Trabalhando com Poesia

É incrível! Nada desvia o destino, hoje tudo faz sentido, e ainda há tanto a aprender… E a vida, tão generosa comigo, veio de amigo, a amigo, me apresentar a você… Paralisa, com seu olhar, Monalisa, seu quase rir ilumina, tudo ao redor, minha vida, ai de mim, me conduza junto a você ou me usa, pro seu prazer, me fascina, Deusa com ar de menina… Não se prenda a sentimentos antigos, tudo que se foi vivido, me preparou pra você… Não se ofenda, com meus amores de antes, todos tornaram-se ponte, pra que eu chegasse a você… Paralisa, com seu olhar, Monalisa, seu quase rir ilumina, tudo ao redor, minha vida, ai de mim, me conduza junto a você ou me usa, pro seu prazer, me fascina, Deusa com ar de menina… Paralisa, com seu olhar, Monalisa, e ao quase rir ilumina, tudo ao redor, minha vida, ai de mim, me conduza junto a você ou me usa, pro seu prazer, me fascina, Deusa com ar de menina… Me fascina… Deusa com ar de menina…” (Jorge Vercillo – Monalisa – Comp.: Jorge Vercilo)

Faz um tempão, que eu não dou trégua ao meu coração. É você o meu lugar, quando tudo por um fio está… Nada vai me fazer desistir do amor, nada vai me fazer desistir de voltar, todo dia, pro seu calor… Nada vai me levar do amor… Nada vai me fazer desistir do amor, nada vai me fazer desistir de voltar, todo dia, pro seu calor… Nada vai me levar do amor… Faz um tempão, que eu não dou asas a minha emoção, passear, distrair, e me achar lá no fundo de ti… A saudade bateu, foi que nem maré, quando vem de repente, de tarde, invade, e transborda esse bem me quer, a saudade é que nem maré… A saudade bateu, foi que nem maré, quando vem de repente, de tarde, invade, e transborda esse bem me quer, a saudade é que nem maré… Nada vai me fazer desistir do amor, nada vai me fazer desistir de voltar, todo dia, pro seu calor… Nada vai me levar do amor… A saudade bateu, foi que nem maré, quando vem de repente, de tarde, invade, e transborda esse bem me quer, a saudade é que nem maré…(Jorge Vercillo – Que nem maré – Comp.: Jorge Vercilo)

Chega de fingir, eu não tenho nada a esconder, agora é pra valer, haja o que houver, não tô nem aí… Eu não tô nem aqui, pro que dizem, eu quero é ser feliz, e viver pra ti… Pode me abraçar sem medo, pode encostar tua mão na minha… Meu amor, deixa o tempo se arrastar sem fim… Meu amor, não há mal nenhum gostar assim… Oh, meu bem, acredite no final feliz… Meu amor… Meu amor… Chega de fingir, eu não tenho nada a esconder, agora é pra valer, haja o que houver, não tô nem aí… Eu não tô nem aqui, pro que dizem, eu quero é ser feliz, e viver pra ti… Pode me abraçar sem medo, pode encostar tua mão na minha… Meu amor, deixa o tempo se arrastar sem fim… Meu amor, não há mal nenhum gostar assim… Oh, meu bem, acredite no final feliz… Meu amor… Meu amor… Pode me abraçar sem medo, pode encostar tua mão na minha… Meu amor, deixa o tempo se arrastar sem fim… Meu amor, não há mal nenhum gostar assim… Oh, meu bem, acredite no final feliz… Meu amor… Meu amor…(Jorge Vercillo – Final feliz – Comp.: Jorge Vercilo)

A morte não existe. Se você perdeu um ente querido, não se desespere: tenha a certeza de que ele não morreu. Apenas mudou de estado e, mais cedo ou mais tarde, você o irá novamente encontrar. Não dê a ele, pois, a decepção de querer fugir da luta. Não pretenda ser superior a Deus: aceite o que Deus determinou em Sua Sabedoria, e será imensamente feliz.” (Minutos de Sabedoria Pg. 200)

Boa tarde pessoal,

Fico as vezes me perguntando o que se passa pela cabeça das pessoas. A concepção de propriedade que alguns de nós temos nas relações que estabelecemos em relação ao outro é de causar espanto. A simples suposição de uma relação à vista parace que já cende uma luz na “mesa de trabalho” da pessoa e ela passa a achar que pode fazer qualquer coisa em relação à vida da pessoa. Não, não pode coisinho (a). O outro segue com a sua autonomia e independência e se você não tem a capacidade de compreender isso, sugiro que repense se viver a dois é mesmo a sua praia.

