Trabalhando com Poesia

“… Vamos homenagear Iemanjá rainha do mar… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra mãe maior do Brasil… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra Iemanjá do Brasil… Tomara que o vento leve pra longe a escuridão, que a vida seja mais leve, sem mágoas no coração, sem sustos no dia a dia, com balas de emoção, rajadas de alegria, carinho, amor e proteção… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra mãe maior do Brasil… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra Iemanjá do Brasil… Por dedução desfaça o mal sobre essa terra, que já sofreu, já padeceu em cada guerra, mais esse ano eu quero paz bandeiras brancas, palavras francas do meu país, que o meu povo não se canse da verdade, me dá vontade de ser feliz… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra mãe maior do Brasil… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra Iemanjá do Brasil… Olha aquela estrela do céu, olha aquela estrela do céu, olha aquela onda no mar, olha aquela onda no mar, foi Deus quem criooou, foi Deus quem criooou, pra gente se amar, pra gente se amar… Olha aquela estrela do céu, olha aquela estrela do céu, olha aquela onda no mar, olha aquela onda no mar, foi Deus quem criooou, foi Deus quem criooou, pra gente se amar, pra gente se amar… Odoiá Iemanjá traga um ano cheio de paz, pros seus filhos…” (Arlindo Cruz – Oferenda – Comp.: Arlindo Cruz)

“… O samba é meu guia é meu ganha pão, minha paz, é o meu documento, o meu talento minha paixão, muito mais… Quando estou no palco a entrega é total, corpo e alma, é tão bom ver você cantar, sambar, chorar, sorrir, bater palmas… Com esse canto marrom, que vem dos meus ancestrais… Hoje sem raça sem cor, para nos nossos quintais, feliz de quem tem esse amor pelo samba, no coração, só emoção… Samba que não sai de mim, samba que me batizou, samba que me deixa assim, devo a você o que sou, louvado, bendito e sagrado é o nosso amor, o nosso amor… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus… Com esse canto marrom, que vem dos meus ancestrais… Hoje sem raça sem cor, para nos nossos quintais, feliz de quem tem esse amor pelo samba, no coração, só emoção… Samba que não sai de mim, samba que me batizou, samba que me deixa assim, devo a você o que sou, louvado, bendito e sagrado é o nosso amor, o nosso amor… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus…” (Arlindo Cruz – Como um caso de amor – Comp.: Arlindo Cruz / André Renato / Ronaldo Barcellos / Fred Camacho / Marcelinho Moreira)

“… O bem, ilumina o sorriso, também pode dar proteção, o bem é o verdadeiro amigo, é quem dá o abrigo, é quem estende a mão… Num mundo de armadilhas e pecados, armado, tão carente de amor, as vezes é bem mais valorizado, amado, endeusado quem é traidor… E o bem é pra acabar com o desamor… Se a luz do sol não para de brilhar, se ainda existe noite e luar, o mal não pode superar, quem tem fé pra rezar diz amém e ver que todo mundo é capaz de ter um mundo só de amor e paz, quando faz só o bem, quando faz só o bem… O bem, ilumina o sorriso, também pode dar proteção, o bem é o verdadeiro amigo, é quem dá o abrigo, é quem estende a mão… Num mundo de armadilhas e pecados, armado, tão carente de amor, as vezes é bem mais valorizado, amado, endeusado quem é traidor… E o bem é pra acabar com o desamor… Se a luz do sol não para de brilhar, se ainda existe noite e luar, o mal não pode superar, quem tem fé pra rezar diz amém e ver que todo mundo é capaz de ter um mundo só de amor e paz, quando faz só o bem, quando faz só o bem…” (Arlindo Cruz – O Bem – Comp.: Arlindo Cruz / Délcio Luiz )

“Seja perseverante nas boas obras. Nada conseguiremos na vida sem perseverança. Para aprender piano, há necessidade de horas seguidas de estudo diário. O que é o estudo para o pianista, é a perseverança para qualquer outra atividade. Não se deixe arrastar pelo esmorecimento. Reaja com todas as forças que encontrar em seu coração, e terá a beleza da vida em redor de si mesmo.” (Minutos de Sabedoria Pg. 238)

Bom dia pessoal,

As dificuldades com a agenda tem me deixado sem condições de enviar o “Trabalhando com Poesia”. Espero que compreendam.

Nossa sugestão de leitura de hoje:

“Imposto sobre as grandes fortunas aguarda aprovação há mais de 20 anos” Adriana Santiago. – Você sabia que são os mais pobres os que pagam mais impostos no Brasil? Isso ocorre porque a tributação se dá, sobretudo, sobre o consumo, não sobre a renda. Os 10% mais pobres do país comprometem 32% de sua renda em tributos, enquanto os 10% mais ricos pagam 21%. Esse dado alarmante já seria justificativa suficiente para a aprovação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), pautada no Congresso Nacional há mais de 20 anos. Previsto no artigo 153 da Constituição do Brasil de 1988, o imposto é o único dos sete tributos federais que ainda não foi regulamentado. A cobrança desse imposto voltou ao debate nacional após as manifestações de rua, ocorridas em junho deste ano, exigindo melhorias na qualidade de vida da população.
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=a1b7f6c7d739aa48d5dfaacf54df3994&cod=12300

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e repleta da força do guerreiro de uma só flexa. Okearô Oxossi!!

Apio Vinagre Nascimento
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LAMENTO DO OFICIAL POR SEU CAVALO MORTO – Cecilia Meirelles

Nós merecemos a morte,
por que somos humanos
e a guerra é feita pelas nossas mãos,
pela nossa cabeça embrulhada em séculos de sombra,
por nosso sangue estranho e instável, pelas ordens
que trazemos por dentro, e ficam sem explicação.

Criamos o fogo, a velocidade, a nova alquimia,
os cálculos do gesto,
embora sabendo que somos irmãos.
Temos até os átomos por cúmplices, e que pecados
de ciência, pelo mar, pelas nuvens, nos astros!
Que delírio sem Deus, nossa imaginação!

E aqui morreste! Oh, tua morte é a minha, que, enganada,
recebes. Não te queixas. Não pensas. Não sabes. Indigno,
ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.
Animal encantado – melhor que nós todos!
– que tinhas tu com este mundo
dos homens?

Aprendias a vida, plácida e pura, e entrelaçada
em carne e sonho, que os teus olhos decifravam…

Personagem – Cecília Meireles

Teu nome é quase indiferente
e nem teu rosto mais me inquieta.
A arte de amar é exatamente
a de se ser poeta.

Para pensar em ti, me basta
o próprio amor que por ti sinto:
és a ideia, serena e casta,
nutrida do enigma do instinto.

O lugar da tua presença
é um deserto, entre variedades:
mas nesse deserto é que pensa
o olhar de todas as saudades.

Meus sonhos viajam rumos tristes
e, no seu profundo universo,
tu, sem forma e sem nome, existes,
silêncio, obscuro, disperso.

Teu corpo, e teu rosto, e teu nome,
teu coração, tua existência,
tudo – o espaço evita e consome:
e eu só conheço a tua ausência.

Eu só conheço o que não vejo.
E, nesse abismo do meu sonho,
alheia a todo outro desejo,
me decomponho e recomponho.

Ou isto ou aquilo – Cecília Meireles

Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

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Trabalhando com Poesia

“… Me cansei de ficar mudo, sem tentar, sem falar, mas não posso deixar tudo como está, como está você?… Tô vivendo por viver, tô cansado de chorar, não sei mais o que fazer, você tem que me ajudar, tá difícil esquecer, impossível não lembrar você… Você, ê, ê… Com o fim do nosso amor eu também tô por aí. Já não sei pra onde vou, quantas noites sem dormir, alivia minha dor e me faça, por favor, sorrir… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz… Me cansei de ficar mudo, sem tentar, sem falar, mas não posso deixar tudo como está, como está você?… Tô vivendo por viver, tô cansado de chorar, não sei mais o que fazer, você tem que me ajudar, tá difícil esquecer, impossível não lembrar você… Você, ê, ê… Com o fim do nosso amor eu também tô por aí. Já não sei pra onde vou, quantas noites sem dormir, alivia minha dor e me faça, por favor, sorrir… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz…” (Arlindo Cruz – Ainda é tempo pra viver feliz – Comp.: Arlindo Cruz, Sombra e Sombrinha)

“…Eu sempre fui assim mesmo, firmeza total e pureza no coração, eu sempre fui assim mesmo, parceiro fiel que não deixa na mão… É o meu jeito de ser, falar com geral e ir a qualquer lugar e é tão normal de me ver tomando cerveja calçando chinelo no bar… Não dá pra evitar bate papo informal, quando saio pra comprar o pão, falar de futebol e do que tá rolando de novo na televisão… Suburbano nato com muito orgulho, mostro no sorriso nosso clima de subúrbio… Eu gosto de fritada e jogar uma pelada, domingo de sol e fazer churrasquinho com a linha esticada no poste passando cerol… Cantar partido alto no morro, no asfalto sem discriminação porque… Meu nome é favela, e do povo do gueto a minha raiz, becos e vielas, eu encanto e canto uma história feliz… De humildade verdadeira, gente simples de primeira, salve ela o meu nome como é… Meu nome é favela, e do povo do gueto a minha raiz, becos e vielas, eu encanto e canto uma história feliz… De humildade verdadeira, gente simples de primeira “ (Arlindo Cruz – Meu nome é favela – Comp.: Rafael Delgado)

“… Nunca mais ouvi falar de amor, nunca mais eu vi a flor, nunca mais um beija-flor, nunca mais um grande amor assim, que me fizesse um sonhador, levando a dor pra ter um fim, pra nunca mais e nunca mais, amor, eu tive jeito de sorrir, eu tive peito de me abrir… Ando louco de saudade, saudade ô que é louca por você, o tempo voa e não perdoa, só magoa, solidão… Quem ama, chora, chora quem ama, quem diz que não ama, não sonha em vão… Se a gente chora, é, tem saudade, e até se atreve voltar atrás. Que a velha frase o vento leve, era até breve, não, nunca mais… Nunca mais ouvi falar de amor, nunca mais eu vi a flor, nunca mais um beija-flor, nunca mais um grande amor assim, que me fizesse um sonhador, levando a dor pra ter um fim, pra nunca mais e nunca mais, amor, eu tive jeito de sorrir, eu tive peito de me abrir… Ando louco de saudade, saudade ô que é louca por você, o tempo voa e não perdoa, só magoa, solidão… Quem ama, chora, chora quem ama, quem diz que não ama, não sonha em vão… Se a gente chora, é, tem saudade, e até se atreve voltar atrás. Que a velha frase o vento leve, era até breve, não, nunca mais…” (Arlindo Cruz e Beth Carvalho – Saudade louca – Comp.: Arlindo Cruz – Franco – Acyr Marques)

“Se você quiser encontrar paz e alegria neste mundo, espalhe em torno de si otimismo e bondade. Não se deixe ficar inativo na comodidade que nada produz. É pelo trabalho em benefício do próximo que armazenamos energias, a fim de vencer os embates da vida. Não pare jamais, não perca as oportunidades que se apresentam diariamente de fazer o bem, para que o bem venha abundante sobre você.” (Minutos de Sabedoria Pg. 237)

Bom dia pessoal,

O corre-corre de ontem não me permitiu publicar o “Trabalhando com Poesia”. Acabei quase não acessando a internet no dia de ontem, por conta das tarefas do dia.
Nas nossas sugestões de leitura de hoje:

“MALDITOS LIBERAIS, PROGRESSISTAS PATETICOS” Tariq Ramadan, “Horror in Egypt: Saying It Once, Saying It Again” – Minhas recentes análises dos levantes árabes e da crise em curso na Tunísia e no Egito receberam abundante comentário crítico. Minha posição sobre os levantes árabes, a história deles e as questões que propõem, está claramente exposta em meu livro Islam and the Arab Uprising. Eventos recentes confirmaram que não errei. Quem queira esclarecimentos, que leia ou releia meu livro. (…)

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12263

“América Latina: A contraditória etapa de um continente”, por Márcio Zonta, de Guararema (SP) – Com o olhar sobre uma América Latina em permanente disputa econômica, política e cultural entre grandes grupos internacionais capitalistas, burguesias regionais e governos de esquerda, o economista argentino Claudio Katz afirma que o neo-desenvolvimentismo adotado por alguns países não rompeu com o neoliberalismo.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=14ea12a8d4c1ce8ae45564cddc241e95&cod=12288

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Apio Vinagre Nascimento
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MARINHA – Cecília Meirelles
O barco é negro sobre o azul.
Sobre o azul os peixes são negros.
Desenham malhas negras as redes, sobre o azul.

Sobre o azul, os peixes são negros.
Negras são as vozes dos pescadores,
atirando-se palavras no azul.

É o último azul do mar e do céu.
A noite já vem, dos lados de Burma,
toda negra, molhada de azul:

– a noite que chega também do mar.

INTERLÚDIO – Cecília Meirelles
As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.

Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.

Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.

Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.

Fico ao teu lado.

É PRECISO NÃO ESQUECER NADA – Cecília Meirelles
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

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Trabalhando com Poesia

“… O meu lugar, é caminho de Ogum e Iansã, lá tem samba até de manhã, uma ginga em cada andar… O meu lugar, é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor, e cerveja pra comemorar… O meu lugar, tem seus mitos e seres de luz, é bem perto de Oswaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo, Irajá… O meu lugar, é sorriso é paz e prazer, o seu nome é doce dizer, Madureira, lá, laiá… Madureira, lá, laiá… O meu lugar, é caminho de Ogum e Iansã, lá tem samba até de manhã, uma ginga em cada andar… O meu lugar, é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor, e cerveja pra comemorar… O meu lugar, tem seus mitos e seres de luz, é bem perto de Oswaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo, Irajá… O meu lugar, é sorriso é paz e prazer, o seu nome é doce dizer, Madureira, lá, laiá… Madureira, lá, laiá… Ah que lugar, a saudade me faz relembrar, os amores que eu tive por lá, é difícil esquecer… Doce lugar, que é eterno no meu coração, e aos poetas traz inspiração, pra cantar e escrever… Ai meu lugar, quem não viu Tia Eulália dançar, Vó Maria o terreiro benzer, e ainda tem jongo à luz do luar… Ah que lugar, tem mil coisas pra a gente dizer, o difícil é saber terminar, Madureira, lá, laiá… Madureira, lá, laiá… Em cada esquina um pagode um bar, em Madureira. Império e Portela também são de lá, em Madureira… E no Mercadão você pode comprar, por uma pechincha você vai levar, um dengo, um sonho pra quem sonhar, em Madureira… E quem se habilita até pode chegar, tem jogo de ronda, caipira e bilhar, buraco, sueca pro tempo passar, em Madureira… E uma fezinha até posso fazer, no grupo dezena, centena e milhar, pelos setes lados eu vou te cercar, em Madureira…” (Arlindo Cruz – Meu lugar – Comp.: Arlindo Cruz / Mauro Diniz)

“… O que é o amor?… Se perguntar o que é o amor pra mim, não sei responder, não sei explicar, mas sei que o amor nasceu dentro de mim, me fez renascer, me fez despertar… Me disseram uma vez que o danado do amor pode ser fatal, dor sem ter remédio pra curar, me disseram também, que o amor faz o bem e que vence o mau, até hoje ninguém conseguiu definir o que é o amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor… Se perguntar o que é o amor pra mim, não sei responder, não sei explicar, mas sei que o amor nasceu dentro de mim, me fez renascer, me fez despertar… Me disseram uma vez que o danado do amor pode ser fatal, dor sem ter remédio pra curar, me disseram também, que o amor faz o bem e que vence o mau, até hoje ninguém conseguiu definir o que é o amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor…” (Arlindo Cruz – O que é o amor? – Comp.: Arlindo Cruz)

“… Eu tenho tanto pra te falar, não sei por onde vou começar. Toda hora que eu te vejo, quase morro de desejo, acho que é paixão!… A timidez tentou me calar, mas desta vez não posso guardar, toda hora eu te admiro, toda hora eu te respiro, acho que é paixão… Será que é amor? Parece muito mais, meu anjo minha flor, minha canção de paz… A luz do teu olhar clareia o meu viver, não posso mais ficar sem você… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… Eu tenho tanto pra te falar, não sei por onde vou começar. Toda hora que eu te vejo, quase morro de desejo, acho que é paixão!… A timidez tentou me calar, mas desta vez não posso guardar, toda hora eu te admiro, toda hora eu te respiro, acho que é paixão… Será que é amor? Parece muito mais, meu anjo minha flor, minha canção de paz… A luz do teu olhar clareia o meu viver, não posso mais ficar sem você… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… E você pode usar e abusar de amar… E você pode usar e abusar de amar…“ (Arlindo Cruz – Será que é amor? – Comp.: Arlindo Cruz / Babi / Jr. Dom)

“Não seja impaciente! Não tenha pressa em chegar ao fim. Deixe que o tempo amadureça os frutos, de modo que possa colhê-los amadurecidos. Caminhe com segurança e constância, porque tudo nos chegará na hora exata e mais oportuna. Os frutos amadurecidos à força não são tão saborosos quanto os que amadurecem naturalmente. Saiba esperar com paciência e não desanime.” (Minutos de Sabedoria Pg. 236)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Final de semana movimentado para a torcida do Bahia, que no sábado aprovou por esmagadora maioria a alteração do Estatuto do clube e agora vai em direção à eleição direta para sua Direção e Conselho Deliberativo.

Um dia histórico. Assim pode ser definido o sábado (17/08), vivido por cerca de 4 mil sócios do Esporte Clube Bahia. Desde as primeiras horas da manhã eles foram chegando à Ladeira da Fonte das Pedras para participar da Assembleia convocada pela comissão de intervenção, para apreciar propostas de alteração do estatuto tricolor, visando as eleições que devem se realizar no próximo dia 31/08, em local ainda não divulgado.

As 5 propostas de alteração, nas palavras do Interventor Carlos Ratis adequarão o Bahia à Lei Pelé, que é a Lei Federal em vigor e que deve ser cumprida. O Interventor efetivamente caiu nas graças da torcida do esquadrão que criou grito de guerra em sua homenagem e foi por ele regida em duas ocasiões: pela manhã ao cantar o já notório “Bahia minha vida, Bahia meu amor” e pela tarde entoando o hino do esquadrão. Vejam as propostas aprovadas na nossa Assembleia:

– Ficha-limpa: ninguém poderá ser candidato à presidência ou a cargo de conselheiro se possuir condenação judicial.

– Eleição direta: sócios elegem diretamente o presidente, que terá de se dedicar integralmente ao cargo e teria salário estipulado pelo Conselho Deliberativo.

– Redução do Conselho: de 300 para 100 componentes, e sua eleição será proporcional aos votos recebidos por cada chapa.

– Maioridade eleitoral: a idade mínima para votar será reduzida de 18 para 16 anos. A idade mínima para associação também será reduzida de 18 para zero ano.

– Mandato-tampão: presidente eleito durante a intervenção comandará o clube até dezembro de 2014 e não poderia se reeleger.

Políticos e craques do passado foram também presenças muito notadas, além dos presidenciáveis. No campo dos ex jogadores Zé Carlos e Bobô foram os mais assediados, juntamente com Osni Lopes e Sapatão. Bobô foi enfático logo pela manhã, ainda na fila de entrada ao afirmar que não será candidato nestes eleições do dia 31, mas, deixou transparecer o desejo de fazê-lo em 2014.

A votação final apresentou o seguinte resultado:

Sócios antigos: 347 votos pelas mudanças, 1 voto contra e 8 nulos (Cédulas não assinadas conforme determinado no Edital)

Sócios Novos: 2742 Votos pelas mudanças, 17 Votos nulos e 5 Votos contrários

Votos totais: 3089 Votos pelas mudanças, 25 Votos nulos e 06 Votos contrários

Segundo Ratis, já na Segunda Feira o novo estatuto aprovado irá a processo de Registro e a Comissão deverá adotar as providências para a viabilização do processo eleitoral.

No âmbito do Direito, a Ordem dos Advogados do Brasil realizou ontem (18) o seu XI Exame unificado. O Resultado preliminar das provas objetivas será divulgado dia 28 de Agosto quando se abre o prazo para eventuais recursos. A Prova de Pratica profissional (2ª fase) se realizará no próximo dia 06 de Outubro).

Confira os Gabaritos das provas de ontem:

http://img-oab.fgv.br/336/20130818072221-GABARITOS%20PRELIMIARES_XI_EXAME_DE_ORDEM.pdf

Em nossa sugestão de leitura de hoje dois textos do Site Pátria Latina, encaminhados pelo amigo Valter Xéu:
“O Maranhão da família Sarney”, por Janguiê Diniz – Todos já sabemos que o Nordeste é a região do país que mais se desenvolveu no Brasil entre 2000 e 2010. Entretanto, esse desenvolvimento parece ainda não atingir todos os estados da região. Apesar de todos os esforços, Maranhão e Piauí ainda não atingiram o ritmo de crescimento esperado.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=c851a9fd59eb3a9185457daa22f95c96&cod=12231

“MORTE E VIDA AMARILDA”, Por José Ribamar Bessa Freire – Guardem essa data, que ela é quente: 14 de julho de 2013. Na França, o povo comemora nas ruas mais de dois séculos da queda da Bastilha. Em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, às 20h15, termina o jogo Flamengo x Vasco. Nessa hora, no Rio, na Rocinha, vários policiais militares, entre eles o soldado Douglas Roberto Vital, o “Cara de Macaco”, prendem o ajudante de pedreiro, Amarildo Dias de Souza, diante de uma birosca perto de sua casa. Ele é levado à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local “para prestar esclarecimentos”. Nunca mais foi visto. Até hoje.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12230

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

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LEVEZA

Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.

AQUI ESTÁ MINHA VIDA (Cecília Meireles)

Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento
Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento.

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Trabalhando com Poesia

“… Nunca mais a natureza da manhã, e a beleza no artifício da cidade, num edifício sem janela, desenhei os olhos dela, entre vestígios de bala e a luz da televisão… Os meus olhos têm a fome do horizonte, sua face é um espelho sem promessa, por dezembros atravesso oceanos e desertos, vendo a morte assim tão perto, minha vida em suas mãos… O trem se vai, na noite sem estrelas… E o dia vem, nem eu nem trem nem ela… Nunca mais a natureza da manhã, e a beleza no artifício da cidade, num edifício sem janela, desenhei os olhos dela, entre vestígios de bala e a luz da televisão… Os meus olhos têm a fome do horizonte, sua face é um espelho sem promessa, por dezembros atravesso oceanos e desertos, vendo a morte assim tão perto, minha vida em suas mãos… O trem se vai, na noite sem estrelas… E o dia vem, nem eu nem trem nem ela…” (Zeca Baleiro e Fagner – Dezembros – Comp.: Fagner, Fausto Nilo e Zeca Baleiro)

“…Não fui eu nem Deus, não foi você nem foi ninguém. Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder, tem que acontecer, tem que ser assim: Nada permanece inalterado até o fim. Se ninguém tem culpa não se tem condenação, se o que ficou do grande amor é solidão, se um vai perder outro vai ganhar, é assim que eu vejo a vida e ninguém vai mudar… Eu daria tudo pra não ver você cansada, pra não ver você calada, pra não ver você chateada, cara de desesperada, mas não posso fazer nada, não sou Deus nem sou Senhor… Eu daria tudo, pra não ver você chumbada, pra não ver você baleada, pra não ver você arreada, a mulher abandonada, mas não posso fazer nada, eu sou um compositor popular… Eu daria tudo, pra não ver você zangada, pra não ver você cansada, pra não ver você chateada, cara de desesperada, mas não posso fazer nada, não sou Deus, nem sou Senhor… Eu daria tudo, pra não ver você chumbada, pra não ver você baleada, pra não ver você arreada, a mulher abandonada, mas não posso fazer nada, eu sou um compositor popular… “ (Zeca Baleiro – Tem que acontecer – Comp.: Sergio Sampaio)

h http://www.youtube.com/watch?v=jO5hO3XfyIg

“… Essa noite não tem lua, eu sei porque vi com meus olhos, além dos luminosos que não brilham mais, dorme às escuras a lua… Pra onde vai nosso amor, Nossa sede?… Há tempos que pergunto isto, nem mesmo Jesus Cristo pendurado na parede saberia a resposta… Vem comigo, vem, já tenho quase tudo que me basta, a flor no pasto, a mesa posta, minha música e teu calor, agora só me falta aprender o silêncio…” (Zeca Baleiro – O Silêncio – Comp.: Zeca Baleiro)

Confira outros sucessos de Zeca Baleiro:

“Não existem pessoas realmente más. Ou são enfermas ou não têm conhecimento da grande lei de que recebemos exatamente aquilo que damos. quem é enfermo precisa ser curado. Quem pratica o mal precisa ser elucidado. Mas de modo algum podemos agir com ódio e maldade. Procure ensinar aos outros pelo seu próprio exemplo, compreendendo
que a maldade é uma situação transitória do homem.” (Minutos de Sabedoria Pg. 235)

Boa noite pessoal,

O dia corrido de ontem e hoje só me permitiram trazer o “Trabalhando com Poesia” agora.

O caminhar das coisas têm me mostrado que ter fé, perseverar e manter-se leais a seus ideais e a quem efetivamente merece lealdade, sempre atrai resultados positivos. Nunca perca a fé, mesmo nos momentos mais difíceis. O triunfo virá. Persevere!

