Trabalhando com Poesia

“… Não me peça pra ficar, só porque você não quer me acompanhar… Não me fale em dor, antes das noites de frio sob o cobertor… Não, não, não vou negar, você me deu tudo, te dei arte do ardor… Não me cale, amor, que a vida da gente é uma eterna canção por compor… Pode parece cruel, mas vou, eu não te desejo mal, mas vou, me agarrando céu em céu pra outra real… Posso até estar pinel, mas vou, é porque desejo mais que eu vou, te mando no aniversário um cartão postal… Vem, me tire pra dançar, essa dança não é fácil de se acompanhar… Não, que falte amor, no tempo, no espaço a gente ainda pode criar… Deixo a vida te levar, que as luzes se acendam e que a gente possa brilhar… Mas cuidado, amor, que as mãos que te estendem tapete não possam puxar… Pode parece cruel, mas vou, eu não te desejo mal, mas vou, me agarrando céu em céu pra outra real… Posso até estar pinel, mas vou, é porque desejo mais que eu vou, te mando no aniversário um cartão postal… Pode parece cruel, mas vou, eu não te desejo mal, mas vou, me agarrando céu em céu pra outra real… Posso até estar pinel, mas vou, é porque desejo mais que eu vou, te mando no aniversário um cartão postal… Te mando no aniversário um cartão postal… Te mando no aniversário um cartão postal… Te mando no aniversário um cartão postal…” (Vander Lee – Fui – Comp.: Vander Lee)

“… Gotas de amor, girassol, mares de sal, beijo floral, pra falar nesse tempo, qual? Do ventre exposto ao sol, das flores postas do postal, quantas caras nesse jornal… Foi quando a sede chamou, pra acordar nosso amor, fiz um tema na mão dela… Já fez calor, temporal, você sem mim, tudo tão igual, tudo bem, mas estou bem mal, na TV não tem canal, seu brilho tão sem meu cristal, só tem música em meu dial, mas o poema acenou, pra acordar nosso amor, quando a noite me revela… Sou eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela… Quando a noite me revela… Sou eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela… Quando a noite me revela… Já fez calor, temporal, você sem mim, tudo tão igual, tudo bem, vou ficar legal, na TV não tem canal, seu brilho tão sem meu cristal, só tem música em meu dial, mas o poema acenou, pra inventar outro amor, quando a noite me revela… Sou eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela… Quando a noite me revela… Sou eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela, eu e ela… Quando a noite me revela… Gotas de amor, girassol… Mares de sal, beijo floral… Eu e ela, eu e ela, eu e ela… Quando a noite me revela…(Vander Lee – Eu e ela – Comp.: Vander Lee)

 

“… Românticos são poucos, românticos são loucos desvairados, que querem ser o outro, que pensam que o outro é o paraíso… Românticos são lindos, românticos são limpos e pirados, que choram com baladas, que amam sem vergonha e sem juízo… São tipos populares, que vivem pelos bares, e mesmo certos vão pedir perdão… Que passam a noite em claro, conhecem o gosto raro, de amar sem medo de outra desilusão… Romântico é uma espécie em extinção… Romântico é uma espécie em extinção… Românticos são poucos, românticos são loucos desvairados, que querem ser o outro, que pensam que o outro é o paraíso… Românticos são lindos, românticos são limpos e pirados, que choram com baladas, que amam sem vergonha e sem juízo… São tipos populares, que vivem pelos bares, e mesmo certos vão pedir perdão… Que passam a noite em claro, conhecem o gosto raro, de amar sem medo de outra desilusão… Romântico é uma espécie em extinção… Romântico é uma espécie em extinção… Românticos são poucos… Românticos são loucos como eu, como eu… Românticos são loucos… Românticos são poucos como eu, como eu…” (Vander Lee – Românticos – Comp.: Vander Lee)        

 

 

