Trabalhando com Poesia

“… Amor igual ao teu eu nunca mais terei. Amor que eu nunca vi igual, que eu nunca mais verei… Amor que não se pede, amor que não se mede, que não se repete, amor… Amor que não se pede, amor que não se mede, que não se repete… Amor igual ao teu eu nunca mais terei. Amor que eu nunca vi igual, que eu nunca mais verei… Amor que não se pede, amor que não se mede, que não se repete, amor… Amor que não se pede, amor que não se mede, que não se repete… Amor… Cê vai chegar em casa, eu quero abrir a porta, aonde você mora? aonde você foi morar? aonde foi?… Não quero estar de fora, aonde está você? eu tive que ir embora, mesmo querendo ficar, agora eu sei… Eu sei que eu fui embora, agora eu quero você, de volta pra mim… Amor igual ao teu eu nunca mais terei. Amor que eu nunca vi igual, que eu nunca mais verei… Amor que não se pede, amor que não se mede, que não se repete, amor… Amor que não se pede, amor que não se mede, que não se repete… Amor igual ao teu eu nunca mais terei. Amor que eu nunca vi igual, que eu nunca mais verei… Amor que não se pede, amor que não se mede, que não se repete, amor… Amor que não se pede, amor que não se mede, que não se repete… Amor… Cê vai chegar em casa, eu quero abrir a porta, aonde você mora? aonde você foi morar? aonde foi?… Não quero estar de fora, aonde está você? eu tive que ir embora, mesmo querendo ficar, agora eu sei… Eu sei que eu fui embora, agora eu quero você, de volta pra mim… Amor igual ao teu eu nunca mais terei. Amor que eu nunca vi igual, que eu nunca mais, nunca mais terei…” (Cidade Negra – Onde você mora? – Comp.: Marisa Monte / Nando Reis)

“… O que é que eu vou fazer agora, se o teu sol não brilhar por mim? num céu de estrelas multicoloridas, existe uma que eu não colori… O que é que eu vou fazer agora, se o teu sol não brilhar por mim? num céu de estrelas multicoloridas, existe uma que eu não colori… Forte, sorte na vida, filhos feitos de amor. Todo verbo que é forte, se conjuga no tempo, perto, longe o que for… Você não sai da minha cabeça e minha mente voa, você não sai, não sai, não sai, não sai… Você não sai da minha cabeça e minha mente voa, você não sai, não sai, não sai, não sai… Entre o céu e o firmamento, não há ressentimento, cada um ocupando o seu lugar, não sai não, não sai, não sai, não sai, não sai… O que é que eu vou fazer agora, se o teu sol não brilhar por mim? num céu de estrelas multicoloridas, existe uma que eu não colori… O que é que eu vou fazer agora, se o teu sol não brilhar por mim? num céu de estrelas multicoloridas, existe uma que eu não colori… Forte, sorte na vida, filhos feitos de amor. Todo verbo que é forte, se conjuga no tempo, perto, longe o que for… Você não sai da minha cabeça e minha mente voa, você não sai, não sai, não sai, não sai… Você não sai da minha cabeça e minha mente voa, você não sai, não sai, não sai, não sai… Entre o céu e o firmamento existe mais coisas do que julga o nosso próprio pensar, que vagam pelo tempo e aquele sentimento de amor eterno… Entre o céu e o firmamento existem mais coisas do que julga o nosso próprio entendimento, que vagam como o vento, com aquele juramento de amor eterno…” (Cidade Negra – Firmamento – Comp.: Da Gama / Henry Lawes / Toni Garrido)

“…Te dei a minha vida e uma parte do meu coração. Esquece as nossas dívidas, bom caminho é liberdade, bom caminho não é prisão… Te dei a minha vida e uma parte do meu coração. Esquece as nossas dúvidas, bom caminho é liberdade, bom caminho não é prisão… Quando o sentimento voa, bate as asas algo de bom… algo de bom, sentimento alado, choro chorado… Pare de reclamar da vida, não adianta, se você fez o que fez, não adianta achar a chave pra partida, se você não está disposto a correr… Riscou… Apagou da minha vida… Em minha poesia já não tem mais, já não tem seu nome… seu nome… É… acabou, já foi…já foi… Eu não quero estar só, mas já estou… É, é, é… acabou… Chegou ao fim… Se eu não quero acreditar, a dor me faz despertar… despertar… despertar… despertar… despertar…É, é, é… Acabou… Chegou ao fim… Se eu não quero acreditar, a dor me faz… Despertar… despertar… despertar… despertar… Despertar … “ (Cidade Negra – Já foi – Comp.: Da Gama / Toni Garrido)

“Aprenda a dirigir palavras de louvor a tudo o que é belo e bom. Não retenha seus sentimentos de gratidão e louve tudo o que contribui para a beleza e o bem estar da humanidade. Não se cale diante do que é belo! Dê expansão ao louvor que provém de seu íntimo, em favor de pessoas e coisas. A gratidão traz alegria à vida! Cultive a virtude do louvor espontâneo e sincero e você aumentará o número de seus amigos.” (Minutos de Sabedoria Pg. 255)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. A semana começa sob a expectativa do voto do Ministro Celso de Mello, no julgamento dos chamados Embargos Infringentes. Muitas considerações a respeito, posições diversas sobre o tema e a certeza de uma distância enorme de uma posição de consenso. Celso de Melo foi um dos mais ferrenhos defensores de uma posição mais dura contra os réus da AP 470 e, ao se analisar as suas falas desde a última quinta-feira, caminha por seguir a sua linha de entendimento em favor do cabimento dos embargos infringentes nas condições colocadas no Julgamento desta Ação Penal.

Não compartilho, apesar de respeitar, a mesma opinião dos que entendem que a aceitação dos Embargos seja sinônimo de quebra da confiança na existência da Justiça. Ao contrário, entendo que mais justo é um país na medida em que é mais rígido o seu respeito ao devido processo legal e não mudar as regras do jogo com ele em andamento é parte deste conceito.

Dificilmente esta questão deixará espaço nas manchetes e nos sites e blogs para quaisquer outras matérias. Até a quarta feira, STF, AP-470 e principalmente o Ministro Celso de Mello dominarão a cena.

Em nossa sugestão de leitura de hoje dois textos do Site Brasil 247:

“Livro disseca pressão da mídia na Ação Penal 470” – Organizado por Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina (foto maior), o livro “AP 470: análise da intervenção da mídia no julgamento do mensalão a partir de entrevistas com a defesa” demonstra como alguns meios de comunicação tentaram emparedar, intimidar e até chantegear juízes do Supremo Tribunal Federal; se faltava a prova cabal da tese, ela veio no fim de semana, com a ameaça de Veja ao decano Celso de Mello, na linha “ou vota conosco, ou será crucificado”; confira alguns trechos e o prefácio de Dalmo Dallari (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/114916/Livro-disseca-press%C3%A3o-da-m%C3%ADdia-na-A%C3%A7%C3%A3o-Penal-470.htm

“Até o Estadão condena chicana de Barbosa” – Manobras como a praticada na última quinta-feira, mesmo que para neutralizar expedientes protelatórios, são reprováveis porque nivelam por baixo uma disputa que deveria ser elevada”, diz o editorial do jornal da família Mesquita; na quinta, Barbosa impediu o voto de Celso de Mello e contou com o auxílio de Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, que estenderam ao máximo seus votos (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/114934/At%C3%A9-o-Estad%C3%A3o-condena-chicana-de-Barbosa.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/09/16/trabalhando-com-poesia-508

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Deus – Cassemiro de Abreu

Eu me lembro! eu me lembro! — Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia
E, erguendo o dorso altivo, sacudia
A branca escuma para o céu sereno.

E eu disse a minha mãe nesse momento:
“Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver maior do que o oceano,
Ou que seja mais forte do que o vento?!”

— Minha mãe a sorrir olhou pr’os céus
E respondeu: — “ Um Ser que nós não vemos
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão! meu filho, é — Deus!”—

Minh’alma é triste – Cassemiro de Abreu

“Mon coeur est plein – je veux pleurer!”
Lamartine.

I

Minh’alma é triste como a rôla aflita
Que o bosque acorda desde o albor da aurora.
E em doce arrulho que o soluço imita
O morto espôso gemedora chora.

E como a rôla que perdeu o espôso
Minh’alma chora as ilusões perdidas,
E no seu livro de fanado gôzo
Relê as fôlhas que já foram lidas.

E como as notas de chorosa endeixa
Seu pobre canto com a dor desmaia,
E seus gemidos são iguais à queixa
Que a vaga solta quando beija a praia.

Como a criança que banhada em prantos
Procura o brinco que levou-lhe o rio,
Minh’alma quer ressuscitar nos cantos
Um só dos lírios que murchou o estio.

Dizem que há gozos nas mundanas galas,
Mas eu não sei em que o prazer consiste.
– Ou só no campo, ou no rumor das salas,
Não sei por que – mas a minh’alma é triste!

II

Minh’alma é triste como a voz do sino
Carpindo o morto sôbre a laje fria;
E doce e grave qual no templo um hino,
Ou como a prece ao desmaiar do dia.

Se passa um bote com as velas sôltas,
Minh’alma o segue n’amplidão dos mares;
E longas horas acompanha as voltas
Das andorinhas recortando os ares.

Às vêzes louca, num cismar perdida,
Minh’alma triste vai vagando à toa.
Bem como a fôlha que do sul batida
Bóia nas águas de gentil lagoa!

E como a rôla que em sentida queixa
O bosque acorda desde o albor da aurora,
Minh’alma em notas de chorosa endeixa
Lamenta os sonhos que já tive outrora.

Dizem que há gozos no correr dos anos!…
Só eu não sei em que o prazer consiste.
– Pobre ludíbrio de cruéis enganos,
Perdi os risos – a minh’alma é triste!

III

Minh’alma é triste como a flor que morre
Perdida à beira do riacho ingrato;
Nem beijos dá-lhe a viração que corre,
Nem doce canto o sabiá do mato!

E como a flor que solitária pende
Sem ter carícias no voar da brisa,
Minh’alma murcha, mas ninguém entende
Que a pobrezinha só de amor precisa!

Amei outrora com amor bem santo
Os negros olhos de gentil donzela,
Mas dessa fronte de sublime encanto
Outro tirou a virginal capela.

Oh! quantas vêzes a prendi nos braços!
Que o diga e fale o laranjal florido!
Se mão de ferro espedaçou dois laços,
Ambos choramos, mas num só gemido!

Dizem que há gozos no viver d’amôres,
Só eu não sei em que o prazer consiste!
– Eu vejo o mundo na estação das flôres…
Tudo sorri – mas a minh’alma é triste!

IV

Minh’alma é triste como o grito agudo
Das arapongas no sertão deserto;
E como o nauta sôbre o mar sanhudo,
Longe da praia que julgou tão perto!

A mocidade no sonhar florida
Em mim foi beijo de lasciva virgem:
– Pulava o sangue e me fervia a vida,
Ardendo a fronte em bacanal vertigem.

De tanto fogo tinha a mente cheia!…
No afã da glória me atirei com ânsia…
E, perto ou longe, quis beijar a s’reia
Que em doce canto me atraiu na infância.

Ai! loucos sonhos de mancebo ardente!
Esp’ranças altas… Ei-las já tão rasas!…
– Pombo selvagem, quis voar contente…
Feriu-me a bala no bater das asas!

Dizem que há gozos no correr da vida…
Só eu não sei que o prazer consiste!
– No amor, nas glórias, na mundana lida,
Foram-se as flôres – a minh’alma é triste

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Trabalhando com Poesia

“… Meus olhos te viram triste, olhando pro infinito, tentando ouvir o som do próprio grito. E o louco que ainda me resta, só quis te levar pra festa, você me amou de um jeito tão aflito… Que eu queria poder te dizer sem palavras, eu queria poder te cantar sem canções, eu queria viver morrendo em sua teia, teu sangue correndo em minha veia, seu cheiro morando em meus pulmões… Cada dia que passo sem sua presença, sou um presidiário cumprindo sentença, sou um velho diário perdido na areia, esperando que você me leia, sou pista vazia esperando aviões… Sou o lamento no canto da sereia, esperando o naufrágio das embarcações… Meus olhos te viram triste, olhando pro infinito, tentando ouvir o som do próprio grito. E o louco que ainda me resta, só quis te levar pra festa, você me amou de um jeito tão aflito… Que eu queria poder te dizer sem palavras, eu queria poder te cantar sem canções, eu queria viver morrendo em sua teia, teu sangue correndo em minha veia, seu cheiro morando em meus pulmões… Cada dia que passo sem sua presença, sou um presidiário cumprindo sentença, sou um velho diário perdido na areia, esperando que você me leia, sou pista vazia esperando aviões… Sou o lamento no canto da sereia, esperando o naufrágio das embarcações…” (Vander Lee – Esperando aviões – Comp.: Vander Lee)

“… Românticos são poucos, românticos são loucos desvairados. Que querem ser o outro, que pensam que o outro é o paraíso… Românticos são lindos, românticos são limpos e pirados. Que choram com baladas, que amam sem vergonha e sem juízo… São tipos populares, que vivem pelos bares, e mesmo certos vão pedir perdão… Que passam a noite em claro, conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão… Romântico é uma espécie em extinção! Romântico é uma espécie em extinção!… Românticos são poucos, românticos são loucos desvairados. Que querem ser o outro, que pensam que o outro é o paraíso… Românticos são lindos, românticos são limpos e pirados. Que choram com baladas, que amam sem vergonha e sem juízo… São tipos populares, que vivem pelos bares, e mesmo certos vão pedir perdão… Que passam a noite em claro, conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão… Romântico é uma espécie em extinção! Romântico é uma espécie em extinção!… Românticos são poucos, românticos são loucos como eu!… Românticos são loucos, românticos são poucos, como eu! Como eu!… “ (Vander Lee – Românticos – Comp.: Vander Lee)

“… Não me canso de falar que te amo, e que ninguém vai tirar você de mim. Nada importa, se eu tenho você comigo, eu por você faço tudo, pode crer no que eu digo… Sou feliz e nada mais me interessa, não vou ser triste e nem chorar por mais ninguém. Esqueço tudo, até de mim, quando estou perto de você, eu fico triste só de pensar em te perder… O nosso amor é puro, espero nunca acabar, por isso meu bem até juro, de nunca em nada mudar, mas se ficar um só momento, sozinho sem te ver, eu fico triste só de pensar em te perder… O nosso amor é puro, espero nunca acabar, por isso meu bem até juro, de nunca em nada mudar, mas se ficar um só momento, sozinho sem te ver, eu fico triste só de pensar em te perder…” (Vander Lee – Ninguém vai tirar você de mim – Comp.: Edson Ribeiro / Hélio Justo)

“… Olhe! Não venha me mostrar o que você não vê, não venha me provar o que você não crê, não tente se enganar!… Pense! Ninguém pode se dar o que só você tem, ninguém vai te dizer pra onde vai ou de onde vem, a estrada é pra caminhar… Não perca o resto do tempo que ainda te resta, não perca tempo pensando que a vida não presta… Certas canções duram pouco, outras são eternas, por que carros e aviões, se tens sonhos e pernas?… Lembre! Que sua consciência é o seu grande farol, há meses que fazem chuva, semanas que fazem sol e dias em que tanto faz… Faça! Você faz seu enredo, você é seu Jesus, feche os olhos do medo e abra o templo da luz, e tente um minuto de paz… Certas canções duram pouco, outras são eternas, por que carros e aviões, se tens sonhos e pernas?… Lembre! Que sua consciência é o seu grande farol, há meses que fazem chuva, semanas que fazem sol e dias em que tanto faz… Faça! Você faz seu enredo, você é seu Jesus, feche os olhos do medo e abra o templo da luz, e tente um minuto de paz…” (Vander Lee – Sonhos e pernas – Comp.: Vander Lee)

Confira outros sucessos de Vander Lee:

“Seja tolerante com o próximo que erra. Quando erramos, queremos que os outros nos desculpem. Então, desculpe e procure ensinar-lhe, dando o seu exemplo. Não critique, porque a crítica destrói. Seja você um exemplo vivo e desculpe os erros alheios, por que não há pessoas más: há enfermos e ignorantes da lei, que não sabem que volta para nós tudo o que fazemos aos outros, de mal ou de bem, de crítica ou de tolerância.” (Minutos de Sabedoria Pg. 254)

Bom dia pessoal,

Na vida é sempre necessário se saber tomar decisões. Saber para onde direcionar o leme e a vela do seu barco. A força do vento é inevitável, mas, a direção que seu barco vai seguir está bem em suas mãos. Não hesite! A coragem e o medo são irmãos gêmeos, um só existe por causa do outro. É da percepção do medo e da capacidade de vencê-los que nascem os corajosos.

E a decisão sobre os embargos infringentes chegou ao placar de 5×5 na sessão do STF de hoje. Caberá ao decano da Suprema Corte a decisão acerca da questão. O Voto do Ministro Celso de Mello será proferido na sessão da próxima quarta-feira e até lá as expectativas de um lado e do outro serão alimentadas, bem como a pressão sobre os ombros do mais antigo Ministro do STF.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, dois textos do site Correio Nagô. Vale a pena conferir.
“Cantor e compositor de canções em línguas africanas apresenta show do novo cd em Salvador” – O cantor Tiganá Santana lançará nesta sexta-feira (13) seu novo disco em um show em Salvador, no Teatro Sesc Casa do Comércio, às 21h. Batizado de “The Invention of Colour”, o CD reúne composições em seis idiomas, conduzidas pela sonoridade de um instrumento inventado, o violão-tambor, que possui afinação, textura e disposição cordofônica próprias.

http://correionago.ning.com/profiles/blogs/cantor-e-compositor-de-cancoes-em-linguas-africanas-apresenta-sho

“UNFPA apresenta diagnóstico do Subúrbio Ferroviário e Ilha de Maré em Salvador – Análise realizada no âmbito do projeto “Oju Omo – Olhar da Juventude”, em parceria com a Cese, servirá como subsídio para efetivação de políticas voltadas para juventude -Resultados de um diagnóstico de situação realizado no Subúrbio Ferroviário e da Ilha de Maré, no âmbito do projeto “Oju Omo – Olhar da Juventude”, será apresentado nesta quinta-feira (12), 8h30, no espaço cultural dos Alagados, em Salvador.

http://correionago.ning.com/profiles/blog/show?id=4512587:BlogPost:363524&xgs=1&xg_source=msg_share_post

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/09/13/trabalhando-com-poesia-507/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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O Amor – Fernando pessoa

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p’ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr’a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

Tenho tanto sentimento – Fernando pessoa

Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

Não Sei Quantas Almas Tenho – Fernando Pessoa

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não atem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.

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Trabalhando com Poesia

“…Não me peça pra ficar, só porque você não quer me acompanhar, não me fale em dor, antes das noites de frio sob o cobertor… Não, não, não vou negar, você me deu tudo, te dei arte do ardor. Não me cale, amor, que a vida da gente é uma eterna canção por compor… Pode parecer cruel, mas vou! Eu não te desejo mal, mas vou! Me agarrando céu em céu pra outra real… Posso até estar pinel, mas vou! É porque desejo mais que eu vou! Te mando no aniversário um cartão postal… Vem, me tire pra dançar, essa dança não é fácil de se acompanhar… Não que falte amor, no tempo, no espaço a gente ainda pode criar… Deixo a vida te levar, que as luzes se acendam e que a gente possa brilhar… Mas, cuidado, amor que as mãos que te estendem tapete não possam puxar… Pode parecer cruel, mas vou! Eu não te desejo mal, mas vou! Me agarrando céu em céu pra outra real… Posso até estar pinel, mas vou! É porque desejo mais que eu vou! Te mando no aniversário um cartão postal… Pode parecer cruel, mas vou! Eu não te desejo mal, mas vou! Me agarrando céu em céu pra outra real… Posso até estar pinel, mas vou! É porque desejo mais que eu vou! Te mando no aniversário um cartão postal… Te mando no aniversário um cartão postal… Te mando no aniversário um cartão postal… Te mando no aniversário um cartão postal…” (Vander Lee – Fui – Comp.: Vander Lee)

“… Ando procurando pelo seu olhar, clareou o dia, você desapareceu na estrada, no vento, ou qualquer outra rota estelar, na ilha deserta, ou no inverno do norte europeu… Mergulhando ruas, beijos ao luar, velejando bocas, loucas pra beijar, mar e o oceano, e a onda que veio e bateu, lembra a distância entre o seu mundo e o meu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é seu e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… Passo todo dia e noites a vagar, solto no descaso, preso em seu mirar, na dança do tempo só você, meu bem, é que não vem, durmo sabendo que você não vai voltar… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou… De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… “ (Vander Lee – Breu – Comp.: Vander Lee)

“… Primavera chegou cedo, não há nada em meu jardim. Madrugada anda calada, nem andor passa por mim. O terno cinza do outono disse o tom ao coração, tudo que me aquece agora é só vazio e solidão… O tempo só passa lá fora, eu fico no mesmo lugar… Desde que você foi embora, toda noite é sem luar, já bebi toda a Guanabara e nada de você voltar, com seu sorriso de Iara, de brisa de velejar… Quero dançar ao vento. Deixa eu dançar… Primavera chegou cedo, não há nada em meu jardim. Madrugada anda calada, nem andor passa por mim. O terno cinza do outono disse o tom ao coração, tudo que me aquece agora é só vazio e solidão… O tempo só passa lá fora, eu fico no mesmo lugar… Desde que você foi embora, toda noite é sem luar, já bebi toda a Guanabara e nada de você voltar, com seu sorriso de Iara, de brisa de velejar… Quero dançar ao vento. Deixa eu dançar… Quero dançar ao vento. Deixa eu dançar… Quero dançar ao vento. Deixa eu dançar…” (Vander Lee – Terno cinza – Comp.: Vander Lee)

“…Enquanto houver estrelas a brilhar na minha estrada, pulsará um coração novo, atrás de um velho sonho, que o tempo não levou, que a força das tormentas não matou… Enquanto tocar no ar, a música da paisagem, viverão os anjos poetas… Luzes e mistérios, rompendo as fronteiras de um coração sangrando, que se fechou… Matando a sede na correnteza da vida, regando de amor cada despedida… Amanheceu e é preciso seguir em frente. Há um mundo esperando a gente, não tem saída… Atrás de um velho sonho, que o tempo não levou, que a força das tormentas não matou… Enquanto tocar no ar, a música da paisagem viverão os anjos poetas… Luzes e mistérios, rompendo as fronteiras de um coração sangrando que se fechou… Matando a sede na correnteza da vida, regando de amor cada despedida… Amanheceu e é preciso seguir em frente. Há um mundo esperando a gente, não tem saída…” (Vander Lee – Ponto de luz – Comp.: Vander Lee)

“Não se envergonhe de ser humilde. A humildade consiste no conhecimento perfeito daquilo que somos e que podemos, sem fantasiar-nos com qualidades que não temos. Humildade não é posição de corpo, nem tom de voz: É posição de espírito, que sabe o que é, o que pode, e não precisa manifestar-se aos outros: vale para si mesmo. Seja, pois, humilde!” (Minutos de Sabedoria Pg. 253)

Bom dia pessoal,

O “Trabalhando com Poesia” de hoje faz uma menção especial e manda vibrações super positivas para minha querida Ana Cláudia Santos, que defende hoje a sua monografia e fecha com chave de ouro a sua caminhada no IFBA e carimba o seu Diploma de Bacharela em Administração. Nós, moradores de bairros periféricos sabemos o quanto se traduz em motivo de orgulho para nós mesmos e nossas famílias, amigos e demais parentes essas conquistas no mundo acadêmico, até bem pouco tempo atrás, espaço destinado à ocupação apenas aos nascidos em berços dourados e ricos. Meu bem, quero que saiba que me orgulho muito da sua luta, da sua capacidade de enfrentar as eventuais dificuldades que se apresentaram em sua caminhada. Estaremos todos (as) torcendo e enviando vibrações para uma apresentação excelente. Sucesso, Força, Fé e foco. Parabéns!

