Trabalhando com Poesia

“… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Você já disse que me quer, prá toda a vida, eternidade; quando está distante de mim, fica louca de saudade, que a razão do seu viver sou eu! Está tudo bem, eu acredito, eu não tô duvidando disso… Só que eu tenho muito medo de me apaixonar, esse filme já passou na minha vida e você tá me ajudando a superar, eu não quero ser um mal na sua vida… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Você já disse que me quer, prá toda a vida, eternidade; quando está distante de mim, fica louca de saudade, que a razão do seu viver sou eu! Está tudo bem, eu acredito, eu não tô duvidando disso… Só que eu tenho muito medo de me apaixonar, esse filme já passou na minha vida e você tá me ajudando a superar, eu não quero ser um mal na sua vida… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar… Deixa acontecer naturalmente. Eu não quero ver você chorar. Deixa que o amor encontre a gente. Nosso caso vai eternizar…” (Revelação – Deixa acontecer – Comp.: Grupo Revelação)

“…Muita Calma Nessa Hora!… Quando eu te vi pela primeira vez, me encantei com o seu jeitinho de ser, seu olhar tão lindo me fez viajar, vi no seu sorriso imenso mar… Fiz uma canção prá nunca esquecer o momento que eu conheci você, era uma linda noite de verão, você despertou minha emoção… Passei a minha vida à procurar, alguém que eu pudesse entregar a chave para abrir meu coração, tirar de vez do peito a solidão… Já tentei não dá prá esconder, o amor que sinto por você, é luz, desejo, encanto e sedução, ardente como a fúria de um vulcão… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… Quando eu te vi pela primeira vez, me encantei com o seu jeitinho de ser, seu olhar tão lindo me fez viajar, vi no seu sorriso imenso mar… Fiz uma canção prá nunca esquecer o momento que eu conheci você, era uma linda noite de verão, você despertou minha emoção… Passei a minha vida à procurar, alguém que eu pudesse entregar a chave para abrir meu coração, tirar de vez do peito a solidão… Já tentei não dá prá esconder, o amor que sinto por você, é luz, desejo, encanto e sedução, ardente como a fúria de um vulcão… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi…” (Revelação – Grades do coração – Comp.: Grupo Revelação)

“… O ar que se respira agora expira novos tempos, e sonhos meus e os teus decoram o nosso apartamento, lá fora a sorte trama, enquanto aqui reflete a lua em nossa cama, e a vida segue assim!… Tão docemente vista da sacada da varanda, eterna, plena, adormecida sobre as ondas, e eu vizinho de uma estrela adoro vê-la iluminando o meu pedaço, foi Deus que me mandou seguir seus passos, pensando bem, a lua tem seus traços, e o céu desaba em nosso corredor, esse é o nosso amor… Esse é o nosso amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… O ar que se respira agora expira novos tempos, e sonhos meus e os teus decoram o nosso apartamento, lá fora a sorte trama, enquanto aqui reflete a lua em nossa cama, e a vida segue assim!… Tão docemente vista da sacada da varanda, eterna, plena, adormecida sobre as ondas, e eu vizinho de uma estrela adoro vê-la iluminando o meu pedaço, foi Deus que me mandou seguir seus passos, pensando bem, a lua tem seus traços, e o céu desaba em nosso corredor, esse é o nosso amor… Esse é o nosso amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor… Lençol de fogo no frio, a porta aberta pro cio, brincar de amor…“ (Revelação – Novos tempos – Comp.: Grupo Revelação)

“Mantenha sua mente limpa de qualquer pensamento menos digno. Só assim conservará a serenidade e a paz, como base da felicidade que chegará a você. O corpo é o reflexo da mente. E a mente é o reflexo de nossa alma, que é nosso verdadeiro eu. Pense coisas nobres e elevadas, e seu corpo manterá inalterável a saúde, trazendo-lhe a felicidade que tanto almeja.” (Minutos de Sabedoria Pg. 245)

Boa noite pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Final de semana ruim para os times baianos. O Bi-campeão baiano perdeu para a Portuguesa por 4×2, levando 3 gols em inacreditáveis 7 minutos e agora ocupa a oitava posição, a frente do maior rival, que perdeu do Criciúma em casa pelo placar de 1×0 e está agora em décimo lugar na competição. Equipes enfrentarão partidas duras na quarta-feira, contra Cruzeiro (Fonte Nova) e Flamengo (Maracanã), respectivamente.

Em nossa sugestão de leitura de hoje dois textos do Site Pátria Latina:

“Quem tem medo de mulheres negras de jaleco branco?”, Por Douglas Belchior – Em seu texto sobre a polêmica dos médicos cubanos no Brasil e a reação de uma jornalista potiguar que escandalizou as redes sociais ao dizer que médicos cubanos pareciam “empregadas domésticas”, e que precisariam ter “postura de médico”, o que não acontecia com os profissionais cubanos, o professor Dennis de Oliveira sintetizou:

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=905669063311d8a17bd6958cd353eedd&cod=12364

“EUA têm mais negros na prisão hoje do que escravos no século XIX” – Os índices sociais – que incluem emprego, saúde e educação – entre os afrodescendentes norte-americanos são os piores em 25 anos, por Dodô Calixto, do Opera Mundi – O presidente estadunidense, Barack Obama, participou nessa quarta-feira (28), em Washington, de evento comemorativo pelo aniversário de 50 anos do emblemático discurso “Eu tenho um Sonho”, de Martin Luther King Jr. – considerado um marco da igualdade de direitos civis aos afro-americanos. Enquanto isso, entre becos e vielas dos EUA, os negros não vão ter muitos motivos para celebrar ou “sonhar com a esperança”, como bradou Luther King em 1963.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=49b44fc23736ae85aededcc798f22c4a&cod=12352

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/09/03/trabalhando-com-poesia-498

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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O Beija-Flor – Tobias Barreto

Era uma moça franzina,
Bela visão matutina
Daquelas que é raro ver,
Corpo esbelto, colo erguido,
Molhando o branco vestido
No orvalho do amanhecer.

Vede-a lá: tímida, esquiva…
Que boca! é a flor mais viva,
Que agora está no jardim;
Mordendo a polpa dos lábios
Como quem suga o ressábio
Dos beijos de um querubim!

Nem viu que as auras gemeram,
E os ramos estremeceram
Quando um pouco ali se ergueu…
Nos alvos dentes, viçosa,
Parte o talo de uma rosa,
Que docemente colheu.

E a fresca rosa orvalhada,
Que contrasta descorada,
Do seu rosto a nívea tez,
Beijando as mãozinhas suas,
Parece que diz: nós duas!…
E a brisa emenda: nós três! …

Vai nesse andar descuidoso,
Quando um beija-flor teimoso
Brincar entre os galhos vem,
Sente o aroma da donzela,
Peneira na face dela,
E quer-lhe os lábios também

Treme a virgem de surpresa,
Leva do braço em defesa,
Vai com o braço a flor da mão;
Nas asas d’ave mimosa
Quebra-se a flor melindrosa,
Que rola esparsa no chão.

Não sei o que a virgem fala,
Que abre o peito e mais trescala
Do trescalar de uma flor:
Voa em cima o passarinho…
Vai já tocando o biquinho
Nos beiços de rubra cor.

A moça, que se envergonha
De correr, meio risonha
Procura se desviar;
Neste empenho os seios ambos
Deixa ver; inconhos jambos
De algum celeste pomar! …

Forte luta, luta incrível
Por um beijo! É impossível
Dizer tudo o que se deu.
Tanta coisa, que se esquece
Na vida! Mas me parece
Que o passarinho venceu! …

Conheço a moça franzina
Que a fronte cândida inclina
Ao sopro de casto amor:
Seu rosto fica mais lindo,
Quando ela conta sorrindo
A história do beija-flor.

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Trabalhando com Poesia

“… A solução pro nosso povo eu vou dar, negócio bom assim ninguém nunca viu. Tá tudo pronto aqui é só vim pegar, a solução é alugar o Brasil!… Nós não vamos pagar nada, Lalalalá! Nós não vamos pagar nada, É tudo free! Tá na hora agora é free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que esse imóvel tá prá alugar… Os estrangeiros, eu sei que eles vão gostar, tem o Atlântico, tem vista pro mar… A Amazônia é o jardim do quintal, e o dólar deles paga o nosso mingau… Nós não vamos pagar nada, Lalalalá! Nós não vamos pagar nada, É tudo free! Tá na hora agora é free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que esse imóvel tá prá alugar… A solução pro nosso povo eu vou dar, negócio bom assim ninguém nunca viu. Tá tudo pronto aqui é só vim pegar, a solução é alugar o Brasil!… Nós não vamos pagar nada, Lalalalá! Nós não vamos pagar nada, É tudo free! Tá na hora agora é free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que esse imóvel tá prá alugar… Os estrangeiros, eu sei que eles vão gostar, tem o Atlântico, tem vista pro mar… A Amazônia é o jardim do quintal, e o dólar deles paga o nosso mingau… Nós não vamos pagar nada, Lalalalá! Nós não vamos pagar nada, É tudo free! Tá na hora agora é free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que esse imóvel tá prá alugar… Nós não vamos pagar nada, Lalalalá! Nós não vamos pagar nada, É tudo free! Tá na hora agora é free, vamo embora, dá lugar pros gringo entrar, que esse imóvel tá prá alugar…” (Titãs – aluga-se – Comp.: Raul Seixas / Claudio Roberto)

“…A Televisão me deixou burro, muito burro demais, Oi! Oi! Oi!… Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais, Oi! Oi! Oi!… O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida… E agora toda noite quando deito é boa noite, querida… Oh! Cride, fala pra mãe, que eu nunca li num livro que o espirro fosse um vírus sem cura… Vê se me entende, pelo menos uma vez, criatura! Oh! Cride, fala pra mãe!… A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada, Oi! Oi! Oi!… A luz do sol me incomoda, então deixa acortina fechada, Oi! Oi! Oi!… É que a televisão me deixou burro, muito burro demais… E agora eu vivo dentro dessa jaula, junto dos animais… Oh! Cride, fala pra mãe, que tudo que a antena captar, meu coração captura… Vê se me entende, pelo menos uma vez, criatura!… Oh! Cride, fala pra mãe!… A mãe diz pra eu fazer alguma coisa, mas eu não faço nada, Oi! Oi! Oi!… A luz do sol me incomoda, então deixa acortina fechada, Oi! Oi! Oi!… É que a televisão me deixou burro, muito burro demais… E agora eu vivo dentro dessa jaula, junto dos animais… Oh! Cride, fala pra mãe, que tudo que a antena captar, meu coração captura… Vê se me entende, pelo menos uma vez, criatura!… Oh! Cride, fala pra mãe!…“ (Titãs – Televisão – Comp.: Marcelo Fromes / Tony Belotto / Arnaldo Antunes)

“… Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?… A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte… A gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte… A gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé… A gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer… Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?… A gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor… A gente não quer só comer, a gente quer prazer, prá aliviar a dor…… A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade… A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade… A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte… A gente não quer só comida, a gente quer saída para qualquer parte… A gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé… A gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer… Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?… A gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor… A gente não quer só comer, a gente quer prazer, prá aliviar a dor…… A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade… A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade… Diversão e arte, para qualquer parte, diversão, balé, como a vida quer… Desejo, necessidade, vontade, necessidade, desejo, eh! necessidade, vontade, eh! necessidade…” (Titãs – Comida – Comp.: Arnaldo Antunes / Marcelo Fromer / Sérgio Britto)

Confira outros sucessos dos Titãs:

“Deus está em toda a parte ao mesmo tempo e, portanto, está também dentro de você, em redor de você, vendo o que você faz, sabendo até o que você pensa. Se você sofre é porque a dor lhe trará benefícios futuros, e não por “vontade” de Deus. Você deixa seu filho sofrer na cadeira do dentista, porque este beneficia seu filho, mesmo fazendo que ele sofra. Deus age também assim conosco.” (Minutos de Sabedoria Pg. 244)

Bom dia pessoal,

Quero fazer uma menção especial no Trabalhando com Poesia de hoje a uma turma que passei a conhecer nos últimos três meses. Os meus colegas do Juizado Especial Cível de Lauro de Freitas, onde estagio até o dia de hoje.
Minhas expectativas eram de dar sequência ao estágio até maio de 2014, conforme previsto inicialmente, mas, a vida é feita das oportunidades que criamos e que nos são ofertadas e, na impossibilidade de conciliar as duas atividades precisei interromper, mas, saibam que nesses três meses me foi oportunizado mais um aprendizado importantíssimo em minha caminhada.

Daqui a um ano, quando sair da Faculdade, optando pela advocacia, terei condições de olhar para o sistema em torno dos Juizados Especiais de outra forma e, isso será possível graças aos 90 dias que me foram possíveis dentro do JEC Lauro de Freitas.

A Dr. Marcelo, Silvia e Fábio, responsáveis diretos pela minha seleção o meu agradecimento pela confiança e incentivo, na medida das responsabilidades delegadas, nas pessoas dos três minhas homenagens a todos os servidores deste Juizado, entre os quais Marcos, Jailson, Carla Madalena, Lazaro, Marcelo, Alexsandra, Thiago, Lili, Dani, Rafaela, Sr Wilson, Dilma, Luciano, com os quais convivi mais de perto, bem como Juízes leigos e conciliadores. Cada um (a) de vocês, inclusive os que eventualmente eu tenha me esquecido, foram responsáveis pela satisfação que tive em participar do dia a dia do juizado e pelo misto de energia positiva com a nova missão e tristeza de deixar um ambiente que sinto prazer em fazer parte. Obrigado!

A Adriana Cardoso e Ana Carla Pedra, minhas colegas de estágio e responsáveis diretas pela minha indicação o meu eterno reconhecimento pela demonstração de amizade e confiança. Meu carinho também aos colegas estagiários Pedro, Renata, Diana, Camila, Sibele, Karla Dias e André. Valeu por tudo. Como costumo dizer sempre, até breve. Optamos por um labor que nos oportuniza nos encontrar sempre, sendo nas disputas antagonistas ou em projetos de parcerias. Que saibamos escolher sempre o melhor caminho para a coletividade. Valeu!!!

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Pátria Latina. Vale conferir:

Todos os homens do “trensalão” (Coluna do Altamiro Borges) – A revista IstoÉ desta semana volta à carga com graves denúncias contra o PSDB de São Paulo. A reportagem intitulada “Todos os homens do propinoduto tucano”, assinada pelos jornalistas Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas, dá os nomes aos bois – ou melhor, aos tucanos – que articularam o bilionário esquema de desvio de dinheiro dos cofres públicos nas obras do metrô paulista. Para o governador Geraldo Alckmin e o ex-governador José Serra, que até agora tentam se travestir de “vítimas” da roubalheira, a matéria é um petardo.

http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=ef72d53990bc4805684c9b61fa64a102&codcolunista=31&cod=3050

“Vinculação com a agricultura familiar melhora qualidade da merenda escolar, afirma estudo” Desde um menu mais simples a base de milho, feijão, arroz, azeite e soja em Honduras a um cardápio mais aprimorado com bebidas a base de leite com aveia, quinua, amaranto (kiwicha), trigo, milho, sopas, pães, marmeladas, mousse, sanduíches, tubérculos, leguminosas, cereais, carnes e frutas da estação no Peru, a alimentação escolar na América Latina tem se mostrado fundamental para o fortalecimento de três eixos: econômico, social político. Econômico porque significa alimentar as novas gerações; social porque alimentar uma criança na escola significa permitir que ela seja educada e tenha possibilidades de sair do ciclo de exclusão social; e político porque implica uma dupla necessidade de contar com políticas públicas ousadas e de incentivar a participação cidadã na definição, gestão e controle dessas políticas.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=8e3308c853e47411c761429193511819&cod=12340

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/30/trabalhando-com-poesia-497/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Julieta a Romeu – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

É tarde, amor, o vento se levanta,
A escura madrugada vem nascendo,
Só a noite foi nossa claridade.
Já não serei quem fui, o que seremos
Contra o mundo há-de ser, que nos rejeita,
Culpados de inventar a liberdade.

Romeu a Julieta – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Eu vou, amor, mas deixo cá a vida,
No calor desta cama que abandono,
Areia dispersada que foi duna.
Se a noite se fez dia, e com a luz
O negro afastamento se interpõe,
A escuridão da morte nos reúna.

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Trabalhando com Poesia

“… Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, o lugar pro que eu sou… Eu não quero mais dormir, de olhos abertos me esquenta o sol, eu não espero que um revólver venha explodir, na minha testa se anunciou, a pé a fé devagar, foge o destino do azar que restou… E se você puder me olhar, e se você quiser me achar, e se você trouxer o seu lar… Eu vou cuidar, eu cuidarei dele, eu vou cuidar do seu jardim… Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele, eu vou cuidar, eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar, e de você e de mim… Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, o lugar pro que eu sou… Eu não quero mais dormir, de olhos abertos me esquenta o sol, eu não espero que um revólver venha explodir, na minha testa se anunciou, a pé a fé devagar, foge o destino do azar que restou… E se você puder me olhar, e se você quiser me achar, e se você trouxer o seu lar… Eu vou cuidar, eu cuidarei dele, eu vou cuidar do seu jardim… Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele, eu vou cuidar, eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar, e de você e de mim…” (Titãs – Os cegos do Castelo – Comp.: Nando Reis)

“…Teus olhos querem me levar, eu só quero que você me leve, eu ouço as estrelas conspirando contra mim… Eu sei que as plantas me vigiam do jardim… As luzes querem me ofuscar, eu só quero que essa luz me cegue, nem cinco minutos guardados dentro de cada cigarro, não há pára-brisa pra limpar, nem vidros no teu carro… O meu corpo não quer descansar, não há guarda-chuva, não há guarda-chuva, contra o amor… O teu perfume quer me envenenar, minha mente gira como um ventilador… A chama do teu isqueiro quer incendiar a cidade, teus pés vão girando igual aos da porta estandarte… Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa, faça calor ou faça frio, é sempre carnaval no Brasil… Eu estou no meio da rua, você está no meio de tudo… O teu relógio quer acelerar, quer apressar os meus passos, não há pára-raio contra o que vem de baixo… Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa, faça calor ou faça frio, é sempre carnaval no Brasil… No Brasil… No Brasil… “ (Titãs – Nem cinco minutos guardados – Comp.: Sergio Britto/ Marcelo Fromer)

“… Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia, eu não encho mais a casa de alegria, os anos se passaram enquanto eu dormia, e quem eu queria bem me esquecia… Será que eu falei o que ninguém ouvia? Será que eu escutei o que ninguém dizia? Eu não vou me adaptar, me adaptar… Eu não vou me adaptar, me adaptar… Eu não tenho mais a cara que eu tinha, no espelho essa cara já não é minha, mas é que quando eu me toquei achei tão estranho, a minha barba estava desse tamanho… Será que eu falei o que ninguém ouvia? Será que eu escutei o que ninguém dizia? Eu não vou me adaptar, me adaptar… Eu não vou me adaptar, me adaptar… Não vou! Me adaptar! Me adaptar! Não vou! Me adaptar! Não vou! Me adaptar!…” (Titãs – Não vou me adaptar – Comp.: Arnaldo Antunes)

“Não se deixe derrotar em situação alguma. A derrota depende de nós, tanto quanto a vitória. Entretanto, a pior derrota é a de quem desanima. Perder, nem sempre é ser derrotado. Mas o desânimo estraga totalmente a vida. Não desanime jamais. Siga à frente corajosamente, porque a vitória sorri somente àqueles que não param no meio da estrada.” (Minutos de Sabedoria Pg. 243)

Bom dia pessoal,

Problemas com a minha internet, bem como algumas questões pessoais que me exigem resolver imediatamente, estão me impedindo de fazer o “Trabalhando com Poesia” durante o dia.