“… Aquele jeito que você me olhou, varreu meu pensamento, todas as coisas saíram do chão, eu me esqueci de tudo, antes que eu me desse conta, já era seu meu querer… Foi como o sol que desponta, numa montanha dourada, na terra do faz de conta, pra me banhar de prazer… Mas o vazio que você deixou, no meu apartamento, quase transbordou meu coração, meu mundo ficou mudo, você foi pra tão distante, e eu quero tanto te ver… Por isso não se espante, se numa noite bela, aquela estrela brilhante, em sua janela bater… Por isso não se espante, se numa noite bela, aquela estrela brilhante, em sua janela bater… Mas o vazio que você deixou, no meu apartamento, quase transbordou meu coração, meu mundo ficou mudo, você foi pra tão distante, e eu quero tanto te ver… Por isso não se espante, se numa noite bela, aquela estrela brilhante, em sua janela bater… Por isso não se espante, se numa noite bela, aquela estrela brilhante, em sua janela bater…” (Vander Lee – Aquela estrela – Comp.: Vander Lee)

 

“… Eu quero um pouco mais dessa nobreza, que sinto quando estou junto de ti, só quero um pouco dessa luz, que você tem de sobra, sopra, que eu pego daqui… Que eu vou varrer o céu que você “pássara”, vou espalhar seu cheiro ao meu redor, serei o vento bobo a sussurrar, em seu ouvido uma canção, que ocê sabe de cor… E quando eu não correr pela montanha, atrás da bola que você jogar, serei o cão que lambe suas pernas, quando você chega e deita no sofá… Não vou abrir a porta do seu carro, nem te esperar de pé nesse portão, meu coração já é sua morada, namorada, e a chave você tem na mão… Que eu vou varrer o céu que você “pássara”, vou espalhar seu cheiro ao meu redor, serei o vento bobo a sussurrar, em seu ouvido uma canção, que ocê sabe de cor… E quando eu não correr pela montanha, atrás da bola que você jogar, serei o cão que lambe suas pernas, quando você chega e deita no sofá… Não vou abrir a porta do seu carro, nem te esperar de pé nesse portão, meu coração já é sua morada, namorada, e a chave você tem na mão…É tempo de amora, amor agora, boramar…” (Vander Lee – Boramar – Comp.: Vander Lee)

 

 

“… Trem do desejo penetrou na noite escura, foi abrindo, sem censura, o ventre da morena terra… O orvalho vale a flor, que nasce desse prazer, nesse lampejo de dor, meu canto é só pra dizer que tudo isso é por ti… Eu vi, virei estrela… Eu vi, virei estrela… Numa jangada à deriva, a céu aberto, leva aos corações despertos, a sonhar com terras livres… Veio a manhã e eu parti, mas quando cheguei aqui, os astros podem contar, no dia em que me perdi, foi que aprendi a brilhar… Eu vi, virei estrela… Eu vi, virei estrela… Trem do desejo penetrou na noite escura, foi abrindo, sem censura, o ventre da morena terra… O orvalho vale a flor, que nasce desse prazer, nesse lampejo de dor, meu canto é só pra dizer que tudo isso é por ti… Eu vi, virei estrela… Eu vi, virei estrela… Numa jangada à deriva, a céu aberto, leva aos corações despertos, a sonhar com terras livres… Veio a manhã e eu parti, mas quando cheguei aqui, os astros podem contar, no dia em que me perdi, foi que aprendi a brilhar… Eu vi, virei estrela… Eu vi, virei estrela… Eu vi, virei estrela… Eu vi, virei estrela…” (Vander Lee –estrela – Comp.: Vander Lee)

 

“… Não me canso de falar que te amo, e que ninguém vai tirar você de mim, nada importa se eu tenho você comigo, eu por você faço tudo, pode crer no que eu digo… Sou feliz e nada mais me interessa, não vou ser triste e nem chorar por mais ninguém, esqueço tudo, até de mim, quando estou perto de você, eu fico triste só de pensar em te perder… O nosso amor é puro, espero nunca acabar, por isso meu bem, até juro, de nunca em nada mudar… Mas se ficar um só momento sozinho, sem te ver, eu fico triste só de pensar em te perder… O nosso amor é puro, espero nunca acabar, por isso meu bem, até juro, de nunca em nada mudar… Mas se ficar um só momento sozinho, sem te ver, eu fico triste só de pensar em te perder… Em te perder, em te perder…” (Vander Lee – Ninguém vai tirar você de mim – Comp.: Edson Ribeiro / Hélio Justo)

