Trabalhando com Poesia

Há de surgir, uma estrela no céu, cada vez que você sorrir… Há de apagar, uma estrela no céu, cada vez que você chorar… O contrário também bem que pode acontecer, de uma estrela brilhar, quando a lágrima cair, ou então de uma estrela cadente se jogar, só pra ver a flor do seu sorriso se abrir… Hum! Deus fará absurdos, contanto que a vida seja assim… Sim, um altar, onde a gente celebre tudo o que ele consentir… Há de surgir, uma estrela no céu, cada vez que você sorrir… Há de apagar, uma estrela no céu, cada vez que você chorar… O contrário também bem que pode acontecer, de uma estrela brilhar, quando a lágrima cair, ou então de uma estrela cadente se jogar, só pra ver a flor do seu sorriso se abrir… Hum! Deus fará absurdos, contanto que a vida seja assim… Sim, um altar, onde a gente celebre tudo o que Ele consentir…” (Gilberto Gil – Estrela – Comp.: Gilberto Gil)

Juazeiro, Juazeiro, me arresponda, por favor. Juazeiro, velho amigo, onde anda meu amor?… Ai, Juazeiro, ela nunca mais voltou. Diz, Juazeiro, onde anda meu amor?… Juazeiro não te alembra, quando nosso amor nasceu? Toda tarde a tua sombra, conversava ela e eu… Ai, Juazeiro, como dói a minha dô. Diz, Juazeiro, onde anda o meu amô?… Juazeiro, seja franco, ela tem um novo amor? Se não tem, porque tu choras, solidário a minha dor? Ai, Juazeiro, não me deixe assim doer. Ai, Juazeiro, tô cansado de sofrer… Juazeiro, meu destino tá ligado junto ao teu, no teu tronco tem dois nomes, ela mesma é que escreveu… Ai, Juazeiro, eu não guento mais doer. Ai, Juazeiro, eu prefiro inté morrer… Ai, Juazeiro, eu não guento mais doer. Ai, Juazeiro, eu prefiro inté morrer…(Gilberto Gil – Juazeiro – Comp.: Humberto Teixeira / Luiz Gonzaga)

Se oriente, rapaz, pela constelação do Cruzeiro do Sul… Se oriente, rapaz, pela constatação, de que a aranha vive do que tece, vê se não se esquece, pela simples razão de que tudo merece consideração… Considere, rapaz, a possibilidade de ir pro Japão, num cargueiro do Lloyd, lavando o porão, pela curiosidade de ver onde o sol se esconde… Vê se compreende, pela simples razão de que tudo depende de determinação… Determine, rapaz, onde vai ser seu curso de pós-graduação, se oriente, rapaz, pela rotação da Terra, em torno do Sol… Sorridente, rapaz, pela continuidade do sonho de Adão… Se oriente, rapaz, pela constelação do Cruzeiro do Sul… Se oriente, rapaz, pela constatação, de que a aranha vive do que tece, vê se não se esquece, pela simples razão de que tudo merece consideração… Considere, rapaz, a possibilidade de ir pro Japão, num cargueiro do Lloyd, lavando o porão, pela curiosidade de ver onde o sol se esconde… Vê se compreende, pela simples razão de que tudo depende de determinação… Determine, rapaz, onde vai ser seu curso de pós-graduação, se oriente, rapaz, pela rotação da Terra, em torno do Sol… Sorridente, rapaz, pela continuidade do sonho de Adão…(Gilberto Gil – Oriente – Comp.: Gilberto Gil)

Procure viver com equilíbrio, mesmo dentro da agitação da vida diária. Não se deixe levar pela onda desordenada que envolve a todos. Pode trabalhar muito, ter atividades grandes, mas nunca deixe de fazer tudo a tempo e a hora, equilibradamente. Reserve uma hora para sua leitura, para sua meditação, para sua higiene mental, a fim de manter-se constantemente em equilíbrio.” (Minutos de Sabedoria Pg. 210)

