Trabalhando com Poesia

“… Mais é muito mais, que o calor de uma fogueira, que os vendavais, que abalam as cordilheiras, pois entre nós o amor não é de brincadeira, viu, é ter a mão, fruta de pé, no fundo de quintal, não é a emoção, das nuvens de algodão… Que vem e logo vão, é muito mais, e os carnavais, não acabam quarta-feira, os nossos ais, se perderam na poeira, pois entre nós, o amor não é de brincadeira, viu… É a canção de amor e fé de um mundo sem igual, aquela emoção inteira… Pois é assim o nosso amor, no arco-íris a oitava cor, o presente ao céu, supra sumo do mel, acalanto, me faz dormir em paz… Pedra preciosa, enfim que nos achou, e ficou mais rica com o nosso amor, o divino troféu para o menestrel, quer é cantar o amor, quer mais… E os carnavais, não acabam quarta-feira, os nossos ais, se perderam na poeira, pois entre nós, o amor não é brincadeira, viu… É a canção de amor e fé de um mundo sem igual, aquela emoção inteira, pois é, assim o nosso amor, um arco-íris alegrava a cor, o presente ao céu, supra sumo do mel, acalanto, me faz dormir em paz… Pedra preciosa, enfim que nos achou, e ficou mais rica com o nosso amor, o divino troféu para o menestrel, quer é cantar o amor, quer mais…” (Fundo de Quintal – A oitava cor – Comp.: Sombrinha, Sombra e Luís Carlos da Vila)

“… Da primeira vez que o meu olhar achou o seu, ganhei um lindo sonho, uma luz divina em mim então reacendeu, e fim daquele mundo tão tristonho… Eu vivia a sofrer, quem me vê já não diz, quem me viu só me vê feliz… Uma outra vez eu pude ouvir a sua voz, e um beijo de lembrança, fez o céu abençoar e até orar por nós, trazendo mais certeza a esperança… Quem me via sofrer, já me vê e não diz, quem me viu só me vê feliz… Te ver feliz é o que me faz viver… Te querer pra sempre, sempre te querer… Noite ou madrugada, rua ou estrada, onde for, meu pensamento, como vento vai correndo te buscar… Tarde ou alvorada… No quarto ou na sacada, onde for, eu tenho amor pra darDa primeira vez que o meu olhar achou o seu, ganhei um lindo sonho, uma luz divina em mim então reacendeu, e fim daquele mundo tão tristonho… Eu vivia a sofrer, quem me vê já não diz, quem me viu só me vê feliz… Uma outra vez eu pude ouvir a sua voz, e um beijo de lembrança, fez o céu abençoar e até orar por nós, trazendo mais certeza a esperança… Quem me via sofrer, já me vê e não diz, quem me viu só me vê feliz… Te ver feliz é o que me faz viver… Te querer pra sempre, sempre te querer… Noite ou madrugada, rua ou estrada, onde for, meu pensamento, como vento vai correndo te buscar… Tarde ou alvorada… No quarto ou na sacada, onde for, eu tenho amor pra dar Tarde ou alvorada… No quarto ou na sacada, onde for, eu tenho amor pra darDa primeira vez que o meu olhar achou o seu ganhei um lindo sonho, uma luz divina em mim então reacendeu, e fim daquele mundo tão tristonho… Eu vivia a sofrer, quem me vê já não diz, quem me viu só me vê feliz…” (Fundo de Quintal – Um lindo sonho – Comp.: Arlindo Cruz / Mário Sérgio)

