Trabalhando com Poesia

“… Vou pro campo, no campo tem flores, as flores tem mel, mas a noitinha, estrelas no céu, no céu, no céu… No céu da boca da onça é escuro, não cometa, não cometa, não cometa furo, pimenta malagueta não é pimentão tão, tão, tão… Vou pro campo, acampar no mato, no mato tem pato, gato, carrapato, canto de cachoeira… Dentro d’água pedrinhas redondas, quem não sabe nadar, não entre nessa onda, que a cachoeira é funda e afunda menino… Não sou tanajura, mas eu crio asas, com os vagalumes, eu quero voar, voar, voar… O céu estrelado hoje é minha casa, fica mais bonita, quando tem luar, luar, luar… Quero acordar com os passarinhos, cantar uma canção com o sabiá… Quero acordar com os passarinhos, cantar uma canção com o sabiá… Dizem que verrugas são estrelas, que a gente conta, que a gente aponta, antes de dormir, dormir, dormir… Eu tenho contado, mas não tem nascido, isso é estória de nariz comprido, deixe de mentir, mentir, mentir… Os sete anões pequeninos, sete corações de meninos e a alma leve, leve, leve… São folhas e flores ao vento, o sorriso e o sentimento da Branca de Neve, neve, neve… Não sou tanajura, mas eu crio asas, com os vagalumes, eu quero voar, voar, voar… O céu estrelado hoje é minha casa, fica mais bonita, quando tem luar, luar, luar… Quero acordar com os passarinhos, cantar uma canção com o sabiá… Quero acordar com os passarinhos, cantar uma canção com o sabiá… Queremos acordar com os passarinhos, cantar uma canção com o sabiá…” (Xangai – Meninos – Comp.: Juraildes da Cruz)

https://www.youtube.com/watch?v=mIjL6bp9eEY

 

“… Marido se alevanta e vai armá um mundé, prá pegá uma paca gorda, prá nóis cumê um sarapaté… Aroeira é pau pesado num é minha véia? Cai e machuca meu pé. E ai d´eu sodade… Marido se alevanta e vai na casa da tua avó, busca a ispingarda dela, procê caçá um mocó… Só que no lajedo tem cobra braba num é minha véia? Me morde e fica pió. E ai d’eu sodade… Entonce marido se alevanta, e vai caçá uma siriema… Nóis come a carne dela e faiz uma bassora das pena… Ai quem dera tá agora num é minha véia? Nos braço duma roxa morena. E ai d´eu sodade… Sujeito alevanta e vai na casa do venderão, comprá uma carne gorda prá nois fazê um pirão… É que eu num tenho mais dinheiro num é minha véia? Fiado num compro não. E ai d´eu sodade… Ô marido se alevanta e vai na venda do venderim, comprá deiz metro de chipa prá fazê rôpa pros nossos fim… Ai dentro tem um colchão véio, num é minha véia? Desmancha e faiz umas carça prá mim. E ai d´eu sodade… Disgramado, se alevanta, deixa de ser preguiçoso, o homi que num trabáia num pode cumê gostoso… É que trabáia é muito bom num é minha véia? Mas é um pouco arriscoso. E ai d´eu sodade… Ô marido se alevanta e vem tomá um mingau, que é prá criá sustança, prá nóis fazê um calamengal… Brincadêra de manhã cedo num é minha véia? Arrisca, quebrá o pau. E ai d´eu sodade… Marido seu disgraçado tu ai de morre. Cachorro ai de ti lati, e urubu ai de ti cumê… Se eu subesse disso tudo num é minha véia? Eu num casava cum ocê e ai d’eu sodade…” (Xangai – ABC do Preguiçoso – Comp.: Desconhecido)

https://www.youtube.com/watch?v=vaIUC57zWMg

 