Bom dia pessoal,

Precisamos de muita ciência. Com o enxugamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a derrocada dos orçamentos para o setor, cresce a ameaça de retrocesso. Com a entrada do governo interino de Michel Temer, nos deparamos com drásticas mudanças na composição dos ministérios e nas políticas. Entre as mudanças, o governo Temer apontou para a extinção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que seria incorporado ao das Comunicações. Com o argumento de que é preciso enxugar o número de ministérios, verificamos uma alteração radical nessas instituições, com a extinção de algumas estruturas e fusões realizadas sem discussão elaborada. Inúmeras manifestações da comunidade científica foram feitas, entidades e cientistas começaram a tratar do tema. Instituições como a SBPC, ABC, Andifes e diversas sociedades científicas e conselhos universitários, se posicionaram de maneira contrária à fusão, salientando o importante papel da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) para o futuro da nação. Temos buscado falar para a sociedade sobre a longa trajetória de três décadas, desde os anos 1960, que a comunidade científica percorreu para conquistar um ministério. Entre 2005 e 2011, houve finalmente um volume maior de investimentos no setor e chegamos aos maiores patamares de financiamento para a área. Neste período a ciência cresceu e decolou trazendo desenvolvimento econômico e social.

Leia mais em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/precisamos-de-muita-ciencia

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje, textos dos blogs de Marcelo Auler e Leonardo Sakamoto. Vale a pena conferir:

 

Anita Freire: “não podemos deixar desmoronar as nossas esperanças!” por Marcelo Auler – Foi uma mensagem curta, porém direta. A educadora Anita Freire, que conviveu anos com Paulo Freire (1921-1997) com quem foi casada nos últimos dez anos da vida dele, teme que os brasileiros, com o golpe que destituiu a presidente Dilma Rousseff, percam as esperanças e seus sonhos. Para ela, o governo “ilegítimo! de Temer está querendo acabar com os sonhos dos brasileiros. Ao ser chamada ao microfone pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), ela expôs: “Este governo que está aí não está só acabando com os projetos políticos de igualdade, ele está destroçando os sonhos de nós, brasileiros e brasileiras. Está querendo que esqueçamos tantos anos de luta”,. Terminado o ato, ela deu um depoimento ao blog, mas um problema na bateria acabou fazendo que o vido fosse divididos em suas parte. Infelizmente não tive como editá-lo para uma melhor apresentação, por isso, já pedindo desculpas a todos, coloco os dois: …

http://www.marceloauler.com.br/anita-freire-nao-podemos-deixar-desmoronar-as-nossas-esperancas/

 

 

A conjunção carnal é a “melhor parte do estupro” para o promotor Alexandre Joppert. Por Marcelo Auler – A indignação foi grande por parte dos candidatos às vagas abertas para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e de quem estava no auditório assistindo à prova oral. Nem deveria ser diferente. Afinal, coincidentemente, nessa semana o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu processar o deputado Jair Bolsonaro por incitação ao estupro. Apesar disso, na quarta-feira (22/06) um membro do MPRJ, o promotor Alexandre Couto Joppert, durante a prova oral do concurso de ingresso, ao descrever uma situação fática de um possível estupro coletivo, foi mais do que infeliz na colocação que fez afirmando  que um dos supostos marginais “fica com a melhor parte, dependendo da vítima. A conjunção carnal“…

 

http://www.marceloauler.com.br/a-conjuncao-carnal-e-a-melhor-parte-do-estupro-para-o-promotor-alexandre-joppert/

