Trabalhando com Poesia

Ô Maceió, é três mulé prum homem só… Ô Maceió, é três mulé prum homem só… Eu fui batizado na capela do farol, Matriz de Santa Rita, Maceió… Eu fui batizado na capela do farol, Matriz de santa Rita, Maceió… Mas foi beirando estrada abaixo que eu piquei a mula, disposto a colar grau na escola da natura, se alguém me perguntar, não tenho nada a dizer, pois eu, pra me realizar, preciso morrer… Mas foi beirando estrada abaixo que eu piquei a mula, disposto a colar grau na escola da natura, se alguém me perguntar, não tenho nada a dizer, pois eu, pra me realizar, preciso morrer… Você me deu liberdade, pra meu destino escolher, e quando sentir saudades, poder chorar por você… Não vê, minha terra mãe, que estou a me lamentar? É que eu fui condenado a viver do que cantar… A–la, a–la, ala, Alagoas… A–la, a–la, ala, Alagoas… Eu fui batizado na capela do farol… Eu fui batizado na capela do farol, Matriz de Santa Rita, Maceió… Eu fui batizado na capela do farol, Matriz de santa Rita, Maceió… Mas foi beirando estrada abaixo que eu piquei a mula, disposto a colar grau na escola da natura, se alguém me perguntar, não tenho nada a dizer, pois eu, pra me realizar, preciso morrer… Mas foi beirando estrada abaixo que eu piquei a mula, disposto a colar grau na escola da natura, se alguém me perguntar, não tenho nada a dizer, pois eu, pra me realizar, preciso morrer… Você me deu liberdade, pra meu destino escolher, e quando sentir saudades, poder chorar por você… Não vê, minha terra mãe, que estou a me lamentar? É que eu fui condenado a viver do que cantar… A–la, a–la, ala, Alagoas… A–la, a–la, ala, Alagoas… Eu fui batizado na capela do farol…” (Djavan – Alagoas – Comp.: Djavan)

Eu quero ver você mandar na razão, pra mim não é qualquer notícia, que abala o coração… Eu quero ver você mandar na razão, pra mim não é qualquer notícia, que abala o coração… Eu quero ver você mandar na razão, pra mim não é qualquer notícia, que abala o coração… Eu quero ver você mandar na razão, pra mim não é qualquer notícia, que abala o coração… Se toda hora é hora de dar decisão, eu falo agora, no fundo eu julgo o mundo um fato consumado… E vou-me embora, não quero mais, de mais a mais, me aprofundar nessa história… Arreio os meus anseios, perco o veio e vivo de memória… Eu quero é viver em paz, por favor me beija a boca, que louca, que louca!… Eu quero é viver em paz, por favor me beija a boca, que louca, que louca!… Se toda hora é hora de dar decisão, eu falo agora, no fundo eu julgo o mundo um fato consumado… E vou-me embora, não quero mais, de mais a mais, me aprofundar nessa história… Arreio os meus anseios, perco o veio e vivo de memória… Eu quero é viver em paz, por favor me beija a boca, que louca, que louca!… Eu quero é viver em paz, por favor me beija a boca, que louca, que louca!… Eu quero é viver em paz, por favor me beija a boca, que louca, que louca!… Eu quero é viver em paz, por favor me beija a boca, que louca, que louca!…(Djavan – Fato consumado – Comp.: Djavan)

Ah! Minha Santa Idolatrada, não fazia quase nada, pela minha fidelidade… ah! Só por você, eu entreguei sem recusar meu coração… Me sentia nos seus braços, numa grade de cela, Belo Horizonte, sombra de vela… A descrença mais sincera, pela minha sinceridade, Ah! Você jurou e prometeu, mas não me deu o seu amor… Eu faria da injúria, a canção mais singela, água rolada, céu de aquarela… Te perjuro, te desprezo, pela minha felicidade, ah! Você entrou na minha vida, mas comigo não viveu… Eu sabia, fruta boa, tá na ponta da vara, triste baía da Guanabara… Lua branca, noite clara, pela minha triste cidade, ah! Sem ter você, meu coração só quer lembrar a minha dor… Eu queria que soubesse, que te amar não consola… Ah! Minha Santa Idolatrada, não fazia quase nada, pela minha fidelidade… ah! Só por você, eu entreguei sem recusar meu coração…(Djavan – Triste Baía de Guanabara – Comp.: Cacaso / Novelli)

Logo que o sol despontar no horizonte, saúde-o com um pensamento de louvor ao Pai e Criador, levantando-se também e iniciando seu trabalho. Mantenha firme em sua mente o desejo de ajudar a todos e de cumprir com perfeição todas as suas obrigações. E, assim, poderá deitar-se, ao finalizar o dia, com a consciência feliz, por haver cumprido seu dever.” (Minutos de Sabedoria Pg. 219)

 

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Ao longo da semana passada (05 a 09 de Julho), estive, juntamente com a amiga e colega Zenira Ferreira, participando do I Encontro Regional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência.

