Trabalhando com Poesia

“… Hoje é o dia de Santo Reis, anda meio esquecido, mas é o dia da festa de Santo Reis… Hoje é o dia de Santo Reis, anda meio esquisito, mas é o dia da festa de Santo Reis… Eles chegam tocando sanfona e violão, os pandeiros de fita carregam sempre na mão… Eles vão levando, levando o que pode, se deixar com eles, eles levam até os bodes… É os bodes da gente, é os bodes, mééé… É os bodes da gente, é os bodes, mééé… Hoje é o dia de Santo Reis… Hoje é o dia de Santo Reis… Hoje é o dia, hié! hié! de Santo Reis… Hoje é o dia de Santo Reis, é o dia da festa, hié! hié!… Hoje é o dia de Santo Reis Hoje é o dia de Santo Reis… Hoje é o dia de Santo Reis…” (Tim Maia – A Festa dos Santos Reis – Comp.: Marcio Leonardo)

“… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Que beleza é sentir a natureza, ter certeza pr’onde vai e de onde vem… Que beleza é vir da pureza, e sem medo distinguir o mal e o bem… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!…Que beleza é saber seu nome, sua origem, seu passado e seu futuro… Que beleza é conhecer o desencanto, e ver tudo bem mais claro no escuro… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Abra a porta e vá entrando, felicidade vai brilhar no mundo… Que Beleza!… Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Que beleza é sentir a natureza, ter certeza pr’onde vai e de onde vem… Que beleza é vir da pureza, e sem medo distinguir o mal e o bem… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!…Que beleza é saber seu nome, sua origem, seu passado e seu futuro… Que beleza é conhecer o desencanto, e ver tudo bem mais claro no escuro… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Abra a porta e vá entrando, felicidade vai brilhar no mundo… Que Beleza!… Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!…” (Tim Maia – Imunização racional (Que beleza)– Comp.: Tim Maia)

“… – Alô, – Alô, – Quem fala? – Sou eu, amor. Você não se lembra mais da minha voz? – Mas essa hora da manhã? – Ah, eu queria tanto te ver, – Às quatro horas da manhã? – Ah, eu não consigo dormir, eu preciso te ver… Eu bem que te avisei, pra não levar a sério… O nosso caso de amor, eu sempre fui sincero, e você sabe muito bem… Eu bem que te avisei, pra não levar a sério… O nosso caso de amor, eu sempre fui sincero, e você sabe muito bem… Eu não te prometi nada… Não venha me cobrar por esse amor, pois esse sentimento eu não tenho pra te dar… Sinto muito em te dizer, vê se tenta esquecer… Os momentos que passamos, que juntinhos nos amamos, leve um beijo e adeus… Eu não te prometi nada… Sinto muito em te dizer, vê se tenta esquecer… Os momentos que passamos, que juntinhos nos amamos, leve um beijo e adeus… Leve um beijo e adeus… Eu não te prometi nada… Eu não te prometi nada… Eu não te prometi nada… Nada… Nada… Nada…” (Tim Maia – Telefone – Comp.: Nelson Kaê / Beto Correa)

“Afaste de si o veneno da lisonja. Não creia naqueles que o elogiam sem motivo. Prefira ouvir uma crítica honesta, a um galanteio vazio. A crítica aos nossos atos poderá trazer-nos o alerta de que necessitamos para corrigir-nos. O elogio fácil nos amolece e ilude. E nada existe de mais frágil que uma criatura iludida a seu próprio respeito.” (Minutos de Sabedoria Pg. 017)

Boa noite pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Depois de um descanso de uma semana este é o primeiro “Trabalhando com Poesia” de 2014. Espero que esse novo ano chegue trazendo efetivamente muita alegria e sucesso em cada empreitada que vocês estabelecerem como meta.

Durante esta semana, o “Trabalhando com Poesia” trará as poesias de Ricardo Reis, um dos heterônimos do grande poeta Fernando Pessoa.

Ricardo Reis nasceu em Lisboa, às 11 horas da noite do dia 28 de janeiro de 1914. Foi discípulo de Alberto Caeiro, de quem adquiriu a lição de paganismo espontâneo. Há informação dando conta de que teria embarcado para o Brasil em 12 de outubro de 1919. Em Ricardo Reis, “Há a renúncia de quem atingiu os píncaros da humana lucidez e abstrai seus conceitos de impermanência e símbolos da contemplação voluntária de uma natureza quem o homem iguala à essencialidade ideal que lhe basta”

Esse heterônimo pessoano, numa arte poética particularmente sua, procurou sempre o mais alto, o impossível até, para encrustar uma poesia refinada, concisa, elíptica, cunhada em linguagem esmerada e com vocabulário algo alatinado. São antológicas, suas modernizadas odes horacianas:

“Lídia”, “Coroai-me de Rosas”, “O mar Jaz” e “Sábio é o que se Contenta”, todas de 1914. De 1916 são mercantes: “Não a Ti, Cristo” e “Não a Ti, Cristo, Odeio…”. Nestas odes, prevalece o apolíneo comprovado por uma moderna consciência do fazer artístico. Muitas delas apareceram primeiramente publicadas na revista Athena e, principalmente, na Presença, sempre indiferentes ao social, mas acentuadamente consciente da efemeridade da vida.

Reis leva o paganismo de Caeiro à sua expressão mais ortodoxa, através de um neoclassicismo neo-pagão consciente, cultivando a mitologia greco-latina. Clássico por excelência, idealista e platônico no amor, constata o efêmero da vida e anseia, no íntimo, por uma fenomenológica eternidade terrena.

Segundo Linhares Filho, sob a perspectiva do ser, pode-se dizer que Ricardo Reis ama o impossível, mas sob a perspectiva do “Parecer”, ele “ama o infinito porque mais do que todos se apega à vida, desejando-a infinda, sob a simulação de resignar-se com a transitoriedade.”

Como se observa, amando o impossível ou o infinito, Ricardo Reis sempre procurou os píncaros, como a fugir (fingindo) de uma realidade terrena que verdadeiramente queria viver, eternamente.

No prefácio Musical, atendendo a sugestão da amiga Marta Rodrigues, em alusão à Festa de Reis, teremos a presença sempre instigante de Sebastião Rodrigues Maia (Tim Maia). Espero que gostem.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

A KATIA ABREU DE CUECAS, por José Ribamar Bessa Freire – Demétrio Magnoli, doutor em Geografia, nunca pisou o chão da aldeia Tenharimem Humaitá, sul do Amazonas, invadida neste natal por madeireiros e outros bichos ferozes. Nunca cheirou carne moqueada de anta cozida no leite de castanha, nem saboreou essa iguaria refinada da culinária Kagwahiva. Jamais ouviu narrativas, poesia ou o som melodioso da flauta Yrerua tocada na Casa Ritual – a Ôga Tymãnu Torywa Ropira. Nem assistiu a festa tradicional – o Mboatava. Para falar a verdade, ele nunca viu um índio Tenharimem toda sua vida, nem nu, nem de tanga ou em traje a rigor. Nunca.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=13035

O desembargador, o garçom e o Brasil, Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo: A miséria e a grandeza humana se encontraram numa padaria de Natal neste final de ano. A miséria foi representada pelo desembargador Dilermando Motta, e a grandeza pelo cidadão Alexandre Azevedo. Um garçom foi o palco involuntário do combate entre a grandeza e a miséria (…)

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=88250d62de314beb6755c137ec4e4933&cod=13059

A quem interessa “melar” a Copa? Por Caio Botelho*, no Blog Soletrando a Liberdade: As Jornadas de Junho de 2013 mudaram o país. E a maior prova disso é que ainda hoje discutimos os efeitos daquelas mobilizações e os prováveis rumos das próximas que inevitavelmente irão ocorrer. Centenas de artigos, pesquisas e debates já foram feitos, e são várias as interpretações encontradas desse momento histórico: das mais pessimistas às mais otimistas; das mais conservadoras às mais avançadas.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=2ca1ce4a65bf5b60c60bd7c4a89a33f9&cod=13041

Beto Almeida: As enchentes e a esquerda – “Choveu, choveu… A chuva jogou meu barraco no chão, nem foi possível salvar violão, que acompanhou morro abaixo a canção, das coisas todas que a chuva levou, pedaços tristes do seu coração” – Zelão, Sérgio Ricardo

Uma vez mais, terminamos e começamos um ano com enchentes causando perdas de vidas e muita destruição, desta feita nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=91cf0815868e49fd91babbc6444805a4&cod=13036

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/01/06/trabalhando-com-poesia-555

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Cada dia sem gozo não foi teu – Ricardo Reis

Cada dia sem gozo não foi teu
Foi só durares nele. Quanto vivas
Sem que o gozes, não vives.

Não pesa que amas, bebas ou sorrias:
Basta o reflexo do sol ido na água
De um charco, se te é grato.

Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas
Seu prazer posto, nenhum dia nega
A natural ventura!

Acima da Verdade – Ricardo Reis

Acima da verdade estão os deuses.
A nossa ciência é uma falhada cópia
Da certeza com que eles
Sabem que há o Universo.
Tudo é tudo, e mais alto estão os deuses,
Não pertence à ciência conhecê-los,
Mas adorar devemos
Seus vultos como às flores,
Porque visíveis à nossa alta vista,
São tão reais como reais as flores
E no seu calmo Olimpo
São outra Natureza.

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Rui Costa garante grandes obras na Bahia no primeiro semestre de 2014, por Oswaldo Lyra, no Jornal Tribuna da Bahia (06/01/2014)

Secretário Rui Costa

Secretário Rui Costa

O Jornal Tribuna da Bahia apresenta na sua edição de hoje entrevista concedida pelo atual Secretário Chefe da Casa Civil e pré-candidato do PT ao Governo do Estado, Deputado Federal licenciado Rui Costa.

O Blog Espaço de Sobrevivência compartilha com seus leitores, colaboradores esta análise sobre a conjuntura política e perspectivas do governo do estado e da disputa eleitoral que se aproxima.

Confira a íntegra:

Classificado como pai da mobilidade urbana pelo próprio governador Jaques Wagner, o secretário da Casa Civil, Rui Costa, pré-candidato ao governo do estado, embora considere o título como “uma generosidade do governador”, mas não nega que reuniu sua equipe para priorizar o metrô e comemora o êxito, bem como assegura entrega de importantes obras no primeiro semestre deste ano. “Eu cheguei com essa determinação do governador e nós tivemos, graças a Deus, êxito”.

Ficam prontas, conforme ele, as intervenções em curso na Paralela (Av. Pinto de Aguiar, os viadutos do Imbuí, os viadutos de Narandiba, o acesso à estrada de Curralinho, que vai ligar a Luis Eduardo ao Curralinho, no Stiep, a alça de ligação da BR-324 à Av. Luis Eduardo Magalhães).

Ainda, na primeira quinzena de março, terão início os corredores da Orlando Gomes, 29 de Março, Gal Costa e ligação Lobato – Pirajá. “Nós vamos também ter em 2014 o VLT do Subúrbio funcionando”. Quando o assunto foi sua popularidade, destacou apostar em seu potencial à medida que as pessoas passem a conhecê-lo e, por tabela, alfinetou os adversários. “O inverso eu digo para quem é bastante conhecido e tem grau de rejeição grande. Essas pessoas, sim, em minha opinião, precisam se preocupar porque elas não têm uma imagem a ser apresentada, elas já apresentaram sua imagem ao público e o público não gostou do que viu. Eu, pelo menos, tenho o benefício da dúvida. As pessoas não me conhecem, vão passar a me conhecer, e eu tenho convicção de que, pela força do projeto, nós vamos nos afirmar em 2014”.

Tribuna da Bahia: Secretário, último ano do governo Wagner. O que não foi feito, que na visão do senhor deve ser colocado como prioridade?

Rui Costa: O último ano é de materializar, de concluir os projetos que foram iniciados. Nem tudo é concluído, por exemplo, a ponte. Você não vai concluir a obra, vai concluir o projeto e, com o projeto em mãos, a obra vai ser licitada. É o momento de concluir projetos ou obras para que, em um novo governo, aquilo que foi pensado, planejado ou, eventualmente, já esteja em obras, seja alavancado.

Tribuna: Aponte cinco grandes projetos que o senhor acredita que vai marcar o final da gestão do governador Wagner?

Rui Costa: Projetos nós temos na área de saúde, a rede hospitalar construída. Temos o HGE 2, que é mais um hospital, o hospital de Seabra, tem mais o hospital da região sul, em Ilhéus, estamos construindo o novo hospital para substituir o Couto Maia. Estamos falando de sete ou oito novos hospitais. A rede hospitalar é uma marca.

As obras de mobilidade urbana, que têm como carro-chefe o metrô, as vias de Salvador e o VLT.

Três, eu diria, a mudança logística do Estado. Há uma mudança do perfil da infraestrutura logística com rodovias, ferrovia e o porto. Esse tripé junto com novos aeroportos. O foco na logística do Estado marcará os oito anos do governo Wagner, se constituindo na maior marca. Eu posso afirmar que nenhum governo, na Bahia, fez tanto em oito anos quanto o governo Wagner nessas três áreas.

Ficará também a marca na área de saneamento. O investimento em água e esgoto passará de oito bilhões de reais. Três milhões e meio de baianos que não tinham acesso a água potável passaram a ter, dois milhões de baianos passaram a ter as residências ligadas à rede de esgoto. Essa é outra marca que posso afirmar que nenhum outro governo beneficiou tanto quanto o governo Wagner. Eu entendo que não é uma obra, mas uma marca. O governo mudou o padrão de relação do Estado com a sociedade civil, com o poder político local, com as prefeituras, com a assembleia legislativa e com os outros poderes. Há uma mudança completa do paradigma anterior com o que existe hoje. Foi deixada no passado, como parte da história da Bahia, a forma antiga de relacionamento com os outros poderes, instituindo uma relação democrática, republicana, de respeito aos poderes constituídos, uma relação que busca harmonia, guardando a autonomia de cada poder. Autonomia pelo diálogo e não pela força.

Tribuna: Na assembleia, teve um exemplo disso?

Rui Costa: Eu acho que sim. Todas as votações, a própria instituição do orçamento impositivo e o conjunto de diálogos que se fez. Era inaceitável, em gestões anteriores, o Executivo aceitar alterações no Legislativo do seu projeto. Na época que Paulo Jackson era deputado estadual, ele brincava e falava nas reuniões do PT que o governo não aceitava nem correção ortográfica. Quando, porventura, o projeto chegava com algum erro de ortografia, nem fazer alteração ortográfica se aceitava, muito menos alteração de conteúdo. Ao longo do nosso governo nós fomos aceitando mudanças de conteúdo nas emendas, independente do autor, desde que contribuísse para melhorias. A Assembleia foi um espaço de mediação dos interesses do Estado com outros poderes e como a sociedade civil, que tinha, muitas vezes, sugestões de alterações nos projetos do governo. A Assembleia foi o espaço de negociação, como deve ser o parlamento. Isso o governador deixará como uma marca também.

Tribuna: O governador lhe qualificou como pai da mobilidade urbana de Salvador. Esse adjetivo lhe serve, lhe agrada?

Rui Costa: É uma generosidade do governador. Eu cheguei aqui em janeiro de 2012, quando me lancei deputado federal, e havia uma nítida percepção nossa de que o governador desejava, desde 2007, fazer uma intervenção em Salvador. Ele não tinha conseguido, até então, por vários fatores, inclusive, uma dificuldade em concretizar as intenções de diálogo entre prefeitura e Estado. Quando cheguei, havia uma manifestação clara do governador nessa linha e eu fui trabalhar por isso. Reuni a equipe para priorizar o metrô e abri um diálogo direto com a prefeitura para que houvesse a transferência para o governo do Estado. Chamei também as minhas equipes da Conder e da Sedur para pensarmos intervenções que fossem complementares ao metrô e que servissem para aumentar a mobilidade urbana na cidade. Em minha opinião, essas obras que hoje mandamos para o diário oficial, o edital dos dois corredores que alimentam o metrô, um que complementa a Av. Pinto de Aguiar, que já está em obras, que é a Gal Costa e mais a ligação do Lobato, a Orlando Gomes e a 29 de Março que vai até Paripe. Estamos falando de um investimento de um bilhão e meio com o novo trecho da 29 de Março até Paripe que complementa o metrô, que é um investimento de quatro bilhões de reais, além do que já foi feito. Eu cheguei com essa determinação do governador e nós tivemos, graças a Deus, êxito. Primeiro, assim que fiz os projetos, nós fomos imediatamente à presidente Dilma para que ela garantisse os recursos. Sobre a mesa da presidente eu abri o mapa de Salvador já com o traçado e ela, imediatamente, autorizou. Nós conseguimos tornar isso realidade, o que me permite afirmar que, a partir do segundo semestre de 2014, a população de Salvador sentirá diferença na forma de se locomover dentro da cidade. À medida que essas obras forem concluídas, inclusive o metrô, o prazo é de 42 meses a contar de outubro deste ano, eu posso afirmar que muito vai mudar. Não só a forma de se movimentar em Salvador, como abriremos novos vetores e geradores de emprego, que são esses corredores transversais que abrigarão áreas comerciais e de serviços.

Tribuna: O que, desses projetos de mobilidade, vai ficar pronto em Salvador até dezembro do ano que vem?

Rui Costa: Vamos separar em duas partes. Ficam prontas, no primeiro semestre, as obras em curso na Paralela: Av. Pinto de Aguiar, os viadutos do Imbuí, os viadutos de Narandiba, o acesso à estrada de Curralinho, que vai ligar a Luis Eduardo ao Curralinho, no Stiep, a alça de ligação da BR-324 à Av. Luis Eduardo Magalhães. Na primeira quinzena de março, teremos início desses corredores a que me eu referi: Orlando Gomes, 29 de Março, Gal Costa e ligação Lobato – Pirajá. Esses corredores têm o prazo de 24 meses para ficarem prontos. São obras grandes e envolvem duas mil desapropriações. Nós vamos ter em 2014 o VLT do subúrbio funcionando, vamos ter um período em que o trem atual e o VLT vão conviver porque o fornecedor não consegue entregar todos os equipamentos em 2014. Com isso, vamos manter o trem funcionando e vamos acrescentando os veículos novos. Quando tivermos um número suficiente, o trem sai de circulação completamente ao tempo que o VLT chega ao Comércio. Nós já teremos em 2014 veículos novos rodando no subúrbio e chegaremos até o Comércio, no final de 2015, com o trem funcionando. Hoje, o trem tem o intervalo de 40 minutos e nós queremos reduzir, em 2014, para pelo menos 15 minutos.

Tribuna: O Estado está passando por uma crise financeira que atrapalha vários outros Estados do país. Qual a previsão do final do governo, as contas estarão saneadas, a presença do governo no cadastro de inadimplentes do governo federal preocupa?

Rui Costa: Com relação ao cadastro de inadimplentes, a imprensa fez uma grande publicidade disso como se fosse algo novo. Esse cadastro é o registro de pendências do governo do Estado em vários convênios e ações que foram feitas ao longo de anos. Eu diria que todos os dias o governo entra nesse cadastro e sempre foi assim, desde 2007. Por exemplo, entraram agora prestações de contas, pendências e convênios de 1982, 1990, 1995. À medida que a máquina burocrática do governo federal vai trabalhando e os projetos vão sendo desengavetados, processos judiciais que levam 10 anos para serem analisados, vão aparecendo pendências. Essa semana apareceu uma de 1982. Não se trata de inadimplência financeira ou incapacidade atual de gestão ou nome sujo, como a imprensa tratou. Ao longo de anos devem ter milhares de convênios dos governos anteriores somados ao atual governo, junto ao governo federal. Cada convênio desses, por menor que seja o valor, tem prestação de contas, tem documento, então um processo que esteja tramitando há 10 anos e nunca tenha sido analisado e os técnicos agora analisem e percebam que faltam documentos, eles registram e colocam o Estado como inadimplente até que nós possamos fazer eventuais pagamentos de contrapartida que estão em processo de questionamentos durante 10, 15 ou 20 anos. Quando eu digo “nós” é o Estado, não é esse governo. Tem a análise final concluindo que, de fato, tinha que pagar. Às vezes a gente até ganha a ação, ou seja, ao invés de pagar quatro milhões em uma contrapartida, o Estado tinha que pagar um milhão. Às vezes o Estado ganha, mas são vitórias que estavam tramitando administrativamente ou até judicialmente. São ações que não haviam sido concluídas e vão sendo todos os dias. Toda semana tem processos administrativos ou judiciais que são concluídos.

Outro exemplo, a Secretaria de Educação. O prédio da Secretaria de Educação pegou fogo alguns anos atrás. A Educação tinha centenas de contratos com o governo federal. Os governos anteriores e o nosso já justificaram várias vezes que não existem mais documentos, que se perderam no fogo, mas o governo federal não aceita. Ele quer, de alguma forma, que se recomponha o processo. Então, essas centenas de processos da Educação, por exemplo, vêm tramitando ações na Justiça onde o Estado acionou judicialmente dizendo que não tem mais como recompor esses processos. Recentemente, conseguimos uma liminar do STF para retirar o governo do cadastro de inadimplentes porque o Ministério da Educação queria uma prestação de contas de um processo que tem 20 anos, da época que o prédio pegou fogo. Nós não temos o que entregar ao governo federal, até porque nem era esse governo. Houve uma decisão do Supremo, uma lista de pendências que ele mandou arquivar e anular, mas ainda restam outras da educação fruto disso. Espero que a gente consiga logo se livrar disso.

Sobre a crise financeira, as contas estarão saneadas. Eu quero ressaltar que todos os estados brasileiros passam por grande crise financeira. É evidente que o mais rico, que é São Paulo, sente menos o abalo, mas o terceiro mais rico, que é Minas Gerais, o governo adotou, recentemente, uma medida não desejável, em minha opinião, do ponto de vista da administração. Ele acabou com o fundo de previdência de Minas e todo o montante de dinheiro que tinha no fundo de aposentadoria de Minas foi transferido para a conta corrente, ou seja, para gastar. O Paraná, que é outro Estado rico, também está em uma situação gravíssima para fechar as contas de 2013.

Existe uma situação grave das finanças dos estados e o carro-chefe da Bahia e desses estados chama-se previdência. Como tem a previdência privada, o correto seria, ao longo de todos esses anos, os governos terem criado uma poupança onde o dinheiro para pagar os aposentados fosse depositado. Você é trabalhador da ativa, o dinheiro que você contribui todo mês fosse ali depositado para que, quando você se aposentar, você receba desse fundo a sua aposentadoria. Nunca foi criado esse fundo, o único fundo que existe, hoje, que é o Baprev, foi criado pelo governador Jaques Wagner. O pagamento dos aposentados é feito com o dinheiro corrente. A receita do Estado, arrecadada no mês, é que paga os aposentados. Portanto, esse eu diria que é o maior problema de todos os estados brasileiros. Nenhum deles tem estrutura de poupança de previdência capaz de suportar o pagamento dos aposentados. Em 2014, o governo da Bahia vai injetar dois bilhões e meio para complementar o pagamento dos aposentados, que, em tese, esse dinheiro de pagamento dos aposentados não deveria sair da receita corrente. Ele deveria, ao longo de décadas, ter sido colocado em um fundo. Esses dois bilhões e meio poderiam ser investidos em saúde, educação, estradas, água, esgoto, mas temos que usá-los para pagar o salário dos aposentados.

Nós precisamos pensar junto ao governo federal uma solução para isso, e eu também sou defensor de um novo pacto federativo entre União, estados e municípios. Não é possível continuar, na minha opinião, com essa divisão do bolo tributário onde estados e municípios recebem uma fatia muito pequena frente aos desafios que têm que lidar diariamente. Entre eles a segurança pública e tantos outros desafios. Com essa divisão tributária, não é possível os estados mais pobres resolverem os seus problemas, exceto São Paulo, talvez Rio por causa do petróleo. Os outros estados vivem uma dependência muito grande do governo federal e mesmo os estados do Sul e Sudeste do país, como o Rio Grande do Sul, vivem uma crise estrutural financeira muito grande. O governador do Rio Grande do Sul fez um apelo ao governo federal que reestruture imediatamente a questão do pacto federativo e ajude os estados para que possam ter um horizonte de longo prazo e capacidade de investimento.

Tribuna: Além da questão previdenciária e da crise financeira internacional, erros sucessivos na própria gestão da Secretaria da Fazenda podem ter contribuído para o agravamento dessa crise?

Rui Costa: Eu não acho que ocorreram erros na Fazenda que justificam a crise. Você pode, eventualmente, analisar que aqui ou ali poderia ter ocorrido uma maior arrecadação, mas a crise é estrutural e não pontual. Você pode dizer que em determinado ano ficamos aquém da arrecadação em 100 milhões, em 200 milhões, em 300 milhões. O que, evidentemente, ajuda a fazer investimentos para a arrecadação ser maior. Mas, não é esse o diferencial, por mais verdadeira que seja a crítica que aqui ou ali poderia ter arrecadado um pouco mais. Não é verdadeira do ponto de vista que seria a solução estrutural. A melhor forma de você comprovar se isso que estou dizendo é verdade ou não é olhar os outros estados. Não é possível que todos os 27 estados tenham errado juntos e por isso todos estejam em crise. É como em uma sala de aula quando todos ficam para a recuperação. Você se pergunta se o problema não é com o professor porque não é possível que todos os alunos tenham problema. A mesma coisa com os estados. Se todos, sem exceção, estão com problemas é porque, estruturalmente, tem algo que precisa ser consertado.

Tribuna: Vamos falar agora de política. O senhor ainda é pouco conhecido do eleitorado. Acredita que vai ter dificuldade para se viabilizar e o que pretende fazer para se tornar um candidato competitivo?

Rui Costa: Ao dizer que sou pouco conhecido, existem dois lados, e eu prefiro sempre olhar as coisas pelo lado bom. O lado bom disso é que os meus amigos dizem que as pessoas quando me conhecem gostam de mim. Então, eu tenho um grande potencial, à medida que as pessoas passem a me conhecer, passem a gostar. Portanto, isso se refletirá nos próximos meses nas eventuais pesquisas. O inverso eu digo para quem é bastante conhecido e tem grau de rejeição grande. Essas pessoas, sim, em minha opinião, precisam se preocupar porque elas não têm uma imagem a ser apresentada, elas já apresentaram sua imagem ao público e o público não gostou do que viu. Eu, pelo menos, tenho o benefício da dúvida. As pessoas não me conhecem, vão passar a me conhecer e eu tenho convicção de que, pela força do projeto, nós vamos nos afirmar em 2014.

Tribuna: E o que fazer para se fortalecer, ganhar musculatura?

Rui Costa: É me tornar conhecido para que as pessoas conheçam mais ainda o projeto de governo, que temos que aperfeiçoar nessa reta final. Nós fizemos tudo, mas nem todas as pessoas conhecem tudo, então temos que comunicar. Nós vamos rodar o Estado com os partidos da base do governo preparando o programa de governo a partir do dia 13 de janeiro. Isso, em minha opinião, vai me tornar não só mais conhecido como também o projeto que tocamos até aqui e o que pretendemos fazer a partir de janeiro de 2015.

Tribuna: No último contato que nós tivemos, o senhor deixou claro de que não só representa o novo como quer que os jovens participem dessa discussão desse projeto de governo. É por aí, realmente, que pretende seguir?

Rui Costa: Sim. Eu tenho essa convicção de que ninguém será eleito fazendo apenas um histórico do que cada um fez. O governador Jaques Wagner fez muito, mas a simbologia que eu faço é que ele pavimentou uma estrada e é nessa estrada que nós vamos erguer a nova Bahia. Eu quero renovar a política, me considero jovem e quero atrair a juventude para a política. Quero mobilizar os diversos segmentos sociais do Estado, quero incentivar que cada região debata durante 90 dias o desenvolvimento regional. Eu vou percorrer o Estado em janeiro e fevereiro e propor que durante 90 dias, em cada região, grupos de trabalho heterogêneos, formados por jovens, donas de casa, empresários, professores, todos pensem no desenvolvimento regional. Quando for abril e maio, eu vou voltar a essas regiões para coletar o que foi fruto do trabalho dessas pessoas voluntárias, que nós vamos convidar e estimular para que haja a maior participação possível. Vamos criar canais, também, pela internet. Portanto, eu entendo que durante a pré-campanha, que é uma ação muito mais partidária, de coleta de sugestões, e durante a campanha, nós queremos fazer algo bastante interativo, participativo e ajustado com a modernidade. Hoje, a juventude, a sociedade está extremamente conectada, o cidadão passou a ter um papel central. Antigamente, só era permitido se organizar quem estava em associações, sindicatos e entidades. Hoje não, qualquer cidadão, através da internet, forma uma rede para debater qualquer assunto e instantaneamente formam-se grupos de mil, duas mil, cinco mil, 10 mil, 500 mil pessoas para debater determinado tema. Estas ferramentas, esse cidadão independente, articulado, que quer ser protagonista deve ser chamado à cena e o governo deve, de forma permanente, interagir com a população. Países do primeiro mundo já têm feito uso dessas ferramentas para dialogarem de forma permanente com cada cidadão que quer apresentar sugestões e críticas e, portanto, interferir nos rumos do seu governo, seja estadual ou municipal.

Tribuna: Geddel, Paulo Souto ou Aleluia? Qual deles lhe parece mais fácil ou menos difícil vencer?

Rui Costa: Não tem eleição ganha e nem adversário fácil ou difícil. Eu sempre gosto de comparar com futebol porque fica mais fácil para as pessoas entenderem. De todas as seleções brasileiras, a que eu gostei mais de ver jogar foi a de 1982. Foi uma seleção cheia de craques que jogavam um futebol belíssimo e, em minha opinião, perdeu a copa porque subestimou os adversários. Foi, de fato, talvez a melhor seleção que o Brasil já montou que eu vi jogar, em minha opinião. Teve a que Pelé jogou, mas aí eu tinha sete anos de idade e não tenho viva em minha memória.

