Trabalhando com Poesia

“… Eu vou mostrar pra vocês, como se dança o baião, e quem quiser aprender, é favor prestar atenção… Morena chegue pra cá, bem junto ao meu coração, agora é só me seguir, pois eu vou dançar o baião… Baião… Eu já dancei balancê, xamego, samba e xerém, mas o baião tem um quê, que as outras danças não têm… Quem quiser é só dizer, pois eu com satisfação, vou dançar cantando o baião… Baião… Baião… Baião… Baião… Baião… Baião… Eu já cantei no Pará, toquei sanfona em Belém, cantei lá no Ceará, e sei o que me convém… Por isso eu quero afirmar, com toda convicção, que sou doido pelo baião… Baião… Baião… Baião… Baião… Baião… Baião…” (Luiz Gonzaga – Baião – Comp.: Humberto Teixeira/ Luiz Gonzaga)

“… Vai boiadeiro que a noite já vem, guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem… De manhanzinha quando eu sigo pela estrada, minha boiada pra invernada eu vou levar, são dez cabeça, é muito pouco é quase nada, mas não tem outras mais bonitas no lugar… Vai boiadeiro que o dia já vem, levo o teu gado e vai pensando no teu bem… De tardezinha, quando eu venho pela estrada, a fiarada tá todinha a me esperar… São dez fiinho é muito pouco, é quase nada, mas não tem outros mais bonitos no lugar… Vai boiadeiro que a tarde já vem, leva o teu gado e vai pensando no teu bem… E quando eu chego na cancela da morada, minha Rosinha vem correndo me abraçar, é pequenina é miudinha é quase nada, mas não tem outra mais bonita no lugar… Vai boiadeiro que a noite já vem, guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem…” (Luiz Gonzaga – Boiadeiro – Comp.: Klécio Caldas)

“… Estou no cansaço da vida, estou no descanso da fé, estou em guerra com a fome, na mesa, fio e mulher… Ser sertanejo, senhor, é fazer do fraco forte, carregar azar ou sorte, comparar vida com morte, é nascer nesse sertão… A batalha está acabando, já vejo relampear, abro o curral da miséria, e deixo a fome passar… O que eu sinto, meu senhor, não me queixo de ninguém, o que falta aqui é chuva, mas eu sei que um dia vem… Vai ter tudo de fartura, prá quem teve, hoje não tem… A batalha está acabando, já vejo relampear, abro o curral da miséria, e deixo a fome passar… O que eu sinto, meu senhor, não me queixo de ninguém, o que falta aqui é chuva, mas eu sei que um dia vem… Vai ter tudo de fartura, prá quem teve, hoje não tem…(Luiz Gonzaga – Terra, vida e esperança – Comp.: Jurandy da Feira)

 

“Faça aos outros o gosta que os outros façam a você’. O grande filósofo que proferiu este ensinamento, Jesus, sabia o que estava dizendo. Se desprezar, será desprezado. Se criticar, será criticado. Mas se distribuir bondade, compreensão e amor, receberá em troca amor, compreensão e bondade. Cada um recebe de acordo com o que dá. Faça aos outros o que quer que façam a você.” (Minutos de Sabedoria Pg. 206)

 

Bom dia pessoal,

E chegou o São João. Mais um final de semana prolongado e este, especialmente no Nordeste brasileiro, é dedicada às festas em homenagem a um dos seus santos mais populares por esta região. Amanhã e sexta feira, serão dias em que o forró e as comidas típicas nordestinas estarão no centro das atenções. Divirtam-se, mas, lembrem-se dos cuidados com o manuseio dos fogos de artifício, normalmente causadores de acidentes nesta época e, principalmente, da incompatibilidade total entre bebida alcoólica e direção. Além das dificuldades relacionadas ao Código de trânsito e ao Código Penal, lembre-se que junto com você na pista e, muitas vezes no sentido contrário, estão outras vidas, tão preciosas e que, assim como você, tem pessoas da família aguardando a sua chegada ou na expectativa de viver muitos anos ao seu lado. Prudência e muita alegria nestas festas.