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Pátria Latina. Vale conferir:

“John Kerry e a face do banditismo internacional”, Por Renato Rabelo* O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitou o Brasil. Em princípio, o motivo da viagem de Kerry seria fazer um pedido de desculpas ao nosso país pelas comprovadas ações de espionagem praticadas pelos EUA em território brasileiro. Ao menos era o que se esperava de um homem que representa um país que, em tese, arvora-se do direito de defesa da “democracia”, “liberdade de expressão” e dos “direitos humanos”.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=2c5201a7391fedbc40c3cc6aa057a029&cod=12217

“Criada por brasileiro, ‘luz engarrafada’ já beneficia 1 milhão de casas no mundo” – O ano era 2002 e o Brasil enfrentava uma severa crise energética, o famoso “apagão”, que deixou muita gente às escuras em todo o país. Em meio ao problema, um mecânico de Uberaba (MG) fez jus ao famoso lema de que “com crise se cresce” e inventou algo capaz de deixar Thomas Edison (o criador da lâmpada) muito orgulhoso, onde quer que esteja.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=328bcd967480c1e8e902094e0a0d97a2&cod=12214

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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A Carolina – Machado de Assis

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs o mundo inteiro.
Trago-te flores – restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.

Erro – Machado de Assis

Erro é teu. amei-te um dia
com esse amor passageiro
que nasce na fantasia
e não chega ao coração;
não foi amor, foi apenas
uma ligeira impressão;
um querer indiferente,
em tua presença, vivo,
morto, se estavas ausente;
e, se ora me vês esquivo,
se, como outrora, não vês
meus incensos de poeta
ir eu queimar a teus pés
é que — como obra de um dia,
passou-me esta fantasia.
para eu amar-te, devias
outra ser e não como eras.
tuas frívolas quimeras,
teu vão amor de ti mesma.
essa pêndula gelada
que chamavas coração,
eram bem fracos liames
para que a alma enamorada
me conseguissem prender;
foram baldados tentames,
saiu contra ti o azar,
e, embora pouca, perdeste
a glória de me arrastar
ao teu carro… vãs quimeras!
para eu amar-te devias
outra ser e não como eras…

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Trabalhando com Poesia

“… Ela achou o meu cabelo engraçado, proibida pra mim, no way. Disse que não podia ficar, mas levou a sério o que eu falei… Vou fazer de tudo o que eu puder, eu vou roubar essa mulher pra mim. Eu posso te ligar a qualquer hora, mas eu nem sei o seu nome!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Eu me flagrei pensando em você, em tudo o que eu queria te dizer. Em uma noite especialmente boa, não há nada mais que a gente possa fazer… Vou fazer de tudo o que eu puder. Vou roubar essa mulher pra mim. Eu posso te ligar a qualquer hora, mas eu nem sei o seu nome! Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Eu me flagrei pensando em você, em tudo o que eu queria te dizer. Em uma noite especialmente boa, não há nada mais que a gente possa fazer… Vou fazer de tudo o que eu puder. Vou roubar essa mulher pra mim. Eu posso te ligar a qualquer hora, mas eu nem sei o seu nome!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!…” (Zeca Baleiro – Proibida pra mim – Comp.: Guilermo Pelado)

“… Baby! I’m so alone, vamos pra Babylon! Viver a pão-de-ló e möet chandon, vamos pra Babylon! vamos pra Babylon!… Gozar! Sem se preocupar com amanhã, vamos pra Babylon, Baby! Baby! Babylon!… Comprar o que houver, au revoir ralé, finesse s’il vous plait mon dieu je t’aime glamour, Manhattan by night, passear de iate nos mares do pacífico sul… Baby! I’m alive like a Rolling Stone, vamos pra Babylon, vida é um souvenir, made in Hong Kong, vamos pra Babylon! Vamos pra Babylon!… Vem ser feliz ao lado deste bon vivant, vamos pra Babylon, Baby! Baby! Babylon!… De tudo provar, champanhe, caviar, scotch, escargot, ray-ban, Bye, bye miserê, kaya now to me, o céu seja aqui, minha religião é o prazer… Não tenho dinheiro pra pagar a minha yoga, não tenho dinheiro pra bancar a minha droga, eu não tenho renda pra descolar a merenda, cansei de ser duro, vou botar minh’alma à venda… Eu não tenho grana pra sair com o meu broto, eu não compro roupa, por isso que eu ando roto, nada vem de graça, nem o pão, nem a cachaça, quero ser o caçador, ando cansado de ser caça… Não tenho dinheiro pra pagar a minha yoga, não tenho dinheiro pra bancar a minha droga, eu não tenho renda pra descolar a merenda, cansei de ser duro, vou botar minh’alma à venda… Eu não tenho grana pra sair com o meu broto, eu não compro roupa, por isso que eu ando roto, nada vem de graça, nem o pão, nem a cachaça, quero ser o caçador, ando cansado de ser caça… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon…” (Zeca Baleiro – Babylon – Comp.: Zeca Baleiro)

“… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não vou em bola dividida, pois se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo: Se ela faz com ele vai fazer comigo… Se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo, se ela faz com ele vai fazer comigo… E vai fazer comigo exatamente igual, ela é uma morena sensacional, digna de um crime passional e eu não quero ser manchete de jornal… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não quero que essa gente diga: Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou… Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não vou em bola dividida, pois se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo: Se ela faz com ele vai fazer comigo… Se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo, se ela faz com ele vai fazer comigo… E vai fazer comigo exatamente igual, ela é uma morena sensacional, digna de um crime passional e eu não quero ser manchete de jornal… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não quero que essa gente diga: Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou… Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou…” (Zeca Baleiro– Bola dividida – Comp.: Luiz Ayr)

“… Sempre que te vejo assim: linda, nua e um pouco nervosa, minha velha alma, cria alma nova. Quer voar pela boca, quer sair por aí… E eu digo: Calma alma minha, calminha! ainda não é hora de partir… Sempre que te vejo assim: linda, nua e um pouco nervosa, minha velha alma, cria alma nova. Quer voar pela boca, quer sair por aí… E eu digo: Calma alma minha, calminha! ainda não é hora de partir… Então ficamos minha alma e eu, olhando o corpo teu, sem entender… Como é que a alma entra nessa história, afinal o amor é tão carnal… Eu bem que tento, tento entender, mas a minha alma não quer nem saber. Só quer entrar em você, como tantas vezes já me viu fazer… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… Então ficamos minha alma e eu, olhando o corpo teu, sem entender… Como é que a alma entra nessa história, afinal o amor é tão carnal… Eu bem que tento, tento entender, mas a minha alma não quer nem saber. Só quer entrar em você, como tantas vezes já me viu fazer… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… Eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender…” (Zeca Baleiro – Alma nova – Comp.: Zeca Baleiro e Fernando Abreu)

“’Quem alimenta o ódio atira fogo ao próprio coração’, escreveu André Luis. Se alguém o magoou, se o ofendeu com calúnias, não o imite, repetindo os mesmos erros. Coloque-se acima dele, sabendo relevar. E procure esquecer, porque o pensamento negativo da raiva atrai, para nós, a onda de maldade que nosso infeliz adversário lança contra nós. Para ser feliz, saiba relevar e esquecer.” (Minutos de Sabedoria Pg. 234)

Boa noite pessoal,

O dia de hoje é dedicado a três pessoas que estão aniversariando: Meu filho João Victor, minha sobrinha Naninha e minha tia Rosa, que herdei da relação com Cláudia e por quem tenho um carinho grande.

O dia de ontem não me permitiu realizar o “Trabalhando com Poesia”. Estive a tarde na OAB-Bahia para receber a minha carteira de estagiário inscrito na Ordem. A presença de minha mãe, de minha irmã Patrícia e minha sobrinha Naninha me levaram grande alegria e emoção. Agradeço as dezenas de mensagens de estímulo e congratulações no meu perfil do Facebook. Valeu!

Nossa sugestão de leitura de hoje foi descoberta no sábado, durante uma aula de extensão de Direito da infância e da Adolescência, com o Professor Cléver Jatobá, que nos oportunizou a leitura do seu blog e, nele achei este bom artigo, que compartilho com vocês:

“Quem Procura, Acha!!! – Bisbilhotar os SMS, E-mail e Carteira é violação da Intimidade? – O ciúme é por muitos concebido como uma das expressões do amor (sic), pois só sente ciúme aquele que gosta. Diz o provérbio popular que “o ciúme apimenta o relacionamento”. Ocorre, porém, vale alertar que pimenta demais faz mal à saúde do relacionamento. Bem, tratando-se de um sentimento humano, o ciúme é algo natural, pois toda e qualquer pessoa pode senti-lo. Ocorre, porém, que quando o mesmo rouba a cena e transcende ao tênue limite do razoável, pode implicar em graves violações aos direitos e até causar danos irreversíveis às pessoas que integram o relacionamento, ou até desaguar em lamentáveis episódios criminais. Isso mesmo, só para que se tenha ideia, crimes passionais normalmente são fomentados pelo ciúme doentio.”

Leia mais no Portal Acadêmico Professor Clever Jatobá:

http://cleverjatoba.blogspot.com.br/2013/07/quem-procura-acha.html

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e repleta da força do guerreiro de uma só flexa. Okearô Oxossi!!

Apio Vinagre Nascimento
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PAI CONTRA MÃE (Machado de Assis)

Publicado originalmente em Relíquias de casa velha 1906

A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.

O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.

Há meio século, os escravos fugiam com freqüência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando.

Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “ — ou “. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o acoitasse. [1]

Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem.

Cândido Neves — em família, Candinho —, é a pessoa a quem se liga a história de uma fuga, cedeu à pobreza, quando adquiriu o ofício de pegar escravos fugidos. Tinha um defeito grave esse homem, não agüentava emprego nem ofício, carecia de estabilidade; é o que ele chamava caiporismo. Começou por querer aprender tipografia, mas viu cedo que era preciso algum tempo para compor bem, e ainda assim talvez não ganhasse o bastante; foi o que ele disse a si mesmo. O comércio chamou-lhe a atenção, era carreira boa. Com algum esforço entrou de caixeiro para um armarinho. A obrigação, porém, de atender e servir a todos feria-o na corda do orgulho, e ao cabo de cinco ou seis semanas estava na rua por sua vontade. Fiel de cartório, contínuo de uma repartição anexa ao Ministério do Império, carteiro e outros empregos foram deixados pouco depois de obtidos.

Quando veio a paixão da moça Clara, não tinha ele mais que dívidas, ainda que poucas, porque morava com um primo, entalhador de ofício. Depois de várias tentativas para obter emprego, resolveu adotar o ofício do primo, de que aliás já tomara algumas lições. Não lhe custou apanhar outras, mas, querendo aprender depressa, aprendeu mal. Não fazia obras finas nem complicadas, apenas garras para sofás e relevos comuns para cadeiras. Queria ter em que trabalhar quando casasse, e o casamento não se demorou muito.

Contava trinta anos, Clara vinte e dois. Ela era órfã, morava com uma tia, Mônica, e cosia com ela. Não cosia tanto que não namorasse o seu pouco, mas os namorados apenas queriam matar o tempo; não tinham outro empenho. Passavam às tardes, olhavam muito para ela, ela para eles, até que a noite a fazia recolher para a costura. O que ela notava é que nenhum deles lhe deixava saudades nem lhe acendia desejos. Talvez nem soubesse o nome de muitos. Queria casar, naturalmente. Era, como lhe dizia a tia, um pescar de caniço, a ver se o peixe pegava, mas o peixe passava de longe; algum que parasse, era só para andar à roda da isca, mirá-la, cheirá-la, deixá-la e ir a outras.
O amor traz sobrescritos. Quando a moça viu Cândido Neves, sentiu que era este o possível marido, o marido verdadeiro e único. O encontro deu-se em um baile; tal foi — para lembrar o primeiro ofício do namorado — tal foi a página inicial daquele livro, que tinha de sair mal composto e pior brochado. O casamento fez-se onze meses depois, e foi a mais bela festa das relações dos noivos. Amigas de Clara, menos por amizade que por inveja, tentaram arredá-la do passo que ia dar. Não negavam a gentileza do noivo, nem o amor que lhe tinha, nem ainda algumas virtudes; diziam que era dado em demasia a patuscadas.

— Pois ainda bem, replicava a noiva; ao menos, não caso com defunto.
— Não, defunto não; mas é que…

Não diziam o que era. Tia Mônica, depois do casamento, na casa pobre onde eles se foram abrigar, falou-lhes uma vez nos filhos possíveis. Eles queriam um, um só, embora viesse agravar a necessidade.

— Vocês, se tiverem um filho, morrem de fome, disse a tia à sobrinha.
— Nossa Senhora nos dará de comer, acudiu Clara.

Tia Mônica devia ter-lhes feito a advertência, ou ameaça, quando ele lhe foi pedir a mão da moça; mas também ela era amiga de patuscadas, e o casamento seria uma festa, como foi.

A alegria era comum aos três. O casal ria a propósito de tudo. Os mesmos nomes eram objeto de trocados, Clara, Neves, Cândido; não davam que comer, mas davam que rir, e o riso digeria-se sem esforço. Ela cosia agora mais, ele saía a empreitadas de uma coisa e outra; não tinha emprego certo.

Nem por isso abriam mão do filho. O filho é que, não sabendo daquele desejo específico, deixava-se estar escondido na eternidade. Um dia, porém, deu sinal de si a criança; varão ou fêmea, era o fruto abençoado que viria trazer ao casal a suspirada ventura. Tia Mônica ficou desorientada, Cândido e Clara riram dos seus sustos.

— Deus nos há de ajudar, titia, insistia a futura mãe.

A notícia correu de vizinha a vizinha. Não houve mais que espreitar a aurora do dia grande. A esposa trabalhava agora com mais vontade, e assim era preciso, uma vez que, além das costuras pagas, tinha de ir fazendo com retalhos o enxoval da criança. À força de pensar nela, vivia já com ela, media-lhe fraldas, cosia-lhe camisas. A porção era escassa, os intervalos longos. Tia Mônica ajudava, é certo, ainda que de má vontade.

— Vocês verão a triste vida, suspirava ela.
— Mas as outras crianças não nascem também? perguntou Clara.
— Nascem, e acham sempre alguma coisa certa que comer, ainda que pouco…
— Certa como?
— Certa, um emprego, um ofício, uma ocupação, mas em que é que o pai dessa infeliz criatura que aí vem gasta o tempo?

Cândido Neves, logo que soube daquela advertência, foi ter com a tia, não áspero, mas muito menos manso que de costume, e lhe perguntou se já algum dia deixara de comer.

— A senhora ainda não jejuou senão pela Semana Santa, e isso mesmo quando não quer jantar comigo. Nunca deixamos de ter o nosso bacalhau…
— Bem sei, mas somos três.
— Seremos quatro.
— Não é a mesma coisa.
— Que quer então que eu faça além do que faço?
— Alguma coisa mais certa. Veja o marceneiro da esquina, o homem do armarinho, o tipógrafo que casou sábado, todos têm um emprego certo… Não fique zangado; não digo que você seja vadio, mas a ocupação que escolheu é vaga. Você passa semanas sem vintém.
— Sim, mas lá vem uma noite que compensa tudo, até de sobra. Deus não me abandona, e preto fugido sabe que comigo não brinca; quase nenhum resiste, muitos entregam-se logo.

Tinha glória nisto, falava da esperança como de capital seguro. Daí a pouco ria, e fazia rir à tia, que era naturalmente alegre, e previa uma patuscada no batizado.

Cândido Neves perdera já o ofício de entalhador, como abrira mão de outros muitos, melhores ou piores. Pegar escravos fugidos trouxe-lhe um encanto novo. Não obrigava a estar longas horas sentado. Só exigia força, olho vivo, paciência, coragem e um pedaço de corda. Cândido Neves lia os anúncios, copiava-os, metia-os no bolso e saía às pesquisas. Tinha boa memória. Fixados os sinais e os costumes de um escravo fugido, gastava pouco tempo em achá-lo, segurá-lo, amarrá-lo e levá-lo. A força era muita, a agilidade também. Mais de uma vez, a uma esquina, conversando de coisas remotas, via passar um escravo como os outros, e descobria logo que ia fugido, quem era, o nome, o dono, a casa deste e a gratificação; interrompia a conversa e ia atrás do vicioso. Não o apanhava logo, espreitava lugar azado, e de um salto tinha a gratificação nas mãos. Nem sempre saía sem sangue, as unhas e os dentes do outro trabalhavam, mas geralmente ele os vencia sem o menor arranhão.

Um dia os lucros entraram a escassear. Os escravos fugidos não vinham já, como dantes, meter-se nas mãos de Cândido Neves. Havia mãos novas e hábeis. Como o negócio crescesse, mais de um desempregado pegou em si e numa corda, foi aos jornais, copiou anúncios e deitou-se à caçada. No próprio bairro havia mais de um competidor. Quer dizer que as dívidas de Cândido Neves começaram de subir, sem aqueles pagamentos prontos ou quase prontos dos primeiros tempos. A vida fez-se difícil e dura. Comia-se fiado e mal; comia-se tarde. O senhorio mandava pelos aluguéis.

Clara não tinha sequer tempo de remendar a roupa ao marido, tanta era a necessidade de coser para fora. Tia Mônica ajudava a sobrinha, naturalmente. Quando ele chegava à tarde, via-se-lhe pela cara que não trazia vintém. Jantava e saía outra vez, à cata de algum fugido. Já lhe sucedia, ainda que raro, enganar-se de pessoa, e pegar em escravo fiel que ia a serviço de seu senhor; tal era a cegueira da necessidade. Certa vez capturou um preto livre; desfez-se em desculpas, mas recebeu grande soma de murros que lhe deram os parentes do homem.

— É o que lhe faltava! exclamou a tia Mônica, ao vê-lo entrar, e depois de ouvir narrar o equívoco e suas conseqüências. Deixe-se disso, Candinho; procure outra vida, outro emprego.

Cândido quisera efetivamente fazer outra coisa, não pela razão do conselho, mas por simples gosto de trocar de ofício; seria um modo de mudar de pele ou de pessoa. O pior é que não achava à mão negócio que aprendesse depressa.
A natureza ia andando, o feto crescia, até fazer-se pesado à mãe, antes de nascer. Chegou o oitavo mês, mês de angústias e necessidades, menos ainda que o nono, cuja narração dispenso também. Melhor é dizer somente os seus efeitos. Não podiam ser mais amargos.

— Não, tia Mônica! bradou Candinho, recusando um conselho que me custa escrever, quanto mais ao pai ouvi-lo. Isso nunca!

Foi na última semana do derradeiro mês que a tia Mônica deu ao casal o conselho de levar a criança que nascesse à Roda dos Enjeitados. Em verdade, não podia haver palavra mais dura de tolerar a dois jovens pais que espreitavam a criança, para beijá-la, guardá-la, vê-la rir, crescer, engordar, pular… Enjeitar quê? enjeitar como? Candinho arregalou os olhos para a tia, e acabou dando um murro na mesa de jantar. A mesa, que era velha e desconjuntada, esteve quase a se desfazer inteiramente. Clara interveio.

— Titia não fala por mal, Candinho.
— Por mal? replicou tia Mônica. Por mal ou por bem, seja o que for, digo que é o melhor que vocês podem fazer. Vocês devem tudo; a carne e o feijão vão faltando. Se não aparecer algum dinheiro, como é que a família há de aumentar? E depois, há tempo; mais tarde, quando o senhor tiver a vida mais segura, os filhos que vierem serão recebidos com o mesmo cuidado que este ou maior. Este será bem-criado, sem lhe faltar nada. Pois então a Roda é alguma praia ou monturo? Lá não se mata ninguém, ninguém morre à toa, enquanto que aqui é certo morrer, se viver à míngua. Enfim…

Tia Mônica terminou a frase com um gesto de ombros, deu as costas e foi meter-se na alcova. Tinha já insinuado aquela solução, mas era a primeira vez que o fazia com tal franqueza e calor — crueldade, se preferes. Clara estendeu a mão ao marido, como a amparar-lhe o ânimo; Cândido Neves fez uma careta, e chamou maluca à tia, em voz baixa. A ternura dos dois foi interrompida por alguém que batia à porta da rua.

— Quem é? perguntou o marido.
— Sou eu.

Era o dono da casa, credor de três meses de aluguel, que vinha em pessoa ameaçar o inquilino. Este quis que ele entrasse.

— Não é preciso…
— Faça favor.

O credor entrou e recusou sentar-se; deitou os olhos à mobília para ver se daria algo à penhora; achou que pouco. Vinha receber os aluguéis vencidos, não podia esperar mais; se dentro de cinco dias não fosse pago, pô-lo-ia na rua. Não havia trabalhado para regalo dos outros. Ao vê-lo, ninguém diria que era proprietário; mas a palavra supria o que faltava ao gesto, e o pobre Cândido Neves preferiu calar a retorquir. Fez uma inclinação de promessa e súplica ao mesmo tempo. O dono da casa não cedeu mais.

— Cinco dias ou rua! repetiu, metendo a mão no ferrolho da porta e saindo.

Candinho saiu por outro lado. Nesses lances não chegava nunca ao desespero, contava com algum empréstimo, não sabia como nem onde, mas contava. Demais, recorreu aos anúncios. Achou vários, alguns já velhos, mas em vão os buscava desde muito. Gastou algumas horas sem proveito, e tornou para casa. Ao fim de quatro dias, não achou recursos; lançou mão de empenhos, foi a pessoas amigas do proprietário, não alcançando mais que a ordem de mudança.

A situação era aguda. Não achavam casa, nem contavam com pessoa que lhes emprestasse alguma; era ir para a rua. Não contavam com a tia. Tia Mônica teve arte de alcançar aposento para os três em casa de uma senhora velha e rica, que lhe prometeu emprestar os quartos baixos da casa, ao fundo da cocheira, para os lados de um pátio. Teve ainda a arte maior de não dizer nada aos dois, para que Cândido Neves, no desespero da crise, começasse por enjeitar o filho e acabasse alcançando algum meio seguro e regular de obter dinheiro; emendar a vida, em suma. Ouvia as queixas de
Clara, sem as repetir, é certo, mas sem as consolar. No dia em que fossem obrigados a deixar a casa, fá-los-ia espantar com a notícia do obséquio e iriam dormir melhor do que cuidassem.

Assim sucedeu. Postos fora da casa, passaram ao aposento de favor, e dois dias depois nasceu a criança. A alegria do pai foi enorme, e a tristeza também. Tia Mônica insistiu em dar a criança à Roda. “ Cândido Neves pediu que não, que esperasse, que ele mesmo a levaria. Notai que era um menino, e que ambos os pais desejavam justamente este sexo. Mal lhe deram algum leite; mas, como chovesse à noite, assentou o pai levá-lo à Roda na noite seguinte.

Naquela reviu todas as suas notas de escravos fugidos. As gratificações pela maior parte eram promessas; algumas traziam a soma escrita e escassa. Uma, porém, subia a cem mil-réis. Tratava-se de uma mulata; vinham indicações de gesto e de vestido. Cândido Neves andara a pesquisá-la sem melhor fortuna, e abrira mão do negócio; imaginou que algum amante da escrava a houvesse recolhido. Agora, porém, a vista nova da quantia e a necessidade dela animaram
Cândido Neves a fazer um grande esforço derradeiro. Saiu de manhã a ver e indagar pela Rua e Largo da Carioca, Rua do Parto e da Ajuda, onde ela parecia andar, segundo o anúncio. Não a achou; apenas um farmacêutico da Rua da Ajuda se lembrava de ter vendido uma onça de qualquer droga, três dias antes, à pessoa que tinha os sinais indicados. Cândido Neves parecia falar como dono da escrava, e agradeceu cortesmente a notícia. Não foi mais feliz com outros fugidos de gratificação incerta ou barata.

Voltou para a triste casa que lhe haviam emprestado. Tia Mônica arranjara de si mesma a dieta para a recente mãe, e tinha já o menino para ser levado à Roda. O pai, não obstante o acordo feito, mal pôde esconder a dor do espetáculo. Não quis comer o que tia Mônica lhe guardara; não tinha fome, disse, e era verdade. Cogitou mil modos de ficar com o filho; nenhum prestava. Não podia esquecer o próprio albergue em que vivia. Consultou a mulher, que se mostrou resignada. Tia Mônica pintara-lhe a criação do menino; seria maior a miséria, podendo suceder que o filho achasse a morte sem recurso. Cândido Neves foi obrigado a cumprir a promessa; pediu à mulher que desse ao filho o resto do leite que ele beberia da mãe. Assim se fez; o pequeno adormeceu, o pai pegou dele, e saiu na direção da Rua dos Barbonos.

Que pensasse mais de uma vez em voltar para casa com ele, é certo; não menos certo é que o agasalhava muito, que o beijava, que lhe cobria o rosto para preservá-lo do sereno. Ao entrar na Rua da Guarda Velha, Cândido Neves começou a afrouxar o passo.

— Hei de entregá-lo o mais tarde que puder, murmurou ele.

Mas não sendo a rua infinita ou sequer longa, viria a acabá-la; foi então que lhe ocorreu entrar por um dos becos que ligavam aquela à Rua da Ajuda. Chegou ao fim do beco e, indo a dobrar à direita, na direção do Largo da Ajuda, viu do lado oposto um vulto de mulher; era a mulata fugida. Não dou aqui a comoção de Cândido Neves por não podê-lo fazer com a intensidade real. Um adjetivo basta; digamos enorme. Descendo a mulher, desceu ele também; a poucos passos estava a farmácia onde obtivera a informação, que referi acima. Entrou, achou o farmacêutico, pediu-lhe a fineza de guardar a criança por um instante; viria buscá-la sem falta.

— Mas…

Cândido Neves não lhe deu tempo de dizer nada; saiu rápido, atravessou a rua, até ao ponto em que pudesse pegar a mulher sem dar alarma. No extremo da rua, quando ela ia a descer a de S. José, Cândido Neves aproximou-se dela. Era a mesma, era a mulata fujona.

— Arminda! bradou, conforme a nomeava o anúncio.

Arminda voltou-se sem cuidar malícia. Foi só quando ele, tendo tirado o pedaço de corda da algibeira, pegou dos braços da escrava, que ela compreendeu e quis fugir. Era já impossível. Cândido Neves, com as mãos robustas, atava-lhe os pulsos e dizia que andasse. A escrava quis gritar, parece que chegou a soltar alguma voz mais alta que de costume, mas entendeu logo que ninguém viria libertá-la, ao contrário. Pediu então que a soltasse pelo amor de Deus.