Eleição é a mesma coisa. Não tem adversário fácil e nem difícil, não tem eleição perdida e nem ganha. A eleição, assim como a Copa do Mundo, como a final de campeonato, você ganha jogando os 90 minutos. E como diz o velho ditado, o jogo só acaba quando o juiz apita após os 90 minutos. Até lá o jogo pode mudar, portanto eu não subestimo adversários e não escolho adversários.

Evidente que, uma vez o candidato definido, é possível ajustar a comunicação, o planejamento de campanha a depender do planejamento do adversário. Claro que alguns têm características mais fortes do que outros e vice-versa. Coisas que são pontos positivos em um, são negativos em outro. Então, não existe escolha de adversários, o que vier nós vamos enfrentar e temos confiança da vitória pela força do projeto.

Tribuna: De uma forma muito oportuna o senhor demonstra uma preocupação com a comunicação e da maneira que vai se comunicar com o seu eleitor. O senhor já começou a montar a sua estrutura de comunicação? Porque 2014 já chegou.

Rui Costa: Sim, já estou montando a partir dos partidos da base do governo. A campanha só começa em junho, mas nós já estamos montando uma rede a partir dos partidos. Eu acho que, seja em campanha, seja em governo, o pilar central é a comunicação. Sempre foi em qualquer época e hoje mais ainda porque as pessoas têm um acesso muito rápido à informação, à comunicação. Houve evolução no sentido de que o cidadão não quer mais ser plateia, ele quer ser protagonista, quer participar, quer dar opinião, quer ser ouvido. Mais do que uma vontade, é uma obrigação de qualquer governante, de qualquer candidato abrir espaço para ouvir as pessoas e abrir canais onde as pessoas possam ser protagonistas. Sendo vencedor nas eleições, eu vou buscar fazer disso realidade. A comunicação será o pilar central do governo onde, não só se constituirá em uma mão única do governo para as pessoas, mas também das pessoas para o governo. Será algo ativo, permanente. Evidente que não vou fazer assembleias, mas as ferramentas disponíveis, hoje, permitem essa interlocução e até a montagem de análises da contribuição de cada um. Existem ferramentas para fazer filtros, agregar posições, estabelecer prioridades e fazer avaliações das pessoas sobre aquilo que está sendo realizado. Portanto, a comunicação não se restringe à publicidade, à propaganda do governo ficar divulgando o que está fazendo, mas também a comunicação no sentido da população para o governo. É isso que eu quero fazer e vou fazer utilizando as melhores experiências existentes no mundo e, quem sabe, inovando algumas delas.

Tribuna: PP e PDT estão de olho na vice. Qual o critério para a escolha do vice do senhor e quando será definido o candidato?

Rui Costa: Até o final de fevereiro nós queremos definir para entrar em março, logo após o Carnaval, com o nome definido. Não tem um critério objetivo, nós vamos dialogar com o PP, com o PDT e com os outros partidos. Vamos avaliar a opinião de todos, os prós, os contras e tiraremos juntos uma posição, um consenso não só do partido, mas do nome que irá ocupar a vaga de vice. Temos tempo para isso, os candidatos de oposição ainda não fecharam as chapas e, portanto, não tem por que nos apressarmos para fechar a nossa. A oposição ainda não definiu nem o candidato a governador, só tem a candidatura do PSB colocada, que também não definiu a vice. Os outros não têm nenhuma posição definida, então não tem por que ter pressa para essa definição.

Tribuna: Como o senhor vê a possibilidade de aproximação do PP ou do PDT com a oposição, caso um dos dois fique de fora da sua chapa?

Rui Costa: Eu não acredito nessa hipótese porque o PP e o PDT são dois partidos da base do governo. O PDT, por exemplo, já tem marcado no dia 17, inclusive, acertado com Marcelo Nilo, um ato em apoio à nossa pré-candidatura, a exemplo do que fez o PSB em dezembro. Eu acredito que nós vamos dialogar com o PP também, teremos a mesma manifestação. Portanto, eu não acredito que vai haver deflexão de nenhum dos dois partidos da nossa base. Não tenho dúvidas de afirmar que vamos compor com os dois partidos.

Tribuna: O PSB deixa o governo do PT hoje. Lídice vai tirar votos do senhor ou o senhor não sente nenhum tipo de ameaça em uma candidatura de Lídice e Eliana Calmon?

Rui Costa: Nós vamos trabalhar para que isso não aconteça. No evento em dezembro do PSD, o que nós vimos foi o contrário. Eu vi muitos prefeitos do PSB presentes no ato de apoio à candidatura de Otto e à minha pré-candidatura também. Eu acredito que haverá um movimento inverso, até porque muitos não entendem e não aceitam o afastamento… Você faz um projeto, ouvi muitos questionamentos sobre a nossa ida às cidades do interior para pedir apoio para eleger a senadora, que fazia parte do mesmo projeto, e agora nos abandona sem uma razão clara e específica. Não foi feito nada que contrariasse o PSB, que afrontasse os seus princípios, os valores, os programas. Por que isso? Então, é evidente que as pessoas sabem da necessidade do PSB em ter palanques, uma vez que quer disputar a Presidência. Mas isso não é motivação suficiente para levar diversas lideranças do Estado a dizer que vão romper. Não é porque tem um membro do PSB que quer ser candidato a presidente que vai me fazer mudar de posição no Estado. A percepção que eu estou tendo é inversa. É de lideranças do PSB fazendo manifestação de apoio a nossa candidatura e a de outro.

Tribuna: O senhor acredita que o PMDB pode mudar os rumos se desgarrar da oposição e ir, por exemplo, para um apoio à candidatura de Lídice ou o senhor acredita que Geddel deve, realmente, marchar contra o PT?

Rui Costa: É difícil fazer previsão sobre os outros partidos. É melhor que eles próprios falem sobre isso. É difícil, hoje, dar um prognóstico sobre o que cada partido da oposição vai fazer. Como eles ainda não têm posição, então eu prefiro não dar palpite. Eu gosto de dar palpite sobre os de casa. Os que fazem oposição eu deixo eles próprios seguirem seus caminhos e darem a posição deles.

Tribuna: Definida a candidatura do PT. Há algum tipo de rusgas, de mágoas por ter ficado fora do processo ou o partido está unificado em torno da sua candidatura?

Rui Costa: O partido está unido, nós vamos seguir trabalhando. Pinheiro e Gabrielli vão ajudar no programa de governo e Caetano, que já é candidato a deputado federal, já está rodando pelo Estado. Nós não temos dificuldade. O PT tem a característica de fazer debates firmes, duros e, às vezes, publicizados. Mas, uma vez definida, o PT marcha unido e eu não tenho dúvida que dessa vez vai ser a mesma coisa.

Tribuna: Qual a visão que o senhor tem do cenário nacional? Da presidente Dilma, Marina Silva, Eduardo Campos, Aécio, qual o cenário que o senhor vê e o impacto disso na campanha do senhor?

Rui Costa: O cenário é positivo, de crescimento da presidente Dilma, as pesquisas estão apontando para isso. O país vive, em minha opinião, um momento extraordinário, e eu diria que há uma mudança completa de paradigma após o PT governar durante 11 anos o país. Houve uma mudança significativa da mobilidade social e não sou só eu que digo isso, o mundo inteiro enxerga assim. Esse momento reflete a admiração das pessoas do mundo inteiro, cientistas políticos, econômicos, que olham para o Brasil como a bola da vez, como a grande novidade, como aquele que surgiu de onde ninguém esperava se reafirmando como nação independente, como nação livre, democrática, como nação que ainda não resolveu seus problemas, longe disso, mas que fez em pouco tempo, porque 10 anos é pouco considerando o ponto de vista histórico, um processo grande de inclusão social, de mudanças do seu mercado de consumo. O Brasil se transformou e passou a ser um mercado, mesmo sob a lógica capitalista, desejado pelos investidores internacionais, pelos grandes bancos, pelas grandes indústrias. Portanto, nós ganhamos visibilidade, respeito e isso tudo foi feito com um processo de inclusão social. Isso é o grande diferencial.

Eu cresci e vivi durante a minha infância e adolescência na ditadura militar. Ouvi, muitas vezes, o discurso repetido do “vamos esperar o bolo crescer e dividir”. O bolo crescia e nunca se dividia, e o Brasil nunca ganhou relevância internacionalmente. Quando Lula chegou, isso foi invertido e ele disse: “O Brasil só vai crescer, verdadeiramente, quando distribuir, porque vai criar uma base de consumo lastro e mais amplo. Isso vai permitir que o país dê um salto”. Foi o que aconteceu. Nesses 11 anos foi feito um processo de inclusão social que aumentou a base de consumo, que criou uma força econômica para o país e, portanto, eu acho que isso é muito sólido e ainda não se esgotou. Em minha opinião, Dilma será reeleita e nós haveremos de continuar e concretizar esse projeto que tanto está transformando o Brasil.

As manifestações de 2013 são frutos do otimismo do brasileiro, por mais que pareça o contrário. Aí vale a máxima “em árvore que não dá fruto ninguém joga pedra”. Se tem um governante ou um país onde ninguém espera nada, você não se mobiliza porque sabe que não adianta fazer nada porque não vem nada, você torce para que os dias passem rápido para acabar logo. É igual a um governo pessimamente avaliado, tivemos alguns aqui, que ninguém nem criticava mais. As pessoas só esperam entrar um novo governo. No nosso caso não, eu acho que a população gostou do que foi feito, mas também querem mais, querem que as mudanças sejam aceleradas.

Eu diria que as manifestações estão muito concentradas no aspecto da política. Eu acho que…

Tribuna: Teremos manifestações em junho na visão do senhor?

Rui Costa: Difícil prever. Grandes dessas manifestações não dá para fazer previsões, é muito difícil. É um processo social, que acontece, difícil de prever. Mas eu diria que foi muito mais uma manifestação da sociedade dizendo para a política e para os políticos que o país avançou e chega dessa brincadeira que vocês, às vezes, fazem. Queremos mais seriedade no trato do dinheiro público, na condução do país. Muitas vezes, a política e os políticos brincaram com a opinião pública e hoje em dia a informação chega muita rápida e ninguém aceita mais isso. Todos têm que ter a seguinte concepção: eu sou deputado federal, por exemplo, e não substituo a vontade popular, eu represento a vontade popular, tenho que ter consciência disso. Eu tenho que buscar uma média do que é o pensamento dos meus eleitores e votar e me comportar como a média dos pensamentos dos meus eleitores, não sob a minha vontade própria. A política tem que ser um espaço para as pessoas servirem e não um espaço para as pessoas se servirem da política. É isso que a população deu um recado bastante claro, não aceitando políticos que usam a política para se servirem e não servirem ao próximo.

Tribuna: O senhor acredita que a dificuldade gerencial da presidente Dilma em dar ritmo de mais celeridade às obras e a própria fadiga de poder do PT vão ser levado em consideração na campanha nacional?

Rui Costa: Eu acho que ela é uma pessoa de grande capacidade gerencial. O que acho que está errado é o modelo. O modelo da transferência de recursos para os estados e municípios tem que ser mudado. O modelo adotado hoje é o que se desconfia fortemente e que estados e municípios vão executar corretamente as obras e ações. Então, para isso você cria fiscalização. Temos hoje Controladoria Geral da União, que tem a função de fiscalizar, o Tribunal de Contas da União, que a função é fiscalizar, o Tribunal de Contas do Estado e do Município e, além disso, temos um funil que, no repasse de recursos para os estados, está a Caixa Econômica Federal. Todos os ministérios, os recursos que são transferidos para estados e municípios passam pela Caixa Econômica Federal. Imagine a Bahia, todos os municípios e todas as secretarias de Estado têm os projetos que passam pela Caixa Econômica.

Tribuna: Esse gargalo poderia ser retirado?

Rui Costa: Eu defendo que esse modelo tem que mudar radicalmente. Não se pode atrasar as licitações. Os corredores, por exemplo, estão sendo licitados agora, mas tem um ano tramitando junto à Caixa Econômica. Enquanto estou em obras na Pinto de Aguiar, vou, praticamente, inaugurar obras que comecei com recursos próprios. Os projetos de mobilidade ficaram prontos juntos com os corredores. Os projetos que comecei com recursos próprios iniciei logo a obra. Eu disse lá atrás: muito provavelmente no dia que eu tiver inaugurando as obras com recursos próprios, estarei iniciando as obras com recursos federais. Esse modelo, em minha opinião, atrasa o país, é ruim para a geração de emprego e o país precisa ter rapidez. Nós temos tribunais de contas, União, estados e municípios que repassam os recursos e cada um se responsabiliza. Se fez errado, vai responder ao Tribunal de Contas e não atrasar o projeto um ou dois anos sob a pretensão de que os técnicos da Caixa farão com que o projeto fique melhor. Temos que mudar, responsabilizar governadores e prefeitos. Com certeza, a maioria não vai errar, vai acertar, até porque o que já executamos com recursos próprios já é fiscalizado pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo Tribunal de Contas dos Municípios. Portanto, eu acho que o nó que precisamos resolver junto ao governo federal é: primeiro, o pacto federativo e, segundo, o modelo de transferência, que, em minha opinião, não pode ter como funil a Caixa Econômica.

Tribuna: Qual a mensagem que o senhor deixa para a população em 2014, ano começando, campanha na rua?

Rui Costa: Eu tenho certeza que 2014 vai ser melhor para todos. As pessoas vão ter ao longo do ano as obras de mobilidade ficando prontas, o metrô funcionando e, portanto, as pessoas vão gastar menos tempo para sair de casa e chegar no trabalho, menos tempo para chegar na escola e voltar para casa, e no interior tivemos chuva forte em dezembro e eu já posso dizer que teremos um 2014 de muita produção no Estado, onde os agricultores familiares e os grande produtores iniciarão a recuperação de três anos de seca, que foi a maior seca de todos os tempos na Bahia, dentre outras ações.

Colaborou: Fernanda Chagas

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br

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Festa do Padroeiro Santo Amaro de Ipitanga‏

Começam hoje as festividades, da comunidade católica de Lauro de Freitas , em homenagem a Santo Amaro de Ipitanga, Padroeiro da Cidade. As atividades religiosas têm inicio na noite de hoje e vão até o dia 15/01, ponto máximo dos festejos, quando será celebrada missa solene na Igreja Matriz de Santo Amaro de Ipitanga. confiram as notícias enviadas pela Pascom paroquial:

Estamos encaminhando a programação da Festa do Padroeiro Santo Amaro de Ipitanga, que começa hoje, dia 06 de janeiro, se estendendo até dia 15. Lembramos que de 6 a 14 haverá a oração do Terço às 6:30h e a Santa Missa às 19:30h. Todos os dias haverá quermesse e música ao vivo na Praça da Matriz.

Mensagem do Padre Juraci - Pároco da Igreja Matriz de Santo Amaro de Ipitanga/programação de 06 a 11/01/2014

Mensagem do Padre Juraci – Pároco da Igreja Matriz de Santo Amaro de Ipitanga/programação de 06 a 11/01/2014

Programação de 12 a 15/01/2014

Programação de 12 a 15/01/2014

No dia 11 haverá um grande bingo.

No dia 15, dia da Festa, haverá alvorada às 6h, Missa Solene às 9h, celebrada por D. Gilson Andrade, seguida de carreata para a Igreja de São Pedro, no Parque Jockey Club. Às 16h sairemos desta Igreja em procissão, levando a venerável imagem pelas ruas da cidade, encerrando o novenário com missa campal na Praça, seguida do tradicional chá.

Lembretes importantes:

– Não haverá missa durante as noites nas comunidades durante o período do novenário.

– Na Igreja Matriz haverá, nos horários habituais, a missa de terça feira às 7h (Santo Antonio) e na sexta feira às 12h (Missa da Misericórdia)

Participe você também e traga sua família!

Atenciosamente,

Pascom Paroquial

HISTÓRICO:

Tradicionalmente todo o ano se celebra a festa de nosso padroeiro, com novenário em louvor ao Santo. O dia 15 de janeiro é feriado municipal por ser Santo Amaro de Ipitanga o padroeiro da cidade. O dia do encerramento começa com a alvorada festiva, Missa solene e procissão.

Os festejos contam com momentos de forte evangelização durante o novenário, além de quermesse, bingo, chá e outras atividades de congraçamento entre todos os participantes e moradores da cidade em geral.

É o ponto alto anual de participação entre os paroquianos de todas as comunidades.

PATRONO

Imagem de Santo Amaro de Ipitanga

Imagem de Santo Amaro de Ipitanga

Santo Amaro é o nome que nós brasileiros conhecemos São Mauro, um monge do século VI que desde garoto serviu à ordem dos Beneditinos. Foi confiado a São Bento, ainda menino, juntamente com seu amigo Plácido, que também foi canonizado. Os meninos entraram para o mosteiro de Subiaco para estudarem e aprofundarem sua fé em Deus.

Certo dia, São Bento estava rezando enquanto São Mauro se ocupava com as tarefas do mosteiro. São Bento teve uma visão do menino Plácido, que havia ido buscar água no riacho, estava se afogando. São Bento então chamou São Mauro e avisou que seu amigo estava se afogando, pedindo a ele que corresse até lá e tentasse salvá-lo de qualquer forma. São Mauro apressou-se para salvar Plácido, e chegando ao riacho, pronto para cumprir a tarefa que lhe havia pedido São Bento, caminhou sobre as águas e retirou o amigo. Este foi seu primeiro milagre.

Por sua prova de humildade e paciência, São Bento pediu a São Mauro que fosse à França e abrisse um mosteiro beneditino. Seu nome foi dado à Congregação Beneditina Francesa de Saint Maur, uma das mais importantes instituições católicas, pela formação de seus monges. São Mauro faleceu no mosteiro francês aos setenta e dois anos, a 15 de janeiro de 567, depois de uma peste que também levou à morte muitos de seus monges.
Este santo é invocado contra várias doenças e especialmente enxaquecas, artrose e artrite.

Fonte: http://www.santoamarodeipitanga.com.br

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Trabalhando com Poesia

“… Disfarça e faz que não quer, que não quer nem pensar, mas o teu olhar me pega e faz meu dia, me cura essas mágoas, me ensina a te gostar, me lava a alma, esse teu olhar… Mas deixa que a tarde traz você pra mim, mais linda do que o dia foi, com seus desejos de amor… Mas deixa que a tarde traz você pra mim, com seus sonhos e com toda paz, teus olhos e tudo mais… Disfarça e faz que não quer, que não quer nem pensar, mas o teu olhar me pega e faz meu dia, me cura essas mágoas, me ensina a te gostar, me lava a alma, esse teu olhar… Mas deixa que a tarde traz você pra mim, mais linda do que o dia foi, com seus desejos de amor… Mas deixa que a tarde traz você pra mim, com seus sonhos e com toda paz, teus olhos e tudo mais… Mas deixa que a tarde traz você pra mim, mais linda do que o dia foi, com seus desejos de amor… Mas deixa que a tarde traz você pra mim, com seus sonhos e com toda paz, teus olhos e tudo mais…” (Jota Quest – A Tarde – Comp.: Marcio Buzelin)

“…Tudo é tão bom e azul, e calmo como sempre, os olhos piscaram de repente, um sonho… As coisas são assim, quando se está amando, as bocas não se deixam e o segundo não tem fim… Um dia feliz, às vezes é muito raro, falar é complicado, quero uma canção… Fácil, extremamente fácil, pra você, e eu e todo mundo cantar junto… Fácil, extremamente fácil, pra você, e eu, e todo mundo cantar junto… Tudo se torna claro, pateticamente pálido, o coração dispara, se eu vejo o teu carro… A vida é tão simples, mas dá medo de tocar, as mãos se procuram sós, como a gente mesmo quis… Um dia feliz, às vezes é muito raro, falar é complicado, quero uma canção… Fácil, extremamente fácil, pra você, e eu e todo mundo cantar junto… Fácil, extremamente fácil, pra você, e eu, e todo mundo cantar junto… Fácil, extremamente fácil, pra você, e eu e todo mundo cantar junto… Fácil, extremamente fácil, pra você, e eu, e todo mundo cantar junto… Um dia feliz, às vezes é muito raro, falar é complicado, quero uma canção… Fácil, extremamente fácil, pra você, e eu e todo mundo cantar junto… Fácil, extremamente fácil, pra você, e eu, e todo mundo cantar junto… Fácil, extremamente fácil, pra você, e eu e todo mundo cantar junto… Fácil, extremamente fácil, pra você, e eu, e todo mundo cantar junto…” (Jota Quest – Fácil – Comp.: Wilson Sideral / Rogério Flausino)

“…7:15 eu acordo, e começo a me lembrar do que ainda não me esqueci, do que tenho pra falar, todo dia é assim, tempo quente, pé na estrada, tô seguindo o meu caminho, já parti pro tudo ou nada… Será que todo dia vai ser sempre assim?… Será que todo dia vai ser sempre assim?… Quero iniciativa, e um pouco de humor, pra peleja da minha vida, ser feliz, se assim for… Tô correndo contra o tempo, e agora não posso parar, por favor, espere a sua vez, certamente ela virá… Será que todo dia vai ser sempre assim?… Será que todo dia vai ser sempre assim?… Nessa horas, eu me lembro, com saudades de você, dos amigos que eu ainda não fiz, e de tudo que ainda há… Tô fazendo a minha história e sei que posso contar, com essa fé que ainda me faz otimista até demais… Que bom que todo dia vai ser sempre assim!… Que bom que todo dia vai ser sempre assim!… Sempre assim!… Sempre assim!… Sempre assim!… Sempre assim!… Sempre assim!…” (Jota Quest – Sempre assim – Comp.: Rogério Flausino / Márcio Buzelin / Paulinho Fonseca / PJ / Marco Túlio)

“…Uh uh uh, yeah Uh uh uh… Você mandou bem, cuidou de mim, foi forte, sim, me fez entender, o lado bom, o bom do amor… O que aconteceu ficou no ar, eu vou juntar meu nome com o teu, hã, hã… Você chegou que nem água pra sede, me desejou que foi tudo de vez, é novidade, que tal passar bem? E no final é só eu e você… Eu tô pensando agora, a gente no futuro, se amando toda hora e caminhando juntos… Eu tô pensando agora, a gente no futuro, se amando toda hora e caminhando juntos… Você mandou bem, cuidou de mim, foi forte, sim, me fez entender, o lado bom, o bom do amor… O que aconteceu ficou no ar, eu vou juntar meu nome com o teu, hã, hã… Você chegou que nem água pra sede, me desejou que foi tudo de vez, é novidade, que tal passar bem? E no final é só eu e você… Eu tô pensando agora, a gente no futuro, se amando toda hora e caminhando juntos… Eu tô pensando agora, a gente no futuro, se amando toda hora e caminhando juntos… Caminhando juntos… Hã, play the base… Você mandou bem… Você mandou bem (futuro)… Você mandou mandou bem, você mandou… Você mandou bem (futuro)… Você mandou bem… Você mandou bem… A gente no futuro… Eu tô pensando agora, a gente no futuro, se amando toda hora e caminhando juntos… Eu tô pensando agora, a gente no futuro, se amando toda hora e caminhando… E caminhando… A gente no futuro… E caminhando… A gente no futuro… Rompendo a madrugada, pirados de mãos dadas… Rompendo a madrugada, pirados de mãos dadas… E caminhando junto… Ah, imagina no futuro… A gente no futuro… Você mandou bem… A gente no futuro…” (Jota Quest – Mandou bem – Comp.: Jota Quest)

Confira outros sucessos de Jota Quest:

“Você jamais está abandonado! Absolutamente! O Pai não abandona ninguém. Ele veste de plumas multicoloridas as pequeninas aves, enfeita de beleza e perfume as flores e não deixa morrer de fome nem os insetos nem os pequeninos vermes. Esteja certo: não cai um fio cabelo de sua cabeça, sem que Ele o permita. Confie no Pai! Você jamais está abandonado!” (Minutos de Sabedoria Pg. 016)

Bom dia pessoal,

E chegamos no último final de semana do ano. Hoje é dia de ir à Colina Sagrada, agradecer ao Senhor do Bomfim por tudo o quanto me proporcionou durante este 2013. Apesar das dificuldades que sempre acontecem em nossas vidas, no que diz respeito à vida acadêmica e profissional, além da vida pessoal, foi um ano produtivo.

Apesar disso, definitivamente, não posso dizer que foi um ano fácil! Ao contrário, foi dolorido. Ano em que perdemos a presença física de meu pai, certamente uma ausência que será sentida por mim e por meus irmãos ao longo de nossas vidas.

Desejo que cada um de vocês, ao refletirem sobre esse 2013 tenham um balanço positivo.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Correio do Brasil. Vale a pena conferir:

Suécia volta atrás e revê sistema de privatização do ensino – Quando uma das maiores empresas privadas de educação da Suécia faliu, alguns meses atrás, deixou 11 mil alunos desamparados e fez com que o governo repensasse a reforma neoliberal da educação, feita nos moldes da privataria com o Estado financiando a entrega dos serviços públicos aos oligopólios capitalistas e assim causando graves prejuízos para os trabalhadores e a população.

http://correiodobrasil.com.br/ultimas/suecia-volta-atras-e-reve-sistema-de-privatizacao-do-ensino/672888/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131226

Coca-Cola é envenenada por grupo anarquista contra o consumismo – Garrafas de Coca-Cola e do chá Nestea foram envenenadas com ácido clorídrico – Em uma declaração de seis páginas enviada ao jornal digital Zougla.gr e a outros meios de comunicação, o coletivo identificado como Federação Anarquista Informal – Complô Internacional pela Vingança, afirmou que a escolha do período de férias na Grécia não foi uma escolha aleatória. Devido ao aumento no consumo, alegam, as multinacionais tentem a multiplicar seus lucros nestes dias.

http://correiodobrasil.com.br/ultimas/coca-cola-e-envenenada-por-grupo-anarquista-contra-o-consumismo/672926/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131226

Papa adverte que o egoísmo conduz o ser humano à escuridão – Líder de mais de 1 bilhão de almas católicas no mundo, o Papa Francisco pediu, durante a missa do Galo, na madrugada desta quarta-feira, que as pessoas evitem o orgulho e o egoísmo e que os fiéis abram o coração a Deus. Francisco, em sua primeira celebração do Natal como chefe da Santa Sé desde março passado, tornou-se o primeiro papa não-europeu em 1,3 mil anos. Ele celebrou uma missa solene para cerca de 10 mil pessoas na Basílica de São Pedro.

http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/papa-adverte-que-o-egoismo-conduz-o-ser-humano-a-escuridao/672890/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131226

Cientistas projetam clima mais quente para este século no Brasil – A tendência do clima, para os próximos anos, é de mais calor – No início de setembro, o organismo científico, criado pelo governo federal em 2009 por meio dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Meio Ambiente, revelou que as projeções mostram que haverá alta nas temperaturas do país no decorrer do século, mais períodos de seca no Norte e Nordeste e aumento das chuvas no Sul e Sudeste.

http://correiodobrasil.com.br/meio-ambiente/energia/cientistas-projetam-clima-mais-quente-para-este-seculo-no-brasi/672871/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131226

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/12/26/trabalhando-com-poesia-554

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Confira outra versão de “Morte e vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, além das suas últimas quadras:

COMEÇAM A CHEGAR PESSOAS TRAZENDO PRESENTES PARA O RECÉM-NASCIDO

— Minha pobreza tal é
que não trago presente grande:
trago para a mãe caranguejos
pescados por esses mangues;
mamando leite de lama
conservará nosso sangue.
— Minha pobreza tal é
que coisa não posso ofertar:
somente o leite que tenho
para meu filho amamentar;
aqui são todos irmãos,
de leite, de lama, de ar.
— Minha pobreza tal é
que não tenho presente melhor:
trago papel de jornal
para lhe servir de cobertor;
cobrindo-se assim de letras
vai um dia ser doutor.
— Minha pobreza tal é
que não tenho presente caro:
como não posso trazer
um olho d’água de Lagoa do Carro,
trago aqui água de Olinda,
água da bica do Rosário.

— Minha pobreza tal é
que grande coisa não trago:
trago este canário da terra
que canta corrido e de estalo.
— Minha pobreza tal é
que minha oferta não é rica:
trago daquela bolacha d’água
que só em Paudalho se fabrica.
— Minha pobreza tal é
que melhor presente não tem:
dou este boneco de barro
de Severino de Tracunhaém.
— Minha pobreza tal é
que pouco tenho o que dar:
dou da pitu que o pintor Monteiro
fabricava em Gravatá.

— Trago abacaxi de Goiana
e de todo o Estado rolete de cana.
— Eis ostras chegadas agora,
apanhadas no cais da Aurora.
— Eis tamarindos da Jaqueira
e jaca da Tamarineira.
— Mangabas do Cajueiro
e cajus da Mangabeira.
— Peixe pescado no Passarinho,
carne de boi dos Peixinhos.
— Siris apanhados no lamaçal
que há no avesso da rua Imperial.
— Mangas compradas nos quintais ricos
do Espinheiro e dos Aflitos.
— Goiamuns dados pela gente pobre
da Avenida Sul e da Avenida Norte.