Um pouquinho do autêntico forró pé de serra para vocês

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do Blog Diário do Centro do Mundo. Vale a pena conferir:

 

A “prisão” de Sergio Machado mostra que uma delação pode ser muito bem premiada. Por Donato – O ex-presidente da Transpetro foi condenado a 3 anos, mas por suas delações – nas quais entregou todo mundo e mais alguém – não irá cumprir um dia sequer atrás das grades. A pena será cumprida em sua mansão na Praia do Futuro, no Ceará, e ele terá que se contentar com piscina, quadra esportiva, churrasco, cerveja e demais sacrifícios. Dos 3 anos da pena sentenciada, terá que cumprir 2 anos e 3 meses naquela masmorra e depois poderá sair de casa pois a progressão prevê o semiaberto nos nove meses finais. Sérgio Machado é aquela figura que faz afirmações como “dei R$ 32 milhões para um, R$ 18 milhões pra outro”, com uma naturalidade digna de quem discorre sobre trocados. Confessou ter desviado R$ 100 milhões e concordou com uma multa de R$ 75 milhões. Se tem isso para pagar de multa, quanto não teria acumulado?…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-prisao-de-sergio-machado-mostra-que-uma-delacao-pode-ser-muito-bem-premiada-por-donato/

 

 

Como se já não bastasse Jair, eis que irrompe Kelly Bolsonaro para perturbar a ordem pública. Por Paulo Nogueira – Como se já não bastassem as personagens detestáveis que orbitam em torno do governo Temer, eis que nos últimos dias os brasileiros foram apresentados a uma extremista de direita que utiliza o nome artístico de Kelly Bolsonaro. Kelly foi vinculada a uma ação de vandalismo na Universidade de Brasília, a UnB. Um grupo de baderneiros fascistas invadiu a UnB e ameaçou os estudantes. Eles gritavam coisas do habitual repertório da extrema direita: contra cotas, contra gays, contra esquerdistas etc etc…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-se-ja-nao-bastasse-jair-eis-que-irrompe-kelly-bolsonaro-para-perturbar-a-ordem-publica-por-paulo-nogueira/

 

O discurso feminista de Dilma Rousseff em Salvador. Por Nathali Macedo – A Presidenta Eleita Dilma Rousseff veio a Salvador na última quinta-feira para receber a justa homenagem que lhe prestaram os Deputados Estaduais da Bahia, entregando-lhe o título de cidadã baiana. Quando cheguei à Assembleia Legislativa, onde ela discursaria para o povo que a aguardava, fui recebida por sua assessoria e encaminhada a uma ala reservada às mulheres da frente de esquerda, em frente a um pequeno palco. Indaguei-me, silenciosamente: Será que em algum outro governo houve um espaço reservado para as mulheres? Receio que não, e isso é simbólico demais para que não pensemos a respeito. O discurso da Presidenta – notem: continuo chamando-a de presidenta, porque ela foi eleita democraticamente e é portanto digna deste título – foi, talvez pela primeira vez, verdadeiramente feminista. Ela começou pontuando as diferenças entre o golpe de 64 e o golpe de 2016…

 

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-discurso-feminista-de-dilma-rousseff-em-salvador-por-nathali-macedo/

 

“Como em 64, Temer tenta emplacar a ideia de legitimidade democrática”, diz o brasilianista James Green. Por Kiko Nogueira – O brasilianista James Green vê um paralelo entre o golpe de 1964 e o de 2016. Mais de um, na verdade. Green não está saltando de para quedas na bagunça nacional. Foi professor da Universidade do Estado da Califórnia e hoje leciona história da América Latina na Universidade Brown, em Rhode Island. Nos anos 70 e início dos 80, trabalhou no Brasil dando aulas de inglês. Acabou se engajando também na militância LGBT. Escreveu dois livros sobre a ditadura militar e “Além do Carnaval: a homossexualidade masculina no Brasil do século XX”. Participou do relatório final da Comissão Nacional da Verdade e está terminando uma biografia do guerrilheiro Herbert Daniel, último exilado a ser anistiado, morto em 1992 de complicações decorrentes da AIDS…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-em-64-temer-tenta-emplacar-a-ideia-de-legitimidade-democratica-diz-o-brasilianista-james-green-por-kiko-nogueira/