— Estou grávida, meu senhor! exclamou. Se Vossa Senhoria tem algum filho, peço-lhe por amor dele que me solte; eu serei tua escrava, vou servi-lo pelo tempo que quiser. Me solte, meu senhor moço!
— Siga! repetiu Cândido Neves.
— Me solte!
— Não quero demoras; siga!

Houve aqui luta, porque a escrava, gemendo, arrastava-se a si e ao filho. Quem passava ou estava à porta de uma loja, compreendia o que era e naturalmente não acudia. Arminda ia alegando que o senhor era muito mau, e provavelmente a castigaria com açoites — coisa que, no estado em que ela estava, seria pior de sentir. Com certeza, ele lhe mandaria dar açoites.

— Você é que tem culpa. Quem lhe manda fazer filhos e fugir depois? perguntou Cândido Neves.

Não estava em maré de riso, por causa do filho que lá ficara na farmácia, à espera dele. Também é certo que não costumava dizer grandes coisas. Foi arrastando a escrava pela Rua dos Ourives, em direção à da Alfândega, onde residia o senhor. Na esquina desta a luta cresceu; a escrava pôs os pés à parede, recuou com grande esforço, inutilmente. O que alcançou foi, apesar de ser a casa próxima, gastar mais tempo em lá chegar do que devera. Chegou, enfim, arrastada, desesperada, arquejando. Ainda ali ajoelhou-se, mas em vão. O senhor estava em casa, acudiu ao chamado e ao rumor.

— Aqui está a fujona, disse Cândido Neves.
— É ela mesma.
— Meu senhor!
— Anda, entra…

Arminda caiu no corredor. Ali mesmo o senhor da escrava abriu a carteira e tirou os cem mil-réis de gratificação. Cândido Neves guardou as duas notas de cinqüenta mil-reis, enquanto o senhor novamente dizia à escrava que entrasse. No chão, onde jazia, levada do medo e da dor, e após algum tempo de luta a escrava abortou.

O fruto de algum tempo entrou sem vida neste mundo, entre os gemidos da mãe e os gestos de desespero do dono. Cândido Neves viu todo esse espetáculo. Não sabia que horas eram. Quaisquer que fossem, urgia correr à Rua da Ajuda, e foi o que ele fez sem querer conhecer as conseqüências do desastre.

Quando lá chegou, viu o farmacêutico sozinho, sem o filho que lhe entregara. Quis esganá-lo. Felizmente, o farmacêutico explicou tudo a tempo; o menino estava lá dentro com a família, e ambos entraram. O pai recebeu o filho com a mesma fúria com que pegara a escrava fujona de há pouco, fúria diversa, naturalmente, fúria de amor.

Agradeceu depressa e mal, e saiu às carreiras, não para a Roda dos Enjeitados, mas para a casa de empréstimo com o filho e os cem mil-réis de gratificação. Tia Mônica, ouvida a explicação, perdoou a volta do pequeno, uma vez que trazia os cem mil-réis. Disse, é verdade, algumas palavras duras contra a escrava, por causa do aborto, além da fuga. Cândido Neves, beijando o filho, entre lágrimas, verdadeiras, abençoava a fuga e não se lhe dava do aborto.

— Nem todas as crianças vingam, bateu-lhe o coração.

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Trabalhando com Poesia

“… De você sei quase nada, pra onde vai, ou porque veio. Nem mesmo sei, qual é a parte da tua estrada no meu caminho? Será um atalho ou um desvio? Um rio raso, um passo em falso, um prato fundo, pra toda fome que há no mundo… Noite alta que revele um passeio pela pele, dia claro madrugada, de nós dois não sei mais nada… De você sei quase nada, pra onde vai, ou porque veio. Nem mesmo sei, qual é a parte da tua estrada no meu caminho? Será um atalho ou um desvio? Um rio raso, um passo em falso, um prato fundo, pra toda fome que há no mundo… Se tudo passa, como se explica o amor que fica nessa parada? Amor que chega sem dar aviso, não é preciso saber mais nada… De você sei quase nada… De você sei quase nada… Quase nada, quase nada… De você sei quase nada… De você sei quase nada… Quase nada, quase nada, quase nada, quase nada… Minh’alma de sonhar-te anda perdida, meus olhos andam cegos de te ver… Quase nada, quase nada, quase nada, quase nada…” (Zeca Baleiro – Quase nada – Comp.: Alice Ruiz / Zeca Baleiro)

“… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Quando o sol se vai a lua amarela, fica colada no céu, cheio de estrela. Se essa lua fosse minha, ninguém chegava perto dela, a não ser eu e você, ah, eu pagava prá ver nós dois no cavalo de ogum, nós juntos parecendo um, na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Quando o sol se vai a lua amarela, fica colada no céu, cheio de estrela. Se essa lua fosse minha, ninguém chegava perto dela, a não ser eu e você, ah, eu pagava prá ver nós dois no cavalo de ogum, nós juntos parecendo um, na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão…” (Zeca Baleiro – Comigo – Comp.: Zeca Baleiro)

“…Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além de qualquer experiência, teus olhos tem o seu silêncio, no teu gesto mais frágil, há coisas que me encerram, ou que eu não ouso tocar, porque estão demasiado perto… Teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra, embora eu tenha me fechado como dedos nalgum lugar… Me abres sempre, pétala por pétala, como a primavera abre tocando sutilmente, misteriosamente a sua primeira rosa, sua primeira rosa… Ou se quiseres me ver fechado, eu e minha vida, nos fecharemos belamente, de repente, assim como o coração desta flor imagina a neve cuidadosamente descendo em toda a parte… Nada que eu possa perceber neste universo, Iguala o poder de tua intensa fragilidade, cuja textura compele-me com a cor de seus continentes, restituindo a morte e o sempre, cada vez que respirar… Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre, só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas, ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre, só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas, ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… “ (Zeca Baleiro – Nalgum lugar– Comp.: E. E. Cummings)

“…Eu quero me esconder debaixo dessa sua saia prá fugir do mundo. Pretendo também me embrenhar no emaranhado desses seus cabelos. Preciso transfundir teu sangue, pro meu coração, que é tão vagabundo… Me deixe te trazer num dengo, prá num cafuné fazer os meus apelos! Me deixe te trazer num dengo, prá num cafuné fazer os meus apelos!… Eu quero ser exorcizado pela água benta desse olhar infindo. Que bom é ser fotografado, mas pelas retinas dos seus olhos lindos… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego que chegou… que chegou de porre lá da bo… la da boemia… Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego, que chegou… que chegou de porre lá da boemia… Eu quero ser exorcizado pela água benta desse olhar infindo. Que bom é ser fotografado, mas pelas retinas dos seus olhos lindos… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego que chegou… que chegou de porre lá da bo… la da boemia. Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego, que chegou… que chegou de porre lá da boemia… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez!…” (Zeca Baleiro – Disritmia – Comp.: Martinho da Vila)

“Contribua, com sua parcela, para tornar mais belo este mundo. Um pequenino gesto, uma ação insignificante, podem melhorar muito o ambiente em que nos encontramos, elevar o entusiasmo de quem está desanimado, reanimar aquele que está desiludido. Um simples aperto de mão confiante faz renascer, por vezes, a coragem de quem estava por fraquejar. Contribua com algo de seu, para tornar mais belo este mundo” (Minutos de Sabedoria Pg. 233)

Boa tarde pessoal,

Como está a sua relação com o mundo a sua volta? Já parou para refletir sobre isso? Quanto efetivamente você tem feito para se sentir melhor consigo mesmo? Quanto te preocupa o bem estar de seu irmão ou irmã, seja ele seu cosanguíneo ou não?

Assistia ontem a situação ocorrida com a servidora da FACOM/UFBA e efetivamente é de estarrecer a banalidade com que as pessoas matam hoje em dia. Não menos estarrecedor que a morte de quatro jovens no Chafariz, aqui em Lauro de Freitas. Precisamos debater a questão da segurança pública, ou a falta dela de uma forma mais efetiva! E falo isso quanto aos diversos atores e atrizes que se dispõem a fazê-lo. Jamais encontraremos saídas se continuarmos a entender que só tem anjos de um lado e capetas do outro, pois, efetivamente ambos estão em todos os lados e lugares. O problema é de todos (as) nós. Acompanhei atentamente a questão sobre o assassinato da família do casal de policiais em São Paulo e, sinceramente, irei preferir me pronunciar com mais elementos.

Aprendi que nem sempre a tese mais próxima da obviedade é a que prospera ou é a verdadeira no mundo da criminologia. Até por que, me parece fácil demais ser um adolescente morto, que não tem como ofertar defesa, a ser apontado como responsável pela chacina, mesmo com alguns elementos estranhos já surgindo na cena do crime (Chave reserva embrulhada na garagem, entre outras coisas).

Nossa sugestão de leitura de hoje é um texto nosso: “Juventude transviada ou fuzilada”, escrito em 10 de novembro de 2009, no qual abordo a forma estrábica que alguns agentes de repressão enxergam o enfrentamento à criminalidade, sempre a qualificando como coisa característica de determinado segmento da sociedade. Espero que gostem.

https://oipa2.wordpress.com/2009/11/10/juventude-transviada-ou-fuzilada/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/13/trabalhando-com-poesia-488/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma terça-feira abençoada por Deus e repleta da energia guerreira de Ogum.

Apio Vinagre Nascimento
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Flor da Mocidade – Machado de Assis

Eu conheço a mais bela flor;
És tu, rosa da mocidade,
Nascida aberta para o amor.
Eu conheço a mais bela flor.
Tem do céu a serena cor,
E o perfume da virgindade.
Eu conheço a mais bela flor,
És tu, rosa da mocidade.
Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Teme acaso indiscreta mão;
Vive às vezes na solidão.
Poupa a raiva do furacão
Suas folhas de azul celeste.
Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno;
Que a flor morta já nada val.
Colhe-se antes que venha o mal.
Quando a terra é mais jovial
Todo o bem nos parece eterno.
Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno.

Menina e Moça – Machado de Assis

A Ernesto Cibrão
Está naquela idade inquieta e duvidosa,
Que não é dia claro e é já o alvorecer;
Entreaberto botão, entrefechada rosa,
Um pouco de menina e um pouco de mulher.
Às vezes recatada, outras estouvadinha,
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;
Tem cousas de criança e modos de mocinha,
Estuda o catecismo e lê versos de amor.
Outras vezes valsando, o seio lhe palpita,
De cansaço talvez, talvez de comoção.
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.
Outras vezes beijando a boneca enfeitada,
Olha furtivamente o primo que sorri;
E se corre parece, à brisa enamorada,
Abrir as asas de um anjo e tranças de uma huri.
Quando a sala atravessa, é raro que não lance
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.
Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,
A cama da boneca ao pé do toucador;
Quando sonha, repete, em santa companhia,
Os livros do colégio e o nome de um doutor.
Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;
E quando entra num baile, é já dama do tom;
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.
Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo
Para ela é o estudo, excetuando-se talvez
A lição de sintaxe em que combina o verbo
To love, mas sorrindo ao professor de inglês.
Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,
Parece acompanhar uma etérea visão;
Quantas cruzando ao seio o delicado braço
Comprime as pulsações do inquieto coração!
Ah! se nesse momento, alucinado, fores
Cair-lhe aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,
Hás de vê-la zombar de teus tristes amores,
Rir da tua aventura e contá-la à mamã.
É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!

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Trabalhando com Poesia

“… Eu tava triste, tristinho! Mais sem graça que a top-model magrela, na passarela. Eu tava só, sozinho! Mais solitário que um paulistano, que um canastrão na hora que cai o pano. Tava mais bobo que banda de rock, que um palhaço do circo Vostok… Mas, ontem eu recebi um telegrama, era você de Aracaju ou do Alabama, dizendo: “Nêgo sinta-se feliz, porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama! Que tanto te ama! Que muito muito te ama, que tanto te ama!… Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Eu tava triste, tristinho! Mais sem graça que a top-model magrela, na passarela. Eu tava só, sozinho! Mais solitário que um paulistano, que um canastrão na hora que cai o pano. Tava mais bobo que banda de rock, que um palhaço do circo Vostok… Mas, ontem eu recebi um telegrama, era você de Aracaju ou do Alabama, dizendo: “Nêgo sinta-se feliz, porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama! Que tanto te ama! Que muito muito te ama, que tanto te ama!… Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… … Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… … Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Mama! Oh Mama! Oh Mama!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Me dê a mão, vamos sair prá ver o sol!…” (Zeca Baleiro – Telegrama – Comp.: Zeca Baleiro)

“… Eu não sei dizer o que quer dizer, o que vou dizer. Eu amo você, mas não sei o que isso quer dizer… Eu não sei por que eu teimo em dizer que amo você. Se eu não sei dizer, o que quer dizer o que vou dizer… Se eu digo: Pare! Você não repare no que possa parecer… Se eu digo: Siga! O que quer que eu diga, você não vai entender, mas, se eu digo: Venha! Você traz a lenha pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Eu não sei dizer o que quer dizer, o que vou dizer. Eu amo você, mas não sei o que isso quer dizer… Eu não sei por que eu teimo em dizer que amo você. Se eu não sei dizer, o que quer dizer o que vou dizer… Se eu digo: Pare! Você não repare no que possa parecer… Se eu digo: Siga! O que quer que eu diga, você não vai entender, mas, se eu digo: Venha! Você traz a lenha pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender…“ (Zeca Baleiro – Lenha – Comp.: Zeca Baleiro)

“… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem jeito mesmo… Não tem dó no peito, não tem nem talvez, ter feito o que você me fez, desapareça, cresça e desapareça… Não tem dó no peito, não tem jeito, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não dá pé, não é direito, não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um Bicho de Sete Cabeças… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não tem jeito mesmo, não tem dó no peito, não dá pé, não é direito, não tem nem talvez ter feito, não foi nada, eu não fiz nada disso, o que você me fez desapareça, e você fez um, cresça e desapareça… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças!… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem jeito mesmo… Não tem dó no peito, não tem nem talvez, ter feito o que você me fez, desapareça, cresça e desapareça… Não tem dó no peito, não tem jeito, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não dá pé, não é direito, não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um Bicho de Sete Cabeças… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não tem jeito mesmo, não tem dó no peito, não dá pé, não é direito, não tem nem talvez ter feito, não foi nada, eu não fiz nada disso, o que você me fez desapareça, e você fez um, cresça e desapareça… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças!…” (Zeca Baleiro – Bicho de sete cabeças – Comp.: Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha)

“… Eu já falei tantas vezes, e você nada de me ouvir. Vão-se os dias, anos e meses e tudo que você sabe fazer é sentir… Quantas canções falam de você, tantas paixões sem você não são, não pare nunca pra eu não morrer, nem voe tão mais além do chão… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração… Coração surdo não tem juízo. Não ouve nunca a voz da razão. E razão você sabe, é preciso, pra curar a sua loucura, coração… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração… Eu já falei tantas vezes, e você nada de me ouvir. Vão-se os dias, anos e meses e tudo que você sabe fazer é sentir… Quantas canções falam de você, tantas paixões sem você não são, não pare nunca pra eu não morrer, nem voe tão mais além do chão… Coração surdo não tem juízo. Não ouve nunca a voz da razão. E razão você sabe, é preciso, pra curar a sua loucura, coração… Bandido cansado de enganos. Heróis de capa e espada na mão. Esquece metas, retas e planos, veleja no mar escuro da ilusão… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração…” (Zeca Baleiro – Calma aí coração – Comp.: Hyldon e Zeca Baleiro)

“Domine sua agitação! Só as criaturas calmas podem ser totalmente eficientes. A agitação cansa e produz tudo mal feito. A pressa é inimiga da perfeição. A calma é o segredo daqueles que realizam tudo bem feito. Quanto mais trabalho, maior deve ser nossa calma. Domine sua agitação, permaneça sereno (a), e tudo lhe sairá bem.” (Minutos de Sabedoria Pg. 232)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem e que os pais e filhos (as) tenham vivenciado momentos de paz, amor e muito carinho. Acerca deste dia e do seu significado para mim e minha família neste 2013, escrevi ontem no perfil do Facebook: “Hoje é um dia diferente! Dia de pais e de filhos, dia de refletir sobre o papel que cabe a cada uma dessas figuras que compõem este sub-núcleo familiar. Nas discussões cotidianas costumamos ouvir a pérola: “Mãe só tem uma, pai pode ser qualquer um.”, quem de nós já não ouviu isso? Não. Definitivamente, não é qualquer um que pode ser pai! E não falo das restrições biológicas, mas, das dificuldades que cada ser humano tem em trilhar certos caminhos. A vida me deu algumas figuras importantíssimas, que cumpriram, do seu jeito e na sua condição serem meio que pais para mim. Primeiro meu avô, Appio Guilherme Vinagre, ou Padre, como era conhecido. Avô, padrinho, enfim, um dos grandes amores da minha vida, mas, que Deus chamou para perto de si na flor dos meus nove anos de idade, seu amor inarredável pelo neto e afilhado “Os amor dele” como sempre lembrava a minha mãe, meu primeiro advogado, me safei de boas surras com suas defesas. Foi com o velho padre que aprendi a amar a natureza, especialmente ao mar, local principal da sua tarefa de sustentar a sua família. Meu avô Agripino, com seu lidar sertanejo com a vida, sua alegria e festa quando íamos para o velho Boqueirão de Santa Terezinha, as matanças de carneiro, a ordenha das vacas, a ida ao laranjal, ah, Deus, como sinto saudades desses tempos. Meu tio Zé Vinagre, que com seu jeitão, talvez tenha sido a primeira pessoa a instigar, de forma indireta, a minha índole de não me convencer pura e simplesmente pela vontade alheia, a não ser que efetivamente me convencesse da justiça dessa vontade. Meu tio Zé do Pombo, cujo diálogo entre nós, talvez seja uma das minhas lembranças mais vivas da tenra infância e sempre motivo de citação e risadas entre nós da família: “Oh meu tio, carregue seu sobrinho, que tá tão cansado.”, Meu tio Clovis Appio Vinagre (Vitinho), que foi, é e sempre será meu segundo pai, por consideração e pelo vínculo de amor que mantemos até o dia de hoje e a figura principal desse comentário, que deixei por último exatamente para poder detalhar melhor. Meu pai, Emilio José do Nascimento sempre foi uma pessoa de referência para mim, Ele e meus avôs Padre e Agripino sempre foram o ponto referencial de como eu queria ser em relação ao trabalho: Dedicados, competentes e sempre na busca de novos desafios. Hoje, fisicamente, ele não está aqui. Não poderei passar no Casa de Palha, onde certamente estaria, para dar o meu beijo de Feliz Dia dos Pais, tampouco ao ligar para seu celular ouvirei do outro lado da linha “Oi, filho, que coisa boa ouvir a sua voz.”, Pois é! Primeiro dia dos pais sem a presença dessa figura que é linha e giz, juntamente com minha velha Célia Vinagre no desenhar da minha caminhada. Quis o destino que essa primeira data sem ele caísse exatamente no dia do advogado, profissão que escolhi para trilhar daqui por diante e que me trás a lembrança do nosso último encontro. Ahhh Pai, se nós soubéssemos que aquela seria a última vez a nos vermos…

Pois bem, filhos, pais, Mães que são pais, pais que também são mães, esta mensagem é para desejar a vocês todos (as) um Feliz Dia dos Pais e para desejar que vocês se amem linda e intensamente, como se não houvesse amanhã, pois, de fato, não saberemos, nunca saberemos quando o dia sem amanhã chegará até nós. Se amem, e não hesitem em demonstrar esse amor.”

Na nossa sugestão de leitura de hoje: “Metrô de São Paulo: ‘São milhões, talvez bilhões envolvidos’, diz MP sobre escândalo”:

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=e530eb364302c7bc23d19d0575a7d9cd&cod=12186

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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Musa dos olhos verdes – Machado de Assis

Musa dos olhos verdes, musa alada,
Ó divina esperança,
Consolo do ancião no extremo alento,
E sonho da criança;
Tu que junto do berço o infante cinges
C’os fúlgidos cabelos;
Tu que transformas em dourados sonhos
Sombrios pesadelos;
Tu que fazes pulsar o seio às virgens;
Tu que às mães carinhosas
Enches o brando, tépido regaço
Com delicadas rosas;
Casta filha do céu, virgem formosa
Do eterno devaneio,
Sê minha amante,
os beijos meus recebe,
Acolhe-me em teu seio!
Já cansada de encher lânguidas flores
Com as lágrimas frias,
A noite vê surgir do oriente a aurora
Dourando as serranias.
Asas batendo à luz que as trevas rompe,
Piam noturnas aves,
E a floresta interrompe alegremente
Os seus silêncios graves.
Dentro de mim, a noite escura e fria
Melancólica chora;
Rompe estas sombras que o meu ser povoam;
Musa, sê tu a aurora!

Círculo vicioso (Machado de Assis)

Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
“Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
“Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela”
Mas a lua, fitando o sol com azedume:
“Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume”!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta luz e desmedida umbela…
Por que não nasci eu um simples vagalume?”

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Trabalhando com Poesia

“…Inriba daquela serra passa u’a istrada rial, entre todos qui ali passa uns passa bem ôtros mal… Apois lá mora um ferrêro, ferradô de animal, qui sentado o dia intêro no portêro do quintal, conta istoras de guerrêros de cavalêros ligêros, do Rêno de Portugal… Conta istoras de guerrêros de cavalêros ligêros, do Rêno de Portugal… Anda mula ruana, qui a vida tirana foi dexada por Deus dêrna de Adão, pra quem pissui os tére aqui na terra, pra quem nada pissui, te pru ladrão… Das coisas de minha ceguêra aquela qui eu mais quiria, formá u’a tropa intêra e arribá no mundo um dia… Cabeçada de u’a arrôba vinte campa de arrilia, cruzeta riata nova, rabichola e peitural… E arriça fazeno ruaça a tripa na bôca da praça do Rêno de Portugal… E arriça fazeno ruaça a tripa na bôca da praça do Rêno de Portugal… Destá mula ruana, na vida tirana ela é fela e mais dura qui a lei, nóis inda vai xabrá pinga de cana, jabá e rapadura mais o rei… Cuano saí lá de casa dexei os campo in fulô, a lua já deu treis volta só a buneca num voltô. Mais prá quê tanta labuta corre corre e confusão? Quanto mais junta mais dana é tribusana é só busão… Oras qui na vida in ança, o pobre cristão só descansa, dibaixo d’um tampo de chão… Oras qui na vida in ança, o pobre cristão só descansa, dibaixo d’um tampo de chão… Para mula ruana, dexa de gana, qui a vinda do tropêro é só u’a veis, assunta mêrmo a vida, assim tirana, é pura boniteza, foi Deus quem fez…” (Xangai – Tirana “De o Tropeiro Gonsalim” – Comp.: Elomar Filgueiras)

“… É o céu uma abóbada aureolada rodeada de gases venenosos, radiantes planetas luminosos, gravidade na cósmica camada, galáxia também hidrogenada, como é lindo o espaço azul-turquesa… E o sol fulgurante tocha acesa, flamejando sem pausa e sem escala, quem de nós pensaria apagá-la, só o santo doutor da natureza… De tais obras, o homem e a mulher, são antigos e ricos patrimônios, geram corpos em forma de hormônios, criam seres sem dúvida sequer, o homem após esse mister, perpetua a espécie com certeza a mulher, carinhosa e indefesa, dá à luz uma vida, novo brilho, nove meses no ventre aloja o filho, pelo santo poder sã natureza… O peixe é bastante diferente, ninguém pode entender como é seu gênio, reservas porções de oxigênio, mutações para o meio ambiente, tem mais cartilagem resistente, habitando na orla ou profundeza, devora outros peixes pra despesa, e tem época do acasalamento, revestido de escamas esse elemento, com a força da santa natureza… O poroquê ou peixe-elétrico é um tipo genuíno, habitante dos rios e águas pretas, com ele possui certas plaquetas, que o dotam de um mecanismo fino, com tal cartilagem esse ladino faz contato com muita ligeireza, quem tocá-lo padece de surpresa, descarga mortífera absoluta, sua auto voltagem eletrocuta, com os fios da santa natureza… Tartaruga gostosa, feia e mansa, habitante dos rios e oceanos, chegar aos quatrocentos anos pra ela é rotina, é confiança. Guarda ovos na areia e nen se cansa de por eles zelar como defesa, nascido os filhotes com presteza, nas águas revoltas já se jogam, por instinto da raça não se afogam e pelo santo poder da natureza… O canário é pássaro cantor, diferente de garça e pelicano, papagaio, arara e tucano, todos eles com majestosa cor, o gavião é um tipo caçador e columbiforme é a burguesa, o aquático flamingo é da represa, a águia rapace agigantada… Eis o mundo das aves a passarada, quanto é grande, poderosa e bela a natureza… A gazela, o antílope e o impala, a zebra e o alce felizardo, não habitam em comum com o leopardo, o leão e o tigre-de-bengala, o macaco faz tudo mas não fala por atraso da espécie, por franqueza, tem o búfalo aspecto de grandeza, o boi manso e o puma tão valente, cada um de uma espécie diferente, tudo isso é obra da natureza… Acho também interessante o réptil de aspecto esquisito, o pequeno tamanho do mosquito, a tromba prênsil do elefante, a saliva incolor do ruminante, a mosca nociva e indefesa, a cobra que ataca de surpresa, aplicar o veneno é seu mister, de uma vez mata trinta se puder, mas isso é coisa da natureza… No nordeste há quem diga que o corão, possui certos poderes encantados, através de fenômenos variados prevê a mudança de estação. De fato no auge do verão ele entoa seu cântico de tristeza, de repente um milagre, uma surpresa, cai a chuva benéfica e divina, quem lhe diz, quem lhe mostra, quem lhe ensina?… Só pode ser o autor da natureza… Quem é que não sabe que o morcego com o rato bastante se parece, nas cavernas escuras sobe e desce, sugar sangue dos outros é seu emprego, às noites escuras tem apego, asqueroso ele é tenho certeza, tem na vista sintoma de fraqueza, porém o seu ouvido é muito fino e um sonar aparelho pequenino, que lhe deu o autor da natureza… Admiro a formiga pequenina, fidalga inimiga da lavoura, no trabalho aplicado professora, um exemplo de pura disciplina, através das antenas se combina, nos celeiros alheios faz limpeza, formigueiro é a sua fortaleza, onde cada uma delas tem emprego, uma entra outra sai, não tem sossego, isso é coisa da santa natureza… A aranha pequena, tão arguta, de finíssimos fios faz a teia, nesse mundo almoça, janta e ceia, é ali que passeia, vive e luta, labirinto intrincado ela executa, seu trabalho é bordado em qualquer mesa, quem pensar destruir-lhe a fortaleza, perderá de uma vez toda a esperança, sua rede é autêntica segurança, operária das mãos da natureza… A planta firmada no junquilho, begônia, tulipa, margarida, as pedras riquíssimas da jazida, com a cor, o valor, a luz, o brilho, a prata e o ouro cor de milho, o brilhante, a opala e a turquesa, a pérola das jóias da princesa é difícil, valiosíssima e até alguém pensa ser vidro mas não é. É um milagre da santa natureza… O inseto do sono tsé-tsé, as flores gentis com seus narcóticos, as ervas que dão antibióticos, a mudança constante da maré, a feiúra real do caboré, no pavão é enorme a boniteza, tem o lince visão e agudeza e o cachorro finíssima audição, vigilante mal pago do patrão, isso é coisa da santa natureza?… A cigarra cantante dialoga, através do seu canto intermitente, de inverno a verão canta contente e a sua canção não sai da voga… Qualquer árvore é a sua sinagoga, não procura comida pra despesa, sua música sinônimo de tristeza, patativa da seca é o seu nome, se deixar de cantar morre de fome, mas isso a gente sabe que é da natureza…“ (Xangai – Natureza – Comp.: Ivanildo Vilanova e Xangai )