Ao longo de quatro dias foram realizadas também diversas oficinas, envolvendo a temática e sua correlação com as políticas públicas. O evento contou com a participação de gestores públicos e pessoas ligadas a entidades, relacionadas às pessoas com deficiência de 19 municípios, representando sete Territórios de Identidade do Estado da Bahia.

O Governo do Estado se faz presente com a equipe da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ligada à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), dialogando acerca da relevância de políticas para pessoas com deficiências e, neste contexto, tive a oportunidade de contribuir com a palestra “Crimes, infrações administrativas e penalidades a partir da vigência da Lei Brasileira de Inclusão.”

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, alterou diversos diplomas legais e dá ao segmento das Pessoas com Deficiência, condições efetivas de exigir o respeito a seus direitos fundamentais, previstos na Constituição Federal, entre outras regras legais. Para sanar essas dúvidas de gestores e pessoas ligadas a temática, buscamos elucidar algumas dúvidas sobre pontos da Lei Brasileira de Inclusão, principalmente no que diz respeito a aspectos administrativos e de penalidades que eventualmente podem ser impostas a gestores públicos, notadamente pelo descumprimento das normas legais acerca da acessibilidade, que pode ser caracterizada como Improbidade administrativa. Tivemos a honra de dividir esta primeira parte do Encontro com o companheiro e militante Jorge Amaro, que nos brindou, ao longo dos dias de atividades, não apenas com os seus conhecimentos, como pela partilha de sua trajetória de conquistas e de enfrentamento às agruras da nossa sociedade brasileira.

Além do fomento à mobilização e conscientização social, em relação à questão ligada às PCD’s, a ida a Mairi nos trouxe crescimento como pessoas, já que pudemos testemunhar o quanto entidades da sociedade civil mobilizadas e motivadas para esta luta, encontrando apoio e incentivo levam seus sonhos à concretização e podem transformar a nossa dura realidade social.

Além de aprendizado e troca de conhecimentos, também estavam reservados momentos de contato com a natureza. Fui contemplado pela hospitalidade de Valdizar Alves e sua família, não apenas em sua casa, como a escalada do Monte Alegre, que contou com a companhia da pequena Karen, sua filha e da amiga Chica, além do visual magnífico, na descida a degustação de um suculento mocotó.

Importante salientar o protagonismo da AMPED (Associação Mairiense de Pessoas com Deficiência), dirigida pela Conselheira Estadual Adriana Bispo – Drica – Drica, que juntamente com seus parceiros locais e regionais entre os quais destaco os comerciantes locais e a PODES, entidade de Mundo Novo e bem dirigida pelo aguerrido Padre Franz entre outros, destacando-se ainda a atuação importante e comprometida de Lene Oliveira, também da PODES, nas tratativas e acompanhamento dos participantes do evento, que contou com apoio da Prefeitura local, Governos Estadual e Federal e que teve uma participação bastante significativa, não apenas das PCD’S da região, bem como de gestores e técnicos de diversos municípios que lidam com a questão, no seu dia a dia.

Como disse em postagem no Facebook, é revigorante ver uma entidade da sociedade civil, num município pequeno, conseguir articular diversos territórios e mais que isso, manter a mobilização durante os 4 dias de atividades. Parabéns a Adriana Bispo – Drica, a Lene Oliveira e a todos os que fizeram esse magnífico evento acontecer. Até o próximo! ‪#‎UmAnoDeLBI ‪#‎PCDEmDebate ‪#‎AcessibilidadeNaPauta

Durante essa semana, o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra da minha Poetisa favorita, Florbela Espanca. No Prefácio Musical visitaremos a obra do cantor e compositor Djavan. Espero que gostem.

Mesmo antes de seu nascimento, a vida de Florbela Espanca já estava marcada pelo inesperado, pelo dramático, pelo incomum.