O Supremo Tribunal Federal deu sequência ontem ao julgamento dos Embargos Infringentes dos réus da Ação Penal 470, que após os votos de seis dos Ministros apresentou ao fim da sessão o resultado parcial de 4×2 em favor do recebimento dos Embargos. Com o Ministro Joaquim Barbosa, que já havia se posicionado contrário aos embargos votou o Ministro Luis Fux, a favor dos embargos votaram os Ministros Luis Roberto Barroso, Teori Zavascki, Dias Toffoli e Rosa Weber. Nesta quinta-feira, os Ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Marco Aurélio e Ricardo Lewandovski, além da Ministra Carmem Lúcia proferem seus votos. Definitivamente o resultado está totalmente em aberto. No “Trabalhando com Poesia” de amanhã trago as informações e seus desdobramentos.

Na nossa sugestão de leitura de hoje três artigos do Site Brasil 247, que repercutem a questão. Vale a pena conferir:

Pressão total nos ombros da ministra Carmen Lúcia – Nas próximas horas, a ministra Carmen Lúcia será alvo de um pesado jogo de pressões, numa batalha que ocorrerá por trás das cortinas do Supremo Tribunal Federal; próxima a votar, ela decidirá se 11 réus que tiveram pelo menos quatro votos na primeira fase do julgamento terão direito aos embargos infringentes; decisão pode beneficiar réus como José Dirceu, José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP) e Delúbio Soares; presidente da corte, Joaquim Barbosa, encerrou prematuramente a sessão e quer apitar o fim da partida, que vem perdendo por 4 a 2; como Ricardo Lewandowski já se manifestou a favor dos embargos, réus têm cinco votos e precisam apenas de mais um; só serão derrotados se todos os ministros que ainda não votaram, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello (que também defendeu os embargos), acompanharem a acusação.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/114659/Press%C3%A3o-total-nos-ombros-da-ministra-Carmen-L%C3%BAcia.htm

Com 4 X 2 pró-réus, Barbosa suspende sessão no STF – Sem explicações, Joaquim Barbosa suspende sessão do STF que julgava embargos infringentes dos réus; placar ficou em 4 X 2, após voto favorável aos réus do ministro Dias Toffoli; antes, Luiz Fux acompanhara Barbosa; Teori Zavascki, Rosa Webber e, inicialmente, Luís Roberto Barroso votaram a favor dos embargos; adiamento deixa resultado em aberto.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/114533/Com-4-X-2-pr%C3%B3-r%C3%A9us-Barbosa-suspende-sess%C3%A3o-no-STF.htm

Piada de mau gosto: Reinaldo diz que STF vive seu 11 de setembro – Blogueiro de Veja.com, que ainda tenta convencer ministros do STF a atropelar o direito de defesa e as garantias constitucionais, compara a vitória parcial dos embargos infringentes à destruição das torres gêmeas, que deixou quase três mil mortos em Nova York; colunista se desespera ao prever que sua teoria, provavelmente, não será acolhida pela suprema corte.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/114655/Piada-de-mau-gosto-Reinaldo-diz-que-STF-vive-seu-11-de-setembro.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/09/12/trabalhando-com-poesia-506/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!!

Apio Vinagre Nascimento
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Ao longe, ao luar – Fernando Pessoa

Ao longe, ao luar,
No rio uma vela,
Serena a passar,
Que é que me revela ?
Não sei, mas meu ser
Tornou-se-me estranho,
E eu sonho sem ver
Os sonhos que tenho.
Que angústia me enlaça ?
Que amor não se explica ?
É a vela que passa
Na noite que fica.

Autopsicografia – Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Fácil e Difícil – Fernando Pessoa

“É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.

Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.”

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Trabalhando com Poesia

“… Vi o meu sentido confundido, iluminado, vi o sol enluarar, quando viu você… Vi a tarde inteira, a Sexta-feira, o feriado, esperando o amor chegar e trazer você… Você chegou querendo tudo que o tempo não te deu, e que levou de você; sem saber que você já sou eu… Agora não entendo, o meu relógio o amor tirou, mas sei que o meu coração tá batendo mais forte, porque você chegou… Vi o meu sentido confundido, iluminado, vi o sol enluarar, quando viu você… Vi a tarde inteira, a Sexta-feira, o feriado, esperando o amor chegar e trazer você… Você chegou querendo tudo que o tempo não te deu, e que levou de você; sem saber que você já sou eu… Agora não entendo, o meu relógio o amor tirou, mas sei que o meu coração tá batendo mais forte, porque você chegou…” ” (Vander Lee – Iluminado – Comp.: Vander Lee)

“… Sabe o que eu queria agora, meu bem…? Sair chegar lá fora e encontrar alguém, que não me dissesse nada, não me perguntasse nada também. Que me oferecesse um colo ou um ombro, onde eu desaguasse todo desengano, mas a vida anda louca, as pessoas andam tristes, meus amigos são amigos de ninguém… Sabe o que eu mais quero agora, meu amor? Morar no interior do meu interior, pra entender porque se agridem, se empurram pro abismo, se debatem, se combatem sem saber… Meu amor, deixa eu chorar até cansar, me leve pra qualquer lugar, aonde Deus possa me ouvir… Minha dor, eu não consigo compreender, eu quero algo pra beber, me deixe aqui pode sair. Adeus… Sabe o que eu mais quero agora, meu amor? Morar no interior do meu interior, pra entender porque se agridem, se empurram pro abismo, se debatem, se combatem sem saber… Meu amor, deixa eu chorar até cansar, me leve pra qualquer lugar, aonde Deus possa me ouvir… Minha dor, eu não consigo compreender, eu quero algo pra beber, me deixe aqui pode sair. Adeus…” (Vander Lee – Onde Deus possa me ouvir – Comp.: Vander Lee)

“…Gotas de amor, girassol, mares de sal, beijo floral, pra falar nesse tempo, qual? Do ventre exposto ao sol, das flores postas no postal, quantas caras nesse jornal… Foi quando a sede chamou, pra acordar nosso amor… Fiz um tema na mão dela… Já fez calor, temporal, você sem mim, tudo tão igual, tudo bem, mas estou bem mal… Na TV não tem canal, seu brilho tão sem meu cristal, só tem música em meu dial… Mas o poema acenou, pra acordar nosso amor… Quando a noite me revela, sou eu e ela, eu e ela, eu e ela… Quando a noite me revela, sou eu e ela, eu e ela, eu e ela… Já fez calor, temporal, você sem mim, tudo tão igual, tudo bem, vou ficar legal… Se a TV não tem canal, seu brilho não tem meu cristal, só tem música em meu dial… Mas o poema acenou, pra inventar um outro amor, Quando a noite me revela, sou eu e ela, eu e ela, eu e ela… Quando a noite me revela, sou eu e ela, eu e ela, eu e ela… Quando a noite me revela, sou eu e ela, eu e ela, eu e ela… Gotas de amor, girassol, mares de sal, beijo floral, eu e ela, eu e ela, eu e ela, quando a noite me revela…” (Vander Lee – Eu e ela – Comp.: Vander Lee)

“… Eu olho o mundo da janela, eu vejo um filme além da tela, os dias passam como por encanto… Eu passo como quem não passa, sou meio triste e acho graça, tem tanta gente triste que disfarça… Caminho ao seu lado sem falar, mas canto uma canção pra te alegrar… Só peço que não tente compreender tanto, tanto… Dou tudo pelo seu carinho, mas gosto de ficar sozinho, olhando da janela do meu quarto, mas quando você chega tarde, eu quase morro de saudade, já louco pra fazer suas vontades… Caminho ao seu lado sem falar, mas canto uma canção pra te alegrar… Só peço que não tente compreender tanto, tanto… Dou tudo pelo seu carinho, mas gosto de ficar sozinho, olhando da janela do meu quarto, mas quando você chega tarde, eu quase morro de saudade, já louco pra fazer suas vontades… Caminho ao seu lado sem falar, mas canto uma canção pra te alegrar… Só peço que não tente compreender tanto, tanto… Nenhum de nós conhece o mundo, o bem, o mal, o céu profundo, no fundo tudo é muito diferente…” (Vander Lee – Tanto tanto – Comp.: Renato Motha)

“Não se exalte, não se ire, não discuta… A mansidão e a serenidade conquistam os corações e representam a felicidade. Ninguém resiste a uma pessoa calma e serena, e esta pode resistir a todos. Não há força que derrube a mansidão, e nada é empecilho para ela. Os mansos e serenos conseguem tudo o que desejam na terra, com a vantagem de jamais estragarem sua saúde tão preciosa.” (Minutos de Sabedoria Pg. 252)

Boa noite pessoal,

Dia corrido e problemas na internet me impediram de postar o “Trabalhando com Poesia” mais cedo.
Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje dois textos do site Pátria Latina:

“Maduro confirma saída da Venezuela da Corte Interamericana de Direitos Humanos”: Em discurso, o presidente Nicolás Maduro defendeu a saída da Venezuela da corte (Agência Efe) – País sul-americano reclama que tratamento dado pelo órgão é parcial quando envolve seus casos – Na véspera do cumprimento do prazo de um ano do pré-aviso feito pela Venezuela à Convenção Americana de Direitos Humanos, que entra em vigor nesta terça-feira (10/09), o presidente Nicolás Maduro confirmou que seu país abandonará a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (10/09) no Palácio de Miraflores, Maduro afirmou que o Sistema Interamericano de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) está “capturado” pelos interesses do Departamento de Estado dos EUA.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=ca0525bfe5cab4c577d169d3343a5452&cod=12428

“Cubanos deveriam ser parabenizados”, diz Lula. ex-presidente Lula: parabéns aos médicos cubanos! Ex-presidente defende iniciativa do governo federal de trazer médicos estrangeiros para trabalhar no País e diz que “não reconhecer a solidariedade” dos cubanos é “faltar ao bom senso”; líder petista também afirma que deveria haver compreensão, pois “nós não estamos querendo substituir brasileiros por nenhum outro médico”

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=2d0098b9484a341987c5b11e51d7b79f&cod=12419

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Apio Vinagre Nascimento
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A minha vida é um barco abandonado – Fernando Pessoa

A minha vida é um barco abandonado
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Por que não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado ?
Ah! falta quem o lance ao mar, e alado
Torne seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.
Morto corpo da ação sem vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando à tona inútil da saudade.
Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha.

A morte chega cedo – Fernando Pessoa

A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.
O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.
E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.

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Trabalhando com Poesia

“… Estou aqui, mas esqueci minha alma num hotel, meu coração na caneta, meus desejos num papel, eu vinha sem retrovisor, um rosto estranho me chamou, e a minha pele não me coube mais… A sorte veio e me encontrou, na corda bamba do amor, meus dias nunca mais serão iguais… Estava ali, me confundi, pensei que fosse o céu. O azul do mar me chamou, e eu pulei de roupa e de chapéu… A onda veio e me levou desse lugar, e agora eu sou uma ilusão, a solidão é meu troféu… Aquela foto amarelou, o riso no meu camarim, felicidade bate à porta e ainda ri de mim… Estava ali, me confundi, pensei que fosse o céu. O azul do mar me chamou, e eu pulei de roupa e de chapéu… A onda veio e me levou desse lugar, e agora eu sou uma ilusão, a solidão é meu troféu… Aquela foto amarelou, o riso no meu camarim, felicidade bate à porta e ainda ri de mim…” (Vander Lee – Pensei que fosse o céu – Comp.: Vander Lee)

“… Aquele jeito que você me olhou, varreu meu pensamento, todas as coisas saíram do chão, eu me esqueci de tudo, antes que eu me desse conta, já era seu meu querer… Foi como o sol que desponta, numa montanha dourada, na terra do faz de conta, pra me banhar de prazer… Mas o vazio que você deixou, no meu apartamento quase transbordou meu coração, meu mundo ficou mudo, você foi pra tão distante, e eu quero tanto te ver… Por isso não se espante, se numa noite bela, aquela estrela brilhante em sua janela bater… Por isso não se espante, se numa noite bela, aquela estrela brilhante em sua janela bater… Mas o vazio que você deixou, no meu apartamento quase transbordou meu coração, meu mundo ficou mudo, você foi pra tão distante, e eu quero tanto te ver… Por isso não se espante, se numa noite bela, aquela estrela brilhante em sua janela bater… Por isso não se espante, se numa noite bela, aquela estrela brilhante em sua janela bater…“ (Vander Lee – Aquela estrela – Comp.: Vander Lee)

“…Não tenho vinte e poucos anos, Mas trago um cara muito novo em mim, sou feito de perdas e danos, me contradigo, me surpreendo no fim, às vezes durmo vendo estrelas, às vezes vou na contramão, às vezes sou beleza rara, às vezes dor e solidão… Mas esse cara que me move, sabe o lugar que me convém, me tranca em casa quando chove e um samba triste logo vem… Da batucada faço um manto, da poesia o meu altar, cantar é o lugar mais santo, onde o poeta vem deitar, por isso vim me apresentar, e pedir a sua benção, meu senhor, eu vim aqui pra fazer festa, eu vim brincar de ser cantor… Da batucada faço um manto, da poesia o meu altar, cantar é o lugar mais santo, onde o poeta vem deitar, por isso vim me apresentar, e pedir a sua benção, meu senhor, eu vim aqui pra fazer festa, eu vim brincar de ser cantor…” (Vander Lee – Quando chove – Comp.: Vander Lee)

“… Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores, tô revendo minha vida, minha luta, meus valores, refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores, tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores… Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho, tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho, tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho, escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho… Estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim… Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores, tô revendo minha vida, minha luta, meus valores, refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores, tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores… Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho, tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho, tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho, escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho… Estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim… Estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim… Estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim…” (Vander Lee – Meu jardim – Comp.: Vander Lee)

“Procure pensar. Não seja autômato! Você faz parte da Humanidade, é uma peça importante da Humanidade, e por menor que seja sua cultura, você tem o dom de raciocinar. Pense com sua própria cabeça, procure saber donde vem e para onde vai. Não viva às cegas! Seja você mesmo (a)! Só você pode descobrir o caminho que lhe convém.” (Minutos de Sabedoria Pg. 251)

Boa noite pessoal,

Quando nos deparamos com problemas costumamos ser imediatistas ao extremo. Adotar as atitudes que a nossa raiva ou emoção de momento nos impões é dar um passo em direção ao abismo. Pare, reflita, pois, atitudes impensadas nem sempre te dá a oportunidade de voltar atrás. Lembre-se de que existem sempre três coisas que não tem volta: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida. Portanto meus caros, atenção redobrada nas esquinas da vida. É minha dica para esta terça feira, que se inicia daqui a pouco.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, três textos do site Brasil 247:

“Dilma: espionagem foi por “interesses econômicos” – “Se confirmados os fatos veiculados pela imprensa, fica evidenciado que o motivo das tentativas de violação e de espionagem não é a segurança ou o combate ao terrorismo, mas interesses econômicos e estratégicos”, diz a presidente, em nota divulgada nesta tarde sobre a denúncia de que o sistema de computadores da Petrobras é monitorado pelos EUA; por isso, prossegue Dilma Rousseff, “o governo brasileiro está empenhado em obter esclarecimentos do governo norte-americano sobre todas as violações eventualmente praticadas”; segundo ela, serão tomadas todas as medidas para proteger o País;

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/114396/Dilma-espionagem-foi-por-interesses-econ%C3%B4micos.htm

“Educação é cara, mas ignorância custa mais” – Presidente Dilma Rousseff sancionou nesta tarde lei que destina 75% dos royalties do petróleo para investimentos na área da educação e 25% para a saúde, em cerimônia no Palácio do Planalto; texto assinado hoje é o mesmo aprovado no dia 14 de agosto pelo Congresso, sem vetos; “A educação é cara, mas não se pode economizar com ela porque a sua ausência significa a vitória da ignorância, o que custa muito mais para o País”, discursou Dilma Rousseff; para o ministro Aloizio Mercadante, hoje é um “dia histórico para a educação brasileira”; primeiro repasse, de R$ 770 milhões, deverá ser feito ainda em 2013

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/114378/Educa%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-cara-mas-ignor%C3%A2ncia-custa-mais.htm

“À sombra da espionagem, ANP confirma megaleilão” – Nota oficial da Agência Nacional do Petróleo assegura para o dia 21 de outubro a 1ª rodada de licitação do Pré-Sal; petroleiras de todo o mundo deverão participar de disputa bilionária; também em nota, Petrobras garante que supercomputadores da estatal são protegidos; “Ataques concorrências e outros se tornam cada vez mais complexos”, diz estatal; “Processos são transparentes e apoiados em dados públicos e/ou não-exclusivos”, registra texto do órgão chefiado por Magda Chambriard; presidente Barack Obama assegurou à presidente Dilma que dará informações sobre até onde foi a arapongagem americana; “Está tudo mantido conforme o combinado”, disse o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia; os dados estão lançados

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/114390/%C3%80-sombra-da-espionagem-ANP-confirma-megaleil%C3%A3o.htm

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Eu amo tudo o que foi – Fernando Pessoa

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Teus olhos entristecem – Fernando Pessoa
Teus olhos entristecem.
Nem ouves o que digo.
Dormem, sonham, esquecem…
Não me ouves, e prossigo. Digo o que já, de triste,
Te disse tanta vez…
Creio que nunca o ouviste
De tão tua que és.

Olhas-me de repente
De um distante impreciso
Com um olhar ausente.
Começas um sorriso.
Continuo a falar.
Continuas ouvindo
O que estás a pensar,
Já quase não sorrindo.

Até que neste ocioso
Sumir da tarde fútil,
Se esfolha silencioso
O teu sorriso inútil.

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Trabalhando com Poesia

“… Saiam luas, desçam rios, virem páginas dos pensamentos, lanço estrelas do meu canto sobre as camas dos apartamentos, virem mares todos os sertões, que choram pedras aqui dentro, pra esse fogo que queima tão lento, vento, vento, vento… Aos cantores nos televisores, flores, flores, flores… Para o povo lá em Bocaiúva, chuva, chuva, chuva, chuva, chuva… Bate tambor de crioula, sangra o dedo no tambor, que as crianças ainda cantam numa orquestra de cavacos, e os velhos ainda choram seus bordões, que palavras sejam gestos, gestos sejam pensamentos da voz que move nossos corações… Que as crianças ainda cantam numa orquestra de cavacos, e os velhos ainda choram seus bordões, que palavras sejam gestos, gestos sejam pensamentos da voz que move nossos corações… irem mares todos os sertões, que choram pedras aqui dentro, pra esse fogo que queima tão lento, vento, vento, vento… Aos cantores nos televisores, flores, flores, flores… Para o povo lá em Bocaiúva, chuva, chuva, chuva, chuva, chuva… Bate tambor de crioula, sangra o dedo no tambor, que as crianças ainda cantam numa orquestra de cavacos, e os velhos ainda choram seus bordões, que palavras sejam gestos, gestos sejam pensamentos da voz que move nossos corações… Que as crianças ainda cantam numa orquestra de cavacos, e os velhos ainda choram seus bordões, que palavras sejam gestos, gestos sejam pensamentos da voz que move nossos corações…” (Vander Lee – A voz – Comp.: Vander Lee)

“…O dedo invisível do tempo, modelando nosso destino, no barro da vida é um velho girando, virando menino… Sonhando sons, criando asas e as asas pisando o céu, entrando e saindo das casas, brincando qual pipa de papel, driblando dragões e cometas e contando histórias pra lua, brincando de roda com os planetas bem ali, na porta da rua… E a tarde fugindo sem pressa, na velha cidade da luz, presente no sol que atravessa futura na estrela que conduz… O dedo invisível do tempo, modelando nosso destino, no barro da vida é um velho girando, virando menino… Sonhando sons, criando asas e as asas pisando o céu, entrando e saindo das casas, brincando qual pipa de papel, driblando dragões e cometas e contando histórias pra lua, brincando de roda com os planetas bem ali, na porta da rua… E a tarde fugindo sem pressa, na velha cidade da luz, presente no sol que atravessa futura na estrela que conduz…” (Vander Lee – O dedo do tempo no barro da Vida – Comp.: Vander Lee)

“…Se o belo é belo, não habitará jamais, os corações, leões, cheios de medo, se na verdade o oculto mostra mais e mais, amor, vivo em silêncio meu segredo… Se minha mão tateia no vazio de um quarto escuro, desenha um barco a navegar nos mares do futuro, enquanto a estrela tece a hora certa de acordar, desejo mais que tudo te encontrar… Subo o mastro, procurando teu rastro, busco teus sinais… Em que ilhas, em que plano brilhas? Como e onde estás? e onde vais?… Correntezas cheias de incertezas, curvas, quedas, loucos ais, onde vais?… Bem aqui vive esperando por ti, a flor, o fruto, o cais, onde vais?… Bem aqui vive esperando por ti, a flor, o fruto, o cais. Onde vais? … Se minha mão tateia no vazio de um quarto escuro, desenha um barco a navegar nos mares do futuro, enquanto a estrela tece a hora certa de acordar, desejo mais que tudo te encontrar… Subo o mastro, procurando teu rastro, busco teus sinais… Em que ilhas, em que plano brilhas? Como e onde estás? e onde vais?… Correntezas cheias de incertezas, curvas, quedas, loucos ais, onde vais?… Bem aqui vive esperando por ti, a flor, o fruto, o cais, onde vais?… Bem aqui vive esperando por ti, a flor, o fruto, o cais. Onde vais?… Onde vais?…“ (Vander Lee – Teu rastro – Comp.: Vander Lee)

“… Você é meu farol, meu talismã, meu sol, meu dia, meu dial… Você é meu astral, meu mapa virtual, meu raio-x emocional… Você é minha foz, metade de nós, meu adubo meu sal… você é minha e só, e nunca vai ser só, nem de fulano de tal… Quando caminho no escuro, é por você que procuro, somando tudo é tão raro, meu paladar e seu faro… Você é meu farol, meu talismã, meu sol, meu dia, meu dial… Você é meu astral, meu mapa virtual, meu raio-x emocional… Você é minha foz, metade de nós, meu adubo meu sal… você é minha e só, e nunca vai ser só, nem de fulano de tal… Quando caminho no escuro, é por você que procuro, somando tudo é tão raro, meu paladar e seu faro…” (Vander Lee – Farol – Comp.: Vander Lee)

“Leia mais! Aproveite seu tempo. Não deixe que a ociosidade alimente pensamentos negativos, porque estará perdendo um tempo precioso que não voltará mais. Leia mais! A boa leitura alimenta o cérebro e controla as emoções. O livro um amigo discreto que não se impõe a ninguém, e só fala conosco quando temos vontade de conversar com ele. Leia mais, e faça do livro seu melhor amigo!” (Minutos de Sabedoria Pg. 250)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Final de semana ruim para os times baianos. O Bi Campeão brasileiro perdeu para o Fluminense pelo placar de 1×0, após perder diversas chances e agora ocupa a décima terceira posição, uma posição abaixo do maior rival, que empatou com o Atlético MG em casa pelo placar de 1×1 e está agora em décimo segundo lugar na competição. Equipes estão cada vez mais distantes dos líderes e muito próximos da zona de rebaixamento (4 pontos).