“…Inconto a sulina amansa, ricostado aqui no chão, na sombra dos imbuzêro vomo entrano in descursão, é o tempo que os pé discança e isfria os calo das mia mão, vô poiano nessa trança a vida in descursão. na sombra dos imbuzêro, no canto de amarração… tomo falano da vida felá vida do pião, incontro a sulina amansa e isfria os calo na mão, u’a vontade, é a qui me dá, tali cuma u’a tentação, dum dia arresolvê infiá os pé pelas mão, pocá arrôcho pocá cia, jogá a carga no chão… i rinchá nas ventania quebrada dos chapadão, nunca mais vim num currá, nunca mais vê rancharia é a ceguêra de dexá um dia de sê pião, num dançá mais amarrado, pru pescoço cum cordão de num sê mais impregado e tomem num sê patrão… U’a vontade é a qui me dá dum dia arresolvê jogá a carga no chão, cumo a cigarra e a furmiga, vô levano meu vive, trabaiano pra barriga e cantano inté morre, venceno a má fé e a intriga do Tinhoso as tentação… Cortano foias pra amiga, parano ponta c’as mão, cumo a cigarra e a furmiga, cantano e gaiano o pão… Vô cantano inconto posso, apois sonhá num posso não. No tempo qui acenta o almoço, eu soin qui num sô mais pião, u’a vontade aqui me dá dum dia arresolvê, quebrá a cerca da manga e dexá de sê boi manso, e dexá carro dexá canga de trabaiá sem discanço… Me alevanta nos carrasco, lá nos derradêro sertão, vazá as ponta afiá os casco, boi turuna e barbatão. É a ceguêra de dexá um dia de sê pião, de num comprá nem vende, robá isso tomem não, de num sê mais impregado e tomem num sê patrão… U’a vontade aqui me dá dum dia arresolvê, boi turuna e barbatão, toda veiz qui vô cantá o canto de amarração, me dá um pirtucho na guela e um nó no coração, mais a canga no pescoço, Deus ponho pri modi Adão, dessa Lei nunca me isqueço, cum suo cume o pão… Mermo Jesus cuano moço, na Terra tomem foi pião. E toda veiz que eu fô cantá, pra mim livrá da tentação, pr’essa cocêra cabá, num canto mais amarração…” (Elomar Filgueiras – o Peão na amarração – Comp.: Elomar Filgueiras)

Veja outras pérolas destes grandes artistas da MPB:

“Não deixe de manifestar gratidão aos membros de sua família, aos amigos e conhecidos. Não é, porém, da gratidão comum, que consiste em dizer “muito obrigado”, que estamos falando. É de gratidão continuada, demonstrada em nosso exemplo, pelo fato de eles nos cercarem com seu afeto e contribuírem para nosso aperfeiçoamento, com sua ajuda e até com suas incompreensões.” (Minutos de Sabedoria Pg. 231)

Boa noite pessoal,

O dia corrido de ontem e hoje só me permitiram trazer o “Trabalhando com Poesia” agora. Minhas desculpas pela ausência de ontem, mas, as vezes é assim mesmo. Cabe a nós ajustarmos o caminhar.

A vida é sempre uma escola fantástica. Mesmo nos momentos de dores, de desencantos, de desencontros, ela nos mostra que os caminhos estão sempre abertos a nossa frente. Só nos cabe perceber e não ter medo de abrir as portas, como diria Içami Tiba.

Não há o que lamentar um amor perdido. Se ele se foi, é por que cumpriu seu caminhar. Cabe a você perceber que cada um veio ao mundo para ser feliz, e para ser feliz com alguém e por alguém, é necessário primeiramente ser feliz consigo mesmo e por você mesmo. Que tenhamos a capacidade de enxergar isso e, mais que nunca possamos por isso em prática.

Ontem e hoje, duas situações relativas ao transporte urbano da RMS me dão a nítida certeza de que algo precisa ser feito na direção da humanização deste serviço. Não sei as razões, mas, a cada dia percebo motoristas e cobradores em condutas muito ruins, seja do ponto de vista da direção perigosa, seja na conduta com seus passageiros. Governos, AGERBA, Empresas, todos, necessitam intervir de forma qualificada nesta problemática.

Na nossa sugestão de leitura de hoje: “Veríssimo pede desculpas à imprensa”, Por Altamiro Borges – “Irônico e certeiro, o escritor Luis Fernando Veríssimo comenta nesta quinta-feira (8) na sua coluna no jornal O Globo a “surpreendente” cobertura da mídia nativa sobre o escândalo do propinoduto em São Paulo. “Me desculpe, grande imprensa nacional”, brinca. Ele lembra de caso do “mensalão” do PSDB de Minas Gerais que foi engolido pelo “pântano silencioso” da mídia e critica “os sistemas métricos diferentes” utilizados nas coberturas jornalísticas. Genial. Vale conferir:”

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=8c84974a7c5b56145b54496b1695cc09&cod=12167

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/09/trabalhando-com-poesia-486/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Já és minha (Pablo Neruda)

Já és minha. Repousa com teu sonho em meu sonho.
Amor, dor, trabalhos, devem dormir agora.
Gira a noite sobra suas invisíveis rodas
e junto a mim és pura como âmbar dormido.
Nenhuma mais, amor, dormirá com meus sonhos.
Irás, iremos juntos pelas águas do tempo.
Nenhuma mais viajará pela sombra comigo,
só tu, sempre-viva, sempre sol, sempre lua.
Já tuas mãos abriram os punhos delicados
e deixaram cair suaves sinais sem rumo,
teus olhos se fecharam como duas asas cinzas.
Enquanto eu sigo a água que levas e me leva:
a noite, o mundo, o vento enovelam seu destino,
e já não sou sem ti senão apenas teu sonho.

O Vento na Ilha (Pablo Neruda)

Vento é um cavalo:
ouve como ele corre
pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como ele corre o mundo
para levar-me longe.
Esconde-me em teus braços
por esta noite erma,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.
Escuta como o vento
me chama galopando
para levar-me longe.
Como tua fronte na minha,
tua boca em minha boca,
atados nossos corpos
ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa levar-me.
Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopando na sombra,
enquanto eu, protegido
sob teus grandes olhos,
por esta noite só
descansarei, meu amor.

Antes de Amar-te… (Pablo Neruda)

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

Angela Adonica (Pablo Neruda)

Hoje deitei-me junto a uma jovem pura
como se na margem de um oceano branco,
como se no centro de uma ardente estrela
de lento espaço.
Do seu olhar largamente verde
a luz caía como uma água seca,
em transparentes e profundos círculos
de fresca força.
Seu peito como um fogo de duas chamas
ardía em duas regiões levantado,
e num duplo rio chegava a seus pés,
grandes e claros.
Um clima de ouro madrugava apenas
as diurnas longitudes do seu corpo
enchendo-o de frutas extendidas
e oculto fogo.

Os Teus Pés (Pablo Neruda)

Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,
Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram vôo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.

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Trabalhando com Poesia

“… São quatro jogadores, nesta mesa, frente a frente para jogar. São quatro cabra de peia, no desafio do jogo da bruxa, em noite de lua cheia. São quatro jogadores, nesta mesa, dando as cartas, no jogo surdo da vida… Kukukaya, eu quero você mim… Kukukaya, mas olha esse cachorro aqui… Kukukaya, eu quero você aqui… Kukukaya, mas preste a atenção em mim… São quatro jogadores, nesta mesa, dando as cartas, sem dar falsa folga a ninguém… São quatro cabra de peia, de riso dócil e rima fácil, não vá se enganar, é, meu bem. Que eu tenho dois olhos, eu tenho dois pés, dor dos meus olhos vá pros meus pés, e dos meus pés, pra dentro da terra, da terra para a morte… Kukukaya, eu quero você mim… Kukukaya, mas olha esse cachorro aqui… Kukukaya, eu quero você aqui… Kukukaya, mas preste a atenção em mim…Mas o ovo é redondo, ventre redondo é!… Vem amor, vem com saúde. Aonde eu sou chama, seja você brasa e aonde eu sou chuva, seja você água… Aonde eu sou chama, seja você brasa e aonde eu sou chuva, seja você água… Kukukaya, eu quero você mim… Kukukaya, mas olha esse cachorro aqui… Kukukaya, eu quero você aqui… Kukukaya, mas preste a atenção em mim…” (Xangai– Kukukaya –Jogo da asa da bruxa – Comp.: Cátia de França)

“… Marido se alevanta e vai armá um mundé, prá pegá uma paca gorda prá nóis cumê um sarapaté… Aroeira é pau pesado num é minha véia? Cai e machuca meu pé e ai d´eu sodade… Marido se alevanta e vai na casa da tua avó buscá a ispingarda dela procê caçá um mocó… Só que no lajedo tem cobra braba num é minha véia? Me morde e fica pió e ai deu sodade… Entonce marido se alevanta e vai caçá uma siriema, nóis come a carne dela e faiz uma bassora das pena… Ai quem dera tá agora num é minha véia? Nos braço duma roxa morena e ai d´eu sodade… Sujeito, alevanta e vai na casa do venderão comprá uma carne gorda prá nois fazê um pirão… É que eu num tenho mais dinheiro num é minha véia? Fiado num compro não e ai d´eu sodade… Ô marido se alevanta e vai na venda do venderim comprá deiz metro de chipa prá fazê rôpa pros nossos fiim… Ai dentro tem um colchão véio num é minha véia? Desmancha e faiz umas carça prá mim e ai d´eu sodade… Disgramado se alevanta, deixa de ser preguiçoso, o homi que num trabáia num pode cumê gostoso… É que trabáia é muito bom num é minha véia? Mas é um pouco arriscoso e ai d´eu sodade… Ô marido se alevanta e vem tomá um mingau, que é prá criá sustança prá nóis fazê um calamengal… Brincadêra de manhã cedo num é minha véia? Arrisca, quebrá o pau e ai d´eu sodade… Marido seu disgraçado tu ai de morrê, cachorro ai de ti lati e urubu ai de ti cumê… Se eu subesse disso tudo num é minha véia? Eu num casava cum ocê e ai deu sodade…” (Xangai – ABC do Preguiçoso “Ai d’eu sodade” – Comp.: Folclore adaptado por Cecitônio Coelho)

“… Cipó Caboclo tá subindo na virola, chegou a hora do Pinheiro balançar. Sentir o cheiro do mato, da Imburana, descansar, morrer de sono na sombra da Barriguda… De nada vale tanto esforço do meu canto, pra nosso espanto tanta mata haja vão matar. Tal Mata Atlântica e a próxima Amazônica, arvoredos seculares impossível replantar… Que triste sina teve o Cedro, nosso primo, desde de menino que eu nem gosto de falar. Depois de tanto sofrimento seu destino, virou tamborete, mesa, cadeira, balcão de bar… Quem por acaso ouviu falar da Sucupira, parece até mentira que o Jacarandá, antes de virar poltrona, porta, armário, mora no dicionário, vida eterna, milenar… Quem hoje é vivo corre perigo e os inimigos do verde dá sombra ao ar, que se respira e a clorofila das matas virgens destruídas vão lembrar… Que quando chegar a hora é certo que não demora, não chame Nossa Senhora. Só quem pode nos salvar é: Caviúna, Cerejeira, Baraúna, Imbuia, Pau-d’arco, Solva, Juazeiro e Jatobá… Gonçalo-Alves, Paraíba, Itaúba, Louro, Ipê, Paracaúba, Peroba, Massaranduba, Carvalho, Mogno, Canela, Imbuzeiro, Catuaba, Janaúba, Aroeira, Araribá… Pau-Ferro, Angico, Amargoso, Gameleira, Andiroba, Copaíba, Pau-Brasil, Jequitibá… Cipó Caboclo tá subindo na virola, chegou a hora do Pinheiro balançar. Sentir o cheiro do mato, da Imburana, descansar, morrer de sono na sombra da Barriguda… De nada vale tanto esforço do meu canto, pra nosso espanto tanta mata haja vão matar. Tal Mata Atlântica e a próxima Amazônica, arvoredos seculares impossível replantar… Que triste sina teve o Cedro, nosso primo, desde de menino que eu nem gosto de falar. Depois de tanto sofrimento seu destino, virou tamborete, mesa, cadeira, balcão de bar… Quem por acaso ouviu falar da Sucupira, parece até mentira que o Jacarandá, antes de virar poltrona, porta, armário, mora no dicionário, vida eterna, milenar… Quem hoje é vivo corre perigo e os inimigos do verde dá sombra ao ar, que se respira e a clorofila das matas virgens destruídas vão lembrar… Que quando chegar a hora é certo que não demora, não chame Nossa Senhora. Só quem pode nos salvar é: Caviúna, Cerejeira, Baraúna, Imbuia, Pau-d’arco, Solva, Juazeiro e Jatobá… Gonçalo-Alves, Paraíba, Itaúba, Louro, Ipê, Paracaúba, Peroba, Massaranduba, Carvalho, Mogno, Canela, Imbuzeiro, Catuaba, Janaúba, Aroeira, Araribá… Pau-Ferro, Angico, Amargoso, Gameleira, Andiroba, Copaíba, Pau-Brasil, Jequitibá…” (Xangai – Matança – Comp.: Jatobá)

“…Josefina sai cá fora e vem vê, olha os forro ramiado, vai chuvê. Vai trimina riduzi toda criação, das bandas de lá do ri gavião, chiquera pra cá, já roncô o truvão… Futuca a tuia, pega o catadô, vamo plantá o feijão no pó… Mãe prurdença inda num cuieu o ai, o ai roxo dessa lavora tardã, diligença pega o pano e cum balai, vai cum tua irmã, vai num rumo só, vai cuiê o ai, o ai da tua avó… Futuca a tuia, pega o catadô, vamo plantá o feijão no pó… Lua nova, sussarana vai passa, sêda branca, na passada ela levô, ponta d´unha, lua fina risca no céu, a onça prisunha, a cara de réu, o pai do chiquêro a gata comeu… Foi um trovejo c´ua zagaia só, foi tanto sangue de dá dó. Os cigano já subiro bêra ri, é só danos, todo ano nunca vi. Paciênca, já num guento a pirsiguição, já só caco véi nesse meu sertão, tudo que juntei foi só pra ladrão… Futuca a tuia, pega o catadô, vamo plantá o feijão no pó… Futuca a tuia, pega o catadô, vamo plantá o feijão no pó…” (Elomar – Arrumação – Comp.: Elomar)

“…Campo branco minhas penas que pena secou, todo o bem qui nóis tinha era a chuva era o amor. Num tem nada não nóis dois vai penano assim… Campo lindo ai qui tempo ruim, tu sem chuva e a tristeza em mim. Peço a Deus a meu Deus grande Deus de Abrãao, prá arrancar as pena do meu coração. Dessa terra sêca, in ança e aflição, todo bem é de Deus qui vem… Quem tem bem lôva a Deus seu bem, quem não tem pede a Deus qui vem… Pela sombra do vale do ri Gavião, os rebanhos esperam a trovoada chover. Num tem nada não também no meu coração. Vô ter relampo e trovão, minh’alma vai florescer… Quando a amada a esperada trovoada chega, Iantes da quadra as marrã vão tê. Sei qui inda vô vê marrã parí sem querer. Amanhã no amanhecer. Tardã mais sei qui vô ter meu dia inda vai nascer… E esse tempo da vinda tá perto de vin, sete casca aruêra, cantaram prá mim. Tatarena vai rodá, vai botá fulô, marela de u’a veis só, prá ela de u’a veis só… Marela de u’a veis só, prá ela de u’a veis só… marela de u’a veis só, prá ela de u’a veis só… marela de u’a veis só, prá ela de u’a veis só… marela de u’a veis só, prá ela de u’a veis só…” (Elomar – Campo Branco – Comp.: Elomar)

“…Cantiga de campo de concentração, a gente bem sente com precisão, mas recordo a tua imagem, naquela viagem que eu fiz pro sertão. Eu que nasci na floresta, canto e faço festa no seu coração. Voa, voa, azulão. Voa, voa, azulão… Cantiga de roça, de um cego apaixonado, cantiga de moça lá do cercado, que canta a fauna e a flora e ninguém ignora, se ela quer brotar. bota uma flor no cabelo, com alegria e zelo, para não secar. Voa, voa no ar. Voa, voa no ar… Cantiga de ninar a criança na rede, mentira de água é matar a sêde: diz pra mãe que eu fui pro açude, fui pescar um peixe, isso eu num fui não. tava era com um namorado, pra alegria e festa do meu coração. Voa, voa azulão. Voa, voa azulão… Cantiga de índio, que perdeu sua taba, no peito esse incêndio, céu não se apaga. Deixe o índio no seu canto, que eu canto um acalanto, faço outra canção. Deixe o peixe, deixe o rio, que o rio é um fio de inspiração. Voa, voa azulão. Voa, voa azulão … Cantiga de ninar a criança na rede, mentira de água é matar a sêde: diz pra mãe que eu fui pro açude, fui pescar um peixe, isso eu num fui não. tava era com um namorado, pra alegria e festa do meu coração. Voa, voa azulão. Voa, voa azulão. Voa, voa azulão…” (Vital Farias, Xangai, Elomar e Geraldo Azevedo – Sete Cantigas para voar – Comp.: Vital Farias)

“Não se queixe contra a vida. Se está sofrendo, lembre-se de que ninguém passa por essa terra isento de dores, da mesma forma que um aluno não pode fazer o seu curso sem submeter se aos exames de fim de ano. Prove que está preparado (a), suportando com paciência e resignação os exames a que é submetido (a). Tudo o que nos acontece tem sua razão de ser, e dos males surge sempre um bem.” (Minutos de Sabedoria Pg. 230)

Boa tarde pessoal,

Quantas vezes nos pegamos refletindo sobre as questões em torno de nós? Os problemas, as relações de trabalho, de escola, de comunidade, enfim. São diversos aspectos que acabam por influenciar o nosso dia a dia.

Por piores que eles possam ser, creia: Você é capaz de os transpor. Como diria o grande Raul, Basta ser sincero e desejar profundo, pois a força de vontade e a perseverança são fortes aliados.

Confesso que essa semana é uma semana diferente. Após 46 anos, pela primeira vez vivenciarei um dia dos pais sem a presença física de meu velho. Estarei junto com minha família, pois, juntos haveremos de vivenciar esse momento de tristeza melhor.

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da energia Guerreira de Iansã.

Apio Vinagre Nascimento
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O teu riso (Pablo Neruda)

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

ODE À CEBOLA – Pablo Neruda

Cebola
Luminosa redoma
pétala a pétala
cresceu a tua formosura
escamas de cristal te acrescentaram
e no segredo da terra escura
se foi arredondando o teu ventre de orvalho.
Sob a terra
foi o milagre
e quando apareceu
o teu rude caule verde
e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,
a terra acumulou o seu poderio
mostrando a tua nua transparência,
e como em Afrodite o mar remoto
duplicou a magnólia
levantando os seus seios,
a terra
assim te fez
cebola
clara como um planeta
a reluzir,
constelação constante,
redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das gentes pobres.

Generosa
desfazes
o teu globo de frescura
na consumação
fervente da frigideira
e os estilhaços de cristal
no calor inflamado do azeite
transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda
a tua influência, o amor, na salada
e parece que o céu contribui
dando-te fina forma de granizo
a celebrar a tua claridade picada
sobre os hemisférios de um tomate.
mas ao alcance
das mãos do povo
regada com azeite
polvilhada
com um pouco de sal,
matas a fome
do jornaleiro no seu duro caminho.
estrela dos pobres,
fada madrinha
envolvida em delicado
papel, sais do chão
eterna, intacta, pura
como semente de um astro
e ao cortar-te
a faca na cozinha
sobe a única
lágrima sem pena.
Fizeste-nos chorar sem nos afligir.

Eu tudo o que existe celebrei, cebola
Mas para mim és
mais formosa que uma ave
de penas radiosas
és para os meus olhos
globo celeste, taça de platina
baile imóvel
de nívea anémona

e vive a fragância da Terra
na tua natureza cristalina.

ODE AO TOMATE – Pablo Neruda

(…)
enche as saladas
do Chile,
casa-se alegramente
com a branca cebola,
e para o celebrar
deita-se-lhe
o azeite,
filho
natural da oliveira,
sobre os hemisférios entreabertos,
adiciona
a pimenta
a sua fragância,
o sal o seu magnetismo:
são os esponsais
do dia,
a salsa
embandeira-se,
as migas
fervem ruidosamente,
o assado
bate à porta
com o seu aroma,
está na hora!