 
O pensamento e a palavra tem poder curador. O corpo é o veículo através do qual se manifestam, no plano terrestre, o espírito e a alma, da qual o corpo é apenas o reflexo materializado. Por isso, espelha aquilo que pensamos, na saúde e na enfermidade, porque recebemos de acordo com os nossos pensamentos, e somos aquilo que pensamos. Pense sempre certo para ter saúde perfeita.” (Minutos de Sabedoria Pg. 242)

 

Bom dia pessoal,

O “Trabalhando com Poesia” de hoje pede licença para saudar a todos os profissionais a advocacia, pela passagem do nosso dia. O nosso abraço e apreço a cada colega que faz o dia a dia desta nossa profissão.

Um advogado é um profissional liberal, bacharel em Direito e autorizado pelas instituições competentes de cada país a exercer o jus postulandi, ou seja, a representação dos legítimos interesses das pessoas físicas ou jurídicas em juízo ou fora dele, quer entre si, quer ante o Estado. O advogado é uma peça essencial para a administração da justiça e instrumento básico para assegurar a defesa dos interesses das partes em juízo. Por essa razão, a advocacia não é simplesmente uma profissão, mas, um munus publicum, ou seja, um encargo público, já que, embora não seja agente estatal, compõe um dos elementos da administração democrática do Poder Judiciário.

Assim, os advogados atuam, além de prestar consultoria jurídica que consiste na verificação de negócios importantes sob o aspecto legal, para prevenir problemas de futuros e eventuais litígios, seja “auditando” ou “controlando”, para se usar a terminologia da Ciência da Administração. O advogado também pode ser especialista em uma área (ramo) do Direito, como o advogado criminalista, por exemplo. O vocábulo deriva da expressão em latim ad vocatus que significa o que foi chamado, que, no Direito romano, designava a terceira pessoa que o litigante chamava perante o juízo para falar a seu favor ou defender o seu interesse. Em geral, a atividade do advogado é unificada, exceto na Inglaterra, em que há divisão entre barristers e solicitors: os primeiros atuam nos tribunais superiores, ao passo que os últimos advogam nos tribunais e juízos inferiores e lidam diretamente com os clientes. O patrono dos advogados em todo o mundo é Santo Ivo, segundo a crença da Igreja Católica. No Brasil o dia do advogado é comemorado em 11 de agosto.

Leia mais em https://pt.wikipedia.org/wiki/Advogado

Dia do advogado

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de quinta, apresentamos textos do Blog do Marcelo Auler. Vale a pena conferir:

Autuação da Receita confirma denúncias das propinas em Santos. Temer foi poupado. Por Marcelo Auler – Temer, envolvido nas denúncias de Erika Santgos que a Receita acabou por confirmar, até hoje não explicou-se decentemente e nem foi investigado. No relatório do conselheiro Alexandre Naoki Nishioka, do CARF, a menção aos 160 depósitos dos quais Marcelo de Azeredo apenas conseguiu justificar 27. Os demais 133 não têm origem comprovada. Os documentos são públicos. Bastava alguém correr atrás, o que este blogueiro, no trabalho em conjunto com o Diário do Centro do Mundo, fez. Com isto mostra-se que a Receita Federal foi em cima do afilhado de Michel Temer, Marcelo de Azeredo, por ele indicado para a presidência da Companhia Docas do Estado de São Paulo CODESP. Na fiscalização, confirmou as denúncias feitas pela ex-companheira dele, Erika Santos, na 2ª Vara de Família de São Paulo, em 2000…

http://www.marceloauler.com.br/autuacao-da-receita-confirma-denuncias-das-propinas-em-santos-temer-foi-poupado/

 