“Quem acha vive se perdendo”. Por Arnaldo César (*) – Na reportagem de janeiro de 1978, José Gonçalves Fontes jogou com o “achômetro” em torno da Ferrovia do Aço cunhando o slogan a “ferrovia do acho”. Hoje vivemos em uma “nação do acho”. A “Ferrovia do Aço” entre Minas Gerais e o litoral do Rio de Janeiro é uma das muitas vergonhas nacionais. Feita durante a ditadura militar com base única e tão somente em um singelo anteprojeto, ela deixou pelo seu trajeto de pouco mais de 800 quilômetros de trilhos um amontoado de túneis abandonados, trilhos enferrujados e enormes pilastras de sustentação que jamais sustentaram coisa alguma. Em 8 de janeiro de 1978, o finado “Jornal do Brasil” escalou o repórter José Gonçalves Fontes (recordista em “Prêmios Esso” e um dos melhores que o jornalismo brasileiro já teve) para ver o que estava acontecendo com a chamada “Ferrovia do Século” ou “Ferrovia dos Mil Dias” (naquela época tudo era grandiloquente)…

 

http://www.marceloauler.com.br/quem-acha-vive-se-perdendo/

 

 

Promotor confirma comentário sobre estupro e pede desculpas públicas. Por Marcelo Auler – Atendendo a um pedido de esclarecimento do Procurador Geral de Justiça, Marfan Vieira, o promotor Alexandre Couto Joppert, em uma Nota de Esclarecimento confirmou ter feito o comentário, durante a arguição oral de um candidato ao Ministério Público Estadual, de que a “melhor parte do estupro” é a conjunção carnal. O comentário dele gerou protesto e indignação no Face book conforme divulgamos aqui na postagem A conjunção carnal é a “melhor parte do estupro” para o promotor Alexandre Joppert. Ele , porém, na nota explica o contexto em que a frase foi colocada:…

http://www.marceloauler.com.br/promotor-confirma-comentario-sobre-estupro-e-pede-desculpas-publicas/

 

 

Os excessos da Polícia Federal mostram que é preciso mudá-la. Mas, a Lava Jato a blindou. Por Marcelo Auler* – O uso de armas de guerra, como os fuzis AK-47, AR-15 e outros tantos, foi introduzido nas polícias brasileiras a partir da década de 1980 para o enfrentamento de quadrilhas de traficantes que se apossaram dos morros cariocas. Esse tema abordei, em 2008, por iniciativa de Pedro Paulo Negrini, na minha primeira incursão no campo editorial ao participar com ele e Renato Lombardi da segunda edição do livro “Enjaulados – Presídios, Prisioneiros, Gangues e Comandos” (Editora Gryphus). Pouco a pouco foi se tornando natural o desfile de policiais militares portando fuzis já não apenas nos morros, mas nas ruas da cidade, apesar de serem armas de guerra e não de controle de distúrbios urbanos…

 

http://www.marceloauler.com.br/os-excessos-da-policia-federal-mostram-que-e-preciso-muda-la-mas-a-lava-jato-a-blindou/

 

Temer é desmentido por Henrique Meireles. Em quem acreditar? Por Marcelo Auler – O presidente interino Michel Temer, de cara fechada, depois de ter reclamado da herança econômica e talvez por ter visto seu todo poderoso ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, desmenti-lo ao dizer que a economia brasileira é robusta. Em quem acreditar? Na mesma sexta-feira (24;06) em que Michel Temer, presidente interino que assumiu o cargo por meio de um golpe, lamentou-se perante jornalistas da herança maldita que teria recebido, o seu todo poderoso ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, adorado pelo chamado “mercado”, desmentiu-o. Pela manhã, em entrevista à Rádio Estadão, Temer afirmou: “Recebi uma herança mais complicada do que eu imaginava” Já a nota oficial do Ministério da Fazenda abordando a obre a saída do Reino Unido da União Européia teve um tom totalmente diferente|: A situação do Brasil é de solidez e segurança porque os fundamentos são robustos”

 

http://www.marceloauler.com.br/temer-e-desmentido-por-henrique-meireles-em-quem-acreditar/

 