FALAM AS DUAS CIGANAS QUE HAVIAM APARECIDO COM OS VIZINHOS

— Atenção peço, senhores,
para esta breve leitura:
somos ciganas do Egito,
lemos a sorte futura.
Vou dizer todas as coisas
que desde já posso ver
na vida desse menino
acabado de nascer:
aprenderá a engatinhar
por aí, com aratus,
aprenderá a caminhar
na lama, como goiamuns,
e a correr o ensinarão
o anfíbios caranguejos,
pelo que será anfíbio
como a gente daqui mesmo.
Cedo aprenderá a caçar:
primeiro, com as galinhas,
que é catando pelo chão
tudo o que cheira a comida;
depois, aprenderá com
outras espécies de bichos:
com os porcos nos monturos,
com os cachorros no lixo.
Vejo-o, uns anos mais tarde,
na ilha do Maruim,
vestido negro de lama,
voltar de pescar siris;
e vejo-o, ainda maior,
pelo imenso lamarão
fazendo dos dedos iscas
para pescar camarão.
— Atenção peço, senhores,
também para minha leitura:
também venho dos Egitos,
vou completar a figura.
Outras coisas que estou vendo
é necessário que eu diga:
não ficará a pescar
de jereré toda a vida.
Minha amiga se esqueceu
de dizer todas as linhas;
não pensem que a vida dele
há de ser sempre daninha.
Enxergo daqui a planura
que é a vida do homem de ofício,
bem mais sadia que os mangues,
tenha embora precipícios.
Não o vejo dentro dos mangues,
vejo-o dentro de uma fábrica:
se está negro não é lama,
é graxa de sua máquina,
coisa mais limpa que a lama
do pescador de maré
que vemos aqui, vestido
de lama da cara ao pé.
E mais: para que não pensem
que em sua vida tudo é triste,
vejo coisa que o trabalho
talvez até lhe conquiste:
que é mudar-se destes mangues
daqui do Capibaribe
para um mocambo melhor
nos mangues do Beberibe.

FALAM OS VIZINHOS, AMIGOS, PESSOAS QUE VIERAM COM PRESENTES ETC.

— De sua formosura
já venho dizer:
é um menino magro,
de muito peso não é,
mas tem o peso de homem,
de obra de ventre de mulher.
— De sua formosura
deixai-me que diga:
é uma criança pálida,
é uma criança franzina,
mas tem a marca de homem,
marca de humana oficina.
— Sua formosura
deixai-me que cante:
é um menino guenzo
como todos os desses mangues,
mas a máquina de homem
já bate nele, incessante.
— Sua formosura
eis aqui descrita:
é uma criança pequena,
enclenque e setemesinha,
mas as mãos que criam coisas
nas suas já se adivinha.

— De sua formosura
deixai-me que diga:
é belo como o coqueiro
que vence a areia marinha.
— De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como o avelós
contra o Agreste de cinza.
— De sua formosura
deixai-me que diga:
belo como a palmatória
na caatinga sem saliva.
— De sua formosura
deixai-me que diga:
é tão belo como um sim
numa sala negativa.

— É tão belo como a soca
que o canavial multiplica.
— Belo porque é uma porta
abrindo-se em mais saídas.
— Belo como a última onda
que o fim do mar sempre adia.
— É tão belo como as ondas
em sua adição infinita.

— Belo porque tem do novo
a surpresa e a alegria.
— Belo como a coisa nova
na prateleira até então vazia.
— Como qualquer coisa nova
inaugurando o seu dia.
— Ou como o caderno novo
quando a gente o principia.

— E belo porque com o novo
todo o velho contagia.
— Belo porque corrompe
com sangue novo a anemia.
— Infecciona a miséria
com vida nova e sadia.
— Com oásis, o deserto,
com ventos, a calmaria.

O CARPINA FALA COM O RETIRANTE QUE ESTEVE DE FORA, SEM TOMAR PARTE EM NADA

— Severino retirante,
deixe agora que lhe diga:
eu não sei bem a resposta
da pergunta que fazia,
se não vale mais saltar
fora da ponte e da vida;
nem conheço essa resposta,
se quer mesmo que lhe diga;
é difícil defender,
só com palavras, a vida,
ainda mais quando ela é
esta que vê, severina;
mas se responder não pude
à pergunta que fazia,
ela, a vida, a respondeu
com sua presença viva.
E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina.

FIM DE “MORTE E VIDA SEVERINA”

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Trabalhando com Poesia

“… Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito, nem que seja só pra te levar pra casa, depois de um dia normal… Olhar teus olhos, de promessas fáceis, e te beijar a boca de um jeito que te faça rir, que te faça rir… Hoje eu preciso te abraçar, sentir teu cheiro de roupa limpa, pra esquecer os meus anseios e dormir em paz… Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua, qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria, em estar vivo… Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar, me dizendo que eu sou o causador da tua insônia, que eu faço tudo errado sempre, sempre… Hoje preciso de você, com qualquer humor, com qualquer sorriso… Hoje só tua presença, vai me deixar feliz, só hoje… Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua, qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria, em estar vivo… Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar, me dizendo que eu sou o causador da tua insônia, que eu faço tudo errado sempre, sempre… Hoje preciso de você, com qualquer humor, com qualquer sorriso… Hoje só tua presença, vai me deixar feliz, só hoje… Hoje preciso de você, com qualquer humor, com qualquer sorriso… Hoje só tua presença, vai me deixar feliz, só hoje… Só hoje…” (Jota Quest – Só hoje – Comp.: Rogério Flausino)

“… Encontrar alguém, encontrar alguém, encontrar alguém, que me dê amor… Encontrar alguém, encontrar alguém, encontrar alguém, que me dê amor… Da esquina eu vi o brilho dos teu olhos, tua vontade de morrer de rir, teus cabelos tentaram esconder, mas vi tua boca feliz, tua alma leve como as fadas, que bailavam no teu peito, tua pele clara como a paz, que existe em todo sonho bom, quis matar os seus desejos, ver a cor dos teus segredos, e contar pra todo mundo, do beijo que eu nunca esqueci… Encontrar alguém, encontrar alguém, encontrar alguém, que me dê amor… Encontrar alguém, encontrar alguém, encontrar alguém, que me dê amor… Da esquina eu vi o brilho dos teu olhos, tua vontade de morrer de rir, teus cabelos tentaram esconder, mas vi tua boca feliz, tua alma leve como as fadas, que bailavam no teu peito, tua pele clara como a paz, que existe em todo sonho bom, quis matar os seus desejos, ver a cor dos teus segredos, e contar pra todo mundo, do beijo que eu nunca esqueci… Encontrar alguém, encontrar alguém, encontrar alguém, que me dê amor… Encontrar alguém, encontrar alguém, encontrar alguém, que me dê amor… Encontrar alguém, encontrar alguém, encontrar alguém, que me dê amor… Encontrar alguém, encontrar alguém, encontrar alguém, que me dê amor…” (Jota Quest – Encontrar alguém – Comp.: Rogério Flausino / Marcos Túlio Lara / Paulo Diniz / Marco Túlio Lara / Márcio Buzelin / Paulinho Fonseca)

“… O teu olhar caiu no meu, a tua boca, na minha se perdeu! Foi tudo lindo, tão lindo foi, e nem me lembro, que veio depois… A tua voz dizendo amor, foi tão bonito, que o tempo até parou… De duas vidas, uma se fez, eu me senti nascendo outra vez… E eu vou! Esquecer de tudo, as dores do mundo, não quero saber quem fui, mas sim quem sou, e eu vou! Esquecer de tudo, as dores do mundo, só quero saber do seu, do nosso amor… O teu olhar caiu no meu, a tua boca, na minha se perdeu! Foi tudo lindo, tão lindo foi, eu nem me lembro que veio depois… A tua voz dizendo amor, foi tão bonito, que o tempo até parou… De duas vidas, uma se fez, eu me senti nascendo outra vez… E eu vou! Esquecer de tudo, as dores do mundo, não quero saber quem fui, mas sim quem sou, e eu vou! Esquecer de tudo, as dores do mundo, só quero saber do seu, do nosso amor… E eu vou! Esquecer de tudo, as dores do mundo, não quero saber quem fui, mas sim quem sou, e eu vou! Esquecer de tudo, as dores do mundo, só quero saber do seu, do nosso amor… E eu vou! Esquecer de tudo, as dores do mundo, não quero saber quem fui, mas sim quem sou, e eu vou! Esquecer de tudo, as dores do mundo, só quero saber do seu, do nosso amor… E eu vou! Esquecer de tudo, as dores do mundo, não quero saber quem fui, mas sim quem sou, e eu vou! Esquecer de tudo, as dores do mundo, só quero saber do seu, do nosso amor… E eu vou esquecer de tudo, as dores do mundo… E eu vou esquecer de tudo, as dores do mundo… E eu vou esquecer de tudo, as dores do mundo… E eu vou!… ” (Jota Quest – As dores do mundo – Comp.: Hyldon)

“Não esteja ansioso e preocupado, para não atrair moléstias para seu corpo. A ansiedade é um fator bioquímico, que influencia as secreções glandulares, produzindo demasiada adrenalina, que estimula em exagero o sistema nervoso. Daí à enfermidade é um passo. O nervosismo prejudica funda mentalmente a saúde. Portanto, não seja ansioso: faça constantemente afirmações positivas de saúde, e mantenha se calmo e sereno.” (Minutos de Sabedoria Pg. 015)

Bom dia pessoal,

Como foram de Natal? Espero que muito bem, que a harmonia e a fraternidade tenham permeado o contato com seus entes queridos em seus lares. Mais que isso, desejo que por todos os demais dias deste ano, este sentimento esteja presente.

Na nossa sugestão de leitura de hoje alguns textos do site Correio Nagô. Vale a pena conferir:

Você comemora o Natal? Mas, já ouviu falar sobre a Kwanzaa? – Kwanzaa é uma festa, de caráter interreligioso, que dura sete dias, e que é muito comum na comunidade afroamericana e entre negros da diáspora. No Brasil, a celebração ainda é desconhecida e ainda resume-se a um pequeno ciclo de militantes panafricanistas conscientes do papel histórico do povo africano e da necessidade de reconstruir essa memória.

http://correionago.com.br/portal/mas-ja-ouviu-falar-sobre-a-kwanzaa/

Acidente grave deixa pescadores e marisqueiras sem trabalho em Ilha baiana – No último dia 17 de dezembro de 2013 um navio da empresa Petredec, com produtos da BRASKEM, pegou fogo nas proximidades do Porto de Aratu e o impacto ambiental vem prejudicando milhares de moradores, pescadores e marisqueiras da Ilha de Maré e cidades da região. A área mais afetada na comunidade foi a “Ponta do Sílvio”, região repleta de manguezais.

http://correionago.com.br/portal/acidente-grave-deixa-pescadores-e-marisqueiras-sem-trabalho-na-bahia/

Executiva americana na África diz que espera não pegar Aids: “Brincadeira. Sou branca!” – Mensagem gerou revolta e repercutiu internacionalmente. Diretora de comunicação da IAC – empresa que controla serviços e sites como Vimeo e Tinder, americana foi acusada de racismo

http://correionago.com.br/portal/executiva-americana-na-africa-diz-que-espera-nao-pegar-aids-brincadeira-sou-branca/

Então é Natal! E o que fizeram as mulheres negras? – Sabemos que a imagem de mulher negra forte é uma máscara que contribui para nos levar á loucura, Opal Palmer Adisa – Que o movimento de mulheres negras se constitui no mais exitoso e atuante do planeta Sueli Carneiro nos ensina, e este ano de 2013 foi marcado pela conquista de reivindicações históricas, a citar a Emenda Constitucional nº 72, a qual consagrou dignidade e direitos no espaço doméstico às milhares de Laudelinas de Campos e Creuzas Oliveiras.

http://correionago.com.br/portal/entao-e-natal-e-o-que-fizeram-as-mulheres-negras/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/12/26/trabalhando-com-poesia-553

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!!

Apio Vinagre Nascimento
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APROXIMA-SE DO RETIRANTE O MORADOR DE UM DOS MOCAMBOS QUE EXISTEM ENTRE O CAIS E A ÁGUA DO RIO

— Seu José, mestre carpina,
que habita este lamaçal,
sabes me dizer se o rio
a esta altura dá vau?
sabe me dizer se é funda
esta água grossa e carnal?
— Severino, retirante,
jamais o cruzei a nado;
quando a maré está cheia
vejo passar muitos barcos,
barcaças, alvarengas,
muitas de grande calado.
— Seu José, mestre carpina,
para cobrir corpo de homem
não é preciso muito água:
basta que chega ao abdome,
basta que tenha fundura
igual à de sua fome.
— Severino, retirante,
pois não sei o que lhe conte;
sempre que cruzo este rio
costumo tomar a ponte;
quanto ao vazio do estômago,
se cruza quando se come.
— Seu José, mestre carpina,
e quando ponte não há?
quando os vazios da fome
não se tem com que cruzar?
quando esses rios sem água
são grandes braços de mar?
— Severino, retirante,
o meu amigo é bem moço;
sei que a miséria é mar largo,
não é como qualquer poço:
mas sei que para cruzá-la
vale bem qualquer esforço.
— Seu José, mestre carpina,
e quando é fundo o perau?
quando a força que morreu
nem tem onde se enterrar,
por que ao puxão das águas
não é melhor se entregar?
— Severino, retirante,
o mar de nossa conversa
precisa ser combatido,
sempre, de qualquer maneira,
porque senão ele alaga
e devasta a terra inteira.
— Seu José, mestre carpina,
e em que nos faz diferença
que como frieira se alastre,
ou como rio na cheia,
se acabamos naufragados
num braço do mar miséria?
— Severino, retirante,
muita diferença faz
entre lutar com as mãos
e abandoná-las para trás,
porque ao menos esse mar
não pode adiantar-se mais.
— Seu José, mestre carpina,
e que diferença faz
que esse oceano vazio
cresça ou não seus cabedais,
se nenhuma ponte mesmo
é de vencê-lo capaz?
— Seu José, mestre carpina,
que lhe pergunte permita:
há muito no lamaçal
apodrece a sua vida?
e a vida que tem vivido
foi sempre comprada à vista?
— Severino, retirante,
sou de Nazaré da Mata,
mas tanto lá como aqui
jamais me fiaram nada:
a vida de cada dia
cada dia hei de comprá-la.
— Seu José, mestre carpina,
e que interesse, me diga,
há nessa vida a retalho
que é cada dia adquirida?
espera poder um dia
comprá-la em grandes partidas?
— Severino, retirante,
não sei bem o que lhe diga:
não é que espere comprar
em grosso tais partidas,
mas o que compro a retalho
é, de qualquer forma, vida.
— Seu José, mestre carpina,
que diferença faria
se em vez de continuar
tomasse a melhor saída:
a de saltar, numa noite,
fora da ponte e da vida?

UMA MULHER, DA PORTA DE ONDE SAIU O HOMEM, ANUNCIA-LHE O QUE SE VERÁ

— Compadre José, compadre,
que na relva estais deitado:
conversais e não sabeis
que vosso filho é chegado?
Estais aí conversando
em vossa prosa entretida:
não sabeis que vosso filho
saltou para dentro da vida?
Saltou para dento da vida
ao dar o primeiro grito;
e estais aí conversando;
pois sabei que ele é nascido.

APARECEM E SE APROXIMAM DA CASA DO HOMEM VIZINHOS, AMIGOS, DUAS CIGANAS ETC.

— Todo o céu e a terra
lhe cantam louvor.
Foi por ele que a maré
esta noite não baixou.
— Foi por ele que a maré
fez parar o seu motor:
a lama ficou coberta
e o mau-cheiro não voou.
— E a alfazema do sargaço,
ácida, desinfetante,
veio varrer nossas ruas
enviada do mar distante.
— E a língua seca de esponja
que tem o vento terral
veio enxugar a umidade
do encharcado lamaçal.

— Todo o céu e a terra
lhe cantam louvor
e cada casa se torna
num mocambo sedutor.
— Cada casebre se torna
no mocambo modelar
que tanto celebram os
sociólogos do lugar.
— E a banda de maruins
que toda noite se ouvia
por causa dele, esta noite,
creio que não irradia.
— E este rio de água cega,
ou baça, de comer terra,
que jamais espelha o céu,
hoje enfeitou-se de estrelas.

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Trabalhando com Poesia

“… Te tenho com a certeza de que você pode ir, te amo com a certeza de que irá voltar, pra gente ser feliz… Você surgiu e juntos conseguimos ir mais longe… Você dividiu comigo a sua história, e me ajudou a construir a minha, hoje mais do que nunca somos dois, a nossa liberdade é o que nos prende… Viva todo o seu mundo, sinta toda liberdade, e quando a hora chegar, volta, que o nosso amor está acima das coisas desse mundo… Vai dizer que o tempo não parou naquele momento, eu espero por você, o tempo que for, pra ficarmos juntos mais uma vez!… Te tenho com a certeza de que você pode ir, te amo com a certeza de que irá voltar, pra gente ser feliz… Você surgiu e juntos conseguimos ir mais longe… Você dividiu comigo a sua história, e me ajudou a construir a minha, hoje mais do que nunca somos dois, a nossa liberdade é o que nos prende… Vai dizer que o tempo não parou naquele momento, eu espero por você, o tempo que for, pra ficarmos juntos mais uma vez!… Mais uma vez… Não parou naquele momento, eu espero por você, o tempo que for, pra ficarmos juntos mais uma vez!…” (Jota Quest – Mais uma vez – Comp.: Rogério Flausino / PJ / Fernanda Mello / Fernanda Melo)

“… Ei, dor, eu não te escuto mais, você não me leva a nada… Ei, medo, eu não te escuto mais, você não me leva a nada… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… Ei, dor, eu não te escuto mais, você não me leva a nada… Ei, medo, eu não te escuto mais, você não me leva a nada… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… Caminho do Sol, eh! Lá lararará! Caminho do Sol, eh!… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… Lá lararará, lararará É pra lá, é pra lá que eu vou… Lá lararará, lararará… Aonde eu vou? Aonde tenha Sol, é pra lá que eu vou… Lá lararará, lararará… É pra lá, é pra lá que eu vou… Lá lararará, lararará… É pra lá que eu vou… É pra lá que eu vou… Lá lararará, lararará…” (Jota Quest – O sol – Comp.: Antonio Julio Nastácia)

“… Ahhhh Ahhhh Ahhh Ahhhh Ahhhh Ahhh… Eu sempre quis fazer você feliz, às vezes me deixava pra outra hora, eu sempre quis falar o que eu sentia, mas dessa vez foi o silêncio que falou por mim… Eu sempre me esforcei pra te incentivar, tua falta de caminho me detinha a intenção, eu sempre te deixei bem à vontade, mas tua falta de vontade me desmotivou… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… Eu sempre acreditei muito em nós dois, primeiro em você, depois em mim… Éramos nós… Eu sempre quis fazer a minha parte, mas você não faz mais parte da metade de nós dois… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… E quanto vale o tempo todo que vivemos correndo atrás dos sonhos, pra viver só de amor, e quanto a gente paga pelos sonhos que deixou?… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim…” (Jota Quest – Já foi – Comp.: Jota Quest)

“Mantenha uma atitude vitoriosa! Quando você olha para uma pessoa curvada e triste, perde a confiança, porque verifica que está abatida e preparada para uma derrota. Não deixe que ninguém pense isso a seu respeito! Mantenha-se de cabeça erguida, confiante e risonho, e todos confiarão em você. Irradie força e entusiasmo até por meio da atitude de seu corpo.” (Minutos de Sabedoria Pg. 014)

Bom dia pessoal,

Desejo que o espírito fraterno do Natal premeie as nossas vidas em todos os 365 dias do ano. Feliz Natal

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje um texto de Frei Beto no site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

CARTÃO DE NATAL … PARA TODOS QUE PUDEREM ALCANÇA-LO! por Frei Betto – Feliz Natal a quem não planta corvos nas janelas da alma, nem embebe o coração de cicuta e ousa sair pelas ruas a transpirar bom-humor. Feliz Natal a quem cultiva ninhos de pássaros no beiral da utopia e coleciona no espírito as aquarelas do arco-íris. E a todos que trafegam pelas vias interiores e não temem as curvas abissais da oração.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12983

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/12/25/trabalhando-com-poesia-552

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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O RETIRANTE RESOLVE APRESSAR OS PASSOS PARA CHEGAR LOGO AO RECIFE

— Nunca esperei muita coisa,
digo a Vossas Senhorias.
O que me fez retirar
não foi a grande cobiça;
o que apenas busquei
foi defender minha vida
de tal velhice que chega
antes de se inteirar trinta;
se na serra vivi vinte,
se alcancei lá tal medida,
o que pensei, retirando,
foi estendê-la um pouco ainda.
Mas não senti diferença
entre o Agreste e a Caatinga,
e entre a Caatinga e aqui a Mata
a diferença é a mais mínima.
Está apenas em que a terra
é por aqui mais macia;
está apenas no pavio,
ou melhor, na lamparina:
pois é igual o querosene
que em toda parte ilumina,
e quer nesta terra gorda
quer na serra, de caliça,
a vida arde sempre, com
a mesma chama mortiça.
Agora é que compreendo
porque em paragens tão ricas
o rio não corta em poços
como ele faz na Caatinga:
vivi a fugir dos remansos
a que a paisagem o convida,
com medo de se deter
grande que seja a fadiga.
Sim, o melhor é apressar
o fim desta ladainha,
o fim do rosário de nomes
que a linha do rio enfia;
é chegar logo ao Recife,
derradeira ave-maria
do rosário, derradeira
invocação da ladainha,
Recife, onde o rio some
e esta minha viagem se fina.

CHEGANDO AO RECIFE, O RETIRANTE SENTA-SE PARA DESCANSAR AO PÉ DE UM MURO ALTO E CAIADO E OUVE, SEM SER NOTADO, A CONVERSA DE DOIS COVEIROS

— O dia de hoje está difícil;
não sei onde vamos parar.
Deviam dar um aumento,
ao menos aos deste setor de cá.
As avenidas do centro são melhores,
mas são para os protegidos:
há sempre menos trabalho
e gorjetas pelo serviço;
e é mais numeroso o pessoal
(toma mais tempo enterrar os ricos).
— Pois eu me daria por contente
se me mandassem para cá.
Se trabalhasses no de Casa Amarela
não estarias a reclamar.
De trabalhar no de Santo Amaro
deve alegrar-se o colega
porque parece que a gente
que se enterra no de Casa Amarela
está decidida a mudar-se
toda para debaixo da terra.
— É que o colega ainda não viu
o movimento: não é o que se vê.
Fique-se por aí um momento
e não tardarão a aparecer
os defuntos que ainda hoje
vão chegar (ou partir, não sei).
As avenidas do centro,
onde se enterram os ricos,
são como o porto do mar:
não é muito ali o serviço:
no máximo um transatlântico
chega ali cada dia,
com muita pompa, protocolo,
e ainda mais cenografia.
Mas este setor de cá
é como a estação dos trens:
diversas vezes por dia
chega o comboio de alguém.
— Mas se teu setor é comparado
à estação central dos trens,
o que dizer de Casa Amarela
onde não pára o vaivém?
Pode ser uma estação
mas não estação de trem:
será parada de ônibus,
com filas de mais de cem.
— Então por que não pedes,
já que és de carreira, e antigo,
que te mandem para Santo Amaro
se achas mais leve o serviço?
Não creio que te mandassem
para as belas avenidas
onde estão os endereços
e o bairro da gente fina:
isto é, para o bairro dos usineiros,
dos políticos, dos banqueiros,
e no tempo antigo, dos banguezeiros
(hoje estes se enterram em carneiros);
bairro também dos industriais,
dos membros das associações patronais
e dos que foram mais horizontais
nas profissões liberais.
Difícil é que consigas
aquele bairro, logo de saída.
— Só pedi que me mandassem
para as urbanizações discretas,
com seus quarteirões apertados,
com suas cômodas de pedra.
— Esse é o bairro dos funcionários,
inclusive extranumerários,
contratados e mensalistas
(menos os tarefeiros e diaristas).
Para lá vão os jornalistas,
os escritores, os artistas;
ali vão também os bancários,
as altas patentes dos comerciários,
os lojistas, os boticários,
os localizados aeroviários
e os de profissões liberais
que não se liberaram jamais.
— Também um bairro dessa gente
temos no de Casa Amarela:
cada um em seu escaninho,
cada um em sua gaveta,
com o nome aberto na lousa
quase sempre em letras pretas.
Raras as letras douradas,
raras também as gorjetas.
— Gorjetas aqui, também,
só dá mesmo a gente rica,
em cujo bairro não se pode
trabalhar em mangas de camisa;
onde se exige quépi
e farda engomada e limpa.
— Mas não foi pelas gorjetas,
não, que vim pedir remoção:
é porque tem menos trabalho
que quero vir para Santo Amaro;
aqui ao menos há mais gente
para atender a freguesia,
para botar a caixa cheia
dentro da caixa vazia.
— E que disse o Administrador,
se é que te deu ouvido?
— Que quando apareça a ocasião
atenderá meu pedido.
— E do senhor Administrador
isso foi tudo que arrancaste?
— No de Casa Amarela me deixou
mas me mudou de arrabalde.
— E onde vais trabalhar agora,
qual o subúrbio que te cabe?
— Passo para o dos industriários,
que é também o dos ferroviários,
de todos os rodoviários
e praças-de-pré dos comerciários.
— Passas para o dos operários,
deixas o dos pobres vários;
melhor: não são tão contagiosos
e são muito menos numerosos.
— É, deixo o subúrbio dos indigentes
onde se enterra toda essa gente
que o rio afoga na preamar
e sufoca na baixa-mar.
— É a gente sem instituto,
gente de braços devolutos;
são os que jamais usam luto
e se enterram sem salvo-conduto.
— É a gente dos enterros gratuitos
e dos defuntos ininterruptos.
— É a gente retirante
que vem do Sertão de longe.
— Desenrolam todo o barbante
e chegam aqui na jante.
— E que então, ao chegar,
não têm mais o que esperar.
— Não podem continuar
pois têm pela frente o mar.
— Não têm onde trabalhar
e muito menos onde morar.
— E da maneira em que está
não vão ter onde se enterrar.
— Eu também, antigamente,
fui do subúrbio dos indigentes,
e uma coisa notei
que jamais entenderei:
essa gente do Sertão
que desce para o litoral, sem razão,
fica vivendo no meio da lama,
comendo os siris que apanha;
pois bem: quando sua morte chega,
temos que enterrá-los em terra seca.
— Na verdade, seria mais rápido
e também muito mais barato
que os sacudissem de qualquer ponte
dentro do rio e da morte.
— O rio daria a mortalha
e até um macio caixão de água;
e também o acompanhamento
que levaria com passo lento
o defunto ao enterro final
a ser feito no mar de sal.
— E não precisava dinheiro,
e não precisava coveiro,
e não precisava oração
e não precisava inscrição.
— Mas o que se vê não é isso:
é sempre nosso serviço
crescendo mais cada dia;
morre gente que nem vivia.
— E esse povo lá de riba
de Pernambuco, da Paraíba,
que vem buscar no Recife
poder morrer de velhice,
encontra só, aqui chegando
cemitérios esperando.
— Não é viagem o que fazem,
vindo por essas caatingas, vargens;
aí está o seu erro:
vêm é seguindo seu próprio enterro.

O RETIRANTE APROXIMA-SE DE UM DOS CAIS DO CAPIBARIBE

— Nunca esperei muita coisa,
é preciso que eu repita.
Sabia que no rosário
de cidade e de vilas,
e mesmo aqui no Recife
ao acabar minha descida,
não seria diferente
a vida de cada dia:
que sempre pás e enxadas
foices de corte e capina,
ferros de cova, estrovengas
o meu braço esperariam.
Mas que se este não mudasse
seu uso de toda vida,
esperei, devo dizer,
que ao menos aumentaria
na quartinha, a água pouca,
dentro da cuia, a farinha,
o algodãozinho da camisa,
ao meu aluguel com a vida.
E chegando, aprendo que,
nessa viagem que eu fazia,
sem saber desde o Sertão,
meu próprio enterro eu seguia.
Só que devo ter chegado
adiantado de uns dias;
o enterro espera na porta:
o morto ainda está com vida.
A solução é apressar
a morte a que se decida
e pedir a este rio,
que vem também lá de cima,
que me faça aquele enterro
que o coveiro descrevia:
caixão macio de lama,
mortalha macia e líquida,
coroas de baronesa
junto com flores de aninga,
e aquele acompanhamento
de água que sempre desfila
(que o rio, aqui no Recife,
não seca, vai toda a vida).