“… Senhores donos da casa, o cantadô pede licença, pra puxar viola rasa, aqui na vossa presença. Venho das banda do norte, cum pirmissão da sentença. Cumpri minha sina forte, já por muitos con’icida, buscando a i’lusão da vida, ou o cutelo da morte, e das duas a prifirida, há que me mandar a sorte… Já que nunciei quem sou: Deixo meu convite feito, pra qualqué dos cantadô, dos que se dá por respeito, que aqui por acaso teja, nessa função de alegria, e pra que todos me veja, puxo alto a cantoria, cum-essa viola de peleja, que quando n´mata-aleja cantadô de arrelia… Só na escada de uma igreja, labutei quantos u´dia, si morreram de inveja, três de avexo e de agonia, matei os bicho do-note, que já me deu três mulé… É a história de um caçote, um quati e um saqué, o caçote com o pote, com u´outro coati, um café… Em antes ofereceu o lote, num saco pro saqué, o saqué secou o pote, deixou o quati só com a fé, de que dentro do tal pote, inda tinha algum café… Isso exposta manda um xote, no xavido do saque, que quati ca-dica a sorte, bato o bico e boto o bote, o que é que o saqué quer?… Em antes porém aviso, sô malvado, não aliso, triste ou feliz é o cantado, queu-apanhar pra dar o castigo, a´pois quem canta comigo, sai defunto ou sai dotô… Sinhô cantador chegante, me adesculpe o tratamento, nessa hora nesse instante, mermo aqui nesse momento, com um canto tão significante, sem fama sem atrevimento, num duelo de falante, venho de muito conhecimento, mas pra títulos e valentia, só traz u’a viola na mão, falta ilustre companheiro, marcar o lugar da porfia, se lá fora no terreiro, ou aqui mémo no salão… Vamo logo mano à obra, deixe as bestas de lado, que a luma já fez manobra, no seu canto alumiado, vamo seguir-sois daqui, vai deixando esturricar as roda dos cantori-lírio, e que lhe é mais agradado, se vamo cantar o moirão, o martelo ou a tirana, ou a ligeira suçuarana, parcela de mutirão, ou entonce, ao invés, a obra de nove pés, de oito, sete, ou seis, ou se dez pés, um quadrão, vamo logo mano à obra, deixe essas coisa de lado… Vamo cantar no salão, dô mais riuna que a cobra, que a cobra que traz o rabo encravado, envenenado o ferrão… A´pois-sim, tá certo: vamo, cantá qualqué cantoria, brinquei-lhe em minha acamo, pra rodá a sabedoria, vamo cantar, meu amigo, as moda que for chegando, num córrem, mas sem perigo, que tá sempre esp’ricando p’esse povo que eu digo, enducado me escutano, a’pois pra entender parcela, martelac-ou-quitirando, tem que bater mil cancela, na estrada dos desengano, e ainda pú-rrico, ah, tem que saber, sofrer, esperar… Memo sabendo que não vêm as coisa do se’ sonhá, na estrada dos desengano, andei de noite e de dia, a’pois sim, tá certo: vamo cantá qualqué cantoria… Na estrada dos desengano, andei de noite e de dia, inludido percurando aprendê o que num sabia, quando eu era moço, um dia, risolvi sair andando, numa estrada da alegria, a alegria percurando, curri doido, atrás dela… Entrou ano, saiu ano, bati mais de mil cancela, na estrada dos desengano, bati mais de mil cancela, na estrada dos desengano… Todo cantadô já arrentraro nos peito, d’uma-mazela-nas-alma-moribante-estrada: o som de cancela, ai todo cantadô já arrentraro nos peito, d’uma-mazela-nas-alma-moribante-estrada: o som de Cancela, a… Ai, fonte que ficou distante, que matava a sede-dela e o coração mais discrente dos amor da catingueira… Ai o amor é uma serpente, esse bicho morte a gente, vamo’pois cantar pá cela, va-e’-dá, da-e’-da… Eu sou cantador de coco, eu não canto a cela, pa-cela feiticeira, eu corro às legua dela, ah, ah… Chegando nu’ lugar adonde tem janela, eu vo’ me esculpano, me dano nas canela, Da-e’-da, da-i’-da, da-i’-na… Conheci um cantadô ossudo e valente, que mandava aos homens o mal vezes crente, mas um dia ele tocou nos batente d’u’a janela, e o bicho do amor mucambado e’u’a donzela… E o cantadô aos pouco foi se paixonan’o pu´ela, té que um dia ficô louco, de tanto cantar pa cela… E hoje velho pela estrada, resmungando que é culpada, ferrucama da janela, da-e’-dá, dá-‘e- ná… Eu sou cantadô de coco, a’pois quem canta pá cela, corre o pisco são Francisco, corre enquanto canta-nela, Dá-e’-na. Dá – e’ – ná, Dá-ín-a…” (Xangai – Desafio do alto da catingueira – Comp.: Elomar)

