Trabalhando com Poesia

“… Ando procurando pelo seu olhar, clareou o dia, você desapareceu na estrada, no vento ou qualquer outra rota estelar, na ilha deserta ou no inverno do norte europeu… Mergulhando ruas, beijos ao luar, velejando bocas, loucas pra beijar, mar e o oceano, e a onda que veio e bateu, lembra a distância entre o seu mundo e o meu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é seu, e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… Passo todo dia e noites a vagar, solto no descaso, preso em seu mirar, na dança do tempo só você, meu bem, é que não viu, durmo sabendo que você não vai voltar… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu, e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu, e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu, e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu, e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu, e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu…” (Vander Lee – Breu – Comp.: Vander Lee)

 

“… Ó, Pai, não deixes que façam de mim, o que da pedra Tu fizestes, e que a fria luz da razão, não cale o azul da aura que me vestes… Dá-me leveza nas mãos, faze de mim um nobre domador, laçando acordes e versos, dispersos no tempo, pro templo do amor… Que se eu tiver que ficar nu, hei de envolver-me em pura poesia, e dela farei minha casa, minha asa, loucura de cada dia… Dá-me o silêncio da noite, pra ouvir o sapo namorar a lua, dá-me direito ao açoite, ao ócio, ao cio, à vadiagem pela rua… Deixa-me perder a hora, pra ter tempo de encontrar a rima, ver o mundo de dentro pra fora, e a beleza que aflora de baixo pra cima… Ó meu Pai, dá-me o direito, de dizer coisas sem sentido, de não ter que ser perfeito, pretérito, sujeito, artigo definido… De me apaixonar todo dia, e ser mais jovem que meu filho, de ir aprendendo com ele a magia de nunca perder o brilho… Virar os dados do destino, de me contradizer, de não ter meta, me reinventar, ser meu próprio deus, viver menino, morrer poeta…” (Vander Lee – Alma nua – Comp.: Vander Lee)

A versão abaixo é de uma apresentação de Lee com sua filha Laura Catarina, entoando essa linda canção.

“… Não tenho vinte e poucos anos, mas trago um cara muito novo em mim. Sou feito de perdas e danos, me contradigo, me surpreendo no fim… Às vezes durmo vendo estrelas, às vezes vou na contramão, às vezes sou beleza rara, às vezes dor e solidão, mas esse cara que me move, sabe o lugar que me convém, me tranca em casa quando chove, e um samba triste logo vem… Da batucada faço um manto, da poesia o meu altar, cantar é o lugar mais santo, onde o poeta vem deitar, por isso vim me apresentar, e pedir a sua benção, meu senhor… Eu vim aqui pra fazer festa, eu vim brincar de ser cantor… Por isso vim me apresentar, e pedir a sua benção, meu senhor… Eu vim aqui pra fazer festa, eu vim brincar de ser cantor…(Vander Lee – Quando chove – Comp.: Vander Lee)

 

“… O dedo invisível do tempo, modelando nosso destino, no barro da vida é um velho, girando, virando menino… Sonhando sons, criando asas, e as asas pisando o céu, entrando e saindo das casas, brincando qual pipa de papel… Driblando dragões e cometas, e contando histórias pra lua, brincando de roda com os planetas, bem ali, na porta da rua… E a tarde fugindo sem pressa, na velha cidade da luz, presente no sol que atravessa, futura na estrela que conduz… O dedo invisível do tempo, modelando nosso destino, nNo barro da vida é um velho, girando, virando menino… Sonhando sons, criando asas, e as asas pisando o céu, entrando e saindo das casas, brincando qual pipa de papel… Driblando dragões e cometas, e contando histórias pra lua, brincando de roda com os planetas, bem ali, na porta da rua… E a tarde fugindo sem pressa, na velha cidade da luz, presente no sol que atravessa, futura na estrela que conduz…(Vander Lee – O dedo do tempo no barro da vida – Comp.: Vander Lee)

