. Graduei as influências, conheci as amizades, ouvi, dentro de mim, as discussões e as divergências de critérios, e em tudo isto me parece que fui eu, criador de tudo, o menos que ali houve. Parece que tudo se passou independentemente de mim. E parece que assim ainda se passa. Se algum dia eu puder publicar a discussão estética entre Ricardo Reis e Álvaro de Campos, verá como eles são diferentes, e como eu não sou nada na matéria. Fernando Pessoa, Correspondência (1923-1935), edição: Manuela Parreira da Silva, Lisboa: Assírio & Alvim, 1999, pp. 343-344.

Quanto a Bernardo Soares, “ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa” e autor do Livro do Desassossego, uma das suas mais conhecidas personalidades literárias, Pessoa esclarece que ele não é um verdadeiro heterónimo: “O meu semi-heterónimo Bernardo Soares, que aliás em muitas coisas se parece com Álvaro de Campos, aparece sempre que estou cansado ou sonolento, de sorte que tenha um pouco suspensas as qualidades de raciocínio e de inibição; aquela prosa é um constante devaneio. É um semi-heterónimo porque, não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela. Sou eu menos o raciocínio e a afectividade”.

Saiba mais em https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvaro_de_Campos

No prefácio Musical, a música do grupo Titãs. Espero que gostem.

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Cunha, o Berlusconi brasileiro: Ao assegurar a aprovação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o deputado Eduardo Cunha consolidou-se como o Sílvio Berlusconi do atual momento político brasileiro. Não se pode cogitar por um único minuto a hipótese de encerramento de um mandato obtido nas urnas sem os votos que Eduardo Cunha organizou e garantiu na noite de ontem…

ttp://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/226830/Cunha-o-Berlusconi-brasileiro.htm

A saída pelas urnas: O discurso do Governo logo depois da derrota na Câmara – através dos ministros Jacques Wagner e Eduardo Cardoso – sustentou que o processo de impeachment em curso é um golpe e que a presidente vai resistir até o fim demonstrando sua falta de base jurídica…

http://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/226735/A-sa%C3%ADda-pelas-urnas.htm

Sem pressa, Renan será no Senado o avesso de Cunha: O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), não pretende imprimir um rito sumário ao processo de impeachment, aprovado na Câmara dos Deputados; Renan será pressionado pelo vice Michel Temer, pela oposição e por meios de comunicação interessados na cassação imediata da presidente Dilma Rousseff, mas já disse que “não irá manchar sua biografia”; a amigos, ele revelou que não repetirá a história de Auro de Moura Andrade, que declarou vaga a presidência da República, quando João Goulart foi deposto pelos militares; ex-militante do PCdoB, Renan se vê diante de um desafio histórico: o de encontrar uma saída política para a crise, preservando a democracia; em relação ao impeachment, ele já disse que “sem crime de responsabilidade é golpe”

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/226678/Sem-pressa-Renan-ser%C3%A1-no-Senado-o-avesso-de-Cunha.htm

Renan se reunirá com Dilma e com Lewandowski: O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na tarde desta segunda-feira (18) com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para receber a autorização dada pelos deputados para instauração de procedimento de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff; após receber o processo, Renan se reunirá com Dilma e, na sequência, com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski…

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/226883/Renan-se-reunir%C3%A1-com-Dilma-e-com-Lewandowski.htm

CTB: forças de esquerda devem formar ‘frente ampla’: Presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil, Adilson Araújo, afirma havia insatisfação de parte dos trabalhadores com o governo, mas a defesa da democracia unia todos os grupos; “Talvez este seja o momento mais oportuno para o movimento social fazer uma carta ao povo brasileiro”, afirmou; “Vamos continuar a defender um projeto de governo. O objetivo (da oposição) é promover o retrocesso”…

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/226871/CTB-for%C3%A7as-de-esquerda-devem-formar-‘frente-ampla’.htm

Como previsto, os políticos fizeram do Brasil uma chacota na Europa: “Por óbvio, ainda esta madrugada, o Brasil virou uma piada vergonhosa na imprensa internacional, com o dantesco espetáculo promovido ontem pela mediocridade hipócrita dos golpistas”, diz o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; numa análise assinada intitulada “A insurreição dos hipócritas”, o site da revista Der Spiegel afirma que o Congresso brasileiro mostrou sua “verdadeira cara” e, com o uso de meios “constitucionalmente questionáveis”, colocou o “avariado navio Brasil” numa “robusta rota de direita”…

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/226879/Como-previsto-os-pol%C3%ADticos-fizeram-do-Brasil-uma-chacota-na-Europa.htm

Veja a versão desta segunda feira e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2016/04/18/trabalhando-com-poesia-698

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus, repleta da energia positiva e caminhos abertos a nossa frente. Laroyê!!

Apio Vinagre Nascimento
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Poema em linha reta – Álvaro de Campos

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

https://www.youtube.com/watch?v=uElwCENBDJQ

Todas as cartas de amor são ridículasÁlvaro de Campos

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

https://www.youtube.com/watch?v=KFxHScBxijg

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