Em nossa sugestão de leitura de hoje dois textos do Site Pátria Latina:

“Subordinação da mídia nativa aos EUA”, Por Heloisa Villela, no blog Viomundo: O que a grande imprensa brasileira diz agrada Washington há décadas. Diria mais. Não só cai bem nos ouvidos da Casa Branca e do Departamento de Estado como, fiel escudeira, defende os mesmos interesses. É o que transparece da leitura de um despacho diplomático que me chegou às mãos graças ao pesquisador Jeremy Bigwood, que há anos vasculha os arquivos norte-americanos.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=74b9074a0381ad166ea246549ca19e03&cod=12417

“Capitalismo contemporâneo, imperialismo e agressividade”, por Edmilson Costa [*] – Composição de Leon Ferrari. O imperialismo é um fenômeno identificado pelos clássicos desde a segunda metade do século XIX e significou a passagem do capitalismo concorrencial para o capitalismo monopolista e a emergência de uma nova classe social, a oligarquia financeira [1] . Nessa nova fase do capitalismo, onde os trustes e cartéis passaram a dominar as economias de cada País e, posteriormente, a economia mundial, um conjunto de fenômenos novos vêem marcar esta fase do desenvolvimento deste modo de produção, especialmente a partilha econômica e territorial do mundo entre os principais centros imperialistas, quando as potencias capitalistas ocuparam e passaram a colonizar parte considerável da África, Ásia e América Latina.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=bcad7b839e99d2542617d19206b9540a&cod=12411

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/09/09/trabalhando-com-poesia-503

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Basta Pensar em Sentir – Fernando Pessoa

Basta pensar em sentir
Para sentir em pensar.
Meu coração faz sorrir
Meu coração a chorar.
Depois de parar de andar,
Depois de ficar e ir,
Hei de ser quem vai chegar
Para ser quem quer partir.
Viver é não conseguir.

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Trabalhando com Poesia

“…Que o bom Deus lhe conceda amor e paz, quem sabe eu volte um dia ou nunca mais… Que o bom Deus lhe conceda amor e paz, quem sabe eu volte um dia ou nunca mais… Eu sou aventureiro e você não merece isso. Estou comprometido em me amarrar jamais, aliás eu tenho medo de sofrer, antes que seja tarde, então vamos parar com isso… Não, não tem outro jeito já que está ficando sério, é, quando um não quer dois nunca formam um casal… Estou mal só de pensar que vai doer, antes que seja tarde, então vamos parar com isso… Eu nesse faz de conta, meu coração desmonta, o teu coração padece e isso me entristece… Seu corpo quer um ninho e eu só voar sozinho, sem metade de nada, sigo por essa estrada… O destino é quem vai saber depois, se vamos viver sós ou pra nós dois… Que o bom Deus lhe conceda amor e paz, quem sabe eu volte um dia ou nunca mais… Que o bom Deus lhe conceda amor e paz, quem sabe eu volte um dia ou nunca mais… Que o bom Deus lhe conceda amor e paz, quem sabe eu volte um dia ou nunca mais… O destino é quem vai saber depois, se vamos viver sós ou pra nós dois… Que o bom Deus lhe conceda amor e paz, quem sabe eu volte um dia ou nunca mais… Que o bom Deus lhe conceda amor e paz, quem sabe eu volte um dia ou nunca mais…” (Revelação – Aventureiro – Comp.: Edinei Moreira da Silva Ferreira / Alexandre Silva de Assis / Claudemir da Silva)

“… Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo, Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo… Ai que saudade do amor, do cheiro daquela flor, onde ela foi parar… Só de lembrar dá calor, faz despertar aquela dor, que um dia me fez chorar… Quando me lembro do nosso amor, ai que vontade que dá… Ah se eu fosse um beija-flor, pra sua boca beijar… Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo, Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo… Ah se eu pudesse te ver, provaria pra você que eu não quis te magoar… Ah se eu pudesse ter, outra chance com você, não deixaria escapar… Quando me lembro do nosso amor, dá vontade de chorar, Ah quem me dera se esse amor, pudesse continuar… Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo, Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo… Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo, Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo… Ai que saudade do amor, do cheiro daquela flor, onde ela foi parar… Só de lembrar dá calor, faz despertar aquela dor, que um dia me fez chorar… Quando me lembro do nosso amor, ai que vontade que dá… Ah se eu fosse um beija-flor, pra sua boca beijar… Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo, Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo… Ah se eu pudesse te ver, provaria pra você que eu não quis te magoar… Ah se eu pudesse ter, outra chance com você, não deixaria escapar… Quando me lembro do nosso amor, dá vontade de chorar, Ah quem me dera se esse amor, pudesse continuar… Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo, Lêlêlêlêlêlêlê lêlê lêlêlêlê oooo… “ (Revelação – Saudade do amor – Comp.: Grupo Revelação)

“…Pai, Pai, que tudo fez, que tudo faz, ô, Pai, ô, Pai. Pai, Pai, que é força, vida, luz e paz, ô, Pai, ô, Pai… Tá todo mundo louco, tá tudo diferente, o rico acha pouco, a gente quer ser gente, o mundo tá uma zona, e o medo dá insônia, o clima tá em coma, coitada da Amazônia… A filha da vizinha nem 13 anos tem, largou a mamadeira, já teve um neném. E o crime tá na moda, o carro tá blindado, a roda-viva roda, o mundo tá mudado… Pai, Pai, que tudo fez, que tudo faz, ô, Pai, ô, Pai, Pai, Pai, que é força, vida, luz e paz, ô, Pai, ô, Pai… E o cara que eu votei caiu na CPI, jurando, “não roubei”, quase morri de rir, e o homem vai à lua, se enche de poder, a criança na rua, sem ter o que comer… Tá tudo liberado, é só pirataria, tô sendo assaltado, a letra e melodia, e todo mundo quer é só levar vantagem, pra meter o pé, ficar de sacanagem… Tá barra do jeito que tá, tá tudo virado, de pernas pro ar, será que existe um lugar, pra gente cantar, ser feliz e sambar? Tá barra do jeito que tá, tá tudo virado, de pernas pro ar, será que existe um lugar, pra gente cantar, ser feliz e sambar?… Pai, Pai, que tudo fez, que tudo faz, ô, Pai, ô, Pai, Pai, Pai, que é força, vida, luz e paz, ô, Pai, ô, Pai… E o cara que eu votei caiu na CPI, jurando, “não roubei”, quase morri de rir, e o homem vai à lua, se enche de poder, a criança na rua, sem ter o que comer… Tá tudo liberado, é só pirataria, tô sendo assaltado, a letra e melodia, e todo mundo quer é só levar vantagem, pra meter o pé, ficar de sacanagem… Tá barra do jeito que tá, tá tudo virado, de pernas pro ar, será que existe um lugar, pra gente cantar, ser feliz e sambar? Tá barra do jeito que tá, tá tudo virado, de pernas pro ar, será que existe um lugar, pra gente cantar, ser feliz e sambar?… Pai, Pai, que tudo fez, que tudo faz, ô, Pai, ô, Pai, Pai, Pai, que é força, vida, luz e paz, ô, Pai, ô, Pai…” (Revelação – Pai – Comp.: André Renato / Ronaldo Barcelos)

Confira outros sucessos do Grupo Revelação:

“Não seja cruel! Aprenda a ter compaixão daqueles que estão em pior situação que você. Lembre-se daquela máxima do maior dos filósofos: “felizes os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”. Seja compassivo com os que erram, porque você não sabe quando poderá cometer erro semelhante, e gostará que o compreendam e lhe relevem. Releve também e seja misericordioso com quem erra!” (Minutos de Sabedoria Pg. 249)

Bom dia pessoal,

Uma saudação especial à torcida tricolor, que irá às urnas neste sábado eleger diretamente sua direção e conselho deliberativo. Analisando uma série de aspectos colocados pelo candidato, optei por apoiar o candidato Fernando Schimidt. Torcendo para que realmente execute uma excelente gestão de saneamento das contas do tricolor.
Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Pátria Latina. Vale conferir:

“Marx, Lênin, Gramsci e a imprensa” – Diante do poder alcançado pela mídia hegemônica e das ilusões ainda existentes sobre seu papel, revisitar as idéias de intelectuais marxistas sobre o tema é da maior importância e causam surpresa por sua enorme atualidade. Marx, Lênin e Gramsci, entre outros pensadores revolucionários, sempre destacaram o papel dos meios de comunicação. Exatamente por entenderem a importância da luta de idéias, do fator subjetivo na transformação da sociedade, fizeram questão de desmascarar o que chamavam, sem meias palavras, de “imprensa burguesa” e de realçar a necessidade da construção de veículos alternativos dos trabalhadores.

http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=4aa0e93b918848be0b7728b4b1568d8a&codcolunista=31&cod=3061

“Os manipuláveis e os médicos cubanos” – Aquelas manifestações de alguns brasileiros em todo território nacional e em algumas cidades do mundo, não foi assim uma coisa espontânea como muitos acreditam. A convocação foi jogada nas redes por quem tinha interesse e o povo (não o povão, pois esse não participou) muito bem vestido, com roupas de grifes atenderam ao pedido.

http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=bdb6920adcd0457aa17b53b22963dad9&codcolunista=51&cod=3069

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Apio Vinagre Nascimento
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Dois de Julho – Tobias Barreto

Na frente dos belos dias
Que trajam mais viva luz,
Desfilando entre harmonias
No vasto império da cruz,
Passa um dia sublimado,
Qual guerreiro namorado,
Valente, bravo e gentil,
Que traz a glória estampada,
Na face meio embaçada
Pelo alento do fuzil.

Neste dia, sempre novo,
Entre os aplausos do mar,
Entre os ruídos do povo,
Vai a cidade falar…
Atriz majestosa e bela,
Falando só e só ela
Diante de duas nações,
Representa um alto feito,
Que arranca brados do peito
De emudecidos canhões.

1861

Publicado no livro Dias e Noites (1893).

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Trabalhando com Poesia

“… O que mais quero é te dar um beijo, e o seu corpo acariciar, você bem sabe que eu te desejo, está escrito no meu olhar, o teu sorriso é o paraíso, onde contigo eu queria estar, ai quem me dera se eu fosse o céu, você seria o meu luar!… Eu te quero só prá mim, como as ondas são do mar, não dá prá viver assim, querer sem poder te tocar… Eu te quero só prá mim, como as ondas são do mar, não dá prá viver assim, querer sem poder te tocar… Meu coração está radiante, bate feliz acho que é amor, quando te vejo chego a sonhar. Penso em você quase a todo instante, seu jeito meigo me apaixonou, o que fazer prá te conquistar?… O que mais quero é te dar um beijo, e o seu corpo acariciar, você bem sabe que eu te desejo, está escrito no meu olhar, o teu sorriso é o paraíso, onde contigo eu queria estar, ai quem me dera se eu fosse o céu, você seria o meu luar!… Eu te quero só prá mim, como as ondas são do mar, não dá prá viver assim, querer sem poder te tocar… Eu te quero só prá mim, como as ondas são do mar, não dá prá viver assim, querer sem poder te tocar… Meu coração está radiante, bate feliz acho que é amor, quando te vejo chego a sonhar. Penso em você quase a todo instante, seu jeito meigo me apaixonou, o que fazer prá te conquistar?… O que mais quero é te dar um beijo, e o seu corpo acariciar, você bem sabe que eu te desejo, está escrito no meu olhar, o teu sorriso é o paraíso, onde contigo eu queria estar, ai quem me dera se eu fosse o céu, você seria o meu luar!… Eu te quero só prá mim, como as ondas são do mar, não dá prá viver assim, querer sem poder te tocar… Eu te quero só prá mim, como as ondas são do mar, não dá prá viver assim, querer sem poder te tocar… Eu te quero só prá mim, como as ondas são do mar, não dá prá viver assim, querer sem poder te tocar… Eu te quero só prá mim, como as ondas são do mar, não dá prá viver assim, querer sem poder te tocar… Eu te quero só prá mim, como as ondas são do mar, não dá prá viver assim, querer sem poder te tocar…” (Revelação – Coração radiante – Comp.: Mauro Jr / Xande De Pilares / Helinho Do Salgueiro)

“…Eu já não sei mais por que vivo a sofrer, pois eu nada fiz para merecer… Te dei carinho, amor, em troca ganhei ingratidão, não sei porquê, mas acho que é falta de compreensão… Você me tem como réu, o culpado e o ladrão, por tentar ganhar seu coração… Te dei carinho, amor, em troca ganhei ingratidão, não sei porquê, mas acho que é falta de compreensão… Você me tem como réu, o culpado e o ladrão, por tentar ganhar seu coração… Todo mundo erra! Todo mundo erra sempre, todo mundo vai errar. Não sei porquê, meu Deus, sozinho eu vivo a penar… Não tenho nada a pedir, também não tenho nada a dar, por isso é que eu vou me mandar. Vou-me embora agora… Vou-me embora agora! Vou embora prá outro planeta, na velocidade da luz, ou quem sabe de um cometa… Eu vou solitário e firme, onde a morte me aqueça, talvez assim de uma vez, para sempre eu lhe esqueça… Te dei carinho, amor, em troca ganhei ingratidão, não sei porquê, mas acho que é falta de compreensão… Você me tem como réu, o culpado e o ladrão, por tentar ganhar seu coração… Todo mundo erra! Todo mundo erra sempre, todo mundo vai errar. Não sei porquê, meu Deus, sozinho eu vivo a penar… Não tenho nada a pedir, também não tenho nada a dar, por isso é que eu vou me mandar. Vou-me embora agora… Vou-me embora agora! Vou embora prá outro planeta, na velocidade da luz, ou quem sabe de um cometa… Eu vou solitário e firme, onde a morte me aqueça, talvez assim de uma vez, para sempre… Todo mundo erra… Todo mundo erra! Todo mundo erra sempre, todo mundo vai errar. Não sei porquê, meu Deus, sozinho eu vivo a penar… Não tenho nada a pedir, também não tenho nada a dar, por isso é que eu vou me mandar… Por isso é que eu vou me mandar… Por isso é que eu vou me mandar…“ (Revelação – Velocidade da luz – Comp.: Anderson Luiz Florentino)

“… Bem que eu tentei, fazer minha lei, não encontrei, na incerteza me precipitei… Sofro de ausência, total carência, tanta imprudência, quanta força, não há resistência… Se eu tivesse o poder, faria de tudo pra você voltar, faria absurdo pra me perdoar, voltava no tempo pra tudo mudar… Se eu tivesse o poder, faria de novo meu peito sorrir, mandava de pressa a tristeza fugir, num toque de mágica continuar… Se eu tivesse o poder de driblar o coração, pra poder te esquecer… Bem que eu tentei, fazer minha lei, não encontrei, na incerteza me precipitei… Sofro de ausência, total carência, tanta imprudência, quanta força, não há resistência… Se eu tivesse o poder, faria de tudo pra você voltar, faria absurdo pra me perdoar, voltava no tempo pra tudo mudar… Se eu tivesse o poder, faria de novo meu peito sorrir, mandava de pressa a tristeza fugir, num toque de mágica continuar… Se eu tivesse o poder de driblar o coração, pra poder te esquecer…” (Revelação – Se eu tivesse o poder – Comp.: Grupo Revelação)

“Mantenha em sua vida uma unidade de plano, para conseguir seus objetivos. Veja um colar de pérolas: estão todas presas por um fio. Se este arrebentar, as pérolas se espalham. O que é o fio para o colar de pérolas, é a unidade de plano em nossa vida. Não deixe que as pérolas de suas ações se percam, por lhes faltar o fio que lhes mantém a unidade.” (Minutos de Sabedoria Pg. 248)

Bom dia pessoal,

Dia de ontem foi movimentado e produtivo, além de trazer ótimas notícias. No esporte, mais uma vez o futebol baiano foi alvo das péssimas partidas da dupla baiana, que perderam suas partidas e vêem o G4 se afastando, na mesma proporção em que se aproximam os integrantes da zona de rebaixamento. Será preciso melhorar muito para não precisar se preocupar no fim do campeonato.

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Brasil 247. Vale conferir:

Prefeito tucano: “Mais Médicos é de tirar chapéu” – “O Mais Médicos é de tirar o chapéu, independente de política partidária”, declarou ao 247 o prefeito de Camaragibe (PE), Jorge Alexandre, que integra os quadros do PSDB; município com 143 mil habitantes, sendo 70% considerados de baixa renda, foi destaque em matéria do jornal Folha de S. Paulo sobre desistência de médicos no programa; em Camaragibe, apenas um dos quatro médicos entregou o cargo e cidade espera receber outros dois profissionais; “O programa é bom, vem para ajudar a população carente, ajudar quem realmente precisa de atendimento à saúde e não tem”, avalia o prefeito.

http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/113922/Prefeito-tucano-Mais-M%C3%A9dicos-%C3%A9-de-tirar-chap%C3%A9u.htm

Supremo dá palavra final: corte cassa mandatos -Ministros decidiram, durante análise dos recursos do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), manter a decisão tomada no ano passado, de que cabe à Câmara apenas decretar o fim do mandato depois da condenação pelo STF; no caso, há quatro parlamentares condenados na AP 470: José Genoíno (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP), além de Cunha, único réu parlamentar que questionou a decisão sobre os mandatos.

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/113823/Supremo-d%C3%A1-palavra-final-corte-cassa-mandatos.htm

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A Escravidão – Tobias Barreto

Se Deus é quem deixa o mundo
Sob o peso que o oprime,
Se ele consente esse crime,
Que se chama a escravidão,
Para fazer homens livres,
Para arrancá-los do abismo,
Existe um patriotismo
Maior que a religião.

Se não lhe importa o escravo
Que a seus pés queixas deponha,
Cobrindo assim de vergonha
A face dos anjos seus,
Em seu delírio inefável,
Praticando a caridade,
Nesta hora a mocidade
Corrige o erro de Deus!…

1868

Publicado no livro Dias e Noites (1893). Poema integrante da série Parte I – Gerais e Naturalistas.

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Trabalhando com Poesia

“… Quando acabou nosso romance o meu mundo desabou, a solidão me abrigou, sofri sem você, sei que não quis dizer adeus, eu vi no seu olhar, que está infeliz e tenta disfarçar, só faz se magoar… Ouça, meu bem, não deixe a chama da paixão se apagar, pro nosso bem, esqueça tudo que passou… Eu sei que não é o fim, o seu corpo me chama, escute a voz do seu coração, a voz da razão… Não sei viver sem teu amor, sem teu abraço, só você me dá prazer, te quero do meu lado, custe o que custar, eu amo você! Sinceramente, eu esqueci de te esquecer, chega de sofrer, orgulho não nos leva a nada, pode crer… Não sei viver sem teu amor, sem teu abraço, só você me dá prazer, te quero do meu lado, custe o que custar, eu amo você! Sinceramente, eu esqueci de te esquecer, chega de sofrer, orgulho não nos leva a nada, pode crer… Quando acabou nosso romance o meu mundo desabou, a solidão me abrigou, sofri sem você, sei que não quis dizer adeus, eu vi no seu olhar, que está infeliz e tenta disfarçar, só faz se magoar… Ouça, meu bem, não deixe a chama da paixão se apagar, pro nosso bem, esqueça tudo que passou… Eu sei que não é o fim, o seu corpo me chama, escute a voz do seu coração, a voz da razão… Não sei viver sem teu amor, sem teu abraço, só você me dá prazer, te quero do meu lado, custe o que custar, eu amo você! Sinceramente, eu esqueci de te esquecer, chega de sofrer, orgulho não nos leva a nada, pode crer… Não sei viver sem teu amor, sem teu abraço, só você me dá prazer, te quero do meu lado, custe o que custar, eu amo você! Sinceramente, eu esqueci de te esquecer, chega de sofrer, orgulho não nos leva a nada, pode crer…” (Revelação – Esqueci de te esquecer – Comp.: Xande de Pilares)

“… Eu estou apaixonado, deixa eu ser seu namorado, quero ficar do teu lado, pra ter seu braço e seu beijo, pra mim… O teu olhar não me engana, eu sei que você me ama. Teu coração diz que você me quer, mas o medo não deixa você se entregar… Vem pra mim, não faz assim, dê logo um fim, nessa tortura… Nosso romance tem que se eternizar. Você tem que me aceitar… Eu quero a paz do seu sorriso, pra enfeitar meu paraíso. Dê uma chance, não custa nada tentar… Meu bem-querer, preciso te amar, o seu amor me faz sonhar… Se eu te perder, não sei onde encontrar um novo amor pro seu lugar… Eu estou apaixonado, deixa eu ser seu namorado, quero ficar do teu lado, pra ter seu braço e seu beijo, pra mim… O teu olhar não me engana, eu sei que você me ama. Teu coração diz que você me quer, mas o medo não deixa você se entregar… Vem pra mim, não faz assim, dê logo um fim, nessa tortura… Nosso romance tem que se eternizar. Você tem que me aceitar… Eu quero a paz do seu sorriso, pra enfeitar meu paraíso. Dê uma chance, não custa nada tentar… Meu bem-querer, preciso te amar, o seu amor me faz sonhar… Se eu te perder, não sei onde encontrar um novo amor pro seu lugar…” (Revelação – Preciso te amar – Comp.: Mauro Junior e Xande de Pilares)

“… Ela mexe comigo e o pior que não sabe. Comentei com os amigos, minha outra metade… Ela, ah eu morro de amores por ela, estou a ponto de largar aquela, que há tempos me acompanhou… Mas o meu sentimento mudou e eu não pude conter… Ela mexe comigo e o pior que não sabe. Comentei com os amigos, minha outra metade… Ela, ah eu morro de amores por ela, estou a ponto de largar aquela, que há tempos me acompanhou… Mas o meu sentimento mudou e eu não pude conter… E agora o que é que eu faço? Meu caminho tá sem traço, quantas vezes eu me perguntei, como é que eu vou fazer? Se esse poço é venenoso, se é certo ou duvidoso, nem quero saber, nem quero saber… Olha, eu tô meio sem jeito, mas eu tô aqui, preciso te falar, eu não sei se é direito, mas, eu não pedi pra me apaixonar… Olha, eu te peço perdão, mas, quem manda na gente é o coração, é o amor, é o amor… Olha, eu tô meio sem jeito, mas eu tô aqui, preciso te falar, eu não sei se é direito, mas, eu não pedi pra me apaixonar… Olha, eu te peço perdão, mas, quem manda na gente é o coração, é o amor, é o amor… Ela mexe comigo e o pior que não sabe. Comentei com os amigos, minha outra metade… Ela, ah eu morro de amores por ela, estou a ponto de largar aquela, que há tempos me acompanhou… Mas o meu sentimento mudou e eu não pude conter… Ela mexe comigo e o pior que não sabe. Comentei com os amigos, minha outra metade… Ela, ah eu morro de amores por ela, estou a ponto de largar aquela, que há tempos me acompanhou… Mas o meu sentimento mudou e eu não pude conter… E agora o que é que eu faço? Meu caminho tá sem traço, quantas vezes eu me perguntei, como é que eu vou fazer? Se esse poço é venenoso, se é certo ou duvidoso, nem quero saber, nem quero saber… Olha, eu tô meio sem jeito, mas eu tô aqui, preciso te falar, eu não sei se é direito, mas, eu não pedi pra me apaixonar… Olha, eu te peço perdão, mas, quem manda na gente é o coração, é o amor, é o amor… Olha, eu tô meio sem jeito, mas eu tô aqui, preciso te falar, eu não sei se é direito, mas, eu não pedi pra me apaixonar… Olha, eu te peço perdão, mas, quem manda na gente é o coração, é o amor, é o amor…” (Revelação – Ela mexe comigo – Comp.: Grupo Revelação)

“Se a sombra dos dias tristes perturbar a subida, volte seu pensamento para Deus, que está dentro de cada um de nós. A vitória nos chega por meio das lutas que travamos dentro de nós mesmos. Se as quedas magoam o corpo, servem para libertar o coração. E, depois de vencer, espalha remos o amor em redor de todos nós, porque pelo amor consegui remos vencer a nós mesmos.” (Minutos de Sabedoria Pg. 247)

Boa noite pessoal,

Dia corrido e problemas na internet me impediram de postar o “Trabalhando com Poesia” mais cedo.