https://www.youtube.com/watch?v=HUG1LlwQLZ0

 

“… Eu quero convidar vocês prá cantar uma canção, das mais belas, mais importantes, do cancioneiro popular, do cancioneiro brasileiro. eu tenho certeza absoluta, foi feita pros proprios parentes e eu também sendo do tronco das oliveiras, também me sinto parente de Jatobá, que é meu parente, sou padrinho de Cecília, sua filha, que nasceu no mesmo dia de Mariá, num dia 28 de junho, só que dois anos atrás, na frente, atrás… Jatobá, meu grande e querido poeta… Cipó Caboclo tá subindo na virola, chegou a hora do Pinheiro balançar, sentir o cheiro do mato, da Imburana, descansar, morrer de sono, na sombra da Barriguda… De nada vale tanto esforço do meu canto, pra nosso espanto tanta mata haja vão matar. Tal Mata Atlântica e a próxima Amazônica, arvoredos seculares, impossível replantar, que triste sina teve o Cedro, nosso primo, desde de menino que eu nem gosto de falar… Depois de tanto sofrimento, seu destino, virou tamborete, mesa, cadeira, balcão de bar… Quem por acaso ouviu falar da Sucupira, parece até mentira que o Jacarandá, antes de virar poltrona, porta, armário, mora no dicionário, vida eterna, milenar… Quem hoje é vivo, corre perigo; e os inimigos do verde dá sombra ao ar, que se respira e a clorofila, das matas virgens, destruídas, vão lembrar… Que quando chegar a hora, é certo que não demora, não chame Nossa Senhora, só quem pode nos salvar é… Caviúna, Cerejeira, Baraúna, imbuia, Pau-d’arco, Solva, Juazeiro e Jatobá… Gonçalo-Alves, Paraíba, Itaúba, Louro, Ipê, Paracaúba, Peroba, Massaranduba… Carvalho, Mogno, Canela, Imbuzeiro, Catuaba, Janaúba, Aroeira, Araribá, Pau-Ferro, Angico, Amargoso, Gameleira, Andiroba, Copaíba, Pau-Brasil, Jequitibá… Quem hoje é vivo, corre perigo…” (Xangai – Matança – Comp.: Jatobá)

 

https://www.youtube.com/watch?v=rsDklK21qaI

 

Curta mais um pouco de Xangai

 

Estampas Eucalol

https://www.youtube.com/watch?v=m7gGgR3x3P8

Xangai 1981 – Completo

https://www.youtube.com/watch?v=a0ua_d3V3L4

Aguar a terra Renato Teixeira & Xangai – Completo

https://www.youtube.com/watch?v=zPigKVceCtQ

 

Popular Elomar & Xangai videos

https://www.youtube.com/watch?v=vsF8GYDwsXI&list=PLdmXP3pbQNmZ5RvnmQCK3WK-W9YvZpWDV

 