“… As flores vão nascer de amores vãos, viver e ninguém vai poder mais amputar sua raiz, o galho que crescer, os ventos vão reger e quem sabe dançar a sinfonia os homens gris… Há margaridas bêbadas sobre os balcões, damas-da-noite no calor de explosões… As flores vão nascer do querer, sem querer, lá no sertão, no Paquistão, no coração mais infeliz… E por que não dizer, no vaso, no prazer, lá no quintal, no Pantanal, no Rio e em Paris… Delírios sob a lava dos vulcões, amorosas no entulho das construções… Porque nada impede uma flor de nascer de um desejo sincero… Porque nada impede uma flor de querer o que eu quero… Porque nada impede uma flor de nascer de um desejo sincero… Porque nada impede uma flor de querer o que eu quero… Delírios sob a lava dos vulcões, amorosas no entulho das construções… Porque nada impede uma flor de nascer de um desejo sincero… Porque nada impede uma flor de querer o que eu quero… Porque nada impede uma flor de nascer de um desejo sincero… Porque nada impede uma flor de querer o que eu quero…” (Vander Lee – Desejo de flor – Comp.: Vander Lee)

 

“… Enquanto houver estrelas a brilhar, na minha estrada, pulsará um coração novo, atrás de um velho sonho, que o tempo não levou, que a força das tormentas não matou… Enquanto tocar no ar a música da paisagem, viverão os anjos poetas, luzes e mistérios, rompendo as fronteiras de um coração sangrando, que se fechou… Matando a sede na correnteza da vida, regando de amor cada despedida… Amanheceu e é preciso seguir em frente, há um mundo esperando a gente, não tem saída… Atrás de um velho sonho, que o tempo não levou, que a força das tormentas não matou… Enquanto tocar no ar a música da paisagem, viverão os anjos poetas, luzes e mistérios, rompendo as fronteiras de um coração sangrando, que se fechou… Matando a sede na correnteza da vida, regando de amor cada despedida… Amanheceu e é preciso seguir em frente, há um mundo esperando a gente, não tem saída…” (Vander Lee – Ponto de luz – Comp.: Vander Lee)

 

“… Ainda que te vista de véu, que te coloque um anel, te ofereça uma estrela… Mesmo que derramada desse olhar, toda beleza se espalhar, e se espelhar em céus azuis… Não deveria saber sonhar sequer, quanto de mim possui… Só me tens mesmo por saber amar, quando vens loa pra me ocupar, e sou teu… Sou teu star… Só me tens mesmo por saber amar, quando vens erro pra colonizar, e sou teu… Sou teu star… Paisagem no teu caminho, a te contemplar, lua no mato… Numa estante na livraria, tirando pó da poesia, sozinho no quarto… Só me tens mesmo por saber amar, quando vens loa pra me ocupar, e sou teu… Sou teu star… Só me tens mesmo por saber amar, quando vens erro pra colonizar, e sou teu… Sou teu star… Paisagem no teu caminho, a te contemplar, lua no mato… Numa estante na livraria, tirando pó da poesia, sozinho no quarto…” (Vander Lee – Tu – Comp.: Vander Lee)

 

“Se está desempregado, não se desespere, não amaldiçoe a sorte. Enfrente as dificuldades corajosamente. Não pense em abandonar a vida. Não seja covarde! Você pode vencer! Você vai vencer! Não recuse trabalho pelo fato de ser modesto. O grande Ford começou sua vida como simples mecânico. Tenha coragem, porque o Pai não abandona ninguém.” (Minutos de Sabedoria Pg. 241)

 

Bom dia pessoal,

Em artigo semanal na Agência PT de Notícias, o presidente do partido dos Trabalhadores repudia ofensiva contra Lula e comenta iniciativa de Gilmar Mendes, que visa cassar a legenda. Segundo Rui Falcão: Como na ditadura, golpistas tentam cassar o PT…

A ofensiva contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT transformou-se numa escalada de factóides jurídico-políticos, em simbiose com a mídia monopolizada, que os ecoa e amplifica.

Em meio ao golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, cujo processo manipulado chega amanhã à fase da pronúncia, procuradores federais, ao longo de setenta páginas recheadas de ilações e impropérios contra Lula, refutam a bem fundamentada peça que invoca a suspeição e parcialidade do juiz Sérgio Moro.