 

 

Moro não sumiu: foi sumido. Por Paulo Nogueira – Moro sumiu. Ou melhor: foi sumido. Como as pesquisas do Datafolha e do Ibope, tão frequentes na desestabilização do segundo mandato de Dilma, Moro saiu do ar. Ou, de novo: foi saído. Você tira duas conclusões daí: 1) Moro, sem o circo da mídia, não é nada. A mesma coisa aconteceu com Joaquim Barbosa, hoje reduzido a um tuiteiro que tenta ganhar a vida com palestras. 2) Para despertar interesse da imprensa, a Lava Jato tem que mirar em Lula, Dilma e no PT em geral. Delações como as de Sérgio Machado são tratadas como assunto de segunda ou terceira classe pelos coroneis da mídia e seus fâmulos. Moro e a Lava Jato têm apenas um propósito, para a plutocracia e sua voz, a imprensa: minar o PT. Se possível, exterminar…

 

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/moro-nao-sumiu-foi-sumido-por-paulo-nogueira/

 

O triplo carpado de Merval para elogiar a resposta desastrosa de Temer à delação de Machado. Por Kiko Nogueira – Há maneiras mais ou menos ridículas de apoiar o governo do golpe depois de uma temporada intensa de descalabros em tão pouco tempo. Depois da terceira demissão de ministros, o porta voz informal Jorge Bastos Moreno, colunista do Globo para quem o ex-vice decorativo vazou sua famosa carta, soltou rojões com a reação de MT. No Twitter, escreveu que “se convenceu ou não, é outro problema. Mas a Nação sempre esperou respostas de seus governantes como Temer fez hoje. Foi contundente!” Como assim, “se convenceu ou não”?…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-triplo-carpado-de-merval-para-elogiar-a-resposta-de-temer-a-delacao-de-machado-por-kiko-nogueira/

 

 

Sacco & Vanzetti e o significado da palavra ‘anarquista’ segundo Edna St. Vincent MillayO texto original, da autoria de Maria Popova, foi publicado no site Brainpickings. A tradução é de Camila Nogueira. Em 1921, os imigrantes italianos Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, de trinta e poucos anos, foram presos sob acusação de assassinato de um guarda e de um contador durante um assalto em Massachusetts. A evidência balística utilizada para condená-los era altamente duvidosa e múltiplas testemunhas afirmaram ter visto Sacco em outra cidade no dia do suposto crime. O caso se arrastou por anos, até que Sacco e Vanzetti foram condenados à morte em abril de 1927. Muitos, inclusive um grande número de intelectuais, acreditavam que a condenação era equivocada e que sua principal intenção era punir ambos os homens por suas histórias como ativistas sociais e anarquistas – e que, assim sendo, a sentença representava não apenas o fracasso da justiça, mas da própria humanidade. Edna St. Vincent Millay constava entre os ultrajados – poetisa, amante da música, escritora de cartas de amor apaixonadas e terceira mulher a receber o Prêmio Pulitzer de Poesia…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/sacco-vanzetti-e-o-significado-da-palavra-anarquista/

 

 

O dia em que um movimento golpista foi expulso da Paulista. Por Kiko Nogueira – O domingo, dia 19 de junho, foi cenário da expulsão de um grupo de coxinhas na Paulista. Pouco mais de 50 pessoas cobertas com bandeiras do Brasil e outros apetrechos nacionalistas se aglomeraram em frente ao Masp, onde Eduardo Suplicy falava. Gritavam palavras de ordem contra Suplicy e os que o ouviam. Alguém mandou-os embora. “A avenida não é de vocês”, falou a mulher. Houve mais um pouco de bate boca, uma ou outra escaramuça. A ficha demorou, mas caiu. Não por causa da tensão, mas do desinteresse. A multidinha do “Nas Ruas” bateu num retirada silenciosa em direção à rua da Consolação…