Não se deixe abater pela tristeza. Todas as dores terminam. Aguarde que o Tempo, com suas mãos cheias de bálsamo, traga o alívio. A ação do Tempo é infalível, e nos guia suavemente pelo caminho certo, aliviando nossas dores, assim como a brisa leve abranda o calor do verão. Mais depressa do que supõe, você terá a resposta, na consolação que necessita.” (Minutos de Sabedoria Pg. 178)

 

Bom dia pessoal,

Mais um final de semana chegando e como sempre aumenta a nossa expectativa em relação à possibilidade de vivenciar momentos tranquilos e de paz, junto a nossas famílias. O dia de ontem, confesso, foi um dia estranho. Evidente que sabíamos das reais possibilidades na votação do senado, porém, creio que cada um de nós, principalmente os que viveram mesmo que os momentos finais da Ditadura Militar, acabávamos torcendo mentalmente por uma reversão na movimentação do congresso nacional.

Foram 20 horas, aproximadamente, de discursos, ilações e confissões de membros do senado federal. Ouvir, em determinados momentos que “é claro que estamos hoje votando aqui pela admissibilidade deste processo por que a Presidente tem uma popularidade muito baixa. Evidentemente que se sua popularidade estivesse alta nada disso estaria acontecendo”, não apenas reforça o nosso entendimento em relação à inocência da companheira Dilma Rousseff, como a leitura de que temos nesse momento a pior e mais perniciosa classe de representantes no Congresso Nacional.

Não precisamos de muito tempo para perceber as previsões para um suposto governo Temer. Na direção do que defendem os poderosos deste país, as primeiras ações do mordomo do golpe apontam para um governo privatista, que desconstrói conquistas de segmentos historicamente desprezados pelos governos anteriores à experiência do PT e “aliados”. A extinção de ministérios que dialogam com esta realidade, dá a militantes das causas relativas a mulheres, negros e negras, Direitos Humanos, Cultura, Educação, Assistência Social, Comunicação, entre outros, dá a todos nós, o sinal de que será preciso lutar. Lutar muito. Enfim, é um governo voltado para o projeto de país derrotado pela população mais pobre deste país. Desrespeitando de forma aviltante a essência da jovem e frágil democracia brasileira.

Não deve ser simples coincidência o fato de que o primeiro dia desta triste experiência de Temer usurpando o cargo de Presidente da República aconteça no dia da suposta abolição da escravatura brasileira. Neste dia, a Casa Grande tenta mais uma vez empurrar o nosso povo na direção da Senzala e do tronco. Enfrentaremos todos eles com a mesma gana e bravura que nossos ancestrais. Vamos em frente. A história não nos dá tempo para lamentar. É preciso sacudir a poeira e se preparar para as lutas que virão. É preciso pressionar o Senado Federal, pois, não é possível vermos uma presidenta eleita democraticamente ser apeada por crápulas e corruptos, do espaço a ela destinada pelos reais donos deste país, o povo brasileiro. Nosso embate com os golpistas e seus aliados não acabou. Ele vai durar até que não haja mais o risco! #VaiTerLuta #ForaTemer

 

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site Brasil 247 e dá uma boa amostra do que virá pela frente. Vale a pena conferir:

Ministro dos Transportes: Ordem para infraestrutura é privatizar – Maurício Quintella, que vai acumular as secretarias de Aviação Civil e de Portos, afirmou que a ordem do presidente interino Michel Temer é privatizar “o que for possível” na área de infraestrutura; antecipando que “provavelmente” será necessário mudar o marco regulatório, o deputado federal por Alagoas, que deixou a liderança do PR para votar pelo impeachment na Câmara, disse que é preciso criar um clima de confiança que atraia investimentos do setor privado. Ao assumir um turbinado ministério dos Transportes, que vai acumular as secretarias de Aviação Civil e de Portos, Maurício Quintella afirmou que a ordem do presidente interino Michel Temer é privatizar “o que for possível” na área de infraestrutura…

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/231957/Ministro-dos-Transportes-Ordem-para-infraestrutura-%C3%A9-privatizar.htm