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Brasil 247. Vale conferir:

Globo censura: “Medicina cubana revoluciona” – A frase acima e todo o comentário informativo do jornalista Jorge Pontual, correspondente da Globo em Nova York, foram retirados do site do programa Em Pauta, da Globo News; censura bruta; na tevê, foi ao ar, mas só porque ele falava ao vivo; Pontual, ao lado de Eliane Cantanhêde, deu uma aula sobre o assunto; disse que entrevistou pesquisadora americana Julia Silver para o programa Sem Fronteiras; dali extraiu informações que a Globo detestou; sistema de medicina comunitária foi criado por Che Guevara; médicos cubanos livraram 600 mil africanos da cegueira; Organização Mundial de Saúde recomenda modelo cubano para todo o mundo; “agora, os brasileiros vão desfrutar dessa medicina que revoluciona o modelo tradicional”; tudo foi cortado; furo é do site Tijolaço;

http://www.brasil247.com/pt/247/saudeebemestar/113323/Globo-censura-“Medicina-cubana-revoluciona.htm

“Estrangeiro atende e dá “tapa” no preconceito” – O médico uruguaio Gonzalo Lacerda Casaman (de camisa listrada), 31 anos, prestou os primeiros atendimentos à vendedora de amendoins Helena Paulina de Araújo, 63 anos, atropelada por uma motocicleta em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, onde acontece o curso de capacitação para estes profissionais; o atendimento pode ter sido o primeiro do País no âmbito do Mais Médicos; para calar os críticos e preconceituosos de plantão, o médico passou o recado: “É por isso que estamos aqui”; declaração é praticamente uma bofetada nos que condenam o programa; “Graças a Deus ele estava aqui”, disse a vítima.

http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/113227/Estrangeiro-atende-e-dá-tapa-no-preconceito.htm

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https://oipa2.wordpress.com/2013/08/29/trabalhando-com-poesia-496/

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Passado, Presente, Futuro – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.

Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.

Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.

No Coração, Talvez – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.

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Trabalhando com Poesia

“… Olhei até ficar cansado de ver os meus olhos no espelho, chorei por ter despedaçado as flores que estão no canteiro… Os punhos e os pulsos cortados, e o resto do meu corpo inteiro… Há flores cobrindo o telhado e embaixo do meu travesseiro, há flores por todos os lados, há flores em tudo que eu vejo… A dor vai curar essas lástimas, o soro tem gosto de lágrimas, as flores têm cheiro de morte, a dor vai fechar esses cortes… Flores, flores, as flores de plástico não morrem… Olhei até ficar cansado de ver os meus olhos no espelho, chorei por ter despedaçado as flores que estão no canteiro… Os punhos e os pulsos cortados, e o resto do meu corpo inteiro… Há flores cobrindo o telhado e embaixo do meu travesseiro, há flores por todos os lados, há flores em tudo que eu vejo… A dor vai curar essas lástimas, o soro tem gosto de lágrimas, as flores têm cheiro de morte, a dor vai fechar esses cortes… Flores, flores, as flores de plástico não morrem… Flores, flores, as flores de plástico não morrem…” (Titãs – Flores – Comp.: Paulo Miklos / Sérgio Britto / Charles Gavin / Tony Bellotto)

“… Desde os primórdios até hoje em dia, o homem ainda faz o que o macaco fazia, eu não trabalhava, eu não sabia, que o homem criava e também destruía… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Eu aprendi, a vida é um jogo, cada um por si e Deus contra todos. Você vai morrer e não vai pro céu, é bom aprender, a vida é cruel… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Eu me perdi na selva de pedra, eu me perdi, eu me perdi… “I’m a cave man, a young man, I fight with my hands, With my hands… I am a jungle man, a monkey man, concrete jungle! concrete jungle!”… Desde os primórdios até hoje em dia, o homem ainda faz o que o macaco fazia, eu não trabalhava, eu não sabia, que o homem criava e também destruía… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Eu aprendi, a vida é um jogo, cada um por si e Deus contra todos. Você vai morrer e não vai pro céu, é bom aprender, a vida é cruel… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Homem primata, capitalismo selvagem. Oh! Oh! Oh!… Eu me perdi na selva de pedra, eu me perdi, eu me perdi, eu me perdi, eu me perdi…” (Titãs – Homem primata – Comp.: Marcelo Fromer / Ciro Pessoa / Nando Reis / Sérgio Britto)

“… Não posso mais viver assim ao seu ladinho, por isso colo o meu ouvido no radinho de pilha, prá te sintonizar, sozinha, numa ilha… Sonífera Ilha! descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz… Sonífera Ilha! descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz… Não posso mais viver assim ao seu ladinho, por isso colo o meu ouvido no radinho de pilha, prá te sintonizar, sozinha, numa ilha… Sonífera Ilha! descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz… Sonífera Ilha! descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz… Sonífera Ilha! descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz…” (Titãs – Sonífera Ilha – Comp.: Branco Mello / Marcelo Fromer / Tony Bellotto / Ciro Pessoa / Carlos Barmack)

“O pensamento e a palavra têm poder curador. O corpo é o veículo através do qual se manifestam, no plano terrestre, o espírito e a alma, da qual o corpo é apenas o reflexo materializado. Por isso, espelha aquilo que pensamos, na saúde e na enfermidade, porque recebemos de acordo com os nossos pensa mentos, e somos aquilo que pensamos. Pense sempre certo para ter saúde perfeita!” (Minutos de Sabedoria Pg. 242)

Bom dia pessoal,

Quando nos predispomos a encarar os desafios da vida e, convenhamos, se não nos dispusermos a isso, que valor efetivamente terá viver? Qual será efetivamente o sentido de viver se não for por uma causa, por um ou mais objetivos, que valham a pena enfrentar todas as intempéries e dificuldades inerentes ao viver cotidiano? Como enxergar o brilhar do dia seguinte se não tivermos coragem de agir como nos ensina Içami Tiba? Não hesite frente a suas portas. Abra-as de forma corajosa e de mente e corações abertos para o porvir. Ficar por detrás delas, sem a coragem pode até ser confortável, porém, o crescimento inerente à vida certamente não virá dessa atitude. É minha dica de hoje.

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje dois textos do Site Correio Nagô, um dos fronts da luta quilombola baiana:

“Não há democracia e desenvolvimento se não tivermos igualdade racial e o combate ao racismo” – Aos 46 anos, o baiano e militante da causa racial, Elias Sampaio, atual secretário de Promoção da Igualdade Racial do Estado, está à frente da coordenação da III Conferência de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Conepir), junto ao Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra. Em entrevista ao Portal Correio Nagô, Elias falou sobre o funcionamento da III Conepir que será realizada de 28 a 30 deste mês, e ainda comentou a atuação da secretaria que coordena e avaliou as demandas mais urgentes da comunidade negra.

http://correionago.ning.com/profiles/blogs/nao-ha-democracia-e-desenvolvimento-se-nao-tivermos-igualdade-rac

“Onde os críticos dos médicos cubanos guardam o seu racismo?” – Está em todos os jornais desta terça feira (27): os 96 médicos, sendo 79 cubanos, que desembarcaram no Ceará para fazer o curso preparatório para atuar na saúde pública brasileira foram hostilizados e xingados na saída da primeira aula, logo após a Solenidade de Acolhimento. Um grupo de cerca de 50 médicos esperavam os estrangeiros do lado de fora da Escola de Saúde Pública de Fortaleza, vaiando, gritando e xingando os profissionais.

http://correionago.ning.com/profiles/blogs/onde-os-criticos-dos-medicos-cubanos-guardam-o-seu-racismo

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões.

Apio Vinagre Nascimento
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Demissão – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Este mundo não presta, venha outro.
Já por tempo de mais aqui andamos
A fingir de razões suficientes.
Sejamos cães do cão: sabemos tudo
De morder os mais fracos, se mandamos,
E de lamber as mãos, se dependentes.

Não me Peçam Razões… José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há de vir.

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Trabalhando com Poesia

“…Porque eu sei que é amor, eu não peço nada em troca. Porque eu sei que é amor, eu não peço nenhuma prova… Mesmo que você não esteja aqui, o amor está aqui, agora… Mesmo que você tenha que partir, o amor não há de ir embora… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Porque eu sei que é amor, sei que cada palavra importa, porque eu sei que é amor, sei que só há uma resposta… Mesmo sem porquê eu te trago aqui, o amor está aqui, comigo… Mesmo sem porquê eu te levo assim, o amor está em mim, mais vivo… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar… Porque eu sei que é amor… Porque eu sei que é amor… Porque eu sei que é amor…” (Titãs – Por que eu sei que é amor – Comp.: Paulo Miklos / Sérgio Britto)

“… Antes…não pensava em você, agora…tudo é uma lembrança sua… Nunca…me preocupei com você, hoje…já não faço outra coisa… Não saio mais pra passear, só quero ir aonde você está, o livro não é bom, não quero ouvir um som, não acho nada na T.V… Não me lembro como eu era antes de você… Não me lembro como eu era antes de você… Não penso em sair pra passear, só quero ir aonde você está, com amigos não falo, não volto ao trabalho, como pude me esquecer?… Não me lembro como eu era antes de você… Não me lembro como eu era antes de você… Não tenho fome, não quero beber, quero saber se você já dorme, tudo passa, a noite deve passar também… Não me lembro como eu era antes de você… Não me lembro como eu era antes de você… Não me lembro como eu era… Não me lembro como eu era antes de você… Não pensava em você… Não me lembro como eu era antes de você… Não saio mais… Não me lembro como eu era antes de você…“ (Titãs – Antes de você – Comp.: Paulo Miklos)

“… Quando não houver saída, quando não houver mais solução, ainda há de haver saída, nenhuma ideia vale uma vida… Quando não houver esperança, quando não restar nem ilusão, ainda há de haver esperança, em cada um de nós, algo de uma criança… Enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá… Enquanto houver sol, enquanto houver sol… Quando não houver caminho, mesmo sem amor, sem direção, a sós ninguém está sozinho, é caminhando que se faz o caminho… Quando não houver desejo, quando não restar nem mesmo dor, ainda há de haver desejo, em cada um de nós, aonde Deus colocou… Enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá… Enquanto houver sol, enquanto houver sol… Enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá… Enquanto houver sol, enquanto houver sol… Enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá… Enquanto houver sol, enquanto houver sol…” (Titãs – Enquanto houver sol – Comp.: Sérgio Brito)

“Se está desempregado, não se desespere, não amaldiçoe a sorte. Enfrente as dificuldades corajosamente. Não pense, em abandonar a vida. Não seja covarde! Você pode vencer! Você vai vencer! Não recuse trabalho pelo fato de ser modesto. O grande Ford começou a vida como simples mecânico. Tenha coragem, porque o Pai não abandona a ninguém.” (Minutos de Sabedoria Pg. 241)

Bom dia pessoal,

Quantas vezes a vida testa a nossa capacidade de resignação e de persistência? Quantas vezes você já foi testado pela vida? Uma frase do filme Rock Balboa, por mais incrível que isso possa parecer traduz bem essa questão. Diz ele a seu filho em determinado trecho da película: “E quando as coisas vão mal, você procura alguém para culpar, como se fosse uma sombra. O mundo não é um arco-íris e um amanhecer, na verdade é um lugar ruim e asqueroso. E não importa o tão durão você seja, apanhará e ficará de joelhos, se assim permitir. Nem você, nem ninguém baterá tão forte quanto a vida. Não importa o quão forte você golpeia, mas sim, quantos golpes você agüenta levar e continuar em frente, o muito que você possa aceitar e seguir adiante. Assim é a vida!. É assim que se conquistam as vitórias”.

Pois bem queridos (as). Essa é minha dica de hoje. Persevere sempre, considere as pancadas da vida como incentivos ao aprendizado humano. O triunfo virá. Pode demorar, mas, virá! Ele sempre vem aos que perseveram e se mantém firmes em seu objetivo.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, dois textos do site Brasil 247:

“A DEMISSÃO NÃO BASTA. É PRECISO EXTRADITAR” – A presidente Dilma agiu rápido, ao demitir o chanceler Antonio Patriota, após a surpreendente fuga de Roger Pinto Molina, com a ajuda de um diplomata brasileiro; a decisão, no entanto, não é suficiente para recolocar o Brasil no trilho da ordem internacional; será preciso também extraditar o boliviano, que responde a vinte processos na Bolívia, por corrupção e até por narcotráfico

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/112923/A-demiss%C3%A3o-n%C3%A3o-basta-%C3%89-preciso-extraditar.htm

“ALOYSIO, TAQUES E AGRIPINO APLAUDEM FUGA DE BOLIVIANO” – Senadores da oposição defenderam a operação de fuga do boliviano Roger Pinto. “Foram 455 dias encerrados em um cubículo, sem o tratamento que se deve aos seres humanos”, disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP). “O embaixador Eduardo Saboia atuou de acordo com a Constituição da República. Agora, contra ele será instaurado um procedimento disciplinar”, disse Pedro Taques (PDT/MT). “Já imaginou esse senhor meter uma bala no ouvido dentro do território brasileiro por inação do governo brasileiro?”, indagou Agripino Maia (DEM/RN)

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/112919/Aloysio-Taques-e-Agripino-aplaudem-fuga-de-boliviano.htm

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Intimidade – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

No coração da mina mais secreta,
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,

Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,

No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.

Química – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Sublimemos, amor. Assim as flores
No jardim não morreram se o perfume
No cristal da essência se defende.
Passemos nós as provas, os ardores:
Não caldeiam instintos sem o lume
Nem o secreto aroma que rescende.

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Trabalhando com Poesia

“…Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer, devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer… Queria ter aceitado, as pessoas como elas são, cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar… Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr… Devia ter me importado menos, com problemas pequenos, ter morrido de amor… Queria ter aceitado, a vida como ela é. A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar… Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr… Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr…” (Titãs – Epitáfio– Comp.: Sérgio Brito)

“…Até parece loucura, não sei explicar. É a verdade mais pura, eu não consigo amar… Meu bem me desculpe, não quis te ferir, mas dizer a verdade é melhor que mentir… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Às vezes você esquece o que eu finjo esquecer, mas pra mim é difícil, eu não consigo entender… Entre outras pessoas é tão natural, porque será que comigo não pode ser igual?… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz…Não fui eu, Não foi você quem escolheu, viver neste mundo tão frio… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Insensível! Insensível você diz, impossível fazer você feliz… Às vezes você esquece o que eu finjo esquecer…” (Titãs – Insensível – Comp.: Sérgio Brito)

“… Isso! que acontece com a gente, acontece sempre com qualquer casal. Isso! ataca de repente, não respeita cor, credo ou classe social. Isso! Isso!… Parecia que não ia acontecer com a gente, nosso amor era tão firme, forte e diferente… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer… Não adianta mesmo reclamar, acreditar que basta apenas se deixar levar. Isso! Que atrapalha nossos planos, derrubou o muro, invadiu nosso quintal. Isso! passam-se os anos, sempre foi assim e será sempre igual, Isso! Isso!… Parecia que não ia acontecer com a gente, nosso amor era tão firme, forte e diferente… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer…Isso! Isso!…“ (Titãs – Isso – Comp.: Tony Bellotto)

“Não ponha limites à sua vida! Procure ouvir as notas harmoniosas e sublimes do canto maravilhoso que se evola da natureza. Viva sorridente e alegre, para espantar as preocupações, para aliviar as lutas. Mergulhe sua alma na alma da natureza: absorva a luz do sol, goze a suavidade da lua, contemple o esplendor das estrelas, aspire o perfume das flores. A vida é bela, apesar das do res e dos contratempos.” (Minutos de Sabedoria Pg. 240)

Boa noite pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Final de semana movimentado para a torcida do Bahia, que ontem venceu o Náutico por 2×0 e subiu na Tabela. O Bi-campeão baiano agora ocupa a sétima posição, a frente do maior rival, que perdeu do Santos pelo mesmo placar e está agora em nono lugar na competição.

Em nossa sugestão de leitura de hoje dois textos do Site Correio do Brasil:

“Forbes ridiculariza argumento da ultradireita brasileira sobre fortuna de Lula” – A revista norte-americana Forbes, em sua edição deste fim de semana, publica artigo no qual ridiculariza um dos principais memes da ultradireita nas redes sociais, que apresentam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e familiares dele como milionários e donos de fortunas conquistadas e forma ilegal. Em sua página, o jornalista Renato Rovai publica matéria na qual reproduz a reportagem da publicação especializada em cuidar da fortuna alheia.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/forbes-ridiculariza-argumento-da-ultradireita-brasileira-sobre-fortuna-de-lula/638512/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20130825

“Conta bancária na Suíça reunia a propina distribuída aos tucanos no Brasil”, Uma conta bancária aberta no paraíso fiscal da Suíça, sob o codinome “Marília”, foi usada para movimentar as propinas que facilitaram os negócios da Siemens e da Alstom com governos do PSDB, em São Paulo. Por ela, transitaram cerca de R$ 64 milhões em propinas e os recursos foram gerenciados por homens da cozinha dos governos de Mario Covas, em São Paulo, e até do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Este é o tema de uma reportagem explosiva da revista semanal Istoé.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/conta-bancaria-na-suica-reunia-a-propina-distribuida-aos-tucanos-no-brasil/638485/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20130825

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Aprendamos, Amor – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Aprendamos, amor, com estes montes
Que, tão longe do mar, sabem o jeito
De banhar no azul dos horizontes.

Façamos o que é certo e de direito:
Dos desejos ocultos outras fontes
E desçamos ao mar do nosso leito.

Arte de Amar – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Metidos nesta pele que nos refuta,
Dois somos, o mesmo que inimigos.
Grande coisa, afinal, é o suor
(Assim já o diziam os antigos):
Sem ele, a vida não seria luta,
Nem o amor amor.

