Trabalhando com Poesia

“… Você já não quer mais amar, seu rumo tá sem direção, se encontra perdido no cais, querendo encontrar solução… Amigo não vá se entregar, eu sei tá ruim de aguentar, mas Deus está aqui para ajudar, não deixa esse barco afundar… Eta vida, eta vida de cão, a gente ri, a gente chora, a gente abre o coração… Eta vida, eta vida de cão… A gente tem mais que lutar, seguir a nossa diretriz, sonhar e tentar ser feliz, viver pra cantar e sorrir… É hora de a gente assumir, é hora de darmos as mãos, do negro ao branco se unir, gritando numa só razão… Eta vida, eta vida de cão, a gente ri, a gente chora, a gente abre o coração… Eta vida, eta vida de cão… Você já não quer mais amar, seu rumo tá sem direção, se encontra perdido no cais, querendo encontrar solução… Amigo não vá se entregar, eu sei tá ruim de aguentar, mas Deus está aqui para ajudar, não deixa esse barco afundar… Eta vida, eta vida de cão, a gente ri, a gente chora, a gente abre o coração… Eta vida, eta vida de cão… A gente tem mais que lutar, seguir a nossa diretriz, sonhar e tentar ser feliz, viver pra cantar e sorrir… É hora de a gente assumir, é hora de darmos as mãos, do negro ao branco se unir, gritando numa só razão… Eta vida, eta vida de cão, a gente ri, a gente chora, a gente abre o coração… Eta vida, eta vida de cão…” (Fundo de quintal – Nosso grito – Comp.: Riquinho / Sereno)

“… Não, pra que lamentar? O que aconteceu era de esperar… Se eu lhe dei a mão, foi por me enganar, foi sem entender, que amor não pode haver… Sem compreensão,
a desunião tende aparecer, e aí está o que aconteceu, você destruiu o que era seu… Você entrou na minha vida, usou e abusou, fez o que quis, e agora se desespera, dizendo que é infeliz… Não foi surpresa pra mim, você começou pelo fim, não me comove o pranto de quem é ruim… E assim… Quem sabe essa mágoa passando, você venha se redimir, dos erros que tanto insistiu por prazer, pra vingar-se de mim… Diz que é carente de amor, então você tem que mudar, se precisar, pode me procurar… Não, pra que lamentar? O que aconteceu era de esperar… Se eu lhe dei a mão, foi por me enganar, foi sem entender, que amor não pode haver… Sem compreensão, a desunião tende aparecer, e aí está o que aconteceu, você destruiu o que era seu… Você entrou na minha vida, usou e abusou, fez o que quis, e agora se desespera, dizendo que é infeliz… Não foi surpresa pra mim, você começou pelo fim, não me comove o pranto de quem é ruim… E assim… Quem sabe essa mágoa passando, você venha se redimir, dos erros que tanto insistiu por prazer, pra vingar-se de mim… Diz que é carente de amor, então você tem que mudar, se precisar, pode me procurar… Se precisar, pode me procurar… Se precisar, pode me procurar… Se precisar, pode me procurar…(Fundo de quintal & Dona Ivone Lara– Tendência – Comp.: Jorge Aragão/Dona Ivone Lara)