Temer pede aval do Congresso para maior rombo fiscal – Segundo o novo ministro do Planejamento, Romero Jucá, a equipe econômica de Michel Temer pretende apresentar uma emenda no Congresso Nacional para alterar a meta fiscal desse ano das contas do governo federal, de um superávit de R$ 24 bilhões para um déficit de R$ 96,6 bilhões, para acomodar perda com renegociação da dívida dos Estados; o projeto foi enviado pela equipe da presidente afastada Dilma Rousseff, mas terá uma emenda permitindo o abatimento do impacto fiscal que for decorrente da negociação da dívida dos Estados. A equipe econômica do governo Michel Temer pretende apresentar uma emenda no Congresso Nacional para permitir que o rombo fiscal seja maior do que o previsto. Segundo o novo ministro do Planejamento, Romero Jucá, a estratégia fiscal do governo Temer será conseguir a aprovação de projeto de lei que altera a meta fiscal desse ano das contas do governo federal, de um superávit de R$ 24 bilhões para um déficit de R$ 96,6 bilhões…

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/231948/Temer-pede-aval-do-Congresso-para-maior-rombo-fiscal.htm

Safatle: Esse será o governo da crise permanente – Para o filósofo Vladimir Safatle, Michel Temer nunca terá legitimidade no poder: ‘eles governarão com a violência policial em uma mão e com a cartilha fracassada das políticas de “austeridade” na outra. Políticas que nunca seriam referendadas em uma eleição. Com tais personagens no poder, não há mais razão alguma para chamar o que temos em nosso país de “democracia”’. Para o filósofo Vladimir Safatle, Michel Temer nunca terá legitimidade no poder e será o governo da crise permanente: ‘Eles governarão com a violência policial em uma mão e com a cartilha fracassada das políticas de “austeridade” na outra. Políticas que nunca seriam referendadas em uma eleição

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/231943/Safatle-Esse-ser%C3%A1-o-governo-da-crise-permanente.htm

 

Artistas e produtores divulgam carta contra fim do MinC – Associação Procure Saber — formada por músicos como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan — e o Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música (GAP) — Sérgio Ricardo, Ivan Lins, Leoni, Frejat, Fernanda Abreu e Tim Rescala, entre outros artistas — divulgou uma carta aberta contestando a decisão do governo Temer de extinguir o Ministério da Cultura (MinC); eles ressaltam a importância da pasta e afirmam que não pode ser um “balcão de negócios”: “As críticas irresponsáveis feitas à Lei Rouanet não levam em consideração que, com os mecanismos por ela criados, as artes regionais floresceram e conquistaram espaços a que antes não tinham acesso”. Um grupo de artistas reagiu contra a extinção do Ministério da Cultura (MinC), confirmada ontem pelo presidente Michel Temer. A pasta ficará agora vinculada à Educação, sob o comando do deputado federal José Mendonça Bezerra Filho (DEM-PE)…

http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/231949/Artistas-e-produtores-divulgam-carta-contra-fim-do-MinC.htm

 

Cunha morreu, Temer agoniza, Dilma renasce – Max Weber dizia que o Estado tem o monopólio do uso legítimo da força. Entretanto, o governo sem voto que sucede a presidenta eleita não têm legitimidade alguma. Falta-lhe a credibilidade que só o voto soberano do povo pode conferir. A frente do que talvez seja o pior ministério da história da república, um conjunto mal ajambrado para recompensar golpistas, composto só de homens brancos e ricos, alguns investigados pela Justiça, o governo usurpador só conseguirá se manter com a força ilegítima da repressão contra trabalhadores, movimentos sociais e defensores da democracia golpeada…

http://www.brasil247.com/pt/colunistas/marcelozero/231840/Cunha-morreu-Temer-agoniza-Dilma-renasce.htm

 