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Trabalhando com Poesia

“… Se é pra perdoar um grande amor perdoa agora, me apavora teu silêncio no olhar. Se é pra condenar um coração jogado fora, me diz agora o que eu preciso te provar… Se é… Se é pra perdoar um grande amor perdoa agora, me apavora teu silêncio no olhar. Se é pra condenar um coração jogado fora, me diz agora o que eu preciso te provar… Eu me defendo assim, te dando tudo de amor, você tem tudo de mim e ainda me tira o valor… É mentira sim, que fui todo seu, eu me perdi quando andei com outros passos… É mentira sim, mas eu me encontrei e caminhei pra ser feliz nos teus abraços… Se é pra perdoar, agora… Se é pra perdoar um grande amor perdoa agora, me apavora teu silêncio no olhar. Se é pra condenar um coração jogado fora, me diz agora o que eu preciso te provar… Se é… Se é pra perdoar um grande amor perdoa agora, me apavora teu silêncio no olhar. Se é pra condenar um coração jogado fora, me diz agora o que eu preciso te provar… Eu me defendo assim, te dando tudo de amor, você tem tudo de mim e ainda me tira o valor… É mentira sim, que fui todo seu, eu me perdi quando andei com outros passos… É mentira sim, mas eu me encontrei e caminhei pra ser feliz nos teus abraços… Se é pra perdoar, agora…” (Arlindo Cruz e Sombrinha – Silêncio no olhar – Comp.: Arlindo Cruz, Sombrinha e Marquinhos PQD)

“… Amanheceu e eu aqui tão só, você correu, me esqueceu que dó… Fiquei assim numa pior, me embolei ponto sem nó e pra sair sem me arranhar, você é quem pode mudar… Me doeu e a vida é um jiló, me corroeu, me reduzindo a pó… Se tá ruim eu sei de cor, bem que tentei ir pra melhor, mas desisti, vou me entregar, volta pra me levantar… Me dá o teu amor, me ama até o fim, me faz sentir calor, se dá dentro de mim, de mim… Vem pra ficar, vem me envolver, me completar, me resolver, você é o sol que faz o meu amanhecer…me dá… Me dá o teu amor, me ama até o fim, me faz sentir calor, se dá dentro de mim, de mim… Vem pra ficar, vem me envolver, me completar, me resolver, você é o sol que faz o meu amanhecer… Amanheceu e eu aqui tão só, você correu, me esqueceu que dó… Fiquei assim numa pior, me embolei ponto sem nó e pra sair sem me arranhar, você é quem pode mudar… Me doeu e a vida é um jiló, me corroeu, me reduzindo a pó… Se tá ruim eu sei de cor, bem que tentei ir pra melhor, mas desisti, vou me entregar, volta pra me levantar… Me dá o teu amor, me ama até o fim, me faz sentir calor, se dá dentro de mim, de mim… Vem pra ficar, vem me envolver, me completar, me resolver, você é o sol que faz o meu amanhecer…me dá… Me dá o teu amor, me ama até o fim, me faz sentir calor, se dá dentro de mim, de mim… Vem pra ficar, vem me envolver, me completar, me resolver, você é o sol que faz o meu amanhecer… “ (Arlindo Cruz e Sombrinha – Ponto sem nó – Comp.: Arlindo Cruz)

“… Uma canção de amor, pra você, do fundo desse peito em chamas, meu coração, ainda bate apaixonado, sinto saudades, quero te ver… Amanheci tristonho, meu amor… Eu e você num sonho, tenho medo de acordar e me ver em alto mar, sem poder voltar para os teus braços, meu amor… Cada braço teu, sustenta meu regaço, meu amor… Cada beijo teu, aumenta o meu desejo, meu amor… Volta que eu almejo a nossa harmonia, um dia, um dia… Uma canção de amor, pra você, do fundo desse peito em chamas, meu coração, ainda bate apaixonado, sinto saudades, quero te ver… Amanheci tristonho, meu amor… Eu e você num sonho, tenho medo de acordar e me ver em alto mar, sem poder voltar para os teus braços, meu amor… Cada braço teu, sustenta meu regaço, meu amor… Cada beijo teu, aumenta o meu desejo, meu amor… Volta que eu almejo a nossa harmonia, um dia, um dia… (Versos de Improviso)…” (Arlindo Cruz e Sombrinha – Silêncio no olhar – Comp.: Arlindo Cruz)

Confira outros sucessos de Arlindo Cruz:

“A vida é um canto eterno de beleza! homens complicam a vida e dificultam a existência, porque se acreditam diferentes uns dos outros, mas a vida é uma só e os homens todos são irmãos. Portanto, não antagonize os outros. Distribua amor e compreensão a todos os que se chegam a você. Faça como o sol, que se dá a todos igualmente, em raios benéficos de luz e de calor.” (Minutos de Sabedoria Pg. 239)

Bom dia pessoal,

O dia de ontem foi dedicado a minha despedida da Câmara Municipal de Lauro de Freitas. Quero agradecer à companheira Naide Brito – PT, pela oportunidade da convivência e da construção nestes meses. Meu compromisso com o apoio à construção do mandato de referência que tem sido o seu mandato continua.

Meu agradecimento extensivo a todos os parlamentares da casa legislativa, a suas assessorias e a todos os servidores do parlamento municipal, que desde sempre me dedicaram tratamento especial de carinho e atenção.
Agora é tocar em frente as tarefas a mim delegadas pela companheira Moema Gramacho, na SEDES – Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza e buscar ajudar a melhorai ainda mais o nosso estado com as políticas públicas do nosso governo.

Hoje participo da primeira atividade externa já como servidor da SEDES. Em Feira de Santana, O Governo do Estado da Bahia entregará à População daquela região Máquinas para ações relativas à convivência com a Seca (Retroescavadoras, Pá escavadeira, Tratores e caçambas), assinatura de Ordens de Serviços para sistemas simplificados também relacionados ao convívio com a seca, além de termos de transferência de sistemas já concluídos para os municípios. No âmbito da SEDES entregaremos diversos equipamentos relacionados ao Programa Vida Melhor, num total de 327 beneficiários (as).

No Futebol, a dupla BA x Vi estreou com triunfos na Sul Americana. Enquanto o time de Canabrava venceu a equipe do Coritiba no Manoel Barradas por 1×0. Já o Esquadrão de Aço venceu a Portuguesa no Canindé, pelo escore de 2×1. Semana que vem os confrontos se repetem com mando de campo invertido.

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Brasil 247. Vale conferir:

“CASO SIEMENS: NEGADO NOVO PEDIDO DE ALCKMIN AO CADE” – Pela segunda vez, Estado de São Paulo teve recusada ação em que pede acesso aos documentos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica que apontam para a existência de um cartel nas linhas de metrô e de trens; para o desembargador Kassio Nunes Marques, faltam elementos “de fato ou de direito” que autorizem a concessão do pedido de acesso a informações; governador Geraldo Alckmin tem criticado a ação do órgão, que faria “vazamento seletivo” de dados.

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/112545/Caso-Siemens-negado-novo-pedido-de-Alckmin-ao-Cade.htm

“LEI DA MÍDIA DEMOCRÁTICA É LANÇADA NA CÂMARA” Projeto de iniciativa popular que regulamenta o funcionamento de meios de comunicação foi lançada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); texto terá de reunir cerca de 1,3 milhão de assinaturas para ser validado e tramitar no Congresso; presidente do Fórum defende que a proposta, que já tem 50 mil assinaturas, não representa censura prévia nem fere o direito à liberdade de expressão.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/112554/Lei-da-M%C3%ADdia-Democr%C3%A1tica-%C3%A9-lan%C3%A7ada-na-C%C3%A2mara.htm

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Tentativa – Cecília Meireles

Andei pelo mundo no meio dos homens!
uns compravam jóias, uns compravam pão.
Não houve mercado nem mercadoria
que seduzisse a minha vaga mão

Calado, Calado, me diga, Calado
por onde se encontra a minha sedução.

Alguns, sorriam, muitos, soluçaram,
uns, porque tiveram, outros porque não.
Calado, Calado, eu, que não quis nada,
por que ando com pena do meu coração.

Obra poética, Rio de Janeiro: Aguilar, 1978. (Fragmento)
In:Oficina da Redação, Editora moderna, de Leila Lauar Sarmento

Ísis – Cecília Meireles

E diz-me a desconhecida:
“Mais depressa! Mais depressa!”
Que eu vou te levar a vida! . . .

“Finaliza! Recomeça!”
Transpõe glórias e pecados! . . .”
Eu não sei que voz seja essa

Nos meus ouvidos magoados:
Mas guardo a angústia e a certeza
De ter os dias contados . . .

Rolo, assim, na correnteza
Da sorte que se acelera,
Entre margens de tristeza,

Sem palácios de quimera,
Sem paisagens de ventura,
Sem nada de primavera . . .

Lá vou, pela noite escura,
Pela noite de segredo,
Como um rio de loucura . . .

Tudo em volta sente medo . . .
E eu passo desiludida,
Porque sei que morro cedo . . .

Lá me vou, sem despedida . . .
Às vezes, quem vai, regressa . . .
E diz-me a Desconhecida:

“Mais depressa” Mais depressa” . . .

LEILÃO DE JARDIM – Cecília Meireles

Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?

Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?

Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?

(Este é o meu leilão.)

Metamorfose – Cecília Meireles

Súbito pássaro
dentro dos muros
caído,

pálido barco
na onda serena
chegado.

Noite sem braços!
Cálido sangue
corrido.

E imensamente
o navegante
mudado.

Seus olhos densos
apenas sabem
ter sido.

Seu lábio leva
um outro nome
mandado.

Súbito pássaro
por altas nuvens
bebido.

Pálido barco
nas flores quietas
quebrado.

Nunca, jamais
e para sempre
perdido

o eco do corpo
no próprio vento
pregado.

Cântico IV – Cecília Meireles

Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.

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Trabalhando com Poesia

“… Vamos homenagear Iemanjá rainha do mar… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra mãe maior do Brasil… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra Iemanjá do Brasil… Tomara que o vento leve pra longe a escuridão, que a vida seja mais leve, sem mágoas no coração, sem sustos no dia a dia, com balas de emoção, rajadas de alegria, carinho, amor e proteção… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra mãe maior do Brasil… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra Iemanjá do Brasil… Por dedução desfaça o mal sobre essa terra, que já sofreu, já padeceu em cada guerra, mais esse ano eu quero paz bandeiras brancas, palavras francas do meu país, que o meu povo não se canse da verdade, me dá vontade de ser feliz… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra mãe maior do Brasil… Iara da água doce, de lá Janaina viu as lindas flores que eu trouxe, pra Iemanjá do Brasil… Olha aquela estrela do céu, olha aquela estrela do céu, olha aquela onda no mar, olha aquela onda no mar, foi Deus quem criooou, foi Deus quem criooou, pra gente se amar, pra gente se amar… Olha aquela estrela do céu, olha aquela estrela do céu, olha aquela onda no mar, olha aquela onda no mar, foi Deus quem criooou, foi Deus quem criooou, pra gente se amar, pra gente se amar… Odoiá Iemanjá traga um ano cheio de paz, pros seus filhos…” (Arlindo Cruz – Oferenda – Comp.: Arlindo Cruz)

“… O samba é meu guia é meu ganha pão, minha paz, é o meu documento, o meu talento minha paixão, muito mais… Quando estou no palco a entrega é total, corpo e alma, é tão bom ver você cantar, sambar, chorar, sorrir, bater palmas… Com esse canto marrom, que vem dos meus ancestrais… Hoje sem raça sem cor, para nos nossos quintais, feliz de quem tem esse amor pelo samba, no coração, só emoção… Samba que não sai de mim, samba que me batizou, samba que me deixa assim, devo a você o que sou, louvado, bendito e sagrado é o nosso amor, o nosso amor… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus… Com esse canto marrom, que vem dos meus ancestrais… Hoje sem raça sem cor, para nos nossos quintais, feliz de quem tem esse amor pelo samba, no coração, só emoção… Samba que não sai de mim, samba que me batizou, samba que me deixa assim, devo a você o que sou, louvado, bendito e sagrado é o nosso amor, o nosso amor… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus… Como um caso amor, é você e eu… Na alegria ou na dor, é você e eu… Vais comigo onde eu vou, é você eu eu… É meu povo e eu, sempre com voz de Deus…” (Arlindo Cruz – Como um caso de amor – Comp.: Arlindo Cruz / André Renato / Ronaldo Barcellos / Fred Camacho / Marcelinho Moreira)

“… O bem, ilumina o sorriso, também pode dar proteção, o bem é o verdadeiro amigo, é quem dá o abrigo, é quem estende a mão… Num mundo de armadilhas e pecados, armado, tão carente de amor, as vezes é bem mais valorizado, amado, endeusado quem é traidor… E o bem é pra acabar com o desamor… Se a luz do sol não para de brilhar, se ainda existe noite e luar, o mal não pode superar, quem tem fé pra rezar diz amém e ver que todo mundo é capaz de ter um mundo só de amor e paz, quando faz só o bem, quando faz só o bem… O bem, ilumina o sorriso, também pode dar proteção, o bem é o verdadeiro amigo, é quem dá o abrigo, é quem estende a mão… Num mundo de armadilhas e pecados, armado, tão carente de amor, as vezes é bem mais valorizado, amado, endeusado quem é traidor… E o bem é pra acabar com o desamor… Se a luz do sol não para de brilhar, se ainda existe noite e luar, o mal não pode superar, quem tem fé pra rezar diz amém e ver que todo mundo é capaz de ter um mundo só de amor e paz, quando faz só o bem, quando faz só o bem…” (Arlindo Cruz – O Bem – Comp.: Arlindo Cruz / Délcio Luiz )

“Seja perseverante nas boas obras. Nada conseguiremos na vida sem perseverança. Para aprender piano, há necessidade de horas seguidas de estudo diário. O que é o estudo para o pianista, é a perseverança para qualquer outra atividade. Não se deixe arrastar pelo esmorecimento. Reaja com todas as forças que encontrar em seu coração, e terá a beleza da vida em redor de si mesmo.” (Minutos de Sabedoria Pg. 238)

Bom dia pessoal,

As dificuldades com a agenda tem me deixado sem condições de enviar o “Trabalhando com Poesia”. Espero que compreendam.

Nossa sugestão de leitura de hoje:

“Imposto sobre as grandes fortunas aguarda aprovação há mais de 20 anos” Adriana Santiago. – Você sabia que são os mais pobres os que pagam mais impostos no Brasil? Isso ocorre porque a tributação se dá, sobretudo, sobre o consumo, não sobre a renda. Os 10% mais pobres do país comprometem 32% de sua renda em tributos, enquanto os 10% mais ricos pagam 21%. Esse dado alarmante já seria justificativa suficiente para a aprovação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), pautada no Congresso Nacional há mais de 20 anos. Previsto no artigo 153 da Constituição do Brasil de 1988, o imposto é o único dos sete tributos federais que ainda não foi regulamentado. A cobrança desse imposto voltou ao debate nacional após as manifestações de rua, ocorridas em junho deste ano, exigindo melhorias na qualidade de vida da população.
http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=a1b7f6c7d739aa48d5dfaacf54df3994&cod=12300

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Apio Vinagre Nascimento
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LAMENTO DO OFICIAL POR SEU CAVALO MORTO – Cecilia Meirelles

Nós merecemos a morte,
por que somos humanos
e a guerra é feita pelas nossas mãos,
pela nossa cabeça embrulhada em séculos de sombra,
por nosso sangue estranho e instável, pelas ordens
que trazemos por dentro, e ficam sem explicação.

Criamos o fogo, a velocidade, a nova alquimia,
os cálculos do gesto,
embora sabendo que somos irmãos.
Temos até os átomos por cúmplices, e que pecados
de ciência, pelo mar, pelas nuvens, nos astros!
Que delírio sem Deus, nossa imaginação!

E aqui morreste! Oh, tua morte é a minha, que, enganada,
recebes. Não te queixas. Não pensas. Não sabes. Indigno,
ver parar, pelo meu, teu inofensivo coração.
Animal encantado – melhor que nós todos!
– que tinhas tu com este mundo
dos homens?

Aprendias a vida, plácida e pura, e entrelaçada
em carne e sonho, que os teus olhos decifravam…

Personagem – Cecília Meireles

Teu nome é quase indiferente
e nem teu rosto mais me inquieta.
A arte de amar é exatamente
a de se ser poeta.

Para pensar em ti, me basta
o próprio amor que por ti sinto:
és a ideia, serena e casta,
nutrida do enigma do instinto.

O lugar da tua presença
é um deserto, entre variedades:
mas nesse deserto é que pensa
o olhar de todas as saudades.

Meus sonhos viajam rumos tristes
e, no seu profundo universo,
tu, sem forma e sem nome, existes,
silêncio, obscuro, disperso.

Teu corpo, e teu rosto, e teu nome,
teu coração, tua existência,
tudo – o espaço evita e consome:
e eu só conheço a tua ausência.

Eu só conheço o que não vejo.
E, nesse abismo do meu sonho,
alheia a todo outro desejo,
me decomponho e recomponho.

Ou isto ou aquilo – Cecília Meireles

Ou se tem chuva ou não se tem sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

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Trabalhando com Poesia

“… Me cansei de ficar mudo, sem tentar, sem falar, mas não posso deixar tudo como está, como está você?… Tô vivendo por viver, tô cansado de chorar, não sei mais o que fazer, você tem que me ajudar, tá difícil esquecer, impossível não lembrar você… Você, ê, ê… Com o fim do nosso amor eu também tô por aí. Já não sei pra onde vou, quantas noites sem dormir, alivia minha dor e me faça, por favor, sorrir… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz… Me cansei de ficar mudo, sem tentar, sem falar, mas não posso deixar tudo como está, como está você?… Tô vivendo por viver, tô cansado de chorar, não sei mais o que fazer, você tem que me ajudar, tá difícil esquecer, impossível não lembrar você… Você, ê, ê… Com o fim do nosso amor eu também tô por aí. Já não sei pra onde vou, quantas noites sem dormir, alivia minha dor e me faça, por favor, sorrir… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz… Vem pros meus braços, meu amor, meu acalanto. Leva esse pranto pra bem longe de nós dois, não deixe nada pra depois, é a saudade que me diz: que ainda é tempo pra viver feliz…” (Arlindo Cruz – Ainda é tempo pra viver feliz – Comp.: Arlindo Cruz, Sombra e Sombrinha)

“…Eu sempre fui assim mesmo, firmeza total e pureza no coração, eu sempre fui assim mesmo, parceiro fiel que não deixa na mão… É o meu jeito de ser, falar com geral e ir a qualquer lugar e é tão normal de me ver tomando cerveja calçando chinelo no bar… Não dá pra evitar bate papo informal, quando saio pra comprar o pão, falar de futebol e do que tá rolando de novo na televisão… Suburbano nato com muito orgulho, mostro no sorriso nosso clima de subúrbio… Eu gosto de fritada e jogar uma pelada, domingo de sol e fazer churrasquinho com a linha esticada no poste passando cerol… Cantar partido alto no morro, no asfalto sem discriminação porque… Meu nome é favela, e do povo do gueto a minha raiz, becos e vielas, eu encanto e canto uma história feliz… De humildade verdadeira, gente simples de primeira, salve ela o meu nome como é… Meu nome é favela, e do povo do gueto a minha raiz, becos e vielas, eu encanto e canto uma história feliz… De humildade verdadeira, gente simples de primeira “ (Arlindo Cruz – Meu nome é favela – Comp.: Rafael Delgado)

“… Nunca mais ouvi falar de amor, nunca mais eu vi a flor, nunca mais um beija-flor, nunca mais um grande amor assim, que me fizesse um sonhador, levando a dor pra ter um fim, pra nunca mais e nunca mais, amor, eu tive jeito de sorrir, eu tive peito de me abrir… Ando louco de saudade, saudade ô que é louca por você, o tempo voa e não perdoa, só magoa, solidão… Quem ama, chora, chora quem ama, quem diz que não ama, não sonha em vão… Se a gente chora, é, tem saudade, e até se atreve voltar atrás. Que a velha frase o vento leve, era até breve, não, nunca mais… Nunca mais ouvi falar de amor, nunca mais eu vi a flor, nunca mais um beija-flor, nunca mais um grande amor assim, que me fizesse um sonhador, levando a dor pra ter um fim, pra nunca mais e nunca mais, amor, eu tive jeito de sorrir, eu tive peito de me abrir… Ando louco de saudade, saudade ô que é louca por você, o tempo voa e não perdoa, só magoa, solidão… Quem ama, chora, chora quem ama, quem diz que não ama, não sonha em vão… Se a gente chora, é, tem saudade, e até se atreve voltar atrás. Que a velha frase o vento leve, era até breve, não, nunca mais…” (Arlindo Cruz e Beth Carvalho – Saudade louca – Comp.: Arlindo Cruz – Franco – Acyr Marques)

“Se você quiser encontrar paz e alegria neste mundo, espalhe em torno de si otimismo e bondade. Não se deixe ficar inativo na comodidade que nada produz. É pelo trabalho em benefício do próximo que armazenamos energias, a fim de vencer os embates da vida. Não pare jamais, não perca as oportunidades que se apresentam diariamente de fazer o bem, para que o bem venha abundante sobre você.” (Minutos de Sabedoria Pg. 237)

Bom dia pessoal,

O corre-corre de ontem não me permitiu publicar o “Trabalhando com Poesia”. Acabei quase não acessando a internet no dia de ontem, por conta das tarefas do dia.
Nas nossas sugestões de leitura de hoje:

“MALDITOS LIBERAIS, PROGRESSISTAS PATETICOS” Tariq Ramadan, “Horror in Egypt: Saying It Once, Saying It Again” – Minhas recentes análises dos levantes árabes e da crise em curso na Tunísia e no Egito receberam abundante comentário crítico. Minha posição sobre os levantes árabes, a história deles e as questões que propõem, está claramente exposta em meu livro Islam and the Arab Uprising. Eventos recentes confirmaram que não errei. Quem queira esclarecimentos, que leia ou releia meu livro. (…)

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12263

“América Latina: A contraditória etapa de um continente”, por Márcio Zonta, de Guararema (SP) – Com o olhar sobre uma América Latina em permanente disputa econômica, política e cultural entre grandes grupos internacionais capitalistas, burguesias regionais e governos de esquerda, o economista argentino Claudio Katz afirma que o neo-desenvolvimentismo adotado por alguns países não rompeu com o neoliberalismo.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=14ea12a8d4c1ce8ae45564cddc241e95&cod=12288

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MARINHA – Cecília Meirelles
O barco é negro sobre o azul.
Sobre o azul os peixes são negros.
Desenham malhas negras as redes, sobre o azul.