Seu pai, João Maria Espanca era casado com Maria Toscano. Como a mesma não pôde dar filhos ao marido, João Maria se valeu de uma antiga regra medieval, que diz que quando de um casamento não houver filhos, o marido tem o direito de ter os mesmos com outra mulher de sua escolha. Assim, no dia 8 de dezembro de 1894 nasce Flor Bela Lobo, filha de Antónia da Conceição Lobo. João Maria ainda teve mais um filho com Antónia, Apeles. Mais tarde, Antónia abandona João Maria e os filhos passam a conviver com o pai e sua esposa, que os adotam.

Florbela entra para o curso primário em 1899, passando a assinar Flor d’Alma da Conceição Espanca. O pai de Florbela foi em 1900 um dos introdutores do cinematógrafo em Portugal. A mesma paixão pela fotografia o levará a abrir um estúdio em Évora, despertando na filha a mesma paixão e tomando-a como modelo favorita, razão pela qual a iconografia de Florbela, principalmente feita pelo pai, é bastante extensa.

Em 1903, aos sete anos, faz seu primeiro poema, A Vida e a Morte. Desde o início é muito clara sua precocidade e preferência a temas mais escusos e melancólicos.

Em 1908 Antônia Conceição, mãe de Florbela, falece. Florbela então ingressa no Liceu de Évora, onde permanece até 1912, fazendo com que a família se desloque para essa cidade. Foi uma das primeiras mulheres a ingressar no curso secundário, fato que não era visto com bons olhos pela sociedade e pelos professores do Liceu. No ano seguinte casa-se no dia de seus 19 anos com Alberto Moutinho, colega de estudos.

O casal mora em Redondo até 1915, quando regressa à Évora devido a dificuldades financeiras. Eles passam a morar na casa de João Maria Espanca. Sob o olhar complacente de Florbela ele convive abertamente com uma empregada, divorciando-se da esposa em 1921 para casar-se com Henriqueta de Almeida, a então empregada.

Voltando a Redondo em 1916, Florbela reúne uma seleção de sua produção poética de 1915 e inaugura o projeto Trocando Olhares, coletânea de 88 poemas e três contos. O caderno que deu origem ao projeto encontra-se na Biblioteca Nacional de Lisboa, contendo uma profusão de poemas, rabiscos e anotações que seriam mais tarde ponto de partida para duas antologias, onde os poemas já devidamente esclarecidos e emendados comporão.

Regressando a Évora em 1917 a poetisa completa o 11º ano do Curso Complementar de Letras, e logo após ingressa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Após um aborto involuntário, se muda para Quelfes, onde apresenta os primeiros sinais sérios de neurose. Seu casamento se desfaz pouco depois.

Em junho de 1919 sai o Livro de Mágoas, que apesar da poetisa não ser tão famosa faz bastante sucesso, esgotando-se rapidamente. No mesmo ano passa a viver com Antônio Guimarães, casando-se com ele em 1921. Logo depois Florbela passa a trabalhar em um novo projeto que a princípio se chamaria Livro do Nosso Amor ou Claustro de Quimeras. Por fim, torna-se o Livro de Soror Saudade, publicado em janeiro de 1923.

Após mais um aborto separa-se pela segunda vez, o que faz com que sua família deixe de falar com ela. Essa situação a abalou muito. O ex-marido abriu mais tarde em Lisboa uma agência, “Recortes”, que enviava para os respectivos autores qualquer nota ou artigo sobre ele. O espólio pessoal de Antônio Guimarães reúne o mais abundante material que foi publicado sobre Florbela, desde 1945 até 1981, ano do falecimento do ex-marido. Ao todo são 133 recortes.

Em 1925 Florbela casa-se com Mário Lage no civil e no religioso e passa a morar com ele, inicialmente em Esmoriz e depois na casa dos pais de Lage em Matosinhos, no Porto.

Passa a colaborar no D. Nuno em Vila Viçosa, no ano de 1927, com os poemas que comporão o Charneca em Flor. Em carta ao diretor do D. Nuno fala da conclusão de Charneca em Flor, e fala também da preparação de um livro de contos, provavelmente O Dominó Preto.

No mesmo ano, Apeles, irmão de Florbela, falece em um trágico acidente, fato esse que abalou demais a poetisa. Ela aferra-se à produção de As Máscaras do Destino, dedicando ao irmão. Mas então Florbela nunca mais será a mesma, sua doença se agrava bastante após o ocorrido.