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje dois textos da equipe de Comunicação da SEDES:

“Sedes enfatiza importância da redução do consumo de sódio” – Os beneficiários do restaurante popular do Comércio participam até a próxima sexta-feira, 6, da ação de educação nutricional para redução do consumo de sódio, com base na interpretação das informações nutricionais presentes nos rótulos de alimentos. As atividades acontecem das 10h30 às 14h30, onde é aplicado questionário para mil pessoas, verificada a pressão arterial e feita avaliação do peso corporal, circunferência da cintura e altura.

http://www.sedes.ba.gov.br/noticia/sedes-enfatizam-importancia-da-reducao-do-consumo-de-sodio

“Programa Bolsa Família retoma Busca Ativa para grupos específicos” – Incluir as famílias pertencentes aos Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Essa é a principal meta da ação, iniciada em novembro de 2012 pela coordenação estadual do Programa Bolsa Família, específica para Povos de Terreiro, Comunidades Remanescentes Quilombolas, Povos Indígenas, Povos Ciganos, Extrativista, Pescadores e Marisqueiras e comunidades de Fundo e Fecho de Pasto. De acordo com Luciana Santos, “a meta é atingir 80% das famílias, com perfil Cadúnico, nos territórios de identidades Região Metropolitana, Recôncavo, Litoral Sul, Oeste e Sertão do São Francisco”.

http://www.sedes.ba.gov.br/noticia/programa-bolsa-familia-retoma-busca-ativa-para-grupos-especificos

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https://oipa2.wordpress.com/2013/09/04/trabalhando-com-poesia-500/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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O Rei Reina e Não Governa – Tobias Barreto

Não sei porque a língua humana
Os brutos não falam mais,
Quando hoje têm melhor vida.
E há muita besta instruída
Nas ciências sociais…

Ultimamente entenderam
Que tinham também razão
De proclamar seus direitos,
Pondo em uso os bons efeitos
Que trouxe a Revolução…

“Seja o leão, diz o asno,
Um rei constitucional;
Com assembléias mudáveis,
Com ministros responsáveis,
Não nos pode fazer mal.

Fiquem-lhe as garras ocultas,
Não ruja, não erga a voz,
Conforme a tese moderna
Qu’ele reina e não governa,
Quem governa somos nós…

Todas as bestas da terra,
Todas as bestas do mar,
Tenham os seus delegados,
Sendo os ministros tirados
Do seio parlamentar…

(…)

Só vejo, que bem nos quadre
No trono, algum animal,
Que coma e viva deitado:
O porco!… Exemplo acabado
De rei constitucional…”

1870

Publicado no livro Dias e Noites (1881). Poema integrante da série Parte V – Satíricas.

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Trabalhando com Poesia

“…Madrugada fria, eu aqui sozinho, precisando te encontrar, onde está você? Já são altas horas, eu te esperando, mas não quero nem pensar se você não vem… Pra me aquecer, nesta solidão, não suporto mais sofrer, quero tanto o seu amor, o tempo parou, eu nem percebi. Acho que você chegou, quando adormeci… Tenho tanto pra dizer, dentro do meu coração, eu não fiz por merecer tanta solidão, eu preciso de você, estou apaixonado, não consigo te esquecer, fica do meu lado… Tenho tanto pra dizer, dentro do meu coração, eu não fiz por merecer tanta solidão, eu preciso de você, estou apaixonado, não consigo te esquecer, fica do meu lado… Madrugada fria, eu aqui sozinho, precisando te encontrar, onde está você? Já são altas horas, eu te esperando, mas não quero nem pensar se você não vem… Pra me aquecer, nesta solidão, não suporto mais sofrer, quero tanto o seu amor, o tempo parou, eu nem percebi. Acho que você chegou, quando adormeci… Tenho tanto pra dizer, dentro do meu coração, eu não fiz por merecer tanta solidão, eu preciso de você, estou apaixonado, não consigo te esquecer, fica do meu lado… Tenho tanto pra dizer, dentro do meu coração, eu não fiz por merecer tanta solidão, eu preciso de você, estou apaixonado, não consigo te esquecer, fica do meu lado… Madrugada fria…” (Revelação – Madrugada fria – Comp.: Grupo Revelação)

“… Pensamento onde esta a solução pro meu tormento terminar, vivo a procurar explicação para esse meu jeito de agir, preciso neutralizar o sofrimento que a em mim… Amigo, me dê uma chance, isso não pode ser o fim. Meu amor me deixou, não faz sentido essa distância entre nós dois… Vou regar essa flor, e dessa vez não vou deixar para depois… Eu quero minha felicidade aqui perto de mim, espero que ela não deixe tudo terminar assim… No pensamento eu vou buscar um jeito de reconquistar, a dona do meu coração, razão de todo meu sofrer. Sem ela eu juro não consigo mais viver… No pensamento eu vou buscar um jeito de reconquistar, a dona do meu coração, razão de todo meu sofrer. Sem ela eu juro não consigo mais viver… Pensamento onde esta a solução pro meu tormento terminar, vivo a procurar explicação para esse meu jeito de agir, preciso neutralizar o sofrimento que a em mim… Amigo, me dê uma chance, isso não pode ser o fim. Meu amor me deixou, não faz sentido essa distância entre nós dois… Vou regar essa flor, e dessa vez não vou deixar para depois… Eu quero minha felicidade aqui perto de mim, espero que ela não deixe tudo terminar assim… No pensamento eu vou buscar um jeito de reconquistar, a dona do meu coração, razão de todo meu sofrer. Sem ela eu juro não consigo mais viver… No pensamento eu vou buscar um jeito de reconquistar, a dona do meu coração, razão de todo meu sofrer. Sem ela eu juro não consigo mais viver…“ (Revelação – Pensamento – Comp.: Grupo Revelação)

“… Fica no faz-de-conta, está na moda, não se incomoda, é tão bonita… Dentro do samba, chega e agita, é toda prosa, de bem com a vida… Quando ela passa, é uma loucura, que contagia e a galera assovia… Paga de solitária, diz que se ama, acha que engana, controla o fogo, se fecha e corre, se alguém descobre seu ponto fraco, não abre o jogo… Me fiz de bobo, armei meu laço, sem embaraço, pra vencer no cansaço… Toquei no seu interior, mas ela não se entregou, fiz tudo para conquistar o amor que vi no seu olhar… Agora eu descobri teu segredo: Tem medo de amar, tem medo… Toquei no seu interior, mas ela não se entregou, fiz tudo para conquistar o amor que vi no seu olhar… Agora eu descobri teu segredo: Tem medo de amar, tem medo… Fica no faz-de-conta, está na moda, não se incomoda, é tão bonita… Dentro do samba, chega e agita, é toda prosa, de bem com a vida… Quando ela passa, é uma loucura, que contagia e a galera assovia… Paga de solitária, diz que se ama, acha que engana, controla o fogo, se fecha e corre, se alguém descobre seu ponto fraco, não abre o jogo… Me fiz de bobo, armei meu laço, sem embaraço, pra vencer no cansaço… Toquei no seu interior, mas ela não se entregou, fiz tudo para conquistar o amor que vi no seu olhar… Agora eu descobri teu segredo: Tem medo de amar, tem medo… Toquei no seu interior, mas ela não se entregou, fiz tudo para conquistar o amor que vi no seu olhar… Agora eu descobri teu segredo: Tem medo de amar, tem medo… Toquei no seu interior, mas ela não se entregou, fiz tudo para conquistar o amor que vi no seu olhar… Agora eu descobri teu segredo: Tem medo de amar, tem medo…Tem medo de amar, tem medo…Tem medo de amar, tem medo…Tem medo de amar, tem medo…” (Revelação – Medo de amar – Comp.: Xande de Pilares e outros)

“Seja sempre nobre em sua expressão de trabalho, se quiser atrair para si a nobreza dos companheiros de luta. Demonstre sempre, inicialmente, a sua própria nobreza, para que os outros se mirem no seu exemplo e o imitem. Seja bem educado, antes de exigir que os outros o sejam. A força do exemplo é a mais convincente e eficaz que existe no mundo. Vale mais um exemplo que milhares de palavras. Dê você, em primeiro lugar, o bom exemplo em sua conduta.” (Minutos de Sabedoria Pg. 246)

Bom dia pessoal,

A abertura deste “Trabalhando com Poesia” de hoje vai especialmente para uma querida amiga, Fernanda Maia. Independente do que a vida mostre a você, por mais difíceis que sejam os caminhos a sua frente, lembre-se sempre que tens amigos que gostam e se preocupam com você. Estamos juntos! Conte comigo!

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, dois textos do site Brasil 247:

“Ministra: protesto contra cubanos foi racista” – “Não tem como, no Brasil, pessoas brancas se dirigirem a pessoas negras chamando-as de escravas e isso não conotar racismo. Ainda mais quando se questiona o papel social dos negros, que não poderiam ocupar lugar social”, disse Luiza Bairros, da pasta de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Ela se referia à manifestação em Fortaleza de médicos brasileiros contra a chegada de profissionais de Cuba ao programa Mais Médicos (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/113691/Ministra-protesto-contra-cubanos-foi-racista.htm

“Guimarães ao 247: “é hora da transparência total” – Líder do PT, José Guimarães (PT-CE), garante que o partido colocará em votação a Proposta de Emenda Constitucional 349, que abre o voto dos parlamentares em todas as questões, e não apenas na cassação de parlamentares; ele diz que ainda que seu partido foi o que deu mais votos pela cassação de Natan Donadon (sem partido-RO); teriam sido 68, ao todo; “chegou a hora da onça beber água”; em sua visão, a oposição, liderada por Carlos Sampaio (PSDB-SP), faz demagogia com o tema; Guimarães também criticou a intromissão do STF no Legislativo; “o plenário é soberano”

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/113678/Guimar%C3%A3es-ao-247-%C3%A9-hora-da-transpar%C3%AAncia-total.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus.

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O Gênio da Humanidade – Tobias Barreto

Sou eu quem assiste às lutas,
Que dentro d’alma se dão,
Quem sonda todas as grutas
Profundas do coração:
Quis ver dos céus o segredo;
Rebelde, sobre um rochedo
Cravado, fui Prometeu;
Tive sede do infinito,
Gênio, feliz ou maldito,
A Humanidade sou eu.

Ergo o braço, aceno aos ares,
E o céu se azulando vai;
Estendo a mão sobre os mares,
E os mares dizem: passai!…
Satisfazendo ao anelo
Do bom, do grande e do belo,
Todas as formas tomei:
Com Homero fui poeta,
Com Isaías profeta,
Com Alexandre fui rei.

(…)

Travei-me em lutas imensas,
Por vezes cansado e nu,
Gritei ao céu: e que pensas?
Ao mar: de que choras tu?
Caminho… e tudo o que faço
Derramo sobre o regaço
Da história, que é minha irmã:
Chamem-me Byron ou Goethe,
Na fronte do meu ginete
Brilha a estrela da manhã.

(…)

Publicado no livro Dias e Noites (1881). Poema integrante da série Parte I – Gerais e Naturalistas.

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Trabalhando com Poesia

“… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Você já disse que me quer, prá toda a vida, eternidade; quando está distante de mim, fica louca de saudade, que a razão do seu viver sou eu! Está tudo bem, eu acredito, eu não tô duvidando disso… Só que eu tenho muito medo de me apaixonar, esse filme já passou na minha vida e você tá me ajudando a superar, eu não quero ser um mal na sua vida… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Você já disse que me quer, prá toda a vida, eternidade; quando está distante de mim, fica louca de saudade, que a razão do seu viver sou eu! Está tudo bem, eu acredito, eu não tô duvidando disso… Só que eu tenho muito medo de me apaixonar, esse filme já passou na minha vida e você tá me ajudando a superar, eu não quero ser um mal na sua vida… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar…” (Revelação – Deixa acontecer – Comp.: Grupo Revelação)

“…Muita Calma Nessa Hora!… Quando eu te vi pela primeira vez, me encantei com o seu jeitinho de ser, seu olhar tão lindo me fez viajar, vi no seu sorriso imenso mar… Fiz uma canção prá nunca esquecer o momento que eu conheci você, era uma linda noite de verão, você despertou minha emoção… Passei a minha vida à procurar, alguém que eu pudesse entregar a chave para abrir meu coração, tirar de vez do peito a solidão… Já tentei não dá prá esconder, o amor que sinto por você, é luz, desejo, encanto e sedução, ardente como a fúria de um vulcão… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… Quando eu te vi pela primeira vez, me encantei com o seu jeitinho de ser, seu olhar tão lindo me fez viajar, vi no seu sorriso imenso mar… Fiz uma canção prá nunca esquecer o momento que eu conheci você, era uma linda noite de verão, você despertou minha emoção… Passei a minha vida à procurar, alguém que eu pudesse entregar a chave para abrir meu coração, tirar de vez do peito a solidão… Já tentei não dá prá esconder, o amor que sinto por você, é luz, desejo, encanto e sedução, ardente como a fúria de um vulcão… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi…” (Revelação – Grades do coração – Comp.: Grupo Revelação)

“… O ar que se respira agora expira novos tempos, e sonhos meus e os teus decoram o nosso apartamento, lá fora a sorte trama, enquanto aqui reflete a lua em nossa cama, e a vida segue assim!… Tão docemente vista da sacada da varanda, eterna, plena, adormecida sobre as ondas, e eu vizinho de uma estrela adoro vê-la iluminando o meu pedaço, foi Deus que me mandou seguir seus passos, pensando bem, a lua tem seus traços, e o céu desaba em nosso corredor, esse é o nosso amor… Esse é o nosso amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… O ar que se respira agora expira novos tempos, e sonhos meus e os teus decoram o nosso apartamento, lá fora a sorte trama, enquanto aqui reflete a lua em nossa cama, e a vida segue assim!… Tão docemente vista da sacada da varanda, eterna, plena, adormecida sobre as ondas, e eu vizinho de uma estrela adoro vê-la iluminando o meu pedaço, foi Deus que me mandou seguir seus passos, pensando bem, a lua tem seus traços, e o céu desaba em nosso corredor, esse é o nosso amor… Esse é o nosso amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor…“ (Revelação – Novos tempos – Comp.: Grupo Revelação)

“Mantenha sua mente limpa de qualquer pensamento menos digno. Só assim conservará a serenidade e a paz, como base da felicidade que chegará a você. O corpo é o reflexo da mente. E a mente é o reflexo de nossa alma, que é nosso verdadeiro eu. Pense coisas nobres e elevadas, e seu corpo manterá inalterável a saúde, trazendo-lhe a felicidade que tanto almeja.” (Minutos de Sabedoria Pg. 245)

Boa noite pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Final de semana ruim para os times baianos. O Bi-campeão baiano perdeu para a Portuguesa por 4×2, levando 3 gols em inacreditáveis 7 minutos e agora ocupa a oitava posição, a frente do maior rival, que perdeu do Criciúma em casa pelo placar de 1×0 e está agora em décimo lugar na competição. Equipes enfrentarão partidas duras na quarta-feira, contra Cruzeiro (Fonte Nova) e Flamengo (Maracanã), respectivamente.

Em nossa sugestão de leitura de hoje dois textos do Site Pátria Latina:

“Quem tem medo de mulheres negras de jaleco branco?”, Por Douglas Belchior – Em seu texto sobre a polêmica dos médicos cubanos no Brasil e a reação de uma jornalista potiguar que escandalizou as redes sociais ao dizer que médicos cubanos pareciam “empregadas domésticas”, e que precisariam ter “postura de médico”, o que não acontecia com os profissionais cubanos, o professor Dennis de Oliveira sintetizou:

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=905669063311d8a17bd6958cd353eedd&cod=12364

“EUA têm mais negros na prisão hoje do que escravos no século XIX” – Os índices sociais – que incluem emprego, saúde e educação – entre os afrodescendentes norte-americanos são os piores em 25 anos, por Dodô Calixto, do Opera Mundi – O presidente estadunidense, Barack Obama, participou nessa quarta-feira (28), em Washington, de evento comemorativo pelo aniversário de 50 anos do emblemático discurso “Eu tenho um Sonho”, de Martin Luther King Jr. – considerado um marco da igualdade de direitos civis aos afro-americanos. Enquanto isso, entre becos e vielas dos EUA, os negros não vão ter muitos motivos para celebrar ou “sonhar com a esperança”, como bradou Luther King em 1963.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=49b44fc23736ae85aededcc798f22c4a&cod=12352

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O Beija-Flor – Tobias Barreto

Era uma moça franzina,
Bela visão matutina
Daquelas que é raro ver,
Corpo esbelto, colo erguido,
Molhando o branco vestido
No orvalho do amanhecer.

Vede-a lá: tímida, esquiva…
Que boca! é a flor mais viva,
Que agora está no jardim;
Mordendo a polpa dos lábios
Como quem suga o ressábio
Dos beijos de um querubim!

Nem viu que as auras gemeram,
E os ramos estremeceram
Quando um pouco ali se ergueu…
Nos alvos dentes, viçosa,
Parte o talo de uma rosa,
Que docemente colheu.

E a fresca rosa orvalhada,
Que contrasta descorada,
Do seu rosto a nívea tez,
Beijando as mãozinhas suas,
Parece que diz: nós duas!…
E a brisa emenda: nós três! …

Vai nesse andar descuidoso,
Quando um beija-flor teimoso
Brincar entre os galhos vem,
Sente o aroma da donzela,
Peneira na face dela,
E quer-lhe os lábios também

Treme a virgem de surpresa,
Leva do braço em defesa,
Vai com o braço a flor da mão;
Nas asas d’ave mimosa
Quebra-se a flor melindrosa,
Que rola esparsa no chão.

Não sei o que a virgem fala,
Que abre o peito e mais trescala
Do trescalar de uma flor:
Voa em cima o passarinho…
Vai já tocando o biquinho
Nos beiços de rubra cor.

A moça, que se envergonha
De correr, meio risonha
Procura se desviar;
Neste empenho os seios ambos
Deixa ver; inconhos jambos
De algum celeste pomar! …

Forte luta, luta incrível
Por um beijo! É impossível
Dizer tudo o que se deu.
Tanta coisa, que se esquece
Na vida! Mas me parece
Que o passarinho venceu! …

Conheço a moça franzina
Que a fronte cândida inclina
Ao sopro de casto amor:
Seu rosto fica mais lindo,
Quando ela conta sorrindo
A história do beija-flor.