Sobre o azul, os peixes são negros.
Negras são as vozes dos pescadores,
atirando-se palavras no azul.

É o último azul do mar e do céu.
A noite já vem, dos lados de Burma,
toda negra, molhada de azul:

– a noite que chega também do mar.

INTERLÚDIO – Cecília Meirelles
As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.

Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.

Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.

Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.

Fico ao teu lado.

É PRECISO NÃO ESQUECER NADA – Cecília Meirelles
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

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Trabalhando com Poesia

“… O meu lugar, é caminho de Ogum e Iansã, lá tem samba até de manhã, uma ginga em cada andar… O meu lugar, é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor, e cerveja pra comemorar… O meu lugar, tem seus mitos e seres de luz, é bem perto de Oswaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo, Irajá… O meu lugar, é sorriso é paz e prazer, o seu nome é doce dizer, Madureira, lá, laiá… Madureira, lá, laiá… O meu lugar, é caminho de Ogum e Iansã, lá tem samba até de manhã, uma ginga em cada andar… O meu lugar, é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor, e cerveja pra comemorar… O meu lugar, tem seus mitos e seres de luz, é bem perto de Oswaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo, Irajá… O meu lugar, é sorriso é paz e prazer, o seu nome é doce dizer, Madureira, lá, laiá… Madureira, lá, laiá… Ah que lugar, a saudade me faz relembrar, os amores que eu tive por lá, é difícil esquecer… Doce lugar, que é eterno no meu coração, e aos poetas traz inspiração, pra cantar e escrever… Ai meu lugar, quem não viu Tia Eulália dançar, Vó Maria o terreiro benzer, e ainda tem jongo à luz do luar… Ah que lugar, tem mil coisas pra a gente dizer, o difícil é saber terminar, Madureira, lá, laiá… Madureira, lá, laiá… Em cada esquina um pagode um bar, em Madureira. Império e Portela também são de lá, em Madureira… E no Mercadão você pode comprar, por uma pechincha você vai levar, um dengo, um sonho pra quem sonhar, em Madureira… E quem se habilita até pode chegar, tem jogo de ronda, caipira e bilhar, buraco, sueca pro tempo passar, em Madureira… E uma fezinha até posso fazer, no grupo dezena, centena e milhar, pelos setes lados eu vou te cercar, em Madureira…” (Arlindo Cruz – Meu lugar – Comp.: Arlindo Cruz / Mauro Diniz)

“… O que é o amor?… Se perguntar o que é o amor pra mim, não sei responder, não sei explicar, mas sei que o amor nasceu dentro de mim, me fez renascer, me fez despertar… Me disseram uma vez que o danado do amor pode ser fatal, dor sem ter remédio pra curar, me disseram também, que o amor faz o bem e que vence o mau, até hoje ninguém conseguiu definir o que é o amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor… Se perguntar o que é o amor pra mim, não sei responder, não sei explicar, mas sei que o amor nasceu dentro de mim, me fez renascer, me fez despertar… Me disseram uma vez que o danado do amor pode ser fatal, dor sem ter remédio pra curar, me disseram também, que o amor faz o bem e que vence o mau, até hoje ninguém conseguiu definir o que é o amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor… Quando a gente ama, brilha mais que o sol, é muita luz, é emoção, o amor… Quando a gente ama, é o clarão do luar, que vem abençoar, o nosso amor…” (Arlindo Cruz – O que é o amor? – Comp.: Arlindo Cruz)

“… Eu tenho tanto pra te falar, não sei por onde vou começar. Toda hora que eu te vejo, quase morro de desejo, acho que é paixão!… A timidez tentou me calar, mas desta vez não posso guardar, toda hora eu te admiro, toda hora eu te respiro, acho que é paixão… Será que é amor? Parece muito mais, meu anjo minha flor, minha canção de paz… A luz do teu olhar clareia o meu viver, não posso mais ficar sem você… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… Eu tenho tanto pra te falar, não sei por onde vou começar. Toda hora que eu te vejo, quase morro de desejo, acho que é paixão!… A timidez tentou me calar, mas desta vez não posso guardar, toda hora eu te admiro, toda hora eu te respiro, acho que é paixão… Será que é amor? Parece muito mais, meu anjo minha flor, minha canção de paz… A luz do teu olhar clareia o meu viver, não posso mais ficar sem você… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… Não deixa o nosso desejo virar poeira, um oceano de amor que não pode secar… Minha paixão eu te juro é pra vida inteira e você pode usar e abusar de amar… E você pode usar e abusar de amar… E você pode usar e abusar de amar…“ (Arlindo Cruz – Será que é amor? – Comp.: Arlindo Cruz / Babi / Jr. Dom)

“Não seja impaciente! Não tenha pressa em chegar ao fim. Deixe que o tempo amadureça os frutos, de modo que possa colhê-los amadurecidos. Caminhe com segurança e constância, porque tudo nos chegará na hora exata e mais oportuna. Os frutos amadurecidos à força não são tão saborosos quanto os que amadurecem naturalmente. Saiba esperar com paciência e não desanime.” (Minutos de Sabedoria Pg. 236)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Final de semana movimentado para a torcida do Bahia, que no sábado aprovou por esmagadora maioria a alteração do Estatuto do clube e agora vai em direção à eleição direta para sua Direção e Conselho Deliberativo.

Um dia histórico. Assim pode ser definido o sábado (17/08), vivido por cerca de 4 mil sócios do Esporte Clube Bahia. Desde as primeiras horas da manhã eles foram chegando à Ladeira da Fonte das Pedras para participar da Assembleia convocada pela comissão de intervenção, para apreciar propostas de alteração do estatuto tricolor, visando as eleições que devem se realizar no próximo dia 31/08, em local ainda não divulgado.

As 5 propostas de alteração, nas palavras do Interventor Carlos Ratis adequarão o Bahia à Lei Pelé, que é a Lei Federal em vigor e que deve ser cumprida. O Interventor efetivamente caiu nas graças da torcida do esquadrão que criou grito de guerra em sua homenagem e foi por ele regida em duas ocasiões: pela manhã ao cantar o já notório “Bahia minha vida, Bahia meu amor” e pela tarde entoando o hino do esquadrão. Vejam as propostas aprovadas na nossa Assembleia:

– Ficha-limpa: ninguém poderá ser candidato à presidência ou a cargo de conselheiro se possuir condenação judicial.

– Eleição direta: sócios elegem diretamente o presidente, que terá de se dedicar integralmente ao cargo e teria salário estipulado pelo Conselho Deliberativo.

– Redução do Conselho: de 300 para 100 componentes, e sua eleição será proporcional aos votos recebidos por cada chapa.

– Maioridade eleitoral: a idade mínima para votar será reduzida de 18 para 16 anos. A idade mínima para associação também será reduzida de 18 para zero ano.

– Mandato-tampão: presidente eleito durante a intervenção comandará o clube até dezembro de 2014 e não poderia se reeleger.

Políticos e craques do passado foram também presenças muito notadas, além dos presidenciáveis. No campo dos ex jogadores Zé Carlos e Bobô foram os mais assediados, juntamente com Osni Lopes e Sapatão. Bobô foi enfático logo pela manhã, ainda na fila de entrada ao afirmar que não será candidato nestes eleições do dia 31, mas, deixou transparecer o desejo de fazê-lo em 2014.

A votação final apresentou o seguinte resultado:

Sócios antigos: 347 votos pelas mudanças, 1 voto contra e 8 nulos (Cédulas não assinadas conforme determinado no Edital)

Sócios Novos: 2742 Votos pelas mudanças, 17 Votos nulos e 5 Votos contrários

Votos totais: 3089 Votos pelas mudanças, 25 Votos nulos e 06 Votos contrários

Segundo Ratis, já na Segunda Feira o novo estatuto aprovado irá a processo de Registro e a Comissão deverá adotar as providências para a viabilização do processo eleitoral.

No âmbito do Direito, a Ordem dos Advogados do Brasil realizou ontem (18) o seu XI Exame unificado. O Resultado preliminar das provas objetivas será divulgado dia 28 de Agosto quando se abre o prazo para eventuais recursos. A Prova de Pratica profissional (2ª fase) se realizará no próximo dia 06 de Outubro).

Confira os Gabaritos das provas de ontem:

http://img-oab.fgv.br/336/20130818072221-GABARITOS%20PRELIMIARES_XI_EXAME_DE_ORDEM.pdf

Em nossa sugestão de leitura de hoje dois textos do Site Pátria Latina, encaminhados pelo amigo Valter Xéu:
“O Maranhão da família Sarney”, por Janguiê Diniz – Todos já sabemos que o Nordeste é a região do país que mais se desenvolveu no Brasil entre 2000 e 2010. Entretanto, esse desenvolvimento parece ainda não atingir todos os estados da região. Apesar de todos os esforços, Maranhão e Piauí ainda não atingiram o ritmo de crescimento esperado.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=c851a9fd59eb3a9185457daa22f95c96&cod=12231

“MORTE E VIDA AMARILDA”, Por José Ribamar Bessa Freire – Guardem essa data, que ela é quente: 14 de julho de 2013. Na França, o povo comemora nas ruas mais de dois séculos da queda da Bastilha. Em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, às 20h15, termina o jogo Flamengo x Vasco. Nessa hora, no Rio, na Rocinha, vários policiais militares, entre eles o soldado Douglas Roberto Vital, o “Cara de Macaco”, prendem o ajudante de pedreiro, Amarildo Dias de Souza, diante de uma birosca perto de sua casa. Ele é levado à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local “para prestar esclarecimentos”. Nunca mais foi visto. Até hoje.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12230

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/19/trabalhando-com-poesia-491/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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LEVEZA

Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.

AQUI ESTÁ MINHA VIDA (Cecília Meireles)

Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento
Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento.

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Trabalhando com Poesia

“… Nunca mais a natureza da manhã, e a beleza no artifício da cidade, num edifício sem janela, desenhei os olhos dela, entre vestígios de bala e a luz da televisão… Os meus olhos têm a fome do horizonte, sua face é um espelho sem promessa, por dezembros atravesso oceanos e desertos, vendo a morte assim tão perto, minha vida em suas mãos… O trem se vai, na noite sem estrelas… E o dia vem, nem eu nem trem nem ela… Nunca mais a natureza da manhã, e a beleza no artifício da cidade, num edifício sem janela, desenhei os olhos dela, entre vestígios de bala e a luz da televisão… Os meus olhos têm a fome do horizonte, sua face é um espelho sem promessa, por dezembros atravesso oceanos e desertos, vendo a morte assim tão perto, minha vida em suas mãos… O trem se vai, na noite sem estrelas… E o dia vem, nem eu nem trem nem ela…” (Zeca Baleiro e Fagner – Dezembros – Comp.: Fagner, Fausto Nilo e Zeca Baleiro)

“…Não fui eu nem Deus, não foi você nem foi ninguém. Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder, tem que acontecer, tem que ser assim: Nada permanece inalterado até o fim. Se ninguém tem culpa não se tem condenação, se o que ficou do grande amor é solidão, se um vai perder outro vai ganhar, é assim que eu vejo a vida e ninguém vai mudar… Eu daria tudo pra não ver você cansada, pra não ver você calada, pra não ver você chateada, cara de desesperada, mas não posso fazer nada, não sou Deus nem sou Senhor… Eu daria tudo, pra não ver você chumbada, pra não ver você baleada, pra não ver você arreada, a mulher abandonada, mas não posso fazer nada, eu sou um compositor popular… Eu daria tudo, pra não ver você zangada, pra não ver você cansada, pra não ver você chateada, cara de desesperada, mas não posso fazer nada, não sou Deus, nem sou Senhor… Eu daria tudo, pra não ver você chumbada, pra não ver você baleada, pra não ver você arreada, a mulher abandonada, mas não posso fazer nada, eu sou um compositor popular… “ (Zeca Baleiro – Tem que acontecer – Comp.: Sergio Sampaio)

h http://www.youtube.com/watch?v=jO5hO3XfyIg

“… Essa noite não tem lua, eu sei porque vi com meus olhos, além dos luminosos que não brilham mais, dorme às escuras a lua… Pra onde vai nosso amor, Nossa sede?… Há tempos que pergunto isto, nem mesmo Jesus Cristo pendurado na parede saberia a resposta… Vem comigo, vem, já tenho quase tudo que me basta, a flor no pasto, a mesa posta, minha música e teu calor, agora só me falta aprender o silêncio…” (Zeca Baleiro – O Silêncio – Comp.: Zeca Baleiro)

Confira outros sucessos de Zeca Baleiro:

“Não existem pessoas realmente más. Ou são enfermas ou não têm conhecimento da grande lei de que recebemos exatamente aquilo que damos. quem é enfermo precisa ser curado. Quem pratica o mal precisa ser elucidado. Mas de modo algum podemos agir com ódio e maldade. Procure ensinar aos outros pelo seu próprio exemplo, compreendendo
que a maldade é uma situação transitória do homem.” (Minutos de Sabedoria Pg. 235)

Boa noite pessoal,

O dia corrido de ontem e hoje só me permitiram trazer o “Trabalhando com Poesia” agora.

O caminhar das coisas têm me mostrado que ter fé, perseverar e manter-se leais a seus ideais e a quem efetivamente merece lealdade, sempre atrai resultados positivos. Nunca perca a fé, mesmo nos momentos mais difíceis. O triunfo virá. Persevere!

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Pátria Latina. Vale conferir:

“John Kerry e a face do banditismo internacional”, Por Renato Rabelo* O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitou o Brasil. Em princípio, o motivo da viagem de Kerry seria fazer um pedido de desculpas ao nosso país pelas comprovadas ações de espionagem praticadas pelos EUA em território brasileiro. Ao menos era o que se esperava de um homem que representa um país que, em tese, arvora-se do direito de defesa da “democracia”, “liberdade de expressão” e dos “direitos humanos”.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=2c5201a7391fedbc40c3cc6aa057a029&cod=12217

“Criada por brasileiro, ‘luz engarrafada’ já beneficia 1 milhão de casas no mundo” – O ano era 2002 e o Brasil enfrentava uma severa crise energética, o famoso “apagão”, que deixou muita gente às escuras em todo o país. Em meio ao problema, um mecânico de Uberaba (MG) fez jus ao famoso lema de que “com crise se cresce” e inventou algo capaz de deixar Thomas Edison (o criador da lâmpada) muito orgulhoso, onde quer que esteja.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=328bcd967480c1e8e902094e0a0d97a2&cod=12214

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Apio Vinagre Nascimento
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A Carolina – Machado de Assis

Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs o mundo inteiro.
Trago-te flores – restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.

Erro – Machado de Assis

Erro é teu. amei-te um dia
com esse amor passageiro
que nasce na fantasia
e não chega ao coração;
não foi amor, foi apenas
uma ligeira impressão;
um querer indiferente,
em tua presença, vivo,
morto, se estavas ausente;
e, se ora me vês esquivo,
se, como outrora, não vês
meus incensos de poeta
ir eu queimar a teus pés
é que — como obra de um dia,
passou-me esta fantasia.
para eu amar-te, devias
outra ser e não como eras.
tuas frívolas quimeras,
teu vão amor de ti mesma.
essa pêndula gelada
que chamavas coração,
eram bem fracos liames
para que a alma enamorada
me conseguissem prender;
foram baldados tentames,
saiu contra ti o azar,
e, embora pouca, perdeste
a glória de me arrastar
ao teu carro… vãs quimeras!
para eu amar-te devias
outra ser e não como eras…

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Trabalhando com Poesia

“… Ela achou o meu cabelo engraçado, proibida pra mim, no way. Disse que não podia ficar, mas levou a sério o que eu falei… Vou fazer de tudo o que eu puder, eu vou roubar essa mulher pra mim. Eu posso te ligar a qualquer hora, mas eu nem sei o seu nome!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Eu me flagrei pensando em você, em tudo o que eu queria te dizer. Em uma noite especialmente boa, não há nada mais que a gente possa fazer… Vou fazer de tudo o que eu puder. Vou roubar essa mulher pra mim. Eu posso te ligar a qualquer hora, mas eu nem sei o seu nome! Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Eu me flagrei pensando em você, em tudo o que eu queria te dizer. Em uma noite especialmente boa, não há nada mais que a gente possa fazer… Vou fazer de tudo o que eu puder. Vou roubar essa mulher pra mim. Eu posso te ligar a qualquer hora, mas eu nem sei o seu nome!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!… Se não eu, quem vai fazer você feliz?… Se não eu, Quem vai fazer você feliz? Guerra!…” (Zeca Baleiro – Proibida pra mim – Comp.: Guilermo Pelado)

“… Baby! I’m so alone, vamos pra Babylon! Viver a pão-de-ló e möet chandon, vamos pra Babylon! vamos pra Babylon!… Gozar! Sem se preocupar com amanhã, vamos pra Babylon, Baby! Baby! Babylon!… Comprar o que houver, au revoir ralé, finesse s’il vous plait mon dieu je t’aime glamour, Manhattan by night, passear de iate nos mares do pacífico sul… Baby! I’m alive like a Rolling Stone, vamos pra Babylon, vida é um souvenir, made in Hong Kong, vamos pra Babylon! Vamos pra Babylon!… Vem ser feliz ao lado deste bon vivant, vamos pra Babylon, Baby! Baby! Babylon!… De tudo provar, champanhe, caviar, scotch, escargot, ray-ban, Bye, bye miserê, kaya now to me, o céu seja aqui, minha religião é o prazer… Não tenho dinheiro pra pagar a minha yoga, não tenho dinheiro pra bancar a minha droga, eu não tenho renda pra descolar a merenda, cansei de ser duro, vou botar minh’alma à venda… Eu não tenho grana pra sair com o meu broto, eu não compro roupa, por isso que eu ando roto, nada vem de graça, nem o pão, nem a cachaça, quero ser o caçador, ando cansado de ser caça… Não tenho dinheiro pra pagar a minha yoga, não tenho dinheiro pra bancar a minha droga, eu não tenho renda pra descolar a merenda, cansei de ser duro, vou botar minh’alma à venda… Eu não tenho grana pra sair com o meu broto, eu não compro roupa, por isso que eu ando roto, nada vem de graça, nem o pão, nem a cachaça, quero ser o caçador, ando cansado de ser caça… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon… Ai, morena! Viver é bom, esquece as penas, vem morar comigo em Babylon…” (Zeca Baleiro – Babylon – Comp.: Zeca Baleiro)

“… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não vou em bola dividida, pois se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo: Se ela faz com ele vai fazer comigo… Se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo, se ela faz com ele vai fazer comigo… E vai fazer comigo exatamente igual, ela é uma morena sensacional, digna de um crime passional e eu não quero ser manchete de jornal… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não quero que essa gente diga: Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou… Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não vou em bola dividida, pois se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo: Se ela faz com ele vai fazer comigo… Se eu ganho a moça eu tenho o meu castigo, se ela faz com ele vai fazer comigo… E vai fazer comigo exatamente igual, ela é uma morena sensacional, digna de um crime passional e eu não quero ser manchete de jornal… Será que essa gente percebeu? que essa morena desse amigo meu, tá me dando bola tão descontraída, só que eu não quero que essa gente diga: Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou… Esse camarada se androginou, a moça deu bola a ele e ele nem ligou…” (Zeca Baleiro– Bola dividida – Comp.: Luiz Ayr)

“… Sempre que te vejo assim: linda, nua e um pouco nervosa, minha velha alma, cria alma nova. Quer voar pela boca, quer sair por aí… E eu digo: Calma alma minha, calminha! ainda não é hora de partir… Sempre que te vejo assim: linda, nua e um pouco nervosa, minha velha alma, cria alma nova. Quer voar pela boca, quer sair por aí… E eu digo: Calma alma minha, calminha! ainda não é hora de partir… Então ficamos minha alma e eu, olhando o corpo teu, sem entender… Como é que a alma entra nessa história, afinal o amor é tão carnal… Eu bem que tento, tento entender, mas a minha alma não quer nem saber. Só quer entrar em você, como tantas vezes já me viu fazer… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… Então ficamos minha alma e eu, olhando o corpo teu, sem entender… Como é que a alma entra nessa história, afinal o amor é tão carnal… Eu bem que tento, tento entender, mas a minha alma não quer nem saber. Só quer entrar em você, como tantas vezes já me viu fazer… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… E eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender… Eu digo: Calma alma minha, calminha! Você tem muito que aprender…” (Zeca Baleiro – Alma nova – Comp.: Zeca Baleiro e Fernando Abreu)

“’Quem alimenta o ódio atira fogo ao próprio coração’, escreveu André Luis. Se alguém o magoou, se o ofendeu com calúnias, não o imite, repetindo os mesmos erros. Coloque-se acima dele, sabendo relevar. E procure esquecer, porque o pensamento negativo da raiva atrai, para nós, a onda de maldade que nosso infeliz adversário lança contra nós. Para ser feliz, saiba relevar e esquecer.” (Minutos de Sabedoria Pg. 234)

Boa noite pessoal,

O dia de hoje é dedicado a três pessoas que estão aniversariando: Meu filho João Victor, minha sobrinha Naninha e minha tia Rosa, que herdei da relação com Cláudia e por quem tenho um carinho grande.