E, ao fazê-lo, voltam o foco para o ex-presidente, acusando-o, sem qualquer prova e já prejulgando-o, de comandar um esquema de corrupção e pagamento de propina.

Trata-se, como já se viu, de mais uma represália (a anterior foi a transformação de Lula em réu por um juiz de má-fama)  ao fato dos advogados de Lula terem recorrido ao Conselho de Direitos Humanos da ONU contra os abusos de setores do Judiciário e do Ministério Público.

Além disso, consta que o ministro do STF, Gilmar Mendes, que ora preside o Tribunal Superior Eleitoral, determinou a abertura de processo para investigar as contas do PT para que, no final, pudesse levar à cassação do registro do partido que, assim, ficaria impedido de concorrer – com Lula ou sem Lula – nas próximas eleições.

É bom lembrar que, há alguns meses, o então líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio, ingressara com pedido semelhante, invocando ilegalidade de doações as quais, por sinal, foram feitas igualmente ao seu partido, ao PMDB, ao DEM, ao PP e a outras agremiações.

Em repúdio a esta nova investida, a Bancada do PT na Câmara, liderada pelo deputado Afonso Florence, relembra que a última cassação de um partido político ocorreu durante a ditadura civil-militar de 1964. Florence afirma que Gilmar Mendes, com sua pretendida intenção “tira de vez a toga e assume o papel de militante da direita brasileira”.

Fonte: http://www.pt.org.br/rui-falcao-como-na-ditadura-golpistas-tentam-cassar-o-pt/?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Boletim+do+Partido+dos+Trabalhadores+9%2F8%2F2016

 

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” desta quarta feira textos do site do Leonardo Sakamoto e Carta Capital. Vale a pena conferir:

 

E se o objetivo das Olimpíadas não fosse o lucro?. Por Leonardo Sakamoto – Vira e mexe o Comitê Olímpico Brasileiro e o Comitê Olímpico Internacional afirmam ser proprietários da palavra “olimpíadas” e moveram ações ou mandaram cartas descabidas a quem quer que use o termo. De competições de ciências, matemática e história à presença em capas de livros, eles cobram e vigiam seus pretensos “direitos” sobre o uso. Justificam-se dizendo que seus avisos enviados a instituições de ensino que promovem “olimpíadas” têm um caráter educativo a fim de garantir que não haja destino comercial para a “marca”. Não sou um mal humorado que não gosta de esporte ou que vai fazer mimimi para o evento que começa logo mais, pelo contrário. Mas há muito os Jogos Olímpicos são um negócio e seus organizadores mercadores, que transformam até papel higiênico em artefato oficial da competição, mostrando que é possível limpar a bunda “mais rápido, mais alto e mais forte”…

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/08/03/e-se-o-objetivo-das-olimpiadas-nao-fosse-o-lucro/

 

Por que você me traiu? Por Leonardo Sakamoto – Dada a quantidade de xingamentos, calúnias, campanhas de difamações, ameaças e até casos de violência física sofridos por conta do que escrevo neste espaço e nos outros a que tenho acesso, minhas preocupações sempre foram maiores diante dos ataques daqueles que estão no outro polo ideológico. Contudo, cada vez mais me intrigam as reações daqueles que compartilham comigo visões de mundo diante de minhas opiniões que estes consideram equivocadas. Porque, por vezes, essas reações são mais raivosas do que aquelas que vêm de quem sistematicamente me detesta. Poderíamos pensar em um sentimento de traição. Do tipo: Eu acreditei naquele japonês cabeçudo e safado e apoiava o que ele escrevia até que, num belo dia, ele mostrou toda a sua vil natureza ao defender que ovo de gema mole era o ó do borogodó. Quando todos sabemos que as pessoas só deveriam comer ovo de gema mole…

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/08/04/por-que-voce-me-traiu/