Começa a escrever seu Diário de Último Ano em 1930. Passa a colaborar nas revistas Portugal Feminino e Civilização, trava também conhecimento com Guido Batelli, que se oferece para publicar Charneca em Flor. Florbela então revê em Matosinhos as provas do livro, depois de tentar o suicídio, período em que a neurose se agrava e é diagnosticado um edema pulmonar.

Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “…a terra alentejana a que entranhadamente quero”.

 

Leia mais sobre Florbela em

https://pt.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca

 

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site O Cafezinho. Vale a pena conferir:

 

Inventário das denúncias contra Aécio e a Cobertura da Mídia – Por Bajonas Teixeira de Brito Junior – Fazemos aqui um apanhado resumido das más notícias contra Aécio desde meados de 2014, e das táticas com as quais a mídia as vem cobrindo, e encobrindo, desde aquela época. Damos atenção especial aos últimos eventos (uma enxurrada de denúncias vindas dos quatro cantos do submundo político), que parecem ter afetado a imagem de Aécio, ao ponto de fazê-lo desaparecer da cena pública. Em alguma das passagens secretas e terceiras dimensões da realidade brasileira, que é cheia de buracos como um queijo suíço, Aécio se enfiou e desapareceu…

 

http://www.ocafezinho.com/2016/07/07/inventario-das-denuncias-contra-aecio-e-a-cobertura-da-midia/

 

Por que o Brasil é o paraíso dos sonegadores de impostos. Por Pedro Breier – Nessa semana Lionel Messi e seu pai foram condenados, na Espanha, a 21 meses de prisão, além de pagamento de multa, por fraude fiscal. Os dois são acusados de terem sonegado 4,1 milhões de euros em impostos. Neymar e seu pai também acumulam problemas com a justiça relacionados ao pagamento de impostos, tanto no Brasil quanto na Espanha. No Brasil o jogador teve R$ 188 milhões bloqueados por sonegação fiscal. Enganar o fisco parece ser um programa pai e filho apreciado pelos astros do futebol e seus genitores. O Brasil é um dos campeões mundiais em sonegação. Para um país de terceiro mundo, onde escola, saúde e transporte públicos de qualidade são ainda uma utopia distante, isso é uma tragédia. A corrupção, alçada a problema número um nacional pela velha mídia, envolve um valor sete vezes menor do que o valor de impostos sonegado anualmente…

 

http://www.ocafezinho.com/2016/07/08/por-que-o-brasil-e-o-paraiso-dos-sonegadores-de-impostos/

 

Entrevista: Jandira Feghali, pré-candidata do PCdoB à prefeitura do RioPor Lia Bianchini – Uma das principais vozes da esquerda na luta contra o golpe no Congresso Nacional, atualmente em seu sexto mandato como deputada federal, Jandira Feghali (PCdoB) se lança, neste ano, à disputa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Entre uma reunião e outra, a deputada recebeu O Cafezinho em seu gabinete no Rio de Janeiro para uma conversa sobre eleições municipais, cenário político nacional e estadual, mídia e novas perspectivas para a política institucional…

 

http://www.ocafezinho.com/2016/07/08/entrevista-jandira-feghali-pre-candidata-do-pcdob-a-prefeitura-do-rio/

 

 

João Pedro Stédile: “Os capitalistas sequestraram o sistema eleitoral no Brasil e elegem quem eles querem” – O coordenador nacional do MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, João Pedro Stédile faz uma consistente análise do quadro político brasileiro. Em palestra no Sindicato dos Engenheiros do Rio e em entrevista ao Bafafá, ele afirma que a conciliação com a burguesia é um casamento desfeito que não adianta insistir. “Nós, como forças progressistas da sociedade, temos que debater e pensar em um novo projeto. O carro de som como forma de mobilização não serve mais”, garante. Para Stédile, o neo desenvolvimentismo da era Lula e Dilma esgotou. Caso o impeachment seja rejeitado, ele defende que Dilma venha a público com uma carta compromisso com a sociedade. “Não basta ela voltar. Tem de voltar com outro programa, outro ministério e esquecer esses partidos de merda do Congresso”, fuzila…

http://www.ocafezinho.com/2016/07/08/joao-pedro-stedile-os-capitalistas-sequestraram-o-sistema-eleitoral-no-brasil-e-elegem-quem-eles-querem/

 

 