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Trabalhando com Poesia

“… A solução pro nosso povo eu vou dar, negócio bom assim ninguém nunca viu. Tá tudo pronto aqui é só vim pegar, a solução é alugar o Brasil!… Nós não vamos pagar nada, Lalalalá! Nós não vamos pagar nada, É tudo free! Tá na hora agora é free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que esse imóvel tá prá alugar… Os estrangeiros, eu sei que eles vão gostar, tem o Atlântico, tem vista pro mar… A Amazônia é o jardim do quintal, e o dólar deles paga o nosso mingau… Nós não vamos pagar nada, Lalalalá! Nós não vamos pagar nada, É tudo free! Tá na hora agora é free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que esse imóvel tá prá alugar… A solução pro nosso povo eu vou dar, negócio bom assim ninguém nunca viu. Tá tudo pronto aqui é só vim pegar, a solução é alugar o Brasil!… Nós não vamos pagar nada, Lalalalá! Nós não vamos pagar nada, É tudo free! Tá na hora agora é free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que esse imóvel tá prá alugar… Os estrangeiros, eu sei que eles vão gostar, tem o Atlântico, tem vista pro mar… A Amazônia é o jardim do quintal, e o dólar deles paga o nosso mingau… Nós não vamos pagar nada, Lalalalá! Nós não vamos pagar nada, É tudo free! Tá na hora agora é free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que esse imóvel tá prá alugar… Nós não vamos pagar nada, Lalalalá! Nós não vamos pagar nada, É tudo free! Tá na hora agora é free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que esse imóvel tá prá alugar…” (Titãs – aluga-se – Comp.: Raul Seixas / Claudio Roberto)

“…A Televisão me deixou burro, muito burro demais, Oi! Oi! Oi!… Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais, Oi! Oi! Oi!… O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida… E agora toda noite quando deito é boa noite, querida… Oh! Cride, fala pra mãe, que eu nunca li num livro que o espirro fosse um vírus sem cura… Vê se me entende, pelo menos uma vez, criatura! Oh! Cride, fala pra mãe!… A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada, Oi! Oi! Oi!… A luz do sol me incomoda, então deixa acortina fechada, Oi! Oi! Oi!… É que a televisão me deixou burro, muito burro demais… E agora eu vivo dentro dessa jaula, junto dos animais… Oh! Cride, fala pra mãe, que tudo que a antena captar, meu coração captura… Vê se me entende, pelo menos uma vez, criatura!… Oh! Cride, fala pra mãe!… A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada, Oi! Oi! Oi!… A luz do sol me incomoda, então deixa acortina fechada, Oi! Oi! Oi!… É que a televisão me deixou burro, muito burro demais… E agora eu vivo dentro dessa jaula, junto dos animais… Oh! Cride, fala pra mãe, que tudo que a antena captar, meu coração captura… Vê se me entende, pelo menos uma vez, criatura!… Oh! Cride, fala pra mãe!…“ (Titãs – Televisão – Comp.: Marcelo Fromes / Tony Belotto / Arnaldo Antunes)

“… Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?… A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte… A gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte… A gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé… A gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer… Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?… A gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor… A gente não quer só comer, a gente quer prazer, prá aliviar a dor…… A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade… A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade… A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte… A gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte… A gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé… A gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer… Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?… A gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor… A gente não quer só comer, a gente quer prazer, prá aliviar a dor…… A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade… A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade… Diversão e arte, para qualquer parte, diversão, balé, como a vida quer… Desejo, necessidade, vontade, necessidade, desejo, eh! necessidade, vontade, eh! necessidade…” (Titãs – Comida – Comp.: Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)

Confira outros sucessos dos Titãs:

“Deus está em toda a parte ao mesmo tempo e, portanto, está também dentro de você, em redor de você, vendo o que você faz, sabendo até o que você pensa. Se você sofre é porque a dor lhe trará benefícios futuros, e não por “vontade” de Deus. Você deixa seu filho sofrer na cadeira do dentista, porque este beneficia seu filho, mesmo fazendo que ele sofra. Deus age também assim conosco.” (Minutos de Sabedoria Pg. 244)

Bom dia pessoal,

Quero fazer uma menção especial no Trabalhando com Poesia de hoje a uma turma que passei a conhecer nos últimos três meses. Os meus colegas do Juizado Especial Cível de Lauro de Freitas, onde estagio até o dia de hoje.
Minhas expectativas eram de dar sequência ao estágio até maio de 2014, conforme previsto inicialmente, mas, a vida é feita das oportunidades que criamos e que nos são ofertadas e, na impossibilidade de conciliar as duas atividades precisei interromper, mas, saibam que nesses três meses me foi oportunizado mais um aprendizado importantíssimo em minha caminhada.

Daqui a um ano, quando sair da Faculdade, optando pela advocacia, terei condições de olhar para o sistema em torno dos Juizados Especiais de outra forma e, isso será possível graças aos 90 dias que me foram possíveis dentro do JEC Lauro de Freitas.

A Dr. Marcelo, Silvia e Fábio, responsáveis diretos pela minha seleção o meu agradecimento pela confiança e incentivo, na medida das responsabilidades delegadas, nas pessoas dos três minhas homenagens a todos os servidores deste Juizado, entre os quais Marcos, Jailson, Carla Madalena, Lazaro, Marcelo, Alexsandra, Thiago, Lili, Dani, Rafaela, Sr Wilson, Dilma, Luciano, com os quais convivi mais de perto, bem como Juízes leigos e conciliadores. Cada um (a) de vocês, inclusive os que eventualmente eu tenha me esquecido, foram responsáveis pela satisfação que tive em participar do dia a dia do juizado e pelo misto de energia positiva com a nova missão e tristeza de deixar um ambiente que sinto prazer em fazer parte. Obrigado!

A Adriana Cardoso e Ana Carla Pedra, minhas colegas de estágio e responsáveis diretas pela minha indicação o meu eterno reconhecimento pela demonstração de amizade e confiança. Meu carinho também aos colegas estagiários Pedro, Renata, Diana, Camila, Sibele, Karla Dias e André. Valeu por tudo. Como costumo dizer sempre, até breve. Optamos por um labor que nos oportuniza nos encontrar sempre, sendo nas disputas antagonistas ou em projetos de parcerias. Que saibamos escolher sempre o melhor caminho para a coletividade. Valeu!!!

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Pátria Latina. Vale conferir:

Todos os homens do “trensalão” (Coluna do Altamiro Borges) – A revista IstoÉ desta semana volta à carga com graves denúncias contra o PSDB de São Paulo. A reportagem intitulada “Todos os homens do propinoduto tucano”, assinada pelos jornalistas Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas, dá os nomes aos bois – ou melhor, aos tucanos – que articularam o bilionário esquema de desvio de dinheiro dos cofres públicos nas obras do metrô paulista. Para o governador Geraldo Alckmin e o ex-governador José Serra, que até agora tentam se travestir de “vítimas” da roubalheira, a matéria é um petardo.

http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=ef72d53990bc4805684c9b61fa64a102&codcolunista=31&cod=3050

“Vinculação com a agricultura familiar melhora qualidade da merenda escolar, afirma estudo” Desde um menu mais simples a base de milho, feijão, arroz, azeite e soja em Honduras a um cardápio mais aprimorado com bebidas a base de leite com aveia, quinua, amaranto (kiwicha), trigo, milho, sopas, pães, marmeladas, mousse, sanduíches, tubérculos, leguminosas, cereais, carnes e frutas da estação no Peru, a alimentação escolar na América Latina tem se mostrado fundamental para o fortalecimento de três eixos: econômico, social político. Econômico porque significa alimentar as novas gerações; social porque alimentar uma criança na escola significa permitir que ela seja educada e tenha possibilidades de sair do ciclo de exclusão social; e político porque implica uma dupla necessidade de contar com políticas públicas ousadas e de incentivar a participação cidadã na definição, gestão e controle dessas políticas.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=8e3308c853e47411c761429193511819&cod=12340

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Julieta a Romeu – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

É tarde, amor, o vento se levanta,
A escura madrugada vem nascendo,
Só a noite foi nossa claridade.
Já não serei quem fui, o que seremos
Contra o mundo há-de ser, que nos rejeita,
Culpados de inventar a liberdade.

Romeu a Julieta – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Eu vou, amor, mas deixo cá a vida,
No calor desta cama que abandono,
Areia dispersada que foi duna.
Se a noite se fez dia, e com a luz
O negro afastamento se interpõe,
A escuridão da morte nos reúna.

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Trabalhando com Poesia

“… Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, o lugar pro que eu sou… Eu não quero mais dormir, de olhos abertos me esquenta o sol, eu não espero que um revólver venha explodir, na minha testa se anunciou, a pé a fé devagar, foge o destino do azar que restou… E se você puder me olhar, e se você quiser me achar, e se você trouxer o seu lar… Eu vou cuidar, eu cuidarei dele, eu vou cuidar do seu jardim… Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele, eu vou cuidar, eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar, e de você e de mim… Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, o lugar pro que eu sou… Eu não quero mais dormir, de olhos abertos me esquenta o sol, eu não espero que um revólver venha explodir, na minha testa se anunciou, a pé a fé devagar, foge o destino do azar que restou… E se você puder me olhar, e se você quiser me achar, e se você trouxer o seu lar… Eu vou cuidar, eu cuidarei dele, eu vou cuidar do seu jardim… Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele, eu vou cuidar, eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar, e de você e de mim…” (Titãs – Os cegos do Castelo – Comp.: Nando Reis)

“…Teus olhos querem me levar, eu só quero que você me leve, eu ouço as estrelas conspirando contra mim… Eu sei que as plantas me vigiam do jardim… As luzes querem me ofuscar, eu só quero que essa luz me cegue, nem cinco minutos guardados dentro de cada cigarro, não há pára-brisa pra limpar, nem vidros no teu carro… O meu corpo não quer descansar, não há guarda-chuva, não há guarda-chuva, contra o amor… O teu perfume quer me envenenar, minha mente gira como um ventilador… A chama do teu isqueiro quer incendiar a cidade, teus pés vão girando igual aos da porta estandarte… Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa, faça calor ou faça frio, é sempre carnaval no Brasil… Eu estou no meio da rua, você está no meio de tudo… O teu relógio quer acelerar, quer apressar os meus passos, não há pára-raio contra o que vem de baixo… Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa, faça calor ou faça frio, é sempre carnaval no Brasil… No Brasil… No Brasil… “ (Titãs – Nem cinco minutos guardados – Comp.: Sergio Britto/ Marcelo Fromer)

“… Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia, eu não encho mais a casa de alegria, os anos se passaram enquanto eu dormia, e quem eu queria bem me esquecia… Será que eu falei o que ninguém ouvia? Será que eu escutei o que ninguém dizia? Eu não vou me adaptar, me adaptar… Eu não vou me adaptar, me adaptar… Eu não tenho mais a cara que eu tinha, no espelho essa cara já não é minha, mas é que quando eu me toquei achei tão estranho, a minha barba estava desse tamanho… Será que eu falei o que ninguém ouvia? Será que eu escutei o que ninguém dizia? Eu não vou me adaptar, me adaptar… Eu não vou me adaptar, me adaptar… Não vou! Me adaptar! Me adaptar! Não vou! Me adaptar! Não vou! Me adaptar!…” (Titãs – Não vou me adaptar – Comp.: Arnaldo Antunes)

“Não se deixe derrotar em situação alguma. A derrota depende de nós, tanto quanto a vitória. Entretanto, a pior derrota é a de quem desanima. Perder, nem sempre é ser derrotado. Mas o desânimo estraga totalmente a vida. Não desanime jamais. Siga à frente corajosamente, porque a vitória sorri somente àqueles que não param no meio da estrada.” (Minutos de Sabedoria Pg. 243)

Bom dia pessoal,

Problemas com a minha internet, bem como algumas questões pessoais que me exigem resolver imediatamente, estão me impedindo de fazer o “Trabalhando com Poesia” durante o dia.

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Brasil 247. Vale conferir:

Globo censura: “Medicina cubana revoluciona” – A frase acima e todo o comentário informativo do jornalista Jorge Pontual, correspondente da Globo em Nova York, foram retirados do site do programa Em Pauta, da Globo News; censura bruta; na tevê, foi ao ar, mas só porque ele falava ao vivo; Pontual, ao lado de Eliane Cantanhêde, deu uma aula sobre o assunto; disse que entrevistou pesquisadora americana Julia Silver para o programa Sem Fronteiras; dali extraiu informações que a Globo detestou; sistema de medicina comunitária foi criado por Che Guevara; médicos cubanos livraram 600 mil africanos da cegueira; Organização Mundial de Saúde recomenda modelo cubano para todo o mundo; “agora, os brasileiros vão desfrutar dessa medicina que revoluciona o modelo tradicional”; tudo foi cortado; furo é do site Tijolaço;

http://www.brasil247.com/pt/247/saudeebemestar/113323/Globo-censura-“Medicina-cubana-revoluciona.htm

“Estrangeiro atende e dá “tapa” no preconceito” – O médico uruguaio Gonzalo Lacerda Casaman (de camisa listrada), 31 anos, prestou os primeiros atendimentos à vendedora de amendoins Helena Paulina de Araújo, 63 anos, atropelada por uma motocicleta em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, onde acontece o curso de capacitação para estes profissionais; o atendimento pode ter sido o primeiro do País no âmbito do Mais Médicos; para calar os críticos e preconceituosos de plantão, o médico passou o recado: “É por isso que estamos aqui”; declaração é praticamente uma bofetada nos que condenam o programa; “Graças a Deus ele estava aqui”, disse a vítima.

http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/113227/Estrangeiro-atende-e-dá-tapa-no-preconceito.htm

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Passado, Presente, Futuro – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.

Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.

Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.

No Coração, Talvez – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.

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Trabalhando com Poesia

“… Olhei até ficar cansado de ver os meus olhos no espelho, chorei por ter despedaçado as flores que estão no canteiro… Os punhos e os pulsos cortados, e o resto do meu corpo inteiro… Há flores cobrindo o telhado e embaixo do meu travesseiro, há flores por todos os lados, há flores em tudo que eu vejo… A dor vai curar essas lástimas, o soro tem gosto de lágrimas, as flores têm cheiro de morte, a dor vai fechar esses cortes… Flores, flores, as flores de plástico não morrem… Olhei até ficar cansado de ver os meus olhos no espelho, chorei por ter despedaçado as flores que estão no canteiro… Os punhos e os pulsos cortados, e o resto do meu corpo inteiro… Há flores cobrindo o telhado e embaixo do meu travesseiro, há flores por todos os lados, há flores em tudo que eu vejo… A dor vai curar essas lástimas, o soro tem gosto de lágrimas, as flores têm cheiro de morte, a dor vai fechar esses cortes… Flores, flores, as flores de plástico não morrem… Flores, flores, as flores de plástico não morrem…” (Titãs – Flores – Comp.: Paulo Miklos / Sérgio Britto / Charles Gavin / Tony Bellotto)

“… Desde os primórdios até hoje em dia, o homem ainda faz o que o macaco fazia, eu não trabalhava, eu não sabia, que o homem criava e também destruía… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Eu aprendi, a vida é um jogo, cada um por si e Deus contra todos. Você vai morrer e não vai pro céu, é bom aprender, a vida é cruel… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Eu me perdi na selva de pedra, eu me perdi, eu me perdi… “I’m a cave man, a young man, I fight with my hands, With my hands… I am a jungle man, a monkey man, concrete jungle! concrete jungle!”… Desde os primórdios até hoje em dia, o homem ainda faz o que o macaco fazia, eu não trabalhava, eu não sabia, que o homem criava e também destruía… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Eu aprendi, a vida é um jogo, cada um por si e Deus contra todos. Você vai morrer e não vai pro céu, é bom aprender, a vida é cruel… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Eu me perdi na selva de pedra, eu me perdi, eu me perdi, eu me perdi, eu me perdi…” (Titãs – Homem primata – Comp.: Marcelo Fromer / Ciro Pessoa / Nando Reis / Sérgio Britto)

“… Não posso mais viver assim ao seu ladinho, por isso colo o meu ouvido no radinho de pilha, prá te sintonizar, sozinha, numa ilha… Sonífera Ilha! descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz… Sonífera Ilha! descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz… Não posso mais viver assim ao seu ladinho, por isso colo o meu ouvido no radinho de pilha, prá te sintonizar, sozinha, numa ilha… Sonífera Ilha! descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz… Sonífera Ilha! descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz… Sonífera Ilha! descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz…” (Titãs – Sonífera Ilha – Comp.: Branco Mello / Marcelo Fromer / Tony Bellotto / Ciro Pessoa / Carlos Barmack)

“O pensamento e a palavra têm poder curador. O corpo é o veículo através do qual se manifestam, no plano terrestre, o espírito e a alma, da qual o corpo é apenas o reflexo materializado. Por isso, espelha aquilo que pensamos, na saúde e na enfermidade, porque recebemos de acordo com os nossos pensa mentos, e somos aquilo que pensamos. Pense sempre certo para ter saúde perfeita!” (Minutos de Sabedoria Pg. 242)

Bom dia pessoal,

Quando nos predispomos a encarar os desafios da vida e, convenhamos, se não nos dispusermos a isso, que valor efetivamente terá viver? Qual será efetivamente o sentido de viver se não for por uma causa, por um ou mais objetivos, que valham a pena enfrentar todas as intempéries e dificuldades inerentes ao viver cotidiano? Como enxergar o brilhar do dia seguinte se não tivermos coragem de agir como nos ensina Içami Tiba? Não hesite frente a suas portas. Abra-as de forma corajosa e de mente e corações abertos para o porvir. Ficar por detrás delas, sem a coragem pode até ser confortável, porém, o crescimento inerente à vida certamente não virá dessa atitude. É minha dica de hoje.

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje dois textos do Site Correio Nagô, um dos fronts da luta quilombola baiana:

“Não há democracia e desenvolvimento se não tivermos igualdade racial e o combate ao racismo” – Aos 46 anos, o baiano e militante da causa racial, Elias Sampaio, atual secretário de Promoção da Igualdade Racial do Estado, está à frente da coordenação da III Conferência de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Conepir), junto ao Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra. Em entrevista ao Portal Correio Nagô, Elias falou sobre o funcionamento da III Conepir que será realizada de 28 a 30 deste mês, e ainda comentou a atuação da secretaria que coordena e avaliou as demandas mais urgentes da comunidade negra.

http://correionago.ning.com/profiles/blogs/nao-ha-democracia-e-desenvolvimento-se-nao-tivermos-igualdade-rac

“Onde os críticos dos médicos cubanos guardam o seu racismo?” – Está em todos os jornais desta terça feira (27): os 96 médicos, sendo 79 cubanos, que desembarcaram no Ceará para fazer o curso preparatório para atuar na saúde pública brasileira foram hostilizados e xingados na saída da primeira aula, logo após a Solenidade de Acolhimento. Um grupo de cerca de 50 médicos esperavam os estrangeiros do lado de fora da Escola de Saúde Pública de Fortaleza, vaiando, gritando e xingando os profissionais.

http://correionago.ning.com/profiles/blogs/onde-os-criticos-dos-medicos-cubanos-guardam-o-seu-racismo

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Demissão – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Este mundo não presta, venha outro.
Já por tempo de mais aqui andamos
A fingir de razões suficientes.
Sejamos cães do cão: sabemos tudo
De morder os mais fracos, se mandamos,
E de lamber as mãos, se dependentes.

Não me Peçam Razões… José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há de vir.

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Trabalhando com Poesia

“…Porque eu sei que é amor, eu não peço nada em troca. Porque eu sei que é amor, eu não peço nenhuma prova… Mesmo que você não esteja aqui, o amor está aqui, agora… Mesmo que você tenha que partir, o amor não há de ir embora… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Porque eu sei que é amor, sei que cada palavra importa, porque eu sei que é amor, sei que só há uma resposta… Mesmo sem porquê eu te trago aqui, o amor está aqui, comigo… Mesmo sem porquê eu te levo assim, o amor está em mim, mais vivo… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Porque eu sei que é amor… Porque eu sei que é amor… Porque eu sei que é amor…” (Titãs – Por que eu sei que é amor – Comp.: Paulo Miklos / Sérgio Britto)

“… Antes…não pensava em você, agora…tudo é uma lembrança sua… Nunca…me preocupei com você, hoje…já não faço outra coisa… Não saio mais pra passear, só quero ir aonde você está, o livro não é bom, não quero ouvir um som, não acho nada na T.V… Não me lembro como eu era antes de você… Não me lembro como eu era antes de você… Não penso em sair pra passear, só quero ir aonde você está, com amigos não falo, não volto ao trabalho, como pude me esquecer?… Não me lembro como eu era antes de você… Não me lembro como eu era antes de você… Não tenho fome, não quero beber, quero saber se você já dorme, tudo passa, a noite deve passar também… Não me lembro como eu era antes de você… Não me lembro como eu era antes de você… Não me lembro como eu era… Não me lembro como eu era antes de você… Não pensava em você… Não me lembro como eu era antes de você… Não saio mais… Não me lembro como eu era antes de você…“ (Titãs – Antes de você – Comp.: Paulo Miklos)

“… Quando não houver saída, quando não houver mais solução, ainda há de haver saída, nenhuma ideia vale uma vida… Quando não houver esperança, quando não restar nem ilusão, ainda há de haver esperança, em cada um de nós, algo de uma criança… Enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá… Enquanto houver sol, enquanto houver sol… Quando não houver caminho, mesmo sem amor, sem direção, a sós ninguém está sozinho, é caminhando que se faz o caminho… Quando não houver desejo, quando não restar nem mesmo dor, ainda há de haver desejo, em cada um de nós, aonde Deus colocou… Enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá… Enquanto houver sol, enquanto houver sol… Enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá… Enquanto houver sol, enquanto houver sol… Enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá… Enquanto houver sol, enquanto houver sol…” (Titãs – Enquanto houver sol – Comp.: Sérgio Brito)

“Se está desempregado, não se desespere, não amaldiçoe a sorte. Enfrente as dificuldades corajosamente. Não pense, em abandonar a vida. Não seja covarde! Você pode vencer! Você vai vencer! Não recuse trabalho pelo fato de ser modesto. O grande Ford começou a vida como simples mecânico. Tenha coragem, porque o Pai não abandona a ninguém.” (Minutos de Sabedoria Pg. 241)

Bom dia pessoal,

Quantas vezes a vida testa a nossa capacidade de resignação e de persistência? Quantas vezes você já foi testado pela vida? Uma frase do filme Rock Balboa, por mais incrível que isso possa parecer traduz bem essa questão. Diz ele a seu filho em determinado trecho da película: “E quando as coisas vão mal, você procura alguém para culpar, como se fosse uma sombra. O mundo não é um arco-íris e um amanhecer, na verdade é um lugar ruim e asqueroso. E não importa o tão durão você seja, apanhará e ficará de joelhos, se assim permitir. Nem você, nem ninguém baterá tão forte quanto a vida. Não importa o quão forte você golpeia, mas sim, quantos golpes você agüenta levar e continuar em frente, o muito que você possa aceitar e seguir adiante. Assim é a vida!. É assim que se conquistam as vitórias”.

Pois bem queridos (as). Essa é minha dica de hoje. Persevere sempre, considere as pancadas da vida como incentivos ao aprendizado humano. O triunfo virá. Pode demorar, mas, virá! Ele sempre vem aos que perseveram e se mantém firmes em seu objetivo.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, dois textos do site Brasil 247:

“A DEMISSÃO NÃO BASTA. É PRECISO EXTRADITAR” – A presidente Dilma agiu rápido, ao demitir o chanceler Antonio Patriota, após a surpreendente fuga de Roger Pinto Molina, com a ajuda de um diplomata brasileiro; a decisão, no entanto, não é suficiente para recolocar o Brasil no trilho da ordem internacional; será preciso também extraditar o boliviano, que responde a vinte processos na Bolívia, por corrupção e até por narcotráfico

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/112923/A-demiss%C3%A3o-n%C3%A3o-basta-%C3%89-preciso-extraditar.htm

“ALOYSIO, TAQUES E AGRIPINO APLAUDEM FUGA DE BOLIVIANO” – Senadores da oposição defenderam a operação de fuga do boliviano Roger Pinto. “Foram 455 dias encerrados em um cubículo, sem o tratamento que se deve aos seres humanos”, disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP). “O embaixador Eduardo Saboia atuou de acordo com a Constituição da República. Agora, contra ele será instaurado um procedimento disciplinar”, disse Pedro Taques (PDT/MT). “Já imaginou esse senhor meter uma bala no ouvido dentro do território brasileiro por inação do governo brasileiro?”, indagou Agripino Maia (DEM/RN)

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/112919/Aloysio-Taques-e-Agripino-aplaudem-fuga-de-boliviano.htm

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Intimidade – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,

Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,

No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.

Química – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Sublimemos, amor. Assim as flores
No jardim não morreram se o perfume
No cristal da essência se defende.
Passemos nós as provas, os ardores:
Não caldeiam instintos sem o lume
Nem o secreto aroma que rescende.