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Trabalhando com Poesia

“…Vou cantá no canto di primero, aas coisa lá da minha mudernage, qui mi fizero errante e violêro Eu falo sério e num é vadiage e pra você qui agora está mi ovino, juro inté pelo Santo Minino, Vige Maria qui ôve o queu digo, si fo mintira mi manda um castigo… Apois pro cantadô i violeiro, só há treis coisa nesse mundo vão… Amô, furria, viola, nunca dinheiro, viola, furria, amo, dinhero não… Cantado di trovas i martelo, di gabinete, lijêra i moirão, ai cantado já curri o mundo intero, já inté cantei nas portas di um castelo dum rei qui si chamava di Juão, pode acriditá meu companheiro, dispois di tê cantado o dia intero, o rei mi disse fica, eu disse não… Apois pro cantadô i violeiro, só há treis coisa nesse mundo vão… Amô, furria, viola, nunca dinheiro, viola, furria, amo, dinhero não… Si eu tivé di vivê obrigado um dia i antes dêsse dia eu morro. Deus feiz os homi e os bicho tudo fôrro, já vi iscrito no livro sagrado qui a vida nessa terra é uma passage, cada um leva um fardo pesado. É um insinamento qui desde a mudernage eu trago bem dentro do coração guardado… Apois pro cantadô i violeiro, só há treis coisa nesse mundo vão… Amô, furria, viola, nunca dinheiro, viola, furria, amo, dinhero não… Tive muita dô di num tê nada, pensano qui êsse mundo é tudo tê mais só dispois di pená pela istrada beleza na pobreza é qui vim vê, vim vê na procissão do Louvado-seja i o assombro das casa abandonada, côro di cego na porta das igreja i o êrmo da solidão das istrada… Apois pro cantadô i violeiro, só há treis coisa nesse mundo vão… Amô, furria, viola, nunca dinheiro, viola, furria, amo, dinhero não… Pispiano tudo do cumêço eu vô mostrá como faiz um pachola, qui inforca o pescoço da viola e revira toda moda pelo avêsso i sem arrepará si é noite ou dia, vai longe cantá o bem da furria sem um tostão na cuia u cantado canta inté morrê o bem do amo…. Apois pro cantadô i violeiro, só há treis coisa nesse mundo vão… Amô, furria, viola, nunca dinheiro, viola, furria, amo, dinhero não… Viola, furria, amo, dinhero não… Viola, furria, amo, dinhero não… Viola, furria, amo, dinhero não…” (Elomar Filgueiras – Violeiro – Comp.: Elomar Filgueiras)

“… Vô corrê trecho, vô percurá u’a terra preu podê trabaiá, prá vê se dêxo essa minha pobre terra véia discansá… Foi na Monarca a primeira derrubada, dêrna d’intão é sol é fogo é tái d’inxada, me ispera, assunta bem: Inté a bôca das água qui vem, num chora, conforma mulê. Eu volto se assim Deus quisé… Tá um aperto, mais qui tempão de Deus no sertão catinguêro, vô dá um fora, só dano um pulo agora in Son Palo, Triang’ Mineêro. É duro môço êsse mosquêro na cozinha, a corda pura e a cuia sem um grão de farinha… A bença Afiloteus, te dêxo intregue nas guarda de Deus… Nocença ai sôdade viu, pai volta prás curva do rio… Ah mais cê veja: num me resta mais creto prá um furnicimento, só eu caino nas mão do véi Brolino mêrmo a deis pur cento. É duro môço ritirá prum trecho alei, c’ua pele no osso e as alma nos bolso do véi… Me ispera, assunta viu, sô inbuzêro das bêra do rio… Num chora, conforma mulé. Eu volto se assim Deus quis é. Num dêxa o rancho vazio, eu volto prás curva do rio… Num dêxa o rancho vazio, pai volta prás curva do rio…“ (Xangai – Curvas do rio – Comp.: Elomar Filgueiras)

“… Deus esteja nessa casa, em formato e coração, coração feito um menino, nordestino o destino… Na janela um pé de rosa, beija flor beija o quintal, bem te vi, te vi, te vejo, que o desejo é natural… Companheiro, camarada, nessa estrada da canção, cantilenas, dissabores e os amores vãos… Violeiro quando toca, as cordas do coração ficam presas entre abraços, nos acordes na canção… Vem que a lua já é cheia, tece a veia inspiração, passa lenta a passarada, passará não passarão… Cantilena de lua cheia… Cantilena de lua cheia… Cantilena de lua, de luar, de lua cheia… Cantilena de lua, de luar, de lua cheia… Deus esteja nessa casa, em formato e coração, coração feito um menino, nordestino o destino… Na janela um pé de rosa, beija flor beija o quintal, bem te vi, te vi, te vejo, que o desejo é natural… Companheiro, camarada, nessa estrada da canção, cantilenas, dissabores e os amores vãos…” (Elomar Filgueiras, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo (Cantoria) – Cantilena de Lua Cheia – Comp.: Vital Farias)

“…Vai pela istrada enluarada, tanta gente a ritirar, levando só necessidade, saudades do seu lugar… Esse povo muito longe, sem trabalho, vem prá cá, vai pela istrada enluarada, com tanta gente a ritirar, rumano para a cidade, sem vontade de chegar… Passa dia, passa tempo, passa o mundo devagar, lembrança passa com o vento, pidindo não ritirar… Tudo passa nesse mundo, só não passa o sofrimento, vai pela istrada enluarada, com tanta gente a ritirar, sem saber que mais adiante, um ritirante vai ficar… Se eu tivesse algum querer, nesse mundo de ilusão, não deixava que a saudade sociada cum penar, vivesse pelas estradas do sofrer a mendigar, vai pela estrada enluarada, com tanta gente a ritirar, levando nos ombros a cruz, que Jesus deixou ficar… Eu não canto por soberba, nem tanto por reclamar, em minha vida de labuta, canto o prazer, canto a dor, que as beleza devoluta, que Deus no sertão botou. Vai pela estrada enluarada, com tanta gente a ritirar, passando com taça e veno, bebendo fé e luar…” (Elomar Filgueiras – Retirada – Comp.: Elomar Filgueiras)

“Ajude a todos os que estão enfermos. Amanhã talvez deseje que alguém o visite em sua enfermidade. Os doentes solitários, que aspiram por uma palavra de conforto e de carinho. Não apenas seus parentes e amigos mas até os pobres conhecidos e abandonados, que não encontram um sorriso de incentivo, e que estão famintos de solidariedade humana e de amor.” (Minutos de Sabedoria Pg. 229)

Boa noite pessoal,

Dia de muita chuva em Lauro de Freitas e em toda a RMS, deixamos aqui o nosso desejo de que tudo transcorra sem maiores problemas aqui e em toda a região.

Você sabia que a Elite brasileira possui a quarta maior fortuna em paraísos fiscais de todo o mundo? É o que afirma o site Pátria Latina, em matéria do Jornalista Rodrigo Pinto, da BBC Brasil.

“…Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do País em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária…”

Leia a matéria completa:

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12143

Compartilho com vocês mais duas matérias interessantes do mesmo site:

Grife de luxo utiliza trabalho escravo para produção de roupas, Com informações de Daniel Santini, da Repórter Brasil.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=fb5d9e209ebda9ab6556a31639190622&cod=12153

Bancos lucram e fazem chantagem, Por Altamiro Borges

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=43413ceafd2ea8d4a5e17d21c4840d9e&cod=12151

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Apio Vinagre Nascimento
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ODE AO VINHO – Pablo Neruda

Vinho cor do dia
vinho cor da noite
vinho com pés púrpura
o sangue de topázio
vinho,
estrelado filho
da terra
vino, liso
como uma espada de ouro,
suave
como um desordenado veludo
vinho encaracolado
e suspenso,
amoroso, marinho
nunca coubeste em um copo,
em um canto, em um homem,
coral, gregário és,
e quando menos mútuo.
O vinho
move a primavera
cresce como uma planta de alegria
caem muros,
penhascos,
se fecham os abismos,
nasce o canto.
Oh tú, jarra de vinho, no deserto
com a saborosa que amo,
disse o velho poeta.
Que o cântaro do vinho
ao peso do amor some seu beijo.
Amo sobre uma mesa,
quando se fala,
à luz de uma garrafa
de inteligente vinho.
Que o bebam,
que recordem em cada
gota de ouro
ou copo de topázio
ou colher de púrpura
que trabalhou no outono
até encher de vinho as vasilhas
e aprenda o homem obscuro,
no ceremonial de seu negócio,
a recordar a terra e seus deveres,
a propagar o cântico do fruto.

ODE AO PÃO – Pablo Neruda

“a terra,
a beleza,
o amor,
tudo isso
tem sabor de pão,
forma de pão.
germinação de farinha,
todas as coisas
nasceram para serem compartilhadas,
para serem entregues como dádiva,
para se multiplicarem.”

Para meu coração teu peito basta (Pablo Neruda)

Para meu coração teu peito basta,
para que sejas livre, minhas asas.
De minha boca chegará até o céu
o que era adormecido na tua alma.
Mora em ti a ilusão de cada dia
e chegas como o aljôfar às corolas.
Escavas o horizonte com tua ausência,
eternamente em fuga como as ondas.
Eu disse que cantavas entre vento
como os pinheiros cantam, e os mastros
Tu és como eles alta e taciturna.
Tens a pronta tristeza de uma viagem.
Acolhedora como um caminho antigo,
povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Despertei e por vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam em tua alma.

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Trabalhando com Poesia

“… Lá na Casa dos Carneiros, onde os violeiros, vão cantar louvando você. Em cantigas de amigo, cantando comigo, somente porque, você é minha amiga mulher, lua nova do céu que já não me quer. Dezessete é minha conta, minha amiga conta uma coisa linda pra mim; Conta os fios dos seus cabelos, sonhos e anelos, conta-me se o amor não tem fim, madre amiga é ruim, me mentiu jurando amor que não tem fim…. Lá na Casa dos Carneiros, sete candeeiros, Iluminam a sala de amor; sete violas em clamores, sete cantadores, são sete tiranas de amor, para amiga em flor, que partiu e até hoje não voltou. Dezessete é minha conta, vem amiga e conta uma coisa linda pra mim; pois na Casa dos Carneiros, violas e violeiros, só vivem clamando assim, madre amiga é ruim me mentiu jurando amor que não tem fim… Lá na Casa dos Carneiros, onde os violeiros, vão cantar louvando você. Em cantigas de amigo, cantando comigo, somente porque, você é, minha amiga mulher, lua nova do céu que já não me quer. Dezessete é minha conta, minha amiga conta uma coisa linda pra mim; conta os fios dos seus cabelos, sonhos e anelos, conta-me se o amor não tem fim, madre amiga é ruim, me mentiu jurando amor que não tem fim…” (Elomar – Cantiga de amigo – Comp.:Elomar)

“… Montado no meu cavalo libertava prometeu, toureava o minotauro, era amigo de teseu… Viajava o mundo inteiro nas estampas eucalol, a sombra de um abacateiro, Ícaro fugia do sol… Subia o monte Olimpo, ribanceira lá do quintal, mergulhava até netuno, no oceano abissal, São Jorge ia prá lua, lutar contra o dragão, São Jorge quase morria, mas eu lhe dava a mão e voltava trazendo a moça, com quem ia me casar, era minha professora que roubei do Rei Lear… Montado no meu cavalo libertava prometeu, toureava o minotauro, era amigo de teseu… Viajava o mundo inteiro nas estampas eucalol, a sombra de um abacateiro, Ícaro fugia do sol… Subia o monte Olimpo, ribanceira lá do quintal, mergulhava até netuno, no oceano abissal, São Jorge ia prá lua, lutar contra o dragão, São Jorge quase morria, mas eu lhe dava a mão e voltava trazendo a moça, com quem ia me casar, era minha professora que roubei do Rei Lear…” (Xangai – Estampas Elcalol – Comp.: Hèlio Contreiras)

“…Era casa era jardim, noites e um bandolim, os olhares nas varandas e um cheiro de jasmim… Lara, lara, lara, lara, lara… Era um telhado, um pombal, melodias e madrigal e ninguém nem percebia, que o real e a fantasia se separam no final… Lara, lara, lara, lara, lara… Eu vou partir, pra cidade garantida, proibida, arranjar meio de vida, Margarida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim… Veja você, arco-íris já mudou de cor e uma rosa nunca mais desabrochou e eu não quero ver você, com esse gosto de sabão…na boca, arco-íris já mudou de cor e uma rosa nunca mais desabrochou e eu não quero ver você, eu não quero ver… Veja meu bem, gasolina vai subir de preço e eu não quero nunca mais seu endereço, ou é o começo do fim…ou é o fim… Eu vou partir, pra cidade garantida, proibida, arranjar meio de vida, Margarida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim…“ (Vital Farias – Era Casa era jardim / Veja Margarida– Comp.: Vital Farias)

“…Um dia se eu mergulhasse e num mergulho penetrasse, através dessas retinas, através dessas meninas dos teus olhos colibris, tão flutuantes, fluentes, tão cantantes, tão contentes… Meninas tão… meninas tão bem… Meninas tão bem-te-vis… Meninas tão… meninas tão bem… Meninas tão bem-te-vis… Desataria da garganta esse travor de fogo e sol e cantaria o rouxinol, decantaria juritis, galo de campina, sabiá, xexéu, rolinha, grava tua voz na minha, canta o fogo se apagou, que no Sertão do meu penar, brotaram mágoas, que o meu pranto hoje deságua na cacimba que secou…” (Xangai – Retinas – Comp.: Maciel Melo)

“Não se aborreça com seu amigo, só porque ele está mal humorado. Saiba desculpar. Quantas vezes também você está irritado, e responde mal a seus amigos… e no entanto gosta que eles o desculpem. Você não sabe o que lhe aconteceu, desconhece seus problemas íntimos… desculpe, então! Não leve a mal, releve, e continue a querer-lhe bem. É a melhor maneira de mostrar sua amizade e compreensão.” (Minutos de Sabedoria Pg. 228)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. O dia de hoje, ao menos na parte da manhã veio repleto de boas notícias, pois conseguimos finalizar uma etapa tida como importantíssima pelo Juizado Especial Cível, local onde estagio e onde estou tendo a oportunidade de aprendizado muito interessante.

Essa semana, no “Trabalhando com Poesia”, homenageamos o magnífico Pablo Neruda um dos meus prediletos, pela profundidade e simbologia de seus versos. No Prefácio musical a presença de brilhantes cantores da música nordestina Elomar Filgueiras, Vital Farias, Xangai, entre outros. Espero que gostem!

Acho que vou convidar a população de Santo Amaro de Ipitanga para morar na Propaganda do PP local. Vá mentir assim na casa do chapéu, para usar um termo publicável!

Creio que o atual prefeito de Lauro de Freitas deve revisitar as suas falas no plenário da Câmara, quando vereador. Ou será que ele deixou de achar que um governo que gasta muito em propaganda tem um canal aberto para a corrupção? Se não, como ele define o fato de ter, em menos de oito meses aparecido em horário nobre da TV Globo, mais que o governo que o antecedeu fez em oito anos?

Muito tem se falado sobre a polêmica criada por um conjunto de Médicos brasileiros sobre o Projeto Mais Médicos do Governo federal. Sobre isso achei super interessante um artigo do blogueiro Leonardo Sakamoto, que compartilho com nossos leitores.

“O que fazer com um médico que afirma ser vítima de “trabalho escravo”?, por Leonardo Sakamoto, em seu blog – Tratei disso no Facebook, mas como muita gente não entendeu, trago a discussão para cá. A gente perde os cabelos, há anos, tentando fazer a bancada ruralista no Congresso Nacional entender que trabalho escravo contemporâneo Não é qualquer manguaba, como falta de azulejo no banheiro, mas um pacote de condições que configura uma gravíssima violação aos direitos humanos, e aparecem médicos dizendo – na maior cara-de-pau – que a proposta de estágio obrigatório para a formação de médicos é “escravidão”?”

Leia o artigo completo em:

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/08/04/o-que-fazer-com-um-medico-que-afirma-ser-vitima-de-trabalho-escravo/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/05/trabalhando-com-poesia-483/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma segunda-feira abençoada por Deus e repleta das bênçãos de Obaluaiê.

Apio Vinagre Nascimento

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Querer (Pablo Neruda)

Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.

Nos Bosques, Perdido (Pablo Neruda)

Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro
E aos labios, sedento, levante seu sussurro:
era talvez a voz da chuva chorando,
um sino quebrado ou um coração partido.
Algo que de tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada.
Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela…
berto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada.
Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela…

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Trabalhando com Poesia

“… Não consigo olhar no fundo dos seus olhos e enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar. As várias fases, estações que me levam com o vento e o pensamento bem devagar… Outra vez, eu tive que fugir, eu tive que correr, pra não me entregar, as loucuras que me levam até você, me fazem esquecer, que eu não posso chorar… Olhe bem no fundo dos meus olhos e sinta a emoção que nascerá, quando você me olhar. O universo conspira a nosso favor, a consequência do destino é o amor, pra sempre vou te amar… Mas talvez, você não entenda essa coisa de fazer o mundo acreditar, que meu amor, não será passageiro, te amarei de janeiro a janeiro, até o mundo acabar, até o mundo acabar, até o mundo acabar, até o mundo acabar… Mas talvez, você não entenda essa coisa de fazer o mundo acreditar, que meu amor, não será passageiro, te amarei de janeiro a janeiro, até o mundo acabar, até o mundo acabar, até o mundo acabar, até o mundo acabar…” (Nando Reis & Roberta Campos – De janeiro a janeiro – Comp.: Roberta Campos)

“…Estranho seria se eu não me apaixonasse por você, o sal viria doce para os novos lábios. Colombo procurou as índias, mas a terra avistou em você, o som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário… Estranho é gostar tanto do seu All Star azul, estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador, aperto o 12 que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra hoje… Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu, seu All Star azul combina com o meu preto, de cano alto. Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço? o tom que eu canto as minhas músicas, para a tua voz parece exato… Estranho é gostar tanto do seu All Star azul, estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador, aperto o 12 que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra… Laranjeiras, satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador, aperto o 12 que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra hoje…“ (Nando Reis – All Star – Comp.: Nando Reis)

“… Pra você guardei o amor, que nunca soube dar, o amor que tive e vi sem me deixar, sentir sem conseguir provar, sem entregar e repartir… Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar o amor que vive em mim vem visitar, sorrir, vem colorir solar, vem esquentar e permitir… Quem acolher o que ele tem e traz, quem entender o que ele diz, no giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios, que o convite do silêncio exibe em cada olhar… Guardei sem ter porque, nem por razão, ou coisa outra qualquer, além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar… Achei, vendo em você, explicação nenhuma isso requer, se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar… Pra você guardei o amor que aprendi vendo os meus pais, o amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz, céu, cheiro e ar na cor que o arco-íris risca ao levitar… Vou nascer de novo lápis, edifício, tevere, ponte, desenhar no seu quadril, meus lábios beijam signos feito sinos, trilho a infância, terço o berço do seu lar… Guardei sem ter porque, nem por razão, ou coisa outra qualquer, além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar… Achei, vendo em você, explicação nenhuma isso requer, se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar… Pra você guardei o amor, que nunca soube dar, o amor que tive e vi sem me deixar, sentir sem conseguir provar, sem entregar e repartir… Quem acolher o que ele tem e traz, quem entender o que ele diz, no giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios, que o convite do silêncio exibe em cada olhar… Guardei sem ter porque, nem por razão, ou coisa outra qualquer, além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar… Achei, vendo em você, explicação nenhuma isso requer, se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar…” (Nando Reis – Pra você guardei o amor – Comp.: Nando Reis)

Veja outras pérolas de Nando Reis:

“Saiba dominar-se e vencer-se a si mesmo. Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo, dominando seus vícios e superando seus defeitos. A vitória sobre si mesmo é muito mais difícil, e quem consegue isto pode ser classificado como verdadeiro herói. Aprenda a dominar-se, e jamais desanime. Se desta vez não conseguiu, recomece e um dia sairá vitorioso!” (Minutos de Sabedoria Pg. 227)

Boa noite pessoal,

O dia corrido hoje não me permitiu fazer a pesquisa costumeira para o “Trabalhando com Poesia”. Semana que vem tentarei retomar esta parte.

Ao contrário do que alguns insistem em desinformar a população, a Sexta Feira Santa é Feriado Municipal imposto pela Legislação Federal (Nº. 9.093 de 12 de Setembro de 1995). Esta Lei define como Feriado Civil Municipal apenas “os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do Município, fixados em lei municipal”. Quando versa sobre Feriados religiosos a Lei afirma serem “os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão.”

Querendo é só conferir:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9093.htm

Vale salientar que a lista de dias com o título de “Feriados Nacionais” é taxativa e estão na Lei Federal 6.802 de 30 de Junho de 1980, que assim definiu o 12 de Outubro (Nossa Senhora Aparecida) e na Lei Federal 10.607 de 19 de Dezembro de 2002, que intitula os demais feriados.

É só conferir:

Lei 6802/1980: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6802.htm

Lei 10.607/2002: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10607.htm

A mesma confusão acontece em relação ao Corpus Christi, que ao contrário do que muitos pensam, não é feriado nacional, mas, sim municipal. Ocorre que praticamente todas as capitais brasileiras tiveram por parte dos seus legisladores a atenção a esta tradição católica, o que não foi feito nas terras de Ipitanga.

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Estrela distraída – Damário da Cruz

Longe de Miramar
e Havana cria estrelas.

Se não me reconheço
como voltar a Miramar?
Com luz nenhuma
na cegueira de estrangeiro?

Se não me reconheço
como voltar a mim?
Com espelhos de crianças
erguidos para a lua?

Estou só…
longe de Miramar
e a escuridão pinta o céu.

In Segredo das Pipas

Luz alheia – Damário da Cruz

Não sou
tua estrela guia
Algum cometa
desvia olhares,
alguma noite
é mais escura,
algum céu
é leviano.

Não sou
teu porto seguro.
Algum farol
seduz a proa,
alguma gaivota
voa à-toa,
algum vento
é fugaz.

In Segredo das Pipas

Um pouco repetido – Damário da Cruz

A lua
nasceu hoje
da mesma forma.

E você
fica exigindo
que eu seja diferente
todas as noites.

In Segredo das Pipas

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Trabalhando com Poesia

“… Meu pai não tinha educação, ainda me lembro, era um grande coração, ganhava a vida com muito suor e mesmo assim não podia ser pior. Pouco dinheiro pra poder pagar todas as contas e despesas do lar, mas, Deus quis vê-lo no chão com as mãos levantadas pro céu, implorando perdão. Chorei, meu pai disse: “Boa sorte”, com a mão no meu ombro, em seu leito de morte e disse: “Marvin, agora é só você e não vai adiantar. Chorar vai me fazer sofrer.”… Três dias depois de morrer, meu pai, eu queria saber, mas não botava nem um pé na escola, mamãe lembrava disso a toda hora, todo dia antes do sol sair, eu trabalhava sem me distrair… Às vezes acho que não vai dar pé, eu queria fugir, mas onde eu estiver eu sei muito bem o que ele quis dizer. Meu pai, eu me lembro, não me deixa esquecer, ele disse: “Marvin, a vida é pra valer, eu fiz o meu melhor e o seu destino eu sei de cor”… E então um dia uma forte chuva veio, e acabou com o trabalho de um ano inteiro, e aos treze anos de idade eu sentia todo o peso do mundo em minhas costas, eu queria jogar mas perdi a aposta… E trabalhava feito um burro nos campos, só via carne se roubasse um frango. Meu pai cuidava de toda a família, sem perceber segui a mesma trilha, toda noite minha mãe orava.
Deus, era em nome da fome que eu roubava… Dez anos passaram, cresceram meus irmãos e os anjos levaram minha mãe pelas mãos, chorei, meu pai disse: “Boa sorte”, com a mão no meu ombro, em seu leito de morte Disse: “Marvin, agora é só você e não vai adiantar. Chorar vai me fazer sofrer.”… “Marvin, a vida é pra valer, eu fiz o meu melhor e o seu destino eu sei de cor”…” (Nando Reis & Os infernais– Marvin – Comp.: G. N. Johnson / Nando Reis / R. Dunbar / Sérgio Britto)

“… É uma índia com colar, a tarde linda que não quer se pôr, dançam as ilhas sobre o mar, sua cartilha tem o A de que cor?… O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou… O que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou… E são dois cílios em pleno ar, atrás do filho vem o pai e o avô, como um gatilho sem disparar, você invade mais um lugar, onde eu não vou… O que você está fazendo? milhões de vasos sem nenhuma flor… O que você está fazendo? Um relicário imenso deste amor… Corre a lua porque longe vai? Sobe o dia tão vertical, o horizonte anuncia com o seu vitral, que eu trocaria a eternidade por esta noite… Por que está amanhecendo? Peço o contrario, ver o sol se por… Por que está amanhecendo? Se não vou beijar seus lábios quando você se for… Quem nesse mundo faz o que há durar, pura semente dura: o futuro amor, eu sou a chuva pra você secar, pelo zunido das suas asas você me falou… O que você está dizendo? Milhões de frases sem nenhuma cor… O que você está dizendo? Um relicário imenso deste amor… O que você está dizendo? O que você está fazendo? Por que que está fazendo assim?… Desde que você chegou o meu coração se abriu, Hoje eu sinto mais calor e não sinto nem mais frio… E o que os olhos não vêm, o coração pressente, mesmo na saudade, você não está ausente… E em cada beijo seu, e em cada estrela do céu, e em cada flor no campo, e em cada letra no papel… Que cor terão seus olhos e a luz dos seu cabelo só sei que vou chamá-lo de Esmael, Esmael…“ (Nando Reis – Relicário – Comp.: Nando Reis)

“… Ponho os meus olhos em você, se você está, dona dos meus olhos é você, avião no ar. Um dia pra esses olhos sem te ver é como chão no mar! Liga o rádio à pilha, a TV só pra você escutar a nova música que eu fiz agora, lá fora a rua vazia chora… Pois meus olhos vidram ao te ver são dois fãs, um par. Pus nos olhos vidros para poder melhor te enxergar. Luz dos olhos para anoitecer é só você se afastar. Pinta os lábios para escrever a sua boca em minha… Que a nossa música eu fiz agora, lá fora a lua irradia a glória e eu te chamo, eu te peço: Vem! Diga que você me quer, porque eu te quero também!… Passo as tardes pensando, faço as pazes tentando te telefonar… Cartazes te procurando, aeronaves seguem pousando, sem você desembarcar. Pra eu te dar a mão nessa hora, levar as malas pro fusca lá fora?… E eu vou guiando, eu te espero, vem? Diga que você me quer, porque eu te quero também. E eu te amo! E eu berro: Vem! Grita que você me quer, que eu grito também!… E eu gosto dela, e ela gosta de mim. Eu penso nela, será que isso não vai ter fim?…” (Nando Reis – Luz dos olhos – Comp.: Nando Reis)

“Faça da leitura um hábito diário. Acostume-se a ter sempre um bom livro à mão, e verificará que é seu melhor amigo, que conversará com você somente quando você o desejar. Escolha livros instrutivos, interessantes, sadios. Tanto quanto o corpo, o espírito também necessita de alimentar-se. Faça da leitura um hábito tão indispensável quanto a respiração.” (Minutos de Sabedoria Pg. 226)

Boa tarde pessoal,

Dia de festa para a torcida tricolor baiana, que viu ontem à noite, na Fonte Nova, um Bahia surpreendente, de forma positiva, vencer bem e dominar o Flamengo durante toda a partida. De Lomba a Walisson, o time se portou muito bem, mas com bons destaques para Raul, incansável no apoio e na defesa, bem como Fernandão e Marcos Gabriel, que além de articularem boas jogadas e infernizarem a defesa adversária fizeram um gol cada, sendo o terceiro de Walisson.
O segundo gol do Bahia foi marcado pela polêmica, pois o assistente teria assinalada posição irregular, que efetivamente existiu, mas, Heber Roberto Lopes assumiu a responsabilidade da marcação e validou o gol.

A equipe baiana ocupa agora a segunda colocação e torce por um tropeço do Botafogo carioca para se manter na posição. Um empate do clube da estrela solitária e o outro representante baiano na competição seria o melhor dos sonhos para o Bahia, que deixou de assumir a liderança do certame por conta do triunfo do Coritiba sobre a Ponte Preta, ontem à noite, em jogo de oito gols.

O técnico Cristóvão Borges mandou a campo: Marcelo Lomba; Madson, Rafael Donato, Titi e Raul; Fahel (Diones), Rafael Miranda e Hélder; Marquinhos, Fernandão (Souza) e Wallyson (Anderson Talisca). A equipe ganhou folga nesta quinta-feira e se reapresenta nesta sexta feira para já iniciar os preparativos para a partida da próxima quarta-feira, já que o tricolor já jogou pela 11ª rodada (Antecipado jogo contra o São Paulo).