 

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-dia-em-que-um-movimento-golpista-foi-expulso-da-paulista-por-kiko-nogueira/

 

Veja a versão desta quarta feira, bem como as anteriores, do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

 

https://oipa2.wordpress.com/2016/06/22/trabalhando-com-poesia-744

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina.  Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

 

Apio Vinagre Nascimento

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Diverticulite – Wilson Aragão

Lá se vai mais um corno de goteiras
Enrolado em mais vinte prestação
Dependurado na velha marinete
Com a cara de carga de sabão
Se chegar no horário, pega fila
Senão, fila da mãe, vai se mandando
Vai chupando os teus dente cariado
Cafangando os aumento inesperado
Do leite e do pão

Em geral somos todos dizimados
Assistindo a tragédia desumana
Trabaiando dez dia por sumana
Tapiando a barriga com uns trocado
Teto e quatro parede nos barranco
Só no tranco da desonestidade
Os rico mora lá fora da cidade
Preparando os filhotes de ladrão
Pra posteridade

Se eu morrer bem sangrado como um boi
Interrogue o mandante, o magarefe
Bactérias na sopa não é blefe
Vira infecção generalizada
Um cometa aparece n’outra estrada
E atropela a esperança brasileira
Vá pensando que tudo é brincadeira
Coincidências, apenas, nada mais
Adeus meus ais

Continua o meu povo repartido
Em partidos partidos pelo meio
Um horrível achando o outro feio
Discursando os brilhantes ideais
Para o bem dos jardins dos cardeais
Para o bem da estrada da serpente
E eu de raiva fiquei rangendo os dente
Espazindo meu sangue pelas roupas
Dos meus carrascos

Continua o meu povo repartido…

 

Clara – Wilson Aragão

(O dia em que todo mundo amar a sua terra eu vou dormir igual um frade…)

Os milênios da história viajaram
E buscaram descanso numa sombra
E pararam numa cidadezinha
Lá no sertão de nós dois

Construíram algumas ruazinhas
Uma praça e uma igreja linda
Chuviscaram meninos de topete
E eu também e você. Tacha gente

Ô clara! Quando eu saio daqui dá saudade
Quando eu lembro dos sinos batendo
Me orgulho todo e aí… E aí…
Ô clara! Eu pergunto se o trem tá na hora
Eu pergunto se a marinete não chega mais ligeirim

Apertou a saudade, não tem jeito
Minha mãe deve estar pensando o mesmo
Já estou vendo a poesia da estrada
O mato inteiro passar

Vou comer carne assada em tua casa
Tô levando minha viola velha
Uma música nova aqui da terra
Do amor que mata nós dois
Eu já vou!

Ô clara! Quando eu saio daqui dá saudade
Quando eu lembro dos sinos batendo
Me orgulho todo e aí… E aí…
Ô clara! Eu pergunto se o trem tá na hora
Eu pergunto se a marinete não chega mais ligeirim

(Em homenagem a uma moça que se matou três vezes e continua viva)

 

Brincando de Adolescer – Wilson Aragão / Helvécio Santana

Quando eu nem tão criança
Eu traduzi tabuleiros
Debrucei-me nos teus sonhos
Fui adulto ingenuamente
Fui a dor que o mundo sente pra tentar te entender

Fui orvalho nos teus olhos
Nos teus passos caminhei
Tua orquídea afaguei
Fabricava madrugada
Para ser a tua estrada e depois te amanhecer

Quando eu me abracei criança
Balancei-me na lembrança
E bem cedo fui dormir
Afaguei meu sentimento
Cochichei com meu jumento: Tá na hora de partir

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