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Trabalhando com Poesia

“… Eu quero ficar só, mas comigo só eu não consigo, eu quero ficar junto, mas sozinho só não é possível… É preciso amar direito, um amor de qualquer jeito, ser amor a qualquer hora, ser amor de corpo inteiro, amor de dentro pra fora, amor que eu desconheço… Quero um amor maior, um amor maior que eu… Quero um amor maior, yeah! um amor maior que eu… Eu quero ficar só, mas comigo só eu não consigo, eu quero ficar junto, mas sozinho só não é possível… É preciso amar direito, um amor de qualquer jeito, ser amor a qualquer hora, ser amor de corpo inteiro, amor de dentro pra fora, amor que eu desconheço… Quero um amor maior, um amor maior que eu… Quero um amor maior, yeah! um amor maior que eu… Então seguirei meu coração, até o fim, pra saber se é amor… Magoarei mesmo assim, mesmo sem querer, pra saber se é amor, eu estarei mais feliz, mesmo morrendo de dor, yeah!… Pra saber se é amor. Se é amor… Quero um amor maior, um amor maior que eu… Quero um amor maior, yeah! um amor maior que eu…Um amor maior que eu, yeah!… Maior que eu… Um amor maior que eu… Maior que eu… Um amor maior que eu!…” (Jota Quest – Amor maior – Comp.: Rogério Flausino)

“… Essa não é mais uma carta de amor, são pensamentos soltos traduzidos em palavras, pra que você possa entender o que eu também não entendo… Amar não é ter que ter sempre certeza, é aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém… É poder ser você mesmo e não precisar fingir, é tentar esquecer e não conseguir fugir, fugir… Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado, mas quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos… Sei que nunca fui perfeito, mas com você eu posso ser até eu mesmo, que você vai entender… Posso brincar de descobrir desenho em nuvens, posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis, posso tirar a tua roupa, posso fazer o que eu quiser, posso perder o juízo, mas com você eu tô tranquilo, tranquilo… Agora o que vamos fazer? Eu também não sei… Afinal, será que amar é mesmo tudo?… Se isso não é amor, o que mais pode ser? Tô aprendendo também… Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado, mas quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos… Sei que nunca fui perfeito, mas com você eu posso ser até eu mesmo, que você vai entender… Posso brincar de descobrir desenho em nuvens, posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis, posso tirar a tua roupa, posso fazer o que eu quiser, posso perder o juízo, mas com você eu tô tranquilo, tranquilo… Agora o que vamos fazer? Eu também não sei… Afinal, será que amar é mesmo tudo?… Se isso não é amor, o que mais pode ser? Tô aprendendo também… ” (Jota Quest – O que eu também não entendo – Comp.: Fernanda Mello / Rog)

“… Lá, Lalá Lalá! Lalá Lalá! Lalalá!… Lá, Lalá Lalá! Lalá Lalá! Lalalá!… Faz muito tempo, mas eu me lembro, você implicava comigo, mas hoje eu vejo que tanto tempo, me deixou muito mais calmo… O meu comportamento egoísta, o seu temperamento difícil, você me achava meio esquisito, e eu te achava tão chata… Mas tudo que acontece na vida tem um momento e um destino, viver é uma arte, é um ofício, só que precisa cuidado… Pra perceber que olhar só pra dentro é o maior desperdício, o teu amor pode estar do seu lado… O amor é o calor que aquece a alma… O amor tem sabor, pra quem bebe a sua água… E hoje mesmo quase não lembro que já estive sozinho, que um dia seria seu marido, seu príncipe encantado… Ter filhos, nosso apartamento, fim de semana no sítio, ir ao cinema todo domingo, só com você do meu lado… Mas tudo que acontece na vida tem um momento e um destino, viver é uma arte, é um ofício, só que precisa cuidado… Pra perceber que olhar só pra dentro é o maior desperdício, o teu amor pode estar do seu lado… O amor é o calor que aquece a alma… O amor tem sabor, pra quem bebe a sua água… Lá, Lalá Lalá! Lalá Lalá! Lalalá!… Lá, Lalá Lalá! Lalá Lalá! Lalalá!… O amor é o calor que aquece a alma… O amor tem sabor, pra quem bebe a sua água…” (Jota Quest – Do seu lado – Comp.: Rogério Flausino)

“Pense positivamente! Nossos pensamentos emitem ondas reais que se irradiam de nosso cérebro, formando uma atmosfera mental que é peculiar a cada pessoa. De acordo com o tipo de vibração do pensamento, atrairemos a nós todas as ondas semelhantes. Se você pensar negativamente, atrairá todos os pensamentos negativos, piorando seu estado. Pense positivamente, para atrair apenas pensamentos positivos de paz e prosperidade.” (Minutos de Sabedoria Pg. 013)

Bom dia pessoal,

Como sei que este é um período em que não se quer ler muitas coisas, compartilharei uma mensagem enviada por uma grande amiga, que está de volta à Boa Terra. Bem vinda de volta Márcia Pires.

Organiza o Natal – Carlos Drummond de Andrade

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/12/24/trabalhando-com-poesia-551

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus. Feliz Natal

Apio Vinagre Nascimento
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CANSADO DA VIAGEM O RETIRANTE PENSA INTERROMPÊ-LA POR UNS INSTANTES E PROCURAR TRABALHO ALI ONDE SE ENCONTRA.

— Desde que estou retirando
só a morte vejo ativa,
só a morte deparei
e às vezes até festiva;
só a morte tem encontrado
quem pensava encontrar vida,
e o pouco que não foi morte
foi de vida severina
(aquela vida que é menos
vivida que defendida,
e é ainda mais severina
para o homem que retira).
Penso agora: mas porque
parar aqui eu não podia
e como o Capibaribe
interromper minha linha?
ao menos até que as águas
de uma próxima invernia
me levem direto ao mar
ao refazer sua rotina?
Na verdade, por uns tempos,
parar aqui eu bem podia
e retomar a viagem
quando vencesse a fadiga.
Ou será que aqui cortando
agora minha descida
já não poderei seguir
nunca mais em minha vida?
(será que a água destes poços
é toda aqui consumida
pelas roças, pelos bichos,
pelo sol com suas línguas?
será que quando chegar
o rio da nova invernia
um resto de água no antigo
sobrará nos poços ainda?)
Mas isso depois verei:
tempo há para que decida;
primeiro é preciso achar
um trabalho de que viva.
Vejo uma mulher na janela,
ali, que se não é rica,
parece remediada
ou dona de sua vida:
vou saber se de trabalho
poderá me dar notícia.

DIRIGE-SE À MULHER NA JANELA QUE DEPOIS DESCOBRE TRATAR-SE DE QUEM SE SABERÁ

— Muito bom dia, senhora,
que nessa janela está;
sabe dizer se é possível
algum trabalho encontrar?
— Trabalho aqui nunca falta
a quem sabe trabalhar;
o que fazia o compadre
na sua terra de lá?
— Pois fui sempre lavrador,
lavrador de terra má;
não há espécie de terra
que eu não possa cultivar.
— Isso aqui de nada adianta,
pouco existe o que lavrar;
mas diga-me, retirante,
que mais fazia por lá?
— Também lá na minha terra
de terra mesmo pouco há;
mas até a calva da pedra
sinto-me capaz de arar.
— Também de pouco adianta,
nem pedra há aqui que amassar;
diga-me ainda, compadre,
que mais fazia por lá?
— Conheço todas as roças
que nesta chã podem dar:
o algodão, a mamona,
a pita, o milho, o caroá.
— Esses roçados o banco
já não quer financiar;
mas diga-me, retirante,
o que mais fazia lá?
— Melhor do que eu ninguém
sei combater, quiçá,
tanta planta de rapina
que tenho visto por cá.
— Essas plantas de rapina
são tudo o que a terra dá;
diga-me ainda, compadre;
que mais fazia por lá?
— Tirei mandioca de chãs
que o vento vive a esfolar
e de outras escalavradas
pela seca faca solar.
— Isto aqui não é Vitória
nem é Glória do Goitá;
e além da terra, me diga,
que mais sabe trabalhar?
— Sei também tratar de gado,
entre urtigas pastorear:
gado de comer do chão
ou de comer ramas no ar.
— Aqui não é Surubim
nem Limoeiro, oxalá!
mas diga-me, retirante,
que mais fazia por lá?
— Em qualquer das cinco tachas
de um bangüê sei cozinhar;
sei cuidar de uma moenda,
de uma casa de purgar.
— Com a vinda das usinas
há poucos engenhos já;
nada mais o retirante
aprendeu a fazer lá?
— Ali ninguém aprendeu
outro ofício, ou aprenderá:
mas o sol, de sol a sol,
bem se aprende a suportar.
— Mas isso então será tudo
em que sabe trabalhar?
vamos, diga, retirante,
outras coisas saberá.
— Deseja mesmo saber
o que eu fazia por lá?
comer quando havia o quê
e, havendo ou não, trabalhar.
— Essa vida por aqui
é coisa familiar;
mas diga-me retirante,
sabe benditos rezar?
sabe cantar excelências,
defuntos encomendar?
sabe tirar ladainhas,
sabe mortos enterrar?
— Já velei muitos defuntos,
na serra é coisa vulgar;
mas nunca aprendi as rezas,
sei somente acompanhar.
— Pois se o compadre soubesse
rezar ou mesmo cantar,
trabalhávamos a meias,
que a freguesia bem dá.
— Agora se me permite
minha vez de perguntar:
como senhora, comadre,
pode manter o seu lar?
— Vou explicar rapidamente,
logo compreenderá:
como aqui a morte é tanta,
vivo de a morte ajudar.
— E ainda se me permite
que volte a perguntar:
é aqui uma profissão
trabalho tão singular?
— É, sim, uma profissão,
e a melhor de quantas há:
sou de toda a região
rezadora titular.
— E ainda se me permite
mais outra vez indagar:
é boa essa profissão
em que a comadre ora está?
— De um raio de muitas léguas
vem gente aqui me chamar;
a verdade é que não pude
queixar-me ainda de azar.
— E se pela última vez
me permite perguntar:
não existe outro trabalho
para mim nesse lugar?
— Como aqui a morte é tanta,
só é possível trabalhar
nessas profissões que fazem
da morte ofício ou bazar.
Imagine que outra gente
de profissão similar,
farmacêuticos, coveiros,
doutor de anel no anular,
remando contra a corrente
da gente que baixa ao mar,
retirantes às avessas,
sobem do mar para cá.
Só os roçados da morte
compensam aqui cultivar,
e cultivá-los é fácil:
simples questão de plantar;
não se precisa de limpa,
de adubar nem de regar;
as estiagens e as pragas
fazem-nos mais prosperar;
e dão lucro imediato;
nem é preciso esperar
pela colheita: recebe-se
na hora mesma de semear.

O RETIRANTE CHEGA À ZONA DA MATA, QUE O FAZ PENSAR, OUTRA VEZ, EM INTERROMPER A VIAGEM

— Bem me diziam que a terra
se faz mais branda e macia
quando mais do litoral
a viagem se aproxima.
Agora afinal cheguei
nesta terra que diziam.
Como ela é uma terra doce
para os pés e para a vista.
Os rios que correm aqui
têm a água vitalícia.
Cacimbas por todo lado;
cavando o chão, água mina.
Vejo agora que é verdade
o que pensei ser mentira.
Quem sabe se nesta terra
não plantarei minha sina?
Não tenho medo de terra
(cavei pedra toda a vida),
e para quem lutou a braço
contra a piçarra da Caatinga
será fácil amansar
esta aqui, tão feminina.
Mas não avisto ninguém,
só folhas de cana fina;
somente ali à distância
aquele bueiro de usina;
somente naquela várzea
um bangüê velho em ruína.
Por onde andará a gente
que tantas canas cultiva?
Feriando: que nesta terra
tão fácil, tão doce e rica,
não é preciso trabalhar
todas as horas do dia,
os dias todos do mês,
os meses todos da vida.
Decerto a gente daqui
jamais envelhece aos trinta
nem sabe da morte em vida,
vida em morte, severina;
e aquele cemitério ali,
branco na verde colina,
decerto pouco funciona
e poucas covas aninha.

ASSISTE AO ENTERRO DE UM TRABALHADOR DE EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS AMIGOS QUE O LEVARAM AO CEMITÉRIO

— Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a cota menor
que tiraste em vida.
— É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é a parte que te cabe
deste latifúndio.
— Não é cova grande,
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
— É uma cova grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.
— É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
— É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca.

— Viverás, e para sempre,
na terra que aqui aforas:
e terás enfim tua roça.
— Aí ficarás para sempre,
livre do sol e da chuva,
criando tuas saúvas.
— Agora trabalharás
só para ti, não a meias,
como antes em terra alheia.
— Trabalharás uma terra
da qual, além de senhor,
serás homem de eito e trator.
— Trabalhando nessa terra,
tu sozinho tudo empreitas:
serás semente, adubo, colheita.
— Trabalharás numa terra
que também te abriga e te veste:
embora com o brim do Nordeste.
— Será de terra tua derradeira camisa:
te veste, como nunca em vida.
— Será de terra e tua melhor camisa:
te veste e ninguém cobiça.
— Terás de terra
completo agora o teu fato:
e pela primeira vez, sapato.
— Como és homem,
a terra te dará chapéu:
fosses mulher, xale ou véu.
— Tua roupa melhor
será de terra e não de fazenda:
não se rasga nem se remenda.
— Tua roupa melhor
e te ficará bem cingida:
como roupa feita à medida.

— Esse chão te é bem conhecido
(bebeu teu suor vendido).
— Esse chão te é bem conhecido
(bebeu o moço antigo).
— Esse chão te é bem conhecido
(bebeu tua força de marido).
— Desse chão és bem conhecido
(através de parentes e amigos).
— Desse chão és bem conhecido
(vive com tua mulher, teus filhos).
— Desse chão és bem conhecido
(te espera de recém-nascido).

— Não tens mais força contigo:
deixa-te semear ao comprido.
— Já não levas semente viva:
teu corpo é a própria maniva.
— Não levas rebolo de cana:
és o rebolo, e não de caiana.
— Não levas semente na mão:
és agora o próprio grão.
— Já não tens força na perna:
deixa-te semear na coveta.
— Já não tens força na mão:
deixa-te semear no leirão.

— Dentro da rede não vinha nada,
só tua espiga debulhada.
— Dentro da rede vinha tudo,
só tua espiga no sabugo.
— Dentro da rede coisa vasqueira,
só a maçaroca banguela.
— Dentro da rede coisa pouca,
tua vida que deu sem soca.

— Na mão direita um rosário,
milho negro e ressecado.
— Na mão direita somente
o rosário, seca semente.
— Na mão direita, de cinza,
o rosário, semente maninha.
— Na mão direita o rosário,
semente inerte e sem salto.

— Despido vieste no caixão,
despido também se enterra o grão.
— De tanto te despiu a privação
que escapou de teu peito a viração.
— Tanta coisa despiste em vida
que fugiu de teu peito a brisa.
— E agora, se abre o chão e te abriga,
lençol que não tiveste em vida.
— Se abre o chão e te fecha,
dando-te agora cama e coberta.
— Se abre o chão e te envolve,
como mulher com quem se dorme.

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Trabalhando com Poesia

“… Anda. Enquanto o dia acorda a gente ama, tô pronto pra te ouvir aqui na cama, te espero vamos rir de todo mundo, nesse quarto tão profundo… Para. Repara, tente ver a tua cara, contemple esse momento é coisa rara, uma emoção assim só se compara, a tudo que nós já passamos juntos… Preciso tanto aproveitar você, olhar teus olhos, beijar tua boca, ouvir palavras de um futuro bom… Preciso tanto aproveitar você, olhar teus olhos, beijar tua boca, dizer palavras de um futuro bom… Anda. Enquanto o dia acorda a gente ama, tô pronto pra te ouvir aqui na cama, te espero vamos rir de todo mundo, nesse quarto tão profundo… Para. Repara, tente ver a tua cara, contemple esse momento é coisa rara, uma emoção assim só se compara, a tudo que nós já passamos juntos, neste quarto em um segundo… Preciso tanto aproveitar você, beijar teus olhos, olhar tua boca, dizer palavras de um futuro bom… Preciso tanto aproveitar você, beijar teus olhos, olhar tua boca, ouvir palavras de um futuro bom… Palavras… Palavras… De um futuro bom… Palavras… Palavras… Preciso tanto aproveitar você, beijar teus olhos, olhar tua boca, ouvir palavras… palavras…palavras de um futuro bom…” (Jota Quest – Palavras de um futuro bom – Comp.: Rogério Flausino)

“… Vivemos esperando dias melhores, dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás… Oh! Oh! Oh! Oh!… Vivemos esperando, o dia em que seremos melhores, melhores! melhores!… Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo, Oh! Oh! Oh!… Vivemos esperando o dia em que seremos para sempre… Vivemos esperando, Oh! Oh! Oh! dias melhores pra sempre, dias melhores pra sempre… Pra sempre!… Vivemos esperando, dias melhores, melhores! melhores!… Dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás, Oh! Oh! Oh!… Vivemos esperando, o dia em que seremos melhores, melhores! melhores!… Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo, Oh! Oh! Oh! … Vivemos esperando o dia em que seremos para sempre… Vivemos esperando, Oh! Oh! Oh!… Dias melhores pra sempre… Dias melhores pra sempre… Dias melhores pra sempre… Dias melhores pra sempre… Uh! Uh! Uh! Oh! Oh!… Pra sempre… Sempre! Sempre! Sempre!…” (Jota Quest – Dias melhores – Comp.: Rogério Flausino)

“… Voe por todo mar e volte aqui, voe por todo mar e volte aqui pro meu peito… Se você for, vou te esperar, com o pensamento que só fica em você… Aquele dia, um algo mais, algo que eu não poderia prever… Você passou perto de mim, sem que eu pudesse entender, levou os meus sentidos todos pra você, mudou a minha vida e mais… Pedi ao vento pra trazer você aqui, morando nos meus sonhos e na minha memória, pedi ao vento pra trazer você pra mim… O vento traz você de novo, o vento faz do meu mundo um novo… E voe por todo o mar e volte aqui… E voe por todo o mar e volte aqui, pro meu peito… Pro meu peito… Mudou a minha vida e mais… Pedi ao vento pra trazer você aqui, morando nos meus sonhos e na minha memória, pedi ao vento pra trazer você pra mim… O vento traz você de novo, o vento faz do meu mundo um novo… E voe por todo o mar e volte aqui… E voe por todo o mar e volte aqui, pro meu peito… Pro meu peito… Pro meu peito…” (Jota Quest – O vento – Comp.: Marcio Buzelin)

“Não aceite maus conselhos! Não se deixe sugestionar por palavras de desânimo! Sempre existe uma saída para qualquer problema, por mais complexo e difícil que nos pareça. A força divina que rege os universos está dentro de nós. Ligue-se ao Pensamento Universal de Bondade e Amor, e vencerá todos os obstáculos.” (Minutos de Sabedoria Pg. 012)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Chegamos no Natal, época em que muito se fala sobre amor, solidariedade, fraternidade, Cristo, Deus, entre outras tantas coisas do bem, mas, cabe-nos uma pergunta: Estamos efetivamente deixando o espírito natalino permear a nossa vida ao longo do restante do ano? Será que a fraternidade, o amor, a solidariedade são presenças constantes em nossa vida no nosso dia a dia?

Ao se deparar com as mesas fartas que normalmente são a foto deste período, nos lembramos que milhões de seres humanos ainda morrem de fome no mundo, sem qualquer ato de solidariedade do restante da humanidade? Será que lembramos que outros milhões são vítimas fatais da insanidade bélica do ser humano, notadamente os dos países mais desenvolvidos, que fomentam a indústria armamentista? Pois bem meus queridos (as), estes são os meus desejos neste natal. Que consigamos refletir sobre essas e outras chagas do nosso mundo moderno. É a minha mensagem neste natal a cada um de vocês.

Durante esta semana, o “Trabalhando com Poesia” trará Morte e vida Severina, o Auto de Natal Pernambucano, escrito por João Cabral de Melo Neto entre 1954 e 1955. Como a obra é extensa, a cada dia teremos quatro quadras dessa obra magnífica. Para os que curtem trazemos no TCP de hoje o vídeo completo do especial feito pela TV Globo na década de 80, com Tania Alves, José Dumondt, Sebastião Vasconcelos, Elba Ramalho, entre outros.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, três textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Dilma junta boas notícias para ir à TV antes do Natal – Presidente ocupa rede nacional de rádio e tevê, na noite desta segunda-feira 23; otimismo será a tônica do pronunciamento na véspera do Natal; acentos do discurso estarão na implantação do programa Mais Médicos, na menor taxa de desemprego desde 2002, no avanço da renda dos trabalhadores sobre a inflação e no sucesso dos programas de concessões do pré-sal, estradas e aeroportos; grito da oposição já é esperado (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/124858/Dilma-junta-boas-not%C3%ADcias-para-ir-%C3%A0-TV-antes-do-Natal.htm

Com puros-sangues em 2014, por que não Dilma e Lula? – No PSDB, começa o movimento pela formação de uma chapa com dois tucanos: Aécio Neves, de Minas Gerais, e o ex-presidente Fernando Henrique, que puxaria votos do eleitorado paulista; no PSB, pré-candidato Eduardo Campos já sabe que ter como vice a recém-filiada Marina Silva duplica suas atuais intenções de voto; se a moda das chapas puros-sangues emplacar, PT pode tirar de suas cocheiras, ao mesmo tempo, dois campeões de votos: Dilma Rousseff como cabeça de chapa e o ex-presidente Lula como vice; essa corrida impensável pode mesmo ser disputada em 2014; façam suas apostas (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/124841/Com-puros-sangues-em-2014-por-que-n%C3%A3o-Dilma-e-Lula.htm

Orçamento participativo – Ele deve ser encarado como um instrumento político que não está atrelado ao poder do governo da cidade e que pode, e deve, ser ocupado em sua plenitude pela população – O Orçamento Participativo é um mecanismo de democracia representativa que permite ao cidadão influenciar ou decidir sobre os orçamentos públicos. É, geralmente, o orçamento de investimentos das prefeituras municipais, feito através de processos de uma participação cidadã. Caracterizá-lo, é dar uma conotação de poder às associações comunitárias e os diferentes setores sociais que estão de uma forma ou de outra nas estruturas decisórias da cidade: homens, mulheres, idosos, negros, comerciantes, deficientes, crianças, adolescentes, trabalhadores, esportistas, estudantes, etc… Esses processos costumam contar com assembleias abertas, periódicas e com etapas de negociações diretas com o governo. Com um Orçamento Participativo, retira-se o poder de uma elite burocrática repassando-o diretamente para a sociedade (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/124845/Or%C3%A7amento-participativo.htm

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Morte e vida Severina (Auto de Natal Pernambucano) 1954-1955 – João Cabral de Melo Neto

O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI

— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.

ENCONTRA DOIS HOMENS CARREGANDO UM DEFUNTO NUMA REDE, AOS GRITOS DE “Ó IRMÃOS DAS ALMAS! IRMÃOS DAS ALMAS! NÃO FUI EU QUE MATEI NÃO!”

— A quem estais carregando,
irmãos das almas,
embrulhado nessa rede?
dizei que eu saiba.
— A um defunto de nada,
irmão das almas,
que há muitas horas viaja
à sua morada.
— E sabeis quem era ele,
irmãos das almas,
sabeis como ele se chama
ou se chamava?
— Severino Lavrador,
irmão das almas,
Severino Lavrador,
mas já não lavra.
— E de onde que o estais trazendo,
irmãos das almas,
onde foi que começou
vossa jornada?
— Onde a Caatinga é mais seca,
irmão das almas,
onde uma terra que não dá
nem planta brava.
— E foi morrida essa morte,
irmãos das almas,
essa foi morte morrida
ou foi matada?
— Até que não foi morrida,
irmão das almas,
esta foi morte matada,
numa emboscada.
— E o que guardava a emboscada,
irmão das almas,
e com que foi que o mataram,
com faca ou bala?
— Este foi morto de bala,
irmão das almas,
mais garantido é de bala,
mais longe vara.
— E quem foi que o emboscou,
irmãos das almas,
quem contra ele soltou
essa ave-bala?
— Ali é difícil dizer,
irmão das almas,
sempre há uma bala voando
desocupada.
— E o que havia ele feito,
irmãos das almas,
e o que havia ele feito
contra a tal pássara?
— Ter um hectares de terra,
irmão das almas,
de pedra e areia lavada
que cultivava.
— Mas que roças que ele tinha,
irmãos das almas,
que podia ele plantar
na pedra avara?
— Nos magros lábios de areia,
irmão das almas,
os intervalos das pedras,
plantava palha.
— E era grande sua lavoura,
irmãos das almas,
lavoura de muitas covas,
tão cobiçada?
— Tinha somente dez quadros,
irmão das almas,
todas nos ombros da serra,
nenhuma várzea.
— Mas então por que o mataram,
irmãos das almas,
mas então por que o mataram
com espingarda?
— Queria mais espalhar-se,
irmão das almas,
queria voar mais livre
essa ave-bala.
— E agora o que passará,
irmãos das almas,
o que é que acontecerá
contra a espingarda?
— Mais campo tem para soltar,
irmão das almas,
tem mais onde fazer voar
as filhas-bala.
— E onde o levais a enterrar,
irmãos das almas,
com a semente de chumbo
que tem guardada?
— Ao cemitério de Torres,
irmão das almas,
que hoje se diz Toritama,
de madrugada.
— E poderei ajudar,
irmãos das almas?
vou passar por Toritama,
é minha estrada.
— Bem que poderá ajudar,
irmão das almas,
é irmão das almas quem ouve
nossa chamada.
— E um de nós pode voltar,
irmão das almas,
pode voltar daqui mesmo
para sua casa.
— Vou eu, que a viagem é longa,
irmãos das almas,
é muito longa a viagem
e a serra é alta.
— Mais sorte tem o defunto,
irmãos das almas,
pois já não fará na volta
a caminhada.
— Toritama não cai longe,
irmão das almas,
seremos no campo santo
de madrugada.
— Partamos enquanto é noite,
irmão das almas,
que é o melhor lençol dos mortos
noite fechada.

O RETIRANTE TEM MEDO DE SE EXTRAVIAR PORQUE SEU GUIA, O RIO CAPIBARIBE, CORTOU COM O VERÃO

— Antes de sair de casa
aprendi a ladainha
das vilas que vou passar
na minha longa descida.
Sei que há muitas vilas grandes,
cidades que elas são ditas;
sei que há simples arruados,
sei que há vilas pequeninas,
todas formando um rosário
cujas contas fossem vilas,
todas formando um rosário
de que a estrada fosse a linha.
Devo rezar tal rosário
até o mar onde termina,
saltando de conta em conta,
passando de vila em vila.
Vejo agora: não é fácil
seguir essa ladainha;
entre uma conta e outra conta,
entre uma a outra ave-maria,
há certas paragens brancas,
de planta e bicho vazias,
vazias até de donos,
e onde o pé se descaminha.
Não desejo emaranhar
o fio de minha linha
nem que se enrede no pêlo
hirsuto desta caatinga.
Pensei que seguindo o rio
eu jamais me perderia:
ele é o caminho mais certo,
de todos o melhor guia.
Mas como segui-lo agora
que interrompeu a descida?
Vejo que o Capibaribe,
como os rios lá de cima,
é tão pobre que nem sempre
pode cumprir sua sina
e no verão também corta,
com pernas que não caminham.
Tenho de saber agora
qual a verdadeira via
entre essas que escancaradas
frente a mim se multiplicam.
Mas não vejo almas aqui,
nem almas mortas nem vivas;
ouço somente à distância
o que parece cantoria.
Será novena de santo,
será algum mês-de-Maria;
quem sabe até se uma festa
ou uma dança não seria?

NA CASA A QUE O RETIRANTE CHEGA ESTÃO CANTANDO EXCELÊNCIAS PARA UM DEFUNTO, ENQUANTO UM HOMEM, DO LADO DE FORA,VAI PARODIANDO AS PALAVRAS DOS CANTADORES

— Finado Severino,
quando passares em Jordão
e o demônios te atalharem
perguntando o que é que levas…
— Dize que levas cera,
capuz e cordão
mais a Virgem da Conceição.
— Finado Severino,
etc. …
— Dize que levas somente
coisas de não:
fome, sede, privação.
— Finado Severino,
etc. …
— Dize que coisas de não,
ocas, leves:
como o caixão, que ainda deves.
— Uma excelência
dizendo que a hora é hora.
— Ajunta os carregadores
que o corpo quer ir embora.
— Duas excelências…
— … dizendo é a hora da plantação.
— Ajunta os carregadores…
— … que a terra vai colher a mão.