Hoje pela manhã, indo para o trabalho, uma pessoa com aparente deficiência mental, adentrou o ônibus em que eu estava e, após as dificuldades no torniquete (estava com menos dinheiro que o valor da passagem), solucionada por um passageiro, ela chega numa das filas de cadeiras da frente do buzu e fala para uma moça que ali estava sentada: “Levante aí que quero sentar.”, ao que foi imediatamente atendida e sentou-se. Bastaram alguns minutos para a segunda pessoa que ali estava sentada se levantasse e a deixasse sentada sozinha.

Sentado umas duas filas atrás da cena observava a maneira como se comportavam as pessoas parceiras de viagem daquela PCD (Pessoa com Deficiência) e, ainda consigo me surpreender, com a capacidade nossa de espetacularizar os dramas alheios. À minha frente, um casal tratava a coisa com termos preconceituosos das mais diversas formas, desde a xingar o cobrador, por ter “permitido que aquela figura entrasse no ônibus”, ou afirmando que “isso é algum espírito maligno que se apossou dela”. O pior é que quem fazia esse tipo de comentários, era alguém que, lamentavelmente, na nossa sociedade preconceituosa e racista, é também alvo de eventuais tratamentos desrespeitosos. Pela forma como a olhava, me parece que a figura se tocou e recuou nos comentários e na atitude de fotografar a PCD, mas, a cena e o episódio me deixa triste em perceber o quanto ainda estamos longe de agirmos como seres efetivamente racionais, para o bem. Vida que segue!

“O revolucionário deve sempre ser integral. Ele deverá trabalhar todas as horas, todos os minutos de sua vida, com um interesse sempre renovado e sempre crescente. Esta é uma qualidade fundamental.”

“Deixe-me dizer-lhe, correndo o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de generosidade; é impossível imaginar um revolucionário autêntico sem esta qualidade. “

“Não há fronteiras nesta luta de morte, nem vamos permanecer indiferentes perante o que aconteça em qualquer parte do mundo. A vitória nossa ou a derrota de qualquer nação do mundo, é a derrota de todos.”

“Não nego a necessidade objetiva do estímulo material, mas sou contrário a utilizá-lo como alavanca impulsora fundamental. Porque então ela termina por impor sua própria força às relações entre os homens.”

“A argila fundamental de nossa obra é a juventude. Nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber a bandeira de nossas mãos.”

“Que importa onde a morte nos irá surpreender! Que ela seja benvinda, desde que nosso grito de guerra seja ouvido, que uma outra mão se estenda para empunhar nossas armas e que outros homens se levantem para entoar cantos fúnebres em meio ao crepitar das metralhadoras e novos gritos de guerra e de vitória!”

“Que culpa tenho eu, se meu sangue é Vermelho e meu coração é de Esquerda?”

O “Trabalhando com Poesia de hoje homenageia, com as frases acima, seu autor, o camarada e revolucionário Ernesto Guevara de la Serna, O “Che” Guevara, que completaria 88 anos no dia de hoje. Que seus ensinamentos e exemplo sigam vivos em cada um (a) daqueles (as) que entendem a luta por um mundo melhor para todos e todas uma profissão de vida. #CheGevaraPresente

Saiba mais em https://pt.wikipedia.org/wiki/Che_Guevara

Veja também:

A tentativa da direita em difamar Che Guevara – Entenda o porquê ! (Rui costa pimenta)


Diários de motocicleta


Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos dos blogs de Marcelo Auler e Leonardo Sakamoto. Vale a pena conferir:

Cai parte da censura ao blog: DPF Moscardi erra e juíza extingue processo. Por Marcelo AulerAo descobrir um erro na inicial da ação, que passou desapercebido por técnicos do Juizado e até pela nossa leitura, a juíza Vanessa Bassani, do 12° Juizado Especial de Curitiba, extinguiu, na segunda-feira (13/06), a ação de indenização proposta pelo delegado Maurício Moscardi Grillo contra este blog. Com isto, caiu a liminar que ela concedeu em 5 de maio determinando a retirada de oito reportagens aqui postadas e nos impedindo de “divulgar novas matérias com conteúdo capaz de ser interpretado como ofensivo ao reclamante, sob pena de adoção das medidas coercitivas pertinentes”

http://www.marceloauler.com.br/cai-parte-da-censura-ao-blog-dpf-moscardi-erra-e-juiza-extingue-processo/

 

Lauro Jardim entrega sua fonte: os procuradores. E agora, dr. Janot? Por Marcelo AulerNa coluna de Lauro Jardim o anuncio da promessa feita por um delator aos procuradores. Quem vazou? No mesmo sábado (11/06) em que o jornal O Globo, na sua página 4, publicou declarações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, desmentindo que vazamentos partam da Procuradoria Geral da República (PGR), a coluna de Lauro Jardim, no site do jornal, apontou os procuradores da República como a fonte de informação de delação na Operação Lava Jato. Mais grave, delação que ainda acontecerá. Ou seja, nem no papel está. A notícia foi explorada no domingo (12/06) pelo próprio O Globo, em sua Manchete e já foi alvo de comentário do Fernando Brito em O Tijolaço: Marina, o “caixa 2 da OAS” e o castigo da hipocrisia

http://www.marceloauler.com.br/lauro-jardim-entrega-sua-fonte-os-procuradores-e-agora-dr-janot/
Fonteles: “Atingimos o clímax do processo de deteriorização do sistema político”. Por Marcelo Auler – Na análise do ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles, cujo mandato coincidiu com os dois primeiros anos do governo Lula (junho de 2003 a junho de 2005), a reeleição implantada no sistema político brasileiro é uma das principais responsáveis pelo “quadro profundamente deletério e, claramente, atentatório à democracia”. Democracia esta que se notabiliza justamente por estimular e ensejar a alternância dos detentores de mandatos eletivos. POrtanto, para ele, grande parte do que vivemos provêm do instituto da reeleição…

 

http://www.marceloauler.com.br/fonteles-atingimos-o-climax-do-processo-de-deteriorizacao-do-sistema-politico/

 

Sem credibilidade, jornais não valem nem dois réis de mel coado. Por Arnaldo César (*) – Quem costuma lançar mão dos jornais e revistas impressas para se informar sobre o caótico momento pelo qual o País passa, deve estar estarrecido tamanha é a parcialidade praticada hoje em dia. Pressionados pela Internet e comprometidos com um esdruxulo projeto político, os veículos convencionais de informação partiram para um universo de terra arrasada. De um vale tudo insano. Sem qualquer receio de serem manipuladores e irresponsáveis. A credibilidade, a coerência, a busca da verdade e o respeito aos leitores foram mandadas às favas. Para derrubar um governo legitimamente eleito por 54 milhões de votos aceita-se qualquer baixaria. Especialmente, as que forem desfechadas abaixo da linha da cintura…

http://www.marceloauler.com.br/sem-credibilidade-jornais-nao-valem-nem-dois-reis-de-mel-coado/
Fim da impunidade? O japonês da federal preso… 13 anos depois. Por corrupção. Por Marcelo Auler (*) – Ele já apareceu nas páginas do Face Book como um dos heróis do combate a corrupção, ao lado do procurador Deltan Dallagnol e doi juiz Sérgio Moro. Hoje, o japonês da federal, Newton Ishii, está preso para cumprir pena por corrupção. Treze anos depois de ser preso na Operação Sucuri – uma das primeiras das grandes operações introduzidas na Polícia Federal a partir da posse do delegado Paulo Lacerda na diretoria-geral do DPF – e sete depois de receber a primeira sentença, o agente de polícia federal Newton Hidenori Ishii, popularmente conhecido como “o Japonês da federal” de tanto aparecer como papagaio de pirata em fotografias e filmes conduzindo presos da Operação Lava Jato, foi preso na terça-feira (06/06/2016). A notícia foi dada agora pela manhã pelo Tijolaço: Sensacional: Polícia Federal prendeu “Japonês da Federal”. Ele deverá cumprir quatro anos, dois meses e 21 dias de reclusão, dos quais serão descontados os quatro meses em que permaneceu em prisão preventiva no início da Operação…

http://www.marceloauler.com.br/fim-da-impunidade-o-japones-da-federal-foi-preso-13-anos-depois-por-corrupcao/

