Trabalhando com Poesia

“… Estava mais angustiado, que um goleiro na hora do gol, quando você entrou em mim como um Sol no quintal. Aí um analista amigo meu disse que desse jeito, não vou ser feliz direito, porque o amor é uma coisa mais profunda que um encontro casual… Aí um analista amigo meu, disse que desse jeito, não vou viver satisfeito, porque o amor é uma coisa mais profunda, que um transa sensual… Deixando a profundidade de lado, eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia, fazendo tudo de novo e dizendo sim, à paixão morando na filosofia… Deixando a profundidade de lado, eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia, fazendo tudo de novo e dizendo sim, à paixão morando na filosofia… Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno, viver a divina comédia humana onde nada é eterno… Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno, viver a divina comédia humana onde nada é eterno… Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso, eu vos direi no entanto: ‘enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de dizer não, eu canto’ Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso, eu vos direi no entanto: ‘enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de dizer não, eu canto’‘enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de dizer não, eu canto’‘enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de dizer não, eu canto’…” (Belchior – Divina comédia humana – Comp.: Belchior)

https://www.youtube.com/watch?v=9_n3Rd4bPy4  

 

“… O que é que pode fazer o homem comum, neste presente instante senão sangrar? Tentar inaugurar a vida comovida, inteiramente livre e triunfante?… O que é que eu posso fazer, com a minha juventude, quando a máxima saúde hoje, é pretender usar a voz?… O que é que eu posso fazer, um simples cantador das coisas do porão? Deus fez os cães da rua, pra morder vocês, que sob a luz da lua, os tratam como gente – é claro! – aos pontapés… Era uma vez um homem e o seu tempo, botas de sangue nas roupas de lorca, olho de frente a cara do presente e sei que vou ouvir a mesma história porca… Não há motivo para festa: Ora esta! Eu não sei rir à toa!… Fique você com a mente positiva, que eu quero é a voz ativa, pois ela é que é uma boa! Pois sou uma pessoa. Esta é minha canoa: Eu nela embarco. Eu sou pessoa! A palavra “pessoa” hoje não soa bem, pouco me importa!… Não! Você não me impediu de ser feliz! Nunca jamais bateu a porta em meu nariz! Ninguém é gente! Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca houve! Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos! Não sou da nação dos condenados! Não sou do sertão dos ofendidos! Você sabe bem: Conheço o meu lugar!… Conheço o meu lugar!… Conheço o meu lugar!… Conheço o meu lugar!…(Belchior – Conheço o meu lugar – Comp.: Belchior)

https://www.youtube.com/watch?v=TeIiPgCNwj8      

 

“… Era um cidadão comum, como esses que se vê na rua, falava de negócios, ria, via show de mulher nua… Vivia o dia e não o sol, a noite e não a lua, acordava sempre cedo, era um passarinho urbano, embarcava no metrô, o nosso metropolitano… Era um homem de bons modos: “Com licença; – Foi engano”. Era feito aquela gente honesta, boa e comovida, que caminha para a morte pensando em vencer na vida… Era feito aquela gente honesta, boa e comovida, que tem no fim da tarde a sensação da missão cumprida… Acreditava em Deus e em outras coisas invisíveis, dizia sempre sim aos seus senhores infalíveis, pois é; tendo dinheiro não há coisas impossíveis… Mas o anjo do Senhor, de quem nos fala o Livro Santo, desceu do céu pra uma cerveja, junto dele, no seu canto, e a morte o carregou, feito um pacote, no seu manto, que a terra lhe seja leve…(Belchior – Pequeno perfil de um cidadão comum – Comp.: Belchior)

https://www.youtube.com/watch?v=FwxndFdeAlk        

O homem não pode viver isolado. Lembre-se de que cada companheiro de jornada é um amigo que o ajuda e a quem você precisa também ajudar. A cooperação existe entre todas as coisas criadas. Procure você também cooperar com tudo e com todos, em benefício da própria Terra que o acolhe bondosamente, permitindo sua evolução. Ajude sempre, e jamais desanime.” (Minutos de Sabedoria Pg. 160)

Bom dia pessoal,

O “Trabalhando com Poesia” de hoje traz o lamento da nossa família pela perda precoce de meu primo Paulinho. A notícia chegou de forma inesperada, como sempre é a notícia da passagem de alguém tão jovem. Me lembro sempre de uma conversa com meu pai, no dia da despedida de meu avô Agripino. Dizia ele a mim: “Filho, quando vemos alguém tão próximo de nós indo embora, sentimos a morte mais perto de nós.” Pude sentir isso 15 anos depois dessa conversa, ao vê-lo partir para o plano espiritual e agora, com a partida de um primo, novo, em pleno vigor da vida. Vá em paz primo. Que sua caminhada no outro plano seja repleta de luz e de paz e que os que aqui ficam tenham a força e a fé necessárias para entender e lidar com esse momento, principalmente meu tio Zé, que imagino o quanto está sofrendo com a sua perda.