“… Sorri pra mim, porque preciso enganar a dor, surpreender o mal interior, qualquer motivo pra me libertar… Enxergar o facho verde da esperança, a luz que há de iluminar, por onde eu tenho vontade de passar… Sorri pra mim… Sorri pra mim, porque preciso enganar a dor, surpreender o mal interior, qualquer motivo pra me libertar… Enxergar o facho verde da esperança, a luz que há de iluminar, por onde eu tenho vontade de passar… Ai quem me dera poder ter você, esquecer o passado cruel, ficaria tão feliz, seria cair de boca no mel, percorrer todas as curvas de seu belo corpo, e bater bem de frente, garanto que tudo mudava pra mim vida ia ser diferente… Sorri pra mim… Sorri pra mim, porque preciso enganar a dor, surpreender o mal interior, qualquer motivo pra me libertar… Enxergar o facho verde da esperança, a luz que há de iluminar, por onde eu tenho vontade de passar… Ah se eu pudesse a regra mudar, lavar as sujeiras do mal, flutuar em águas limpas, seria depressa o caminho ideal, hipnotizar teus olhos matar de uma vez, o ancioso desejo, sentir o apertar do abraço e brindar as loucura, de um gostoso beijo… Sorri pra mim… Sorri pra mim, porque preciso enganar a dor, surpreender o mal interior, qualquer motivo pra me libertar… Enxergar o facho verde da esperança, a luz que há de iluminar, por onde eu tenho vontade de passar… A luz que há de iluminar, por onde eu tenho vontade de passar… A luz que há de iluminar, por onde eu tenho vontade de passar…(Fundo de quintal – Facho de esperança – Comp.: Sereno/ Julinho/Moisés Santana)

“… Se o tempo passou e não fui feliz, sei lá das razões, foi Deus quem não quis… Você me propôs e não foi capaz, fez pouco de mim, até nunca mais… A dor que passou deixou cicatriz, pois aquele amor já tinha raiz profunda, no coração, foi tão ruim, amar em vão… Agora, me deixe ir. Adeus! Eu vou fugir da ilusão… Parabéns pra você, por tentar me enganar, me ferir por prazer, num capricho vulgar… Me querer por querer, pra depois se negar à decisão, abusar sem pensar foi demais pro meu coração… O Azar é seu, se daqui pra frente esta saudade, em sua vida for metade, por favor não vêm me procurar… Problema é seu, se daqui pra frente esta saudade, em sua vida for metade, por favor não vêm me procurar… Se o tempo passou e não fui feliz, sei lá das razões, foi Deus quem não quis… Você me propôs e não foi capaz, fez pouco de mim, até nunca mais… A dor que passou deixou cicatriz, pois aquele amor já tinha raiz profunda, no coração, foi tão ruim, amar em vão… Agora, me deixe ir. Adeus! Eu vou fugir da ilusão… Parabéns pra você, por tentar me enganar, me ferir por prazer, num capricho vulgar… Me querer por querer, pra depois se negar à decisão, abusar sem pensar foi demais pro meu coração… O Azar é seu, se daqui pra frente esta saudade, em sua vida for metade, por favor não vêm me procurar… Problema é seu, se daqui pra frente esta saudade, em sua vida for metade, por favor não vêm me procurar… Por favor não vêm me procurar… Por favor não vêm me procurar… Por favor não vêm me procurar…” (Fundo de quintal & Alcione– Parabéns pra você – Comp.: Mauro Diniz / Ratinho)

“… Vê se você vem me dar um pouco de carinho, me sinto carente e tão caidinho eu preciso de amor… A saudade bate forte, não me deixe sozinho, meu bem me socorre meu peito vazio, sente a falta de você… Do amor… Da paixão… Pra curar a solidão… Dói demais essa dor não tenho paz sem teu calor… Meu bem preciso do teu amor, sentir você dentro de mim , pois a saudade faz a maldade, ao meu viver dá fim… Meu bem preciso do teu amor, sentir você dentro de mim , pois a saudade faz a maldade, ao meu viver dá fim… Vê se você vem me dar um pouco de carinho, me sinto carente e tão caidinho eu preciso de amor… A saudade bate forte, não me deixe sozinho, meu bem me socorre meu peito vazio, sente a falta de você… Do amor… Da paixão… Pra curar a solidão… Dói demais essa dor não tenho paz sem teu calor… Meu bem preciso do teu amor, sentir você dentro de mim , pois a saudade faz a maldade, ao meu viver dá fim… Meu bem preciso do teu amor, sentir você dentro de mim , pois a saudade faz a maldade, ao meu viver dá fim…” (Fundo de quintal– Caidinho – Comp.: Sereno / Léo Dias)