O dia de ontem não me permitiu realizar o “Trabalhando com Poesia”. Estive a tarde na OAB-Bahia para receber a minha carteira de estagiário inscrito na Ordem. A presença de minha mãe, de minha irmã Patrícia e minha sobrinha Naninha me levaram grande alegria e emoção. Agradeço as dezenas de mensagens de estímulo e congratulações no meu perfil do Facebook. Valeu!

Nossa sugestão de leitura de hoje foi descoberta no sábado, durante uma aula de extensão de Direito da infância e da Adolescência, com o Professor Cléver Jatobá, que nos oportunizou a leitura do seu blog e, nele achei este bom artigo, que compartilho com vocês:

“Quem Procura, Acha!!! – Bisbilhotar os SMS, E-mail e Carteira é violação da Intimidade? – O ciúme é por muitos concebido como uma das expressões do amor (sic), pois só sente ciúme aquele que gosta. Diz o provérbio popular que “o ciúme apimenta o relacionamento”. Ocorre, porém, vale alertar que pimenta demais faz mal à saúde do relacionamento. Bem, tratando-se de um sentimento humano, o ciúme é algo natural, pois toda e qualquer pessoa pode senti-lo. Ocorre, porém, que quando o mesmo rouba a cena e transcende ao tênue limite do razoável, pode implicar em graves violações aos direitos e até causar danos irreversíveis às pessoas que integram o relacionamento, ou até desaguar em lamentáveis episódios criminais. Isso mesmo, só para que se tenha ideia, crimes passionais normalmente são fomentados pelo ciúme doentio.”

Leia mais no Portal Acadêmico Professor Clever Jatobá:

http://cleverjatoba.blogspot.com.br/2013/07/quem-procura-acha.html

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PAI CONTRA MÃE (Machado de Assis)

Publicado originalmente em Relíquias de casa velha 1906

A escravidão levou consigo ofícios e aparelhos, como terá sucedido a outras instituições sociais. Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço, outro o ferro ao pé; havia também a máscara de folha-de-flandres. A máscara fazia perder o vício da embriaguez aos escravos, por lhes tapar a boca. Tinha só três buracos, dois para ver, um para respirar, e era fechada atrás da cabeça por um cadeado. Com o vício de beber, perdiam a tentação de furtar, porque geralmente era dos vinténs do senhor que eles tiravam com que matar a sede, e aí ficavam dois pecados extintos, e a sobriedade e a honestidade certas. Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. Mas não cuidemos de máscaras.

O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado.

Há meio século, os escravos fugiam com freqüência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos, pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando.

Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. Quando não vinha a quantia, vinha promessa: “ — ou “. Muita vez o anúncio trazia em cima ou ao lado uma vinheta, figura de preto, descalço, correndo, vara ao ombro, e na ponta uma trouxa. Protestava-se com todo o rigor da lei contra quem o acoitasse. [1]

Ora, pegar escravos fugidios era um ofício do tempo. Não seria nobre, mas por ser instrumento da força com que se mantêm a lei e a propriedade, trazia esta outra nobreza implícita das ações reivindicadoras. Ninguém se metia em tal ofício por desfastio ou estudo; a pobreza, a necessidade de uma achega, a inaptidão para outros trabalhos, o acaso, e alguma vez o gosto de servir também, ainda que por outra via, davam o impulso ao homem que se sentia bastante rijo para pôr ordem à desordem.

Cândido Neves — em família, Candinho —, é a pessoa a quem se liga a história de uma fuga, cedeu à pobreza, quando adquiriu o ofício de pegar escravos fugidos. Tinha um defeito grave esse homem, não agüentava emprego nem ofício, carecia de estabilidade; é o que ele chamava caiporismo. Começou por querer aprender tipografia, mas viu cedo que era preciso algum tempo para compor bem, e ainda assim talvez não ganhasse o bastante; foi o que ele disse a si mesmo. O comércio chamou-lhe a atenção, era carreira boa. Com algum esforço entrou de caixeiro para um armarinho. A obrigação, porém, de atender e servir a todos feria-o na corda do orgulho, e ao cabo de cinco ou seis semanas estava na rua por sua vontade. Fiel de cartório, contínuo de uma repartição anexa ao Ministério do Império, carteiro e outros empregos foram deixados pouco depois de obtidos.

Quando veio a paixão da moça Clara, não tinha ele mais que dívidas, ainda que poucas, porque morava com um primo, entalhador de ofício. Depois de várias tentativas para obter emprego, resolveu adotar o ofício do primo, de que aliás já tomara algumas lições. Não lhe custou apanhar outras, mas, querendo aprender depressa, aprendeu mal. Não fazia obras finas nem complicadas, apenas garras para sofás e relevos comuns para cadeiras. Queria ter em que trabalhar quando casasse, e o casamento não se demorou muito.

Contava trinta anos, Clara vinte e dois. Ela era órfã, morava com uma tia, Mônica, e cosia com ela. Não cosia tanto que não namorasse o seu pouco, mas os namorados apenas queriam matar o tempo; não tinham outro empenho. Passavam às tardes, olhavam muito para ela, ela para eles, até que a noite a fazia recolher para a costura. O que ela notava é que nenhum deles lhe deixava saudades nem lhe acendia desejos. Talvez nem soubesse o nome de muitos. Queria casar, naturalmente. Era, como lhe dizia a tia, um pescar de caniço, a ver se o peixe pegava, mas o peixe passava de longe; algum que parasse, era só para andar à roda da isca, mirá-la, cheirá-la, deixá-la e ir a outras.
O amor traz sobrescritos. Quando a moça viu Cândido Neves, sentiu que era este o possível marido, o marido verdadeiro e único. O encontro deu-se em um baile; tal foi — para lembrar o primeiro ofício do namorado — tal foi a página inicial daquele livro, que tinha de sair mal composto e pior brochado. O casamento fez-se onze meses depois, e foi a mais bela festa das relações dos noivos. Amigas de Clara, menos por amizade que por inveja, tentaram arredá-la do passo que ia dar. Não negavam a gentileza do noivo, nem o amor que lhe tinha, nem ainda algumas virtudes; diziam que era dado em demasia a patuscadas.

— Pois ainda bem, replicava a noiva; ao menos, não caso com defunto.
— Não, defunto não; mas é que…

Não diziam o que era. Tia Mônica, depois do casamento, na casa pobre onde eles se foram abrigar, falou-lhes uma vez nos filhos possíveis. Eles queriam um, um só, embora viesse agravar a necessidade.

— Vocês, se tiverem um filho, morrem de fome, disse a tia à sobrinha.
— Nossa Senhora nos dará de comer, acudiu Clara.

Tia Mônica devia ter-lhes feito a advertência, ou ameaça, quando ele lhe foi pedir a mão da moça; mas também ela era amiga de patuscadas, e o casamento seria uma festa, como foi.

A alegria era comum aos três. O casal ria a propósito de tudo. Os mesmos nomes eram objeto de trocados, Clara, Neves, Cândido; não davam que comer, mas davam que rir, e o riso digeria-se sem esforço. Ela cosia agora mais, ele saía a empreitadas de uma coisa e outra; não tinha emprego certo.

Nem por isso abriam mão do filho. O filho é que, não sabendo daquele desejo específico, deixava-se estar escondido na eternidade. Um dia, porém, deu sinal de si a criança; varão ou fêmea, era o fruto abençoado que viria trazer ao casal a suspirada ventura. Tia Mônica ficou desorientada, Cândido e Clara riram dos seus sustos.

— Deus nos há de ajudar, titia, insistia a futura mãe.

A notícia correu de vizinha a vizinha. Não houve mais que espreitar a aurora do dia grande. A esposa trabalhava agora com mais vontade, e assim era preciso, uma vez que, além das costuras pagas, tinha de ir fazendo com retalhos o enxoval da criança. À força de pensar nela, vivia já com ela, media-lhe fraldas, cosia-lhe camisas. A porção era escassa, os intervalos longos. Tia Mônica ajudava, é certo, ainda que de má vontade.

— Vocês verão a triste vida, suspirava ela.
— Mas as outras crianças não nascem também? perguntou Clara.
— Nascem, e acham sempre alguma coisa certa que comer, ainda que pouco…
— Certa como?
— Certa, um emprego, um ofício, uma ocupação, mas em que é que o pai dessa infeliz criatura que aí vem gasta o tempo?

Cândido Neves, logo que soube daquela advertência, foi ter com a tia, não áspero, mas muito menos manso que de costume, e lhe perguntou se já algum dia deixara de comer.

— A senhora ainda não jejuou senão pela Semana Santa, e isso mesmo quando não quer jantar comigo. Nunca deixamos de ter o nosso bacalhau…
— Bem sei, mas somos três.
— Seremos quatro.
— Não é a mesma coisa.
— Que quer então que eu faça além do que faço?
— Alguma coisa mais certa. Veja o marceneiro da esquina, o homem do armarinho, o tipógrafo que casou sábado, todos têm um emprego certo… Não fique zangado; não digo que você seja vadio, mas a ocupação que escolheu é vaga. Você passa semanas sem vintém.
— Sim, mas lá vem uma noite que compensa tudo, até de sobra. Deus não me abandona, e preto fugido sabe que comigo não brinca; quase nenhum resiste, muitos entregam-se logo.

Tinha glória nisto, falava da esperança como de capital seguro. Daí a pouco ria, e fazia rir à tia, que era naturalmente alegre, e previa uma patuscada no batizado.

Cândido Neves perdera já o ofício de entalhador, como abrira mão de outros muitos, melhores ou piores. Pegar escravos fugidos trouxe-lhe um encanto novo. Não obrigava a estar longas horas sentado. Só exigia força, olho vivo, paciência, coragem e um pedaço de corda. Cândido Neves lia os anúncios, copiava-os, metia-os no bolso e saía às pesquisas. Tinha boa memória. Fixados os sinais e os costumes de um escravo fugido, gastava pouco tempo em achá-lo, segurá-lo, amarrá-lo e levá-lo. A força era muita, a agilidade também. Mais de uma vez, a uma esquina, conversando de coisas remotas, via passar um escravo como os outros, e descobria logo que ia fugido, quem era, o nome, o dono, a casa deste e a gratificação; interrompia a conversa e ia atrás do vicioso. Não o apanhava logo, espreitava lugar azado, e de um salto tinha a gratificação nas mãos. Nem sempre saía sem sangue, as unhas e os dentes do outro trabalhavam, mas geralmente ele os vencia sem o menor arranhão.

Um dia os lucros entraram a escassear. Os escravos fugidos não vinham já, como dantes, meter-se nas mãos de Cândido Neves. Havia mãos novas e hábeis. Como o negócio crescesse, mais de um desempregado pegou em si e numa corda, foi aos jornais, copiou anúncios e deitou-se à caçada. No próprio bairro havia mais de um competidor. Quer dizer que as dívidas de Cândido Neves começaram de subir, sem aqueles pagamentos prontos ou quase prontos dos primeiros tempos. A vida fez-se difícil e dura. Comia-se fiado e mal; comia-se tarde. O senhorio mandava pelos aluguéis.

Clara não tinha sequer tempo de remendar a roupa ao marido, tanta era a necessidade de coser para fora. Tia Mônica ajudava a sobrinha, naturalmente. Quando ele chegava à tarde, via-se-lhe pela cara que não trazia vintém. Jantava e saía outra vez, à cata de algum fugido. Já lhe sucedia, ainda que raro, enganar-se de pessoa, e pegar em escravo fiel que ia a serviço de seu senhor; tal era a cegueira da necessidade. Certa vez capturou um preto livre; desfez-se em desculpas, mas recebeu grande soma de murros que lhe deram os parentes do homem.

— É o que lhe faltava! exclamou a tia Mônica, ao vê-lo entrar, e depois de ouvir narrar o equívoco e suas conseqüências. Deixe-se disso, Candinho; procure outra vida, outro emprego.

Cândido quisera efetivamente fazer outra coisa, não pela razão do conselho, mas por simples gosto de trocar de ofício; seria um modo de mudar de pele ou de pessoa. O pior é que não achava à mão negócio que aprendesse depressa.
A natureza ia andando, o feto crescia, até fazer-se pesado à mãe, antes de nascer. Chegou o oitavo mês, mês de angústias e necessidades, menos ainda que o nono, cuja narração dispenso também. Melhor é dizer somente os seus efeitos. Não podiam ser mais amargos.

— Não, tia Mônica! bradou Candinho, recusando um conselho que me custa escrever, quanto mais ao pai ouvi-lo. Isso nunca!

Foi na última semana do derradeiro mês que a tia Mônica deu ao casal o conselho de levar a criança que nascesse à Roda dos Enjeitados. Em verdade, não podia haver palavra mais dura de tolerar a dois jovens pais que espreitavam a criança, para beijá-la, guardá-la, vê-la rir, crescer, engordar, pular… Enjeitar quê? enjeitar como? Candinho arregalou os olhos para a tia, e acabou dando um murro na mesa de jantar. A mesa, que era velha e desconjuntada, esteve quase a se desfazer inteiramente. Clara interveio.

— Titia não fala por mal, Candinho.
— Por mal? replicou tia Mônica. Por mal ou por bem, seja o que for, digo que é o melhor que vocês podem fazer. Vocês devem tudo; a carne e o feijão vão faltando. Se não aparecer algum dinheiro, como é que a família há de aumentar? E depois, há tempo; mais tarde, quando o senhor tiver a vida mais segura, os filhos que vierem serão recebidos com o mesmo cuidado que este ou maior. Este será bem-criado, sem lhe faltar nada. Pois então a Roda é alguma praia ou monturo? Lá não se mata ninguém, ninguém morre à toa, enquanto que aqui é certo morrer, se viver à míngua. Enfim…

Tia Mônica terminou a frase com um gesto de ombros, deu as costas e foi meter-se na alcova. Tinha já insinuado aquela solução, mas era a primeira vez que o fazia com tal franqueza e calor — crueldade, se preferes. Clara estendeu a mão ao marido, como a amparar-lhe o ânimo; Cândido Neves fez uma careta, e chamou maluca à tia, em voz baixa. A ternura dos dois foi interrompida por alguém que batia à porta da rua.

— Quem é? perguntou o marido.
— Sou eu.

Era o dono da casa, credor de três meses de aluguel, que vinha em pessoa ameaçar o inquilino. Este quis que ele entrasse.

— Não é preciso…
— Faça favor.

O credor entrou e recusou sentar-se; deitou os olhos à mobília para ver se daria algo à penhora; achou que pouco. Vinha receber os aluguéis vencidos, não podia esperar mais; se dentro de cinco dias não fosse pago, pô-lo-ia na rua. Não havia trabalhado para regalo dos outros. Ao vê-lo, ninguém diria que era proprietário; mas a palavra supria o que faltava ao gesto, e o pobre Cândido Neves preferiu calar a retorquir. Fez uma inclinação de promessa e súplica ao mesmo tempo. O dono da casa não cedeu mais.

— Cinco dias ou rua! repetiu, metendo a mão no ferrolho da porta e saindo.

Candinho saiu por outro lado. Nesses lances não chegava nunca ao desespero, contava com algum empréstimo, não sabia como nem onde, mas contava. Demais, recorreu aos anúncios. Achou vários, alguns já velhos, mas em vão os buscava desde muito. Gastou algumas horas sem proveito, e tornou para casa. Ao fim de quatro dias, não achou recursos; lançou mão de empenhos, foi a pessoas amigas do proprietário, não alcançando mais que a ordem de mudança.

A situação era aguda. Não achavam casa, nem contavam com pessoa que lhes emprestasse alguma; era ir para a rua. Não contavam com a tia. Tia Mônica teve arte de alcançar aposento para os três em casa de uma senhora velha e rica, que lhe prometeu emprestar os quartos baixos da casa, ao fundo da cocheira, para os lados de um pátio. Teve ainda a arte maior de não dizer nada aos dois, para que Cândido Neves, no desespero da crise, começasse por enjeitar o filho e acabasse alcançando algum meio seguro e regular de obter dinheiro; emendar a vida, em suma. Ouvia as queixas de
Clara, sem as repetir, é certo, mas sem as consolar. No dia em que fossem obrigados a deixar a casa, fá-los-ia espantar com a notícia do obséquio e iriam dormir melhor do que cuidassem.

Assim sucedeu. Postos fora da casa, passaram ao aposento de favor, e dois dias depois nasceu a criança. A alegria do pai foi enorme, e a tristeza também. Tia Mônica insistiu em dar a criança à Roda. “ Cândido Neves pediu que não, que esperasse, que ele mesmo a levaria. Notai que era um menino, e que ambos os pais desejavam justamente este sexo. Mal lhe deram algum leite; mas, como chovesse à noite, assentou o pai levá-lo à Roda na noite seguinte.