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Trabalhando com Poesia

“…Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer, devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer… Queria ter aceitado, as pessoas como elas são, cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar… Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr… Devia ter me importado menos, com problemas pequenos, ter morrido de amor… Queria ter aceitado, a vida como ela é. A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar… Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr… Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr…” (Titãs – Epitáfio– Comp.: Sérgio Brito)

“…Até parece loucura, não sei explicar. É a verdade mais pura, eu não consigo amar… Meu bem me desculpe, não quis te ferir, mas dizer a verdade é melhor que mentir… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Às vezes você esquece o que eu finjo esquecer, mas pra mim é difícil, eu não consigo entender… Entre outras pessoas é tão natural, porque será que comigo não pode ser igual?… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz…Não fui eu, Não foi você quem escolheu, viver neste mundo tão frio… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Às vezes você esquece o que eu finjo esquecer…” (Titãs – Insensível – Comp.: Sérgio Brito)

“… Isso! que acontece com a gente, acontece sempre com qualquer casal. Isso! ataca de repente, não respeita cor, credo ou classe social. Isso! Isso!… Parecia que não ia acontecer com a gente, nosso amor era tão firme, forte e diferente… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer… Não adianta mesmo reclamar, acreditar que basta apenas se deixar levar. Isso! Que atrapalha nossos planos, derrubou o muro, invadiu nosso quintal. Isso! passam-se os anos, sempre foi assim e será sempre igual, Isso! Isso!… Parecia que não ia acontecer com a gente, nosso amor era tão firme, forte e diferente… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer…Isso! Isso!…“ (Titãs – Isso – Comp.: Tony Bellotto)

“Não ponha limites à sua vida! Procure ouvir as notas harmoniosas e sublimes do canto maravilhoso que se evola da natureza. Viva sorridente e alegre, para espantar as preocupações, para aliviar as lutas. Mergulhe sua alma na alma da natureza: absorva a luz do sol, goze a suavidade da lua, contemple o esplendor das estrelas, aspire o perfume das flores. A vida é bela, apesar das do res e dos contratempos.” (Minutos de Sabedoria Pg. 240)

Boa noite pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Final de semana movimentado para a torcida do Bahia, que ontem venceu o Náutico por 2×0 e subiu na Tabela. O Bi-campeão baiano agora ocupa a sétima posição, a frente do maior rival, que perdeu do Santos pelo mesmo placar e está agora em nono lugar na competição.

Em nossa sugestão de leitura de hoje dois textos do Site Correio do Brasil:

“Forbes ridiculariza argumento da ultradireita brasileira sobre fortuna de Lula” – A revista norte-americana Forbes, em sua edição deste fim de semana, publica artigo no qual ridiculariza um dos principais memes da ultradireita nas redes sociais, que apresentam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e familiares dele como milionários e donos de fortunas conquistadas e forma ilegal. Em sua página, o jornalista Renato Rovai publica matéria na qual reproduz a reportagem da publicação especializada em cuidar da fortuna alheia.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/forbes-ridiculariza-argumento-da-ultradireita-brasileira-sobre-fortuna-de-lula/638512/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20130825

“Conta bancária na Suíça reunia a propina distribuída aos tucanos no Brasil”, Uma conta bancária aberta no paraíso fiscal da Suíça, sob o codinome “Marília”, foi usada para movimentar as propinas que facilitaram os negócios da Siemens e da Alstom com governos do PSDB, em São Paulo. Por ela, transitaram cerca de R$ 64 milhões em propinas e os recursos foram gerenciados por homens da cozinha dos governos de Mario Covas, em São Paulo, e até do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Este é o tema de uma reportagem explosiva da revista semanal Istoé.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/conta-bancaria-na-suica-reunia-a-propina-distribuida-aos-tucanos-no-brasil/638485/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20130825

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Aprendamos, Amor – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Aprendamos, amor, com estes montes
Que, tão longe do mar, sabem o jeito
De banhar no azul dos horizontes.

Façamos o que é certo e de direito:
Dos desejos ocultos outras fontes
E desçamos ao mar do nosso leito.

Arte de Amar – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Metidos nesta pele que nos refuta,
Dois somos, o mesmo que inimigos.
Grande coisa, afinal, é o suor
(Assim já o diziam os antigos):
Sem ele, a vida não seria luta,
Nem o amor amor.

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Trabalhando com Poesia

“… Se é pra perdoar um grande amor perdoa agora, me apavora teu silêncio no olhar. Se é pra condenar um coração jogado fora, me diz agora o que eu preciso te provar… Se é… Se é pra perdoar um grande amor perdoa agora, me apavora teu silêncio no olhar. Se é pra condenar um coração jogado fora, me diz agora o que eu preciso te provar… Eu me defendo assim, te dando tudo de amor, você tem tudo de mim e ainda me tira o valor… É mentira sim, que fui todo seu, eu me perdi quando andei com outros passos… É mentira sim, mas eu me encontrei e caminhei pra ser feliz nos teus abraços… Se é pra perdoar, agora… Se é pra perdoar um grande amor perdoa agora, me apavora teu silêncio no olhar. Se é pra condenar um coração jogado fora, me diz agora o que eu preciso te provar… Se é… Se é pra perdoar um grande amor perdoa agora, me apavora teu silêncio no olhar. Se é pra condenar um coração jogado fora, me diz agora o que eu preciso te provar… Eu me defendo assim, te dando tudo de amor, você tem tudo de mim e ainda me tira o valor… É mentira sim, que fui todo seu, eu me perdi quando andei com outros passos… É mentira sim, mas eu me encontrei e caminhei pra ser feliz nos teus abraços… Se é pra perdoar, agora…” (Arlindo Cruz e Sombrinha – Silêncio no olhar – Comp.: Arlindo Cruz, Sombrinha e Marquinhos PQD)

“… Amanheceu e eu aqui tão só, você correu, me esqueceu que dó… Fiquei assim numa pior, me embolei ponto sem nó e pra sair sem me arranhar, você é quem pode mudar… Me doeu e a vida é um jiló, me corroeu, me reduzindo a pó… Se tá ruim eu sei de cor, bem que tentei ir pra melhor, mas desisti, vou me entregar, volta pra me levantar… Me dá o teu amor, me ama até o fim, me faz sentir calor, se dá dentro de mim, de mim… Vem pra ficar, vem me envolver, me completar, me resolver, você é o sol que faz o meu amanhecer…me dá… Me dá o teu amor, me ama até o fim, me faz sentir calor, se dá dentro de mim, de mim… Vem pra ficar, vem me envolver, me completar, me resolver, você é o sol que faz o meu amanhecer… Amanheceu e eu aqui tão só, você correu, me esqueceu que dó… Fiquei assim numa pior, me embolei ponto sem nó e pra sair sem me arranhar, você é quem pode mudar… Me doeu e a vida é um jiló, me corroeu, me reduzindo a pó… Se tá ruim eu sei de cor, bem que tentei ir pra melhor, mas desisti, vou me entregar, volta pra me levantar… Me dá o teu amor, me ama até o fim, me faz sentir calor, se dá dentro de mim, de mim… Vem pra ficar, vem me envolver, me completar, me resolver, você é o sol que faz o meu amanhecer…me dá… Me dá o teu amor, me ama até o fim, me faz sentir calor, se dá dentro de mim, de mim… Vem pra ficar, vem me envolver, me completar, me resolver, você é o sol que faz o meu amanhecer… “ (Arlindo Cruz e Sombrinha – Ponto sem nó – Comp.: Arlindo Cruz)

“… Uma canção de amor, pra você, do fundo desse peito em chamas, meu coração, ainda bate apaixonado, sinto saudades, quero te ver… Amanheci tristonho, meu amor… Eu e você num sonho, tenho medo de acordar e me ver em alto mar, sem poder voltar para os teus braços, meu amor… Cada braço teu, sustenta meu regaço, meu amor… Cada beijo teu, aumenta o meu desejo, meu amor… Volta que eu almejo a nossa harmonia, um dia, um dia… Uma canção de amor, pra você, do fundo desse peito em chamas, meu coração, ainda bate apaixonado, sinto saudades, quero te ver… Amanheci tristonho, meu amor… Eu e você num sonho, tenho medo de acordar e me ver em alto mar, sem poder voltar para os teus braços, meu amor… Cada braço teu, sustenta meu regaço, meu amor… Cada beijo teu, aumenta o meu desejo, meu amor… Volta que eu almejo a nossa harmonia, um dia, um dia… (Versos de Improviso)…” (Arlindo Cruz e Sombrinha – Silêncio no olhar – Comp.: Arlindo Cruz)

Confira outros sucessos de Arlindo Cruz:

“A vida é um canto eterno de beleza! homens complicam a vida e dificultam a existência, porque se acreditam diferentes uns dos outros, mas a vida é uma só e os homens todos são irmãos. Portanto, não antagonize os outros. Distribua amor e compreensão a todos os que se chegam a você. Faça como o sol, que se dá a todos igualmente, em raios benéficos de luz e de calor.” (Minutos de Sabedoria Pg. 239)

Bom dia pessoal,

O dia de ontem foi dedicado a minha despedida da Câmara Municipal de Lauro de Freitas. Quero agradecer à companheira Naide Brito – PT, pela oportunidade da convivência e da construção nestes meses. Meu compromisso com o apoio à construção do mandato de referência que tem sido o seu mandato continua.

Meu agradecimento extensivo a todos os parlamentares da casa legislativa, a suas assessorias e a todos os servidores do parlamento municipal, que desde sempre me dedicaram tratamento especial de carinho e atenção.
Agora é tocar em frente as tarefas a mim delegadas pela companheira Moema Gramacho, na SEDES – Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza e buscar ajudar a melhorai ainda mais o nosso estado com as políticas públicas do nosso governo.

Hoje participo da primeira atividade externa já como servidor da SEDES. Em Feira de Santana, O Governo do Estado da Bahia entregará à População daquela região Máquinas para ações relativas à convivência com a Seca (Retroescavadoras, Pá escavadeira, Tratores e caçambas), assinatura de Ordens de Serviços para sistemas simplificados também relacionados ao convívio com a seca, além de termos de transferência de sistemas já concluídos para os municípios. No âmbito da SEDES entregaremos diversos equipamentos relacionados ao Programa Vida Melhor, num total de 327 beneficiários (as).

No Futebol, a dupla BA x Vi estreou com triunfos na Sul Americana. Enquanto o time de Canabrava venceu a equipe do Coritiba no Manoel Barradas por 1×0. Já o Esquadrão de Aço venceu a Portuguesa no Canindé, pelo escore de 2×1. Semana que vem os confrontos se repetem com mando de campo invertido.

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Brasil 247. Vale conferir:

“CASO SIEMENS: NEGADO NOVO PEDIDO DE ALCKMIN AO CADE” – Pela segunda vez, Estado de São Paulo teve recusada ação em que pede acesso aos documentos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica que apontam para a existência de um cartel nas linhas de metrô e de trens; para o desembargador Kassio Nunes Marques, faltam elementos “de fato ou de direito” que autorizem a concessão do pedido de acesso a informações; governador Geraldo Alckmin tem criticado a ação do órgão, que faria “vazamento seletivo” de dados.

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/112545/Caso-Siemens-negado-novo-pedido-de-Alckmin-ao-Cade.htm

“LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA É LANÇADA NA CÂMARA” Projeto de iniciativa popular que regulamenta o funcionamento de meios de comunicação foi lançada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); texto terá de reunir cerca de 1,3 milhão de assinaturas para ser validado e tramitar no Congresso; presidente do Fórum defende que a proposta, que já tem 50 mil assinaturas, não representa censura prévia nem fere o direito à liberdade de expressão.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/112554/Lei-da-M%C3%ADdia-Democr%C3%A1tica-%C3%A9-lan%C3%A7ada-na-C%C3%A2mara.htm

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Tentativa – Cecília Meireles

Andei pelo mundo no meio dos homens!
uns compravam jóias, uns compravam pão.
Não houve mercado nem mercadoria
que seduzisse a minha vaga mão

Calado, Calado, me diga, Calado
por onde se encontra a minha sedução.

Alguns, sorriam, muitos, soluçaram,
uns, porque tiveram, outros porque não.
Calado, Calado, eu, que não quis nada,
por que ando com pena do meu coração.

Obra poética, Rio de Janeiro: Aguilar, 1978. (Fragmento)
In:Oficina da Redação, Editora moderna, de Leila Lauar Sarmento

Ísis – Cecília Meireles

E diz-me a desconhecida:
“Mais depressa! Mais depressa!”
Que eu vou te levar a vida! . . .

“Finaliza! Recomeça!”
Transpõe glórias e pecados! . . .”
Eu não sei que voz seja essa

Nos meus ouvidos magoados:
Mas guardo a angústia e a certeza
De ter os dias contados . . .

Rolo, assim, na correnteza
Da sorte que se acelera,
Entre margens de tristeza,

Sem palácios de quimera,
Sem paisagens de ventura,
Sem nada de primavera . . .

Lá vou, pela noite escura,
Pela noite de segredo,
Como um rio de loucura . . .

Tudo em volta sente medo . . .
E eu passo desiludida,
Porque sei que morro cedo . . .

Lá me vou, sem despedida . . .
Às vezes, quem vai, regressa . . .
E diz-me a Desconhecida:

“Mais depressa” Mais depressa” . . .

LEILÃO DE JARDIM – Cecília Meireles

Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?

Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?

Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?

(Este é o meu leilão.)

Metamorfose – Cecília Meireles

Súbito pássaro
dentro dos muros
caído,

pálido barco
na onda serena
chegado.

Noite sem braços!
Cálido sangue
corrido.

E imensamente
o navegante
mudado.

Seus olhos densos
apenas sabem
ter sido.

Seu lábio leva
um outro nome
mandado.

Súbito pássaro
por altas nuvens
bebido.

Pálido barco
nas flores quietas
quebrado.

Nunca, jamais
e para sempre
perdido

o eco do corpo
no próprio vento
pregado.

Cântico IV – Cecília Meireles

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.

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Trabalhando com Poesia

“… Vamos homenagear Iemanjá rainha do mar… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra mãe maior do Brasil… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra Iemanjá do Brasil… Tomara que o vento leve pra longe a escuridão, que a vida seja mais leve, sem mágoas no coração, sem sustos no dia a dia, com balas de emoção, rajadas de alegria, carinho, amor e proteção… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra mãe maior do Brasil… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra Iemanjá do Brasil… Por dedução desfaça o mal sobre essa terra, que já sofreu, já padeceu em cada guerra, mais esse ano eu quero paz bandeiras brancas, palavras francas do meu país, que o meu povo não se canse da verdade, me dá vontade de ser feliz… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra mãe maior do Brasil… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra Iemanjá do Brasil… Olha aquela estrela do céu, olha aquela estrela do céu, olha aquela onda no mar, olha aquela onda no mar, foi Deus quem criooou, foi Deus quem criooou, pra gente se amar, pra gente se amar… Olha aquela estrela do céu, olha aquela estrela do céu, olha aquela onda no mar, olha aquela onda no mar, foi Deus quem criooou, foi Deus quem criooou, pra gente se amar, pra gente se amar… Odoiá Iemanjá traga um ano cheio de paz, pros seus filhos…” (Arlindo Cruz – Oferenda – Comp.: Arlindo Cruz)

“… O samba é meu guia é meu ganha pão, minha paz, é o meu documento, o meu talento minha paixão, muito mais… Quando estou no palco a entrega é total, corpo e alma, é tão bom ver você cantar, sambar, chorar, sorrir, bater palmas… Com esse canto marrom, que vem dos meus ancestrais… Hoje sem raça sem cor, para nos nossos quintais, feliz de quem tem esse amor pelo samba, no coração, só emoção… Samba que não sai de mim, samba que me batizou, samba que me deixa assim, devo a você o que sou, louvado, bendito e sagrado é o nosso amor, o nosso amor… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus… Com esse canto marrom, que vem dos meus ancestrais… Hoje sem raça sem cor, para nos nossos quintais, feliz de quem tem esse amor pelo samba, no coração, só emoção… Samba que não sai de mim, samba que me batizou, samba que me deixa assim, devo a você o que sou, louvado, bendito e sagrado é o nosso amor, o nosso amor… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus…” (Arlindo Cruz – Como um caso de amor – Comp.: Arlindo Cruz / André Renato / Ronaldo Barcellos / Fred Camacho / Marcelinho Moreira)

“… O bem, ilumina o sorriso, também pode dar proteção, o bem é o verdadeiro amigo, é quem dá o abrigo, é quem estende a mão… Num mundo de armadilhas e pecados, armado, tão carente de amor, as vezes é bem mais valorizado, amado, endeusado quem é traidor… E o bem é pra acabar com o desamor… Se a luz do sol não para de brilhar, se ainda existe noite e luar, o mal não pode superar, quem tem fé pra rezar diz amém e ver que todo mundo é capaz de ter um mundo só de amor e paz, quando faz só o bem, quando faz só o bem… O bem, ilumina o sorriso, também pode dar proteção, o bem é o verdadeiro amigo, é quem dá o abrigo, é quem estende a mão… Num mundo de armadilhas e pecados, armado, tão carente de amor, as vezes é bem mais valorizado, amado, endeusado quem é traidor… E o bem é pra acabar com o desamor… Se a luz do sol não para de brilhar, se ainda existe noite e luar, o mal não pode superar, quem tem fé pra rezar diz amém e ver que todo mundo é capaz de ter um mundo só de amor e paz, quando faz só o bem, quando faz só o bem…” (Arlindo Cruz – O Bem – Comp.: Arlindo Cruz / Délcio Luiz )

“Seja perseverante nas boas obras. Nada conseguiremos na vida sem perseverança. Para aprender piano, há necessidade de horas seguidas de estudo diário. O que é o estudo para o pianista, é a perseverança para qualquer outra atividade. Não se deixe arrastar pelo esmorecimento. Reaja com todas as forças que encontrar em seu coração, e terá a beleza da vida em redor de si mesmo.” (Minutos de Sabedoria Pg. 238)

Bom dia pessoal,

As dificuldades com a agenda tem me deixado sem condições de enviar o “Trabalhando com Poesia”. Espero que compreendam.

Nossa sugestão de leitura de hoje:

“Imposto sobre as grandes fortunas aguarda aprovação há mais de 20 anos” Adriana Santiago. – Você sabia que são os mais pobres os que pagam mais impostos no Brasil? Isso ocorre porque a tributação se dá, sobretudo, sobre o consumo, não sobre a renda. Os 10% mais pobres do país comprometem 32% de sua renda em tributos, enquanto os 10% mais ricos pagam 21%. Esse dado alarmante já seria justificativa suficiente para a aprovação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), pautada no Congresso Nacional há mais de 20 anos. Previsto no artigo 153 da Constituição do Brasil de 1988, o imposto é o único dos sete tributos federais que ainda não foi regulamentado. A cobrança desse imposto voltou ao debate nacional após as manifestações de rua, ocorridas em junho deste ano, exigindo melhorias na qualidade de vida da população.
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=a1b7f6c7d739aa48d5dfaacf54df3994&cod=12300

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LAMENTO DO OFICIAL POR SEU CAVALO MORTO – Cecilia Meirelles

Nós merecemos a morte,
por que somos humanos
e a guerra é feita pelas nossas mãos,
pela nossa cabeça embrulhada em séculos de sombra,
por nosso sangue estranho e instável, pelas ordens
que trazemos por dentro, e ficam sem explicação.

Criamos o fogo, a velocidade, a nova alquimia,
os cálculos do gesto,
embora sabendo que somos irmãos.
Temos até os átomos por cúmplices, e que pecados
de ciência, pelo mar, pelas nuvens, nos astros!
Que delírio sem Deus, nossa imaginação!

E aqui morreste! Oh, tua morte é a minha, que, enganada,
recebes. Não te queixas. Não pensas. Não sabes. Indigno,
ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.
Animal encantado – melhor que nós todos!
– que tinhas tu com este mundo
dos homens?

Aprendias a vida, plácida e pura, e entrelaçada
em carne e sonho, que os teus olhos decifravam…

Personagem – Cecília Meireles

Teu nome é quase indiferente
e nem teu rosto mais me inquieta.
A arte de amar é exatamente
a de se ser poeta.

Para pensar em ti, me basta
o próprio amor que por ti sinto:
és a ideia, serena e casta,
nutrida do enigma do instinto.

O lugar da tua presença
é um deserto, entre variedades:
mas nesse deserto é que pensa
o olhar de todas as saudades.

Meus sonhos viajam rumos tristes
e, no seu profundo universo,
tu, sem forma e sem nome, existes,
silêncio, obscuro, disperso.

Teu corpo, e teu rosto, e teu nome,
teu coração, tua existência,
tudo – o espaço evita e consome:
e eu só conheço a tua ausência.

Eu só conheço o que não vejo.
E, nesse abismo do meu sonho,
alheia a todo outro desejo,
me decomponho e recomponho.