Ministro da Justiça criminaliza movimentos sociais – Ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, defendeu pulso firme contra ações violentas de movimentos sociais; “A partir do momento que seja MTST, ABC, seja ZYH, que deixam o livre direito de se manifestar para queimar pneu, colocar em risco as pessoas, aí são atitudes criminosas que vão ser combatidas, assim como os crimes”, disse o novo ministro da Justiça; recentemente, ele classificou protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff de “atos de guerrilha”. Novo ministro da Justiça, o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, defendeu pulso firme contra ações violentas de movimentos sociais:…

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/231947/Ministro-da-Justi%C3%A7a-criminaliza-movimentos-sociais.htm

FHC já ameaça sair do governo Temer – Resistente inicialmente à ideia de aderir a um governo Temer, o ex-presidente FHC hoje chancela apoio ao pemedebista, mas avisa que se der errado, o PSDB cai fora: “Um novo líder ainda está por vir. As pessoas sabem disso, e ninguém vai cobrar do Temer o que ele não pode dar. O que ele pode dar é organizar o Congresso, melhorar a situação, trazer um pouco de confiança ao país. Faça isso que nós deixamos ele lá. Mas tem que ficar claro que esse governo é do PMDB, não é nosso (PSDB)”; FHC voltou a dizer que Dilma Rousseff é honesta e está pagando por “políticas erradas”; “é desagradável ter impeachment da primeira mulher que foi eleita”; e ainda defendeu a nomeação de Romero Jucá no Planejamento, mesmo investigado. Resistente inicialmente à ideia de aderir a um governo Temer, o ex-presidente FHC hoje chancela apoio ao pemedebista, mas avisa que se der errado, o PSDB cai fora:…

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/231945/FHC-j%C3%A1-amea%C3%A7a-sair-do-governo-Temer.htm

 

O “House of Brasil” apenas entrará na 2ª temporada – Consolidado o afastamento temporário da presidenta Dilma, numa flagrante violação que troca a Constituição por antipatia política e por sua maneira de condução administrativa, Michel Temer terá que administrar três situações: seus compromissos com o mercado, seus compromissos com parlamentares e com seu partido, o maior em prefeituras em plena eleição municipal, e sua impopularidade em meio a um desemprego de dois dígitos…

http://www.brasil247.com/pt/colunistas/leopoldovieira/231522/O-%E2%80%9CHouse-of-Brasil%E2%80%9D-apenas-entrar%C3%A1-na-2%C2%AA-temporada.htm

 

Fora Temer! – Os brasileiros estavam se acostumando a eleger presidentes. Tinham eleito durante 19 anos, em quatro eleições sucessivas. Tinham eleito o Dutra, em 1945, candidato do Getulio, contra o Brigadeiro, candidato da direita. Tinham eleito o Getulio, em 1950, de novo contra o Brigadeiro. Eleito o JK contra o Juarez Tavora, outro militar, candidato da direita, em 1955. Eleito o Jânio, candidato da direita, (-Eu votei no Jânio, confesso, diz o Verissimo, mas não fui o único.), contra o marechal Lott, candidato da esquerda…

http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/231568/Fora-Temer!.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2016/05/13/trabalhando-com-poesia-717

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina.  Uma sexta-feira de caminhos abertos a nossa frente e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Até segunda.

 

Apio Vinagre Nascimento

e-mail: apiovinagre.adv@gmail.com

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Lelia – Álvares de Azevedo

Passou talvez ao alvejar da lua,

Como incerta visão na praia fria…

Mas o vento do mar não escutou-lhe

Uma voz a seu Deus!…ela não cria!

Uma noite, aos murmúrios do piano

Pálida misturou um canto aéreo…

Parecia de amor tremer-lhe a vida

Revelando nos lábios um mistério!

Porém, quando expirou a voz nos lábios,

Ergueu sem pranto a fronte descorada,

Pousou a fria mão no seio imóvel,

Sentou-se no divã… sempre gelada!

Passou talvez do cemitério à sombra

Mas nunca numa cruz deixou seu ramo,

Ninguém se lembra de lhe ter ouvido

Numa febre de amor dizer: eu amo!