Naquela reviu todas as suas notas de escravos fugidos. As gratificações pela maior parte eram promessas; algumas traziam a soma escrita e escassa. Uma, porém, subia a cem mil-réis. Tratava-se de uma mulata; vinham indicações de gesto e de vestido. Cândido Neves andara a pesquisá-la sem melhor fortuna, e abrira mão do negócio; imaginou que algum amante da escrava a houvesse recolhido. Agora, porém, a vista nova da quantia e a necessidade dela animaram
Cândido Neves a fazer um grande esforço derradeiro. Saiu de manhã a ver e indagar pela Rua e Largo da Carioca, Rua do Parto e da Ajuda, onde ela parecia andar, segundo o anúncio. Não a achou; apenas um farmacêutico da Rua da Ajuda se lembrava de ter vendido uma onça de qualquer droga, três dias antes, à pessoa que tinha os sinais indicados. Cândido Neves parecia falar como dono da escrava, e agradeceu cortesmente a notícia. Não foi mais feliz com outros fugidos de gratificação incerta ou barata.

Voltou para a triste casa que lhe haviam emprestado. Tia Mônica arranjara de si mesma a dieta para a recente mãe, e tinha já o menino para ser levado à Roda. O pai, não obstante o acordo feito, mal pôde esconder a dor do espetáculo. Não quis comer o que tia Mônica lhe guardara; não tinha fome, disse, e era verdade. Cogitou mil modos de ficar com o filho; nenhum prestava. Não podia esquecer o próprio albergue em que vivia. Consultou a mulher, que se mostrou resignada. Tia Mônica pintara-lhe a criação do menino; seria maior a miséria, podendo suceder que o filho achasse a morte sem recurso. Cândido Neves foi obrigado a cumprir a promessa; pediu à mulher que desse ao filho o resto do leite que ele beberia da mãe. Assim se fez; o pequeno adormeceu, o pai pegou dele, e saiu na direção da Rua dos Barbonos.

Que pensasse mais de uma vez em voltar para casa com ele, é certo; não menos certo é que o agasalhava muito, que o beijava, que lhe cobria o rosto para preservá-lo do sereno. Ao entrar na Rua da Guarda Velha, Cândido Neves começou a afrouxar o passo.

— Hei de entregá-lo o mais tarde que puder, murmurou ele.

Mas não sendo a rua infinita ou sequer longa, viria a acabá-la; foi então que lhe ocorreu entrar por um dos becos que ligavam aquela à Rua da Ajuda. Chegou ao fim do beco e, indo a dobrar à direita, na direção do Largo da Ajuda, viu do lado oposto um vulto de mulher; era a mulata fugida. Não dou aqui a comoção de Cândido Neves por não podê-lo fazer com a intensidade real. Um adjetivo basta; digamos enorme. Descendo a mulher, desceu ele também; a poucos passos estava a farmácia onde obtivera a informação, que referi acima. Entrou, achou o farmacêutico, pediu-lhe a fineza de guardar a criança por um instante; viria buscá-la sem falta.

— Mas…

Cândido Neves não lhe deu tempo de dizer nada; saiu rápido, atravessou a rua, até ao ponto em que pudesse pegar a mulher sem dar alarma. No extremo da rua, quando ela ia a descer a de S. José, Cândido Neves aproximou-se dela. Era a mesma, era a mulata fujona.

— Arminda! bradou, conforme a nomeava o anúncio.

Arminda voltou-se sem cuidar malícia. Foi só quando ele, tendo tirado o pedaço de corda da algibeira, pegou dos braços da escrava, que ela compreendeu e quis fugir. Era já impossível. Cândido Neves, com as mãos robustas, atava-lhe os pulsos e dizia que andasse. A escrava quis gritar, parece que chegou a soltar alguma voz mais alta que de costume, mas entendeu logo que ninguém viria libertá-la, ao contrário. Pediu então que a soltasse pelo amor de Deus.

— Estou grávida, meu senhor! exclamou. Se Vossa Senhoria tem algum filho, peço-lhe por amor dele que me solte; eu serei tua escrava, vou servi-lo pelo tempo que quiser. Me solte, meu senhor moço!
— Siga! repetiu Cândido Neves.
— Me solte!
— Não quero demoras; siga!

Houve aqui luta, porque a escrava, gemendo, arrastava-se a si e ao filho. Quem passava ou estava à porta de uma loja, compreendia o que era e naturalmente não acudia. Arminda ia alegando que o senhor era muito mau, e provavelmente a castigaria com açoites — coisa que, no estado em que ela estava, seria pior de sentir. Com certeza, ele lhe mandaria dar açoites.

— Você é que tem culpa. Quem lhe manda fazer filhos e fugir depois? perguntou Cândido Neves.

Não estava em maré de riso, por causa do filho que lá ficara na farmácia, à espera dele. Também é certo que não costumava dizer grandes coisas. Foi arrastando a escrava pela Rua dos Ourives, em direção à da Alfândega, onde residia o senhor. Na esquina desta a luta cresceu; a escrava pôs os pés à parede, recuou com grande esforço, inutilmente. O que alcançou foi, apesar de ser a casa próxima, gastar mais tempo em lá chegar do que devera. Chegou, enfim, arrastada, desesperada, arquejando. Ainda ali ajoelhou-se, mas em vão. O senhor estava em casa, acudiu ao chamado e ao rumor.

— Aqui está a fujona, disse Cândido Neves.
— É ela mesma.
— Meu senhor!
— Anda, entra…

Arminda caiu no corredor. Ali mesmo o senhor da escrava abriu a carteira e tirou os cem mil-réis de gratificação. Cândido Neves guardou as duas notas de cinqüenta mil-reis, enquanto o senhor novamente dizia à escrava que entrasse. No chão, onde jazia, levada do medo e da dor, e após algum tempo de luta a escrava abortou.

O fruto de algum tempo entrou sem vida neste mundo, entre os gemidos da mãe e os gestos de desespero do dono. Cândido Neves viu todo esse espetáculo. Não sabia que horas eram. Quaisquer que fossem, urgia correr à Rua da Ajuda, e foi o que ele fez sem querer conhecer as conseqüências do desastre.

Quando lá chegou, viu o farmacêutico sozinho, sem o filho que lhe entregara. Quis esganá-lo. Felizmente, o farmacêutico explicou tudo a tempo; o menino estava lá dentro com a família, e ambos entraram. O pai recebeu o filho com a mesma fúria com que pegara a escrava fujona de há pouco, fúria diversa, naturalmente, fúria de amor.

Agradeceu depressa e mal, e saiu às carreiras, não para a Roda dos Enjeitados, mas para a casa de empréstimo com o filho e os cem mil-réis de gratificação. Tia Mônica, ouvida a explicação, perdoou a volta do pequeno, uma vez que trazia os cem mil-réis. Disse, é verdade, algumas palavras duras contra a escrava, por causa do aborto, além da fuga. Cândido Neves, beijando o filho, entre lágrimas, verdadeiras, abençoava a fuga e não se lhe dava do aborto.

— Nem todas as crianças vingam, bateu-lhe o coração.

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Trabalhando com Poesia

“… De você sei quase nada, pra onde vai, ou porque veio. Nem mesmo sei, qual é a parte da tua estrada no meu caminho? Será um atalho ou um desvio? Um rio raso, um passo em falso, um prato fundo, pra toda fome que há no mundo… Noite alta que revele um passeio pela pele, dia claro madrugada, de nós dois não sei mais nada… De você sei quase nada, pra onde vai, ou porque veio. Nem mesmo sei, qual é a parte da tua estrada no meu caminho? Será um atalho ou um desvio? Um rio raso, um passo em falso, um prato fundo, pra toda fome que há no mundo… Se tudo passa, como se explica o amor que fica nessa parada? Amor que chega sem dar aviso, não é preciso saber mais nada… De você sei quase nada… De você sei quase nada… Quase nada, quase nada… De você sei quase nada… De você sei quase nada… Quase nada, quase nada, quase nada, quase nada… Minh’alma de sonhar-te anda perdida, meus olhos andam cegos de te ver… Quase nada, quase nada, quase nada, quase nada…” (Zeca Baleiro – Quase nada – Comp.: Alice Ruiz / Zeca Baleiro)

“… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Quando o sol se vai a lua amarela, fica colada no céu, cheio de estrela. Se essa lua fosse minha, ninguém chegava perto dela, a não ser eu e você, ah, eu pagava prá ver nós dois no cavalo de ogum, nós juntos parecendo um, na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Quando o sol se vai a lua amarela, fica colada no céu, cheio de estrela. Se essa lua fosse minha, ninguém chegava perto dela, a não ser eu e você, ah, eu pagava prá ver nós dois no cavalo de ogum, nós juntos parecendo um, na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão…” (Zeca Baleiro – Comigo – Comp.: Zeca Baleiro)

“…Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além de qualquer experiência, teus olhos tem o seu silêncio, no teu gesto mais frágil, há coisas que me encerram, ou que eu não ouso tocar, porque estão demasiado perto… Teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra, embora eu tenha me fechado como dedos nalgum lugar… Me abres sempre, pétala por pétala, como a primavera abre tocando sutilmente, misteriosamente a sua primeira rosa, sua primeira rosa… Ou se quiseres me ver fechado, eu e minha vida, nos fecharemos belamente, de repente, assim como o coração desta flor imagina a neve cuidadosamente descendo em toda a parte… Nada que eu possa perceber neste universo, Iguala o poder de tua intensa fragilidade, cuja textura compele-me com a cor de seus continentes, restituindo a morte e o sempre, cada vez que respirar… Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre, só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas, ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre, só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas, ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… “ (Zeca Baleiro – Nalgum lugar– Comp.: E. E. Cummings)

“…Eu quero me esconder debaixo dessa sua saia prá fugir do mundo. Pretendo também me embrenhar no emaranhado desses seus cabelos. Preciso transfundir teu sangue, pro meu coração, que é tão vagabundo… Me deixe te trazer num dengo, prá num cafuné fazer os meus apelos! Me deixe te trazer num dengo, prá num cafuné fazer os meus apelos!… Eu quero ser exorcizado pela água benta desse olhar infindo. Que bom é ser fotografado, mas pelas retinas dos seus olhos lindos… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego que chegou… que chegou de porre lá da bo… la da boemia… Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego, que chegou… que chegou de porre lá da boemia… Eu quero ser exorcizado pela água benta desse olhar infindo. Que bom é ser fotografado, mas pelas retinas dos seus olhos lindos… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego que chegou… que chegou de porre lá da bo… la da boemia. Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego, que chegou… que chegou de porre lá da boemia… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez!…” (Zeca Baleiro – Disritmia – Comp.: Martinho da Vila)

“Contribua, com sua parcela, para tornar mais belo este mundo. Um pequenino gesto, uma ação insignificante, podem melhorar muito o ambiente em que nos encontramos, elevar o entusiasmo de quem está desanimado, reanimar aquele que está desiludido. Um simples aperto de mão confiante faz renascer, por vezes, a coragem de quem estava por fraquejar. Contribua com algo de seu, para tornar mais belo este mundo” (Minutos de Sabedoria Pg. 233)

Boa tarde pessoal,

Como está a sua relação com o mundo a sua volta? Já parou para refletir sobre isso? Quanto efetivamente você tem feito para se sentir melhor consigo mesmo? Quanto te preocupa o bem estar de seu irmão ou irmã, seja ele seu cosanguíneo ou não?

Assistia ontem a situação ocorrida com a servidora da FACOM/UFBA e efetivamente é de estarrecer a banalidade com que as pessoas matam hoje em dia. Não menos estarrecedor que a morte de quatro jovens no Chafariz, aqui em Lauro de Freitas. Precisamos debater a questão da segurança pública, ou a falta dela de uma forma mais efetiva! E falo isso quanto aos diversos atores e atrizes que se dispõem a fazê-lo. Jamais encontraremos saídas se continuarmos a entender que só tem anjos de um lado e capetas do outro, pois, efetivamente ambos estão em todos os lados e lugares. O problema é de todos (as) nós. Acompanhei atentamente a questão sobre o assassinato da família do casal de policiais em São Paulo e, sinceramente, irei preferir me pronunciar com mais elementos.

Aprendi que nem sempre a tese mais próxima da obviedade é a que prospera ou é a verdadeira no mundo da criminologia. Até por que, me parece fácil demais ser um adolescente morto, que não tem como ofertar defesa, a ser apontado como responsável pela chacina, mesmo com alguns elementos estranhos já surgindo na cena do crime (Chave reserva embrulhada na garagem, entre outras coisas).

Nossa sugestão de leitura de hoje é um texto nosso: “Juventude transviada ou fuzilada”, escrito em 10 de novembro de 2009, no qual abordo a forma estrábica que alguns agentes de repressão enxergam o enfrentamento à criminalidade, sempre a qualificando como coisa característica de determinado segmento da sociedade. Espero que gostem.

https://oipa2.wordpress.com/2009/11/10/juventude-transviada-ou-fuzilada/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/13/trabalhando-com-poesia-488/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma terça-feira abençoada por Deus e repleta da energia guerreira de Ogum.

Apio Vinagre Nascimento
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Flor da Mocidade – Machado de Assis

Eu conheço a mais bela flor;
És tu, rosa da mocidade,
Nascida aberta para o amor.
Eu conheço a mais bela flor.
Tem do céu a serena cor,
E o perfume da virgindade.
Eu conheço a mais bela flor,
És tu, rosa da mocidade.
Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Teme acaso indiscreta mão;
Vive às vezes na solidão.
Poupa a raiva do furacão
Suas folhas de azul celeste.
Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno;
Que a flor morta já nada val.
Colhe-se antes que venha o mal.
Quando a terra é mais jovial
Todo o bem nos parece eterno.
Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno.

Menina e Moça – Machado de Assis

A Ernesto Cibrão
Está naquela idade inquieta e duvidosa,
Que não é dia claro e é já o alvorecer;
Entreaberto botão, entrefechada rosa,
Um pouco de menina e um pouco de mulher.
Às vezes recatada, outras estouvadinha,
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;
Tem cousas de criança e modos de mocinha,
Estuda o catecismo e lê versos de amor.
Outras vezes valsando, o seio lhe palpita,
De cansaço talvez, talvez de comoção.
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.
Outras vezes beijando a boneca enfeitada,
Olha furtivamente o primo que sorri;
E se corre parece, à brisa enamorada,
Abrir as asas de um anjo e tranças de uma huri.
Quando a sala atravessa, é raro que não lance
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.
Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,
A cama da boneca ao pé do toucador;
Quando sonha, repete, em santa companhia,
Os livros do colégio e o nome de um doutor.
Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;
E quando entra num baile, é já dama do tom;
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.
Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo
Para ela é o estudo, excetuando-se talvez
A lição de sintaxe em que combina o verbo
To love, mas sorrindo ao professor de inglês.
Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,
Parece acompanhar uma etérea visão;
Quantas cruzando ao seio o delicado braço
Comprime as pulsações do inquieto coração!
Ah! se nesse momento, alucinado, fores
Cair-lhe aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,
Hás de vê-la zombar de teus tristes amores,
Rir da tua aventura e contá-la à mamã.
É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!

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Trabalhando com Poesia

“… Eu tava triste, tristinho! Mais sem graça que a top-model magrela, na passarela. Eu tava só, sozinho! Mais solitário que um paulistano, que um canastrão na hora que cai o pano. Tava mais bobo que banda de rock, que um palhaço do circo Vostok… Mas, ontem eu recebi um telegrama, era você de Aracaju ou do Alabama, dizendo: “Nêgo sinta-se feliz, porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama! Que tanto te ama! Que muito muito te ama, que tanto te ama!… Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Eu tava triste, tristinho! Mais sem graça que a top-model magrela, na passarela. Eu tava só, sozinho! Mais solitário que um paulistano, que um canastrão na hora que cai o pano. Tava mais bobo que banda de rock, que um palhaço do circo Vostok… Mas, ontem eu recebi um telegrama, era você de Aracaju ou do Alabama, dizendo: “Nêgo sinta-se feliz, porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama! Que tanto te ama! Que muito muito te ama, que tanto te ama!… Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… … Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… … Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Mama! Oh Mama! Oh Mama!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Me dê a mão, vamos sair prá ver o sol!…” (Zeca Baleiro – Telegrama – Comp.: Zeca Baleiro)

“… Eu não sei dizer o que quer dizer, o que vou dizer. Eu amo você, mas não sei o que isso quer dizer… Eu não sei por que eu teimo em dizer que amo você. Se eu não sei dizer, o que quer dizer o que vou dizer… Se eu digo: Pare! Você não repare no que possa parecer… Se eu digo: Siga! O que quer que eu diga, você não vai entender, mas, se eu digo: Venha! Você traz a lenha pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Eu não sei dizer o que quer dizer, o que vou dizer. Eu amo você, mas não sei o que isso quer dizer… Eu não sei por que eu teimo em dizer que amo você. Se eu não sei dizer, o que quer dizer o que vou dizer… Se eu digo: Pare! Você não repare no que possa parecer… Se eu digo: Siga! O que quer que eu diga, você não vai entender, mas, se eu digo: Venha! Você traz a lenha pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender…“ (Zeca Baleiro – Lenha – Comp.: Zeca Baleiro)

“… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem jeito mesmo… Não tem dó no peito, não tem nem talvez, ter feito o que você me fez, desapareça, cresça e desapareça… Não tem dó no peito, não tem jeito, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não dá pé, não é direito, não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um Bicho de Sete Cabeças… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não tem jeito mesmo, não tem dó no peito, não dá pé, não é direito, não tem nem talvez ter feito, não foi nada, eu não fiz nada disso, o que você me fez desapareça, e você fez um, cresça e desapareça… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças!… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem jeito mesmo… Não tem dó no peito, não tem nem talvez, ter feito o que você me fez, desapareça, cresça e desapareça… Não tem dó no peito, não tem jeito, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não dá pé, não é direito, não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um Bicho de Sete Cabeças… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não tem jeito mesmo, não tem dó no peito, não dá pé, não é direito, não tem nem talvez ter feito, não foi nada, eu não fiz nada disso, o que você me fez desapareça, e você fez um, cresça e desapareça… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças!…” (Zeca Baleiro – Bicho de sete cabeças – Comp.: Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha)

“… Eu já falei tantas vezes, e você nada de me ouvir. Vão-se os dias, anos e meses e tudo que você sabe fazer é sentir… Quantas canções falam de você, tantas paixões sem você não são, não pare nunca pra eu não morrer, nem voe tão mais além do chão… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração… Coração surdo não tem juízo. Não ouve nunca a voz da razão. E razão você sabe, é preciso, pra curar a sua loucura, coração… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração… Eu já falei tantas vezes, e você nada de me ouvir. Vão-se os dias, anos e meses e tudo que você sabe fazer é sentir… Quantas canções falam de você, tantas paixões sem você não são, não pare nunca pra eu não morrer, nem voe tão mais além do chão… Coração surdo não tem juízo. Não ouve nunca a voz da razão. E razão você sabe, é preciso, pra curar a sua loucura, coração… Bandido cansado de enganos. Heróis de capa e espada na mão. Esquece metas, retas e planos, veleja no mar escuro da ilusão… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração…” (Zeca Baleiro – Calma aí coração – Comp.: Hyldon e Zeca Baleiro)