Confira os melhores momentos de Bahia 3×0 Flamengo, na Fonte Nova.

Começamos hoje o mês em que se homenageiam São Roque, no candomblé é mês de se homenagear Omolu/Obaluaê, Orixá da saúde e das doenças.

SÃO ROQUE – 16 de agosto – Padroeiro dos inválidos, cirurgiões, protetor do gado, contra doenças contagiosas e a peste. Significado do nome: eremita, homem grande e forte. Originário de família nobre, distinta e abastada, São Roque nasceu em Montpellier, na França, em 1295. Seu nascimento teve o significado de um grande dom de Deus e fruto das orações de seus pais. Libéria, sua mãe, mulher virtuosa, era devotada de Nossa Senhora, a quem recorreu, pedindo a graça de ter um filho, apesar de sua idade avançada. Foi atendida em seu anseio e dedicou-se com cuidado à educação de Roque, incutindo-lhe desde cedo a devoção à Nossa Senhora.

http://www.igrejaparati.com.br/santos_-_s%C3%A3o_roque.htm

QUEM FOI OBALUAÊ – Obaluaê quer dizer “Rei e Senhor da terra” sua veste é palha e esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado à terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol – calor que lembra a febre das doenças infecto-contagiosas. Conta-se em Ibadã que Obaluaê teria sido antigamente o Rei dos Tapás. Uma lenda de Ifá confirma esta última suposição. Obaluaê era originário de Empê – Tapá e havia levado seus guerreiros em expedição aos quatros cantos da terra. Uma ferida feita por suas flechas tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas.

http://oxalaorei.blogspot.com.br/p/quem-foi-obaluae.html

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e repleta da energia Guerreira de Oxossi e as bênçãos de Omolu. Atotô Obaluaê!

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Certo vôo – Damário da Cruz

Cada
pássaro
sabe
a rota
do retorno.

Cada
pássaro
sabe
a rota
de si.

Cada
pássaro,
na rota,
sabe-se
pássaro.

In Segredos das Pipas

Olé – Damário da Cruz

Quando na arena
um touro me matar
não me socorram,
pois ninguém socorre
o touro quando o mato.

In Segredo das Pipas

Navegante – Damário da Cruz

De mim
exijam pouco…

Pois o tempo
que me resta
é louca busca
de como atravessar
o Sol…

In Segredo das Pipas

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Trabalhando com Poesia

“… Sabe, quando a gente tem vontade de encontrar a novidade de uma pessoa, quando o tempo passa rápido quando você está ao lado dessa pessoa, quando dá vontade de ficar nos braços dela e nunca mais sair… Sabe, quando a felicidade invade, quando pensa na imagem da pessoa, quando lembra que seus lábios encontraram outros lábios de uma pessoa, e o beijo esperado ainda está molhado e guardado ali… Em sua boca, que se abre e sorri feliz quando fala o nome daquela pessoa, quando quer beijar de novo e muito os lábios desejados da sua pessoa, quando quer que acabe logo a viagem, que levou ela pra longe daqui… Sabe, quando passa a nuvem brasa abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa, quando quer ali deitar, se alimentar e entregar seu corpo pra pessoa, quando pensa porque não disse a verdade é que eu queria que ela estivesse aqui… Sabe, quando a felicidade invade, quando pensa na imagem da pessoa, quando lembra que seus lábios encontraram outros lábios de uma pessoa, e o beijo esperado ainda está molhado e guardado ali… Em sua boca, que se abre e sorri feliz quando fala o nome daquela pessoa, quando quer beijar de novo e muito os lábios desejados da sua pessoa, quando quer que acabe logo a viagem, que levou ela pra longe daqui… Sabe, quando passa a nuvem brasa abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa, quando quer ali deitar, se alimentar e entregar seu corpo pra pessoa, quando pensa porque não disse a verdade é que eu queria que ela estivesse aqui… Sei, eu sei…” (Nando Reis – Sei – Comp.:Nando Reis)

“… Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou. Ainda lembro que eu estava lendo, só pra saber o que você achou dos versos que eu fiz e ainda espero resposta… Desfaz o vento o que há por dentro desse lugar que ninguém mais pisou. Você está vendo o que está acontecendo? Nesse caderno sei que ainda estão, os versos meus, tão seus que peço, nos versos seus, tão meus, que esperem que os aceite… Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante… Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante… Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou. Ainda lembro que eu estava lendo, só pra saber o que você achou dos versos meus, tão seus que peço, nos versos seus, tão meus, que esperem que os aceite… Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante… Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante… Desfaz o vento o que há por dentro desse lugar que ninguém mais pisou. Você está vendo o que está acontecendo? Nesse caderno sei que ainda estão, os versos meus, tão seus que peço, nos versos seus, tão meus, que esperem que os aceite… Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante… Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante… Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante… Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante… Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante… Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante…“ (Nando Reis & Samuel Rosa – Resposta – Comp.: Samuel Rosa & Nando Reis)

“…Minha cor, minha flor, minha cara. Quarta estrela, letras, três, uma estrada… Não sei se o mundo é bom, mas ele está melhor, desde que você chegou e perguntou: Tem lugar pra mim?… Espatódea, gineceu cor de pólen. Sol do dia, nuvem branca, sem sardas… Não sei se esse mundo é bom, mas ficou melhor, desde que você chegou e explicou o mundo pra mim… Não sei se esse mundo está são, mas pro mundo que eu vim já não era! Meu mundo não teria razão se não fosse a Zoé… Espatódea, gineceu cor de pólen. Sol do dia, nuvem branca, sem sardas… Não sei se esse mundo é bom, mas ficou melhor, desde que você chegou e explicou o mundo pra mim… Não sei se esse mundo está são, mas pro mundo que eu vim já não era! Meu mundo não teria razão se não fosse a Zoé… Espatódea, gineceu cor de pólen. Sol do dia, nuvem branca, sem sardas… Não sei se esse mundo é bom, mas ficou melhor, desde que você chegou e explicou o mundo pra mim… Não sei se esse mundo está são, mas pro mundo que eu vim já não era! Meu mundo não teria razão se não fosse a Zoé…” (Nando Reis – Espatódea – Comp.: Nando Reis)

“Nunca se irrite! Se a condução custa a chegar, tenha paciência. Se o vizinho o incomoda, suporte-o. Sua irritação não pode melhorar as coisas e faz mal a seu fígado. A irritação causa mais sofrimentos a nós que aos outros, ao passo que a paciência é um bálsamo, sempre pronto a suavizar as feridas próprias e alheias.” (Minutos de Sabedoria Pg. 225)

Boa tarde pessoal,

Dia 31 de Julho é sempre um dia especial para mim. Comemoram a sua emancipação política duas cidades muito caras para mim. A primeira, Vera Cruz, minha cidade natal e que muito amo, apesar da distância, por conta da minha lida diária.

A segunda, Lauro de Freitas, cidade onde fui gerado, que me apaixonei na adolescência e que decidi morar há 16 anos. Parabéns Vera Cruz (Mar Grande), Parabéns Santo Amaro de Ipitanga. Que o olhar para seus filhos e filhas, por parte de quem as governa seja generoso, eficiente e acima de tudo preocupado com o bem estar e garantias à vida dos que mais precisam.

Hoje também é dia de parabenizar duas pessoas muito queridas, o amigo Sacramento Sacra e a amiga Michele Gramacho. Na figura de ambos felicito os demais aniversariantes do dia de hoje. Parabéns. Paz, Saúde e Felicidades.

Quero parabenizar aos companheiros e companheiras do PT que foram às ruas hoje levar a nossa mensagem ao povo de Lauro de Freitas pela passagem de mais um aniversário de emancipação. Valeu companheirada.

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva de Iansã.

Apio Vinagre Nascimento
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Caixa – preta – Damário da Cruz

Sou um homem.
Portanto,
mais que palavra.
Não pronuncio
o sentimento
apenas como palavra.

O que foi dito
ao entardecer
não se confirma
na madrugada.
O que foi visto
no sonho
não se confronta
com a realidade.

Sou um homem.
Portanto,
uma surpresa.

In Segredo das Pipas, Salvador: EPP/ BANCO CAPITAL, 2003.

Primeiro de Abril de 64 na Rua Direita do Santo Antônio – Damário da Cruz

Ao poeta Miguel Carneiro

O que são
esses navios cinzentos
no meu mar?

O que são
esses olhos de menino
querendo o mar?

Porque dona Mosa,
Pró do Primário,
nunca me falou
que toda ditadura
enfeia a água?

In Inédito 09/11/2005

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Trabalhando com Poesia

“…Entre as coisas mais lindas que eu conheci, só reconheci suas cores belas, quando eu te vi… Entre as coisas bem-vindas que já recebi, eu reconheci minhas cores nela então eu me vi… Está em cima com o céu e o luar, hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas e séculos, milênios que vão passar… Água-marinha põe estrelas no mar, praias, baías, braços, cabos, mares, golfos e penínsulas e oceanos que não vão secar… E as coisas lindas são mais lindas, quando você está, onde você está, hoje você está… Nas coisas tão mais lindas, porque você está, onde você está, hoje você está, nas coisas tão mais lindas…” (Nando Reis e os Infernais – As coisas tão mais lindas – Comp.:Nando Reis)

“… Desculpe, estou um pouco atrasado, mas, espero que ainda dê tempo de dizer que andei errado, e eu entendo as suas queixas tão justificáveis e a falta que eu fiz nessa semana, coisas que pareceriam óbvias até pra uma criança… Por onde andei, enquanto você me procurava? E o que eu te dei? Foi muito pouco ou quase nada. E o que eu deixei? Algumas roupas penduradas. Será que eu sei, que você é mesmo tudo aquilo que me falta?… Amor eu sinto a sua falta e a falta, é a morte da esperança, como um dia que roubaram o seu carro deixou uma lembrança, que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, diante da eternidade do amor de quem se ama… Por onde andei, enquanto você me procurava? E o que eu te dei? Foi muito pouco ou quase nada. E o que eu deixei? Algumas roupas penduradas. Será que eu sei, que você é mesmo tudo aquilo que me falta?… Amor eu sinto a sua falta e a falta, é a morte da esperança, como um dia que roubaram o seu carro deixou uma lembrança, que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, diante da eternidade do amor de quem se ama… Por onde andei, enquanto você me procurava? E o que eu te dei? Foi muito pouco ou quase nada. E o que eu deixei? Algumas roupas penduradas. Será que eu sei, que você é mesmo tudo aquilo que me falta?… Por onde andei, enquanto você me procurava? E o que eu te dei? Foi muito pouco ou quase nada. E o que eu deixei? Algumas roupas penduradas. Será que eu sei, que você é mesmo tudo aquilo que me falta?…“ (Nando Reis – Por onde andei – Comp.: Nando Reis)

“… Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, um lugar pro que eu sou… Eu não quero mais dormir, de olhos abertos me esquenta o sol. Eu não espero que um revólver venha explodir, na minha testa se anunciou, a pé a fé devagar, foge o destino do azar que restou… E se você puder me olhar, se você quiser me achar e se você trouxer o seu lar… Eu vou cuidar, eu cuidarei dele. Eu vou cuidar do seu jardim… Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele, eu vou cuidar, Eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar e de você e de mim… Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, um lugar pro que eu sou… E se você puder me olhar, se você quiser me achar e se você trouxer o seu lar… Eu vou cuidar, eu cuidarei dele. Eu vou cuidar do seu jardim… Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele, eu vou cuidar, Eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar e de você e de mim… E você e de mim… E de você e de mim…” (Nando Reis – Os cegos do castelo– Comp.: Nando Reis)

“Cultive a Verdade em todos os momentos de sua vida, e a Verdade o levará triunfantemente ao progresso. Seja verdadeiro em todos os pensamentos, ações e emoções, e nada lhe ocorrerá de mal. Deixe que a Divindade se manifeste por seu intermédio, e procure ouvir a voz silenciosa que lhe fala do fundo de seu coração, por meio de sua consciência. Obedeça aos conselhos que ela lhe der!” (Minutos de Sabedoria Pg. 224)

Boa tarde pessoal,

Depois de uma longa pausa, tempo suficiente para colocar as ideias no lugar, o “Trabalhando com Poesia” está de volta. Confesso que senti muita falta deste convívio diário, ao longo destes meses, mas, creio que foi uma pausa interessante, tanto para mim, mas, principalmente para vocês.

E a nossa volta ocorre num momento diferente em minha vida e de minha família, logo após uma perda irreparável, que foi a passagem de meu velho pai. É inverno, tempo de frio e, mesmo na Bahia, normalmente quente, as oportunidades para a busca de calor humano é sempre uma boa prática e foi exatamente com esse intuito que nasceu o “Trabalhando com Poesia”. Espero que gostem desta nova fase e que, na medida do possível, me mandem sugestões.
Hoje ainda não faremos o habitual “dia na história”, mas, a partir de Agosto retornaremos.

A leitura dos Índices de Desenvolvimento Humano divulgados pelo PNUD em relação a Lauro de Freitas nos dão, notadamente a quem participou da gestão 2005-2012, capitaneado pela companheira Moema Gramacho, a noção exata da importância que gestões comprometidas com Políticas Sociais de inclusão. Ainda estamos analisando os dados para uma discussão mais aprofundada, mas, perceber que em 2010, ou seja, após cinco anos da nossa gestão, Lauro de Freitas só perdia no IDH total para a capital do Estado, sendo que no IDH renda era a primeira colocada, sendo a segunda no IDH longevidade e o quarto no IDH Educação. Valeu Moema!! A luta e o trabalho valeu a pena.

Confira os dados do IDHM de Lauro de Freitas no link abaixo:

http://atlasbrasil.org.br/2013/perfil/lauro-de-freitas_ba

Essa semana homenageamos o Poeta e amigo Damário da Cruz, Soterocachoeirano como bem gostava de se titular e que nos deixou precocemente, em 21 de maio de 2010. No Prefácio musical a presença sempre qualificada de Nando Reis, um dos bons letristas da atual geração musical brasileira. Espero que gostem!
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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma terça-feira abençoada por Deus e repleta da força guerreira de Ogum.

Apio Vinagre Nascimento
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Todo risco – Damário da Cruz
A possibilidade de arriscar
É que nos faz homens
Vôo perfeito
no espaço que criamos
Ninguém decide
sobre os passos que evitamos
Certeza
de que não somos pássaros
e que voamos
Tristeza
de que não vamos
por medo dos caminhos.

***

Saudade – Damário da Cruz

Deixarei
a lua acesa
na varanda.

No meu retorno
dos becos noturnos
e do lual de Luciano,
evitarei tropeçar
na tua ausência…

In Segredo das Pipas

Previsão metereológica – Damário da Cruz

Nenhum
dia é triste!
Nós é que chovemos
na hora errada.

In Segredo das Pipas

Anzol – Damário da Cruz

Angustiado olhar
do peixe capturado.
Angustiado olhar
do peixe
na mesa do mercado.
O amor, às vezes,
tem esse olhar
de quem vacila prisioneiro
quando tudo é mar.

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A mensagem da juventude do Brasil – Por Luis Inácio Lula da Silva, no Jornal The New York Times

Ex-Presidente Lula em sua passagem pela Itinga, Lauro de Freitas, em maio de 2008, ao lado do então Secretário de Governo e autor do Blog, Apio Vinagre

Ex-Presidente Lula em sua passagem pela Itinga, Lauro de Freitas, em maio de 2008, ao lado do então Secretário de Governo e autor do Blog, Apio Vinagre

O períódico americano The New York Times publicou nesta terça feira (16) o Artigo do Ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva, intitulado “The Message of Brazil’s Youth – A mensagem da juventude Brasileira”, no qual tece uma análise dos recentes acontecimentos na vida social e política brasileira.

Segundo Lula as manifestações ocorridas no Brasil “refletem uma forma de aumentar o alcance da democracia, de incentivar as pessoas a participarem mais plenamente.” e que “Na última década, o Brasil dobrou o número de estudantes universitários, muitos de famílias pobres. Reduzimos drasticamente a pobreza e a desigualdade. Estas são conquistas significativas, mas é completamente natural que jovens, especialmente aqueles que estão obtendo coisas que seus pais nunca tiveram, possam desejar mais.”

Após explanar sobre o tema Lula manda uma mensagem firme aos jovens brasileiros e de outros lugares, líderes destes e de outros movimentos: “mesmo quando você estiver desanimado com tudo e com todos, não desista da política. Participe! Se você não encontrar em outros o político que você procura, você pode encontrar ele ou ela em si mesmo.”

Confira a íntegra da Entrevista do companheiro Lula (em inglês) no site do “The New York Times”

Abaixo você confere o Artigo (em português), traduzido pelo nosso blog:

A mensagem da juventude do Brasil, Por Luis Inácio Lula da Silva*

São Paulo — Jovens, com dedos rápidos em seus celulares, tomaram as ruas ao redor do mundo.

Torna-se mais fácil explicar estes protestos quando eles tomam lugar nos países não democráticos, como no Egito e Tunísia, em 2011, ou em países onde a crise econômica aumentou o número de jovens desempregados para patamares assustadores, como na Espanha e na Grécia, do que quando eles emergem em países com governos democráticos e populares — como o Brasil, onde atualmente desfrutamos das menores taxas de desemprego em nossa história e uma expansão sem precedentes de direitos econômicos e sociais.

Muitos analistas atribuem os recentes protestos a uma rejeição da política. Eu acho que é exatamente o oposto: eles refletem uma forma de aumentar o alcance da democracia, de incentivar as pessoas a participarem mais plenamente.
Eu só posso falar com autoridade sobre o meu país, Brasil, onde eu entendo que as manifestações são, em grande parte, o resultado do sucesso social, econômico e político. Na última década, o Brasil dobrou o número de estudantes universitários, muitos de famílias pobres. Reduzimos drasticamente a pobreza e a desigualdade. Estas são conquistas significativas, mas é completamente natural que jovens, especialmente aqueles que estão obtendo coisas que seus pais nunca tiveram, possam desejar mais.

Estes jovens não viveram sob a repressão da ditadura militar, nas décadas de 1960 e 1970. Não viveram sob a inflação da década de 1980, quando a primeira coisa que fazíamos ao recebermos nossos salários era correr para o supermercado e comprar tudo antes que os preços subissem novamente no dia seguinte. Lembram-se muito pouco da década de 1990, quando a estagnação e o desemprego levaram nosso país à depressão. Eles querem mais.

É compreensível que deva ser assim. Eles querem a melhoria da qualidade dos serviços públicos. Milhões de brasileiros, incluindo aqueles na classe média emergente, compraram seus primeiros carros e começaram a viajar de avião. Agora, o transporte público deve ser eficiente, tornar menos difícil a vida nas grandes cidades.

As preocupações dos jovens não são meramente materiais. Eles querem maior acesso ao lazer e às atividades culturais. Mas, acima de tudo, eles exigem instituições políticas que sejam mais limpas e transparentes, sem as distorções do anacrônico sistema político e eleitoral do Brasil, que recentemente mostrou-se incapaz de viabilizar a reforma. Não se pode negar a legitimidade destas exigências, mesmo por que é impossível encontrar a sua resolução rapidamente. É primeiro necessário encontrar meios, estabelecer metas e definir cronogramas.

Democracia não é um pacto de silêncio. Uma sociedade democrática está sempre em fluxo, a debater e definir suas prioridades e desafios, constantemente, almejando novas conquistas. Somente em uma democracia poderia um índio ser eleito Presidente da Bolívia, e um Afro-americano eleito presidente dos Estados Unidos. Somente em uma democracia poderiam primeiro um metalúrgico e, em seguida, uma mulher serem eleitos Presidente (a) do Brasil.

A história mostra que, quando os partidos políticos são silenciados, e são procuradas soluções pela força, os resultados são desastrosos: guerras, ditaduras e a perseguição das minorias. Sem partidos políticos, não pode haver nenhuma verdadeira democracia. Mas as pessoas não desejam simplesmente votar a cada quatro anos. Elas querem interação diária com os governos locais e nacionais e participar da definição de políticas públicas, oferecendo opiniões sobre as decisões que os afetam a cada dia.

Em suma, elas querem ser ouvidas. Isto cria um tremendo desafio para os líderes políticos. Eles necessitam de melhores formas de engajamento, através de meios de comunicação sociais, no local de trabalho e em campo, reforçando a interação com grupos de trabalhadores e líderes comunitários, mas também com os chamados setores desorganizados, cujos desejos e necessidades não devem ser menos respeitadas por falta de organização.

Foi dito, e com razão, que, enquanto a sociedade entrou na era digital, a política manteve-se analógica. Se as instituições democráticas utilizassem as novas tecnologias de comunicação como instrumentos de diálogo, e não de mera propaganda, elas iriam respirar ar fresco em suas operações. E seria mais eficaz fazê-los em sintonia com todas as partes da sociedade.

Mesmo o partido dos trabalhadores, que eu ajudei a fundar e que contribuiu muito para modernizar e democratizar a política no Brasil, precisa de renovação profunda. Ele deve recuperar suas relações cotidianas com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para os novos problemas e fazer ambos sem tratar jovens de forma paternalista.
A boa notícia é que os jovens não são conformistas, apáticos ou indiferentes à vida pública. Mesmo aqueles que pensam que odeiam a política estão começando a participar. Quando eu tinha a idade deles, eu nunca imaginei que iria tornar-me um militante político. Então acabamos por criar um partido político, quando descobrimos que o Congresso Nacional não tinha praticamente nenhum representante da classe trabalhadora. Através da política, conseguimos restaurar a democracia, consolidar a estabilidade econômica e criar milhões de empregos.

Claramente há ainda muito a fazer. É uma boa notícia os nossos jovens quererem lutar para garantir que a mudança social continue em um ritmo mais intenso.

A outra boa notícia é que a presidente Dilma Rousseff propôs um plebiscito, para levar a cabo as reformas políticas que são tão necessárias. Ela também propôs um pacto nacional pela educação, saúde e transporte público, em que o governo federal irá fornecer substancial apoio financeiro e técnico aos Estados e Municípios.

Ao falar com jovens líderes no Brasil e em outros lugares, eu gostaria de dizer-lhes isto: mesmo quando você estiver desanimado com tudo e com todos, não desista da política. Participe! Se você não encontrar em outros o político que você procura, você pode encontrar ele ou ela em si mesmo.

* Luiz Inácio Lula da Silva é um ex-presidente do Brasil, que agora trabalha em iniciativas globais com o Instituto Lula.

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E a mudança? Trânsito, Transporte e Ordem Pública – Nº 1

Fiscalização em pontos de problema deve ser ampliada

Fiscalização em pontos de problema deve ser ampliada

Bom dia Santo Amaro de Ipitanga. Escrevi ontem a noite, na saída da faculdade e agora complemento a informação. Entendo ser interessante e inteligente a colocação de agentes de trânsito na poligonal da Avenida Luiz Tarquínio Pontes, num horário onde acontece, salvo engano, a maior movimentação coletiva da cidade, por conta da chegada e saída de alunos das faculdades daquele local.

Entretanto, creio ser de uma falta de organização sem tamanho termos algo em torno de 20 pessoas da SETTOP, incluindo fiscais, agentes e Guarda Municipal, enquanto, nos locais onde motoristas e cobradores do sistema dito alternativo, aprontam as maiores ações de desrespeito a passageiros do sistema.

Outro aspecto é o uso da calçada, num ponto que salvo engano foi projetado para dar acessibilidade as pessoas com deficiência, ser usado como ponto de estacionamento dos veículos da PMLF, ao invés de usarem o recuo existente cerca de 10 metros adiante. Ou seja, quem está sendo pago para orientar e gerenciar o bom uso e respeito às normas de trânsito dá o mal exemplo. Maxxi com algumas manobras arriscadas, a cobradora respondia aos passageiros que se queixavam da direção perigosa do motorista: “Vocês querem que andem rápido ou devagar?”, chegando no Maxxi, mais um momento de matraca.

Imagine essas situações ao longo de um dia. Recentemente vimos no Rio de Janeiro acidente grave por conta de briga dentro de coletivo. Oxalá que isso não nos ocorra, mas, a relação já esgarçada entre passageiros, ávidos por chegar em seu destino e motoristas que refletem sobre o transporte sob a lógica do pagamento da diária a fazer no fim do dia está por um fio. Providências são necessárias e urgentes.

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Moema Gramacho – Uma vida dedicada à luta por cidadania

Moema Gramacho - Secretária da SEDES/BA

Moema Gramacho – Secretária da SEDES/BA

Nascida no Pelourinho, em Salvador, caçula dos 20 filhos de Dona Inah e Seu Descartes Gramacho, Moema conheceu cedo a necessidade de superar as adversidades. Química pela Escola Técnica Federal e Bióloga (UCSAL) foi no chão da fábrica, a partir de 1977, na antiga Tibras (hoje Millenium) que a operária se destacou nos movimentos pela garantia dos direitos dos trabalhadores. Foi diretora do Sindicato dos Químicos, Petroquímicos e Petroleiros durante quase três décadas. Liderou a luta contra a contaminação pelo Benzeno e demais doenças ocupacionais quando implantou o setor de Saúde Ocupacional do Sindiquímica. Contribuiu para a construção da CUT BA, fundando, inclusive, a Comissão de Saúde da CUT , em 1986, que virou referencia nacional nesta questão, sendo Diretora do INST- Instituto Nacional de Saúde do Trabalhador. Filiada ao PT- Partido dos Trabalhadores desde 1980, fez parte de sua direção estadual varias vezes e hoje esta no Diretório Nacional.

Em 1997 assume uma cadeira na Assembleia Legislativa, onde permaneceu por três mandatos como deputada estadual, até ser eleita prefeita de Lauro de Freitas em 2004 e reeleita em 2008.