Ou isto ou aquilo – Cecília Meireles

Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

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Trabalhando com Poesia

“… Me cansei de ficar mudo, sem tentar, sem falar, mas não posso deixar tudo como está, como está você?… Tô vivendo por viver, tô cansado de chorar, não sei mais o que fazer, você tem que me ajudar, tá difícil esquecer, impossível não lembrar você… Você, ê, ê… Com o fim do nosso amor eu também tô por aí. Já não sei pra onde vou, quantas noites sem dormir, alivia minha dor e me faça, por favor, sorrir… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz… Me cansei de ficar mudo, sem tentar, sem falar, mas não posso deixar tudo como está, como está você?… Tô vivendo por viver, tô cansado de chorar, não sei mais o que fazer, você tem que me ajudar, tá difícil esquecer, impossível não lembrar você… Você, ê, ê… Com o fim do nosso amor eu também tô por aí. Já não sei pra onde vou, quantas noites sem dormir, alivia minha dor e me faça, por favor, sorrir… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz…” (Arlindo Cruz – Ainda é tempo pra viver feliz – Comp.: Arlindo Cruz, Sombra e Sombrinha)

“…Eu sempre fui assim mesmo, firmeza total e pureza no coração, eu sempre fui assim mesmo, parceiro fiel que não deixa na mão… É o meu jeito de ser, falar com geral e ir a qualquer lugar e é tão normal de me ver tomando cerveja calçando chinelo no bar… Não dá pra evitar bate papo informal, quando saio pra comprar o pão, falar de futebol e do que tá rolando de novo na televisão… Suburbano nato com muito orgulho, mostro no sorriso nosso clima de subúrbio… Eu gosto de fritada e jogar uma pelada, domingo de sol e fazer churrasquinho com a linha esticada no poste passando cerol… Cantar partido alto no morro, no asfalto sem discriminação porque… Meu nome é favela, e do povo do gueto a minha raiz, becos e vielas, eu encanto e canto uma história feliz… De humildade verdadeira, gente simples de primeira, salve ela o meu nome como é… Meu nome é favela, e do povo do gueto a minha raiz, becos e vielas, eu encanto e canto uma história feliz… De humildade verdadeira, gente simples de primeira “ (Arlindo Cruz – Meu nome é favela – Comp.: Rafael Delgado)

“… Nunca mais ouvi falar de amor, nunca mais eu vi a flor, nunca mais um beija-flor, nunca mais um grande amor assim, que me fizesse um sonhador, levando a dor pra ter um fim, pra nunca mais e nunca mais, amor, eu tive jeito de sorrir, eu tive peito de me abrir… Ando louco de saudade, saudade ô que é louca por você, o tempo voa e não perdoa, só magoa, solidão… Quem ama, chora, chora quem ama, quem diz que não ama, não sonha em vão… Se a gente chora, é, tem saudade, e até se atreve voltar atrás. Que a velha frase o vento leve, era até breve, não, nunca mais… Nunca mais ouvi falar de amor, nunca mais eu vi a flor, nunca mais um beija-flor, nunca mais um grande amor assim, que me fizesse um sonhador, levando a dor pra ter um fim, pra nunca mais e nunca mais, amor, eu tive jeito de sorrir, eu tive peito de me abrir… Ando louco de saudade, saudade ô que é louca por você, o tempo voa e não perdoa, só magoa, solidão… Quem ama, chora, chora quem ama, quem diz que não ama, não sonha em vão… Se a gente chora, é, tem saudade, e até se atreve voltar atrás. Que a velha frase o vento leve, era até breve, não, nunca mais…” (Arlindo Cruz e Beth Carvalho – Saudade louca – Comp.: Arlindo Cruz – Franco – Acyr Marques)

“Se você quiser encontrar paz e alegria neste mundo, espalhe em torno de si otimismo e bondade. Não se deixe ficar inativo na comodidade que nada produz. É pelo trabalho em benefício do próximo que armazenamos energias, a fim de vencer os embates da vida. Não pare jamais, não perca as oportunidades que se apresentam diariamente de fazer o bem, para que o bem venha abundante sobre você.” (Minutos de Sabedoria Pg. 237)

Bom dia pessoal,

O corre-corre de ontem não me permitiu publicar o “Trabalhando com Poesia”. Acabei quase não acessando a internet no dia de ontem, por conta das tarefas do dia.
Nas nossas sugestões de leitura de hoje:

“MALDITOS LIBERAIS, PROGRESSISTAS PATETICOS” Tariq Ramadan, “Horror in Egypt: Saying It Once, Saying It Again” – Minhas recentes análises dos levantes árabes e da crise em curso na Tunísia e no Egito receberam abundante comentário crítico. Minha posição sobre os levantes árabes, a história deles e as questões que propõem, está claramente exposta em meu livro Islam and the Arab Uprising. Eventos recentes confirmaram que não errei. Quem queira esclarecimentos, que leia ou releia meu livro. (…)

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12263

“América Latina: A contraditória etapa de um continente”, por Márcio Zonta, de Guararema (SP) – Com o olhar sobre uma América Latina em permanente disputa econômica, política e cultural entre grandes grupos internacionais capitalistas, burguesias regionais e governos de esquerda, o economista argentino Claudio Katz afirma que o neo-desenvolvimentismo adotado por alguns países não rompeu com o neoliberalismo.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=14ea12a8d4c1ce8ae45564cddc241e95&cod=12288

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/21/trabalhando-com-poesia-490

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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MARINHA – Cecília Meirelles
O barco é negro sobre o azul.
Sobre o azul os peixes são negros.
Desenham malhas negras as redes, sobre o azul.

Sobre o azul, os peixes são negros.
Negras são as vozes dos pescadores,
atirando-se palavras no azul.

É o último azul do mar e do céu.
A noite já vem, dos lados de Burma,
toda negra, molhada de azul:

– a noite que chega também do mar.

INTERLÚDIO – Cecília Meirelles
As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.

Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.

Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.

Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.

Fico ao teu lado.

É PRECISO NÃO ESQUECER NADA – Cecília Meirelles
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

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Trabalhando com Poesia

“… O meu lugar, é caminho de Ogum e Iansã, lá tem samba até de manhã, uma ginga em cada andar… O meu lugar, é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor, e cerveja pra comemorar… O meu lugar, tem seus mitos e seres de luz, é bem perto de Oswaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo, Irajá… O meu lugar, é sorriso é paz e prazer, o seu nome é doce dizer, Madureira, lá, laiá… Madureira, lá, laiá… O meu lugar, é caminho de Ogum e Iansã, lá tem samba até de manhã, uma ginga em cada andar… O meu lugar, é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor, e cerveja pra comemorar… O meu lugar, tem seus mitos e seres de luz, é bem perto de Oswaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo, Irajá… O meu lugar, é sorriso é paz e prazer, o seu nome é doce dizer, Madureira, lá, laiá… Madureira, lá, laiá… Ah que lugar, a saudade me faz relembrar, os amores que eu tive por lá, é difícil esquecer… Doce lugar, que é eterno no meu coração, e aos poetas traz inspiração, pra cantar e escrever… Ai meu lugar, quem não viu Tia Eulália dançar, Vó Maria o terreiro benzer, e ainda tem jongo à luz do luar… Ah que lugar, tem mil coisas pra a gente dizer, o difícil é saber terminar, Madureira, lá, laiá… Madureira, lá, laiá… Em cada esquina um pagode um bar, em Madureira. Império e Portela também são de lá, em Madureira… E no Mercadão você pode comprar, por uma pechincha você vai levar, um dengo, um sonho pra quem sonhar, em Madureira… E quem se habilita até pode chegar, tem jogo de ronda, caipira e bilhar, buraco, sueca pro tempo passar, em Madureira… E uma fezinha até posso fazer, no grupo dezena, centena e milhar, pelos setes lados eu vou te cercar, em Madureira…” (Arlindo Cruz – Meu lugar – Comp.: Arlindo Cruz / Mauro Diniz)

“… O que é o amor?… Se perguntar o que é o amor pra mim, não sei responder, não sei explicar, mas sei que o amor nasceu dentro de mim, me fez renascer, me fez despertar… Me disseram uma vez que o danado do amor pode ser fatal, dor sem ter remédio pra curar, me disseram também, que o amor faz o bem e que vence o mau, até hoje ninguém conseguiu definir o que é o amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor… Se perguntar o que é o amor pra mim, não sei responder, não sei explicar, mas sei que o amor nasceu dentro de mim, me fez renascer, me fez despertar… Me disseram uma vez que o danado do amor pode ser fatal, dor sem ter remédio pra curar, me disseram também, que o amor faz o bem e que vence o mau, até hoje ninguém conseguiu definir o que é o amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor…” (Arlindo Cruz – O que é o amor? – Comp.: Arlindo Cruz)

“… Eu tenho tanto pra te falar, não sei por onde vou começar. Toda hora que eu te vejo, quase morro de desejo, acho que é paixão!… A timidez tentou me calar, mas desta vez não posso guardar, toda hora eu te admiro, toda hora eu te respiro, acho que é paixão… Será que é amor? Parece muito mais, meu anjo minha flor, minha canção de paz… A luz do teu olhar clareia o meu viver, não posso mais ficar sem você… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… Eu tenho tanto pra te falar, não sei por onde vou começar. Toda hora que eu te vejo, quase morro de desejo, acho que é paixão!… A timidez tentou me calar, mas desta vez não posso guardar, toda hora eu te admiro, toda hora eu te respiro, acho que é paixão… Será que é amor? Parece muito mais, meu anjo minha flor, minha canção de paz… A luz do teu olhar clareia o meu viver, não posso mais ficar sem você… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… E você pode usar e abusar de amar… E você pode usar e abusar de amar…“ (Arlindo Cruz – Será que é amor? – Comp.: Arlindo Cruz / Babi / Jr. Dom)

“Não seja impaciente! Não tenha pressa em chegar ao fim. Deixe que o tempo amadureça os frutos, de modo que possa colhê-los amadurecidos. Caminhe com segurança e constância, porque tudo nos chegará na hora exata e mais oportuna. Os frutos amadurecidos à força não são tão saborosos quanto os que amadurecem naturalmente. Saiba esperar com paciência e não desanime.” (Minutos de Sabedoria Pg. 236)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Final de semana movimentado para a torcida do Bahia, que no sábado aprovou por esmagadora maioria a alteração do Estatuto do clube e agora vai em direção à eleição direta para sua Direção e Conselho Deliberativo.

Um dia histórico. Assim pode ser definido o sábado (17/08), vivido por cerca de 4 mil sócios do Esporte Clube Bahia. Desde as primeiras horas da manhã eles foram chegando à Ladeira da Fonte das Pedras para participar da Assembleia convocada pela comissão de intervenção, para apreciar propostas de alteração do estatuto tricolor, visando as eleições que devem se realizar no próximo dia 31/08, em local ainda não divulgado.

As 5 propostas de alteração, nas palavras do Interventor Carlos Ratis adequarão o Bahia à Lei Pelé, que é a Lei Federal em vigor e que deve ser cumprida. O Interventor efetivamente caiu nas graças da torcida do esquadrão que criou grito de guerra em sua homenagem e foi por ele regida em duas ocasiões: pela manhã ao cantar o já notório “Bahia minha vida, Bahia meu amor” e pela tarde entoando o hino do esquadrão. Vejam as propostas aprovadas na nossa Assembleia:

– Ficha-limpa: ninguém poderá ser candidato à presidência ou a cargo de conselheiro se possuir condenação judicial.

– Eleição direta: sócios elegem diretamente o presidente, que terá de se dedicar integralmente ao cargo e teria salário estipulado pelo Conselho Deliberativo.

– Redução do Conselho: de 300 para 100 componentes, e sua eleição será proporcional aos votos recebidos por cada chapa.

– Maioridade eleitoral: a idade mínima para votar será reduzida de 18 para 16 anos. A idade mínima para associação também será reduzida de 18 para zero ano.

– Mandato-tampão: presidente eleito durante a intervenção comandará o clube até dezembro de 2014 e não poderia se reeleger.

Políticos e craques do passado foram também presenças muito notadas, além dos presidenciáveis. No campo dos ex jogadores Zé Carlos e Bobô foram os mais assediados, juntamente com Osni Lopes e Sapatão. Bobô foi enfático logo pela manhã, ainda na fila de entrada ao afirmar que não será candidato nestes eleições do dia 31, mas, deixou transparecer o desejo de fazê-lo em 2014.

A votação final apresentou o seguinte resultado:

Sócios antigos: 347 votos pelas mudanças, 1 voto contra e 8 nulos (Cédulas não assinadas conforme determinado no Edital)

Sócios Novos: 2742 Votos pelas mudanças, 17 Votos nulos e 5 Votos contrários

Votos totais: 3089 Votos pelas mudanças, 25 Votos nulos e 06 Votos contrários

Segundo Ratis, já na Segunda Feira o novo estatuto aprovado irá a processo de Registro e a Comissão deverá adotar as providências para a viabilização do processo eleitoral.

No âmbito do Direito, a Ordem dos Advogados do Brasil realizou ontem (18) o seu XI Exame unificado. O Resultado preliminar das provas objetivas será divulgado dia 28 de Agosto quando se abre o prazo para eventuais recursos. A Prova de Pratica profissional (2ª fase) se realizará no próximo dia 06 de Outubro).

Confira os Gabaritos das provas de ontem:

http://img-oab.fgv.br/336/20130818072221-GABARITOS%20PRELIMIARES_XI_EXAME_DE_ORDEM.pdf

Em nossa sugestão de leitura de hoje dois textos do Site Pátria Latina, encaminhados pelo amigo Valter Xéu:
“O Maranhão da família Sarney”, por Janguiê Diniz – Todos já sabemos que o Nordeste é a região do país que mais se desenvolveu no Brasil entre 2000 e 2010. Entretanto, esse desenvolvimento parece ainda não atingir todos os estados da região. Apesar de todos os esforços, Maranhão e Piauí ainda não atingiram o ritmo de crescimento esperado.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=c851a9fd59eb3a9185457daa22f95c96&cod=12231

“MORTE E VIDA AMARILDA”, Por José Ribamar Bessa Freire – Guardem essa data, que ela é quente: 14 de julho de 2013. Na França, o povo comemora nas ruas mais de dois séculos da queda da Bastilha. Em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, às 20h15, termina o jogo Flamengo x Vasco. Nessa hora, no Rio, na Rocinha, vários policiais militares, entre eles o soldado Douglas Roberto Vital, o “Cara de Macaco”, prendem o ajudante de pedreiro, Amarildo Dias de Souza, diante de uma birosca perto de sua casa. Ele é levado à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local “para prestar esclarecimentos”. Nunca mais foi visto. Até hoje.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12230

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Apio Vinagre Nascimento
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LEVEZA

Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.

AQUI ESTÁ MINHA VIDA (Cecília Meireles)

Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento
Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento.

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Trabalhando com Poesia

“… Nunca mais a natureza da manhã, e a beleza no artifício da cidade, num edifício sem janela, desenhei os olhos dela, entre vestígios de bala e a luz da televisão… Os meus olhos têm a fome do horizonte, sua face é um espelho sem promessa, por dezembros atravesso oceanos e desertos, vendo a morte assim tão perto, minha vida em suas mãos… O trem se vai, na noite sem estrelas… E o dia vem, nem eu nem trem nem ela… Nunca mais a natureza da manhã, e a beleza no artifício da cidade, num edifício sem janela, desenhei os olhos dela, entre vestígios de bala e a luz da televisão… Os meus olhos têm a fome do horizonte, sua face é um espelho sem promessa, por dezembros atravesso oceanos e desertos, vendo a morte assim tão perto, minha vida em suas mãos… O trem se vai, na noite sem estrelas… E o dia vem, nem eu nem trem nem ela…” (Zeca Baleiro e Fagner – Dezembros – Comp.: Fagner, Fausto Nilo e Zeca Baleiro)

“…Não fui eu nem Deus, não foi você nem foi ninguém. Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder, tem que acontecer, tem que ser assim: Nada permanece inalterado até o fim. Se ninguém tem culpa não se tem condenação, se o que ficou do grande amor é solidão, se um vai perder outro vai ganhar, é assim que eu vejo a vida e ninguém vai mudar… Eu daria tudo pra não ver você cansada, pra não ver você calada, pra não ver você chateada, cara de desesperada, mas não posso fazer nada, não sou Deus nem sou Senhor… Eu daria tudo, pra não ver você chumbada, pra não ver você baleada, pra não ver você arreada, a mulher abandonada, mas não posso fazer nada, eu sou um compositor popular… Eu daria tudo, pra não ver você zangada, pra não ver você cansada, pra não ver você chateada, cara de desesperada, mas não posso fazer nada, não sou Deus, nem sou Senhor… Eu daria tudo, pra não ver você chumbada, pra não ver você baleada, pra não ver você arreada, a mulher abandonada, mas não posso fazer nada, eu sou um compositor popular… “ (Zeca Baleiro – Tem que acontecer – Comp.: Sergio Sampaio)

h http://www.youtube.com/watch?v=jO5hO3XfyIg

“… Essa noite não tem lua, eu sei porque vi com meus olhos, além dos luminosos que não brilham mais, dorme às escuras a lua… Pra onde vai nosso amor, Nossa sede?… Há tempos que pergunto isto, nem mesmo Jesus Cristo pendurado na parede saberia a resposta… Vem comigo, vem, já tenho quase tudo que me basta, a flor no pasto, a mesa posta, minha música e teu calor, agora só me falta aprender o silêncio…” (Zeca Baleiro – O Silêncio – Comp.: Zeca Baleiro)

Confira outros sucessos de Zeca Baleiro:

“Não existem pessoas realmente más. Ou são enfermas ou não têm conhecimento da grande lei de que recebemos exatamente aquilo que damos. quem é enfermo precisa ser curado. Quem pratica o mal precisa ser elucidado. Mas de modo algum podemos agir com ódio e maldade. Procure ensinar aos outros pelo seu próprio exemplo, compreendendo
que a maldade é uma situação transitória do homem.” (Minutos de Sabedoria Pg. 235)

Boa noite pessoal,

O dia corrido de ontem e hoje só me permitiram trazer o “Trabalhando com Poesia” agora.

O caminhar das coisas têm me mostrado que ter fé, perseverar e manter-se leais a seus ideais e a quem efetivamente merece lealdade, sempre atrai resultados positivos. Nunca perca a fé, mesmo nos momentos mais difíceis. O triunfo virá. Persevere!

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Pátria Latina. Vale conferir:

“John Kerry e a face do banditismo internacional”, Por Renato Rabelo* O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitou o Brasil. Em princípio, o motivo da viagem de Kerry seria fazer um pedido de desculpas ao nosso país pelas comprovadas ações de espionagem praticadas pelos EUA em território brasileiro. Ao menos era o que se esperava de um homem que representa um país que, em tese, arvora-se do direito de defesa da “democracia”, “liberdade de expressão” e dos “direitos humanos”.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=2c5201a7391fedbc40c3cc6aa057a029&cod=12217

“Criada por brasileiro, ‘luz engarrafada’ já beneficia 1 milhão de casas no mundo” – O ano era 2002 e o Brasil enfrentava uma severa crise energética, o famoso “apagão”, que deixou muita gente às escuras em todo o país. Em meio ao problema, um mecânico de Uberaba (MG) fez jus ao famoso lema de que “com crise se cresce” e inventou algo capaz de deixar Thomas Edison (o criador da lâmpada) muito orgulhoso, onde quer que esteja.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=328bcd967480c1e8e902094e0a0d97a2&cod=12214

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A Carolina – Machado de Assis

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs o mundo inteiro.
Trago-te flores – restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.

Erro – Machado de Assis

Erro é teu. amei-te um dia
com esse amor passageiro
que nasce na fantasia
e não chega ao coração;
não foi amor, foi apenas
uma ligeira impressão;
um querer indiferente,
em tua presença, vivo,
morto, se estavas ausente;
e, se ora me vês esquivo,
se, como outrora, não vês
meus incensos de poeta
ir eu queimar a teus pés
é que — como obra de um dia,
passou-me esta fantasia.
para eu amar-te, devias
outra ser e não como eras.
tuas frívolas quimeras,
teu vão amor de ti mesma.
essa pêndula gelada
que chamavas coração,
eram bem fracos liames
para que a alma enamorada
me conseguissem prender;
foram baldados tentames,
saiu contra ti o azar,
e, embora pouca, perdeste
a glória de me arrastar
ao teu carro… vãs quimeras!
para eu amar-te devias
outra ser e não como eras…

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Trabalhando com Poesia

“… Ela achou o meu cabelo engraçado, proibida pra mim, no way. Disse que não podia ficar, mas levou a sério o que eu falei… Vou fazer de tudo o que eu puder, eu vou roubar essa mulher pra mim. Eu posso te ligar a qualquer hora, mas eu nem sei o seu nome!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Eu me flagrei pensando em você, em tudo o que eu queria te dizer. Em uma noite especialmente boa, não há nada mais que a gente possa fazer… Vou fazer de tudo o que eu puder. Vou roubar essa mulher pra mim. Eu posso te ligar a qualquer hora, mas eu nem sei o seu nome! Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Eu me flagrei pensando em você, em tudo o que eu queria te dizer. Em uma noite especialmente boa, não há nada mais que a gente possa fazer… Vou fazer de tudo o que eu puder. Vou roubar essa mulher pra mim. Eu posso te ligar a qualquer hora, mas eu nem sei o seu nome!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!…” (Zeca Baleiro – Proibida pra mim – Comp.: Guilermo Pelado)

“… Baby! I’m so alone, vamos pra Babylon! Viver a pão-de-ló e möet chandon, vamos pra Babylon! vamos pra Babylon!… Gozar! Sem se preocupar com amanhã, vamos pra Babylon, Baby! Baby! Babylon!… Comprar o que houver, au revoir ralé, finesse s’il vous plait mon dieu je t’aime glamour, Manhattan by night, passear de iate nos mares do pacífico sul… Baby! I’m alive like a Rolling Stone, vamos pra Babylon, vida é um souvenir, made in Hong Kong, vamos pra Babylon! Vamos pra Babylon!… Vem ser feliz ao lado deste bon vivant, vamos pra Babylon, Baby! Baby! Babylon!… De tudo provar, champanhe, caviar, scotch, escargot, ray-ban, Bye, bye miserê, kaya now to me, o céu seja aqui, minha religião é o prazer… Não tenho dinheiro pra pagar a minha yoga, não tenho dinheiro pra bancar a minha droga, eu não tenho renda pra descolar a merenda, cansei de ser duro, vou botar minh’alma à venda… Eu não tenho grana pra sair com o meu broto, eu não compro roupa, por isso que eu ando roto, nada vem de graça, nem o pão, nem a cachaça, quero ser o caçador, ando cansado de ser caça… Não tenho dinheiro pra pagar a minha yoga, não tenho dinheiro pra bancar a minha droga, eu não tenho renda pra descolar a merenda, cansei de ser duro, vou botar minh’alma à venda… Eu não tenho grana pra sair com o meu broto, eu não compro roupa, por isso que eu ando roto, nada vem de graça, nem o pão, nem a cachaça, quero ser o caçador, ando cansado de ser caça… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon…” (Zeca Baleiro – Babylon – Comp.: Zeca Baleiro)

“… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não vou em bola dividida, pois se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo: Se ela faz com ele vai fazer comigo… Se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo, se ela faz com ele vai fazer comigo… E vai fazer comigo exatamente igual, ela é uma morena sensacional, digna de um crime passional e eu não quero ser manchete de jornal… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não quero que essa gente diga: Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou… Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não vou em bola dividida, pois se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo: Se ela faz com ele vai fazer comigo… Se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo, se ela faz com ele vai fazer comigo… E vai fazer comigo exatamente igual, ela é uma morena sensacional, digna de um crime passional e eu não quero ser manchete de jornal… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não quero que essa gente diga: Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou… Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou…” (Zeca Baleiro– Bola dividida – Comp.: Luiz Ayr)

“… Sempre que te vejo assim: linda, nua e um pouco nervosa, minha velha alma, cria alma nova. Quer voar pela boca, quer sair por aí… E eu digo: Calma alma minha, calminha! ainda não é hora de partir… Sempre que te vejo assim: linda, nua e um pouco nervosa, minha velha alma, cria alma nova. Quer voar pela boca, quer sair por aí… E eu digo: Calma alma minha, calminha! ainda não é hora de partir… Então ficamos minha alma e eu, olhando o corpo teu, sem entender… Como é que a alma entra nessa história, afinal o amor é tão carnal… Eu bem que tento, tento entender, mas a minha alma não quer nem saber. Só quer entrar em você, como tantas vezes já me viu fazer… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… Então ficamos minha alma e eu, olhando o corpo teu, sem entender… Como é que a alma entra nessa história, afinal o amor é tão carnal… Eu bem que tento, tento entender, mas a minha alma não quer nem saber. Só quer entrar em você, como tantas vezes já me viu fazer… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… Eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender…” (Zeca Baleiro – Alma nova – Comp.: Zeca Baleiro e Fernando Abreu)

“’Quem alimenta o ódio atira fogo ao próprio coração’, escreveu André Luis. Se alguém o magoou, se o ofendeu com calúnias, não o imite, repetindo os mesmos erros. Coloque-se acima dele, sabendo relevar. E procure esquecer, porque o pensamento negativo da raiva atrai, para nós, a onda de maldade que nosso infeliz adversário lança contra nós. Para ser feliz, saiba relevar e esquecer.” (Minutos de Sabedoria Pg. 234)

Boa noite pessoal,

O dia de hoje é dedicado a três pessoas que estão aniversariando: Meu filho João Victor, minha sobrinha Naninha e minha tia Rosa, que herdei da relação com Cláudia e por quem tenho um carinho grande.