“Domine sua agitação! Só as criaturas calmas podem ser totalmente eficientes. A agitação cansa e produz tudo mal feito. A pressa é inimiga da perfeição. A calma é o segredo daqueles que realizam tudo bem feito. Quanto mais trabalho, maior deve ser nossa calma. Domine sua agitação, permaneça sereno (a), e tudo lhe sairá bem.” (Minutos de Sabedoria Pg. 232)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem e que os pais e filhos (as) tenham vivenciado momentos de paz, amor e muito carinho. Acerca deste dia e do seu significado para mim e minha família neste 2013, escrevi ontem no perfil do Facebook: “Hoje é um dia diferente! Dia de pais e de filhos, dia de refletir sobre o papel que cabe a cada uma dessas figuras que compõem este sub-núcleo familiar. Nas discussões cotidianas costumamos ouvir a pérola: “Mãe só tem uma, pai pode ser qualquer um.”, quem de nós já não ouviu isso? Não. Definitivamente, não é qualquer um que pode ser pai! E não falo das restrições biológicas, mas, das dificuldades que cada ser humano tem em trilhar certos caminhos. A vida me deu algumas figuras importantíssimas, que cumpriram, do seu jeito e na sua condição serem meio que pais para mim. Primeiro meu avô, Appio Guilherme Vinagre, ou Padre, como era conhecido. Avô, padrinho, enfim, um dos grandes amores da minha vida, mas, que Deus chamou para perto de si na flor dos meus nove anos de idade, seu amor inarredável pelo neto e afilhado “Os amor dele” como sempre lembrava a minha mãe, meu primeiro advogado, me safei de boas surras com suas defesas. Foi com o velho padre que aprendi a amar a natureza, especialmente ao mar, local principal da sua tarefa de sustentar a sua família. Meu avô Agripino, com seu lidar sertanejo com a vida, sua alegria e festa quando íamos para o velho Boqueirão de Santa Terezinha, as matanças de carneiro, a ordenha das vacas, a ida ao laranjal, ah, Deus, como sinto saudades desses tempos. Meu tio Zé Vinagre, que com seu jeitão, talvez tenha sido a primeira pessoa a instigar, de forma indireta, a minha índole de não me convencer pura e simplesmente pela vontade alheia, a não ser que efetivamente me convencesse da justiça dessa vontade. Meu tio Zé do Pombo, cujo diálogo entre nós, talvez seja uma das minhas lembranças mais vivas da tenra infância e sempre motivo de citação e risadas entre nós da família: “Oh meu tio, carregue seu sobrinho, que tá tão cansado.”, Meu tio Clovis Appio Vinagre (Vitinho), que foi, é e sempre será meu segundo pai, por consideração e pelo vínculo de amor que mantemos até o dia de hoje e a figura principal desse comentário, que deixei por último exatamente para poder detalhar melhor. Meu pai, Emilio José do Nascimento sempre foi uma pessoa de referência para mim, Ele e meus avôs Padre e Agripino sempre foram o ponto referencial de como eu queria ser em relação ao trabalho: Dedicados, competentes e sempre na busca de novos desafios. Hoje, fisicamente, ele não está aqui. Não poderei passar no Casa de Palha, onde certamente estaria, para dar o meu beijo de Feliz Dia dos Pais, tampouco ao ligar para seu celular ouvirei do outro lado da linha “Oi, filho, que coisa boa ouvir a sua voz.”, Pois é! Primeiro dia dos pais sem a presença dessa figura que é linha e giz, juntamente com minha velha Célia Vinagre no desenhar da minha caminhada. Quis o destino que essa primeira data sem ele caísse exatamente no dia do advogado, profissão que escolhi para trilhar daqui por diante e que me trás a lembrança do nosso último encontro. Ahhh Pai, se nós soubéssemos que aquela seria a última vez a nos vermos…

Pois bem, filhos, pais, Mães que são pais, pais que também são mães, esta mensagem é para desejar a vocês todos (as) um Feliz Dia dos Pais e para desejar que vocês se amem linda e intensamente, como se não houvesse amanhã, pois, de fato, não saberemos, nunca saberemos quando o dia sem amanhã chegará até nós. Se amem, e não hesitem em demonstrar esse amor.”

Na nossa sugestão de leitura de hoje: “Metrô de São Paulo: ‘São milhões, talvez bilhões envolvidos’, diz MP sobre escândalo”:

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=e530eb364302c7bc23d19d0575a7d9cd&cod=12186

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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Musa dos olhos verdes – Machado de Assis

Musa dos olhos verdes, musa alada,
Ó divina esperança,
Consolo do ancião no extremo alento,
E sonho da criança;
Tu que junto do berço o infante cinges
C’os fúlgidos cabelos;
Tu que transformas em dourados sonhos
Sombrios pesadelos;
Tu que fazes pulsar o seio às virgens;
Tu que às mães carinhosas
Enches o brando, tépido regaço
Com delicadas rosas;
Casta filha do céu, virgem formosa
Do eterno devaneio,
Sê minha amante,
os beijos meus recebe,
Acolhe-me em teu seio!
Já cansada de encher lânguidas flores
Com as lágrimas frias,
A noite vê surgir do oriente a aurora
Dourando as serranias.
Asas batendo à luz que as trevas rompe,
Piam noturnas aves,
E a floresta interrompe alegremente
Os seus silêncios graves.
Dentro de mim, a noite escura e fria
Melancólica chora;
Rompe estas sombras que o meu ser povoam;
Musa, sê tu a aurora!

Círculo vicioso (Machado de Assis)

Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
“Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
“Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela”
Mas a lua, fitando o sol com azedume:
“Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume”!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta luz e desmedida umbela…
Por que não nasci eu um simples vagalume?”

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Trabalhando com Poesia

“…Inriba daquela serra passa u’a istrada rial, entre todos qui ali passa uns passa bem ôtros mal… Apois lá mora um ferrêro, ferradô de animal, qui sentado o dia intêro no portêro do quintal, conta istoras de guerrêros de cavalêros ligêros, do Rêno de Portugal… Conta istoras de guerrêros de cavalêros ligêros, do Rêno de Portugal… Anda mula ruana, qui a vida tirana foi dexada por Deus dêrna de Adão, pra quem pissui os tére aqui na terra, pra quem nada pissui, te pru ladrão… Das coisas de minha ceguêra aquela qui eu mais quiria, formá u’a tropa intêra e arribá no mundo um dia… Cabeçada de u’a arrôba vinte campa de arrilia, cruzeta riata nova, rabichola e peitural… E arriça fazeno ruaça a tripa na bôca da praça do Rêno de Portugal… E arriça fazeno ruaça a tripa na bôca da praça do Rêno de Portugal… Destá mula ruana, na vida tirana ela é fela e mais dura qui a lei, nóis inda vai xabrá pinga de cana, jabá e rapadura mais o rei… Cuano saí lá de casa dexei os campo in fulô, a lua já deu treis volta só a buneca num voltô. Mais prá quê tanta labuta corre corre e confusão? Quanto mais junta mais dana é tribusana é só busão… Oras qui na vida in ança, o pobre cristão só descansa, dibaixo d’um tampo de chão… Oras qui na vida in ança, o pobre cristão só descansa, dibaixo d’um tampo de chão… Para mula ruana, dexa de gana, qui a vinda do tropêro é só u’a veis, assunta mêrmo a vida, assim tirana, é pura boniteza, foi Deus quem fez…” (Xangai – Tirana “De o Tropeiro Gonsalim” – Comp.: Elomar Filgueiras)

“… É o céu uma abóbada aureolada rodeada de gases venenosos, radiantes planetas luminosos, gravidade na cósmica camada, galáxia também hidrogenada, como é lindo o espaço azul-turquesa… E o sol fulgurante tocha acesa, flamejando sem pausa e sem escala, quem de nós pensaria apagá-la, só o santo doutor da natureza… De tais obras, o homem e a mulher, são antigos e ricos patrimônios, geram corpos em forma de hormônios, criam seres sem dúvida sequer, o homem após esse mister, perpetua a espécie com certeza a mulher, carinhosa e indefesa, dá à luz uma vida, novo brilho, nove meses no ventre aloja o filho, pelo santo poder sã natureza… O peixe é bastante diferente, ninguém pode entender como é seu gênio, reservas porções de oxigênio, mutações para o meio ambiente, tem mais cartilagem resistente, habitando na orla ou profundeza, devora outros peixes pra despesa, e tem época do acasalamento, revestido de escamas esse elemento, com a força da santa natureza… O poroquê ou peixe-elétrico é um tipo genuíno, habitante dos rios e águas pretas, com ele possui certas plaquetas, que o dotam de um mecanismo fino, com tal cartilagem esse ladino faz contato com muita ligeireza, quem tocá-lo padece de surpresa, descarga mortífera absoluta, sua auto voltagem eletrocuta, com os fios da santa natureza… Tartaruga gostosa, feia e mansa, habitante dos rios e oceanos, chegar aos quatrocentos anos pra ela é rotina, é confiança. Guarda ovos na areia e nen se cansa de por eles zelar como defesa, nascido os filhotes com presteza, nas águas revoltas já se jogam, por instinto da raça não se afogam e pelo santo poder da natureza… O canário é pássaro cantor, diferente de garça e pelicano, papagaio, arara e tucano, todos eles com majestosa cor, o gavião é um tipo caçador e columbiforme é a burguesa, o aquático flamingo é da represa, a águia rapace agigantada… Eis o mundo das aves a passarada, quanto é grande, poderosa e bela a natureza… A gazela, o antílope e o impala, a zebra e o alce felizardo, não habitam em comum com o leopardo, o leão e o tigre-de-bengala, o macaco faz tudo mas não fala por atraso da espécie, por franqueza, tem o búfalo aspecto de grandeza, o boi manso e o puma tão valente, cada um de uma espécie diferente, tudo isso é obra da natureza… Acho também interessante o réptil de aspecto esquisito, o pequeno tamanho do mosquito, a tromba prênsil do elefante, a saliva incolor do ruminante, a mosca nociva e indefesa, a cobra que ataca de surpresa, aplicar o veneno é seu mister, de uma vez mata trinta se puder, mas isso é coisa da natureza… No nordeste há quem diga que o corão, possui certos poderes encantados, através de fenômenos variados prevê a mudança de estação. De fato no auge do verão ele entoa seu cântico de tristeza, de repente um milagre, uma surpresa, cai a chuva benéfica e divina, quem lhe diz, quem lhe mostra, quem lhe ensina?… Só pode ser o autor da natureza… Quem é que não sabe que o morcego com o rato bastante se parece, nas cavernas escuras sobe e desce, sugar sangue dos outros é seu emprego, às noites escuras tem apego, asqueroso ele é tenho certeza, tem na vista sintoma de fraqueza, porém o seu ouvido é muito fino e um sonar aparelho pequenino, que lhe deu o autor da natureza… Admiro a formiga pequenina, fidalga inimiga da lavoura, no trabalho aplicado professora, um exemplo de pura disciplina, através das antenas se combina, nos celeiros alheios faz limpeza, formigueiro é a sua fortaleza, onde cada uma delas tem emprego, uma entra outra sai, não tem sossego, isso é coisa da santa natureza… A aranha pequena, tão arguta, de finíssimos fios faz a teia, nesse mundo almoça, janta e ceia, é ali que passeia, vive e luta, labirinto intrincado ela executa, seu trabalho é bordado em qualquer mesa, quem pensar destruir-lhe a fortaleza, perderá de uma vez toda a esperança, sua rede é autêntica segurança, operária das mãos da natureza… A planta firmada no junquilho, begônia, tulipa, margarida, as pedras riquíssimas da jazida, com a cor, o valor, a luz, o brilho, a prata e o ouro cor de milho, o brilhante, a opala e a turquesa, a pérola das jóias da princesa é difícil, valiosíssima e até alguém pensa ser vidro mas não é. É um milagre da santa natureza… O inseto do sono tsé-tsé, as flores gentis com seus narcóticos, as ervas que dão antibióticos, a mudança constante da maré, a feiúra real do caboré, no pavão é enorme a boniteza, tem o lince visão e agudeza e o cachorro finíssima audição, vigilante mal pago do patrão, isso é coisa da santa natureza?… A cigarra cantante dialoga, através do seu canto intermitente, de inverno a verão canta contente e a sua canção não sai da voga… Qualquer árvore é a sua sinagoga, não procura comida pra despesa, sua música sinônimo de tristeza, patativa da seca é o seu nome, se deixar de cantar morre de fome, mas isso a gente sabe que é da natureza…“ (Xangai – Natureza – Comp.: Ivanildo Vilanova e Xangai )

“…Inconto a sulina amansa, ricostado aqui no chão, na sombra dos imbuzêro vomo entrano in descursão, é o tempo que os pé discança e isfria os calo das mia mão, vô poiano nessa trança a vida in descursão. na sombra dos imbuzêro, no canto de amarração… tomo falano da vida felá vida do pião, incontro a sulina amansa e isfria os calo na mão, u’a vontade, é a qui me dá, tali cuma u’a tentação, dum dia arresolvê infiá os pé pelas mão, pocá arrôcho pocá cia, jogá a carga no chão… i rinchá nas ventania quebrada dos chapadão, nunca mais vim num currá, nunca mais vê rancharia é a ceguêra de dexá um dia de sê pião, num dançá mais amarrado, pru pescoço cum cordão de num sê mais impregado e tomem num sê patrão… U’a vontade é a qui me dá dum dia arresolvê jogá a carga no chão, cumo a cigarra e a furmiga, vô levano meu vive, trabaiano pra barriga e cantano inté morre, venceno a má fé e a intriga do Tinhoso as tentação… Cortano foias pra amiga, parano ponta c’as mão, cumo a cigarra e a furmiga, cantano e gaiano o pão… Vô cantano inconto posso, apois sonhá num posso não. No tempo qui acenta o almoço, eu soin qui num sô mais pião, u’a vontade aqui me dá dum dia arresolvê, quebrá a cerca da manga e dexá de sê boi manso, e dexá carro dexá canga de trabaiá sem discanço… Me alevanta nos carrasco, lá nos derradêro sertão, vazá as ponta afiá os casco, boi turuna e barbatão. É a ceguêra de dexá um dia de sê pião, de num comprá nem vende, robá isso tomem não, de num sê mais impregado e tomem num sê patrão… U’a vontade aqui me dá dum dia arresolvê, boi turuna e barbatão, toda veiz qui vô cantá o canto de amarração, me dá um pirtucho na guela e um nó no coração, mais a canga no pescoço, Deus ponho pri modi Adão, dessa Lei nunca me isqueço, cum suo cume o pão… Mermo Jesus cuano moço, na Terra tomem foi pião. E toda veiz que eu fô cantá, pra mim livrá da tentação, pr’essa cocêra cabá, num canto mais amarração…” (Elomar Filgueiras – o Peão na amarração – Comp.: Elomar Filgueiras)

Veja outras pérolas destes grandes artistas da MPB:

“Não deixe de manifestar gratidão aos membros de sua família, aos amigos e conhecidos. Não é, porém, da gratidão comum, que consiste em dizer “muito obrigado”, que estamos falando. É de gratidão continuada, demonstrada em nosso exemplo, pelo fato de eles nos cercarem com seu afeto e contribuírem para nosso aperfeiçoamento, com sua ajuda e até com suas incompreensões.” (Minutos de Sabedoria Pg. 231)

Boa noite pessoal,

O dia corrido de ontem e hoje só me permitiram trazer o “Trabalhando com Poesia” agora. Minhas desculpas pela ausência de ontem, mas, as vezes é assim mesmo. Cabe a nós ajustarmos o caminhar.

A vida é sempre uma escola fantástica. Mesmo nos momentos de dores, de desencantos, de desencontros, ela nos mostra que os caminhos estão sempre abertos a nossa frente. Só nos cabe perceber e não ter medo de abrir as portas, como diria Içami Tiba.

Não há o que lamentar um amor perdido. Se ele se foi, é por que cumpriu seu caminhar. Cabe a você perceber que cada um veio ao mundo para ser feliz, e para ser feliz com alguém e por alguém, é necessário primeiramente ser feliz consigo mesmo e por você mesmo. Que tenhamos a capacidade de enxergar isso e, mais que nunca possamos por isso em prática.

Ontem e hoje, duas situações relativas ao transporte urbano da RMS me dão a nítida certeza de que algo precisa ser feito na direção da humanização deste serviço. Não sei as razões, mas, a cada dia percebo motoristas e cobradores em condutas muito ruins, seja do ponto de vista da direção perigosa, seja na conduta com seus passageiros. Governos, AGERBA, Empresas, todos, necessitam intervir de forma qualificada nesta problemática.

Na nossa sugestão de leitura de hoje: “Veríssimo pede desculpas à imprensa”, Por Altamiro Borges – “Irônico e certeiro, o escritor Luis Fernando Veríssimo comenta nesta quinta-feira (8) na sua coluna no jornal O Globo a “surpreendente” cobertura da mídia nativa sobre o escândalo do propinoduto em São Paulo. “Me desculpe, grande imprensa nacional”, brinca. Ele lembra de caso do “mensalão” do PSDB de Minas Gerais que foi engolido pelo “pântano silencioso” da mídia e critica “os sistemas métricos diferentes” utilizados nas coberturas jornalísticas. Genial. Vale conferir:”

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=8c84974a7c5b56145b54496b1695cc09&cod=12167

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Já és minha (Pablo Neruda)

Já és minha. Repousa com teu sonho em meu sonho.
Amor, dor, trabalhos, devem dormir agora.
Gira a noite sobra suas invisíveis rodas
e junto a mim és pura como âmbar dormido.
Nenhuma mais, amor, dormirá com meus sonhos.
Irás, iremos juntos pelas águas do tempo.
Nenhuma mais viajará pela sombra comigo,
só tu, sempre-viva, sempre sol, sempre lua.
Já tuas mãos abriram os punhos delicados
e deixaram cair suaves sinais sem rumo,
teus olhos se fecharam como duas asas cinzas.
Enquanto eu sigo a água que levas e me leva:
a noite, o mundo, o vento enovelam seu destino,
e já não sou sem ti senão apenas teu sonho.

O Vento na Ilha (Pablo Neruda)

Vento é um cavalo:
ouve como ele corre
pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como ele corre o mundo
para levar-me longe.
Esconde-me em teus braços
por esta noite erma,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.
Escuta como o vento
me chama galopando
para levar-me longe.
Como tua fronte na minha,
tua boca em minha boca,
atados nossos corpos
ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa levar-me.
Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopando na sombra,
enquanto eu, protegido
sob teus grandes olhos,
por esta noite só
descansarei, meu amor.

Antes de Amar-te… (Pablo Neruda)

Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

Angela Adonica (Pablo Neruda)

Hoje deitei-me junto a uma jovem pura
como se na margem de um oceano branco,
como se no centro de uma ardente estrela
de lento espaço.
Do seu olhar largamente verde
a luz caía como uma água seca,
em transparentes e profundos círculos
de fresca força.
Seu peito como um fogo de duas chamas
ardía em duas regiões levantado,
e num duplo rio chegava a seus pés,
grandes e claros.
Um clima de ouro madrugava apenas
as diurnas longitudes do seu corpo
enchendo-o de frutas extendidas
e oculto fogo.

Os Teus Pés (Pablo Neruda)

Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,
Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram vôo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.