Na AL, Moema dedicou seus mandatos à luta pelos direitos humanos, à causa das mulheres, dos jovens, ao combate à violência e à fome, sendo por duas vezes presidente das Comissões de Combate à Fome e de Direitos Humanos, quando denunciou o tráfico de drogas e os grupos de extermínio no Estado, mobilizando organismos nacionais e internacionais. Foi também vice presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Alba e da Comissão das Mulheres, alem de ter sido também líder do PT e da Oposição.

Na Prefeitura de Lauro de Freitas, Moema transformou suas preocupações da época de militante e deputada em programas efetivos.

Preocupada com a condição da mulher, os índices de violência e o alto desemprego, Moema criou a primeira Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres do país e a partir daí implantou uma série de programas voltados, sobretudo, para a geração de trabalho e renda e o combate à violência, sendo pioneira na implantação do Centro de Referência e Apoio à Mulher Vítima de Violência – Lélia Gonzalez. Os cursos de qualificação promovidos no município prepararam centenas de mulheres para ocupar espaço na construção civil (pintoras de parede e eletricistas), na produção de alimentos e artesanato, na fabricação de tapeçarias e corte e costura, incentivando e apoiando a organização do segmento em cooperativas e associações.

Convicta de que toda organização deve desempenhar seu papel social, Moema também buscou na parceria com as empresas, garantir vagas de trabalho para os moradores do próprio município. Mulheres, negras e com mais de 45 anos, idade que dificilmente tem espaço no mercado de trabalho. Foi assim que conseguiu que uma empresa multinacional de eletroeletrônicos empregasse mais de 300 mulheres, majoritariamente, negras do bairro de Portão, tanto pra essa faixa etária como para o primeiro emprego. É também para mulheres trabalhadoras domésticas que a Prefeitura apresentou ao governo federal um projeto de construção de casas populares, doando uma área para o empreendimento. A gestão de Moema Gramacho se destacou na área de habitação. Contratou mais de 5 mil unidades habitacionais através do Programa Minha Casa Minha Vida e mais 1,5 mil em outros programas. Ao finalizar o segundo mandato já havia entregue 4900 unidades e deixou 1,6 mil em andamento. Criou o Bolsa-aluguel que minimiza o problema de centenas de famílias que aguardam sua vez.

Lauro de Freitas também foi neste período referência na implantação e acompanhamento dos programas de transferência de renda do Governo Federal e Estadual com 15.671 famílias beneficiadas, no Programa Bolsa-família, cerca de 60 mil pessoas, numa população de 163 mil habitantes. Ate 2005 apenas 400 famílias eram beneficiadas. O aperfeiçoamento do Cadastro Único, a criação da Central do Bolsa-família, a Busca Ativa, os CRAS, CREAS, os núcleos do PETI, o SENTINELA foram marcas importantes da gestão de Moema. Destacando-se ainda a política de Segurança Alimentar com Restaurante Popular com 3 mil refeições/dia, Banco de Alimentos, Cozinha Comunitária, PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, Feira Livre, etc. Foi o município do Estado da Bahia que, nos últimos anos, mais reduziu a pobreza- REDUCAO de 24 % .

Implantou a Primeira Agencia do INSS do município. E o primeiro sistema de Videomonitoramento de Segurança. A Delegacia de Portão, a sede do Corpo de Bombeiros, a Central de Turismo, a sede da Policia Rodoviária e o SAMU. Inovou também com 2 Balcões da Justiça e Cidadania. E no maior bairro, Itinga, as primeiras agencias dos Correios e da CEF, a Farmácia Popular, a Base Comunitária de Segurança.

Na Saúde, o Projeto Carinhoso sintetizou a visão da prefeita em relação à saúde, ao lançar e transversalizar as ações por todas as secretarias. “Saúde é educação, saneamento, renda, cultura. É muito mais que tratar doenças. É dar acesso à saúde”, costuma dizer quando se refere ao Carinhoso, projeto que envolveu ações nas áreas de infraestrutura básica, melhoria na habitação e na qualidade da educação, abertura de espaços de lazer e cultura, geração de renda e acompanhamento sistemático em saúde de todas as mulheres gestantes e da criança, da hora que nasce ate os 14 anos. Numa primeira etapa o projeto foi implantado na região de Areia Branca. Implantou também em parceria com o Tribunal de Justiça o Registro de Nascimento na Maternidade para diminuir a paternidade irresponsável.

Moema aumentou de 01 para 28 o número de postos odontológicos e implantou o Pronto Socorro Odontológico, colocando o município entre os primeiros do Estado em saúde bucal. Ampliou de 3 para 25 o numero de equipes de Saúde da Família – PSF; reformou hospitais, implantou o primeiro laboratório de Analises Clinicas, publico, do município, alem de Policlínicas com especialidades, na Vila Praiana, e outra em Itinga. Foi um dos primeiros municípios da Bahia a regulamentar os Agentes Comunitários de Saúde. Implantou o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS- II ) para saúde mental; o CAPs AD, para dependentes químicos e o CAPs AI para crianças e adolescentes. implantou 3 Clinicas da Família, a Clinica da Criança e o Bem Querer – Centro de Bioimagem (com o primeiro mamógrafo), Reabilitação e Prevenção a Anemia Falciforme. Alem de ter deixado uma UPA pronta para funcionamento já com os equipamentos comprados e prédio pronto. Implantou ainda a Central de Regulação. No Centro de Saúde da Mulher disponibilizou uma medicina humanizada e qualificada para as mulheres do município e em parceria com o governo do estado implantou a primeira Maternidade- Casa de Parto Normal da RMS no Município. Implantou 21 Academias Populares nos diversos bairros do município com orientação de profissionais da saúde.

Moema conseguiu a ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário de Lauro de Freitas que só tinha 9% de rede de esgoto e ao final da obra terá quase 100%. Essa parceria foi feita com recursos do Governo Federal e execução do Estado e iniciada em junho de 2011. Tendo elaborado o PDDM- Plano Diretor do município aprovado em 2008, Moema construiu vias alternativas para melhorar a mobilidade do município, tais como a Ligação Vida Nova / Areia Branca; Caji / Jambeiro; e a primeira etapa da Av. 2 de Julho, no Centro, alem de varias obras de drenagem e pavimentação pelo PAC ou outros programas, como o Pro transportes com obras no Jardim Ipitanga, no Jambeiro e em Areia Branca. Deixou já licitada a obra de esgotamento, drenagem e pavimentação de 17 ruas do Caji/ Picuaia, alem de obras estruturantes como o ” Desvio do Canal dos Irmãos”, etc. Foram feitas mais de 60 encostas como prevenção as enchentes.

Na Educação, implantou as primeiras creches públicas do município e foi pioneira na introdução, em 2006, da Historia da África e Cultura Afrodescendente no currículo da rede municipal.
Dinâmica e inovadora, Moema é admirada por seu trabalho em relação aos jovens. Preocupada com a situação de vulnerabilidade dos jovens nos bairros mais carentes, introduziu os programas Escola Aberta, Segundo Tempo e o Mais Educação que ofereciam no contraturno da escola, esportes, lazer, reforço escolar e atenção especial aos alunos da rede municipal de ensino. Em convênio com o Governo do Estado implantou a primeira universidade pública do município e, em parceria com as universidades privadas, disponibilizou 800 vagas em 19 cursos para jovens carentes aprovados no Enem, o PROMUNI que já formou centenas de jovens sem pagar um centavo nas universidades privadas, realizando o sonho de muitos jovens que jamais teriam condições de pagar uma universidade particular. Construiu 5 novas escolas e implantou as salas multifuncionais. Deixou aprovada a construção do primeiro IFBA- Instituto Federal de Educação Tecnológica. Implantou eleições diretas para diretores e vices nas escolas publicas e investiu na formação dos professores através da Rede Uneb. Foi o quarto município do pais que mais melhorou o Ideb nos últimos três anos ( publicado na Revista Veja).

Para aumentar a geração de renda, adotou uma política arrojada de atração de novos empreendimentos, implantou industrias limpas, de eletroeletrônicos, incentivou o comercio e a área de serviços. Criou o Polo de Capoeira, a partir da necessidade de organizar os mais de 3 mil capoeiristas que moram na cidade,com a ideia de transformar esse patrimônio da cultura afro-brasileira em fonte de trabalho e renda, em parceria com o SEBRAE. Em parceria com o Governo do Estado, através do Programa Vida Melhor, implementou o Espaço Mauanda, que garante a comercialização de produtos oriundos das comunidades de Terreiros de Candomblé e a UNIS, com o incentivo aos pequenos empreendedores do município. Investiu na qualificação profissional com o oferecimento de vários cursos seja através da Escola de Cadetes ou da Escola de Governo, do Pronatec, do Centro de Recuperação de Computadores, do SENAI/Cetind ou de parceria c a ONU, através do Pronasci. Inovou com a campanha Empresa Amiga do Trabalhador, gerando milhares de empregos. Promoveu cursos para os ambulantes e investiu na formalização dos empregos com o programa de Empreendedorismo Individual dentro da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Resultado desse esforço, nos últimos anos o município ficou sempre entre os três primeiros em geração de empregos do Estado da Bahia e algumas vezes foi o campeão da Região Metropolitana.

Entendendo a Cultura e o Esporte como fundamentais para o exercício da Cidadania, Moema criou o Fundo de Cultura e a Secretaria de Trabalho, Esporte e Lazer. Resgatou festas populares como Terno de Reis, Iemanjá, Carnaval, São João e as festas dos bairros. Apoiou as reivindicações dos evangélicos, dos católicos e do povo de santo. Contribuiu com dezenas de Batizados de Capoeiras e introduziu a pratica nas escolas.

Reformou o Ginásio de Esportes e a quadra de Skate. Reformou completamente o Estádio Municipal. Realizou as Copas 2 de Julho e diversos outros campeonatos. Iluminou vários campos de futebol. Deixou em construção uma piscina semi olimpica. E aprovados para construção o Centro de Excelência em Judô, 3 novas quadras, duas grandes praças de Cultura e Esporte ( Mais Cultura e da Cidadania). Construiu a primeira Concha Acústica do Município. Dez novas praças foram construídas e outras reformadas, priorizando a inclusão de equipamentos esportivos como quadras poliesportivas.

Criou a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, a de Transito e Transportes, a Defesa Civil e as Superintendências de Ciência e Tecnologia, Industria e Comercio, Turismo, alem da Promoção da Igualdade Racial e do Orçamento Participativo.

Moema garantiu a participação popular e a transparência numa cidade com 163 mil habitantes em 59 Km 2, segunda maior densidade demográfica da Bahia. No primeiro dia da sua administração, a prefeita criou a Controladoria que se tornou modelo para o país. A transparência nas contas públicas com o Portal da Transparência já valeu ao município prêmios de instituições gabaritadas. A participação popular se consolidou como ferramenta de empoderamento no município com o Orçamento Participativo, a implantação de quase todos os conselhos municipais e a realização das Conferencias de todos os temas.

Moema Gramacho - Nova Secretária Estadual de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza da Bahia

Moema Gramacho – Nova Secretária Estadual de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza da Bahia

Dentre os vários prêmios que a gestão e/ou Moema receberam, destacam-se:

– Premio Caixa Melhores Praticas (estadual e nacional) ;
– Premio Prefeito Empreendedor SEBRAE ( estadual e nacional) ;
– Transparência e Controle Interno ( estadual e nacional) ;
– Premio Prefeito Amigo da Criança ( nacional ) ;
– Premio Claudia ( entre as três primeiras -nacional);
– Premio Cadastro Único ( nacional) ;
– Premio Prefeita das Américas ( nacional) ;
– Premio Brasil Sorridente ( nacional); etc.

Pela defesa veemente do Municipalismo Brasileiro, Moema Gramacho acumulou os cargos voluntários de Presidenta da ANAMUP- Associação Nacional dos Municípios Produtores ; Vice Presidente da FNP- Frente Nacional de Prefeitos; Secretaria Geral da ABM- Associação Brasileira dos Municípios e Presidenta do Consorcio da Costa dos Coqueiros.

Moema considera como seu maior prêmio, a possibilidade de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das famílias baiana e brasileiras, sem deixar de cumprir com o seu papel de mulher, mãe, sogra e avó.

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Moema Gramacho é a nova Secretária de Desenvolvimento Social do Governo Wagner

Moema Gramacho - Nova Secretária Estadual de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza da Bahia

Moema Gramacho – Nova Secretária Estadual de Desenvolvimento Social e Combate a Pobreza da Bahia

O Governador Jaques Wagner anunciou esta noite, através da Secom e em seu perfil nas redes sociais o convite formulado à Ex-Deputada Estadual e Ex-Prefeita de Lauro de Freitas Moema Gramacho, para assumir a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza – SEDES.

Nascida no Pelourinho, como faz questão de lembrar, Moema é Técnica em Química pela Escola Técnica Federal da Bahia e Bióloga formada pela Universidade Federal da Bahia. Operária da antiga Tibras, é sindicalista tendo participado dos principais momentos de luta do Sindiquímica, entidade da qual foi dirigente por várias gestões.

Deputada Estadual entre 1997 e 2004, Moema renunciou em seu terceiro mandato na Assembléia Legislativa para assumir o cargo de Prefeita do Município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, cargo para o qual foi eleita em 2004 e reeleita em 2008.

Sob seu comando, Lauro de Freitas foi o Município que mais retirou pessoas da linha da pobreza, além de ser o destaque em captação de empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida.

Em seu perfil nas redes sociais o Governador informou: “Convidei a companheira Moema Gramacho para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza. Ex-deputada e ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema trará grande experiência à gestão da secretaria. Pela contribuição dada à SEDES e ao nosso projeto, agradeço a Mara Moraes. A erradicação da miséria, da extrema pobreza e a ampliação das políticas de desenvolvimento social continuam sendo importantes objetivos do Governo do Estado.”

Ouvida com exclusividade por nosso Blog sobre as suas expectativas com essa nova missão, Moema afirmou: “Entro na administração do Governador Wagner para me somar no fortalecimento das políticas de inclusão social, dentro do propósito que já vem sendo desenvolvido pelo governo do estado, de combate à pobreza. Entendo ser este um grande desafio, mas, que tem muito a ver com os que já enfrentei ao longo da minha trajetória política. Parabenizo as ações desenvolvidas pelos Secretários Valmir, Carlinhos e Mara e agradeço a confiança, que o nosso Governador deposita com esse convite, em nosso trabalho.”

Pessoalmente, estou muito feliz com a decisão do nosso Governador Jaques Wagner. A ida de Moema para a SEDES é o reconhecimento pela sua atuação não apenas como gestora de um município da importância de Lauro de Freitas, mas, principalmente pela pessoa comprometida com a melhoria de vida da sua gente, que agora se amplia dos milhares de laurofreitenses para os milhões de baianos e baianas. Parabéns Governador pela excelente escolha. Parabéns Moema. Você merece esse reconhecimento e muito mais sucesso em sua vida.

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Diretório Municipal de Lauro de Freitas aprovou Resolução Política

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Em reunião ocorrida em sua sede municipal, durante toda a manhã deste sábado, o Diretório Municipal do PT, em Lauro de Freitas, aprovou Resolução Política, orientando sua militância em relação à administração municipal de Lauro de Freitas, entre 2013 e 2016.

Por maioria absoluta o Diretório aprovou o posicionamento do partido como oposição ao governo conduzido pelo PP na cidade, além de estabelecer sanções para filiados e dirigentes do partido que venham a ocupar cargos na Prefeitura.

Decisão da instância Municipal será encaminhada às demais instâncias do PArtido e passa a valer a partir da sua aprovação.

Confira a íntegra da Resolução do PT de Lauro de Freitas.

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO POLÍTICA

O DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES DE LAURO DE FREITAS, Estado da Bahia, reunido em 06 de abril de 2013, no uso das suas atribuições estatutárias e,

Considerando que os eleitores de Lauro de Freitas, com 36 mil votos, nos confiou o papel de oposição ao atual gestor municipal e ao grupo político por ele representado;

Considerando que repousa sobre o Partido dos Trabalhadores de Lauro de Freitas a esperança de milhares de munícipes, quanto ao retorno de um projeto democrático, popular e participativo conduzindo os destinos da nossa cidade;

Considerando, sobretudo, que a Construção Partidária almejada pela militância petista impõe a observância e o cumprimento, por todos(as) filiados(as), do que preconiza o Estatuto do Partido dos Trabalhadores;

Considerando que o Estatuto do PT, em seu Título I, Capítulo IV, artigos 12 a 14, determina que estão, todos (as) os (as) filiados (as) sujeitos à disciplina partidária, devendo orientar suas atividades de acordo com as normas estatutárias, com os princípios éticos, programáticos e diretrizes fixados pelas instâncias de deliberação do Partido, não excluídos outros decorrentes dos demais documentos partidários aprovados pelas instâncias superiores;

Considerando a necessidade do Diretório Municipal estabelecer regras de funcionamento do seu conjunto de filiados (as) e dirigentes, em relação ao enfrentamento da nova conjuntura política municipal;

Considerando a importância dos dirigentes partidários na condução dos destinos do PT nos próximos quatro anos e a responsabilidade e compromisso político que estas tarefas exigem;

Considerando a importância do processo político de Lauro de Freitas no cenário estadual e nacional, notadamente a que vislumbra as disputas eleitorais a se realizar em 2014 e 2016.

Considerando ainda que o Estatuto partidário em seu Art. 74, alínea f, prevê como funções do Diretório Municipal do Partido, aplicar aos filiados a seção municipal as sanções disciplinares previstas neste Estatuto;

Considerando os ditames do Estatuto do Partido dos Trabalhadores em seu Título VII, que versa sobre a disciplina e fidelidade partidárias, em seus capítulos I a IV;

RESOLVE:

Art.1º. Em consonância com a vontade popular emanada das urnas em 07 de Outubro de 2012,o Partido dos Trabalhadores em Lauro de Freitas se posicionará na condição de partido oposicionista à gestão capitaneada pelo Partido Progressista.

Art. 2º. Fica proibido (a) qualquer integrante da direção partidária, integrada pela Comissão Executiva, Diretório Municipal, Conselho Fiscal e Comissão de ética do Partido, integrar a administração Municipal de Lauro de Freitas, no período entre Janeiro de 2013 a Dezembro de 2016, qualquer que seja o símbolo, ou nível de contratação ou nomeação.

Parágrafo único: O descumprimento ao disposto no presente artigo acarretará a suspensão imediata da ocupação do cargo na direção partidária e a abertura de Processo Disciplinar interno, nos termos do Art. 214 do Estatuto do Partido dos Trabalhadores, contra o (a) mesmo (a).

Art. 3º. Ficam os (as) filiados (as) ao Partido dos Trabalhadores de Lauro de Freitas que assumirem cargos e funções diretivas, quaisquer que seja o símbolo, ou nível de contratação ou nomeação, nos órgãos da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016, proibidos de participar de qualquer órgão de direção partidária, integrada pela Comissão Executiva, Diretório Municipal, Conselho Fiscal e Comissão de ética do Partido dos Trabalhadores, bem como das suas reuniões.

Parágrafo único: O descumprimento ao disposto no presente artigo acarretará na abertura de Processo Disciplinar interno, nos termos do Art. 214 do Estatuto do Partido dos Trabalhadores, contra o (a) mesmo (a).

Art. 4º. Os processos disciplinares instaurados pela direção partidária, deverão seguir os trâmites definidos pelo Estatuto do Partido dos Trabalhadores, notadamente em seu Título VII, que versa sobre a disciplina e fidelidade partidárias, em seus capítulos I a IV.

Art. 5º. Esta resolução entrará em vigor na data da sua aprovação pelo Diretório Municipal, devendo as ocorrências em desacordo com os Artigos 2º e 3º da presente resolução serem analisadas pela Comissão Executiva, num prazo máximo de 45 dias.

Lauro de Freitas, 06 de Abril de 2013.

Partido dos Trabalhadores
Diretório Municipal – Lauro de Freitas/BA

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Trabalhando com Poesia

“…Não tenho vinte e poucos anos, mas trago um cara muito novo em mim, Sou feito de perdas e danos, me contradigo, me surpreendo no fim. Às vezes durmo vendo estrelas, às vezes vou na contramão, às vezes sou beleza rara, às vezes dor e solidão, mas esse cara que me move sabe o lugar que me convém, me tranca em casa quando chove e um samba triste logo vem, da batucada faço um manto, da poesia o meu altar, cantar é o lugar mais santo, onde o poeta vem deitar. Por isso vim me apresentar e pedir a sua benção, meu senhor, eu vim aqui pra fazer festa, eu vim brincar de ser cantor…” (Vander Lee – Quando chove – Comp.: Vander Lee)

“… O dedo invisível do tempo modelando nosso destino, no barro da vida é um velho, girando, virando menino. Sonhando sons, criando asas e as asas pisando o céu, entrando e saindo das casas, brincando qual pipa de papel. Driblando dragões e cometas e contando histórias pra lua, brincando de roda com os planetas, bem ali, na porta da rua. E a tarde fugindo sem pressa, na velha cidade da luz, presente no sol que atravessa, futura na estrela que conduz… O dedo invisivel do tempo… modelando nosso destino, no barro da vida é um velho, girando, virando menino. Sonhando sons, criando asas e as asas pisando o céu, entrando e saindo das casas, brincando qual pipa de papel. Driblando dragões e cometas e contando histórias pra lua, brincando de roda com os planetas, bem ali, na porta da rua. E a tarde fugindo sem pressa, na velha cidade da luz, presente no sol que atravessa, futura na estrela que conduz… O dedo invisível do tempo…” (Vander Lee – O dedo do tempo no barro da vida – Comp.: Vander Lee)

“…Me apaixonei, entrei por uma rua sem saída e já nem sei qual é a minha ou a sua vida, acreditei que meu amor te fizesse feliz, perdoa se fiz algum mal pelo bem que te quis, não sei fazer o tipo mais correto… Eu nunca fui um poço de bom senso, mas, sei abrir a porta, sei dizer o que penso e quando quiser chorar, pode me procurar, sou seu lenço, não te prometo o céu nem vou te dar um teto, não vou me transformar num caracol, não sei andar tão reto, não perco o futebol, mas, quando quiser se esquentar, pode me procurar, sou seu lençol.…” (Vander Lee – Lenço e lençol – Comp.: Vander Lee)

“… Olhe, não venha me mostrar o que você não vê, não venha me provar o que você não crê, não tente se enganar. Pense, ninguém pode se dar o que só você tem, ninguém vai te dizer pra onde vai ou de onde vem, a estrada é pra caminhar. Não perca o resto do tempo que ainda te resta, não perca tempo pensando que a vida não presta. Certas canções duram pouco, outras são eternas, por que carros e aviões, se tens sonhos e pernas? Lembre, que sua consciência é o seu grande farol, há meses que fazem chuva, semanas que fazem sol e dias em que tanto faz… Faça, você faz seu enredo, você é seu Jesus, feche os olhos do medo e abra o templo da luz e tente um minuto de paz… Não perca o resto do tempo que ainda te resta, não perca tempo pensando que a vida não presta. Certas canções duram pouco, outras são eternas, por que carros e aviões, se tens sonhos e pernas? Lembre, que sua consciência é o seu grande farol, há meses que fazem chuva, semanas que fazem sol e dias em que tanto faz… Faça, você faz seu enredo, você é seu Jesus, feche os olhos do medo e abra o templo da luz e tente um minuto de paz…” (Vander Lee – Sonhos e pernas – Comp.: Vander Lee)

“… Não me canso de falar que te amo e que ninguém vai tirar você de mim. Nada importa se eu tenho você comigo, eu por você faço tudo, pode crer no que eu digo… Sou feliz e nada mais me interessa, não vou ser triste e nem chorar por mais ninguém, esqueço tudo, até de mim, quando estou perto de você eu fico triste só de pensar em te perder… O nosso amor é puro, espero nunca acabar, por isso meu bem até juro de nunca em nada mudar, mas, se ficar um só momento sozinho sem te ver, eu fico triste só de pensar em te perder… O nosso amor é puro, espero nunca acabar, por isso meu bem até juro de nunca em nada mudar, mas, se ficar um só momento sozinho sem te ver, eu fico triste só de pensar em te perder…” (Vander Lee – Ninguém vai tirar você de mim – Comp.: Edson Ribeiro / Hélio Justo)

“Lembre-se de que o amor ao próximo é o segredo de nossa felicidade. Não fale mal de ninguém, não tenha raiva, não cultive ódios em seu coração. A irritação e o ódio são venenos que atacam o fígado e descontrolam o sistema nervoso. Aprenda a relevar e esquecer, para ter seu coração em paz e não sofrer em sua saúde. A serenidade é o segredo das vidas longas e felizes.” (Minutos de Sabedoria Pg. 223)

Bom dia pessoal,

Mais um final de semana chegando e com ele a expectativa de momentos de lazer e diversão com as nossas famílias e amigos é sempre uma presença constante. Neste final de semana em especial as torcidas baianas recebem de volta o seu principal templo do futebol.

Arena Fonte Nova – A Arena Fonte Nova, que é inaugurada formalmente hoje pela manhã, com a presença da Presidenta Dilma Roussef e do Governador Jaques Wagner, além de outras autoridades, resgata um espaço onde muitas emoções e conquistas do futebol baiano ao longo de décadas. Ali serão disputadas partidas da Copa das Confederações, em junho deste ano e da Copa do Mundo de 2014.

Como esquecer a conquista do Bi-Campeonato brasileiro de futebol pelo glorioso esquadrão de aço? como esquecer os dois títulos de Vice-campeão brasileiro do time de Canabrava? com certeza, a maioria dos nossos leitores dirão ser impossível. Brincadeiras a parte, torcemos para que a nova Fonte Nova traga novos bons momentos para o nosso futebol. Domingo estaremos lá, assistindo a mais um BAxVI, o primeiro de uma série neste novo templo futebolístico. Que a mística tricolor siga dominando a cena.