O Rio será o centro do mundo. Quem sangrou para que isso fosse possível? Por Leonardo Sakamoto – A partir de hoje, o herói será um nadador, uma centroavante, um ginasta, uma esgrimista, um maratonista, uma jogadora de basquete. Ayrton Senna ocupou espaço de mártir na Globo quando a seleção brasileira de futebol (que é a heroína de plantão) estava em baixa. Quando um grande empresário morre, há um esforço para que ele se torne a referência que não foi em vida e virar nome de avenida, ponte e hospital. Cineasta tupiniquim com chance de ganhar Oscar também entra no bolo. Movimentos sociais adoram cultivar heróis, mesmo que trabalhadores anônimos morram todos os dias e sejam tão “santos” quanto. Até usineiros já foram chamados de heróis da nação pelo então presidente Lula. Alguém vai me tacar uma pedra por colocar um ídolo do esporte, um usineiro de cana e cineastas no mesmo bote. Mas não estou discutindo qual o melhor tipo de herói, apenas dizendo que criamos muitos, sem nenhum constrangimento ou, às vezes, sem intenção…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/08/05/o-rio-sera-o-centro-do-mundo-quem-sangrou-para-que-isso-fosse-possivel/

Por que criticar a abertura das Olimpíadas me torna um pária neste sábado? Por Leonardo Sakamoto – Este autor gosta de esportes (tem até amigos que praticam), não desgosta das Olimpíadas (mas acha um crime ela ter passado por cima de tanta gente pobre para ser realizada), não tem complexo de vira-lata (mas pensa que falta autocrítica ao brasileiro) e não é saudosista (apenas considera muito triste as figuras de linguagem estarem caindo em desuso, enquanto a mesóclise volta à moda). Dito isso, preciso confessar que faço parte do grupo de pessoas que, assistindo à cerimônia de abertura, não caiu em prantos, não achou a coisa mais linda desse mundo, não sentiu mais orgulho por ser brasileiro, não esqueceu seus problemas naquele instante e não saiu transbordando com “espírito olímpico”. Quanto a esse último ponto, vou dar uma passada numa loja licenciada pelo Comitê Olímpico Internacional, logo mais, para ver se compro um pouco e reponho. O que, de certa forma, me torna um pária, neste sábado, pós-festança no Maracanã…

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/08/06/por-que-criticar-a-abertura-das-olimpiadas-me-torna-um-paria-neste-sabado/

 

Por um plebiscito para saber se o povo quer mudar a CLT e a Previdência – Por Leonardo Sakamoto – Por mais que os governos eleitos do PSDB e do PT tenham distribuído bananas aos seus eleitores e adotado medidas que eles não haviam informado em suas campanhas eleitorais, ambas agremiações não teriam coragem de impor a tungada nos direitos dos trabalhadores que espreguiça no horizonte em um governo PMDB de Michel Temer. Apenas um governo que não foi eleito e que não deverá ser reeleito – e, portanto, não possui compromissos com nada além de si mesmo e patos amarelos – teria essa possibilidade. Isso significa, meu amigo, minha amiga, que você se preocupava em ir às ruas para combater a corrupção – pauta mais do que justa e fundamental, uma vez que grande parte da classe política do país passa mão na nossa bunda diariamente e ainda sorri. Mas o resultado final, infelizmente, incluirá uma bela traulitada no seu futuro e no de seus filhos…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/08/07/por-um-plebiscito-para-saber-se-o-povo-quer-mudar-a-clt-e-a-previdencia/

 

Proibir “Fora, Temer!” ou “Fora, Dilma!” nas Olimpíadas é inconstitucional. Por Leonardo Sakamoto – Pipocam aqui e ali histórias de pessoas que foram retiradas das arquibancadas enquanto assistiam aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro por estarem segurando mensagens políticas. De acordo com Eloísa Machado, professora de Direito da FGV Direito SP, doutora na área de direitos humanos e minha querida advogada, isso é “ilegal e inconstitucional”. Ela publicou uma série de comentários sobre a “polêmica” que viralizou nas redes sociais. Trago-os aqui porque são mais do que úteis neste momento em que se justifica a suspensão de direitos em nome da “tranquilidade”. E um aviso a quem está circulando conteúdo equivocado: A lei que trata das manifestações em eventos esportivos não é inconstitucional, mas “Fora, Temer!” ou “Fora, Dilma!” não são ofensas que se enquadrariam na previsão dessa lei. Leia a discussão ocorrida no STF sobre o tema (Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade 5136, do qual pinço um trecho no final deste post). O resto é interpretação. E um tanto de má fé…

