Trabalhando com Poesia

É um nó dado por São Pedro, desarrochado por São Cosme e Damião. É u’a paixão, é a sensação de um repente, igual ao quente do miolo do vulcão… É um nó dado por São Pedro, desarrochado por São Cosme e Damião. É u’a paixão, é a sensação de um repente, igual ao quente do miolo do vulcão… Quer ver o bom, é o aguado quando leva açúcar? É ter a cuca açucarada num beijo roubado… É o pecado confessado ao Mestre Sereno, levar sereno num terreiro bem enluarado… É o pinicado do chuvisco no chão pinicando, ficar bestando c’um inverno bem arrelampado… É o recado da cabocla um beijo mandando, tá namorando a cabocla do recado… É um nó dado por São Pedro, desarrochado por São Cosme e Damião. É u’a paixão, é a sensação de um repente, igual ao quente do miolo do vulcão… Quer ver desejo, é o desejo tando desejando, e a lua olhando este amor na brecha do telhado… É o rodeado do peru peruando a perua, é a canarinha galeguinha cantando o canário… Zé do Rosário bolerando com Dona Isabel, Dona Isabel bolerando com Zé do Rosário… Imaginário de paixão voraz e proibida, escapulida, proibida pro imaginário… É um nó dado por São Pedro, desarrochado por São Cosme e Damião. É u’a paixão, é a sensação de um repente, igual ao quente do miolo do vulcão… Quer ver cenário é o vermelho da auroridade, é a claridade amarelada do amanhecer… É ver correr o aguaceiro pelo rio abaixo, é ver o cacho de banana amadurecer… Anoitecer vendo o gelo do branco da lua, e a pele nua com a lua a resplandecer… É ver nascer o desejo com a invernia, e a harmonia que o inverno fez nascer É um nó dado por São Pedro, desarrochado por São Cosme e Damião. É u’a paixão, é a sensação de um repente, igual ao quente do miolo do vulcão… Quer ver o bom, é o aguado quando leva açúcar? É ter a cuca açucarada num beijo roubado… É o pecado confessado ao Mestre Sereno, levar sereno num terreiro bem enluarado… É o pinicado do chuvisco no chão pinicando, ficar bestando c’um inverno bem arrelampado… É o recado da cabocla um beijo mandando, tá namorando a cabocla do recado… É um nó dado por São Pedro, desarrochado por São Cosme e Damião. É u’a paixão, é a sensação de um repente, igual ao quente do miolo do vulcão… Quer ver desejo, é o desejo tando desejando, e a lua olhando este amor na brecha do telhado… É o rodeado do peru peruando a perua, é a canarinha galeguinha cantando o canário… Zé do Rosário bolerando com Dona Isabel, Dona Isabel bolerando com Zé do Rosário… Imaginário de paixão voraz e proibida, escapulida, proibida pro imaginário… É um nó dado por São Pedro, desarrochado por São Cosme e Damião. É u’a paixão, é a sensação de um repente, igual ao quente do miolo do vulcão… Quer ver cenário é o vermelho da auroridade, é a claridade amarelada do amanhecer… É ver correr o aguaceiro pelo rio abaixo, é ver o cacho de banana amadurecer… Anoitecer vendo o gelo do branco da lua, e a pele nua com a lua a resplandecer… É ver nascer o desejo com a invernia, e a harmonia que o inverno fez nascer É um nó dado por São Pedro, desarrochado por São Cosme e Damião. É u’a paixão, é a sensação de um repente, igual ao quente do miolo do vulcão…” (Xangai – O Bolero de Izabel – Comp.: Jessier Quirino)

 


 “Um dia se eu mergulhasse, e num mergulho penetrasse, através dessas retinas. Através dessas meninas, dos teus olhos colibris… Tão flutuantes, fluentes, tão cantantes, tão contentes… Meninas tão… Meninas tão bem… Meninas tão bem-te-vis… Meninas tão… Meninas tão bem… Meninas tão bem-te-vis… Desataria da garganta esse travor de fogo e sol, e cantaria o rouxinol, decantaria a juriti… Galo de campina, sabiá, xexéu, rolinha, grava tua voz na minha, canta o fogo se apagou… Galo de campina, sabiá, xexéu, rolinha, grava tua voz na minha, canta o fogo se apagou… Que no Sertão do meu penar brotaram mágoas, que o meu pranto hoje deságua, na cacimba que secou.(Xangai – Retinas – Comp.: Maciel Melo e Virgílio Siqueira)

 