“… Vai lá, vai lá! Vai lá, vai lá! Vai lá, vai lá! Vai lá, vai lá!… Vai lá! Vai lá no Cacique sambar, não fique de marra, vem cá, não deixe essa onda quebrar, meu barco já vai navegar, vou dar a partida… Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô!… Vem cá! Um pudim sem côco não dá, já tô preparando o jantar, tem prá sobremesa, manjar, pimenta não pode faltar, feijão sem tempero é ruim de aturar… Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô!… É, pois é! Estou procurando o José, ficou de me dar um qualquer, busquei na Bahia um axé, de olho no acarajé, ganhei uma preta no candomblé… Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô!… Ai, ai, ai, ai!… Vai lá, vai lá! Vai lá, vai lá! Vai lá, vai lá! Vai lá, vai lá!… Vai lá! Vai lá no Cacique sambar, não fique de marra, vem cá, não deixe essa onda quebrar, meu barco já vai navegar, vou dar a partida… Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô!… Vem cá! Um pudim sem côco não dá, já tô preparando o jantar, tem prá sobremesa, manjar, pimenta não pode faltar, feijão sem tempero é ruim de aturar… Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô!… É, pois é! Estou procurando o José, ficou de me dar um qualquer, busquei na Bahia um axé, de olho no acarajé, ganhei uma preta no candomblé… Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô!… Ai, ai, ai, ai!… Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô!… Ai, ai, ai, ai!… Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô! Iô iô, iô iô!… Ai, ai, ai, ai!…(Fundo de Quintal – Vai lá, vai lá – Comp.: Moisés Santiago/Alexandre Silva/André Rocha)

“… Tanto tempo a luz acesa, mas sem que ninguém perceba, de repente a luz se apagará, tanto tempo céu de estrelas, aproveite para vê-las, num piscar o céu desabará… Só me resta uma certeza, é saber que tal princesa não é mais a doce amada, meu castelo colorido, fim de um sonho destruído, minha paz desvirginada… Nada que eu passa fazer, para esse prazer poder se eternizar, basta saber que a vida fez, nossos rumos diferentes, mas a vida segue em frente… Queira Deus que eu me acostume, com qualquer outro perfume, não tão menos semelhante… Ou quem sabe outras carinhos, queira Deus que outros caminhos, não me lembrem teu semblante… Tanto tempo a luz acesa, mas sem que ninguém perceba, de repente a luz se apagará, tanto tempo céu de estrelas, aproveite para vê-las, num piscar o céu desabará… Só me resta uma certeza, é saber que tal princesa não é mais a doce amada, meu castelo colorido, fim de um sonho destruído, minha paz desvirginada… Nada que eu passa fazer, para esse prazer poder se eternizar, basta saber que a vida fez, nossos rumos diferentes, mas a vida segue em frente… Queira Deus que eu me acostume, com qualquer outro perfume, não tão menos semelhante… Ou quem sabe outras carinhos, queira Deus que outros caminhos, não me lembrem teu semblante…(Fundo de Quintal – Não tão menos semelhante – Comp.: Mário Sérghio-Carica)

“Seja alegre e otimista. Não perca tempo em olhar para trás, para ver o que já fez. Olhe para a frente e caminhe confiante e alegre, praticando o bem e ajudando a todos. Dê a mão a cada criatura que se lhe aproxima, diga sempre uma palavra de conforto e carinho, tenha para todos um sorriso de bondade, e a verdadeira felicidade passará a constituir seu clima permanente de vida.” (Minutos de Sabedoria Pg. 191)

 

Boa tarde pessoal,

Completam-se hoje, cinco anos da passagem do nosso querido amigo, companheiro de lutas, no Conselho Municipal de Cultura de Lauro de Freitas, e irmão de fé, Raimundo Neves.

Mesmo com a passagem de tempo, sua lembrança e legados nos trazem viva e ativa a sua memória. O meu abraço fraterno a Mãe Lúcia (Mameto Kamurici) e toda a comunidade do Terreiro São Jorge Filhos da Goméia, Berço e campo de atuação de Tata Kasutemi, bem como à família da Associação São Jorge Filhos da Goméia e do Bloco Afro Bankoma, dos quais era Presidente.

Incansável, Raimundo e a comunidade de Portão, a partir da Associação fizeram do Ponto de Cultura capitaneado por eles uma das referências para o Ministério da Cultura, que em vídeo institucional demonstrou não só a capilaridade das ações daquele espaço, como a ligação direta destas ações com a busca incessante de firmar a cultura afrodescendente como um marco do processo cultural brasileiro.