Não basta falar da cultura do estupro, é preciso puni-la. E agora Dr. Marfan? Por Marcelo Auler – Já não basta mais falar em cultura do estupro. Chegou o momento de se punir quem a pratica. Certos cargos e funções públicas exigem determinados rituais que, de certa forma, impõem limites a seus ocupantes. O respeito a estes limites faz parte do bom exercício da função, principalmente quando se trata de função pública. Tendo isso como regra, nota-se o despropósito de um promotor de Justiça, o chamado fiscal da Lei, tecer comentários como os que Alexandre Couto Joppert fez durante a prova oral do concurso de acesso ao Ministério Publico Estadual do Rio de janeiro, conforme noticiamos aqui em A conjunção carnal é a “melhor parte do estupro” para o promotor Alexandre Joppert e Promotor confirma comentário sobre estupro e pede desculpas públicas

 

http://www.marceloauler.com.br/nao-basta-falar-da-cultura-do-estupro-e-preciso-puni-la-e-agora-dr-marfan/

 

 

Reino Unido e Brasil: O inverno está chegando e será longo. Mas vai passar – Por Leonardo Sakamoto – Sei que é desesperador ver os defensores do retrocesso celebrando conquistas e conquistas da humanidade desintegrarem-se do dia para a noite e a noite tomar conta de tudo em uma marcha que parece vencer o tempo. Mas é o tempo que nos chama a refletir sobre nossos erros para reconstruir a resistência – resistência que não significa apenas lutar contra retrocessos, mas apontar saídas – saídas que não podem excluir pobres, trabalhadores e minorias do mundo, pois o mundo só fará sentido se for construído com eles, por eles e para eles. Isso vale para a saída do Reino Unido da União Europeia, para a crise política, econômica e social brasileira, para qualquer lugar…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/24/reino-unido-e-brasil-o-inverno-esta-chegando-e-sera-longo-mas-vai-passar/

 

 

Escola Sem Partido: Doutrinação comunista, Coelho da Páscoa e Papai Noel. Por Leonardo Sakamoto – O bicho está pegando na educação. É tanto problema que você pode montar o seu combo: roubo de merenda, escolas ocupadas, universidades em greve (e quebradas), proposta de teto orçamentário ameaçando investimentos na área, Plano Nacional de Educação completando dois anos sem NENHUMA meta cumprida e por aí vai. Mas a julgar pelo que se passa na Congresso Nacional e na mídia, o grande mal da educação brasileira tem outro nome: “Doutrinação Político-Partidária”. A questão é a bandeira principal do movimento Escola Sem Partido, aquele mesmo defendido por um dos maiores especialistas em Pedagogia (FROTA, Alexandre), em encontro com o ministro Mendonça Filho no fim do mês passado…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/24/escola-sem-partido-doutrinacao-comunista-coelho-da-pascoa-e-papai-noel/

 

Próximo passo no MS é indígenas pedirem perdão por serem assassinados. Por Spensy Pimentel* – Os políticos profissionais costumam incluir sempre em seus discursos e propagandas o mote do “trabalho duro”. É um dos grandes chavões nessa arte de iludir e empurrar com a barriga que se tornou a vida política nacional. Se, porventura, algum político quiser provar que isso é puro preconceito, o Mato Grosso do Sul oferece, neste momento, uma excelente oportunidade. Resolver o imbróglio que o próprio Estado brasileiro criou ali ao distribuir para colonos não indígenas as terras dos povos Guarani-Kaiowa e Terena ao longo do século 20 é um imenso desafio, digno dos mais habilidosos estadistas. Com todo o respeito, esse toque serve também para os ativistas que têm se sensibilizado com a causa indígena por lá: não é resolvendo a situação de uma, duas, três ou mesmo dez comunidades que os problemas por lá estarão equacionados. São dezenas de grupos locais, literalmente, envolvidos no conflito fundiário…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/23/proximo-passo-no-ms-e-indigenas-pedirem-perdao-por-serem-assassinados/

 

 