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Trabalhando com Poesia

“…Plantei um sítio no sertão de Piritiba, dois pés de guataiba, caju, manga e cajá… Peguei na enxada como pega um catingueiro, fiz acero, botei fogo, “Vá ver como é que tá”… Tem abacate, jenipapo e bananeira, milho verde, macaxeira, como diz no Ceará… Cebola, coentro, andu, feijão-de-corda, vinte porco na engorda, até o gado no currá… Com muita raça fiz tudo aqui sozinho, nem um pé de passarinho veio a terra semeá… Agora veja cumpadi, a safadeza, cumeçô a marvadeza, todo bicho vem prá cá… Num planto capim-guiné pra boi abaná rabo, eu tô virado no diabo, eu tô retado cum você… Tá vendo tudo e fica aí parado, cum cara de viado que viu caxinguelê… Num planto capim-guiné pra boi abaná rabo, eu tô virado no diabo, eu tô retado cum você… Tá vendo tudo e fica aí parado, cum cara de viado que viu caxinguelê… Suçuarana só fez perversidade, pardal foi pra cidade, piruá minha saqüé, Qüé! Qüé!… Dona raposa só vive na mardade, me faça a caridade, se vire e dê no pé… Sagüi trepado no pé da goiabeira, sariguê na macaxeira, tem inté tamanduá… Minhas galinha já num fica mais parada, e o galo de madrugada tem medo de cantá… Num planto capim-guiné pra boi abaná rabo, eu tô virado no diabo, eu tô retado cum você… Tá vendo tudo e fica aí parado, cum cara de viado que viu caxinguelê… Num planto capim-guiné pra boi abaná rabo, eu tô virado no diabo, eu tô retado cum você… Tá vendo tudo e fica aí parado, cum cara de viado que viu caxinguelê… Num planto capim-guiné pra boi abaná rabo, eu tô virado no diabo, eu tô retado cum você… Tá vendo tudo e fica aí parado, cum cara de viado que viu caxinguelê…” (Raul Seixas – Capim Guiné – Comp.: Raul Seixas)

“…Eu calço é 37, meu pai me dá 36, dói, mas no dia seguinte aperto meu pé outra vez, eu aperto meu pé outra vez… Pai eu já tô crescidinho, pague prá ver, que eu aposto. Vou escolher meu sapato e andar do jeito que eu gosto, e andar do jeito que eu gosto… Por que cargas d’águas, você acha que tem o direito de afogar tudo aquilo que eu sinto em meu peito… Você só vai ter o respeito que quer, na realidade, no dia em que você souber respeitar a minha vontade… Meu pai… Meu pai… Pai já tô indo me embora, quero partir sem brigar, pois eu já escolhi meu sapato, que não vai mais me apertar, que não vai mais me apertar, que não vai mais me apertar… Por que cargas d’águas, você acha que tem o direito de afogar tudo aquilo que eu sinto em meu peito… Você só vai ter o respeito que quer, na realidade, no dia em que você souber respeitar a minha vontade… Meu pai… Meu pai… Pai já tô indo me embora, quero partir sem brigar, pois eu já escolhi meu sapato, que não vai mais me apertar, que não vai mais me apertar, que não vai mais me apertar…” (Raul Seixas – Sapato 36 – Comp.: Raul Seixas)

“…No lixo dos quintais, na mesa do café, no amor dos carnavais, na mão, no pé, oh tu estás, tu estás, no tapa e no perdão, no ódio e na oração… Teu nome é Yemanjah (Yemanjah), e é Virgem Maria. É Glória e é Cecília, na noite fria… Oh, minha mãe, minha filha tu és qualquer mulher, mulher em qualquer dia… Bastou o teu olhar (Teu olhar), pra me calar a voz, de onde está você, rogai por nós… Ooooh, Ooooh! Minha mãe, minha mãe, me ensina a segurar a barra de te amar… Não estou cantando só, cantamos todos nós, mas cada um nasceu, com a sua voz,… Ooooh, Ooooh! Pra dizer, pra falar, de forma diferente, o que todo mundo sente… Segure a minha mão, quando ela fraquejar, e não deixe a solidão, me assustar… Ooooh, Ooooh! Minha mãe, nossa mãe, e mata minha fome, nas letras do teu nome… Ooooh, Ooooh! Minha mãe, nossa mãe, e mata minha fome, nas letras do teu nome… Ooooh, Ooooh! Minha mãe, nossa mãe, e mata minha fome, na glória do teu nome…” (Raul Seixas – Ave Maria da Rua – Comp.: Paulo Coelho e Raul Seixas)

Confira outros sucessos de Raul Seixas:

“Aprenda a repousar sua mente. A mente cansada não pode pensar direito. Repouse a mente, fazendo o exercício da Higiene Mental, para conquistar cada vez maior energia e vigor. O cérebro cansado turva o pensamento, E o pensamento é a maior força criadora que existe sobre a terra. Repouse o cérebro, para pensar com acerto e alegria.” (Minutos de Sabedoria Pg. 011)

Bom dia pessoal,

Mais um final de semana chegando e com ele a nossa expectativa de momentos de tranquilidade e de paz.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, dois textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Janot: Jefferson deve ser mandado a presídio – O parecer do procurador-geral da República Rodrigo Janot foi enviado ao STF após a Vara de Execuções Penais do Rio informar ao Supremo que o sistema carcerário do Estado pode cumprir as recomendações médicas sugeridas pela junta médica do Instituto Nacional do Câncer a Jefferson; médicos concluíram que o estado de saúde de Jefferson não indica necessidade de cumprimento da pena em casa ou no hospital; Barbosa, que afirmou nesta quinta (19), que só não prendeu o ex-deputado por “absoluta falta de tempo”, ouvirá Janot e determinará a prisão?

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/124601/Janot-Jefferson-deve-ser-mandado-a-pres%C3%ADdio.htm

Rosa passa para Mello caso Alstom-Siemens-PSDB/SP – Ministra Rosa Weber abre mão de decidir se Supremo Tribunal Federal deve ou não acatar denúncia de formação de cartel, quadrilha e corrupção ativa e passiva no escândalo Alstom-Siemens, ocorrido em São Paulo; estilhaços do caso acertam cúpula dos tucanos paulistas; secretários do governo Geraldo Alckmin, JEdson Aparecido (Casa Civil) e José Aníbal (Energia) são acusados formalmente, pelo Ministério Público, de terem recebido propinas; processo passou às mãos do ministro Marco Aurélio Mello, que já julgou recurso relacionado o caso; decisão dele vai apontar se políticos do PSDB paulista se tornarão réus no STF ou não

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/124555/Rosa-passa-para-Mello-caso-Alstom-Siemens-PSDBSP.htm

Contra Campos, Lula vai morar em Pernambuco – Pernambuco deverá ter a primazia da atenção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o pleito de 2014; de acordo com o Blog do Camarotti, Lula teria afirmado que deverá “viver” em Pernambuco nos próximos meses; “No próximo ano, vou morar em Pernambuco, e só vou sair depois que ganhar a eleição”, teria dito o petista; Pernambuco é considerado como o reduto eleitoral do governador Pernambucano Eduardo Campos (PSB), que deverá se candidatar à Presidência nas próximas eleições enfrentando a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição

http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/124592/Contra-Campos-Lula-vai-morar-em-Pernambuco.htm

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Apio Vinagre Nascimento
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Fábula de um Arquiteto – João Cabral de Melo Neto

A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.
Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero,
com confortos de matriz, outra vez feto

Volta a Pernambuco – João Cabral de Melo Neto

Contemplando a maré baixa
nos mangues do Tijipió
lembro a baía de Dublin
que daqui já me lembrou.
Em meio à bacia negra
desta maré quando em cio,
eis a Albufera, Valência,
onde o Recife me surgiu.
As janelas do cais da Aurora,
olhos compridos, vadios,
incansáveis, como em Chelsea,
vêem rio substituir rio.
E essas várzeas de Tiuma
com seus estendais de cana
vêm devolver-me os trigais
de Guadalajara, Espanha.
Mas as lajes da cidade
não em devolvem só uma,
nem foi uma só cidade
que me lembrou destas ruas.
As cidades se parecem
nas pedras do calçamento
das ruas artérias regando
faces de vário cimento,
Por onde iguais procissões
do trabalho, sem andor,
vão levar o seu produto
aos mercados do suor.
Todas lembravam o Recife,
este em todas se situa,
em todas em que é um crime
para o povo estar na rua,
Em todas em que esse crime,
traço comum que surpreendo,
pôs nódoas de vida humana
nas pedras do pavimento.
(Paisagens com figuras, 1954/1955)

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Trabalhando com Poesia

“… Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa. Viva! Viva! Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa. Viva O Novo Aeon! Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa. Viva! Viva! Viva! Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa… Se eu quero e você quer, tomar banho de chapéu, ou esperar Papai Noel, ou discutir Carlos Gardel, Então vá! Faz o que tu queres, pois é tudo da Lei! Da Lei! Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa… Mas se eu quero e você quer, tomar banho de chapéu, ou discutir Carlos Gardel, ou esperar Papai Noel, então vá! Faz o que tu queres, pois é tudo da Lei! Da Lei! Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa, Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa… “-O número 666 chama-se Aleister Crowley” Viva! Viva! Viva! A Sociedade Alternativa… “-Faz o que tu queres há de ser tudo da lei”… Viva! Viva! Viva! A Sociedade Alternativa. “-A Lei de Thelema” Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa… “-A Lei do forte. Essa é a nossa lei, e a alegria do mundo” Viva! Viva! Viva A Sociedade Alternativa. Viva! Viva! Viva!…” (Raul Seixas – Sociedade alternativa – Comp.: Paulo Coelho e Raul Seixas)

“… Carpinteiro do universo inteiro eu sou. Carpinteiro do universo inteiro eu sou… Não sei por que nasci, pra querer ajudar a querer consertar o que não pode ser… Não sei pois nasci para isso, e aquilo, E o inguiço de tanto querer… Carpinteiro do universo inteiro eu sou. Carpinteiro do universo inteiro eu sou… Humm…Estou sempre pensando em aparar o cabelo de alguém. E sempre tentando mudar a direção do trem. À noite a luz do meu quarto eu não quero apagar, pra que você não tropece na escada, quando chegar… Carpinteiro do universo inteiro eu sou. Carpinteiro do universo inteiro eu sou. Carpinteiro do universo inteiro eu sou. Carpinteiro do universo inteiro eu sou… O meu egoismo, é tão egoísta, que o auge do meu egoismo é querer ajudar… Mas não sei por que nasci pra querer ajudar a querer consertar o que não pode ser… Não sei pois nasci para isso, e aquilo, e o inguiço de tanto querer… Carpinteiro do universo inteiro eu sou. Carpinteiro do universo inteiro eu sou. Carpinteiro do universo inteiro eu sou… Ah eu sou assim! No final, Carpinteiro de mim!…” (Raul Seixas – Carpinteiro do Universo- Comp.: Marcelo Nova e Raul Seixas)

“… Nunca se vence uma guerra lutando sozinho, cê sabe que a gente precisa entrar em contato. Com toda essa força contida e que vive guardada, o eco de suas palavras não repercutem em nada… É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro. Evita o aperto de mão de um possível aliado, é… Convence as paredes do quarto, e dorme tranquilo, sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo… Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz, coragem, coragem, eu sei que você pode mais… Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz, coragem, coragem, eu sei que você pode mais… É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro. Evita o aperto de mão de um possível aliado… Convence as paredes do quarto, e dorme tranquilo, sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo… Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz, coragem, coragem, eu sei que você pode mais… Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz, coragem, coragem, eu sei que você pode mais…” (Raul Seixas – Por quem os sinos dobram – Comp.: Raul Seixas)

“Modifique seu modo de pensar, para que sua saúde se firme e se estabeleça. Pare de queixar-se de doenças! A doença é aumentada pela nossa emissão mental negativa. Expulse a enfermidade, confiando em sua cura! Você pode curar-se! Você está melhorando cada dia mais, sob todos os pontos de vista.” (Minutos de Sabedoria Pg. 010)

Bom dia pessoal,

Quero desejar a cada um (a) de vocês um dia cheio de paz e de energias positivas, e que possamos efetivamente, na medida em que vivermos, ter a capacidade de enxergar e aproveitar os ensinamentos a nós concedido pela vida.
Na nossa sugestão de leitura de hoje alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

O CAIXA 2 DO STF: O STF criou um caixa 2 de beneficiários – ministros, servidores e dependentes não contabilizados. Janio de Freitas – Ainda que os ministros Joaquim Barbosa e Rosa Weber já tenham feito a correção, não basta uma explicação insatisfatória para anular a gravidade do aumento fictício de beneficiários do plano de saúde do Supremo Tribunal Federal, para receber maiores verbas federais.

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12965

Acordo para compra de caças suecos era o mais vantajoso, avalia especialista: O Gripen-NG é visto como um caça de alta qualidade, mas com algumas desvantagens – Além da compra de 36 caças Gripen-NG, parceria prevê transferência de tecnologia e desenvolvimento conjunto de aeronave de quinta geração, por Marsílea Gombata/Carta Capital…

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=4830891d089fc2c90e9fd352fd77dad6&cod=12961

A morte de Anísio Teixeira, por Emiliano José: Em 11 de março de 1971, Anísio Teixeira passou boa parte da manhã na Fundação Getúlio Vargas, na Praia do Botafogo, no Rio de Janeiro. Saiu antes das 11 horas, a pé, para o apartamento de Aurélio Buarque de Holanda, no edifício Duque de Caxias, também Praia do Botafogo, 48. Almoçaria com ele, e pediria voto: era candidato a membro da Academia Brasileira de Letras. Um pouco antes das 20 horas, a mulher de Anísio, Emília, liga para a filha Anna, preocupada: nada de Anísio chegar. Logo, o apartamento, à Rua Raul Pompéia, 58, apartamento 803, em Copacabana, começou a se encher de parentes e amigos.

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=6ddbcfc5780466b4939637df65b65c3d&cod=12946

Haddad revela ameaça de dono de grupo de mídia – Prefeito de São Paulo relata declaração de guerra feita por dono de um grupo de comunicação por causa da cobrança progressiva do imposto; segundo o site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, o empresário seria Johnny Saad, dono do Grupo Bandeirantes e “proprietário de muitos imóveis urbanos em São Paulo”

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=350035841e1182bf4389c52752d8bd0d&cod=12939

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Difícil Ser Funcionário – João Cabral de Melo Neto

Difícil ser funcionário
Nesta segunda-feira.
Eu te telefono, Carlos
Pedindo conselho.
Não é lá fora o dia
Que me deixa assim,
Cinemas, avenidas,
E outros não-fazeres.
É a dor das coisas,
O luto desta mesa;
É o regimento proibindo
Assovios, versos, flores.
Eu nunca suspeitara
Tanta roupa preta;
Tão pouco essas palavras —
Funcionárias, sem amor.
Carlos, há uma máquina
Que nunca escreve cartas;
Há uma garrafa de tinta
Que nunca bebeu álcool.
E os arquivos, Carlos,
As caixas de papéis:
Túmulos para todos
Os tamanhos de meu corpo.
Não me sinto correto
De gravata de cor,
E na cabeça uma moça
Em forma de lembrança
Não encontro a palavra
Que diga a esses móveis.
Se os pudesse encarar…
Fazer seu nojo meu…

A Educação pela Pedra – João Cabral de Melo Neto

Uma educação pela pedra: por lições;
Para aprender da pedra, frequentá-la;
Captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria
Ao que flui e a fluir, a ser maleada;
A de poética, sua carnadura concreta;
A de economia, seu adensar-se compacta:
Lições da pedra (de fora para dentro,
Cartilha muda), para quem soletrá-la.
Outra educação pela pedra: no Sertão
(de dentro para fora, e pré-didática).
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
E se lecionasse, não ensinaria nada;
Lá não se aprende a pedra: lá a pedra,
Uma pedra de nascença, entranha a alma.

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Trabalhando com Poesia

“… Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal, e fazer tudo igual… Eu do meu lado, aprendendo a ser louco, um maluco total, na loucura real… Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez, vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza, eu vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza… E esse caminho que eu mesmo escolhi, é tão fácil seguir, por não ter onde ir… Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez… Eeeeeeeeuu!… Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez… , vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza, eu vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza… , vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza, eu vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza…” (Raul Seixas – Maluco Beleza – Comp.: Claudio Roberto / Raul Seixas)

“… – Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando, foi justamente num sonho que ele me falou: Às vezes você me pergunta, por que é que eu sou tão calado. Não falo de amor quase nada, nem fico sorrindo ao teu lado… Você pensa em mim toda hora, me come, me cospe, me deixa, talvez você não entenda, mas hoje eu vou lhe mostrar… Eu sou a luz das estrelas, eu sou a cor do luar, eu sou as coisas da vida, eu sou o medo de amar… Eu sou o medo do fraco, a força da imaginação, o blefe do jogador, eu sou, eu fui, eu vou… Gita! Gita! Gita! Gita! Gita!… Eu sou o seu sacrifício, e placa de contra-mão, o sangue no olhar do vampiro, e as juras de maldição… Eu sou a vela que acende, eu sou a luz que se apaga, eu sou a beira do abismo, eu sou o tudo e o nada… Por que você me pergunta?, perguntas não vão lhe mostrar, que eu sou feito da terra, do fogo, da água e do ar… Você me tem todo dia, mas não sabe se é bom ou ruim. Mas saiba que eu estou em você, mas você não está em mim… Das telhas eu sou o telhado, a pesca do pescador, a letra A tem meu nome, dos sonhos eu sou o amor… Eu sou a dona de casa, nos pegue pagues do mundo, eu sou a mão do carrasco, sou raso, largo, profundo… Gita! Gita! Gita! Gita! Gita!… Eu sou a mosca da sopa, e o dente do tubarão, eu sou os olhos do cego, e a cegueira da visão… Eu! Mas eu sou o amargo da língua, a mãe, o pai e o avô, o filho que ainda não veio, o início, o fim e o meio… O início, o fim e o meio… Eu sou o início, o fim e o meio… Eu sou o início, o fim e o meio…” (Raul Seixas – Guita – Comp.: Paulo Coelho / Raul Seixas)

“… Como vovó já dizia: quem não tem colírio usa óculos escuros… Mas não é bem verdade? quem não tem colírio usa óculos escuros… Quem não tem colírio usa óculos escuros… Minha vó já me dizia pra eu sair sem me molhar. Quem não tem colírio usa óculos escuros… Mas a chuva é minha amiga e eu não vou me resfriar… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A serpente está na terra e o programa está no ar… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A formiga só trabalha porque não sabe cantar… Quem não tem colírio usa óculos escuros, quem não tem filé come pão e osso duro, quem não tem visão bate a cara contra o muro… Quem não tem colírio usa óculos escuros… É tanta coisa no menu que eu não sei o que comer… Quem não tem colírio usa óculos escuros… José Newton já dizia se subiu tem que descer… Qem não tem colírio usa óculos escuros… Só com a praia bem deserta que o sol pode nascer… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A banana é vitamina que engorda e faz crescer… Quem não tem colírio usa óculos escuros, quem não tem filé come pão e osso duro, quem não tem visão bate a cara contra o muro… Quem não tem colírio usa óculos escuros, quem não tem filé come pão e osso duro, quem não tem visão bate a cara contra o muro… Quem não tem colírio usa óculos escuros… É tanta coisa no menu que eu não sei o que comer… Quem não tem colírio usa óculos escuros… José Newton já dizia se subiu tem que descer… Qem não tem colírio usa óculos escuros… Só com a praia bem deserta que o sol pode nascer… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A banana é vitamina que engorda e faz crescer… Quem não tem colírio usa óculos escuros… Minha vó já me dizia pra eu sair sem me molhar…Quem não tem colírio usa óculos escuros… Mas a chuva é minha amiga e eu não vou me resfriar… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A serpente tá na terra e o programa está no ar… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A formiga só trabalha porque não sabe cantar… Quem não tem colírio usa óculos escuros… ” (Raul Seixas – Como vovó já dizia (óculos escuros) – Comp.: Othon Russo)

“Nossa mente está mergulhada na Mente Divina que sustenta os universos infinitos. Nossa força mental permanece impregnada da Força Mental divina, que está em toda a parte ao mesmo tempo. Procure manter-se unido a essa Força Infinita, e jamais será derrotado. Você tem esse poder: confie! Você vencerá em toda a linha, se o quiser.” (Minutos de Sabedoria Pg. 009)

Bom dia pessoal,
O dia de ontem finalizou-se com a notícia da premiação do Programa Vida Melhor Urbano com o Premio Rosane Cunha – Bolsa Familia 10 anos. Compartilho abaixo o meu comentário feito no meu perfil do Facebook, sobre a questão:

https://www.facebook.com/shares/view?id=10201138809729237&overlay=1&notif_t=story_reshare
Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site da Agência Carta Maior. Vale a pena conferir:

A China e a revolução bloqueada – A China vive uma nova etapa: quer disputar o comércio mundial com produtos de valor agregado mais nobres e associar-se com capitais locais de outros países – Compartilho, com este artigo, uma pequena reflexão sobre a Revolução Chinesa e seu estado atual, pois creio que ela é, ao mesmo tempo, a grande virada do século XXI e o “canto do cisne” de uma certa visão socialista, extraída mecanicamente, tanto do marxismo economicista, como do idealismo voluntarista, que caracteriza algumas posições da esquerda socialista. Fica claro que estes comentários não pretendem transmitir nenhuma lição sobre o tema, nem impugnar linhas de abordagem já definidas dentro do espectro da esquerda sobre o assunto, mas manifestar uma opinião marginal sobre o tema para colaborar com um debate que será, creio eu, um dos mais importantes deste século.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/A-China-e-a-revolucao-bloqueada/6/29814

Pena de morte não declarada: a discussão sobre as polícias no Brasil – O debate sobre as polícias atravessa a América do Sul. No Fórum de Direitos Humanos, a ministra de Direitos Humanos pediu reação em defesa dos mais pobres. – Brasília – Alguém do público gritou: “Traidor!”. Um grupinho o seguiu. Luiz Inácio Lula da Silva os olhava do cenário, sério, muito sério. E escutou de outro setor: “Lula guerreiro/ do povo brasileiro”. Então desprendeu o microfone de seu suporte e começou a caminhar rápido, quase como Mick Jagger. Foi um momento intenso do Fórum Mundial dos Direitos Humanos que aconteceu com milhares de pessoas e centenas de painéis, entre protestos e alegrias, com clima de controvérsia e debate.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Pena-de-morte-nao-declarada-a-discussao-sobre-as-policias-no-Brasil/4/29837

Lula entra em cena e disputa PT x PMDB vira xadrez político no RJ – A entrada em cena de Lula significou, ainda que os ânimos não estejam totalmente apaziguados, uma trégua que pode durar até março do ano que vem. – Rio de Janeiro – Decidido a não deixar que a intensa disputa pela sucessão do governador Sérgio Cabral extrapole os limites do Rio de Janeiro, contamine a aliança nacional entre o PT e o PMDB e termine por atrapalhar a campanha à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou mão de sua conhecida capacidade de persuasão para transformar uma violenta batalha campal em um sutil jogo de xadrez.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Lula-entra-em-cena-e-disputa-PT-x-PMDB-vira-xadrez-politico-no-RJ/4/29817
Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:
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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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O Cão Sem Plumas – João Cabral de Melo Neto

A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.
O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.
Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.
Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.
Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.
Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.

Uma Faca só Lâmina – João Cabral de Melo Neto

Assim como uma bala
enterrada no corpo,
fazendo mais espesso
um dos lados do morto;
assim como uma bala
do chumbo mais pesado,
no músculo de um homem
pesando-o mais de um lado;
qual bala que tivesse um
vivo mecanismo,
bala que possuísse
um coração ativo
igual ao de um relógio
submerso em algum corpo,
ao de um relógio vivo
e também revoltoso,
relógio que tivesse
o gume de uma faca
e toda a impiedade
de lâmina azulada;
assim como uma faca
que sem bolso ou bainha
se transformasse em parte
de vossa anatomia;
qual uma faca íntima
ou faca de uso interno,
habitando num corpo
como o próprio esqueleto
de um homem que o tivesse,
e sempre, doloroso
de homem que se ferisse
contra seus próprios ossos.

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Trabalhando com Poesia

“… Prefiro ser, essa metamorfose ambulante, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo… Eu quero dizer, agora o oposto do que eu disse antes, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante… Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo… Sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou… Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou, se hoje eu te odeio, amanhã lhe tenho amor… Lhe tenho amor. Lhe tenho horror. Lhe faço amor. Eu sou um ator… É chato chegar a um objetivo num instante, eu quero viver nessa metamorfose ambulante… Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo… Sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou… Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou, se hoje eu te odeio, amanhã lhe tenho amor… Lhe tenho amor. Lhe tenho horror. Lhe faço amor. Eu sou um ator… Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante… Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo… Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…” (Raul Seixas – Metamorfose ambulante – Comp.: Raul Seixas)

“… Veja! Não diga que a canção está perdida, tenha fé em Deus, tenha fé na vida, tente outra vez!… Beba! Beba!, pois a água viva ainda tá na fonte, Tente outra vez! Você tem dois pés para cruzar a ponte, nada acabou! Não! Não! Não! Oh! Oh! Oh! Oh!… Tente! Levante sua mão sedenta e recomece a andar, não pense que a cabeça aguenta se você parar. Não! Não! Não! Não! Não! Não!… Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira, Gira!, bailando no ar… Uh! Uh! Uh!… Queira! Queira!… Basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo. Vai! Tente outra vez! Humrum!… Tente! Tente! E não diga que a vitória está perdida. Se é de batalhas que se vive a vida, tente outra vez!…” (Raul Seixas – Tente outra vez – Comp.: Paulo Coelho e Raul Seixas)

“… É pena que você pense que eu sou seu escravo, dizendo que eu sou seu marido e não posso partir… Como as pedras imóveis na praia, eu fico ao seu lado, sem saber dos amores que a vida me trouxe e eu não pude viver… Eu perdi o meu medo, o meu medo, o meu medo da chuva, pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar… Aprendi o segredo, o segredo, o segredo da vida, vendo as pedras que choram sozinhas, no mesmo lugar… Eu não posso entender tanta gente aceitando a mentira, de que os sonhos desfazem aquilo que o padre falou… Porque quando eu jurei meu amor, eu traí a mim mesmo, hoje eu sei, que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez… Uma vez… Eu perdi o meu medo, o meu medo, o meu medo da chuva, pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar… Aprendi o segredo, o segredo, o segredo da vida, vendo as pedras que choram sozinhas, no mesmo lugar… Vendo as pedras que choram sozinhas, no mesmo lugar… Vendo as pedras que sonham sozinhas no mesmo lugar…” (Raul Seixas – Medo da chuva – Comp.: Paulo Coelho e Raul Seixas)

“Cada um de nós é responsável por seus atos. Por que vai desanimar, pelo que os outros fizeram a você? Que tem você que ver com isso? Siga à frente, ainda que o mundo inteiro esteja contra você. Você há de vencer, mesmo que fique sozinho. Continue sem desânimo, por que você é o único responsável por seus atos.” (Minutos de Sabedoria Pg. 008)

Bom dia pessoal,

Ao longo dessas duas semanas, alguns assuntos acabaram por passar pelo nosso cotidiano, mas, a necessidade de me dedicar à apresentação do meu TCC e ao Juri Simulado promovido pela faculdade com os alunos do 9º semestre me exigiam disciplina e acabaram por sacrificar o TCP, como chama uma amiga o “Trabalhando com Poesia”.

Passadas as duas atividades com boa performance estamos de volta, nesta sequência de final de ano. Espero chegar até vocês de forma suave e qualificada.

No âmbito do futebol, a felicidade em nos mantermos com os dois principais clubes do estado na primeira divisão do futebol brasileiro foi manchada por mais uma página de vergonha e, mais uma vez tendo como beneficiário direto o Fluminense do Rio de Janeiro. Sob a alegação de irregularidade de um jogador, condenado pelo STJD, numa sentença que só foi publicada na segunda feira, após o jogo dá ao futebol brasileiro, sede da Copa do Mundo de 2014 um ar de incredibilidade que sinceramente os torcedores e até mesmo os jogadores não merecem, definitivamente.

Lamentavelmente o Campeão Brasileiro de 2012 desceu abaixo do que imaginamos já ser vergonhoso, ao vê-lo rebaixado no ano seguinte ao título. A CBF passa a compro de forma definitiva a alcunha de ambiente propício às falcatruas, Às armações, enfim, de tudo aquilo que execramos em qualquer setor da vida em sociedade. Lamentável.

O Mundo perdeu uma das suas maiores, se não a maior liderança, no âmbito do combate à discriminação racial no mundo. Nelson Mandela, o Madiba, deixa um legado de lutas, de sonhos transformados em ideais, mas, acima de tudo, deixa uma herança magnífica para seus milhões de herdeiros sul africanos.

Logicamente que nossas sugestões de leitura hoje, no TCP, fazem a ele a homenagem deste blog. Descanse em Paz Madiba, obrigado pelas lições e pelo exemplo de lutas. Até um dia!!

Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918 — Joanesburgo, 5 de dezembro de 2013) foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.
Até 2009 havia dedicado 67 anos de sua vida à causa que defendeu como advogado dos direitos humanos e pela qual se tornou prisioneiro de um regime de segregação racial, até ser eleito o primeiro presidente da África do Sul livre, razão pela qual em sua homenagem, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela

MANDELA: OS ELOGIOS DOS SEM VERGONHA, por Georges Gastaud [*] – Caros amigos e camaradas: Lenine dizia que a maneira com que a burguesia consegue sujar os grandes revolucionários consiste em incensá-los a título póstumo depois de os ter perseguido durante toda a sua vida. É o que acontece hoje. A burguesia mundial incensa Mandela depois de o te aprisionado durante 27 anos. Ela quer esconder que os grandes estados capitalistas, França inclusive, se desinteressaram de Mandela durante décadas. Sem vergonha, o grande patronato do nosso país importava os diamantes e as laranjas sul-africanos manchados com o sangue do apartheid.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12931

50 verdades sobre Nelson Mandela, por Salim Lamrani [*] – As grandes potências ocidentais opuseram-se até ao último instante à sua luta e apoiaram sempre o governo racista de Pretória, mas o herói da luta contra o apartheid marcou para sempre a história da África. – No crepúsculo da sua existência, Nelson Mandela passou a ser louvado por aqueles que sempre o combateram ou o ignoraram – como por exemplo Cavaco Silva.
Eles agora choram lágrimas de crocodilo.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=41884c79b3339f66e8b7e121f785d641&cod=12932

Por que no meio da dor os negros dançam, cantam e riem?, por Leonardo Boff, do Rio de Janeiro – Milhares de pessoa em toda a África do Sul misturam choro com dança – Milhares de pessoa em toda a África do Sul misturam choro com dança, festa com lamentos pela morte de Nelson Mandela. É a forma como realizam culturalmente o rito de passagem da vida deste lado para a vida do outro lado, onde estão os anciãos, os sábios e os guardiãos do povo, de seus ritos e das normas éticas. Lá está agora Mandela de forma invisível mas plenamente presente acompanhando o povo que ele tanto ajudou a se libertar.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/opiniao/por-que-no-meio-da-dor-os-negros-dancam-cantam-e-riem/669361/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131212

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https://oipa2.wordpress.com/2013/12/17/trabalhando-com-poesia-546

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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Alguns Toureiros – João Cabral de Melo Neto

A Antônio Houaiss

Eu vi Manolo Gonzáles
e Pepe Luís, de Sevilha:
precisão doce de flor,
graciosa, porém precisa.

Vi também Julio Aparício,
de Madrid, como Parrita:
ciência fácil de flor,
espontânea, porém estrita.

Vi Miguel Báez, Litri,
dos confins da Andaluzia,
que cultiva uma outra flor:
angustiosa de explosiva.

E também Antonio Ordóñez,
que cultiva flor antiga:
perfume de renda velha,
de flor em livro dormida.