 

Esse constante rebuscar da história do seu povo, juntamente com a qualidade das ações implementadas, fez com que o Bankoma rompesse as fronteiras nacionais e, em 2007 fosse convidado a representar o Brasil em eventos na Europa, notadamente, em Portugal.

 

As ações da Associação e do Bloco Afro Bankoma passaram a ganhar notoriedade também nas emissoras locais, como é o caso da TVE Bahia.

 

Em cada ação implementada pelo Bloco, pela associação e nas atividades do Terreiro, Tata Kasutemi vive!

Você faz e sempre fará falta à luta pela Cultura de Lauro de Freitas Raimundo, mas, sua construção neste campo tem legados que são indestrutíveis, vez que contagiou diversos atores e atrizes do cenário cultural da nossa cidade.

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos dos Blogs Diário do Centro do Mundo, Socialista Morena e Pátria Latina. Vale a pena conferir:

 

A delação que foi desprezada porque inocentava Lula. Por Paulo Nogueira – Qual surpresa em que uma delação foi desprezada porque não crucificava Lula no apartamento do Guarujá e no sítio de Atibaia? Os pedalinhos não são a prova do crime? Não servem. A reforma no triplex que não é do Lula também não é prova do crime? Não serve. O presidente da OAS que rearrange sua história para que ela caiba na narrativa do ‘Lula-chefe-de-quadrilha’, ou vai apodrecer na cadeia. Pode mentir, pode fabricar coisas na delação: o importante é matar Lula. Depois a Justiça dá um jeito. Não haverá nenhuma intenção de checar os fatos. E a mídia publicará suas manchetes e colunas em que Lula é um gangster em meio a virgens como Aécio, FHC, Temer e outros protegidos dos Marinhos e côngeneres. Isto é a Lava Jato. Isto é Moro. Isto é a plutocracia. Isto é, numa palavra, o golpe…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-delacao-que-foi-desprezada-porque-inocentava-lula-por-paulo-nogueira/

 

Grandes empresários bancaram a compra de votos na reeleição de FHC, diz ex-deputado na Lava Jato. Por Joaquim de Carvalho – Repousa desde os primeiros dias de março no gabinete do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, o termo da delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa, que foi presidente nacional do PP e está preso em Curitiba, condenado por crimes apurados na Operação Lava Jato e no processo do Mensalão. A delação de Pedro Corrêa cita políticos com foro privilegiado, como Aécio Neves, o ministro do TCU Augusto Nardes (o das “pedaladas fiscais”), Fernando Henrique Cardoso, o governador Fernando Pimentel, Lula e Dilma. Sobre Lula, Pedro Corrêa diz que chantageou o governo, ao conseguir nomear o diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa em troca de destravar a pauta no Congresso Nacional…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-reeleicao-de-fhc-foi-uma-grande-oportunidade-de-fazer-negocio-diz-ex-deputado-por-joaquim-de-carvalho/

 

 

O que está por trás do “ato profético” de Malafaia a favor de Temer. Por Hermes Fernandes – O pastor Silas Malafaia tem convocado ostensivamente todo o povo evangélico para uma megamanifestação que ele tem chamado de “Ato Profético” marcada para o primeiro dia do mês de junho. Para os que não estão acostumados com o linguajar neopentecostal, o termo “ato profético” inspira certa curiosidade. Fica a impressão de que Silas pretenda pronunciar alguma profecia acerca do futuro do país. Ele mesmo tem dado entrevistas nas quais afirma que seu objetivo é profetizar o fim da corrupção.  Para o leigo, isso soa, no mínimo, bizarro. É como se ele reivindicasse a prerrogativa de prever o futuro. Todavia, para o neopentecostal, profetizar tem outro sentido. Não se trata de prever, mas de determinar através de uma declaração positiva. Nem todos os evangélicos endossam tal prática. Alguns chegam a considerá-la herética, ou, no mínimo, excêntrica.  É como se, por um instante, Deus abrisse mão de Sua soberania, e passasse uma procuração para que outro falasse em Seu próprio nome, determinando assim o curso dos acontecimentos…