 

Fora Temer, em Paris, com orquestra e Apesar de Você. Por Marcelo AulerNão precisa explicar, apenas apresentar. Estou compartilhando um vídeo colocado na página Foro Anti-golpista, por Eugênio Gomes. Trata-se de uma apresentação, dia 04 (sábado) na Praça da República, em Paris, da Orchestre Debout. A música é “Apesar de Você”, do Chico Buarque. O coro final, não poderia ser outro: Fora Temer, ao ritmo da bateria da orquestra. Vale a audição. Emociona

http://www.marceloauler.com.br/fora-temer-em-paris-com-orquestra-e-apesar-de-voce/
Sarney se diz revoltado? Revoltados ficamos nós quando beijam a mão dele. Por Leonardo Sakamoto – O procurador geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de prisão para Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB_RR) e José Sarney (PMDB-MA). A justificativa para o pedido dos três últimos são as gravações feitas por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro que mostram que eles estavam envolvidos em uma trama para atrapalhar as investigações da Lava Jato. O ex-presidente da República divulgou uma nota em que se diz “perplexo, indignado e revoltado”. Achei a nota (em negrito) fascinante e achei que valeriam alguns dados para contextualizar a discussão….

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/07/sarney-se-diz-revoltado-revoltados-ficamos-nos-quando-beijam-a-mao-dele/
O Brasil é feito de Cunhas. Por Leonardo Sakamoto – A votação da abertura do processo de impeachment foi a ingestão de uma dose cavalar de morfina para muitos que saíram às ruas a fim de pedir o fim da corrupção, que é uma reivindicação mais do que justa. Mas, agora, anestesiados, voltam à sua vida normal acreditando terem cumprido seu dever cívico quando apenas puxou-se a ponta do novelo de lã. Muitos não se importam – ou fingem não se importar – com as sucessivas e bizarras manobras para tentar livrar o presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha da cassação de seu mandato…

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/08/o-brasil-e-feito-de-cunhas/
Se Cunha manda na política e Meirelles, na economia, o que faz Temer? Por Leonardo Sakamoto – Se Henrique Meirelles representa quem manda de fato na economia (e, certamente, não é o povão), o poder político está nas mãos de Eduardo Cunha. Particularmente, eu achava impossível um governo ser tão cobaia do correntista suíço quanto a administração Dilma Rousseff. Pois o presidente interino conseguiu a proeza. Cunha não está sentado no trono do Planalto, mas é rei sem precisar ser. Pois, como disse aqui ontem, ele é o que centenas de deputados federais realmente acreditam terem de melhor, aquilo que querem ser quando crescerem. Eduardo Cunha é o retrato de nosso combalido, mas necessário, Congresso Nacional. A reforma política é, junto com a reforma tributária, uma das mais importantes e urgente do país neste momento. Só com mudanças profundas será possível diminuir a influência do poder econômico sobre o resultado das eleições…

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/09/se-cunha-manda-na-politica-e-meirelles-na-economia-o-que-faz-temer/

 

Cristofobia e a santa cruzada brasileira pelo direito ao preconceito. Por Leonardo Sakamoto – No começo era uma cara de nojinho aqui, um balançar negativo de cabeça ali, um tremelique seguido de um sinal da cruz e um deus-que-me-livre-e-guarde. Tudo muito discreto como recomenda a hipocrisia brasileira. Mas como determinados grupos cismavam em achar que podiam ter os mesmos direitos dos “homens e mulheres de bem” desta gloriosa nação, os preconceitos – que sempre existiram – escancararam-se para fora do armário. Afinal de contas, era preciso defender os valores da “tradicional família brasileira” – não a indígena, que segue sendo devidamente dizimada em um genocídio a conta-gotas, mas aquela, branca, cristã, rica e feliz, que aparece em comerciais de margarina. – Casais gays e lésbicos insistem em andar de mãos dadas na rua? Devem apanhar até morrer. – Uma jovem gosta de sexo e tem vários parceiros? Estupro corretivo nela. – Negros entram por cotas em uma universidade pública? Assédio para que se lembrem que nunca serão iguais a nós…