 “São quatro jogadores, nesta mesa, frente a frente, para jogar… São quatro cabra de peia, no desafio do jogo da bruxa, em noite de lua cheia… São quatro jogadores, nesta mesa, dando as cartas, no jogo surdo da vida… Kukukaya, eu quero você pra mim… Kukukaya, mas olha esse cachorro aqui… Kukukaya, eu quero você aqui… Kukukaya, mas preste atenção em mim… São quatro jogadores, nesta mesa, dando as cartas, sem dar falsa folga a ninguém… São quatro cabra de peia, de riso dócil e rima fácil, não vá se enganar, hein, meu bem… Que eu tenho dois olhos, eu tenho dois pés, dor dos meus olhos vá pros meus pés, e dos meus pés, pra dentro da terra, e da terra, para a morte… Kukukaya, eu quero você pra mim… Kukukaya, mas olha esse cachorro aqui… Kukukaya, eu quero você aqui… Kukukaya, mas preste atenção em mim… Mas o ovo é redondo, ventre redondo é! Vem amor, vem com saúde, aonde eu sou chama, seja você brasa, e aonde eu sou chuva, seja você água… Aonde eu sou chama, seja você brasa, e aonde eu sou chuva, seja você água Kukukaya, eu quero você pra mim… Kukukaya, mas olha esse cachorro aqui… Kukukaya, eu quero você aqui… Kukukaya, mas preste atenção em mim…(Xangai – Kukukaya – Comp.: Cátia de França)

 

Para que discutir? Repare que, muitas vezes, um pequenino gesto, uma simples ação de benefício, equivalem a milhares de palavras, que o vento leva. A quem você quiser convencer de suas idéias, dê o exemplo vivo de suas ações. Um exemplo vale mais do que muitos discursos. Que adianta pregar aos outros se você não pratica? Dê o exemplo de suas ações, e conquistará a todos para suas idéias.” (Minutos de Sabedoria Pg. 174)

 

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Já expressamos nossas opiniões nas redes sociais sobre o triste episódio protagonizado no domingo pela FBF e seus parceiros, avacalhando ainda mais o extinto campeonato baiano, de modos que não trataremos mais aqui a questão. Aos torcedores do Vice de tudo, que diminuiu para 19 a diferença de títulos baianos, entre nós. Eles não tem culpa do que ocorreu e tem mesmo que curtir o título e zoar, pois se fosse o contrário faríamos o mesmo. Que venha o brasileirão. Vamo que Vamo.

Durante essa semana, o “Trabalhando com Poesia” visitará algumas escritas do poeta Álvares de Azevedo. Espero que apreciem.

Manuel Antônio Álvares de Azevedo (São Paulo, Província de São Paulo, Império do Brasil, 12 de setembro de 1831 — Rio de Janeiro, Império do Brasil, 25 de abril de 1852) foi um escritor da segunda geração romântica (Ultrarromântica, Byroniana ou Mal-do-século), contista, dramaturgo, poeta e ensaísta brasileiro, autor de Noite na Taverna.

Biografia

Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo, em 1847, para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde, desde logo, ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental.

Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos.

Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 20 anos. No entanto, vale ressalva, a causa mortis do autor é um tema historicamente controverso, com diferentes hipóteses.

A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (incluíndo “Literatura e civilização em Portugal”, “Lucano”, “George Sand” e “Jacques Rolla”) e Lira dos vinte anos

Suas principais influências são: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset.

Figura no cânone da poesia brasileira. Foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário foram em 1994 e 2001. É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvares_de_Azevedo

No prefácio Musical, a música e a voz de Seu Avelino, Xangai. Espero que gostem.

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Jurista afirma que decisão de Maranhão impede Senado de afastar Dilma – “Há quem sustente que a decisão de Renan Calheiros de dar andamento na votação sobre afastamento de Dilma foi um presente a ela, pois tal decisão estabeleceu conflito entre as duas Casas Legislativas cujo efeito imediato é ‘judicializar’ o processo. Um dos que sustentam essa teoria é o jurista Luiz Moreira, que deu entrevista ao Blog. Ele sustenta que, se o Senado afastar Dilma sem autorização da Câmara, a decisão será nula e Dilma continuará no cargo”, diz Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania…

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/231055/Jurista-afirma-que-decis%C3%A3o-de-Maranh%C3%A3o-impede-Senado-de-afastar-Dilma.htm

 

Lewandowski: STF pode julgar mérito do impeachment – O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, disse nesta segunda (9) que a Corte pode a vir julgar o mérito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff; em reunião com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, Lewandowski informou que, até o momento, “do ponto de vista do procedimental formal”, o processo transcorre conforme decisão do STF; ao responder questionamento de Almagro acerca do mérito do procedimento de afastamento de Dilma, o presidente do STF deixou em aberto a possibilidade de a Corte, caso provocada, analisar o tema; “Pode ser que o Supremo venha ou não a ser instado a se pronunciar sobre essa questão, que aí terá de decidir, inicialmente, se a decisão é exclusivamente política ou se comporta algum tipo de abordagem do ponto de vista jurídico passível de ser examinada pelo tribunal”, argumentou…