 

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-que-esta-por-tras-do-ato-profetico-de-malafaia-a-favor-de-temer-por-hermes-fernandes/

 

 

Quem escreveu e por quê: anatomia do editorial macartista do Estadão contra Greenwald. Por Kiko Nogueira – O editorial do Estadão pedindo uma “atitude mais resoluta” do governo interino contra “os advogados da causa petista” já entrou em qualquer antologia da crônica do golpe de 2016 pelos piores motivos. “O jogo sujo da informação” é uma diatribe sobre “a campanha de difusão de falsidades cujo objetivo é denunciar a ‘ilegitimidade’ do presidente em exercício Michel Temer.” O jornalista americano Glenn Greenwald, radicado no Rio, é atacado como “ativista”. Greenwald, ganhador do Pulitzer, ainda apanha por uma frase que não escreveu, pinçada do blog O Antagonista. A peça submacartista, que sugere que o Itamaraty busque a expulsão de Greenwald, está no clássico espaço dos editoriais, instituição da imprensa nacional. Eles não têm assinatura. É a “opinião do jornal”. Parece inacreditável, mas no caso do artigo em questão e outros, eles são perpetrados por seres humanos e não por um entidade da Marginal Tietê que os faz materializar-se a partir de água, ar, calor, lei e ordem…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-escreveu-e-por-que-anatomia-do-editorial-macartista-do-estadao-contra-greenwald-por-kiko-nogueira/

 

 

BRASIL: A REPÚBLICA DAS BANANAS DOS ESCROQUES PROVISÓRIOS – “A presidente foi acusada de haver violado regras orçamentárias mediante a abertura de créditos suplementares sem prévia autorização legislativa […] Trata-se de hipótese inconteste de aplicação do rito do impeachment, nos termos da Constituição. O processo existe exatamente para permitir o afastamento de suas funções dos agentes públicos que cometam crimes de responsabilidade”. Parece que todos os pervertidos políticos do planeta estão conectados na atual House of Cards à brasileira, para oferecer festim sem interrupção de emoções baratas…

 

http://www.patrialatina.com.br/a-republica-das-bananas-dos-escroques-provisorios/

 

 

O golpe sem disfarces – A despeito do esforço midiático para despistar a plateia, as conversações grampeadas confirmam o complô e apontam seus autores. Por Mino Carta, para Carta CapitalAs forças parlamentar e judiciária, unidas no golpe, correm o risco de separar-se. Na encruzilhada, com quem ficariam a casa grande e a mídia nativa? As conversas gravadas por Sérgio Machado, e até o momento divulgadas pela Folha de S.Paulo, imprimem novo ritmo e novo rumo à manobra golpista que afastou Dilma Rousseff e entregou o governo interino a Michel Temer, o arguto professor de Direito Constitucional que rasga a Constituição…

http://www.patrialatina.com.br/o-golpe-sem-disfarces/

 

 

Foi estupro, mas se depender de um delegado, a culpa é da mulher. Por Mariana Serafini – O caso de estupro coletivo registrado no Rio de Janeiro neste final de semana deixou claro que chegamos à barbárie completa. A jovem de 16 anos teve vídeos e fotos de sua violação compartilhados na internet pelos próprios algozes. E só denunciou o crime quando viu a repercussão porque até então tinha medo de represálias dos traficantes envolvidos. Quando o vídeo começou a ganhar repercussão na internet, o Ministério Público recebeu mais de 800 denúncias de internautas, antes mesmo que a vítima procurasse a justiça. Desta forma o caso caiu na Delegacia de Crimes Digitais…

http://www.patrialatina.com.br/foi-estupro-mas-se-depender-de-um-delegado-a-culpa-e-da-mulher/

 

 