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/10/cristofobia-e-a-santa-cruzada-brasileira-pelo-direito-ao-preconceito/

 

Não se morre de frio, mas de especulação imobiliária e ausência do Estado. Por Leonardo Sakamoto – Toda vez que o capeta deixa a porta do freezer aberta em São Paulo, lembro da quantidade de imóveis que têm como inquilinos ratos e baratas, visando à especulação imobiliária, enquanto há pessoas virando picolé do lado de fora. Ou gente que dorme sob temperaturas de conservar sorvete em barracos, cortiços e habitações precárias. O déficit qualitativo e quantitativo de habitação poderia ser drasticamente reduzido se imóveis trancados por portas de tijolos e terrenos vazios pudessem ser desapropriados e destinados a quem precisa – gratuitamente ou a juros abaixo do mercado, dependendo do nível de pobreza em questão. Daí, quando se discute a necessidade de radicalizar os programas de moradia popular, alguém grita no fundo de sua ignorância: Tá com dó? Leva pra casa!…
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/11/nao-se-morre-de-frio-mas-de-especulacao-imobiliaria-e-ausencia-do-estado/
Massacre em Orlando: A difícil tarefa de seguir construindo o futuro. Por Leonardo Sakamoto – Pelo menos 50 pessoas foram assassinadas por um homem em uma casa noturna frequentada pelo público gay, em Orlando, no que está sendo considerado o maior massacre cometido por um atirador nos Estados Unidos. O suspeito é Omar Mateen, que morreu após troca de tiros com a polícia. Ainda não é possível dizer se ele pertence a algum grupo terrorista até este texto ser publicado. Seu pai informou que Omar vinha expressando ódio contra gays. Gostaria de atualizar e retomar os argumentos que apresentei aqui por ocasião do massacre promovido por terroristas, que atingiu uma casa noturna em Paris, no dia 13 de novembro do ano passado…

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/12/massacre-em-orlando-a-dificil-tarefa-de-seguir-construindo-o-futuro/

 

Homofobia: Se Deus viesse à Terra, nós a mataríamos em seu nome. Por Leonardo Sakamoto – Se houver alguma entidade suprema e sobrenatural – e eu duvido muito que exista uma – ele ou ela morre de vergonha da sua criação humana. Não por causa daqueles que tocam a vida da forma que os faz mais felizes. Mas por conta dos que lançam preces e cantam musiquinhas para louvar seu nome – para, logo depois, ofender, cuspir, bater, esfolar e matar também em sua honra. Nessa hora, esse Deus ou essa Deusa (caberia um gênero neutro aqui, mas a nossa língua não permite – ainda), experimenta um sentimento louco de culpa somado à vergonha alheia. Pois deve pensar: “Que catso de entidade sou eu que meus seguidores acham que preciso que sacrifícios humanos sejam feitos em meu nome?”…
http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/13/homofobia-se-deus-viesse-a-terra-nos-a-matariamos-em-seu-nome/
Sem doações de empresas, eleições devem ampliar guerrilha anônima na rede. Por Leonardo Sakamoto – A proibição de doações de pessoas jurídicas a campanhas, que passará pelo seu primeiro teste nas eleições municipais deste ano, tem potencial para contribuir com a mudança no cenário político brasileiro, diminuindo a influência de grandes empresas que, na prática, “contratavam” políticos através de polpudos financiamentos. Boa parte dos escândalos de corrupção no país nasceram dessa relação de luxúria e lascívia, sem medo de dar beijo na boca e deixar marcas no pescoço, entre corporações e seus candidatos. Ou seja, há uma boa expectativa para a medida decidida pelo Supremo Tribunal Federal no ano passado. Mas há um efeito colateral que não vem sendo discutido, mas poderá ter uma influência central. Com a proibição de financiamento direto, candidaturas devem combinar com empresas interessadas em apoia-las para que arquem com serviços digitais de construção e desconstrução de reputações via internet. Esses serviços tiveram um papel importante nas últimas eleições gerais de 2014 com a transformação da rede em palco de batalha em que a “verdade” caiu morta..