Você não tem inimigos externos! Inimigos nossos são os pensamentos errôneos que todos nós temos, e que lançamos ao ar, atraindo pensamentos semelhantes no próximo. Na realidade, ninguém pode ser inimigo nosso, pois Deus habita dentro de cada um de nós. Anule as inimizades emitindo pensamentos de tolerância e de amor a todas as criaturas, que são templos de Deus.” (Minutos de Sabedoria Pg. 190)

 

Bom dia pessoal,

E mais uma peça no baralho dos “notáveis” Ases do baralho do Temerário cai do tabuleiro. Após ser mais um dos meninos do Presidente a ser envolvido nas delações do ex presidente da Transpetro, O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, deixou nesta segunda-feira (30) o comando da pasta, mas, o que esperar de um “time” (para usar um termo publicável e respeitoso, apesar do desmerecimento dos destinatários) desse? Estranhamente, e perguntava-me ontem minha filha, ambos os ases descartados pelo temerário, o foram a partir da reverberação da emissora do Big Brother e do Show dos horrores, ops… “da vida”. Talvez por isso duas perguntas eram recorrentes ontem ao longo do dia: 1. Quando será o próximo paredão? Quem será o próximo “Brother” a ser eliminado do “programa” e pegar a ponte para o futuro?; 2. Se caírem 3 ases em menos de um mês, o Temerário pede música no fantástico? Outra pergunta que não quer calar é “Que horas é que ela volta”? Se vivêssemos em um país em que as instituições realmente funcionassem de forma correta e séria, Dilma já teria voltado com um grandioso pedido de desculpas, com todas as honras e um bando destes crápulas sairiam dentro de camburões.

 

http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/05/ministro-fabiano-silveira-deixa-o-cargo.html

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos dos blogs de Marcelo Auler e Leonardo Sakamoto. Vale a pena conferir:

 

Justiça retira matérias do blog e proíbe falar do DPF Moscardi. Por Marcelo Auler – (*) Matéria reeditada para pequenos acertos no texto às 10H00 do domingo 29/05/16 – Em decisões proferidas respectivamente em 30 de março (que só tomamos conhecimento dia 10 de maio) e 5 de maio (da qual recorremos sem notificação oficial) o 8º e o 12º Juizados Especiais Cíveis de Curitiba, a pedido dos delegados federais Erika Mialik Marena e Mauricio Moscardi Grillo, ambos da Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal no Paraná (SR/DPF/PR) determinaram a suspensão de 10 reportagens publicadas neste blog. A juíza do 8º Juizado Especial, Vanessa Bassani, foi além e proibiu…

http://www.marceloauler.com.br/justica-retira-materias-do-blog-e-proibe-falar-do-dpf-moscardi/

 

 

Fantástico: Michel Temer coloca a raposa para cuidar do galinheiro. Por Marcelo Auler – Temer colocou a “raposa”, Fabiano Silveira, para “cuidar do galinheiro”. Quem mesmo quer melar a Lava Jato? Foto: reprodução TV Globo. Sem dúvida, é Fantástico. Talvez nem tanto o programa em si, mas a reportagem apresentada na noite deste domingo (29/05) mostrando que o presidente Michel Temer, ao nomear Fabiano Silveira para o ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, não fez nada mais do que colocar a raposa para cuidar do galinheiro. Se antes era difícil entender os motivos que levaram o governo a acabar com o que dava certo, a Controladoria Geral da União (CGU), agora tudo se clareia. Na verdade, quiseram apenas tumultuar, com mudanças desnecessárias que serviram de provocações junto aos servidores – os quais, no domingo, segundo o jornal O Globo, anunciaram uma paralisação, nesta segunda-feira (30/05) para forçar a saída da raposa, ops, de Fabiano. Certamente, o novo governo imaginava que tumultuando conseguiria tirar o foco do objetivo principal que já não consegue esconder: evitar punições dos atuais governistas que frequentam as listas sujas da Lava Jato…                                                                                                                                          http://www.marceloauler.com.br/fantastico-michel-temer-coloca-a-raposa-para-cuidar-do-galinheiro/