Associação de magistrados critica postura partidária de Gilmar Mendes – A Associação Latino-Americana de Juízes do Trabalho (ALJT) divulgou nota à imprensa nessa segunda-feira (30), em que manifesta preocupação com a “possível utilização do Poder Judiciário do Brasil para a perpetração do golpe de estado em curso no país” e critica a parcialidde de Gilmar Mendes, minstro do Supremo Tribunal Federal, diante das revelações que desnudaram o golpe. Para a entidades, o comportamento de Mendes “ofensivo ao dever de imparcialidade imposto à magistratura”. A nota afirma que o ministro é “incansável no propósito de ostentar o seu papel hegemônico no Poder Judiciário, sem receio de revelar a condução político-partidária que imprime à sua atuação de magistrado, seja com declarações prévias de condenação às partes cujas demandas lhe são submetidas, caso integrantes de uma corrente política, ou na complacência em relação a outras, integrantes da corrente contrária”…

http://www.patrialatina.com.br/associacao-de-magistrados-critica-postura-partidaria-de-gilmar-mendes/

 

 

Neoliberalismo: querem trazer de volta para o Brasil agenda que até o FMI acha ultrapassada – Pânico no Instituto Millenium! Tucanos, fujam para as montanhas! Alguém dê um rivotril pro Rodrigo Constantino! Um estudo publicado esta semana por economistas do Fundo Monetário Internacional defende que os “benefícios que são parte importante da agenda neoliberal foram exagerados”. Se eles agora pensam assim, imaginem o que acha quem nunca enxergou nenhum benefício na agenda que privatizou todas as riquezas nacionais em países como a Argentina? É este modelo falido, ultrapassado, que o governo ilegítimo de Michel Temer e seus parceiros do PSDB pretendem reinstalar no Brasil. A importância do estudo é difícil de medir. Afinal, os economistas do FMI praticamente detonaram todas as políticas defendidas pelo Fundo ao longo das últimas décadas. De acordo com os autores do estudo Neoliberalismo: supervalorizado?, Jonathan D. Ostry, Prakash Loungani e Davide Furceri, o neoliberalismo não só não resultou em crescimento econômico como é a causa da desigualdade crescente no mundo…

 

http://www.socialistamorena.com.br/agenda-que-ate-o-fmi-acha-ultrapassada/

 

 

O editorial COVARDE do Estadão. Ou: uma vez golpista, sempre a favor da censura – Os leitores democráticos que porventura O Estado de S.Paulo ainda possui devem ter tido um déjà vu neste domingo, 29 de maio, ao se depararem com os editoriais do vetusto jornal da família Mesquita. Quem, como eu, não lê mais jornais impressos por não se sentiu representado por uma mídia que só reflete os interesses da elite ficou enojado. Em dois dos editoriais publicados, o Estadão comete um grave atentado à liberdade de imprensa e de expressão, ao vituperar contra jornalistas e blogueiros que não coadunam com o pensamento de extrema-direita do veículo e da parcela da sociedade que ele representa. A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) têm a obrigação de se pronunciar. Em vez de mirar sua metralhadora em direção a líderes políticos ou outros donos de jornais, o Estadão alveja trabalhadores do jornalismo, a quem chama de “delinquentes”. Chega a citar no editorial o nome do repórter norte-americano radicado no Brasil Glenn Greenwald, um contundente crítico do golpe parlamentar, apoiado pela imprensa nativa, que arrancou uma presidenta legitimamente eleita do poder…

http://www.socialistamorena.com.br/o-editorial-covarde-do-estadao/

 

 