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/14/sem-doacoes-de-empresas-eleicoes-devem-ampliar-guerrilha-anonima-na-rede/
Veja a versão desta terça feira, bem como as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2016/06/14/trabalhando-com-poesia-738

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus e protegida pela força guerreira de Ogum. Ogunhê!!!

Apio Vinagre Nascimento

e-mail: apiovinagre.adv@gmail.com

e-mail 1: apio.vinagre @pedraevinagre.adv.br

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Viver de Poesia Elisa Lucinda

Há tanto o que fazer com a poesia
que eu quase não dou conta das tarefas.
Trazê-la em estado de circulação
é mais que assumi-la sangue
de tanto me afundar no mangue
decorei o caminho do emergir
a volta do desmaio
do cair em si em mi
e mais todas as notas do percurso e escola.
Há tanto o que transar com a poesia
que tenho estado com ela sem nenhum projeto de anticoncepção
falá-la então é o VT desse sexo explícito de procriação
com direito a prazer e gozo em cada dobra de rima
Trazendo-a em estado vivo exerço a alquimia
de atropelar o efêmero
com o doce trator da perpetuação
agarrada aos motivos eternos
dos versos que eu escrevi
latejante exposição em estado de música e fotografia
é o que faço aqui
e aqui chego com meus cães:
sigo tudo de acordo com as ordens do Deus poema
que é o fiel domador.

Corro, sento, busco ossos
e inda faço gracinhas
elefante, golfinho, leão, macaquinho,
sopro, tambor, teclado, cavaquinho
vou bebendo vinho.
Há tanto o que fazer com a poesia
Há tanto o que namorar com a poesia
Há tanto o que compreender com a poesia
Há tanto o que viajar com a poesia
que eu com esse excesso de bagagem
passo na cara do vigia
de mãos vazias.
Mas tamanha é a magia
que toda a muamba que ninguém via
agora se esparrama no palco:
ela rainha, galinha
sambando no pedaço,
minha rainha poesia
e de salto alto.

(Rio, verão de 1991)


Mulata Exportação Elisa Lucinda

Mas que nega linda
E de olho verde ainda
Olho de veneno e açúcar!
Vem nega, vem ser minha desculpa
Vem que aqui dentro ainda te cabe
Vem ser meu álibi, minha bela conduta
Vem, nega exportação, vem meu pão de açúcar!
(Monto casa procê mas ninguém pode saber, entendeu meu dendê?)
Minha tonteira minha história contundida
Minha memória confundida, meu futebol, entendeu meu gelol?
Rebola bem meu bem-querer, sou seu improviso, seu karaoquê;
Vem nega, sem eu ter que fazer nada. Vem sem ter que me mexer
Em mim tu esqueces tarefas, favelas, senzalas, nada mais vai doer.
Sinto cheiro docê, meu maculelê, vem nega, me ama, me colore
Vem ser meu folclore, vem ser minha tese sobre nego malê.
Vem, nega, vem me arrasar, depois te levo pra gente sambar.”
Imaginem: Ouvi tudo isso sem calma e sem dor.
Já preso esse ex-feitor, eu disse: “Seu delegado…”
E o delegado piscou.
Falei com o juiz, o juiz se insinuou e decretou pequena pena
com cela especial por ser esse branco intelectual…
Eu disse: “Seu Juiz, não adianta! Opressão, Barbaridade, Genocídio
nada disso se cura trepando com uma escura!”
Ó minha máxima lei, deixai de asneira
Não vai ser um branco mal resolvido
que vai libertar uma negra:

Esse branco ardido está fadado
porque não é com lábia de pseudo-oprimido
que vai aliviar seu passado.
Olha aqui meu senhor:
Eu me lembro da senzala
e tu te lembras da Casa-Grande
e vamos juntos escrever sinceramente outra história
Digo, repito e não minto:
Vamos passar essa verdade a limpo
porque não é dançando samba
que eu te redimo ou te acredito:
Vê se te afasta, não insista, não invista!
Meu nojo!
Meu engodo cultural!
Minha lavagem de lata!