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do blog de Marcelo Auler. Vale a pena conferir:

Além de afrontar o STF, Lava Jato antecipa nova condenação de Dirceu – No blog do Estadão o vazamento da Força Tarefa de Curitiba: Dirceu será condenado no próximo mês. Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF), através do ministro Teori Zavascki, ter avocado todos os inquéritos contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, a Força Tarefa (FT) da Lava Jato voltou a vazar informações da investigação, mostrando que ainda detém documentos, ou cópias deles, que deveriam estar no e sob o controle do STF…

http://www.marceloauler.com.br/alem-de-afrontar-o-stf-lava-jato-antecipa-nova-condenacao-de-dirceu/

Estariam USAndo a Lava Jato e o impeachment? – Trago para a página do blog um debate para o qual ainda não tenho resposta. Parto de um comentário, na verdade, um artigo, de um dos nossos leitores. Pedro Paulo Pinho, a quem não conheço pessoalmente. Tomei esta iniciativa sem consultá-lo. Achei que merecia ser compartilhado pela análise histórica que faz do período que vivenciamos, estarrecidos. Ele bate em uma tecla que tem sido recorrente durante estes 25 meses das fases ostensivas da Operação Lava Jato: o possível interesses estrangeiros (leia-se, em especial, norte-americanos) na economia brasileira e no Pré-sal…

http://www.marceloauler.com.br/estariam-usando-a-lava-jato-e-o-impeachment/

 

STF cruza os braços e Cunha pode estar armando sua absolvição – O Supremo não quer assumir que não pode retirar Cunha do cargo apesar dele já responder a duas ações penais. Com isso, ele permanece armando a seu favor e contra Dilma que não tem nenhuma acusação de corrupção. Assim caminha a democracia brasileira. O medo dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em enfrentarem o pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), narrado por Carolina Brígido, em O Globo – Afastamento de Cunha ainda está longe de ser julgado no STF – poderá fazer com que a maioria silenciosa ajude a Eduardo Cunha a se absolver…

 

http://www.marceloauler.com.br/stf-cruza-os-bracos-e-cunha-pode-estar-armando-sua-absolvicao/

 

Carta aos Ministros do Supremo, por Luís Nassif – Compartilho, sem precisar dar mais explicações. A carta fala tudo. Como é que faz, Teori, Carmen Lúcia, Rosa Weber, Celso de Mello, Luís Barroso, Luiz Fachin? Como é que faz? Não mencionei Lewandowski e Marco Aurélio por mérito; nem Gilmar, Toffoli e Fux  por descrença. Antes, vocês estavam sendo conduzidos por uma onda de ódio preconceituoso, virulento,  uma aparente unanimidade no obscurantismo, que os fez deixar de lado princípios, valores e se escudar ou no endosso ou na procrastinação, iludindo-se – mais do que aos outros – que definindo o rito do impeachment, poderiam lavar as mãos para o golpe…

 

http://www.marceloauler.com.br/carta-aos-ministros-do-supremo-por-luis-nassif/

Sobre algozes e golpistas: apanhar calada – Quem já foi torturado sabe, exatamente, quanto o grito da vítima incomoda o carrasco. Por uma razão muito simples: é a única maneira de expor a dor da violência e da injustiça a que está que está sendo submetido.  Por isso, os algozes fazem de tudo para calar suas presas. Desde as épocas da senzala e dos pelourinhos tem-se que apanhar calado. Dilma Rousseff embarcou nesta quinta-feira (21/04) para Nova Iorque onde falará na ONU, para desespero dos golpistas que querem ela apanhe calada. A presidente Dilma Rousseff foi à Nova Iorque, nesta quinta-feira (21/04), para fazer um pronunciamento de cinco minutos, no plenário das Nações Unidas, quando exporá o que o Brasil está fazendo para resolver os problemas climáticos…

http://www.marceloauler.com.br/sobre-algozes-e-golpistas-apanhar-calada/

 

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2016/04/26/trabalhando-com-poesia-704
Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus e protegida pela força guerreira de Ogum. Ogunhê!!!

Apio Vinagre Nascimento

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Há metafísica bastante em não pensar em nada – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que ideia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

«Constituição íntima das cousas»…
«Sentido íntimo do Universo»…
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.

Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

https://www.youtube.com/watch?v=HGqaeRinnHQ

 

Quem me dera que eu fosse o pó da estrada – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando…

Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira…

Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo…

Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse…

Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena…

https://www.youtube.com/watch?v=MXFAwwUpC3g

Se às vezes digo que as flores sorriem – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios…
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.

Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos…
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.

https://www.youtube.com/watch?v=AlRRNUln0cM

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