Dobradinha Temer-Empresários: O fim da Lava Jato e do seu emprego. Por Leonardo Sakamoto – Que o governo interino de Michel Temer defenda publicamente que a Lava Jato precisa ter um ponto final, isso é compreensível. Afinal de contas, se a operação continuar, o fisiológico PMDB faz pufff! e desintegra no ar. Em outras palavras, é questão de sobrevivência. O mais divertido tem sido observar que setores do empresariado nacional trocaram o usual filtro solar fator 60 (para peles brancas e sensíveis, claro) por óleo de peroba a fim de bater bumbo junto com o governo interino. Dizem que se faz necessário informar qual a data limite da operação para que a economia volte a crescer. O que acontece com uma infecção em que o tratamento com antibióticos é suspenso antes da hora? A parte mais forte e resistente da bodega permanece e infesta tudo de novo…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/26/dobradinha-temer-empresarios-o-fim-da-lava-jato-e-do-seu-emprego/

 

O pensamento raso brasileiro que entedia, espanca e mata. Por Leonardo Sakamoto – De esquerda? É comunista. Comunista? É do PT. Do PT? É bandido. Bandido? Bora linchar! Foi linchado? Era vagabundo. Vagabundo? Ora, sem-teto! Sem-teto? Igual sem-terra. Sem-terra? É preguiçoso. Preguiçoso? O maconheiro. Usa maconha? Então, crack. Fuma crack? É um lixo. Quem é lixo? Os “mendigos”. “Mendigo”? Não trabalha. Não trabalha? Coisa de índio. É índio? Que fique na floresta. E a floresta? Bora desmatar. Desmatar? Sinal de progresso. Progresso?…

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/06/27/o-pensamento-raso-brasileiro-que-entendia-espanca-e-mata/

 

 

Veja a versão desta terça feira, bem como as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

 

https://oipa2.wordpress.com/2016/06/28/trabalhando-com-poesia-748
Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus e protegida pela força guerreira de Ogum. Ogunhê!!!

 

Apio Vinagre Nascimento

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e-mail 1: apio.vinagre @pedraevinagre.adv.br

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SimultâneosTude Celestino

O vozerio em torno era aguerrido

Mas nós dizíamos versos simultaneamente

Ao ouvido um do outro e sua voz dolente

Embalava de sonhos meu atento ouvido.

Quando de minha vez, em mil rimas perdido,

Tentando compensá-la pelo áureo presente,

Tropeçava no verso e a lira cadente

Descantava cativa um sonho dolorido

Cumpliciada com a brisa que passava

Envolta em ondas de Perfume, a minha face

A sua cabeleira afagava.

E a noite complacente meu desejo embala

Desejo que crucia e me leva ao traspasse,

Por conter, insensato, a ânsia de beijá-la.

 

 

Ouve-meTude Celestino

Entra em minh’alma, vem! Mas não perguntes nada

Que eu também a ti, nada perguntarei.

Eu me esqueci de tudo e agora já nem sei

Se houve pedras ou flores pela minha estrada.

Se castelos ergui na doida caminhada

Que inconseqüente fiz, jamais os encontrei.

Mas que importa se fui pária ou se fui rei,

Qual na existência vã é o meu degrau na escada?

Não sei se vim ou se fui, que sei da vida?

Chegar não é talvez o mesmo que ir embora?

Não sei, só sei que amo. Ouve-me, querida,

O ontem se foi, o amanhã nem sei se posso

Dizer se vem ou não; amemo-nos agora,

Neste hoje que é eterno e tão somente nosso.

 

 

ImponderávelTude Celestino

Começou… não, nem sei se começou

Foi um vislumbre, apenas um olhar,

Um prenúncio de sol, tênue luar,

U’a pluma que a brisa esvoaçou.

Um sonho belo que não se sonhou

Um lírio inexistente num altar

Uma canção que não se ouviu cantar,

Um instante sublime que passou.

Foi música que ouvi quase em surdina

Miragem? Sim! Mas guardo na retina

Como um esbater de asas de cetim.

Volátil aroma de etérea flor

Foi amor… mas que estranho amor,

“Sem nunca ter princípio, teve fim”.

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