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/231057/Lewandowski-STF-pode-julgar-m%C3%A9rito-do-impeachment.htm

 

Governo, PT e Maranhão vão ao STF contra o golpe – O governo federal estuda recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que rejeitou a decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, pela anulação do impeachment; mais cedo, o ministro da AGU, José Eduardo Cardozo, havia dito que “eventual prosseguimento pelo Senado estaria em absoluta desconformidade com a Constituição Federal. Nula a autorização, fatalmente nulo será o processo que prosseguir à revelia desta autorização”; senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou: “Vamos preparar na bancada um recurso ao STF contra a leitura do parecer” do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) em plenário; até mesmo Waldir Maranhão, responsável pela decisão, avalia recorrer da decisão de Renan…

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/231028/Governo-PT-e-Maranh%C3%A3o-v%C3%A3o-ao-STF-contra-o-golpe.htm

 

Dino exalta luta contra o golpe e condena fascismo antinordestinos – O governador Flávio Dino (PC do B) voltou a criticar a tentativa de golpe contra o mandato da presidente Dilma Rousseff; ele elogiou aqueles que têm coragem e lutam; “No meu dicionário, direito de defesa e devido processo legal são assuntos sérios. Brincadeira é fingir ser sério um “impeachment” sem crime. Diante de um golpe “inevitável”, há quem prefira participar ou ser cúmplice. E há quem tenha coragem”, afirmou; ele também reagiu às críticas feitas contra nordestinos, em decorrência da decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) que anulou a sessão do impeachment; “Me impressiono com ódio fascista a nordestinos. Em lugar disso, precisamos de respeito à Nação e à Constituição”, disse…

http://www.brasil247.com/pt/247/maranhao247/231032/Dino-exalta-luta-contra-o-golpe-e-condena-fascismo-antinordestinos.htm

 

Renan é o novo Cunha – A decisão monocrática de Renan Calheiros de desconhecer a decisão do presidente da Câmara de anular o ritual do impeachment, atendendo a pedido do advogado-geral da União que fora engavetado pelo presidente da Câmara afastado e até mesmo de desqualificá-la, chamando-a de brincadeira, além de criar uma grave crise institucional não pode ser levada a sério porque ele é suspeito…

http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/231039/Renan-%C3%A9-o-novo-Cunha.htm

 

Veja a versão desta segunda feira e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2016/05/09/trabalhando-com-poesia-713

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus, repleta da energia positiva e caminhos abertos a nossa frente.

 

Apio Vinagre Nascimento

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Se eu morresse amanhã! – Álvares de Azevedo

Se eu morresse amanhã, viria ao menos

Fechar meus olhos minha triste irmã;

Minha mãe de saudades morreria

Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!

Que aurora de porvir e que manhã!

Eu perdera chorando essas coroas

Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que dove n’alva

Acorda a natureza mais loucã!

Não me batera tanto amor no peito

Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora

A ânsia de glória, o dolorido afã…

A dor no peito emudecera ao menos

Se eu morresse amanhã!

 

 

Cismar – Álvares de Azevedo

Fala-me, anjo de luz! és glorioso

À minha vista na janela à noite,

Como divino alado mensageiro

Ao ebrioso olhar dos froixos olhos

Do homem que se ajoelha para vê-lo,

Quando resvala em preguiçosas nuvens

Ou navega no seio do ar da noite. Romeu Ai!

Quando de noite, sozinha à janela,

Co´a face na mão te vejo ao luar,

Por que, suspirando, tu sonhas donzela?

A noite vai bela,

E a vista desmaia

Ao longe na praia

Do mar! Por quem essa lágrima orvalha-te os dedos,

Como água da chuva cheiroso jasmim?

Na cisma que anjinho te conta segredos?

Que pálidos medos? Suave morena,

Acaso tens pena de mim?

Donzela sombria, na brisa não sentes

A dor que um suspiro em meus lábios tremeu?

E a noite, que inspira no seio dos entes

Os sonhos ardentes,

Não diz-te que a voz

Que fala-te a sós Sou eu?

Acorda! Não durmas da cisma no véu!

Amemos, vivamos, que amor é sonhar!

Um beijo, donzela! Não ouves?

No céu A brisa gemeu…

As vagas murmuram…

As folhas sussurram: Amar!

 

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