MP diz que pedalada no BNDES não é crime – A Procuradoria da República no Distrito Federal entendeu que os atrasos em repasses do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), uma das “pedaladas” do governo Dilma Rousseff, não foram empréstimos ilegais. A conclusão consta de despacho do procurador Ivan Marx, no qual ele arquiva procedimento aberto para apurar se houve crime de integrantes da equipe econômica nessas operações específicas. O procurador ainda vai se manifestar sobre outras manobras atribuídas à gestão da petista, inclusive os atrasos na transferência de recursos do Plano Safra para o Banco do Brasil – um dos fundamentos formais do processo do impeachment. Ele adianta que, nesse caso, sua posição deve ser a mesma…

http://www.ocafezinho.com/2016/07/08/mp-diz-que-pedalada-no-bndes-nao-e-crime/

 

 

Sobre a falsa modificação da lei do trabalho na França. Por Rogério Maestri – por Rogério Maestri – Um dos escravocratas da CNI sugeriu que se permitisse que a prolongação do trabalho para 12 horas por dia, e um argumento posto por deste futuro desejoso SENHOR DE ESCRAVOS é que a França modificava a sua lei para permitir que os trabalhadores fizessem uma jornada de 60 horas de trabalho por dia. A origem desta notícia foi veiculada em alguns blogs e sites na Internet francesa que foi desmentida pela Ministra do Trabalho do governo francês, coloco uma parte da nota de esclarecimento da Ministra, o texto original com uma tradução amadora sobre o assunto. O mais surpreendente de tudo que nenhum jornal, site ou quem quer que seja foi verificar o que está acontecendo na França e compraram o peixe pelo preço que a CNI quis vendê-lo…

http://www.ocafezinho.com/2016/07/10/sobre-a-falsa-modificacao-da-lei-do-trabalho-na-franca-por-rogerio-maestri/

 

Veja a versão desta segunda feira e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2016/07/11/trabalhando-com-poesia-
Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Que a Segunda-feira tenha sido abençoada por Deus, repleta da energia positiva e de caminhos abertos a nossa frente. Até amanhã

 

Apio Vinagre Nascimento

e-mail: apiovinagre.adv@gmail.com

e-mail 1: apio.vinagre @pedraevinagre.adv.br

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Lágrimas ocultas – Florbela Espanca

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era q’rida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida…

E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das Primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago…
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim…

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

 

Doce milagre – Florbela Espanca

 

O dia chora. Agonizo
Com ele meu doce amor.
Nem a sombra dum sorriso,
Na Natureza diviso,
A dar-lhe vida e frescor!

A triste bruma, pesada,
Parece, detrás da serra
Fina renda, esfarrapada,
De Malines, desdobrada
Em mil voltas pela terra!

(O dia parece um réu.
Bate a chuva nas vidraças.)

As avezitas, coitadas,
‘Squeceram hoje o cantar.
As flores pendem, fanadas
Nas finas hastes, cansadas
De tanto e tanto chorar…

O dia parece um réu.
Bate a chuva nas vidraças.
É tudo um imenso véu.
Nem a terra nem o céu
Se distingue. Mas tu passas…

E o sol doirado aparece.
O dia é uma gargalhada.
A Natureza endoidece
A cantar. Tudo enternece
A minh’alma angustiada!

Rasgam-se todos os véus
As flores abrem, sorrindo.
Pois se eu vejo os olhos teus
A fitarem-se nos meus,
Não há de tudo ser lindo?!

Se eles são prodigiosos
Esses teus olhos suaves!
Basta fitá-los, mimosos,
Em dias assim chuvosos,
Para ouvir cantar as aves!

A Natureza, zangada,
Não quer os dias risonhos?…
Tu passas… e uma alvorada
Pra mim abre perfumada,
Enche-me o peito de sonhos!

 

Triste Passeio – Florbela Espanca

 

Vou pela estrada, sozinha.
Não me acompanha ninguém.
– Num atalho, em voz mansinha:
“Como está ele? Está bem?”

É a toutinegra curiosa;
Há em mim um doce enleio…
Nisto pergunta uma rosa:
“Então ele? Inda não veio?”

Sinto-me triste, doente…
E nem me deixam esquecê-lo!…
Nisto o sol impertinente:
“Sou um fio do seu cabelo…”

Ainda bem. É noitinha.
Enfim já posso pensar!
Ai, já me deixam sozinha!
De repente, oiço o luar:

“Que imensa mágoa me invade,
Que dor o meu peito sente!
Tenho uma enorme saudade!
De ver o teu doce ausente!”

Volto a casa. Que tristeza!
Inda é maior minha dor…
Vem depressa. A natureza
Só fala de ti, amor!

 

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