A opção pela inversão de valores: Triste fim de uma imprensa parcial, omissa e conivente com o golpe!! Por Apio Vinagre*

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Apio Vinagre Nascimento

Não há qualquer estranheza no conteúdo do material divulgado pelo Estadão, em sua coluna Opinião, de 25 de maio de 2016, intitulada “A opção pela baderna”, na qual acusa o PT e seus parlamentares de “demonstrar menosprezo pela democracia e suas instituições.” (Sic)

Ao intitular os parlamentares Paulo Pimenta, Helder Salomão e Moema Gramacho, de arruaceiros, por terem se manifestado em relação a Michel Temer, mais do que expressar uma opinião jornalística demonstra a sua verve aliada do golpe institucional perpetrado por parcela da classe política e empresarial brasileira.

Ao optar por desrespeitar ao PT e a seus quadros, que firmam de forma aguerrida a sua posição contrária ao rompimento institucional, sobre o qual surgem, a cada dia, revelações das suas entranhas golpistas, O Estadão dá sinais claros de que faz parte do jogo engendrado pela elite brasileira, na direção de confundir a opinião pública, fazendo parecer que legítimo é o governo, fruto dos conchavos das alcovas de Brasília e desnudados a partir das gravações recentemente divulgadas pela grande mídia, especialmente o jornal Folha de São Paulo e agora seguida, mesmo que timidamente pelos demais meios de comunicação.

Seria mais producente e decente que  o Estadão fizesse o papel de uma mídia responsável e e decente, bem como esclarecesse ao povo brasileiro os verdadeiros bastidores da política que ora se desenvolve no planalto central brasileiro. Que escrevesse sobre como um conluio de golpistas corruptos passa como se um trator fosse, sobre a vontade popular, expressa por mais de 54 milhões de brasileiros e brasileiras.

O ódio aos petistas fica nítido em cada linha escrita pelo periódico, talvez na vã tentativa de ganhar alguma audiência, ou como forma de mostrar serviços aos seus senhores de sempre, esses sim, que tomam de assalto a democracia brasileira, na busca de implementar o Programa derrotado pelas urnas brasileiras, na mais cretina demonstração de desprezo pela jovem democracia brasileira.

As falas transcritas de Romero Jucá, de Renan Calheiros e do Coronel José Sarney, com o Ex-Presidente da Transpetro não frequentam uma só vírgula sequer, do texto do Estadão, talvez por ser realmente esta a intenção do desrespeitoso texto: Lançar uma grande cortina de fumaça sobre as reais condições em que se dá o processo de afastamento da Presidenta Dilma e a ameaça a ela lançada de concretização do seu impedimento: Um golpe conduzido por Corruptos, que não aceitam o fato de ser a presidenta alguém que não coaduna com o ilícito e que não pestanejou em manter e não obstruir o andamento dos processo de investigação que vai desmascarando um por um os artífices do golpe e encharcados no mar de lama da corrupção deste nosso Brasil.

A inversão de valores e a submissão à podridão da politicagem, prática histórica da direita brasileira  e da classe rica desse país, fica nítida em cada trecho da matéria publicada. Parcialidade, omissão frente a nítidos casos de corrupção e o completo desrespeito à vontade popular, esta sim representante daquilo que se chama democracia. Esses são os sinais nítidos desta lamentável demonstração do Estadão à Sociedade Brasileira: Um periódico desprovido de um mínimo de apreço ao bom jornalismo, digno representante dos vendilhões da pátria.

O PT e cada um (a) de seus/suas parlamentares seguirão do mesmo lado em que sempre estiveram: junto ao povo mais pobre deste país, nas trincheiras de luta contra as práticas discriminatórias, perpetradas pelos poderosos desde 1500. Não serão tentativas vis e vãs, como essas do Estadão a nos intimidar ou a nos retirar deste lado da luta histórica brasileiras.

Não importam quantos ou quais sejam os golpistas brasileiros, estejam eles no parlamento, na justiça ou na imprensa. Não daremos um passo atrás. Vai Ter Luta! Até o fim desta guerra pela democracia.

* Bacharel em Direito, Bacharelando em Administração de Empresas, Advogado, Especialista em Direito e Processo do Trabalho, Pós Graduando em Gestão de Políticas Públicas. Assessor Jurídico da SUDEF – Superintendência dos Direitos das Pessoas com Deficiência, do Estado da Bahia. Membro colaborador das Comissões de Direitos Humanos e de combate à Intolerância Religiosa da OAB/BA, Membro do Conselho Consultivo dos Jovens Advogados da OAB Lauro de Freitas/BA, Secretário de Formação Política do PT de Lauro de Freitas.

 

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