A dor que eu sinto por aquela menina – Como quase toda mulher, tenho uma história traumática para contar. Quando eu tinha 5 anos de idade, fui a um terreno baldio ao lado da casa onde morávamos, junto com meu irmão mais velho e um grupo de garotos da idade dele (7 anos) ou um pouco maiores. Os meninos abaixaram a minha calcinha. Voltei para casa chorando e… fui castigada por ter ido lá. Doeu mais ter sido considerada culpada pelo abuso do que o abuso em si. Aquilo foi um divisor de águas para mim. Até então, eu me considerava igual a meu irmão. Podia jogar bolinha de gude que nem ele, podia correr que nem ele, podia explorar territórios desconhecidos que nem ele. A partir dali, vi que não, não éramos iguais. Eu não podia fazer certas coisas ou ir a determinados lugares porque era menina. E ele podia fazer certas coisas e ir a determinados lugares porque era menino. Se eu ultrapassasse estes limites, seria castigada. Lembro de quantas vezes desejei ter nascido homem…

http://www.socialistamorena.com.br/a-dor-que-eu-sinto-por-aquela-menina/

 

 

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

 

https://oipa2.wordpress.com/2016/06/01/trabalhando-com-poesia-729

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina.  Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

 

Apio Vinagre Nascimento

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e-mail 1: apio.vinagre @pedraevinagre.adv.br

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A Máquina do Mundo – Carlos Drummond de Andrade

E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas,

assim me disse, embora voz alguma
ou sopro ou eco o simples percussão
atestasse que alguém, sobre a montanha,

a outro alguém, noturno e miserável,
em colóquio se estava dirigindo:
“O que procuraste em ti ou fora de

teu ser restrito e nunca se mostrou,
mesmo afetando dar-se ou se rendendo,
e a cada instante mais se retraindo,

olha, repara, ausculta: essa riqueza
sobrante a toda pérola, essa ciência
sublime e formidável, mas hermética,

essa total explicação da vida,
esse nexo primeiro e singular,
que nem concebes mais, pois tão esquivo

se revelou ante a pesquisa ardente
em que te consumiste… vê, contempla,
abre teu peito para agasalhá-lo.”

As mais soberbas pontes e edifícios,
o que nas oficinas se elabora,
o que pensado foi e logo atinge

distância superior ao pensamento,
os recursos da terra dominados,
e as paixões e os impulsos e os tormentos

e tudo que define o ser terrestre
ou se prolonga até nos animais
e chega às plantas para se embeber

no sono rancoroso dos minérios,
dá volta ao mundo e torna a se engolfar
na estranha ordem geométrica de tudo,

e o absurdo original e seus enigmas,
suas verdades altas mais que tantos
monumentos erguidos à verdade;

e a memória dos deuses, e o solene
sentimento de morte, que floresce
no caule da existência mais gloriosa,

tudo se apresentou nesse relance
e me chamou para seu reino augusto,
afinal submetido à vista humana.

Mas, como eu relutasse em responder
a tal apelo assim maravilhoso,
pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio,

a esperança mais mínima — esse anelo
de ver desvanecida a treva espessa
que entre os raios do sol inda se filtra;

como defuntas crenças convocadas
presto e fremente não se produzissem
a de novo tingir a neutra face

que vou pelos caminhos demonstrando,
e como se outro ser, não mais aquele
habitante de mim há tantos anos,

passasse a comandar minha vontade
que, já de si volúvel, se cerrava
semelhante a essas flores reticentes

em si mesmas abertas e fechadas;
como se um dom tardio já não fora
apetecível, antes despiciendo,

baixei os olhos, incurioso, lasso,
desdenhando colher a coisa oferta
que se abria gratuita a meu engenho.

A treva mais estrita já pousara
sobre a estrada de Minas, pedregosa,
e a máquina do mundo, repelida,

se foi miudamente recompondo,
enquanto eu, avaliando o que perdera,
seguia vagaroso, de mão pensas.


 

Congresso Internacional do Medo – Carlos Drummond de Andrade

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas

 

Poema da purificação – Carlos Drummond de Andrade

Depois de tantos combates
o anjo bom matou o anjo mau
e jogou seu corpo no rio.
As água ficaram tintas
de um sangue que não descorava
e os peixes todos morreram.
Mas uma luz que ninguém soube
dizer de onde tinha vindo
apareceu para clarear o mundo,
e outro anjo pensou a ferida
do anjo batalhador.

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