Não chora por ninguém… e quando, à noite,

Lhe beija o sono as pálpebras sombrias

Não procura seu anjo à cabeceira

E não tem orações, mas ironias!

Nunca na terra uma alma de poeta,

Chorosa, palpitante e gemebunda

Achou nessa mulher um hino d´alma

E uma flor para a fronte moribunda.

Lira sem cordas não vibrou d´enlevo,

As notas puras da paixão ignora,

Não teve nunca n´alma adormecida

O fogo que inebria e que devora!

Descrê.

Derrama fel em cada riso,

Alma estéril não sonha uma utopia…

Anjo maldito salpicou veneno

Nos lábios que tressuam de ironia.

É formosa contudo.

Há dessa imagem

No silêncio da estátua alabastrina

Como um anjo perdido que ressumbra

Nos olhos negros da mulher divina.

Há nesse ardente olhar que gela e vibra,

Na voz que faz tremer e que apaixona

O gênio de Satã que transverbera,

E o langor pensativo da Madona!

É formosa, meu Deus!

Desde que a vi

Na minh´alma suspira a sombra dela…

E sinto que podia nesta vida

Num seu lânguido olhar morrer por ela.

 

Minha Desgraça – Álvares de Azevedo

Minha desgraça não é ser poeta,

Nem na terra de amor não ter um eco,

E meu anjo de Deus, o meu planeta

Tratar-me como trata-se um boneco…

Não é andar de cotovelos rotos,

Ter duro como pedra o travesseiro…

Eu sei…

O mundo é um lodaçal perdido

Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro…

Minha desgraça, ó cândida donzela,

O que faz que o meu peito blasfema,

É ter para escrever todo um poema

E não ter um vintém para uma vela.

https://www.youtube.com/watch?v=Y7PoRt-LJR8

 

Por Mim – Álvares de Azevedo

Teus negros olhos uma vez fitando

Senti que luz mais branda os acendia,

Pálida de langor, eu vi, te olhando,

Mulher do meu amor, meu serafim,

Esse amor que em teus olhos refletia…

Talvez! – era por mim?

Pendeste, suspirando, a face pura,

Morreu nos lábios teus um ai perdido…

Tão ébrio de paixão e de ventura!

Mulher de meu amor, meu serafim,

Por quem era o suspiro amortecido?

Suspiravas por mim?…

Mas… eu sei!… ai de mim?

Eu vi na dança

Um olhar que em teus olhos se fitava…

Ouvi outro suspiro… d´esperança!

Mulher do meu amor, meu serafim,

Teu olhar, teu suspiro que matava…

Oh! não eram por mim.

 

LIRA DOS VINTE ANOS – Álvares de Azevedo

Cantando a vida, como o cisne a morte. BOCAGE

Dieu, amour et poésie sontles trois mots que je voudrais seuls graver sur ma pierre, sije mérite une pierre. LAMARTINE

São os primeiros cantos de um pobre poeta.

Desculpai-os.

As primeiras vozes do sabiá

não têm a doçura dos seus cânticos de amor.

É uma lira, mas sem cordas;

uma primavera, mas sem flores;

uma coroa de folhas, mas sem viço.

Cantos espontâneos do coração,

vibrações doridas da lira interna que agitava

um sonho, notas que o vento levou

como isso dou a lume essas harmonias.

São as páginas despedaçadas de um livro não lido…

E agora que despia minha musa saudosa dos véus

do mistério do meu amor e da minha solidão,

agora que ela vai seminua e tímida, por entre vós,

derramar em vossas almas

os últimos perfumes de seu coração,

ó meus amigos,

recebei-a no peito e amai-a como o consolo,

que foi, de uma alma esperançosa,

que depunha fé na poesia e no amor

esses dois raios luminosos do coração de Deus.

 

https://www.youtube.com/watch?v=bsGCyzf7XsM

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