O dia de ontem não me permitiu realizar o “Trabalhando com Poesia”. Estive a tarde na OAB-Bahia para receber a minha carteira de estagiário inscrito na Ordem. A presença de minha mãe, de minha irmã Patrícia e minha sobrinha Naninha me levaram grande alegria e emoção. Agradeço as dezenas de mensagens de estímulo e congratulações no meu perfil do Facebook. Valeu!

Nossa sugestão de leitura de hoje foi descoberta no sábado, durante uma aula de extensão de Direito da infância e da Adolescência, com o Professor Cléver Jatobá, que nos oportunizou a leitura do seu blog e, nele achei este bom artigo, que compartilho com vocês:

“Quem Procura, Acha!!! – Bisbilhotar os SMS, E-mail e Carteira é violação da Intimidade? – O ciúme é por muitos concebido como uma das expressões do amor (sic), pois só sente ciúme aquele que gosta. Diz o provérbio popular que “o ciúme apimenta o relacionamento”. Ocorre, porém, vale alertar que pimenta demais faz mal à saúde do relacionamento. Bem, tratando-se de um sentimento humano, o ciúme é algo natural, pois toda e qualquer pessoa pode senti-lo. Ocorre, porém, que quando o mesmo rouba a cena e transcende ao tênue limite do razoável, pode implicar em graves violações aos direitos e até causar danos irreversíveis às pessoas que integram o relacionamento, ou até desaguar em lamentáveis episódios criminais. Isso mesmo, só para que se tenha ideia, crimes passionais normalmente são fomentados pelo ciúme doentio.”

Leia mais no Portal Acadêmico Professor Clever Jatobá:

http://cleverjatoba.blogspot.com.br/2013/07/quem-procura-acha.html

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/15/trabalhando-com-poesia-489/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e repleta da força do guerreiro de uma só flexa. Okearô Oxossi!!

Apio Vinagre Nascimento
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PAI CONTRA MÃE (Machado de Assis)

Publicado originalmente em Relíquias de casa velha 1906

A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.

O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.

Há meio século, os escravos fugiam com freqüência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando.

Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “ — ou “. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o acoitasse. [1]

Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem.

Cândido Neves — em família, Candinho —, é a pessoa a quem se liga a história de uma fuga, cedeu à pobreza, quando adquiriu o ofício de pegar escravos fugidos. Tinha um defeito grave esse homem, não agüentava emprego nem ofício, carecia de estabilidade; é o que ele chamava caiporismo. Começou por querer aprender tipografia, mas viu cedo que era preciso algum tempo para compor bem, e ainda assim talvez não ganhasse o bastante; foi o que ele disse a si mesmo. O comércio chamou-lhe a atenção, era carreira boa. Com algum esforço entrou de caixeiro para um armarinho. A obrigação, porém, de atender e servir a todos feria-o na corda do orgulho, e ao cabo de cinco ou seis semanas estava na rua por sua vontade. Fiel de cartório, contínuo de uma repartição anexa ao Ministério do Império, carteiro e outros empregos foram deixados pouco depois de obtidos.

Quando veio a paixão da moça Clara, não tinha ele mais que dívidas, ainda que poucas, porque morava com um primo, entalhador de ofício. Depois de várias tentativas para obter emprego, resolveu adotar o ofício do primo, de que aliás já tomara algumas lições. Não lhe custou apanhar outras, mas, querendo aprender depressa, aprendeu mal. Não fazia obras finas nem complicadas, apenas garras para sofás e relevos comuns para cadeiras. Queria ter em que trabalhar quando casasse, e o casamento não se demorou muito.

Contava trinta anos, Clara vinte e dois. Ela era órfã, morava com uma tia, Mônica, e cosia com ela. Não cosia tanto que não namorasse o seu pouco, mas os namorados apenas queriam matar o tempo; não tinham outro empenho. Passavam às tardes, olhavam muito para ela, ela para eles, até que a noite a fazia recolher para a costura. O que ela notava é que nenhum deles lhe deixava saudades nem lhe acendia desejos. Talvez nem soubesse o nome de muitos. Queria casar, naturalmente. Era, como lhe dizia a tia, um pescar de caniço, a ver se o peixe pegava, mas o peixe passava de longe; algum que parasse, era só para andar à roda da isca, mirá-la, cheirá-la, deixá-la e ir a outras.
O amor traz sobrescritos. Quando a moça viu Cândido Neves, sentiu que era este o possível marido, o marido verdadeiro e único. O encontro deu-se em um baile; tal foi — para lembrar o primeiro ofício do namorado — tal foi a página inicial daquele livro, que tinha de sair mal composto e pior brochado. O casamento fez-se onze meses depois, e foi a mais bela festa das relações dos noivos. Amigas de Clara, menos por amizade que por inveja, tentaram arredá-la do passo que ia dar. Não negavam a gentileza do noivo, nem o amor que lhe tinha, nem ainda algumas virtudes; diziam que era dado em demasia a patuscadas.

— Pois ainda bem, replicava a noiva; ao menos, não caso com defunto.
— Não, defunto não; mas é que…

Não diziam o que era. Tia Mônica, depois do casamento, na casa pobre onde eles se foram abrigar, falou-lhes uma vez nos filhos possíveis. Eles queriam um, um só, embora viesse agravar a necessidade.

— Vocês, se tiverem um filho, morrem de fome, disse a tia à sobrinha.
— Nossa Senhora nos dará de comer, acudiu Clara.

Tia Mônica devia ter-lhes feito a advertência, ou ameaça, quando ele lhe foi pedir a mão da moça; mas também ela era amiga de patuscadas, e o casamento seria uma festa, como foi.

A alegria era comum aos três. O casal ria a propósito de tudo. Os mesmos nomes eram objeto de trocados, Clara, Neves, Cândido; não davam que comer, mas davam que rir, e o riso digeria-se sem esforço. Ela cosia agora mais, ele saía a empreitadas de uma coisa e outra; não tinha emprego certo.

Nem por isso abriam mão do filho. O filho é que, não sabendo daquele desejo específico, deixava-se estar escondido na eternidade. Um dia, porém, deu sinal de si a criança; varão ou fêmea, era o fruto abençoado que viria trazer ao casal a suspirada ventura. Tia Mônica ficou desorientada, Cândido e Clara riram dos seus sustos.

— Deus nos há de ajudar, titia, insistia a futura mãe.

A notícia correu de vizinha a vizinha. Não houve mais que espreitar a aurora do dia grande. A esposa trabalhava agora com mais vontade, e assim era preciso, uma vez que, além das costuras pagas, tinha de ir fazendo com retalhos o enxoval da criança. À força de pensar nela, vivia já com ela, media-lhe fraldas, cosia-lhe camisas. A porção era escassa, os intervalos longos. Tia Mônica ajudava, é certo, ainda que de má vontade.

— Vocês verão a triste vida, suspirava ela.
— Mas as outras crianças não nascem também? perguntou Clara.
— Nascem, e acham sempre alguma coisa certa que comer, ainda que pouco…
— Certa como?
— Certa, um emprego, um ofício, uma ocupação, mas em que é que o pai dessa infeliz criatura que aí vem gasta o tempo?

Cândido Neves, logo que soube daquela advertência, foi ter com a tia, não áspero, mas muito menos manso que de costume, e lhe perguntou se já algum dia deixara de comer.

— A senhora ainda não jejuou senão pela Semana Santa, e isso mesmo quando não quer jantar comigo. Nunca deixamos de ter o nosso bacalhau…
— Bem sei, mas somos três.
— Seremos quatro.
— Não é a mesma coisa.
— Que quer então que eu faça além do que faço?
— Alguma coisa mais certa. Veja o marceneiro da esquina, o homem do armarinho, o tipógrafo que casou sábado, todos têm um emprego certo… Não fique zangado; não digo que você seja vadio, mas a ocupação que escolheu é vaga. Você passa semanas sem vintém.
— Sim, mas lá vem uma noite que compensa tudo, até de sobra. Deus não me abandona, e preto fugido sabe que comigo não brinca; quase nenhum resiste, muitos entregam-se logo.

Tinha glória nisto, falava da esperança como de capital seguro. Daí a pouco ria, e fazia rir à tia, que era naturalmente alegre, e previa uma patuscada no batizado.

Cândido Neves perdera já o ofício de entalhador, como abrira mão de outros muitos, melhores ou piores. Pegar escravos fugidos trouxe-lhe um encanto novo. Não obrigava a estar longas horas sentado. Só exigia força, olho vivo, paciência, coragem e um pedaço de corda. Cândido Neves lia os anúncios, copiava-os, metia-os no bolso e saía às pesquisas. Tinha boa memória. Fixados os sinais e os costumes de um escravo fugido, gastava pouco tempo em achá-lo, segurá-lo, amarrá-lo e levá-lo. A força era muita, a agilidade também. Mais de uma vez, a uma esquina, conversando de coisas remotas, via passar um escravo como os outros, e descobria logo que ia fugido, quem era, o nome, o dono, a casa deste e a gratificação; interrompia a conversa e ia atrás do vicioso. Não o apanhava logo, espreitava lugar azado, e de um salto tinha a gratificação nas mãos. Nem sempre saía sem sangue, as unhas e os dentes do outro trabalhavam, mas geralmente ele os vencia sem o menor arranhão.

Um dia os lucros entraram a escassear. Os escravos fugidos não vinham já, como dantes, meter-se nas mãos de Cândido Neves. Havia mãos novas e hábeis. Como o negócio crescesse, mais de um desempregado pegou em si e numa corda, foi aos jornais, copiou anúncios e deitou-se à caçada. No próprio bairro havia mais de um competidor. Quer dizer que as dívidas de Cândido Neves começaram de subir, sem aqueles pagamentos prontos ou quase prontos dos primeiros tempos. A vida fez-se difícil e dura. Comia-se fiado e mal; comia-se tarde. O senhorio mandava pelos aluguéis.

Clara não tinha sequer tempo de remendar a roupa ao marido, tanta era a necessidade de coser para fora. Tia Mônica ajudava a sobrinha, naturalmente. Quando ele chegava à tarde, via-se-lhe pela cara que não trazia vintém. Jantava e saía outra vez, à cata de algum fugido. Já lhe sucedia, ainda que raro, enganar-se de pessoa, e pegar em escravo fiel que ia a serviço de seu senhor; tal era a cegueira da necessidade. Certa vez capturou um preto livre; desfez-se em desculpas, mas recebeu grande soma de murros que lhe deram os parentes do homem.

— É o que lhe faltava! exclamou a tia Mônica, ao vê-lo entrar, e depois de ouvir narrar o equívoco e suas conseqüências. Deixe-se disso, Candinho; procure outra vida, outro emprego.

Cândido quisera efetivamente fazer outra coisa, não pela razão do conselho, mas por simples gosto de trocar de ofício; seria um modo de mudar de pele ou de pessoa. O pior é que não achava à mão negócio que aprendesse depressa.
A natureza ia andando, o feto crescia, até fazer-se pesado à mãe, antes de nascer. Chegou o oitavo mês, mês de angústias e necessidades, menos ainda que o nono, cuja narração dispenso também. Melhor é dizer somente os seus efeitos. Não podiam ser mais amargos.

— Não, tia Mônica! bradou Candinho, recusando um conselho que me custa escrever, quanto mais ao pai ouvi-lo. Isso nunca!

Foi na última semana do derradeiro mês que a tia Mônica deu ao casal o conselho de levar a criança que nascesse à Roda dos Enjeitados. Em verdade, não podia haver palavra mais dura de tolerar a dois jovens pais que espreitavam a criança, para beijá-la, guardá-la, vê-la rir, crescer, engordar, pular… Enjeitar quê? enjeitar como? Candinho arregalou os olhos para a tia, e acabou dando um murro na mesa de jantar. A mesa, que era velha e desconjuntada, esteve quase a se desfazer inteiramente. Clara interveio.

— Titia não fala por mal, Candinho.
— Por mal? replicou tia Mônica. Por mal ou por bem, seja o que for, digo que é o melhor que vocês podem fazer. Vocês devem tudo; a carne e o feijão vão faltando. Se não aparecer algum dinheiro, como é que a família há de aumentar? E depois, há tempo; mais tarde, quando o senhor tiver a vida mais segura, os filhos que vierem serão recebidos com o mesmo cuidado que este ou maior. Este será bem-criado, sem lhe faltar nada. Pois então a Roda é alguma praia ou monturo? Lá não se mata ninguém, ninguém morre à toa, enquanto que aqui é certo morrer, se viver à míngua. Enfim…

Tia Mônica terminou a frase com um gesto de ombros, deu as costas e foi meter-se na alcova. Tinha já insinuado aquela solução, mas era a primeira vez que o fazia com tal franqueza e calor — crueldade, se preferes. Clara estendeu a mão ao marido, como a amparar-lhe o ânimo; Cândido Neves fez uma careta, e chamou maluca à tia, em voz baixa. A ternura dos dois foi interrompida por alguém que batia à porta da rua.

— Quem é? perguntou o marido.
— Sou eu.

Era o dono da casa, credor de três meses de aluguel, que vinha em pessoa ameaçar o inquilino. Este quis que ele entrasse.

— Não é preciso…
— Faça favor.

O credor entrou e recusou sentar-se; deitou os olhos à mobília para ver se daria algo à penhora; achou que pouco. Vinha receber os aluguéis vencidos, não podia esperar mais; se dentro de cinco dias não fosse pago, pô-lo-ia na rua. Não havia trabalhado para regalo dos outros. Ao vê-lo, ninguém diria que era proprietário; mas a palavra supria o que faltava ao gesto, e o pobre Cândido Neves preferiu calar a retorquir. Fez uma inclinação de promessa e súplica ao mesmo tempo. O dono da casa não cedeu mais.

— Cinco dias ou rua! repetiu, metendo a mão no ferrolho da porta e saindo.

Candinho saiu por outro lado. Nesses lances não chegava nunca ao desespero, contava com algum empréstimo, não sabia como nem onde, mas contava. Demais, recorreu aos anúncios. Achou vários, alguns já velhos, mas em vão os buscava desde muito. Gastou algumas horas sem proveito, e tornou para casa. Ao fim de quatro dias, não achou recursos; lançou mão de empenhos, foi a pessoas amigas do proprietário, não alcançando mais que a ordem de mudança.

A situação era aguda. Não achavam casa, nem contavam com pessoa que lhes emprestasse alguma; era ir para a rua. Não contavam com a tia. Tia Mônica teve arte de alcançar aposento para os três em casa de uma senhora velha e rica, que lhe prometeu emprestar os quartos baixos da casa, ao fundo da cocheira, para os lados de um pátio. Teve ainda a arte maior de não dizer nada aos dois, para que Cândido Neves, no desespero da crise, começasse por enjeitar o filho e acabasse alcançando algum meio seguro e regular de obter dinheiro; emendar a vida, em suma. Ouvia as queixas de
Clara, sem as repetir, é certo, mas sem as consolar. No dia em que fossem obrigados a deixar a casa, fá-los-ia espantar com a notícia do obséquio e iriam dormir melhor do que cuidassem.

Assim sucedeu. Postos fora da casa, passaram ao aposento de favor, e dois dias depois nasceu a criança. A alegria do pai foi enorme, e a tristeza também. Tia Mônica insistiu em dar a criança à Roda. “ Cândido Neves pediu que não, que esperasse, que ele mesmo a levaria. Notai que era um menino, e que ambos os pais desejavam justamente este sexo. Mal lhe deram algum leite; mas, como chovesse à noite, assentou o pai levá-lo à Roda na noite seguinte.

Naquela reviu todas as suas notas de escravos fugidos. As gratificações pela maior parte eram promessas; algumas traziam a soma escrita e escassa. Uma, porém, subia a cem mil-réis. Tratava-se de uma mulata; vinham indicações de gesto e de vestido. Cândido Neves andara a pesquisá-la sem melhor fortuna, e abrira mão do negócio; imaginou que algum amante da escrava a houvesse recolhido. Agora, porém, a vista nova da quantia e a necessidade dela animaram
Cândido Neves a fazer um grande esforço derradeiro. Saiu de manhã a ver e indagar pela Rua e Largo da Carioca, Rua do Parto e da Ajuda, onde ela parecia andar, segundo o anúncio. Não a achou; apenas um farmacêutico da Rua da Ajuda se lembrava de ter vendido uma onça de qualquer droga, três dias antes, à pessoa que tinha os sinais indicados. Cândido Neves parecia falar como dono da escrava, e agradeceu cortesmente a notícia. Não foi mais feliz com outros fugidos de gratificação incerta ou barata.

Voltou para a triste casa que lhe haviam emprestado. Tia Mônica arranjara de si mesma a dieta para a recente mãe, e tinha já o menino para ser levado à Roda. O pai, não obstante o acordo feito, mal pôde esconder a dor do espetáculo. Não quis comer o que tia Mônica lhe guardara; não tinha fome, disse, e era verdade. Cogitou mil modos de ficar com o filho; nenhum prestava. Não podia esquecer o próprio albergue em que vivia. Consultou a mulher, que se mostrou resignada. Tia Mônica pintara-lhe a criação do menino; seria maior a miséria, podendo suceder que o filho achasse a morte sem recurso. Cândido Neves foi obrigado a cumprir a promessa; pediu à mulher que desse ao filho o resto do leite que ele beberia da mãe. Assim se fez; o pequeno adormeceu, o pai pegou dele, e saiu na direção da Rua dos Barbonos.

Que pensasse mais de uma vez em voltar para casa com ele, é certo; não menos certo é que o agasalhava muito, que o beijava, que lhe cobria o rosto para preservá-lo do sereno. Ao entrar na Rua da Guarda Velha, Cândido Neves começou a afrouxar o passo.

— Hei de entregá-lo o mais tarde que puder, murmurou ele.

Mas não sendo a rua infinita ou sequer longa, viria a acabá-la; foi então que lhe ocorreu entrar por um dos becos que ligavam aquela à Rua da Ajuda. Chegou ao fim do beco e, indo a dobrar à direita, na direção do Largo da Ajuda, viu do lado oposto um vulto de mulher; era a mulata fugida. Não dou aqui a comoção de Cândido Neves por não podê-lo fazer com a intensidade real. Um adjetivo basta; digamos enorme. Descendo a mulher, desceu ele também; a poucos passos estava a farmácia onde obtivera a informação, que referi acima. Entrou, achou o farmacêutico, pediu-lhe a fineza de guardar a criança por um instante; viria buscá-la sem falta.

— Mas…

Cândido Neves não lhe deu tempo de dizer nada; saiu rápido, atravessou a rua, até ao ponto em que pudesse pegar a mulher sem dar alarma. No extremo da rua, quando ela ia a descer a de S. José, Cândido Neves aproximou-se dela. Era a mesma, era a mulata fujona.

— Arminda! bradou, conforme a nomeava o anúncio.

Arminda voltou-se sem cuidar malícia. Foi só quando ele, tendo tirado o pedaço de corda da algibeira, pegou dos braços da escrava, que ela compreendeu e quis fugir. Era já impossível. Cândido Neves, com as mãos robustas, atava-lhe os pulsos e dizia que andasse. A escrava quis gritar, parece que chegou a soltar alguma voz mais alta que de costume, mas entendeu logo que ninguém viria libertá-la, ao contrário. Pediu então que a soltasse pelo amor de Deus.

— Estou grávida, meu senhor! exclamou. Se Vossa Senhoria tem algum filho, peço-lhe por amor dele que me solte; eu serei tua escrava, vou servi-lo pelo tempo que quiser. Me solte, meu senhor moço!
— Siga! repetiu Cândido Neves.
— Me solte!
— Não quero demoras; siga!

Houve aqui luta, porque a escrava, gemendo, arrastava-se a si e ao filho. Quem passava ou estava à porta de uma loja, compreendia o que era e naturalmente não acudia. Arminda ia alegando que o senhor era muito mau, e provavelmente a castigaria com açoites — coisa que, no estado em que ela estava, seria pior de sentir. Com certeza, ele lhe mandaria dar açoites.

— Você é que tem culpa. Quem lhe manda fazer filhos e fugir depois? perguntou Cândido Neves.

Não estava em maré de riso, por causa do filho que lá ficara na farmácia, à espera dele. Também é certo que não costumava dizer grandes coisas. Foi arrastando a escrava pela Rua dos Ourives, em direção à da Alfândega, onde residia o senhor. Na esquina desta a luta cresceu; a escrava pôs os pés à parede, recuou com grande esforço, inutilmente. O que alcançou foi, apesar de ser a casa próxima, gastar mais tempo em lá chegar do que devera. Chegou, enfim, arrastada, desesperada, arquejando. Ainda ali ajoelhou-se, mas em vão. O senhor estava em casa, acudiu ao chamado e ao rumor.

— Aqui está a fujona, disse Cândido Neves.
— É ela mesma.
— Meu senhor!
— Anda, entra…

Arminda caiu no corredor. Ali mesmo o senhor da escrava abriu a carteira e tirou os cem mil-réis de gratificação. Cândido Neves guardou as duas notas de cinqüenta mil-reis, enquanto o senhor novamente dizia à escrava que entrasse. No chão, onde jazia, levada do medo e da dor, e após algum tempo de luta a escrava abortou.

O fruto de algum tempo entrou sem vida neste mundo, entre os gemidos da mãe e os gestos de desespero do dono. Cândido Neves viu todo esse espetáculo. Não sabia que horas eram. Quaisquer que fossem, urgia correr à Rua da Ajuda, e foi o que ele fez sem querer conhecer as conseqüências do desastre.

Quando lá chegou, viu o farmacêutico sozinho, sem o filho que lhe entregara. Quis esganá-lo. Felizmente, o farmacêutico explicou tudo a tempo; o menino estava lá dentro com a família, e ambos entraram. O pai recebeu o filho com a mesma fúria com que pegara a escrava fujona de há pouco, fúria diversa, naturalmente, fúria de amor.

Agradeceu depressa e mal, e saiu às carreiras, não para a Roda dos Enjeitados, mas para a casa de empréstimo com o filho e os cem mil-réis de gratificação. Tia Mônica, ouvida a explicação, perdoou a volta do pequeno, uma vez que trazia os cem mil-réis. Disse, é verdade, algumas palavras duras contra a escrava, por causa do aborto, além da fuga. Cândido Neves, beijando o filho, entre lágrimas, verdadeiras, abençoava a fuga e não se lhe dava do aborto.

— Nem todas as crianças vingam, bateu-lhe o coração.

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