Mas eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais deserto,
o toureiro mais agudo,
mais mineral e desperto,

o de nervos de madeira,
de punhos secos de fibra
o da figura de lenha
lenha seca de caatinga,

o que melhor calculava
o fluido aceiro da vida,
o que com mais precisão
roçava a morte em sua fímbria,

o que à tragédia deu número,
à vertigem, geometria
decimais à emoção
e ao susto, peso e medida,

sim, eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais asceta,
não só cultivar sua flor
mas demonstrar aos poetas:

como domar a explosão
com mão serena e contida,
sem deixar que se derrame
a flor que traz escondida,

e como, então, trabalhá-la
com mão certa, pouca e extrema:
sem perfumar sua flor,
sem poetizar seu poema.

Num monumento à aspirina – João Cabral de Melo Neto

Claramente: o mais prático dos sóis,
o sol de um comprimido de aspirina:
de emprego fácil, portátil e barato,
compacto de sol na lápide sucinta.
Principalmente porque, sol artificial,
que nada limita a funcionar de dia,
que a noite não expulsa, cada noite,
sol imune às leis de meteorologia,
a toda hora em que se necessita dele
levanta e vem (sempre num claro dia):
acende, para secar a aniagem da alma,
quará-la, em linhos de um meio-dia.

*

Convergem: a aparência e os efeitos
da lente do comprimido de aspirina:
o acabamento esmerado desse cristal,
polido a esmeril e repolido a lima,
prefigura o clima onde ele faz viver
e o cartesiano de tudo nesse clima.
De outro lado, porque lente interna,
de uso interno, por detrás da retina,
não serve exclusivamente para o olho
a lente, ou o comprimido de aspirina:
ela reenfoca, para o corpo inteiro,
o borroso de ao redor, e o reafina.

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Trabalhando com Poesia

“… Mamãe, não quero ser prefeito, pode ser que eu seja eleito e alguém pode querer me assassinar, eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz, não quero ir de encontro ao azar… Papai não quero provar nada, eu já servi à Pátria amada, e todo mundo cobra minha luz, minha luz… Oh, coitado, foi tão cedo, Deus me livre, eu tenho medo, morrer dependurado numa cruz… Eu não sou besta pra tirar onda de herói, sou vacinado, eu sou cowboy, cowboy fora da lei… Durango Kid só existe no gibi, e quem quiser que fique aqui, entrar pra história é com vocês! … Mamãe, não quero ser prefeito, pode ser que eu seja eleito e alguém pode querer me assassinar, eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz, não quero ir de encontro ao azar… Papai não quero provar nada, eu já servi à Pátria amada, e todo mundo cobra minha luz, minha luz… Oh, coitado, foi tão cedo, Deus me livre, eu tenho medo, morrer dependurado numa cruz… Eu não sou besta pra tirar onda de herói, sou vacinado, eu sou cowboy, cowboy fora da lei… Durango Kid só existe no gibi, e quem quiser que fique aqui, entrar pra história é com vocês! … Eu não sou besta pra tirar onda de herói, sou vacinado, eu sou cowboy, cowboy fora da lei… Durango Kid só existe no gibi, e quem quiser que fique aqui, entrar pra história é com vocês! …” (Raul Seixas – Cowboy fora da lei – Comp.: Cláudio Roberto / Raul Seixas)

“… Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego, sou um dito cidadão respeitável e ganho quatro mil cruzeiros por mês… Eu devia agradecer ao Senhor, por ter tido sucesso na vida como artista, eu devia estar feliz porque consegui comprar um Corcel 73… Eu devia estar alegre e satisfeito, por morar em Ipanema, depois de ter passado fome por dois anos, aqui na Cidade Maravilhosa… Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso, por ter finalmente vencido na vida, mas eu acho isso uma grande piada e um tanto quanto perigosa… Eu devia estar contente
por ter conseguido tudo o que eu quis, mas confesso abestalhado, que eu estou decepcionado… Porque foi tão fácil conseguir e agora eu me pergunto “E daí?”, eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar e eu não posso ficar aí parado… Eu devia estar feliz pelo Senhor ter me concedido o domingo, pra ir com a família, no Jardim Zoológico, dar pipoca aos macacos… Ah! mas que sujeito chato sou eu, que não acha nada engraçado, macaco, praia, carro, jornal, tobogã, eu acho tudo isso um saco… É você olhar no espelho, se sentir um grandessíssimo idiota, saber que é humano, ridículo, limitado, que só usa dez por cento de sua cabeça animal… E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial, que está contribuindo com sua parte, para o nosso belo quadro social… Eu é que não me sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar… Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais, no cume calmo do meu olho que vê, assenta a sombra sonora de um disco voador… Eu é que não me sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar… Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais, no cume calmo do meu olho que vê, assenta a sombra sonora de um disco voador…” (Raul Seixas – Ouro de tolo – Comp.: Raul Seixas)

“… Muitas vezes, Pedro, você fala, sempre a se queixar da solidão, quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro, é pena que você não sabe não… Vai pro seu trabalho todo dia, sem saber se é bom ou se é ruim, quando quer chorar vai ao banheiro, Pedro, as coisas não são bem assim… Toda vez que eu sinto o paraíso, ou me queimo torto no inferno, eu penso em você meu pobre amigo, que só usa sempre o mesmo terno… Pedro, onde você vai eu também vou, Pedro, onde você vai eu também vou, mas tudo acaba onde começou… Tente me ensinar das tuas coisas, que a vida é séria, e a guerra é dura, mas se não puder, cale essa boca, Pedro, e deixa eu viver minha loucura… Lembro, Pedro, aqueles velhos dias, quando os dois pensavam sobre o mundo, hoje eu te chamo de careta, Pedro, e você me chama vagabundo… Pedro, onde você vai eu também vou, Pedro, onde você vai eu também vou, mas tudo acaba onde começou… Todos os caminhos são iguais, o que leva à glória ou à perdição, há tantos caminhos, tantas portas, mas somente um tem coração… E eu não tenho nada a te dizer, mas não me critique como eu sou, cada um de nós é um universo, Pedro, onde você vai eu também vou… Pedro, onde você vai eu também vou, Pedro, onde você vai eu também vou, mas tudo acaba onde começou… É que tudo acaba onde começou…” (Raul Seixas – Meu amigo Pedro – Comp.: Paulo Coelho e Raul Seixas)

“Embora sozinho, continue a caminhada! Se todos o abandonarem, prossiga sua jornada. Se as trevas crescerem em seu redor, mais uma razão para que você mantenha acesa a pequenina chama de sua fé. Não deixe que sua luz se apague, para que você mesmo não fique em trevas. Ilumine, com sua luz, as trevas que o circundam.” (Minutos de Sabedoria Pg. 007)

Boa noite pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Mais uma semana se inicia e com ela se renovam as nossas expectativas de novas conquistas, de realizações e de sucesso.

Após duas semanas afastado, o “Trabalhando com Poesia está de volta. Essas semanas, até o final de ano, homenagearemos João Cabral de Melo Neto, autor de uma das mais belas obras da cultura brasileiro, Morte e Vida Severina, entre outras. No prefácio musical, essa semana ganha a musicalidade visionária e ativa de Raul Seixas. Espero que curtam.

Na edição de amanhã abordaremos a lambança no Futebol brasileiro. Hoje, por conta do horário, passaremos as dicas de leitura.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, dois textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Da BMW para derrotistas: “o Brasil é um BMW” – Num editorial histórico, publicado nos jornais brasileiros, que hoje exercem um pessimismo militante, a montadora alemã BMW dá uma lição aos fracassomaníacos. “O Brasil passou de mero espectador a vibrante realizador. Deixou de ser aquele sujeito que ficava à beira da estrada, só assistindo aos carros passarem, para virar motor do seu próprio destino”, diz o texto; “Se alguns duvidam do Brasil, nós investimos 200 milhões de euros”; ao que tudo indica, os alemães não se informam pela imprensa brasileira (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/124223/Da-BMW-para-derrotistas-o-Brasil-%C3%A9-um-BMW.htm

Vitória do Tapetão: Portuguesa tende a ser rebaixada – Time paulista deverá jogar a série B em 2014, decidiu o Superior Tribunal de Justiça Desportiva nesta segunda-feira 16; julgamento, porém, é de primeira instância, cabendo recurso pelo clube punido, que perdeu quatro pontos e terá de pagar uma multa de R$ 1 mil

http://www.brasil247.com/pt/247/esporte/124221/Vit%C3%B3ria-do-Tapet%C3%A3o-Portuguesa-tende-a-ser-rebaixada.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Tecendo a Manhã – João Cabral de Melo Neto

1

Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

2

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.

O Relógio – João Cabral de Melo Neto

1.

Ao redor da vida do homem
há certas caixas de vidro,
dentro das quais, como em jaula,
se ouve palpitar um bicho.

Se são jaulas não é certo;
mais perto estão das gaiolas
ao menos, pelo tamanho
e quadradiço de forma.

Uma vezes, tais gaiolas
vão penduradas nos muros;
outras vezes, mais privadas,
vão num bolso, num dos pulsos.

Mas onde esteja: a gaiola
será de pássaro ou pássara:
é alada a palpitação,
a saltação que ela guarda;

e de pássaro cantor,
não pássaro de plumagem:
pois delas se emite um canto
de uma tal continuidade

que continua cantando
se deixa de ouvi-lo a gente:
como a gente às vezes canta
para sentir-se existente.

2.

O que eles cantam, se pássaros,
é diferente de todos:
cantam numa linha baixa,
com voz de pássaro rouco;

desconhecem as variantes
e o estilo numeroso
dos pássaros que sabemos,
estejam presos ou soltos;

têm sempre o mesmo compasso
horizontal e monótono,
e nunca, em nenhum momento,
variam de repertório:

dir-se-ia que não importa
a nenhum ser escutado.
Assim, que não são artistas
nem artesãos, mas operários

para quem tudo o que cantam
é simplesmente trabalho,
trabalho rotina, em série,
impessoal, não assinado,

de operário que executa
seu martelo regular
proibido (ou sem querer)
do mínimo variar.

3.

A mão daquele martelo
nunca muda de compasso.
Mas tão igual sem fadiga,
mal deve ser de operário;

ela é por demais precisa
para não ser mão de máquina,
a máquina independente
de operação operária.

De máquina, mas movida
por uma força qualquer
que a move passando nela,
regular, sem decrescer:

quem sabe se algum monjolo
ou antiga roda de água
que vai rodando, passiva,
graçar a um fluido que a passa;

que fluido é ninguém vê:
da água não mostra os senões:
além de igual, é contínuo,
sem marés, sem estações.

E porque tampouco cabe,
por isso, pensar que é o vento,
há de ser um outro fluido
que a move: quem sabe, o tempo.

4.

Quando por algum motivo
a roda de água se rompe,
outra máquina se escuta:
agora, de dentro do homem;

outra máquina de dentro,
imediata, a reveza,
soando nas veias, no fundo
de poça no corpo, imersa.

Então se sente que o som
da máquina, ora interior,
nada possui de passivo,
de roda de água: é motor;

se descobre nele o afogo
de quem, ao fazer, se esforça,
e que êle, dentro, afinal,
revela vontade própria,

incapaz, agora, dentro,
de ainda disfarçar que nasce
daquela bomba motor
(coração, noutra linguagem)

que, sem nenhum coração,
vive a esgotar, gota a gota,
o que o homem, de reserva,
possa ter na íntima poça.

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Trabalhando com Poesia

“…Venha me beijar de uma vez, você pensa demais pra decidir… Venha a mim de corpo e alma, libera e deixa o que for nos unir… Não vá fugir mais uma vez, vença a falta de ar que a flor do medo traz, tente pensar, pode até ser mal e tal, mas, pode até ser que seja demais… Tudo vai mudar, posso pressentir, você vai lembrar e rir, alguma dor, que não vai matar ninguém, pode ser vista e nos rondar, não precisa se assustar, isso é clamor de amor… Venha me beijar de uma vez, feito nuvem no ar, sem aflição, venha a mim de corpo e alma, libera a paz do meu coração, não vá se perder outra vez, nesse mesmo lugar, por onde já passou… Tente pensar, pode até ser sonho e tal, mas pode até ser que seja o amor… Tudo vai mudar, posso pressentir, você vai lembrar e rir, alguma dor, que não vai matar ninguém, pode ser vista e nos rondar, não precisa se assustar, isso é clamor de amor… Venha me beijar de uma vez, feito nuvem no ar, sem aflição, venha a mim de corpo e alma, libera a paz do meu coração, não vá se perder outra vez, nesse mesmo lugar, por onde já passou… Tente pensar, pode até ser sonho e tal, mas pode até ser que seja o amor…” (Djavan – Flor do medo – Comp.: Djavan)

“… Meu amor, eu nem sei te dizer quanta dor, mesmo a noite não sabia o que o amor escondia… Minha vida, que fazer com minha alma perdida? Foi um raio de ilusão, bem no meu coração… E veio com tudo, dissabor e tudo, veio com tudo, dissabor e tudo… Eu sei, Eu não sei viver sem ela… Assim, um simples talvez me desespera, ninguém pode querer bem sem ralar, não há nada o que fazer. Amar é tudo… Meu amor, eu nem sei te dizer quanta dor, mesmo a noite não sabia o que o amor escondia… Minha vida, que fazer com minha alma perdida? Foi um raio de ilusão, bem no meu coração… E veio com tudo, dissabor e tudo, veio com tudo, dissabor e tudo… Eu sei, Eu não sei viver sem ela… Assim, um simples talvez me desespera, ninguém pode querer bem sem ralar, não há nada o que fazer. Amar é tudo…” (Djavan – Amar é tudo – Comp.: Djavan)

“… Será que alguém saberá dizer, vendo de fora, como é viver longe da mulher que a gente adora? Não há festa que chegue, pra tristeza ceder lugar. Não sei se alguém pode mensurar o que perdi… De tanto sonho que cultivei e não vivi… Adorava me ver como seu. Sempre adorei, mas, não deu. Das vezes que contei com uma virada, nada tenho a dizer, só cabeçada… Cansei! Time empatou com o Madureira. Deus, o que foi que eu fiz? Nasci pra ser o amor e ela mela o jogo. Me teve e não me quis… Será que alguém saberá dizer, vendo de fora, como é viver longe da mulher que a gente adora? Não há festa que chegue, pra tristeza ceder lugar. Não sei se alguém pode mensurar o que perdi… De tanto sonho que cultivei e não vivi… Adorava me ver como seu. Sempre adorei, mas, não deu. Das vezes que contei com uma virada, nada tenho a dizer, só cabeçada… Cansei! Time empatou com o Madureira. Deus, o que foi que eu fiz? Nasci pra ser o amor e ela mela o jogo. Me teve e não me quis…” (Djavan – Adorava me ver como seu – Comp.: Djavan)

Confira outros sucessos de Djavan:

“Resolva seu problema! Há muito tempo você se propõe a reformar sua vida, melhorar seus atos, cessar definitivamente suas fraquezas. Vamos, então, começar a partir deste momento! Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje… De certo, você não há de resolvê-lo do dia para a noite, mas, comece já! E se cair de novo, não desanime: saiba recomeçar quantas vezes for preciso!” (Minutos de Sabedoria Pg. 006)

Bom dia pessoal,

Mais um final de semana chegando e com ele a nossa expectativa de momentos de tranquilidade e de paz. O meu abraço carinhoso e fraterno ao meu irmão, parceiro de signo e compadre Marcelo Vinagre, que aniversaria hoje. Que Deus siga te abençoando mano. Te amo.

Ontem aconteceu na SEDES a abertura do IV novembro Azeviche, que contou com a participação do grupo “Samba de Roda Acabei de chegar”, da cidade de Santo Amaro, além da presença sempre magnifica do Ilê Aiyê, que como sempre deu show. Tivemos ainda um belo desfile dos (as) servidores (as) da SEDES e SUCAB, que deu um tom especial ao evento.

Criar um mundo melhor, mais justo, mais igualitário, não será possível enquanto não eliminarmos todos os tipos de discriminação, de toda e qualquer espécie. Ao longo das últimas semanas temos lido informes acerca do desrespeito que algumas denominações evangélicas estão promovendo em relação a elementos que são muito caros ao nosso povo.

Primeiro foi o desrespeito perpetrado em relação às imagens de orixás existentes no Auditório Abdias do Nascimento, no Centro de Referência à Cultura Afro-brasileira Mãe Mirinha de Portão. Essa semana, após a cerimônia de amarração de Ojás, fomos surpreendidos por atos de vandalismo, notadamente na região de Portão. Ao longo da história da humanidade, sempre que se buscou estabelecer o domínio baseado em dogmas religiosos, os resultados foram nefastos.

Neste sentido, é importante que aqueles (as) que detém a interlocução com as lideranças religiosas das diversas matrizes ideológicas, que atuem efetivamente na direção de interromper essas atitudes de desrespeito às religiões de matriz africana. A nós, meus irmãos e irmãs de fé, como sempre foi nestes 513 anos de Brasil, nos resta a luta, com todos os seus mecanismos e instrumentos, inclusive no sentido de nos organizarmos para identificar os responsáveis diretos ou coniventes e adotar as ações necessárias, incluindo-se as jurídicas. Nosso povo merece e exige respeito!!

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, dois textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Dilma, exclusivo, ao 247: “Quem torce contra perde” – Um dia antes do leilão dos aeroportos, a presidente Dilma Rousseff concedeu uma entrevista exclusiva ao 247; disse que espera competição – e forte – entre os maiores grupos nacionais e do mundo na briga por Confins e Galeão; sobre um suposto distanciamento entre o Palácio do Planalto e os empresários, ela apontou “fogo inimigo” e disse mais: “a relação aqui sempre foi de cooperação e digo que nem o Estado pode subordinar o empresário, nem o empresário pode querer subordinar o Estado”; sobre a solidez das contas públicas, ela garantiu que as metas serão cumpridas em 2013 e 2014: “comigo não tem essa história de gastança porque é ano eleitoral”; no campo social, ela prometeu aprofundar a democracia com cotas raciais: “o Brasil precisa sim de ações afirmativas”; em relação ao momento trágico do PT, pediu aos militantes compreensão: “sou presidenta de todos os brasileiros e não posso criar ou alimentar uma crise institucional”; íntegra (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/121531/Dilma-exclusivo-ao-247-Quem-torce-contra-perde.htm

Lula: reeleição de Dilma será resposta às prisões do mensalão – Ex-presidente disse que o PT precisa “ter coragem” de fazer o debate político “no momento certo”, que afirmou ser a campanha eleitoral de 2014; “resposta que a gente vai dar para eles é garantir o segundo mandato da companheira Dilma Rousseff. E se em algum momento faltar argumento para dizer por que que a Dilma tem que ter um segundo mandato, vocês falam: ‘porque o Lula foi melhor no seu segundo mandato, e ela vai ser melhor no segundo mandato'”, afirmou durante encontro com prefeitos do PT em São Paulo

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/121559/Lula-reelei%C3%A7%C3%A3o-de-Dilma-ser%C3%A1-resposta-%C3%A0s-pris%C3%B5es-do-mensal%C3%A3o.htm

JB: domiciliar para Genoino e prisão para Valdemar – Presidente do STF acaba de determinar a prisão do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), condenado na AP 470, apurou em primeira mão o 247; em outro despacho, Joaquim Barbosa concedeu prisão domiciliar provisória para o deputado José Genoino; preso na Papuda e transferido para o Incor de Brasília, Genoino tem suspeita de infarto; ele poderá ser submetido a tratamento; parlamentar sofre de doença cardíaca grave e passou mal hoje; só situação dramática convenceu Barbosa, que ainda não fez despachos sobre os demais condenados, entre os quais o presidente do PTB Roberto Jefferson (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/121509/JB-domiciliar-para-Genoino-e-pris%C3%A3o-para-Valdemar.htm

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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O menino azul – Cecília Meireles

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
– de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

O sonho e a fronha – Cecília Meireles

Sonho risonho
na fronha de linho.
Na fronha de linho,
a flor sem espinho.
Apanho a lenha
para o vizinho.
E encontro o ninho
de passarinho.
De que tamanho
seria o rebanho?
Não há quem venha
pela montanha
com a minha sombrinha
de teia de aranha?
Sonho o meu sonho.
A flor sem espinho
também sonha
na fronha.
Na fronha de linho.

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Trabalhando com Poesia

“… Às vezes parece um tambor, mas não é tambor nem nada, é o coração, que fica entre a paz e o terror, quando vejo a sua cara, entre as caras da multidão… Logo fico cansado, como se tivesse estado a correr, num segundo já me sinto sem uma gota de sangue, mal consigo respirar, sobreviver… Só Deus sabe o saldo creditado ao amor que lhe dou, se terei sono tranqüilo ou vida sobressaltada, não sei nada, não sei nada…. Olhar pro sol, vencer o mar, admitir, brigar com o par.. Isso é nada! Não ter você, cair em si, Morrer de amor não é o fim, mas, me acaba… Às vezes parece um tambor, mas não é tambor nem nada, é o coração, que fica entre a paz e o terror, quando vejo a sua cara, entre as caras da multidão… Logo fico cansado, como se tivesse estado a correr, num segundo já me sinto sem uma gota de sangue, mal consigo respirar, sobreviver… Só Deus sabe o saldo creditado ao amor que lhe dou, se terei sono tranqüilo ou vida sobressaltada, não sei nada, não sei nada…. Olhar pro sol, vencer o mar, admitir, brigar com o par.. Isso é nada! Não ter você, cair em si, Morrer de amor não é o fim, mas, me acaba…” (Djavan – Cair em si – Comp.: Djavan)

“… Chora, disfarça e chora, aproveita a voz do lamento, que já vem a aurora, a pessoa que tanto queria, antes mesmo de raiar o dia, deixou o ensaio por outra… Oh! triste senhora, disfarça e chora… Todo o pranto tem hora, e eu vejo seu pranto cair, no momento mais certo… Olhar, gostar só de longe, não faz ninguém chegar perto, e o seu pranto oh! Triste senhora, vai molhar o deserto… Chora, disfarça e chora, aproveita a voz do lamento, que já vem a aurora, a pessoa que tanto queria, antes mesmo de raiar o dia, deixou o ensaio por outra… Oh! triste senhora, disfarça e chora… Todo o pranto tem hora, e eu vejo seu pranto cair, no momento mais certo… Olhar, gostar só de longe, não faz ninguém chegar perto, e o seu pranto oh! Triste senhora, vai molhar o deserto…” (Djavan – Disfarça e chora – Comp.: Cartola / Dalmo Castello)

“… Onde a luz do iluminado amor se escondeu? Me azoou, depois desapareceu, meio do nada… Minha doce amada, expôs que ela e eu, já não somos dois! Tu me negas, levas tudo às cegas, Por que é mais fluido do que faz parecer? E pensar que memoráveis tardes passei… De lembrar: Te beijarei! não sei desanimar, te quero night and day, Sei do que faço jus… Sem saber mergulhar, ou mesmo nadar, aguas que atravessei! Um par dividido ao meio, um poço de drama, cheio, no vau da eternidade… Num canto da solidão, Semente nativa, germina bem à vontade!… não sei desanimar, te quero night and day, Sei do que faço jus… Sem saber mergulhar, ou mesmo nadar, aguas que atravessei!…” (Djavan – Já não somos dois – Comp.: Djavan)

“Os conselhos ajudam, não há dúvida… Mas não se esqueça de que a solução de nossos problemas está dentro de nós mesmos, na voz silenciosa de nossa consciência, que é a voz de Deus dentro de nós. Não se deixe enganar: só você será o responsável pelo caminho que escolher. Ninguém poderá prestar contas por você. Procure, portanto, viver acertadamente, de acordo com sua consciência.” (Minutos de Sabedoria Pg. 005)

Bom dia pessoal,

Quero desejar a cada um (a) de vocês um dia cheio de paz e de energias positivas, e que possamos efetivamente, na medida em que vivermos, ter a capacidade de enxergar e aproveitar os ensinamentos a nós concedido pela vida.

Acontece hoje, a partir das 14 horas, na Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, do Estado da Bahia – SEDES, a quarta edição do Novembro Azeviche, com programação que objetiva sensibilizar os funcionários públicos sobre o Dia Nacional da Consciência Negra e reforçar o combate ao racismo institucional. O evento contará com a presença de autoridades, artistas, funcionários e ainda apresentações culturais e um desfile de moda afro. Os meus respeitos e votos de êxito a Mércia e Conça, colegas de Secretaria e responsáveis fundamentais para esta atividade, em nome de quem saúdo a todos (as) os (as) realizadores (as).

IV Edição do Novembro Azeviche da SEDES

IV Edição do Novembro Azeviche da SEDES

Na nossa sugestão de leitura de hoje algumas intervenções acerca da questão racial no Brasil e no mundo. Vale a pena conferir:

“Nosso racismo é um crime perfeito” – O antropólogo Kabengele Munanga fala sobre o mito da democracia racial brasileira, a polêmica com Demétrio Magnoli e o papel da mídia e da educação no combate ao preconceito no país, Por Camila Souza Ramos e Glauco Faria – O senhor veio do antigo Zaire que, apesar de ter alguns pontos de contato com a cultura brasileira e a cultura do Congo, é um país bem diferente. O senhor sentiu, quando veio pra cá, a questão racial? Como foi essa mudança para o senhor?

http://jornalggn.com.br/noticia/nosso-racismo-e-um-crime-perfeito

Darcy Ribeiro explica a desvantagem histórica do negro em relação ao branco – Uma das maiores balelas do discurso anti-cotas no Brasil é que as políticas de ação afirmativa não se justificam porque “todos são iguais perante à lei”. Iguais como, se uns saíram na frente, com séculos de vantagem, em relação ao outro? As cotas vieram justamente para ser uma ponte sobre o fosso histórico entre negros e brancos. Para dar aos negros condições de alcançarem mais rápido esta “igualdade” que alguns insistem que já existe.

http://socialistamorena.cartacapital.com.br/darcy-ribeiro-explica-a-desvantagem-historica-do-negro/

A resistência Negra no périodo colonial – Desde que os colonizadores portugueses chegaram ao Brasil, há mais de 500 anos, eles exploraram, inicialmente, a mão de obra indígena. Mas o contato com os homens brancos foi péssimo para a saúde dos indíos. Além disso, os nativos conheciam muito bem o território e fugiam com facilidade.
http://www.e-itinga.com.br/?p=1369

“Comer uma mulata” não lhe fará menos racista – “Deixar de ser racista, meu amor, não é comer uma mulata!”. A seguir, cinco considerações sobre elogios racistas – Elogio racista é toda demonstração de admiração, afetividade ou carinho que se concretiza por meio de ideias ou expressões próprias ao racismo. Com ou sem a intenção de, que fique bem claro. Um dos mais conhecidos é o famoso “negro de alma branca” que nossos antepassados tanto ouviram. Mas não são apenas nossos homens que conhecem muito bem os elogios racistas. Nós mulheres negras também somos agraciadas com esses pequenos monstrinhos, usados inadvertidamente por amigos, familiares. Muitas vezes até por nossos parceiros.Decidi fazer uma lista com 5 elogios racistas (e sexistas, diga-se de passagem) que muitas de nós escutamos quase que diariamente. Alguns são consenso, acredito. Outros nem tanto. Fico aguardando ansiosa para que você, mulher negra, deixe seu comentário dizendo se também acontece com você.
http://www.e-itinga.com.br/?p=425

Racismo, miscigenação e casamentos interraciais no Brasil – Quando escrevo sobre racismo no Brasil, muitos leitores (em profunda denegação) argumentam que não somos racistas e citam como evidência nossa “miscigenação”, nossos casamentos interraciais. Texto de Alex Castro.

http://www.e-itinga.com.br/?p=661

As diferenças entre preconceito racial e discriminação racial – “Nenhum racismo é justificável, mas o ressentimento dos negros é. Construiu-se durante todos os anos em que a última nação do mundo a acabar com a escravatura continuou na prática o que o tinha abolido no papel”

http://www.e-itinga.com.br/?p=497

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!!