Algumas notícias interessantes do dia de hoje:

Exame da OAB – Candidatos de Direito Constitucional terão provas recorrigidas (Via CFOAB) – Brasília – Os candidatos ao IX Exame de Ordem que responderam a prova prático-profissional (segunda fase) com a peça “Mandado de Segurança”, na área de Direito Constitucional, terão suas avaliações recorrigidas, com resultado preliminar divulgado no dia 15 de abril. A decisão, tomada desde a semana passada pela Coordenação do Exame de Ordem Unificado, já foi comunicada à Fundação Getúlio Vargas (FGV) para que proceda a uma nova correção, específica a esses candidatos. Após essa divulgação, os examinandos poderão apresentar novo recurso para análise da banca.

http://www.oab.org.br/noticia/25387/exame-candidatos-de-direito-constitucional-terao-provas-recorrigidas

Financiamento de campanhas: publicado despacho com regras de audiência – Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou no Diário de Justiça Eletrônico o teor do despacho do ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4650, ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para questionar as Leis nº 9.096/95 (Lei Orgânica dos Partidos Políticos) e 9.504/97 (Lei das Eleições), em defesa do financiamento público de campanhas eleitorais. No despacho, o ministro estabelece os detalhes para a realização de audiência pública convocada para debate do tema, que será realizada nos dias 17 e 24 de junho no plenário da Corte. Veja aqui o despacho, na íntegra.

http://www.oab.org.br/arquivos/untitledfr11-58659879.pdf

Leia a matéria na íntegra:

http://www.oab.org.br/noticia/25377/financiamento-de-campanhas-publicado-despacho-com-regras-de-audiencia

Lula em defesa do Mercosul – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou, nesta quinta-feira, em Montevidéu, onde participa do debate Transformações em risco? Perspectivas e tensões do progressismo na América Latina, junto com o presidente uruguaio, José Mujica, e o secretário-geral da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas, o paraguaio Victor Báez. Em sua penúltima edição, o diário uruguaio La Republica publicou entrevista de quarto páginas com o líder brasileiro, em que ele, mais uma vez, não descarta totalmente voltar a se candidatar à Presidência, e defendeu o Mercosul, dizendo que as críticas ao bloco “não têm sustentação teórica, econômica ou social”.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/lula-sai-em-defesa-do-mercosul-em-visita-ao-uruguai/595968/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20130405

O Dia na história: 05 de abril

Em 05 de abril de 1955 África do Sul deixa a UNESCO, alegando interferência em suas questões raciais.

Em 05 de abril de 1955 Sir Winston Churchill (1874-1965), o primeiro-ministro britânico que dirigiu a Grã-Bretanha e os aliados ao longo da II Guerra Mundial, demite-se do cargo de primeiro-ministro. Soldado audaz, Churchill viveu três campanhas militares entre 1885 e 1889: a guerra de Espanha em Cuba, em 1895; a frente do noroeste da Índia em 1897; e a guerra do Sudão, em 1889.

Em 1901, com apenas 26 anos entra no Parlamento. A partir de então, Winston Churchill desempenha diferentes funções e cargos, militares e políticos, no partido Trabalhista e no Conservador, na Marina e no Governo, sucessivamente, antes de ser chamado em 1940 para dirigir um governo de coligação durante a guerra.

Quando a Inglaterra enfrentava sozinha Adolf Hitler, Churchill uniu os Britânicos numa resistência determinante. Além disso, orquestrou diplomaticamente Roosevelt e Estaline numa aliança indestrutível que terminou com os aliados do Eixo. Após a vitória do partido Trabalhista no período de pós-guerra, em 1945, ergueu-se como líder da oposição, sendo novamente eleito primeiro-ministro, em 1951.

Em 1953, foi nomeado Cavaleiro pela rainha Isabel II e recebeu o prémio Nobel de Literatura. Após a sua renúncia como primeiro-ministro permaneceu activo no Parlamento até 1964.

Em 05 de abril de 1957 EUA e o Reino Unido anunciam que a URSS realizou mais uma explosão nuclear experimental.

Em 05 de abril de 1963 o telefone vermelho – que, na realidade, era preto – ligou, pela primeira vez, os gabinetes presidenciais de John Kennedy, em Washington D.C., e o gabinete de Nikita Jrushchov, em Moscovo.
A linha de comunicação foi estabelecida depois da crise dos mísseis em 1962 que esteve prestes a provocar a Terceira Guerra Mundial. No início, tratava-se de uma linha de teletipo, mas, posteriormente, foi complementada com uma linha telefónica.

Outros países também seguiram o exemplo, como a Índia e o Paquistão, ambos detentores de armas nucleares e em disputa permanente por causa da região de Caxemira.

Em 05 de abril de 1964 Morre em Washington, aos 84 anos, o general Douglas MacArthur.

Em 05 de abril de 1968 Por meio de uma Portaria do Ministério da Justiça, divulgada pelo programa radiofônico Voz do Brasil e publicada no Diário Oficial, o governo militar proibiu qualquer atividade política da Frente Ampla – manifestações, reuniões, comícios, passeatas e desfiles – em todo o território nacional, ameaçando prender os políticos cassados que desrespeitassem a nova ordem. O líder do MDB na Câmara, deputado Mário Covas, convocou todos os parlamentares da oposição ao regime para estudarem a Portaria, assim que soube da notícia.

http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=20377

Em 05 de abril de 1970 Guerrilheiros guatemaltecos matam Karl von Spreti, embaixador da Alemanha Ocidental.

Em 05 de abril de 1976 Brasil não autoriza representação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), destinada a atuar em todo o continente.

Em 05 de abril de 1979 Exército da Tanzânia e exilados ugandenses tomaram Entebbe, antiga capital administrativa de Uganda.

Em 05 de abril de 1982 O filme Pra Frente Brasil, de Roberto Faria, vencedor dos prêmios de melhor filme e melhor edição do Festival de Gramado de 1982, foi vetado pela Divisão de Censura, da Polícia Federal, no momento em que se expirava, por lei, o prazo de 20 dias para que o órgão emitisse seu parecer sobre a obra.

http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=26380

Em 05 de abril de 1991 Um terremoto de 6,2 graus na escala Richter atingiu a região da Amazônia peruana.

Em 05 de abril de 1992 O presidente Alberto Fujimori lidera golpe no Peru.

Em 05 de abril de 1994 morreu Kurt Cobain, compositor e vocalista do grupo Nirvana. Foi encontrado morto na sua casa de Seattle, com uma carta dirigida à esposa Courtney Love.

Cobain começou a tocar guitarra aos 14 anos e, a partir desse momento, a música tornou-se uma constante na sua vida. Juntamente com o seu amigo Krist Novoselic e o baterista Dave Grohl, Kurt Cobain começou a criar os primeiros acordes de Nirvana, um grupo que deu origem a uma nova corrente musical revolucionária: o grunge.

Depois de terem gravado o primeiro álbum de estúdio, “Bleach”, em 1990, lançaram “Nevermind”, um dos álbuns mais importantes da história da música atual. O single “Smells Like Teen Spirit” foi um êxito estrondoso na carreira musical de Kurt Cobain, embora isso não lhe tenha dado forças para vencer o vício da heroína.

Em 05 de abril de 1999 Governo da Líbia entrega dois agentes de seu serviço secreto, acusados de explodirem um avião da PanAm, em 1988.

Em 05 de abril de 2001 Suíça libera uso de maconha e do haxixe.

Em 05 de abril de 2004 Canadá ordena matança de aves para evitar que a variante H7 da gripe do frango se espalhe pelo país.

Outros fatos relacionados ao 05 de Abril

http://jamirlima.blogspot.com.br/2013/04/um-dia-na-historia-05-de-abril.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+QuandoTudoImportante+(QUANDO+TUDO+%C3%89+IMPORTANTE)

Confira as notícias do dia de hoje no meu Diário de Notícias:

http://paper.li/a_vinagre/1326026431

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/04/02/trabalhando-com-poesia-478/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta feira abençoada por Deus e protegida coberta pela paz do Alá de Oxalá.

Bom fim de semana e até segunda feira,

Apio Vinagre Nascimento
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E então, que quereis?… – Maiakóvski

Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.
Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.

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Trabalhando com Poesia

“… Se o belo é belo não habitará jamais os corações, leões, cheios de medo… Se na verdade o oculto mostra mais e mais, amor, vivo em silêncio meu degredo… Se minha mão tateia no vazio de um quarto escuro, desenha um barco a navegar nos mares do futuro… Enquanto a estrela tece a hora certa de acordar, desejo mais que tudo te encontrar… Subo o mastro, procurando teu rastro, busco teus sinais, em que ilhas, em que plano brilhas, como e onde estás e onde vais?… Correntezas cheias de incertezas, curvas, quedas, loucos ais, onde vais? Bem aqui vive esperando por ti a flor, o fruto, o cais, onde vais? Bem aqui vive esperando por ti a flor, o fruto, o cais, onde vais? , onde vais?… Se minha mão tateia no vazio de um quarto escuro, desenha um barco a navegar sem medos, pro futuro… Enquanto a estrela tece a hora certa de acordar, desejo mais que tudo te encontrar… Subo o mastro, procurando teu rastro, busco teus sinais, em que ilhas, em que plano brilhas, como e onde estás e onde vais?… Correntezas cheias de incertezas, curvas, quedas, loucos ais, onde vais? Bem aqui vive esperando por ti a flor, o fruto, o cais, onde vais? Bem aqui vive esperando por ti a flor, o fruto, o cais, onde vais? , onde vais?…” (Vander Lee – Teu rastro – Comp.: Vander Lee)

“… Vi o meu sentido confundido, iluminado, vi o sol enluarar, quando viu você… Vi a tarde inteira, a Sexta-feira, o feriado, esperando o amor chegar e trazer você… Você chegou querendo tudo que o tempo não te deu e que levou de você, sem saber que você já sou eu… Agora não entendo, o meu relógio o amor tirou, mas sei que o meu coração tá batendo mais forte, porque você chegou… Vi o meu sentido confundido, iluminado, vi o sol enluarar, quando viu você… Vi a tarde inteira, a Sexta-feira, o feriado, esperando o amor chegar e trazer você… Você chegou querendo tudo que o tempo não te deu e que levou de você, sem saber que você já sou eu… Agora não entendo, o meu relógio o amor tirou, mas sei que o meu coração tá batendo mais forte, porque você chegou… Porque você chegou… Você chegou querendo tudo que o tempo não te deu e que levou de você, sem saber que você já sou eu… Agora não entendo, o meu relógio o amor tirou, mas sei que o meu coração tá batendo mais forte, porque você chegou… Porque você chegou… Porque você chegou…” (Vander Lee – Iluminado – Comp.: Vander Lee)

“… Meus olhos te viram triste, olhando pro infinito, tentando ouvir o som do próprio grito… E o louco que ainda me resta, só quis te levar pra festa, você me amou de um jeito tão aflito… Que eu queria poder te dizer sem palavras, eu queria poder te cantar sem canções, eu queria viver morrendo em sua teia, seu sangue correndo em minha veia, seu cheiro morando em meus pulmões… Cada dia que passo sem sua presença, sou um presidiário cumprindo sentença, sou um velho diário perdido na areia, esperando que você me leia, sou pista vazia esperando aviões… Meus olhos te viram triste, olhando pro infinito, tentando ouvir o som do próprio grito… E o louco que ainda me resta, só quis te levar pra festa, você me amou de um jeito tão aflito… Que eu queria poder te dizer sem palavras, eu queria poder te cantar sem canções, eu queria viver morrendo em sua teia, seu sangue correndo em minha veia, seu cheiro morando em meus pulmões… Cada dia que passo sem sua presença, sou um presidiário cumprindo sentença, sou um velho diário perdido na areia, esperando que você me leia, sou pista vazia esperando aviões… Sou o lamento no canto da sereia, esperando o naufrágio das embarcações…” (Vander Lee – Esperando Aviões – Comp.: Vander Lee)

“… As flores vão nascer de amores, vãos, viver e ninguém vai poder mais amputar sua raiz, o galho que crescer, os ventos vão reger e quem sabe dançar a sinfonia os homens gris… Há margaridas bêbadas, sobre os balcões, damas-da-noite no calor de explosões… As flores vão nascer do querer, sem querer, lá no sertão, no Paquistão, no coração mais infeliz… E por que não dizer, no vaso, no prazer, lá no quintal, no Pantanal, no Rio e em Paris… Delírios sob a lava dos vulcões, amorosas no entulho das construções… Porque nada impede uma flor de nascer de um desejo sincero… Porque nada impede uma flor de querer o que eu quero… Porque nada impede uma flor de nascer de um desejo sincero… Porque nada impede uma flor de querer o que eu quero… Delírios sob a lava dos vulcões, amorosas no entulho das construções… Porque nada impede uma flor de nascer de um desejo sincero… Porque nada impede uma flor de querer o que eu quero… Porque nada impede uma flor de nascer de um desejo sincero… Porque nada impede uma flor de querer o que eu quero…” (Vander Lee – Desejo de flor – Comp.: Vander Lee)

“…Vem me ver, vem juntar seu calor ao meu, não te quero ter só nos finais de semana… Os meus dias de feira também são seus! Vem viver, corre pra nossa cabana, faço de conta que sou levada, pra ser levada em conta, é pra janela do seu olhar que o meu destino aponta… Vem, põe o moletom, prova meu batom, minha companhia… Dobra a calça jeans, rega meu jardim, colore meu dia… Põe o moletom, prova meu batom, minha companhia… Dobra a calça jeans, rega meu jardim, colore meu dia…” (Vander Lee – Pra ser levada em conta – Comp.: Vander Lee)

“Se você não sabe perdoar sem esquecer, é sinal de que não compreendeu ainda a verdade e o caminho a seguir. Procure perdoar e esquecer as mágoas e ofensas, as intrigas e calúnias. Mantenha-se em tal atitude, que nenhuma calúnia o possa atingir. Perdoe e siga seu caminho. Quando o caluniador abrir os olhos, você estará tão distante dele, que não poderá mais ouvir sua voz cheia de veneno.” (Minutos de Sabedoria Pg. 222)

Bom dia pessoal,

Ao longo da nossa vida, muitas são as relações interpessoais que acabamos por vivenciar em nosso mundo interior, permitam-me titular assim ao universo contido nas nossas emoções e sentimentos a respeito da vida e das pessoas que por ela transitam.

Pois bem, enxergo essas experiências como uma grande oportunidade de troca de energias e de conhecimento. Não cabe a nós impor mudanças a quem por nós passa. Inevitavelmente mudanças acontecerão, na pessoa e em você.

Por mais fantástica que seja a experiência de se relacionar com outra pessoa e a inegável máxima de que os opostos se atraem, o choque de mundos diferentes, compreendendo a expressão sob o ponto de vista psicológico e não social, é efetivamente complicado e as vezes críticos.

O Bom humor ou o seu inverso ao acordar é e sempre será uma característica interior de cada um e nada além do respeito à individualidade deve ser cobrado.

As vezes me pego pensando se sou tão chato por acordar quase sempre de muito bom humor, mesmo que os problemas batam à porta de forma cada vez de maneira mais forte.

Enfim, reflexões de um bem humorado amante da poesia e da boa música para essa linda manhã de quinta feira, inspiradas pelo verde de meu pai Oxossi que invade a vista da minha janela. Permitam-me socializá-las com vocês.

Aproveitando uma das boas falas, feitas pelo nosso Governador Jaques Wagner no Programa Roda Viva, na última segunda feira, quero dialogar com vocês sobre a necessidade extrema de uma reforma política em nosso país.
Além das discussões acerca de sistema de listas, financiamento público de campanha, Coligações, entre outros, creio que dois aspectos são fundamentais nesse conteúdo de discussões:

Coincidência dos mandatos – O país convive hoje, com o sistema de eleições bianuais com uma realidade terrível, que é a de ter, na prática dois anos úteis a cada quatro anos. Economicamente e politicamente esse é um símbolo do nosso atraso político. A sociedade brasileira, tão ávida por políticas públicas eficientes e urgentes não pode mais se permitir parar de pensar concretamente em sua realidade, para discutir o melhor projeto teórico, para dirigir o município, o estado e a união, ou quem os melhor representa no parlamento municipal, estadual e no esdrúxulo sistema bi-cameral brasileiro. É preciso coragem para unificar as eleições, é preciso que em apenas um período a população seja chamada a discutir a efetividade dos projetos políticos administrativos para todo o território brasileiro. Sei que é uma grande utopia, mas, creio que o Congresso Nacional deveria ter a coragem de ao menos iniciar um processo de diálogo, interno e com a sociedade sobre a real contribuição que o sistema com duas casas apresenta ao país. Sob a desculpa normativa de representar os estados, a Câmara alta do Congresso Nacional, além do papel de casa revisora, apenas impõe ao país mandatários diferenciados apenas nos privilégios mais vantajosos, a começar por serem os únicos com mandatos de oito anos.

Reeleição – Instituída através de manobras políticas, no primeiro mandato de FHC, me absterei de esmiuçá-las nesta análise, o instituto da reeleição, em nossa opinião é uma aberração ao conceito de sistema democrático. A sua principal base de sustentação, que um mandato de quatro anos seria insuficiente para que um grupo político pudesse apresentar a efetividade de suas políticas públicas em beneficio da população, pode ser facilmente dirimida com a simples modificação da duração dos mandatos. Sendo assim, entendo que juntando as duas discussões, de forma similar ao nosso Governador, mandatos de cinco ou seis anos, sem o instituto da reeleição daria ao sistema eleitoral brasileiro estabilidade, confiabilidade e economicidade, no nível de merecimento das necessidades do nosso país.

São pequenas contribuições ao debate, que entendo que não podem ficar restritas ao Congresso Nacional, sob pena de o interesse interna corporis ser o principal eixo de análise e condenar a sociedade brasileira a conviver não com as necessidades coletivas, mas sim os interesses das minorias detentoras de poder.

O Dia na história: 04 de abril

Em 04 de abril de 1832 Charles Darwin chega ao Rio de Janeiro no navio Beagle

Em 04 de abril de 1935 Revolta da Madeira – Tem início aquela que ficou conhecida como a Revolta da Farinha, levada a cabo por militares e populares da Ilha da Madeira (Portugal) contra a ditadura militar. Sem apoio internacional e para evitar um banho de sangue, os revoltosos acabaram por render-se a 2 de Maio do mesmo ano, face à resposta de força do poder. Cabo Verde foi o destino de quase todos eles.

Em 04 de abril de 1949 Doze estados ocidentais – Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Bélgica, Países Baixos, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Noruega, Islândia, Canadá e Portugal – assinam a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

A aliança militar que previa uma defesa colectiva contra a agressão soviética implicou um sensível aumento da influência e do poder dos Estados Unidos sobre a Europa. O tratado experimentou distintas modificações desde então, como a adesão, anos mais tarde, da Grécia, Turquia e Alemanha Oriental; ou a retirada da França, em 1966, devido às violações cometidas pelos Estados Unidos.

Para fazer frente ao poder da OTAN, em 1955, vários países do Leste liderados pela União Soviética assinaram o Pacto de Varsóvia. Em 1994, três anos depois do final da Guerra Fria, a OTAN envolveu-se na sua primeira acção militar conjunta como parte do esforço internacional para acabar com dois anos de guerra na Bósnia-Herzegovina.
Polónia, Hungria e a República Checa, países assinantes do Pacto de Varsóvia, uniram-se ao Tratado do Atlântico Norte em 1999.

Em 04 de abril de 1950, ONU aprova estatuto para a administração internacional de Jerusalém.

Em 04 de abril de 1952, Argentina cria base permanente em Esperanza, na Antártica.

Em 04 de abril de 1953 Libertados nove médicos soviéticos presos em janeiro e acusados de tramar o assassinato de líderes soviéticos.

Em 04 de abril de 1954 Arturo Toscanini, de 87 anos, abandona a direção da Orquestra Sinfônica da NBC.

Em 04 de abril de 1955 Presidente Juscelino promete, se eleito, mudar capital do Brasil para o planalto Central.

Em 04 de abril de 1958 nascia, no Rio de Janeiro, Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, cantor, compositor e ex-líder da banda Barão Vermelho. Em nove anos de carreira, Cazuza deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes.

Dentre as suas músicas mais famosas com Barão Vermelho estão “Todo Amor que Houver Nessa Vida”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Bilhetinho Azul”. Já em sua carreira solo, destaque para “Exagerado”, “Codinome Beija-Flor”, “Ideologia”, “Brasil”, “Faz Parte do meu Show”, “O Tempo não Pára” e “O Nosso Amor a Gente Inventa”.

Polêmico, Cazuza também chamava atenção por sua vida boêmia e pela sua declarada bissexualidade. Em 1989, admitiu ter contraído o vírus da Aids e morreu por conta da doença no dia 7 de julho de 1990, no Rio de Janeiro.

Filho único, Cazuza sempre teve contato com o mundo da música por conta do trabalho do seu pai na indústria fonográfica. Com isso, ele cresceu em meio a figuras como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos. A mãe, Lucinha Araújo também cantava e gravou três discos.

Cazuza começou a cantar em público no começo da década de 80 e, junto à banda Barão Vermelho, conquistou grande sucesso. Em janeiro de 1985, ele e a banda se apresentaram na primeira edição do Rock in Rio. Neste mesmo ano, ele deixou a banda para seguir a carreira solo. Nesta época, suspeita-se que Cazuza já tivesse contraído o vírus da Aids. A partir de 1987, Cazuza contraiu pneumonia, doença em decorrência da Aids. Mais tarde, ele viajou aos EUA para fazer um tratamento com AZT. Em 1988, lançou o álbum Ideologia e, no mesmo ano, gravou O Tempo Não Para. Seu último álbum em vida foi Burguesia (1989).

Em fevereiro de 1989, Cazuza declarou publicamente ser soropositivo e apareceu de cadeiras de rodadas para receber um prêmio pelo álbum Ideologia. Bastante debilitado, ele morreu aos 32 anos por conta de um choque séptico causado pela AIDS.

Especial Cazuza – Por toda a minha vida

Entrevista de Cazuza no Programa do Jô.

Em 04 de abril de 1968 Martin Luther King é assassinado a tiros em Memphis. o líder afro-americano Martin Luther King foi assassinado no terraço do Motel Lorraine, na cidade norte-americana de Memphis, no estado do Tennessee.
As suas últimas palavras foram dirigidas ao músico Ben Branch que se encontrava ao lado dele naquele momento trágico: “Ben, prepara-te para tocar ‘Precious Lord, Take My Hand’ na reunião desta noite. Toca-a da maneira mais bonita possível.”

Em sequência deste assassinado, começou uma onda de revoltas raciais em mais de 60 cidades. A Guarda Nacional teve de intervir para evitar que houvesse mais mortes e saques.

Cinco dias mais tarde, o Presidente Johnson declarou um dia de luto nacional, o primeiro em honra de um afro-americano. No funeral, estiveram presentes mais de 300 mil pessoas.

Em 04 de abril de 1972 Os EUA reconhecem Bangladesh, após 61 países terem estabelecido relações diplomáticas com o governo de Dacca.

Em 04 de abril de 1973 foi inaugurado o complexo World Trade Center, um centro de comércio mundial localizado em Manhattan, na cidade de Nova Iorque. A ideia de criar um centro empresarial nasceu em 1946 para estimular a renovação urbana e o crescimento económico da cidade.

Minoru Yamasaki foi o desenhador da estrutura das duas Torres Gémeas de 110 pisos, cada qual com cerca de 1,24 milhões de metros quadrados destinados a escritórios.

Em 11 de setembro de 2001, o World Trade Center sofreu um atentado perpetrado pela organização terrorista Al-qaeda, no qual morreram 2.800 pessoas e as Torres Gémeas foram destruídas. Hoje em dia, a zona onde estava o World Trade Center está em fase de construção, apesar de já albergar um monumento em honra das vítimas do 11 de setembro.

Em 04 de abril de 1975 Fundação da empresa de softwares Microsoft por Bill Gates e Paul Allen.

Em 04 de abril de 1996 Preso o terrorista mais procurado dos EUA, o professor de matemática Theodore Kaczynski.

Em 04 de abril de 2003 Pescadores encontram na Antártica uma lula de aproximadamente 150kg.

Em 04 de abril de 2004 O exército Mahdi de Moqtada al-Sadr inicia uma revolta em várias cidades e regiões do sul do Iraque depois do encerramento do jornal al-Hawza pelas forças da coligação.

Em 04 de abril de 2007 O desenho de uma cena de O Principezinho foi encontrado no Japão e pensa-se que seja um original pintado pelo autor do livro, Antoine de Saint-Exupéry.

Outros fatos relacionados ao 04 de Abril

1939 – Faisal II torna-se rei do Iraque.

1946 – Fundação da escola de samba Unidos de Vila Isabel.

1963 – Emancipação política da cidade de Governador Dix-Sept Rosado, Rio Grande do Norte, Brasil.

1974 – ABBA ganha o concurso Eurovisão da Canção.

1998 – Inauguração da ponte Vasco da Gama em Lisboa.

Confira as notícias do dia de hoje no meu Diário de Notícias:

http://paper.li/a_vinagre/1326026431

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/04/02/trabalhando-com-poesia-477/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Quinta feira abençoada por Deus e protegida pelas armas e sagacidade de Oxossi.

Apio Vinagre Nascimento
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A PLENOS PULMÕES- Maiakóvsky
(Trecho final)

Camarada vida,
vamos, para diante,
galopemos pelo quinqüênio afora.
Os versos para mim
não deram rublos,
nem mobílias de madeiras caras.
Uma camisa lavada e clara,
e basta, —
para mim é tudo.
Ao Comitê Central do futuro
ofuscante, sobre a malta dos vates
velhacos e falsários
apresento em lugar do registro partidário
todos os cem tomos
dos meus livros militantes.

Dezembro, 1929 / janeiro, 1930

(Tradução: Haroldo de Campos)

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