Defensora recorre ao Supremo contra isolamento dos “terroristas Tupiniquins”. Por Marcelo Auler – Por meio de uma Reclamação ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde da quinta-feira (04/05), a defensora pública da União, Rita Cristina de Oliveira, que assiste, em Curitiba, oito dos 12 presos da Operação Hashtag (ocorrida entre o 22 e 24 de julho), pede que a corte faça cumprir sua própria decisão vinculante, adotada em 20 de junho, determinando a apresentação de prisioneiros ao juízo “sem demora”. Na decisão, os ministros do STF confirmaram a necessidade da chamada “audiência de custódia”, até hoje não realizada pelo juiz da 14ª Vara Federal de Curitiba, Marcos Josegrei da Silva, que assinou as prisões preventivas dos suspeitos de formarem um grupo terrorista no país…

http://www.marceloauler.com.br/defensora-recorre-ao-supremo-contra-isolamento-dos-terroristas-tupiniquins/

 

Erika Santos, a ex-estudante que denunciou Temer, e seus mistérios a serem desvendados. Por Marcelo Auler – Erika Santos, reprodução de suas páginas nas redes sociais. Alguns mistérios rondam a vida da hoje psicóloga Erika Santos. Ela, em 2000, denunciou a caixinha existente na administração do porto de Santos que, segundo disse em juízo, abastecia o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. Foi quando brigou com seu ex-companheiro, Marcelo de Azeredo, apadrinhado de Temer que presidiu a Companhia de Docas do Estado de São Paulo – CODESP e, como tal, também beneficiário das propinas. Para provar o que dizia, juntou documentos na Ação de Reconhecimento e Dissolução Estável, Cumulada com Partilha e Pedido de Alimentos ajuizada na 3ª Vara de Família, Órfãos e Sucessão, de São Paulo…

http://www.marceloauler.com.br/erika-santos-a-ex-estudante-que-denunciou-temer-e-seus-misterios-a-serem-desvendados/

 

 

Compartilho do Tijolaço: “O “Fora Temer” é liberado”. Por Marcelo Auler – Liminar judicial concedia na noite de segunda-feira: multa de R$ 10 mil para cada ato de repressão às manifestações políticas pacíficas nas arenas dos Jogos Olímpicos. A decisão judicial ao lado foi tomada na noite de segunda-feira, pelo juízo no plantão da 12ª Vara Federal Cível do Rio de Janeiro. Ela foi provocada pelos Procuradores Regionais dos Direitos do Cidadão (PRDC), Ana Padilha Luciano de Oliveira e Renato Machado, da Procuradoria da República do Rio de Janeiro, em uma Ação Civil Pública ajuizada às 18H48 da mesma segunda-feira…

 

http://www.marceloauler.com.br/compartilho-do-tijolaco-o-fora-temer-e-liberado/

 

Para o DPF, grampo ilegal na Superintendência do PR é transgressão disciplinar. Por Marcelo Auler – Na Portaria qwue instaurou o PAD contra a delegada Daniele as informações são dissimuladas. O Departamento de Polícia Federal (DPF), através da Portaria N° 6516/2016, assinada em 01/08 pelo seu diretor-geral, Leandro Daiello Coimbra, abriu o primeiro Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra membros da Força Tarefa da Lava Jato. O PAD 09/2016 investigará oficialmente a delegada Daniele Gossenheimer Rodrigues, chefe do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) da Superintendência Regional do DPF no Paraná (SR/DPF/PR)…

 

http://www.marceloauler.com.br/para-o-dpf-grampo-ilegal-na-superintendencia-do-pr-e-transgressao-disciplinar/

 

 

Sobre o impeachment de Dilma: “o ser humano é ruim por natureza”. Por Marcelo Auler – No plenário do Senado, o que deveria ser um julgamento isento, tornou-se um jogo de carta marcada. Como sabemos, trata-se de um jogo de carta marcada. Não é um julgamento no sentido estrito da palavra, mas uma farsa. Nela, dos 80 “julgadores”, 58 entraram no que deveria ser o  plenário de um “tribunal”, como políticos. Como tal, não encararam a função que lhes reservou a Constituição de julgadores com isenção. Continuaram agindo politicamente, mantendo as querelas e discordâncias políticas que estão acostumados no dia a dia. Foram à votação com a decisão tomada, independentemente dos argumentos que a defesa fosse apresentar, predispostos a condenar Dilma Rousseff. Claro que 21 deles também chegaram no plenário com posição a favor da presidente. Mas, no mínimo seria incoerência terem votado em maio contra a aceitação da denúncia e agora modificarem suas posições…

http://www.marceloauler.com.br/sobre-o-impeachment-de-dilma-o-ser-humano-e-ruim-por-natureza/

 

 

Veja a versão desta quinta feira e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

 

https://oipa2.wordpress.com/2016/08/11/trabalhando-com-poesia-780
Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina.  Uma quinta feira abençoada por Deus, coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!