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Ou isto ou aquilo – Cecília Meireles

Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

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Trabalhando com Poesia

“… Amanhã, outro dia. Lua sai, ventania abraça uma nuvem que passa no ar, beija, brinca e deixa passar… E no ar de outro dia, meu olhar surgia nas pontas de estrelas perdidas no mar, pra chover de emoção, trovejar… Raio se libertou, clareou muito mais, se encantou pela cor lilás, prata na luz do amor, céu azul… Eu quero ver o pôr do sol, lindo como ele só. E gente pra ver e viajar, no seu mar de raio… Eu quero ver o pôr do sol, lindo como ele só. E gente pra ver e viajar, no seu mar de raio… Amanhã, outro dia. Lua sai, ventania abraça uma nuvem que passa no ar, beija, brinca e deixa passar… E no ar de outro dia, meu olhar surgia nas pontas de estrelas perdidas no mar, pra chover de emoção, trovejar… Raio se libertou, clareou muito mais, se encantou pela cor lilás, prata na luz do amor, céu azul… Eu quero ver o pôr do sol, lindo como ele só. E gente pra ver e viajar, no seu mar de raio… Eu quero ver o pôr do sol, lindo como ele só. E gente pra ver e viajar, no seu mar de raio… Eu quero ver o pôr do sol, lindo como ele só. E gente pra ver e viajar, no seu mar de raio… Eu quero ver o pôr do sol, lindo como ele só. E gente pra ver e viajar, no seu mar de raio…” (Djavan – Lilas – Comp.: Djavan)

“… O amor é um grande laço, um passo pr’uma armadilha, um lobo correndo em círculos, pra alimentar a matilha. Comparo sua chegada, com a fuga de uma ilha: tanto engorda quanto mata feito desgosto de filha… De filha… O amor é como um raio galopando em desafio, abre fendas cobre vales, revolta as águas dos rios. Quem tentar seguir seu rastro, se perderá no caminho, na pureza de um limão ou na solidão do espinho… O amor e a agonia cerraram fogo no espaço, brigando horas a fio, o cio vence o cansaço. E o coração de quem ama fica faltando um pedaço, que nem a lua minguando, que nem o meu nos seus braços…” (Djavan – Faltando um pedaço – Comp.: Djavan)

“… Sabes mentir, hoje eu sei que tu sabes sentir, um falso amor abrigaste em meu coração… Sempre a iludir, tu falavas com tanto ardor, dessa paixão que dizias sentir… Mas tudo agora acabou, para mim terminou a ilusão, hoje esse amor já findou, e afinal para que amar… Sempre a iludir, tu beijavas com afeição, sempre a fingir, uma falsa emoção… Sabes mentir, hoje eu sei que tu sabes sentir, um falso amor abrigaste em meu coração… Sempre a iludir, tu falavas com tanto ardor, dessa paixão que dizias sentir… Mas tudo agora acabou, para mim terminou a ilusão, hoje esse amor já findou, e afinal para que amar… Sempre a iludir, tu beijavas com afeição, sempre a fingir, uma falsa emoção… ” (Djavan – Sabes mentir – Comp.: Othon Russo)

“Não deixe que a calúnia o perturbe! Todos nós estamos sujeitos à calúnia. Mas saiba superá-la, vivendo de tal maneira que o caluniador não tenha razão. Não revide um ataque com outro ataque. Não se magoe com o caluniador. Perdoe sempre. Apenas viva de tal maneira, que jamais o caluniador tenha razão.” (Minutos de Sabedoria Pg. 004)

Bom dia pessoal,

Hoje começo saudando a cada um dos irmãos e irmãs negros (as) por mais um dia de lutas para nós todos (as). A cada momento é preciso que não esqueçamos verdadeiramente o que nos move. Meu abraço e apreço pessoal a cada um dos que fazem essa luta no dia a dia.

Nesta semana de Consciência Negra, conheça 10 excelentes filmes que estimulam a reflexão sobre a situação do negro no Brasil e no mundo – Além dos livros, filmes são uma ótima maneira de saber mais sobre História. Nesta semana da consciência negra, confira 10 filmes que te farão refletir sobre a situação dos negros no Brasil e no mundo.

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/11/10-filmes-consciencia-negra.html

Confira o filme Besouro:

Reveja a mini série Mãe de Santo, da Rede Manchete:

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site da Agência Carta Maior. Vale a pena conferir:

Cumpra-se a lei: juiz enquadra a toga colérica – Maturidade não é sinônimo de complacência. Afrontar o despotismo é um predicado intrínseco à vida democrática. – Um déspota de toga não é menos ilegítimo que um golpista fardado. A justiça que burla as próprias sentenças, mercadejando ações cuidadosamente dirigidas ao desfrute da emissão conservadora, implode o alicerce da equidistância republicana que lhe confere o consentimento legal e a distingue dos linchamentos falangistas. Joaquim Barbosa age na execução com a mesma destemperança com que se conduziu na relatoria da Ação Penal 470.

http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Cumpra-se-a-lei-juiz-enquadra-a-toga-colerica/29571

O último julgamento de exceção e o fim de uma farsa – O último julgamento de exceção e o fim da farsa. – A direita, derrotada política e eleitoralmente, com partidos aos frangalhos, organiza o combate ideológico ao PT a partir do STF e da mídia monopólica. É cada vez mais consensual nos meios políticos, intelectuais e jurídicos honestos que o chamado caso do “mensalão” teve um julgamento de exceção. E é cada vez mais evidente que a maioria dos Ministros do STF fez desse julgamento um espetáculo político para destruir a imagem do PT e, correlatamente, reescrever a narrativa do período Lula. Na largada, a maioria do STF subtraiu dos réus uma garantia basilar do estado democrático de direito: o duplo grau de jurisdição. Com esse detalhe nada menor, essa maioria enjaulou o julgamento na sua arena inexpugnável: o Supremo Tribunal Federal.

http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/O-ultimo-julgamento-de-excecao-e-o-fim-de-uma-farsa/29577

Anotações sobre uma farsa (I) – A ideia era transformar José Dirceu num caso exemplar e exemplarisante da Justiça. Chegaram lá: é a vitória da grande hipocrisia que impera no país. – Pouco antes das seis da tarde do sábado passado, um avião da Polícia Federal aterrissou no aeroporto de Brasília, levando os condenados pelo Supremo Tribunal Federal para começar, de imediato, a cumprir as sentenças recebidas. Três horas mais tarde, foram conduzidos à Penitenciária da Papuda. Entre os presos, havia de tudo – da herdeira de um banco privado a um publicitário dado a práticas heterodoxas na hora de levantar fundos para campanhas eleitorais. Práticas essas, aliás, testadas e comprovadas na campanha do tucano Eduardo Azeredo, em Minas Gerais, em 1998.

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Anotacoes-sobre-uma-farsa-I-/4/29574

STF age como oposição porque partidos não conseguem cumprir papel
– O STF tornou-se um bunker incrustado no coração da democracia, que mais colabora para manter as deficiências do sistema político do que para saná-las. – Escrevo com atraso a segunda coluna sobre as dificuldades da oposição partidária brasileira (leia aqui a primeira, O canto do cisne do PSDB e do DEM), mas isso pode ter sido providencial. Coincide com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de decretar a prisão dos condenados do chamado Mensalão sem o trânsito em julgado de toda a ação.

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/STF-age-como-oposicao-porque-partidos-nao-conseguem-cumprir-papel/4/29542

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/11/20/trabalhando-com-poesia-542

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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O CAVALINHO BRANCO – Cecília Meireles

À tarde, o cavalinho branco
está muito cansado.
mas há um pedacinho do campo
onde é sempre feriado.
O cavalo sacode a crina
loura e comprida
e nas verdes ervas atira
sua branca vida.
Seu relincho estremece as raízes
e ele ensina aos ventos
a alegria de sentir livres
seus movimentos.
Trabalhou todo o dia tanto!
desde a madrugada!
Descansa entre as flores,
cavalinho branco
de crina dourada!

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Trabalhando com Poesia

“… Meu bem querer é segredo, é sagrado, está sacramentado em meu coração… Meu bem querer tem um quê de pecado, acariciado pela emoção… Meu bem querer, meu encanto, estou sofrendo tanto amor, e o que é o sofrer, para mim que estou jurado pra morrer de amor?… Meu bem querer é segredo, é sagrado, está sacramentado em meu coração… Meu bem querer tem um quê de pecado, acariciado pela emoção… Meu bem querer, meu encanto, estou sofrendo tanto amor, e o que é o sofrer, para mim que estou jurado pra morrer de amor?…” (Djavan – Meu bem querer – Comp.: Djavan)

“… Assim que o dia amanheceu lá no mar alto da paixão, dava pra ver o tempo ruir… Cadê você? Que solidão! Esquecera de mim?… Enfim, de tudo o que há na terra, não há nada em lugar nenhum, que vá crescer sem você chegar… Longe de ti tudo parou. Ninguém sabe o que eu sofri… Amar é um deserto e seus temores, vida que vai na sela dessas dores, não sabe voltar, me dá teu calor… Vem me fazer feliz, porque eu te amo! Você deságua em mim e, eu oceano… E esqueço que amar, é quase uma dor, só sei viver, se for por você!… Enfim, de tudo o que há na terra, não há nada em lugar nenhum, que vá crescer sem você chegar… Longe de ti tudo parou. Ninguém sabe o que eu sofri… Amar é um deserto e seus temores, vida que vai na sela dessas dores, não sabe voltar, me dá teu calor… Vem me fazer feliz, porque eu te amo! Você deságua em mim e, eu oceano… E esqueço que amar, é quase uma dor, só sei viver, se for por você!…” (Djavan – Oceano – Comp.: Djavan)

“… Ai, quanto querer cabe em meu coração… Aaaaaiii, me faz sofrer, faz que me mata e se não mata fere… Vai sem me dizer na casa da paixão… Saaaaii quando bem quer, traz uma praga e me afaga a pele… Crescei, luar, prá iluminar as trevas fundas da paixão… Eu quis lutar contra o poder do amor, cai nos pés do vencedor, para ser o serviçal de um samurai, mas eu tô tão feliz! Dizem que o amor atrai… Ai, quanto querer cabe em meu coração… Aaaaaiii, me faz sofrer, faz que me mata e se não mata fere… Vai sem me dizer na casa da paixão… Saaaaii quando bem quer, traz uma praga e me afaga a pele… Crescei, luar, prá iluminar as trevas fundas da paixão… Eu quis lutar contra o poder do amor, cai nos pés do vencedor, para ser o serviçal de um samurai, mas eu tô tão feliz! Dizem que o amor atrai…” (Djavan – Samurai – Comp.: Djavan)

“Lembre-se de que colheremos, infalivelmente, aquilo que houvermos semeado. Se estamos sofrendo, é por que estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas do passado. Fique alerta quanto ao momento presente! Plante apenas sementes de otimismo e de amor, para colher amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade. Cada um colhe, exatamente, aquilo que plantou.” (Minutos de Sabedoria Pg. 003)

Bom dia pessoal,

Qual a sua atitude diante da vida? Como você se posiciona diante dos fatos que ocorrem na sociedade da qual você é parte integrante. Se posta passivo e complacente com as dores e sofrimentos dos seus irmãos ou se posiciona?
Postei ontem a noite um texto de Antonio Gramsci, escrito em fevereiro de 1917, mas, incrivelmente atual e que gostaria de compartilhar com os leitores do nosso Blog. Em seu texto “Os Indiferentes”, de 11 de Fevereiro de 1917, (Texto retirado do livro Convite à Leitura de Gramsci”, com tradução de Pedro Celso Uchôa Cavalcanti), escreveu Gramsci:

Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que “viver significa tomar partido”. Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes (…)

Leia a íntegra do texto:

https://oipa2.wordpress.com/2013/11/19/nosso-blog-tem-lado-indiferenca-nao-cabe-aqui/

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do blog Correio do Brasil. Vale a pena conferir:

Pizzolato revela na Itália dossiê que embaraça julgamento de Barbosa – O pior pesadelo do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que tem dado repetidas mostras de interesse pela vida política, começa a se transformar em realidade nas próximas horas, em Roma. O ex-diretor do Banco do Brasil Francisco Pizzolato fará chegar às mãos de seus advogados italianos o relatório de perto de mil páginas, que o Correio do Brasil divulga, com exclusividade, no qual apresenta provas de que o dinheiro que deu origem à Ação Penal 470 no STF origina-se em uma empresa privada e não de um ente público, como afirma o relatório de Barbosa.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/pizzolato-revela-na-italia-dossie-que-embaraca-julgamento-de-barbosa/663253/

Economistas reduzem projeção para inflação e balança neste ano – Economistas de instituições financeiras ajustaram para baixo suas projeções para a inflação e a balança comercial neste ano e no próximo, ao mesmo tempo em que elevaram a perspectiva para o dólar em 2013.

http://correiodobrasil.com.br/economia-4/economistas-reduzem-projecao-para-inflacao-e-balanca-neste-ano/663115/

Escuta, classe média ressentida – Em poucos momentos da história, a justiça foi tão achincalhada como na tarde de sexta-feira. Negação do contraditório, fatiamento do transitado em julgado e ordens de prisão para satisfazer a sanha de uma classe média reacionária e patrimonialista.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/opiniao/escuta-classe-media-ressentida/663144/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/11/19/trabalhando-com-poesia-541

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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As Meninas – Cecilia Meirelles

Arabela
abria a janela.
Carolina
erguia a cortina.
E Maria
olhava e sorria:
“Bom dia!”

Arabela
foi sempre a mais bela.
Carolina,
a mais sábia menina.
E Maria
apenas sorria:
“Bom dia!”
Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
uma que se chamou Carolina.
Mas a profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
“Bom dia!”

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Nosso Blog tem Lado. Indiferença não cabe aqui!

Em relação às postagens do nosso blog, uma dica: Não, não há imparcialidade nele! Assim como o proprietário, o “Espaço de Sobrevivência” tem lado e sabe muito bem com quem ele se identifica. Como disse Antonio Gramsci, em seu texto “Os Indiferentes”, de 11 de Fevereiro de 1917, mas, ainda super atual. (Texto retirado do livro Convite à Leitura de Gramsci”, com tradução de Pedro Celso Uchôa Cavalcanti):

Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que “viver significa tomar partido”. Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.

A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar.

A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis.

Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.

A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.

Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.

Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.

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Trabalhando com Poesia

“… O que há dentro do meu coração, eu tenho guardado pra te dar… E todas as horas que o tempo tem pra me conceder, são tuas até morrer… E a tua história, eu não sei, mas, me diga só o que for bom… Um amor tão puro, que ainda nem sabe a força que tem, é teu e de mais ninguém… Te adoro em tudo, tudo, tudo, quero mais que tudo, tudo, tudo, te amar sem limites, viver uma grande história… Te adoro em tudo, tudo, tudo, quero mais que tudo, tudo, tudo, te amar sem limites, viver uma grande história… Aqui ou noutro lugar, que pode ser feio ou bonito, se nós estivermos juntos, haverá um céu azul… Um amor puro, não sabe a força que tem! Meu amor eu juro, ser teu e de mais ninguém… Um amor puro… O que há dentro do meu coração, eu tenho guardado pra te dar… E todas as horas que o tempo tem pra me conceder, são tuas até morrer… E a tua história, eu não sei, mas, me diga só o que for bom… Um amor tão puro, que ainda nem sabe a força que tem, é teu e de mais ninguém… Te adoro em tudo, tudo, tudo, quero mais que tudo, tudo, tudo, te amar sem limites, viver uma grande história… Te adoro em tudo, tudo, tudo, quero mais que tudo, tudo, tudo, te amar sem limites, viver uma grande história… Te adoro em tudo, tudo, tudo, quero mais que tudo, tudo, tudo, te amar sem limites, viver uma grande história… Te adoro em tudo, tudo, tudo, quero mais que tudo, tudo, tudo, te amar sem limites, viver uma grande história… Te amar sem limites, viver uma grande história… Te adoro em tudo, tudo, tudo, quero mais que tudo, tudo, tudo, te amar sem limites, viver uma grande história… Te adoro em tudo, tudo, tudo, quero mais que tudo, tudo, tudo, te amar sem limites, viver uma grande história…” (Djavan – Um amor puro – Comp.: Djavan)

“… Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro, e o pensamento lá em você, eu sem você não vivo… Um dia triste, toda fragilidade incide, e o pensamento lá em você, e tudo me divide… Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro, e o pensamento lá em você, eu sem você não vivo… Um dia triste, toda fragilidade incide, e o pensamento lá em você, e tudo me divide… Longe da felicidade e todas as suas luzes, te desejo como ao ar, mais que tudo, és manhã na natureza das flores… Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes, não te esquecerei um dia, nem um dia, espero com a força do pensamento, recriar a luz que me trará você… E tudo nascerá mais belo, o verde faz do azul com o amarelo, o elo com todas as cores, pra enfeitar amores gris… E tudo nascerá mais belo, o verde faz do azul com o amarelo, o elo com todas as cores, pra enfeitar amores gris… Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro, e o pensamento lá em você, eu sem você não vivo… Um dia triste, toda fragilidade incide, e o pensamento lá em você, e tudo me divide… Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes, não te esquecerei um dia, nem um dia, espero com a força do pensamento, recriar a luz que me trará você… E tudo nascerá mais belo, o verde faz do azul com o amarelo, o elo com todas as cores, pra enfeitar amores gris… E tudo nascerá mais belo, o verde faz do azul com o amarelo, o elo com todas as cores, pra enfeitar amores gris…” (Djavan – Nem um dia – Comp.: Djavan)

“… O seu amor reluz, que nem riqueza, asa do meu destino, clareza do tino, pétala de estrela caindo bem devagar… Oh meu amor! Viver é todo sacrifício feito em seu nome, quanto mais desejo um beijo, um beijo seu… Muito mais eu vejo gosto em viver, viver!… Por ser exato, o amor não cabe em si! Por ser encantado, o amor revela-se, por ser amor, invade e fim!!… Por ser exato, o amor não cabe em si! Por ser encantado, o amor revela-se, por ser amor, invade e fim!!… Por ser exato, o amor não cabe em si! Por ser encantado, o amor revela-se, por ser amor, invade e fim!!…” (Djavan – Pétala – Comp.: Djavan)

“Deus está em toda a parte ao mesmo tempo, em redor de você, dentro de você! Jamais você está desamparado. Nunca está só. Não permita que a mágoa o perturbe: procure manter-se calmo (a), para ouvir a voz silenciosa de Deus dentro de você. Assim, poderá superar todas as dificuldades que aparecerem em seu caminho, e há de descobrir a Verdade que existe em todas as coisas e pessoas.” (Minutos de Sabedoria Pg. 002)

Boa noite pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Mais uma semana se inicia e com ela se renovam as nossas expectativas de novas conquistas, de realizações e de sucesso.

Fim de semana feliz para o torcedor baiano. O Time de Canabrava venceu o Santos por 2×0, em Salvador, alcançou os 54 pontos e se manteve na sexta posição. Já o Bahia venceu ao rebaixado Náutico pelo magro placar de 1×0, na Arena Pernambuco, saiu da Zona de Rebaixamento e agora é o 16º colocado. No próximo domingo o Bahia enfrenta a Portuguesa na Fonte Nova e o time de Canabrava enfrenta o Criciúma, em Santa Catarina. O time catarinense e o Fluminense, que enfrenta o Santos em Presidente Prudente, têm a mesma pontuação do Bahia e correm risco de rebaixamento, igualmente ao tricolor baiano. Matematicamente até o oitavo colocado ainda têm riscos matemáticos de figurar entre os quatro clubes que cairão para a segunda divisão.

O Feriado dedicado à proclamação da república foi ocupado pela grande mídia, que dedicou praticamente todo o seu horário de notícias à ação espetaculosa do Presidente do Supremo Tribunal Federal, que nitidamente escolheu a dedo a data para decretar de forma unilateral as prisões de um conjunto de condenados da Ação Penal 470. Chama a atenção a nítida irregularidade cometida em relação a três dos presos, José Dirceu, José Genuíno e Delúbio Soares, que tiveram nas suas condenações a definição do regime Semi-Aberto, como o de início do cumprimento da pena, mas, estão mantidos em regime fechado. Preocupante a situação de Genuíno, que passa por problemas seriíssimos de saúde, notadamente após a intervenção cirúrgica pela qual passou a alguns meses.

Não podendo deixar de repercutir esta questão, as nossas sugestões de leitura do “Trabalhando com Poesia” de hoje, traz alguns textos do acerca da questão. Vale a pena conferir:

Lambança no STF: Mello cobra resposta de Barbosa – O ministro Marco Aurélio Mello foi o primeiro integrante do Supremo Tribunal Federal a contestar a decisão – ilegal, segundo vários juristas – de determinar a transferência dos presos condenados em regime semiaberto para Brasília; “O que não compreendi, e estou aguardando uma justificativa, foi a vinda dos acusados para Brasília. Para quê? Para depois eles retornarem à origem?”, questionou; clima no STF é de total constrangimento diante da atitude do presidente Joaquim Barbosa (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/121177/Lamban%C3%A7a-no-STF–Mello-cobra-resposta-de-Barbosa.htm

Lula: lei só será cumprida com “regime semiaberto” – Questionado se visitaria os réus petistas presos após condenação na AP 470, ex-presidente responde, em tom de cobrança: “Eu estou aguardando que a lei seja cumprida e quem sabe eles fiquem em regime semiaberto”; ex-ministro de seu governo José Dirceu e ex-presidente do PT José Genoino deveriam cumprir pena no semiaberto, mas estão no fechado desde sábado em Brasília; Lula voltou a dizer que gostaria de comentar o caso, mas apenas ao fim do julgamento; “Eu tô dizendo há muito tempo que vou esperar o julgamento total, que eu tenho muita coisa a comentar e eu gostaria de falar sobre o assunto”

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/121154/Lula-lei-s%C3%B3-ser%C3%A1-cumprida-com-regime-semiaberto.htm

Greenhalgh X Cardozo: “Genoino cuspiu sangue” – Advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, que defendeu presos políticos na ditadura e é filiado ao Partido dos Trabalhadores, contesta a nota oficial divulgada nesta tarde pelo Ministério da Justiça sobre o estado de saúde de José Genoino, preso na Papuda, em regime classificado como semiaberto, mas ainda fechado. “Não é verdadeira a nota oficial do MJ. José Genoino piora a olhos vistos. Hoje cuspiu sangue. Situação se agrava”; caso cria comoção entre os militantes do PT e tensiona a relação com o governo Dilma

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/121183/Greenhalgh-X-Cardozo-Genoino-cuspiu-sangue.htm

Breve diálogo sobre o STF, a política e a violação do Direito no Brasil, por Davis Sena Filho – No Brasil, não se prende apenas pobre, preto e puta. A Casa Grande e seus serviçais públicos e privados acrescentaram mais um “P” à sua perversa doutrina: os petistas também foram incluídos. Deu para entender agora a teoria do domínio do fato, com embargos infringentes ou não, dotô? É isso aí…

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/121169/Breve-di%C3%A1logo-sobre-o-STF-a-pol%C3%ADtica-e-a-viola%C3%A7%C3%A3o-do-Direito-no-Brasil.htm

Barbosa e a partidarização do STF – O analista Paulo Vannuchi entende que a prisão de réus da Ação Penal 470, o mensalão, não pode ser lida como uma refundação da política nacional, como defendem figuras da oposição ao PT, mas como a reafirmação de uma postura parcial do Judiciário brasileiro. Em seu comentário de hoje (18) na Rádio Brasil Atual, ele afirmou que está “carregada de ódio” a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de determinar em pleno feriado de Proclamação da República as prisões do ex-ministro José Dirceu e do ex-deputado José Genoino.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/11/barbosa-e-partidarizacao-do-stf.html

“FALTA ALGUÉM NA PAPUDA” – Em artigo exclusivo para o 247, o jornalista Breno Altman, diretor do Opera Mundi, defende que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, responda pelas ilegalidades cometidas nas primeiras prisões da Ação Penal 470; “Não há crime maior, na democracia, que a violação da Constituição e de direitos dos cidadãos por autoridades que têm obrigação de zelar e proteger o bem público”, diz ele; Altman classifica Barbosa como um “fora-da-lei” por ter submetido condenados ao semiaberto à prisão em regime fechado; “Se a coragem fosse um atributo da vida política brasileira, esse homem deveria estar respondendo por seus malfeitos”, diz o jornalista, que acompanhou José Dirceu, quando ele se entregou à Polícia Federal; leia a íntegra

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12789

Genoino doente, e preso, comove e causa revolta nas redes sociais – Genoino é levado para cumprir prisão fechada, quando condenado na AP 470 a cumprir pena em regime semiaberto – Embora sem nenhuma declaração pública e oficial, de qualquer autoridade federal ou do próprio partido a que pertençam, o PT, de apoio ou de preocupação com a integridade física do deputado José Genoino e do ex-ministro José Dirceu, ambos acordaram, nesta segunda-feira, presos em regime fechado no Complexo Penitenciário da Papuda. No Ministério da Justiça, nenhuma orientação em vista para algum pronunciamento do ministro José Eduardo Cardozo sobre o estado de saúde do ex-presidente da legenda pela qual ocupou o posto de coordenador da campanha da presidenta Dilma Rousseff.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/brasil/genoino-doente-e-preso-comove-e-causa-revolta-nas-redes-sociais/663226/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/11/18/trabalhando-com-poesia-540

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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A BAILARINA Cecília Meireles

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os ohos e sorri.
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças

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Trabalhando com Poesia

“… Minha garganta estranha quando não te vejo, me vem um desejo doido de gritar… Minha garganta arranha a tinta e os azulejos, do teu quarto, da cozinha, da sala de estar… Minha garganta arranha a tinta e os azulejos do teu quarto, da cozinha, da sala de estar… Venho madrugada perturbar teu sono, como um cão sem dono, me ponho a ladrar… Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso, tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar… Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso, tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar… Sei que não sou santa, às vezes vou na cara dura, às vezes ajo com candura, pra te conquistar… Mas não sou beata, me criei na rua, e não mudo minha postura só pra te agradar… Mas não sou beata, me criei na rua, e não mudo minha postura só pra te agradar… Vim parar nessa cidade, por força da circunstância, sou assim desde criança, me criei meio sem lar… Aprendi a me virar sozinha, e se eu tô te dando linha, é pra depois te… Han!… Aprendi a me virar sozinha, e se eu tô te dando linha, é pra depois te abandonar… Aprendi a me virar sozinha, e se eu tô te dando linha, é pra depois te abandonar… Aprendi a me virar sozinha, e se eu tô te dando linha, é pra depois te abandonar… Aprendi a me virar sozinha, e se eu tô te dando linha, é pra depois te abandonar… Minha garganta estranha… Aprendi a me virar sozinha, e se eu tô te dando linha, é pra depois te abandonar… Aprendi a me virar sozinha, e se eu tô te dando linha, é pra depois te abandonar…” (Ana Carolina – Garganta – Comp.: Totonho Villeroy)

“… O tempo vai passar você vai ver, então por que já não saber de vez? Você está tão longe de entender, o que eu falo bem diante de você… Você diz tudo bem, depois faz diferente. Diz que vai sumir e sempre volta atrás… Enquanto a sua imagem vai e vem, aonde posso ir se você não está… O sol me reconforta e eu ando só, e sei que você anda por aí… Eu nunca mais te vi ao meu redor, nem sei se me encontrei ou te perdi… Talvez eu siga sem você daqui pra frente. A vida tem caminhos muito desiguais!… Disseram que você só fala em mim, agora veja como a gente foi ficar… Não mandei você ir embora, nem falei que podia me esquecer… Vou sorrir pra tristeza agora, vou viver os meus dias sem você… O sol me reconforta e eu ando só, e sei que você anda por aí… Eu nunca mais te vi ao meu redor, nem sei se me encontrei ou te perdi… Talvez eu siga sem você daqui pra frente. A vida tem caminhos muito desiguais!… Disseram que você só fala em mim, agora veja como a gente foi ficar… Não mandei você ir embora, nem falei que podia me esquecer… Vou sorrir pra tristeza agora, vou viver os meus dias sem você… Não mandei você ir embora, nem falei que podia me esquecer… Vou sorrir pra tristeza agora, vou viver os meus dias sem você…” (Ana Carolina – Só Fala em mim – Comp.: Ana Carolina / Celso Fonseca / Totonho Villeroy)

“… A canção tocou na hora errada, e eu que pensei que eu sabia tudo, mas, se é você eu não sei nada… Quando ouvi a canção, era madrugada, eu vi você, até senti tua mão e achei até que me caia bem como uma luva, mas veio a chuva e ficou tudo tão desigual… A canção tocou no rádio agora, mas, você não pode ouvir, por causa do temporal… Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma… Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora… Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora… A canção tocou na hora errada… Mas não tem nada não, eu até lembrei das rosas que dão no inverno… Mas não tem nada não, eu até lembrei das rosas que dão no inverno… Mas guardei tuas cartas com letras de fôrma… Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora… Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora… A canção tocou na hora errada… Mas não tem nada não, eu até lembrei das rosas que dão no inverno… Mas não tem nada não, eu até lembrei das rosas que dão no inverno… Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora… Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora… Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora… Mas já não sei de que forma mesmo você foi embora …” (Ana Carolina – A canção tocou na hora errada – Comp.: Ana Carolina)

Confira outros sucessos de Ana Carolina:

“Não critique! Procure antes colaborar com todos, sem fazer críticas. A crítica fere, e ninguém gosta de ser ferido. E a criatura que gosta de criticar, aos poucos, se vê isolada de todos. Se vir alguma coisa errada, fale com amor e carinho, procurando ajudar. Mas, sobretudo, procure corrigir os outros, através de seu próprio exemplo.” (Minutos de Sabedoria Pg. 001)

Bom dia pessoal,

Mais um final de semana chegando e com ele a nossa expectativa de momentos de tranquilidade e de paz. Mais uma noite de tristeza para a torcida tricolor. Jogando pessimamente, com direito às falhas de sempre o time de Cristovão Borges frequenta pela primeira vez a zona perigosa da tabela. Time tem mais quatro partidas, sendo duas em casa e duas fora e terá que tirar leite de pedra para não cair para a segunda divisão. É hora da Torcida mostrar ainda mais amor pelo time. Só termina no último apito. #BoraBaheaMinhaPorra

Impossível para o “Trabalhando com Poesia” não repercutir o acontecimento histórico de ontem em homenagem ao Ex-Presidente João Goulart.

Eleito duas vezes vice-presidente da República, em 1955 e 1960, João Goulart tornou-se Presidente da República em agosto de 1961 com a renúncia de Jânio Quadros. Em sua posse, em 7 de setembro de 1961, Jango afirmou que todo o país deveria se mobilizar na luta pela emancipação econômica, contra a pobreza e contra o subdesenvolvimento.

“Reclamamos a união do povo brasileiro e por ela lutaremos com toda a energia, para, sob a inspiração da lei e dos direitos democráticos, mobilizar todo o País para a única luta interna em que nos devemos empenhar, que é a luta pela nossa emancipação econômica, que é a luta contra o pauperismo, a luta contra o subdesenvolvimento”, afirmou.
Já em 13 de março de 1964, em meio às tensões sociais e à pressão externa, o presidente discursou na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, para um público estimado de 150 mil pessoas. Na ocasião, Jango anunciou as reformas agrária, tributária e eleitoral. Ele ainda afirmou contar com a “compreensão e o patriotismo” das Forças Armadas.