 

A ideologização do Itamaraty para tentar reverter imagem do governo Temer. Por Marcelo Auler – José Serr5a colocou embaixadores e cônsules a serviço da defesa do governo de Michel Temer. Ideologizou a diplomacia brasileira? Há quatro dias, O Cafezinho publicou em primeira mão a Circular Telegráfica Nr. 101296 que o Itamaraty, comandado por José Serra, fez circular entre todos os embaixadores e cônsules brasileiros no exterior, na tentativa de estancar as críticas que outros governos e a imprensa internacional vêm fazendo ao golpe brasileiro que destituiu Dilma Rousseff. Recebi o texto no sábado e hoje decidi postá-lo, mesmo após verificar que o Cafezinho já o tinha feito em uma reportagem de Theo Rodrigues. O faço,  por entender fundamental que se conheça os argumentos – um tanto quanto falaciosos – que a diplomacia brasileira, a partir das ordens de José Serra, vem utilizando não em defesa do país, mas à serviço de um grupo que tomou o poder através de um golpe. Trata-se, na verdade, como resumiu um amigo, da “ideologização da politica externa e partidarização da mesma”…

 

http://www.marceloauler.com.br/a-ideologizacao-do-itamaraty-para-tentar-reverter-imagem-do-governo-temer/

 

Compartilho: ”Variações sobre um tema insólito”. Por Marcelo Auler – “Quem diria? Eduardo Cunha, apesar de suas inúmeras condenações e remoção da Presidência da Câmara, continua no comando de sua máfia Congressista” – Compartilho com os leitores o texto do professor e cientista Rogério Cerqueira Leite, 84 anos, engenheiro eletrônico e físico brasileiro. com doutorado em Física pela Universidade de Paris em 1962. O conheci como um dos bastiões da luta pela redemocratização do país, nos anos 70/80, junto com diversos outros cientistas que formavam a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)…

http://www.marceloauler.com.br/compartilhovariacoes-sobre-um-tema-insolito/

 

 

A censura agora veste toga. Por Arnaldo César (*) Estarrecidos com a barbárie cometida contra uma jovem carioca de 16 anos, estuprada por 30 boçais, numa favela de Jacarepaguá ou perplexos com a voracidade com que direitos e conquistas sociais passaram a ser subtraídos, nos últimos dias, talvez, poucos se deram conta do que acaba de acontecer com o editor deste blog, o jornalista Marcelo Auler. No sábado (dia 28), O Globo deu uma pequena nota de pé página, para informar que os juízes Nei Roberto de Barros Guimarães, do 8º Juizado Especial Cível e Vanessa Bassani, do 12º Juizado Especial Cível, ambos de Curitiba, determinaram que 10 matérias fossem retiradas deste blog…

 

http://www.marceloauler.com.br/a-censura-agora-veste-toga/

 

Cultura do estupro no Brasil: Homem, de que lado você está? Por Leonardo Sakamoto – Tão chocante quanto o estupro denunciado por uma jovem de 16 anos, que teria envolvido mais de 30 homens, no Rio de Janeiro, e tão chocante quanto os vídeos que mostram seus ferimentos e foram postados na internet, foi a reação de uma parcela da sociedade, que se divertiu nas redes sociais com eles e com a história. E a inação de uma outra parte, que culpou a própria vítima pelo ocorrido ou simplesmente caiu no autoengano de que essa história não nos diz respeito. No mesmo dia em que o caso gerou indignação nas redes sociais, o novo ministro da Educação recebia o ator Alexandre Frota para discutir a educação (!!!) no Brasil. O mesmo Frota que, durante uma entrevista a um programa de TV, narrou um caso de violência sexual do qual foi protagonista contra uma mãe-de-santo, para deleite da plateia, que ria como se fosse uma piada. Acusado por organizações sociais de estupro e de apologia ao estupro, deu de ombros…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/05/26/cultura-do-estupro-no-brasil-homem-de-que-lado-voce-esta/