Porque deixar de ser racista, meu amor,
não é comer uma mulata!

(Da série “Brasil, meu espartilho”)

Chupetas, Punhetas, Guitarras Elisa Lucinda

Choram meus filhos pela casa
fraldas colos fanfarras
Meus filhos choram querendo talvez meu peito
ou talvez o mesmo único leito que reservei pra mim
Assim aprendi a doar
com o pranto deles
Na marra aprendi a dar mundo a quem do mundo é
A quem ao mundo pertence e de quem sou mera babá
Um dia serei irremediavelmente defasada, demodê
Meus filhos berram meu nome função
querendo pão, ternura, verdade e ainda possibilidade de ilusão
Meus filhos cometem travessuras sábias
no tapa bumerangue da malcriação
Eu que por eles explodi buceta afora afeto adentro
ingiro sozinha o ouro excremento desta generosidade
Aprendo que não valho nada em mim
Que criar pessoa é criar futuro
não há portanto recompensa, indenização
mesquinhas voltas, efêmeros trocos.
Choram pela casa e eu ouço sem ouvidos
porque meus sentidos vivem agora sob a égide da alma

Chupetas punhetas guitarras
meus filhos babam conhecimentos da nova era
no chão de minha casa.
Essa deve ser minha felicidade.
Aprendo a dar meu eu, aquilo que não tem cópia
tampouco similar
E o tempo, esse cuidadoso alfaiate, não me conta nada
Assíduo guardador dos nossos melhores segredos
sabe o enredo da estória
Vai soprando tudo aos poucos e muito aos pouquinhos
Faz eu lembrar que meu pai também já foi pequenininho
Que só por ele ter podido ser meu ontem
Só por ele ter fodido com desesperado desejo minha mãe
um dia eu existi.

Choram meus filhos pela Nasa onde passeamos planetas e reveses
Eu escuto seus computadores, eu limpo suas fezes
faço compressas pra febre, afirmo que quero morrer antes deles
assino um documento onde aceito de bom grado
lhes ter sido a mala o malote a estrela guia
Um dia eles amarão com a mesma grandeza que eu
uma pessoa que não pode ser eu
Serão seus filhos suas mulheres seus homens
Eu serei aquela que receberá sua escassa visita
Não serei a preferida.

Serei a quem se agradece displicente
pelo adianto, pela carona
de poderem ter sido humanidade.
Choram meus filhos pela casa
Eu sou a recessiva bússola
a cegonha a garça
com um único presente na mão:
Saber que o amor só é amor quando é troca
E a troca só tem graça quando é de graça.

Dei um gelo nela (o poema da geladeira) Elisa Lucinda

Estava há uma semana vazia…
Fazia dias que ela não gelava senão água.
Até que choveu na minha conta outro dia:
Saí, comprei aves, peixes, lagostas, camarões…
Olhei pra ela, estava cheia.
Chuchus sorriam pra mim: há quanto tempo… diziam.
Uvas e beterrabas batiam palminhas do reencontro
Até a galinha morta era feliz por mim. Dormi pensando em receitas boas.
Acredita que de manhã um carrasco havia sido pago pra levá-la?
Ela que nunca foi totalmente minha.
Liguei pra dona, me humilhei sozinha dentro do discurso justo de que sou artista
e por isso inconstante na economia. E a dona nada. Não cedia.
O carrasco ia levar minha deusa, minha neve possível, minha geada de estimação.
À hora marcada, chorei agarrada àquela cônsul mimada demais por mim;
Tão adotiva, tão afetiva… eu atracada a ela, pedia, gemia…
E ela, nada; ela fria, desligada, já não me dava nem gelos.
Fiquei sem patrimônio. Sem preservação de alimentos.
Fiquei sem centro, a zombar de mim.

Até que me lembrei dos meus bens: a coragem, a beleza, a força, a poesia, a esperteza.
coisas que não se encontram em pontos-frios,
coisas que não são substituíveis por um isopor.
Então já amanheci pondo coentros nas jarras como flores!
Curei minhas dores sem congelamento.
Me virei por dentro onde tudo é mantido quente vivo.
Tirei tudo de letra e de ouvido
como quem tira uma música!

(Da série “Eletrodométricos”)

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