“Reafirma os seus propósitos inabaláveis de lutar com todas as suas forças pela reforma da sociedade brasileira.

Não apenas pela reforma agrária, mas pela reforma tributária, pela reforma eleitoral ampla, pelo voto do analfabeto, pela elegibilidade de todos os brasileiros, pela pureza da vida democrática, pela emancipação econômica, pela justiça social e pelo progresso do Brasil”, disse.

Depois da cerimônia de chegada de João Goulart com honras militares, o filho dele, João Vicente Goulart, avaliou que o processo de exumação, exames e perícias para constatar a causa da morte do pai é um primeiro passo para resgatar a história do ex-presidente e do país. Para João Vicente, é importante refletir sobre as reformas de base propostas por Jango.

“Acho que se nós queremos reformar o Estado brasileiro, pensar na reforma de nossa previdência, na reforma agraria, temos que voltar a 1964 para estudar, para ver realmente o que foi 1964 e qual foram, dentro das reformas que foram enviadas a mensagem para o Congresso Nacional em 1964. Acho que a importância de rever Jango é a importância de rever o Brasil. Temos que avançar. Estamos dando o primeiro grande passo, não será o último”, comentou.
Rosa Maria Cardoso, que foi coordenadora da Comissão Nacional da Verdade e trabalha diretamente em processos que envolvem a história de Jango, afirmou que, para o país, é importantíssimo saber o que de fato aconteceu ao ex-presidente.

“Primeiro, é importante para a própria família que tem procurado desde que ele morreu saber as causas dessa morte, saber o significado político, também o envolvimento político dele, desde que a família sabia que o Jango era permanentemente vigiado por representantes de órgãos de informação e repressão. […] Desvendar tudo isso é muito importante”, avaliou Rosa Maria.

O cineasta Sílvio Tendler, que dirigiu o documentário “Jango”, lembrou que o local da solenidade, a Base Aérea, foi o último em que João Goulart esteve em Brasília, antes de viajar para Porto Alegre, e em seguida para o exílio. Ele também reconheceu o significado da homenagem com honras dignas de um chefe de estado ao ex-presidente.

“Quase 50 anos depois desses fatos que estou narrando, quer dizer, vai fazer 50 anos, ele volta com todas as honras dignas de um chefe de estado. Volta para poder receber a justa homenagem dele, numa iniciativa da presidenta Dilma Rousseff, na qual estarão presentes os outros chefes de estado, então acho que se faz justiça, e posso dizer que meu filme está quase pronto e acabado”, disse Sílvio.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, dois textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:
Lula: “Como eu posso comentar decisão do STF?” – Ex-presidente Lula diz que “quem tem de discordar ou não” sobre a determinação de prisão imediata dos réus da Ação Penal 470 “são os advogados, que juridicamente têm de saber se pode fazer ou não”; “Quem sou eu para fazer qualquer insinuação ou julgamento da Suprema Corte?”, questionou Lula, em Brasília, onde participou nesta manhã de cerimônia que recebeu os restos mortais do ex-presidente João Goulart; na sessão de hoje, os ministros do STF não discutiram os mandatos de prisão, que devem ser expedidos na próxima semana; condenados, como o ex-ministro José Dirceu, ganham alguns dias (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/120860/Lula-Como-eu-posso-comentar-decis%C3%A3o-do-STF.htm

O grito de um blogueiro contra a prisão de Genoino – No artigo “Preto, pobre, prostituta e petista”, Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, expressa sua indignação com a prisão de uma das principais lideranças da esquerda brasileira, José Genoino, que deve acontecer nas próximas horas; “isso está acontecendo em um país em que um político como Paulo Maluf, cujas provas de corrupção se avolumam há décadas, jamais foi condenado à prisão”, diz ele, que ilustra seu texto com uma imagem da “mansão de Genoino” (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/120813/O-grito-de-um-blogueiro-contra-a-pris%C3%A3o-de-Genoino.htm

Petistas cobram que STF julgue mensalão tucano – “O esquema de pagamento de mensalidades foi criado pelo PSDB em Minas Gerais cinco anos antes. Não tem nem data para julgamento e corre o risco de prescrever. Não se pode ter dois pesos e duas medidas”, disse o senador Jorge Viana; já o também Eduardo Suplicy disse que o STF assumiu o “compromisso” de julgar o mensalão tucano, por isso tem que cumprir seu papel; “é um compromisso que eles assumiram de analisar o caso que ocorreu com o PSDB. É natural que isso aconteça. Não dá para ter dois pesos e duas medidas”, afirmou (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/120884/Petistas-cobram-que-STF-julgue-mensal%C3%A3o-tucano.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Portas – Içami Tiba

Se você abre uma porta,
você pode ou não entrar em uma nova sala.
Você pode não entrar e ficar observando a vida.
Mas se você vence a dúvida, o temor, e entra, dá um grande passo:
Nesta sala vive-se!
Mas, também, tem um preço…
São inúmeras outras portas que você descobre.
Às vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta.
A vida não é rigorosa,
ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende.
Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa, a cada sala que se vive, descobre-se tantas outras portas.
E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida também pode ser dura e severa.
Se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela frente.
É a repetição perante a criação,
é a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores,
é a estagnação da vida…
Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens!

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Trabalhando com Poesia

“… Espera aí! Nem vem com essa história, eu nem quero ouvir. Não dá pra te esquecer agora, como assim? ‘Cê disse que me amava tanto ontem, eu juro que ouvi… Calma aí! Que diabo você tá dizendo agora? Que onda é essa de outro lance pra viver? Você nem pode tá falando sério… Vivi pra você, morri pra você… Pois então vai! A porta esteve aberta o tempo todo, sai! Quem tá lhe segurando? Você sabe voar… Pois então vai! A porta na verdade nem existe, sai! O que está esperando? Você sabe voar… Então tá bom! Senta e conta logo tudo devagar, não minta, não me faça suportar, você caindo nesse abismo enorme, tão fora de mim… Tá legal! É, e eu faço o quê com a nossa vida genial? ‘Cê vai viver pra outra vida e eu fico aqui, na vida que ficou em minha vida, Tão perto de mim, tão longe de mim… Pois então vai! A porta esteve aberta o tempo todo, sai! Quem tá lhe segurando? Você sabe voar… Pois então vai! A porta na verdade nem existe, sai! O que está esperando? Você sabe voar… De volta pra mim… De volta pra mim… Pois então vai! A porta esteve aberta o tempo todo, sai! Quem tá lhe segurando? Você sabe voar… Pois então vai! A porta na verdade nem existe, sai! O que está esperando? Você sabe voar… De volta pra mim… De volta pra mim…” (Ana Carolina – Vai – Comp.: Simone Saback)

“…Qualquer distância entre nós, vira abismo sem fim. Quando estranhei sua voz, eu te procurei em mim. Ninguém vai resolver problemas de nós dois… Se tá tão difícil agora, se um minuto a mais demora, nem olhando assim mais perto, consigo ver por que tá tudo tão incerto… Será que foi alguma coisa que eu falei? Ou algo que fiz que te roubou de mim? Sempre que eu encontro uma saída, você muda de sonho e mexe na minha vida… O meu amor conhece cada gesto seu. Palavras que o seu olhar só diz pro meu… Se pra você a guerra está perdida, olha que eu mudo os meus sonhos, pra ficar na sua vida!… Se tá tão difícil agora, se um minuto a mais demora, nem olhando assim mais perto, consigo ver por que tá tudo tão incerto… Será que foi alguma coisa que eu falei? Ou algo que fiz que te roubou de mim? Sempre que eu encontro uma saída, você muda de sonho e mexe na minha vida… O meu amor conhece cada gesto seu. Palavras que o seu olhar só diz pro meu… Se pra você a guerra está perdida, olha que eu mudo os meus sonhos, pra ficar na sua vida!… O meu amor conhece cada gesto seu. Palavras que o seu olhar só diz pro meu… Se pra você a guerra está perdida, olha que eu mudo os meus sonhos, pra ficar na sua vida!…” (Ana Carolina – Problemas – Comp.: Ana Carolina / Dudu Falcão / Chiara Civello)

“… Se ficar assim me olhando, me querendo, procurando, não sei não, eu vou me apaixonar!… Eu não tava nem pensando, mas você foi me pegando, e agora não importa aonde vá: me ganhou, vai ter que me levar!… Você me vê assim, do jeito que eu sou. É, e faz de mim o que bem quer… Eu que sei tão pouco de você! E você que teima em me querer!… Se ficar assim me olhando, me querendo, procurando, não sei não, eu vou me apaixonar!… Eu não tava nem pensando, mas você foi me pegando, e agora não importa aonde vá: me ganhou, vai ter que me levar!! Com você é bom qualquer lugar!!… The way you’re looking at me, You go with me?, you want me, Can’t help myself I gotta be in love… I wasn’t even thinking, and now you got me sinking, I need you baby, I can’t get enough You got me… That’s where I’ll always be, I know you see me just the way I am, But just think of me… What you want me to be, I know you found the moment that we met, It’s giving me a love I won’t forget… Se ficar assim me olhando, me querendo, procurando, não sei não, eu vou me apaixonar!… Eu não tava nem pensando, mas você foi me pegando… I need you baby I can’t get enough, You got me, that’s where I’ll always be, ‘ll go there, go anywhere with you!… Se ficar assim me olhando, me querendo, procurando, não sei não, eu vou me apaixonar!… I wasn’t even thinking, and now you got me sinking! I need you baby, I can’t get enough!… Me ganhou, vai ter que me levar!!…” (Ana Carolina – Entreolhares – Comp.: Ana Carolina / Dudu Falcão / Chiara Civello)

“Não acumule em seu coração desejos de vingança, detritos do mal. Jogue-os fora, relevando e esquecendo o que lhe fizeram de mal, em palavras, atos e maledicências, calúnias e injustiças. Esqueça! Uma única pessoa lucrará com o seu perdão: você mesmo, que libertará seu coração do peso da mágoa e do ódio. Seja inteligente: perdoe e esqueça, para ser feliz.” (Minutos de Sabedoria Pg. 288)

Bom dia pessoal,

O Cruzeiro é o Campeão Brasileiro de Futebol da Série A. O time mineiro venceu o time de Canabrava pelo placar de 3×1 e abriu uma vantagem para o segundo colocado (Atlético PR), matematicamente impossível de ser eliminada. O Atlético perdeu por 2×1 para o Criciúma e viu as chances de superar o Cruzeiro voar pelas mãos. Hoje, o Bahia enfrenta o Santos em São Paulo pressionado pela posição na tabela. Um triunfo do Fluminense obriga o tricolor baiano a pelo menos empatar para não entrar na Zona do Rebaixamento.

Cotas para negros não acabam com a meritocracia nos concursos públicos, diz ministra – No “Fala, Ministra”, a titular da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, afirmou que o projeto de lei que reserva 20% das vagas do serviço público federal para a população negra não acaba com a meritocracia nos concursos públicos. Ela ressaltou que não haverá uma flexibilização de critérios para poder beneficiar os negros e que a medida é necessária para acelerar a participação desta população nos lugares de prestígio do mercado de trabalho.

“Daí a necessidade de estabelecer essa cota de 20% de maneira que, nos próximos 10 anos, nós possamos aproximar o percentual de ingressantes no serviço público ao percentual total da população negra no Brasil. Desta forma, nós estaremos fazendo aquilo que se espera de uma sociedade democrática, que é abrir oportunidades para todos os seus cidadãos e cidadãs, independentemente da cor da pele ou de qualquer outra condição”. Luiza Bairros disse ainda que o objetivo das cotas é passar um recado para a população negra: “não deixe que o racismo limite as suas expectativas de participação na sociedade brasileira”. Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
Por que é necessário fixar cotas raciais para o serviço público federal?

As cotas nos concursos públicos são necessárias como um meio de acelerar a participação da população negra nos lugares de prestígio do mercado de trabalho. Para vocês terem uma ideia, no levantamento que foi feito pelo Ministério do Planejamento, entre 2004 e 2013, o ingresso de pessoas negras no serviço público variou de 22% a 29%, quase 30%. Isso significa que é uma taxa de ingresso muito inferior à participação dos negros no total da população brasileira, que, de acordo com a última PNAD, já chega a 53%. Daí a necessidade de estabelecer essa cota de 20% de maneira que, nos próximos 10 anos, nós possamos aproximar o percentual de ingressantes no serviço público ao percentual total da população negra no Brasil. Desta forma, nós estaremos fazendo algo que é aquilo que se espera de uma sociedade democrática, que é abrir oportunidades para todos os seus cidadãos e cidadãs, independentemente da cor da pele ou de qualquer outra condição.

As cotas acabariam com a meritocracia no concurso público?
As cotas nos concursos públicos não acabam com a meritocracia porque todas as pessoas que vão entrar estarão sujeitas a todas as provas que são pedidas: provas teóricas, provas de títulos, a depender do caso, também se submeterão à entrevistas. Isso quer dizer que os critérios vão permanecer. Não haverá uma flexibilização de critérios para poder beneficiar os negros. O que se quer com essa medida é dar um recado para a população negra no Brasil: não deixe que o racismo limite as suas expectativas de participação na sociedade brasileira.

A iniciativa do governo pode estimular o setor privado a promover a diversidade em seus quadros?
A adoção de cotas nos concursos públicos no governo federal, eu tenho certeza, que vai servir de efeito demonstração também para outros setores. Para vocês terem uma ideia da amplitude dessa medida que foi tomada por iniciativa da presidenta Dilma, além da administração direta, também estarão envolvidas as autarquias, as fundações, as empresas públicas. Portanto, é uma medida com impacto extremamente grande, que certamente vai influenciar as empresas privadas, que ainda são mais tímidas, do ponto de vista de iniciativas como essas. Porque o que está também por trás dessa decisão do governo é o fato de que a diversidade de uma maneira geral, e a diversidade racial, mais especificamente, é algo que agrega valor para o ambiente de trabalho, agrega valor para as decisões que são tomadas e, sem dúvida alguma, as empresas privadas não vão querer ficar atrás em termos da possibilidade de que elas também têm de fazer da diversidade um ativo importante na sua atuação.

Confira a fala da nossa Ministra:

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (13), em sua conta no Twitter, que recebe hoje, no Palácio do Planalto, os líderes dos partidos que integram a base aliada na Câmara dos Deputados para dialogar e discutir as demandas da sociedade.

“O princípio da democracia é o diálogo. Ter visões distintas de um assunto faz parte da democracia. Sentar numa mesa para dialogar, esclarecer dúvidas, propor soluções e buscar consenso em prol do país é o que nos faz aliados. Por isso, mantenho essas reuniões regulares com os líderes no Congresso. Nenhum presidente democrático governa sozinho. Governa, isso sim, dialogando e respeitando Judiciário e Legislativo e traduzindo demandas da sociedade em políticas públicas e ações concretas”, disse.

Iniciada exumação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart – Peritos e a ministra Maria do Rosário, de Direitos Humanos, se reúnem com familiares durante a exumação do corpo de Jango. Foto: Claudio Fachel/ Palácio Piratini – A equipe de peritos coordenada pelo governo federal deu início na manhã desta quarta-feira (13), no Cemitério Municipal de São Borja, aos trabalhos de exumação do corpo do ex-presidente João Goulart. Entre eles há profissionais de Brasil, Argentina, Cuba e Uruguai. A família de Jango e os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, acompanharão o procedimento, que deve levar algumas horas. O corpo do ex-presidente será levado a Brasília, onde receberá honras de chefe de Estado nesta quinta-feira (14). Essa será uma forma de homenagear o ex-presidente que, na época, não contou com esse ritual concedido aos chefes da Nação.

http://blog.planalto.gov.br/iniciada-exumacao-dos-restos-mortais-do-ex-presidente-joao-goulart/

Na nossa sugestão de leitura de hoje artigos do Site Correio do Brasil. Vale a pena conferir:

STF determina a prisão imediata dos réus condenados na Ação Penal 470 – O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta quarta-feira, os embargos de declaração apresentados por todos os réus da Ação Penal (AP) 470, entre eles o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, e determinou que eles comecem a cumprir a pena imediatamente. Os mandados de prisão deverão ser expedidos dentro das próximas horas. Pizzolato é o primeiro condenado no processo da Ação Penal 470, conhecido como ‘mensalão’, a receber uma pena restritiva de direitos. O réu foi apenado em 12 anos e sete meses, em um presídio fluminense. Pizzolato mora no Rio de Janeiro e quer cumprir pena na capital do Estado, segundo pedido de seu advogado, Marthius Sávio. Ele alegou que seu cliente não pode dividir cela com criminosos perigosos porque foi condenado por um crime menor.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/stf-determina-a-prisao-imediata-dos-reus-condenados-na-acao-penal-470/662318/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131114

Educação na ‘Nuestra América’ de José Martí – José Julían Martí y Pérez (1853-1895) nasceu na cidade de Havana em 1853. Desde jovem, já havia começado a se envolver na luta pela independência de Cuba contra a Espanha. Com apenas dezesseis anos de idade, foi preso por sua participação no movimento independentista. Foi deportado para a Espanha, tendo vivido lá entre 1871 e 1874 e se formado em Direito, Filosofia e Letras na Universidade de Madrid e Saragoça.

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Oi sofre queda anual de 70,7% no lucro líquido no terceiro trimestre – A Oi sofreu uma queda anual de 70,7% no lucro líquido do terceiro trimestre, mas sinais de melhora operacionais da operadora de telecomunicações faziam as ações do grupo subirem nesta quarta-feira. A empresa comandada desde junho pelo presidente-executivo português Zeinal Bava teve lucro líquido de R$ 172 milhões entre julho e setembro, revertendo o prejuízo de R$ 124 milhões sofrido no segundo trimestre deste ano.

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!!

Apio Vinagre Nascimento
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“Não adianta ter bom senso. É preciso INFORMAÇÃO e conhecimento, é preciso praticar ser pai. Não é só o bom senso, pois o bom senso leva ao que está acontecendo, que é o filho ser uma colcha de retalhos de educação e não o resultado de um projeto educativo. Cada hora se faz de um jeito e os pais pensam que acertaram, mas no fundo ainda estão fazendo cada um de uma forma: o pai, a mãe, a avó, a babá – e ainda querem que os filhos tenham equilíbrio. Deve haver um planejamento, um projeto educativo. A educação é um projeto, é algo que tem um caminho, que não pode ser simplesmente de qualquer forma. Deve ser muito elaborada, pois é o futuro do filho e da família que estão em jogo…” (Frases e Pensamentos de Içami Tiba)

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Trabalhando com Poesia

“… É isso aí, como a gente achou que ia ser, a vida tão simples é boa, quase sempre… É isso aí, os passos vão pelas ruas, ninguém reparou na lua, a vida sempre continua… Eu não sei parar de te olhar, eu não sei parar de te olhar, não vou parar de te olhar, eu não me canso de olhar, não sei parar de te olhar… É isso aí, há quem acredite em milagres, há quem cometa maldades, há quem não saiba dizer a verdade… É isso aí, um vendedor de flores, ensinar seus filhos a escolher seus amores… Eu não sei parar de te olhar, não sei parar de te olhar, não vou parar de te olhar, eu não me canso de olhar, não vou parar de te olhar… É isso aí, há quem acredite em milagres, há quem cometa maldades, há quem não saiba dizer a verdade… É isso aí, um vendedor de flores, ensinar seus filhos a escolher seus amores… Eu não sei parar de te olhar, não sei parar de te olhar, não vou parar de te olhar, eu não me canso de olhar, não vou parar de te olhar…” (Ana Carolina e Seu Jorge – É Isso Aí – Comp.: Damien Rice ‘versão Ana Carolina’)

Versão original de The Blower’s Daughter, com Damien Rice:

“… Olha. Será que ela é moça? Será que ela é triste? Será que é o contrário? Será que é pintura o rosto da atriz?… Se ela dança no sétimo céu, se ela acredita que é outro país, e se ela só decora o seu papel, e se eu pudesse entrar na sua vida… Olha, Será que é de louça? Será que é de éter? Será que é loucura? Será que é cenário a casa da atriz?… Se ela mora num arranha-céu, e se as paredes são feitas de giz, e se ela chora num quarto de hotel, e se eu pudesse entrar na sua vida… Sim, me leva para sempre Beatriz, me ensina a não andar com os pés no chão… Para sempre é sempre por um triz, ah, diz quantos desastres tem na minha mão, diz se é perigoso a gente ser feliz… Olha, Será que é uma estrela? Será que é mentira? Mentira, mentira, mentira… Será que é comédia? Será que é divina a vida da atriz?… Se ela um dia despencar do céu, e se os pagantes exigirem bis, e se um arcanjo passar o chapéu, e se eu pudesse entrar na sua vida…” (Ana Carolina – Beatriz – Comp.: Chico Buarque / Edu Lobo)

“… É mágoa! Já vou dizendo de antemão. Se eu encontrar com você, tô com três pedras na mão… Eu só queria distância da nossa distância, saí por aí procurando uma contramão… Acabei chegando na sua rua, na dúvida de qual era a sua janela. Lembrei que era pra cada um ficar na sua, mas é que até a minha solidão tava na dela… Atirei uma pedra na sua janela, e logo correndo me arrependi. Foi o medo de te acertar, mas, era pra te acertar! e disso eu quase me esqueci… Atirei outra pedra na sua janela, uma que não fez o menor ruído, não quebrou, não rachou, não deu em nada. E eu pensei: talvez você tenha me esquecido… Eu só não consegui foi te acertar o coração, porque eu já era o alvo. De tanto que eu tinha sofrido, aí nem precisava mais de pedra, minha raiva quase transpassa a espessura do seu vidro… É mágoa! O que eu choro é água com sal, se der um vento é maremoto, se eu for embora não sou mais eu… Água de torneira não volta, e eu vou embora… Adeus…” (Ana Carolina – É Mágoa – Comp.: Ana Carolina)

“Faça diariamente, ao despertar, afirmações positivas de alegria e de vitória, procurando construir em torno de si um ambiente de serenidade e de harmonia. Aprenda a sorrir de coração para todos: parentes, amigos, conhecidos, de tal forma que basta a sua presença, para que a alegria penetre no coração das criaturas que lhe chegam perto. E verifique a felicidade que isto olhe causará.” (Minutos de Sabedoria Pg. 287)

Bom dia pessoal,

Na nossa vida há sempre os momentos em que é necessário arriscar, mesmo que à luz dos olhos do homem médio essa seja a pior alternativa. Sempre que me deparo com esses momentos me vem sempre à mente as palavras do poema “Todo Risco”, do grande Damário da Cruz. Escreveu ele: “A possibilidade de arriscar é que nos faz homens. Vôo perfeito, no espaço que criamos. Ninguém decide sobre os passos que evitamos. Certeza de que não somos pássaros e que voamos. Tristeza de que não vamos, por medo dos caminhos”.

Neste momento quero agradecer aos que confiaram em mim, como se velhos amigos fossemos, que depositaram em minha palavra e na minha crença em que as coisas se resolveriam. Quero agradecer também aos que fizeram possível o cumprimento da minha palavra e com isso, que eu pudesse honrar a palavra dada. Vamos em frente, pois, muitas lutas ainda hão de vir em nossa caminhada. Como sempre costumo dizer: #VamoQueVamo

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, na coluna Conversa com a Presidenta desta terça-feira (12), que o governo federal tem investido maciçamente em portos, sobretudo a partir da entrada em vigor do novo marco regulatório do setor. Ao responder à pergunta de Jorge Haile Lima, morador de Candeias (BA), Dilma informou que foram investidos cerca de R$ 40 milhões na recuperação do Porto de Aratu. Ela também ressaltou a inauguração da via expressa que liga a BR-324 ao Porto de Salvador e os investimentos no Porto de Paranaguá (PR) como importantes medidas para impulsionar o setor.

“Isso [o novo marco regulatório dos portos] significará novos investimentos, agora também da iniciativa privada, o que demonstra a importância que o governo atribui a esses portos”, afirmou a presidenta.
Dilma também falou sobre a autorização concedida pelo governo para a migração das rádios AM para FM, garantindo melhor qualidade de transmissão.

“Essa migração significa um salto tecnológico que vai ajudar a manter e até aumentar a audiência dessas rádios. Para muitas emissoras pequenas, esse avanço pode significar, inclusive, sua sobrevivência […] Tenho a certeza de que, com a tecnologia avançando, cada emissora vai encontrar seu caminho, continuando a prestar um enorme serviço à população e ajudando a integrar, cada vez mais, este nosso enorme País”, afirmou Dilma

Visita ao Peru

Em brinde durante almoço oferecido pelo presidente do Peru, Ollanta Humala, Dilma Rousseff afirmou que a integração entre Brasil e Peru não vai excluir a população dos dois países do processo de criação de riquezas. Segundo Dilma, os 10 anos da aliança entre Brasil e Peru não se restringiram aos governos, mas também incluíram empresários, trabalhadores, intelectuais e estudantes.

“O Brasil e o Peru serão países que, a partir desse processo de integração que está em desenvolvimento, das empresas brasileiras que aqui estão, das empresas peruanas que estão lá no Brasil, das nossas relações comerciais, e cada vez relações comerciais mais livres, nós conseguiremos o desenvolvimento para os nossos povos. E que através das nossas políticas sociais nós tenhamos certeza que no nosso novo momento, que é esse momento que nós inauguramos neste século, as nossas populações não ficarão à parte, não ficarão fora do processo de criação de riqueza do nosso país e que isso se dará através da educação, da ciência e tecnologia e, também, da ida e vinda de brasileiros e peruanos por essa fronteira afora”, disse.

Para Dilma, o Brasil fez uma aposta acertada há dez anos ao estabelecer uma aliança estratégica com o Peru. Dilma lembrou que durante muitos anos o Brasil viveu de costas para a América Latina, mas que essa situação mudou a partir de 2003.

“O presidente Humala disse uma coisa, hoje, para mim, muito rica, me disse o seguinte: nós estamos voltados para o Pacífico, vocês estão voltados para o Atlântico. Tradicionalmente, isso significava que nós estivéssemos de costas uns para os outros. A mudança de perspectiva estratégica é ser capaz de olhar para o Pacífico e olhar para o Atlântico e perceber que a nossa integração nos dá um outro potencial, porque nos dá um novo horizonte, um horizonte em que brasileiros olhem para o Pacífico, peruanos olhem para o Atlântico e, sobretudo, para que nós, em conjunto, olhemos para esse grande continente, que tem imenso potencial na infraestrutura, na agroindústria, na indústria, na produção de serviços, na sua integração através de banda larga, de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos”, afirmou.

Confira alguns momentos da cerimônia:

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do blog Correio do Brasil. Vale a pena conferir:

Investigações sobre propinoduto tucano avançam com delações em série
– Serra e Alckmin, dentro em breve, precisarão responder, publicamente, acerca do escândalo de obras superfaturadas em suas gestões à frente do Estado de São Paulo – Agentes da Polícia Federal (PF) têm incentivando os suspeitos no caso do propinoduto tucano a fazerem acordo de delação premiada no escândalo do cartel formado em relação às obras do metrô paulistano. Em troca de eventual redução de pena e outros benefícios, eles se tornam “investigados colaboradores” e revelam o que sabem do relacionamento criminoso entre os funcionários públicos e as empresas multinacionais contratadas durante os governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB, entre 1998 e 2008.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/investigacoes-sobre-propinoduto-tucano-avancam-com-delacoes-em-serie/661523/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131112

Felipe Massa assina contrato de três anos com a Williams – Dois meses após anunciar sua saída da Ferrari, Felipe Massa revelou seu destino na Fórmula 1. A partir de 2014, o piloto inicia contrato de três anos com a Williams, substituindo o venezuelano Pastor Maldonado. Seu companheiro será o finlandês Valtteri Bottas, cuja permanência também foi oficializada pela escuderia inglesa.

http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/felipe-massa-assina-contrato-de-tres-anos-com-a-williams/661610/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131112

Plantio de soja no Brasil atinge 59% da área prevista – O plantio da soja no Brasil atingiu 59% da área prevista na atual temporada, incremento de 11 pontos percentuais na semana, com o avanço dos trabalhos nos principais Estados produtores aproximando-se da etapa final, informou a AgRural.

http://correiodobrasil.com.br/economia-4/plantio-de-soja-no-brasil-atinge-59-da-area-prevista/661599/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131112

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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“O sucesso e a felicidade não dependem somente de uma pessoa fazer o que gosta. Entendendo que esta pessoa seja competente, disciplinada, ética, criativa, com iniciativa e cidadã. O sucesso e a felicidade dependem também da pessoa saber lidar com o que não gosta. Pois o que a pessoa gosta traz também algo que ela não gosta. Se as pessoas largarem o que gostam por não saberem lidar com o que não gostam, elas vão restringindo cada vez mais os seus campos de ação. Pessoas de sucesso e felizes não têm portas fechadas à sua frente. Acompanhando os jovens percebo que eles são capazes de largar uma faculdade por não conseguir superar suas dificuldades com uma ou outra matéria, outros largam seus sonhos por não conseguir estabelecer uma estratégia de realização. Esses são algumas das consequências de uma educação muito permissiva que aceita que os filhos não cumpram suas tarefas até o fim. Os pais destes jovens tomaram para si a responsabilidade de deixarem os filhos fazerem o que tiverem vontade. Assim, deixaram de preparar os filhos para a vida. O sucesso não é o que a própria pessoa se apregoa. O sucesso é o reconhecimento que outras pessoas lhe dão. Felicidade é uma sensação interior que se aprende a desenvolver, curtindo o que tem, sem ficar chorando pelo que não tem…” (Frases e Pensamentos de Içami Tiba)

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