 

 

Cultura do estupro: Quando o silêncio dos homens é delinquência social – Por Leonardo Sakamoto – Nós, homens, pensaríamos duas vezes antes de fazermos comentários machistas, preconceituosos e violentos se tivéssemos medo de sermos criticados, repreendidos e humilhados publicamente por outros homens em um almoço de família, no intervalo das aulas da faculdade, na mesa de bar. E, é claro, também nas conversas, publicações, curtidas e compartilhamentos no Facebook, Twitter e WhatsApp. Ficamos chocados com a viralização e a espetacularização de imagens de violência sexual contra mulheres. No ambiente digital, a sensação de anonimato e o sentimento de impunidade diante da tela do computador ou do smartphone contribuem para o cenário, mas há algo mais embaixo…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/05/28/cultura-do-estupro-quando-o-silencio-dos-homens-e-delinquencia-social/

 

 

Dez dicas para descobrir se uma notícia é falsa. Por Leonardo Sakamoto – Talvez você nem saiba, mas está comprando gato por lebre na internet. Descobrir que uma notícia circulando é falsa nem sempre é simples e mesmo profissionais de comunicação experientes caem em armadilhas. Mas manter-se sempre atento e refugiar-se no alto do seu ceticismo é fundamental. Por isso, trago algumas dicas que podem ser úteis para testar a credibilidade de sites e páginas que querem te usar como massa de manobra. 1) Verifique se o veículo que traz a notícia pertence a uma empresa, pessoa ou organização conhecidas. Não que isso seja um atestado de credibilidade, mas uma pessoa jurídica ou física que corre o risco de pagar altas indenizações tende a tomar mais cuidado do que um site fabricado de última hora que se mantém anônimo…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/05/29/dez-dicas-para-descobrir-se-uma-noticia-e-falsa/

 

 

O que os imóveis do filho de sete anos de Temer dizem sobre a desigualdade? Por Leonardo Sakamoto – O ultrajante não é alguém morar em um apartamento de 400 metros quadrados enquanto outro vive em um de 40. O que desconcerta é uma sociedade que acha normal um ter condições para desfrutar de um apê de 4 mil metros quadrados enquanto o outro apanha da polícia para manter seu barraco em uma ocupação de terreno, seja em Itaquera, Grajaú, Osasco, Pinheirinho, Eldorados dos Carajás, onde for. O presidente interino pode, legalmente, antecipar a herança ao seu filho de sete anos de idade, como alega ter feito, transferindo para seu nome dois imóveis que valem mais de R$ 2 milhões. Imóveis que, aliás, eram usados por Michel Temer. É um direito dele…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/05/30/o-que-os-imoveis-do-filho-de-sete-anos-de-temer-dizem-sobre-a-desigualdade/

 

 

 

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

 

https://oipa2.wordpress.com/2016/05/31/trabalhando-com-poesia-729
Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus e protegida pela força guerreira de Ogum. Ogunhê!!!

 

 

Apio Vinagre Nascimento

e-mail: apiovinagre.adv@gmail.com

e-mail 1: apio.vinagre @pedraevinagre.adv.br

e-mail 2: oipa2@hotmail.com

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site: http://www.pedraevinagre.adv.br
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Fones: (71) 98814-5332 / 99154-0168 / 99982-7223 / 98214-0894

 

Os ombros suportam o mundo – Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossege
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

José – Carlos Drummond de Andrade

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

 

 

Amar – Carlos Drummond de Andrade

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

 

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