 

Apio Vinagre Nascimento

e-mail: apiovinagre.adv@gmail.com

e-mail 1: apio.vinagre @pedraevinagre.adv.br

e-mail 2: oipa2@hotmail.com

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A Blusa Amarela – Vladimir Maiakovski

Do veludo de minha voz

Umas calças pretas mandarei fazer.

Farei uma blusa amarela

De três metros de entardecer.

E numa Nevski mundial com passo pachola

Todo dia irei flanar qual D.Juan frajola.

Dexai a terra gritar amolengada de sono:

“Vais violar as primaveras verdejantes!”

Rio-me, petulante, e desafio o sol!

“Golto de me pavonear pelo asfalto brilhante!”

Talvez seja porque o céu está tão celestial!

E a terra engalanada tornou-se minha amante

Que lhes ofereço versos alegres como um carnaval

Agudos e necessários como um estilete pros dentes.

Mulheres que amais minha carcaça gigante

E tu, que fraternalmente me olhas, donzela.

Atirai vossos sorrisos ao poeta

Que, como flores, eu os coserei

À minha blusa amarela!
A FLAUTA-VÉRTEBRA – Vladimir Maiakovski

A todas vocês, que eu amei e que eu amo,
ícones guardados num coração-caverna,
como quem num banquete ergue a taça e celebra,
repleto de versos levanto meu crânio.
Penso, mais de uma vez:
seria melhor talvez
pôr-me o ponto final de um balaço.
Em todo caso
eu
hoje vou dar meu concerto de adeus.

Memória!
Convoca aos salões do cérebro
um renque inumerável de amadas.
Verte o riso de pupila em pupila,
veste a noite de núpcias passadas.
De corpo a corpo verta a alegria.
esta noite ficará na História.
Hoje executarei meus versos
na flauta de minhas próprias vértebras.

1915
(Tradução: Haroldo de Campos e Boris Schnaiderman)

 

Adultos – Vladimir Maiakovski

 

Os adultos fazem negócios.

Têm rublos nos bolsos.

Quer amor? Pois não!

Ei-lo por cem rublos!

E eu, sem casa e sem tecto,

com as mãos metidas nos bolsos rasgados,

vagava assombrado.

À noite vestis os melhores trajes

e ides descansar sobre viúvas ou casadas.

A mim Moscou me sufocava de abraços

com seus infinitos anéis de praças.

Nos corações, nos relógios

bate o pêndulo dos amantes.

Como se exaltam as duplas no leito do amor!

Eu, que sou a Praça da Paixão,

surpreendo o pulsar selvagem do coração das capitais.

Desabotoado, o coração quase de fora,

abria-me ao sol e aos jactos d’água.

Entrai com vossas paixões!

Galgai-me com vossos amores!

Doravante não sou mais dono de meu coração!

Nos demais – eu sei, qualquer um o sabe –

O coração tem domicílio no peito.

Comigo a anatomia ficou louca.

Sou todo coração – em todas as partes palpita.

Oh! Quantas são as primaveras

em vinte anos acesas nesta fornalha!

Uma tal carga acumulada

torna-se simplesmente insuportável.

Insuportável não para o verso de veras.

 

Tu – Vladimir Maiakovski

 

Entraste.

A sério, olhaste a estatura,

o bramido e simplesmente adivinhaste: uma criança.

Tomaste, arrancaste-me o coração

e simplesmente foste com ele jogar como uma menina com sua bola.

E todas, como se vissem um milagre,

senhoras e senhorias exclamaram:

– A esse amá-lo?

Se se atira em cima, derruba a gente!

Ela, com certeza, é domadora!

Por certo, saiu duma jaula!

E eu júbilo esqueci o julgo.

Louco de alegria

saltava como em casamento de índio,

tão leve,

tão bem me sentia.

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