 

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/08/07/proibir-fora-temer-ou-fora-dilma-nas-olimpiadas-e-inconstitucional/

 

Brasil deveria ser punido por homofobia da torcida nas Olimpíadas. Por Leonardo Sakamoto – Parte da torcida brasileira gritou “bicha” para o goleiro iraquiano no jogo entre as seleções masculinas de futebol, em Brasília, na noite deste domingo (7). E parte significativa, uma vez que os gritos eram ouvidos por quem assistia ao jogo de casa, pela TV. E, infelizmente, pelos registros que circulam nas redes sociais, essa não foi a primeira manifestação homofóbica da torcida brasileira nestes jogos. E olha que estamos apenas no começo. Como nada aconteceu, as autoridades brasileiras e olímpicas estão mais preocupadas em quem levanta um “Fora, Temer!” do que quem pratica homofobia. Como bem explicou, neste blog, a professora de Direito da FGV Direitos SP e doutora na área de direitos humanos, Eloísa Machado, impedir manifestações políticas pacíficas que não incitam violência contra terceiros (como é o caso das plaquinhas) é “ilegal e inconstitucional”. De acordo com ela, a lei das Olimpíadas não proíbe esse tipo de manifestação política e isso ficou claro nos votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal que já analisar a questão anteriormente, ao contrário do que está circulando pela rede…

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/08/08/brasil-deveria-ser-punido-por-homofobia-da-torcida-nas-olimpiadas-2/

Veja a versão desta quarta feira, bem como as anteriores, do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2016/08/10/trabalhando-com-poesia-779

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina.  Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

 

Apio Vinagre Nascimento

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Fragmentos 3 – Vladimir Maiakovski

O mar se vai
o mar de sono se esvai
Como se diz: o caso está enterrado
a canoa do amor se quebrou no quotidiano
Estamos quites
Inútil o apanhado
da mútua dor mútua quota de dano.

 

Fragmentos 4 – Vladimir Maiakovski

Passa de uma você deve estar na cama
À noite a Via Láctea é um Oka de prata
Não tenho pressa para que acordar-te
com relâmpago de mais um telegrama
como se diz o caso está enterrado
a canoa do amor se quebrou no quotidiano
Estamos quites inútil o apanhado
da mútua do mútua quota de dano
Vê como tudo agora emudeceu
Que tributo de estrelas a noite impôs ao céu
em horas como esta eu me ergo e converso
com os séculos a história do universo.

Fragmentos 5 – Vladimir Maiakovski

Sei o puldo das palavras a sirene das palavras
Não as que se aplaudem do alto dos teatros
Mas as que arrancam caixões da treva
e os põem a caminhar quadrúpedes de cedro
Às vezes as relegam inauditas inéditas
Mas a palavra galopa com a cilha tensa
ressoa os séculos e os trens rastejam
para lamber as mãos calosas da poesia
Sei o pulso das palavras parecem fumaça
Pétalas caídas sob o calcanhar da dança
Mas o homem com lábios alma carcaça.

 

Líliytchka! – Vladimir Maiakovski

Em lugar de uma carta

Fumo de tabaco rói o ar.
O quarto —
um capítulo do inferno de Krutchônikh. (1)
Recorda —
atrás desta janela
pela primeira vez
apertei tuas mãos, atônito.
Hoje te sentas,
no coração — aço.
Um dia mais
e me expulsarás,
talvez, com zanga.
No teu hall escuro longamente o braço,
trêmulo, se recusa a entrar na manga.
Sairei correndo,
lançarei meu corpo à rua .
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor, meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
— duro fardo por certo —
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim
não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos — rodopiante carnaval —
dispersarão as folhas dos meus livros…
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?
Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.

1916

(Tradução: Augusto de Campos)

(1) Alusão ao poema “Um jogo no inferno”,
de A. Krutchônikh e V. Khliébnikov.

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