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Trabalhando com Poesia

“… São quatro jogadores, nesta mesa, frente a frente para jogar. São quatro cabra de peia, no desafio do jogo da bruxa, em noite de lua cheia. São quatro jogadores, nesta mesa, dando as cartas, no jogo surdo da vida… Kukukaya, eu quero você mim… Kukukaya, mas olha esse cachorro aqui… Kukukaya, eu quero você aqui… Kukukaya, mas preste a atenção em mim… São quatro jogadores, nesta mesa, dando as cartas, sem dar falsa folga a ninguém… São quatro cabra de peia, de riso dócil e rima fácil, não vá se enganar, é, meu bem. Que eu tenho dois olhos, eu tenho dois pés, dor dos meus olhos vá pros meus pés, e dos meus pés, pra dentro da terra, da terra para a morte… Kukukaya, eu quero você mim… Kukukaya, mas olha esse cachorro aqui… Kukukaya, eu quero você aqui… Kukukaya, mas preste a atenção em mim…Mas o ovo é redondo, ventre redondo é!… Vem amor, vem com saúde. Aonde eu sou chama, seja você brasa e aonde eu sou chuva, seja você água… Aonde eu sou chama, seja você brasa e aonde eu sou chuva, seja você água… Kukukaya, eu quero você mim… Kukukaya, mas olha esse cachorro aqui… Kukukaya, eu quero você aqui… Kukukaya, mas preste a atenção em mim…” (Xangai– Kukukaya –Jogo da asa da bruxa – Comp.: Cátia de França)

“… Marido se alevanta e vai armá um mundé, prá pegá uma paca gorda prá nóis cumê um sarapaté… Aroeira é pau pesado num é minha véia? Cai e machuca meu pé e ai d´eu sodade… Marido se alevanta e vai na casa da tua avó buscá a ispingarda dela procê caçá um mocó… Só que no lajedo tem cobra braba num é minha véia? Me morde e fica pió e ai deu sodade… Entonce marido se alevanta e vai caçá uma siriema, nóis come a carne dela e faiz uma bassora das pena… Ai quem dera tá agora num é minha véia? Nos braço duma roxa morena e ai d´eu sodade… Sujeito, alevanta e vai na casa do venderão comprá uma carne gorda prá nois fazê um pirão… É que eu num tenho mais dinheiro num é minha véia? Fiado num compro não e ai d´eu sodade… Ô marido se alevanta e vai na venda do venderim comprá deiz metro de chipa prá fazê rôpa pros nossos fiim… Ai dentro tem um colchão véio num é minha véia? Desmancha e faiz umas carça prá mim e ai d´eu sodade… Disgramado se alevanta, deixa de ser preguiçoso, o homi que num trabáia num pode cumê gostoso… É que trabáia é muito bom num é minha véia? Mas é um pouco arriscoso e ai d´eu sodade… Ô marido se alevanta e vem tomá um mingau, que é prá criá sustança prá nóis fazê um calamengal… Brincadêra de manhã cedo num é minha véia? Arrisca, quebrá o pau e ai d´eu sodade… Marido seu disgraçado tu ai de morrê, cachorro ai de ti lati e urubu ai de ti cumê… Se eu subesse disso tudo num é minha véia? Eu num casava cum ocê e ai deu sodade…” (Xangai – ABC do Preguiçoso “Ai d’eu sodade” – Comp.: Folclore adaptado por Cecitônio Coelho)

“… Cipó Caboclo tá subindo na virola, chegou a hora do Pinheiro balançar. Sentir o cheiro do mato, da Imburana, descansar, morrer de sono na sombra da Barriguda… De nada vale tanto esforço do meu canto, pra nosso espanto tanta mata haja vão matar. Tal Mata Atlântica e a próxima Amazônica, arvoredos seculares impossível replantar… Que triste sina teve o Cedro, nosso primo, desde de menino que eu nem gosto de falar. Depois de tanto sofrimento seu destino, virou tamborete, mesa, cadeira, balcão de bar… Quem por acaso ouviu falar da Sucupira, parece até mentira que o Jacarandá, antes de virar poltrona, porta, armário, mora no dicionário, vida eterna, milenar… Quem hoje é vivo corre perigo e os inimigos do verde dá sombra ao ar, que se respira e a clorofila das matas virgens destruídas vão lembrar… Que quando chegar a hora é certo que não demora, não chame Nossa Senhora. Só quem pode nos salvar é: Caviúna, Cerejeira, Baraúna, Imbuia, Pau-d’arco, Solva, Juazeiro e Jatobá… Gonçalo-Alves, Paraíba, Itaúba, Louro, Ipê, Paracaúba, Peroba, Massaranduba, Carvalho, Mogno, Canela, Imbuzeiro, Catuaba, Janaúba, Aroeira, Araribá… Pau-Ferro, Angico, Amargoso, Gameleira, Andiroba, Copaíba, Pau-Brasil, Jequitibá… Cipó Caboclo tá subindo na virola, chegou a hora do Pinheiro balançar. Sentir o cheiro do mato, da Imburana, descansar, morrer de sono na sombra da Barriguda… De nada vale tanto esforço do meu canto, pra nosso espanto tanta mata haja vão matar. Tal Mata Atlântica e a próxima Amazônica, arvoredos seculares impossível replantar… Que triste sina teve o Cedro, nosso primo, desde de menino que eu nem gosto de falar. Depois de tanto sofrimento seu destino, virou tamborete, mesa, cadeira, balcão de bar… Quem por acaso ouviu falar da Sucupira, parece até mentira que o Jacarandá, antes de virar poltrona, porta, armário, mora no dicionário, vida eterna, milenar… Quem hoje é vivo corre perigo e os inimigos do verde dá sombra ao ar, que se respira e a clorofila das matas virgens destruídas vão lembrar… Que quando chegar a hora é certo que não demora, não chame Nossa Senhora. Só quem pode nos salvar é: Caviúna, Cerejeira, Baraúna, Imbuia, Pau-d’arco, Solva, Juazeiro e Jatobá… Gonçalo-Alves, Paraíba, Itaúba, Louro, Ipê, Paracaúba, Peroba, Massaranduba, Carvalho, Mogno, Canela, Imbuzeiro, Catuaba, Janaúba, Aroeira, Araribá… Pau-Ferro, Angico, Amargoso, Gameleira, Andiroba, Copaíba, Pau-Brasil, Jequitibá…” (Xangai – Matança – Comp.: Jatobá)

“…Josefina sai cá fora e vem vê, olha os forro ramiado, vai chuvê. Vai trimina riduzi toda criação, das bandas de lá do ri gavião, chiquera pra cá, já roncô o truvão… Futuca a tuia, pega o catadô, vamo plantá o feijão no pó… Mãe prurdença inda num cuieu o ai, o ai roxo dessa lavora tardã, diligença pega o pano e cum balai, vai cum tua irmã, vai num rumo só, vai cuiê o ai, o ai da tua avó… Futuca a tuia, pega o catadô, vamo plantá o feijão no pó… Lua nova, sussarana vai passa, sêda branca, na passada ela levô, ponta d´unha, lua fina risca no céu, a onça prisunha, a cara de réu, o pai do chiquêro a gata comeu… Foi um trovejo c´ua zagaia só, foi tanto sangue de dá dó. Os cigano já subiro bêra ri, é só danos, todo ano nunca vi. Paciênca, já num guento a pirsiguição, já só caco véi nesse meu sertão, tudo que juntei foi só pra ladrão… Futuca a tuia, pega o catadô, vamo plantá o feijão no pó… Futuca a tuia, pega o catadô, vamo plantá o feijão no pó…” (Elomar – Arrumação – Comp.: Elomar)

“…Campo branco minhas penas que pena secou, todo o bem qui nóis tinha era a chuva era o amor. Num tem nada não nóis dois vai penano assim… Campo lindo ai qui tempo ruim, tu sem chuva e a tristeza em mim. Peço a Deus a meu Deus grande Deus de Abrãao, prá arrancar as pena do meu coração. Dessa terra sêca, in ança e aflição, todo bem é de Deus qui vem… Quem tem bem lôva a Deus seu bem, quem não tem pede a Deus qui vem… Pela sombra do vale do ri Gavião, os rebanhos esperam a trovoada chover. Num tem nada não também no meu coração. Vô ter relampo e trovão, minh’alma vai florescer… Quando a amada a esperada trovoada chega, Iantes da quadra as marrã vão tê. Sei qui inda vô vê marrã parí sem querer. Amanhã no amanhecer. Tardã mais sei qui vô ter meu dia inda vai nascer… E esse tempo da vinda tá perto de vin, sete casca aruêra, cantaram prá mim. Tatarena vai rodá, vai botá fulô, marela de u’a veis só, prá ela de u’a veis só… Marela de u’a veis só, prá ela de u’a veis só… marela de u’a veis só, prá ela de u’a veis só… marela de u’a veis só, prá ela de u’a veis só… marela de u’a veis só, prá ela de u’a veis só…” (Elomar – Campo Branco – Comp.: Elomar)

“…Cantiga de campo de concentração, a gente bem sente com precisão, mas recordo a tua imagem, naquela viagem que eu fiz pro sertão. Eu que nasci na floresta, canto e faço festa no seu coração. Voa, voa, azulão. Voa, voa, azulão… Cantiga de roça, de um cego apaixonado, cantiga de moça lá do cercado, que canta a fauna e a flora e ninguém ignora, se ela quer brotar. bota uma flor no cabelo, com alegria e zelo, para não secar. Voa, voa no ar. Voa, voa no ar… Cantiga de ninar a criança na rede, mentira de água é matar a sêde: diz pra mãe que eu fui pro açude, fui pescar um peixe, isso eu num fui não. tava era com um namorado, pra alegria e festa do meu coração. Voa, voa azulão. Voa, voa azulão… Cantiga de índio, que perdeu sua taba, no peito esse incêndio, céu não se apaga. Deixe o índio no seu canto, que eu canto um acalanto, faço outra canção. Deixe o peixe, deixe o rio, que o rio é um fio de inspiração. Voa, voa azulão. Voa, voa azulão … Cantiga de ninar a criança na rede, mentira de água é matar a sêde: diz pra mãe que eu fui pro açude, fui pescar um peixe, isso eu num fui não. tava era com um namorado, pra alegria e festa do meu coração. Voa, voa azulão. Voa, voa azulão. Voa, voa azulão…” (Vital Farias, Xangai, Elomar e Geraldo Azevedo – Sete Cantigas para voar – Comp.: Vital Farias)

“Não se queixe contra a vida. Se está sofrendo, lembre-se de que ninguém passa por essa terra isento de dores, da mesma forma que um aluno não pode fazer o seu curso sem submeter se aos exames de fim de ano. Prove que está preparado (a), suportando com paciência e resignação os exames a que é submetido (a). Tudo o que nos acontece tem sua razão de ser, e dos males surge sempre um bem.” (Minutos de Sabedoria Pg. 230)

Boa tarde pessoal,

Quantas vezes nos pegamos refletindo sobre as questões em torno de nós? Os problemas, as relações de trabalho, de escola, de comunidade, enfim. São diversos aspectos que acabam por influenciar o nosso dia a dia.

Por piores que eles possam ser, creia: Você é capaz de os transpor. Como diria o grande Raul, Basta ser sincero e desejar profundo, pois a força de vontade e a perseverança são fortes aliados.

Confesso que essa semana é uma semana diferente. Após 46 anos, pela primeira vez vivenciarei um dia dos pais sem a presença física de meu velho. Estarei junto com minha família, pois, juntos haveremos de vivenciar esse momento de tristeza melhor.

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da energia Guerreira de Iansã.

Apio Vinagre Nascimento
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O teu riso (Pablo Neruda)

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

ODE À CEBOLA – Pablo Neruda

Cebola
Luminosa redoma
pétala a pétala
cresceu a tua formosura
escamas de cristal te acrescentaram
e no segredo da terra escura
se foi arredondando o teu ventre de orvalho.
Sob a terra
foi o milagre
e quando apareceu
o teu rude caule verde
e nasceram as tuas folhas como espadas na horta,
a terra acumulou o seu poderio
mostrando a tua nua transparência,
e como em Afrodite o mar remoto
duplicou a magnólia
levantando os seus seios,
a terra
assim te fez
cebola
clara como um planeta
a reluzir,
constelação constante,
redonda rosa de água,
sobre
a mesa
das gentes pobres.

Generosa
desfazes
o teu globo de frescura
na consumação
fervente da frigideira
e os estilhaços de cristal
no calor inflamado do azeite
transformam-se em frisadas plumas de ouro.

Também recordarei como fecunda
a tua influência, o amor, na salada
e parece que o céu contribui
dando-te fina forma de granizo
a celebrar a tua claridade picada
sobre os hemisférios de um tomate.
mas ao alcance
das mãos do povo
regada com azeite
polvilhada
com um pouco de sal,
matas a fome
do jornaleiro no seu duro caminho.
estrela dos pobres,
fada madrinha
envolvida em delicado
papel, sais do chão
eterna, intacta, pura
como semente de um astro
e ao cortar-te
a faca na cozinha
sobe a única
lágrima sem pena.
Fizeste-nos chorar sem nos afligir.

Eu tudo o que existe celebrei, cebola
Mas para mim és
mais formosa que uma ave
de penas radiosas
és para os meus olhos
globo celeste, taça de platina
baile imóvel
de nívea anémona

e vive a fragância da Terra
na tua natureza cristalina.

ODE AO TOMATE – Pablo Neruda

(…)
enche as saladas
do Chile,
casa-se alegramente
com a branca cebola,
e para o celebrar
deita-se-lhe
o azeite,
filho
natural da oliveira,
sobre os hemisférios entreabertos,
adiciona
a pimenta
a sua fragância,
o sal o seu magnetismo:
são os esponsais
do dia,
a salsa
embandeira-se,
as migas
fervem ruidosamente,
o assado
bate à porta
com o seu aroma,
está na hora!

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Trabalhando com Poesia

“…Vou cantá no canto di primero, aas coisa lá da minha mudernage, qui mi fizero errante e violêro Eu falo sério e num é vadiage e pra você qui agora está mi ovino, juro inté pelo Santo Minino, Vige Maria qui ôve o queu digo, si fo mintira mi manda um castigo… Apois pro cantadô i violeiro, só há treis coisa nesse mundo vão… Amô, furria, viola, nunca dinheiro, viola, furria, amo, dinhero não… Cantado di trovas i martelo, di gabinete, lijêra i moirão, ai cantado já curri o mundo intero, já inté cantei nas portas di um castelo dum rei qui si chamava di Juão, pode acriditá meu companheiro, dispois di tê cantado o dia intero, o rei mi disse fica, eu disse não… Apois pro cantadô i violeiro, só há treis coisa nesse mundo vão… Amô, furria, viola, nunca dinheiro, viola, furria, amo, dinhero não… Si eu tivé di vivê obrigado um dia i antes dêsse dia eu morro. Deus feiz os homi e os bicho tudo fôrro, já vi iscrito no livro sagrado qui a vida nessa terra é uma passage, cada um leva um fardo pesado. É um insinamento qui desde a mudernage eu trago bem dentro do coração guardado… Apois pro cantadô i violeiro, só há treis coisa nesse mundo vão… Amô, furria, viola, nunca dinheiro, viola, furria, amo, dinhero não… Tive muita dô di num tê nada, pensano qui êsse mundo é tudo tê mais só dispois di pená pela istrada beleza na pobreza é qui vim vê, vim vê na procissão do Louvado-seja i o assombro das casa abandonada, côro di cego na porta das igreja i o êrmo da solidão das istrada… Apois pro cantadô i violeiro, só há treis coisa nesse mundo vão… Amô, furria, viola, nunca dinheiro, viola, furria, amo, dinhero não… Pispiano tudo do cumêço eu vô mostrá como faiz um pachola, qui inforca o pescoço da viola e revira toda moda pelo avêsso i sem arrepará si é noite ou dia, vai longe cantá o bem da furria sem um tostão na cuia u cantado canta inté morrê o bem do amo…. Apois pro cantadô i violeiro, só há treis coisa nesse mundo vão… Amô, furria, viola, nunca dinheiro, viola, furria, amo, dinhero não… Viola, furria, amo, dinhero não… Viola, furria, amo, dinhero não… Viola, furria, amo, dinhero não…” (Elomar Filgueiras – Violeiro – Comp.: Elomar Filgueiras)

“… Vô corrê trecho, vô percurá u’a terra preu podê trabaiá, prá vê se dêxo essa minha pobre terra véia discansá… Foi na Monarca a primeira derrubada, dêrna d’intão é sol é fogo é tái d’inxada, me ispera, assunta bem: Inté a bôca das água qui vem, num chora, conforma mulê. Eu volto se assim Deus quisé… Tá um aperto, mais qui tempão de Deus no sertão catinguêro, vô dá um fora, só dano um pulo agora in Son Palo, Triang’ Mineêro. É duro môço êsse mosquêro na cozinha, a corda pura e a cuia sem um grão de farinha… A bença Afiloteus, te dêxo intregue nas guarda de Deus… Nocença ai sôdade viu, pai volta prás curva do rio… Ah mais cê veja: num me resta mais creto prá um furnicimento, só eu caino nas mão do véi Brolino mêrmo a deis pur cento. É duro môço ritirá prum trecho alei, c’ua pele no osso e as alma nos bolso do véi… Me ispera, assunta viu, sô inbuzêro das bêra do rio… Num chora, conforma mulé. Eu volto se assim Deus quis é. Num dêxa o rancho vazio, eu volto prás curva do rio… Num dêxa o rancho vazio, pai volta prás curva do rio…“ (Xangai – Curvas do rio – Comp.: Elomar Filgueiras)

“… Deus esteja nessa casa, em formato e coração, coração feito um menino, nordestino o destino… Na janela um pé de rosa, beija flor beija o quintal, bem te vi, te vi, te vejo, que o desejo é natural… Companheiro, camarada, nessa estrada da canção, cantilenas, dissabores e os amores vãos… Violeiro quando toca, as cordas do coração ficam presas entre abraços, nos acordes na canção… Vem que a lua já é cheia, tece a veia inspiração, passa lenta a passarada, passará não passarão… Cantilena de lua cheia… Cantilena de lua cheia… Cantilena de lua, de luar, de lua cheia… Cantilena de lua, de luar, de lua cheia… Deus esteja nessa casa, em formato e coração, coração feito um menino, nordestino o destino… Na janela um pé de rosa, beija flor beija o quintal, bem te vi, te vi, te vejo, que o desejo é natural… Companheiro, camarada, nessa estrada da canção, cantilenas, dissabores e os amores vãos…” (Elomar Filgueiras, Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo (Cantoria) – Cantilena de Lua Cheia – Comp.: Vital Farias)

“…Vai pela istrada enluarada, tanta gente a ritirar, levando só necessidade, saudades do seu lugar… Esse povo muito longe, sem trabalho, vem prá cá, vai pela istrada enluarada, com tanta gente a ritirar, rumano para a cidade, sem vontade de chegar… Passa dia, passa tempo, passa o mundo devagar, lembrança passa com o vento, pidindo não ritirar… Tudo passa nesse mundo, só não passa o sofrimento, vai pela istrada enluarada, com tanta gente a ritirar, sem saber que mais adiante, um ritirante vai ficar… Se eu tivesse algum querer, nesse mundo de ilusão, não deixava que a saudade sociada cum penar, vivesse pelas estradas do sofrer a mendigar, vai pela estrada enluarada, com tanta gente a ritirar, levando nos ombros a cruz, que Jesus deixou ficar… Eu não canto por soberba, nem tanto por reclamar, em minha vida de labuta, canto o prazer, canto a dor, que as beleza devoluta, que Deus no sertão botou. Vai pela estrada enluarada, com tanta gente a ritirar, passando com taça e veno, bebendo fé e luar…” (Elomar Filgueiras – Retirada – Comp.: Elomar Filgueiras)

“Ajude a todos os que estão enfermos. Amanhã talvez deseje que alguém o visite em sua enfermidade. Os doentes solitários, que aspiram por uma palavra de conforto e de carinho. Não apenas seus parentes e amigos mas até os pobres conhecidos e abandonados, que não encontram um sorriso de incentivo, e que estão famintos de solidariedade humana e de amor.” (Minutos de Sabedoria Pg. 229)

Boa noite pessoal,

Dia de muita chuva em Lauro de Freitas e em toda a RMS, deixamos aqui o nosso desejo de que tudo transcorra sem maiores problemas aqui e em toda a região.

Você sabia que a Elite brasileira possui a quarta maior fortuna em paraísos fiscais de todo o mundo? É o que afirma o site Pátria Latina, em matéria do Jornalista Rodrigo Pinto, da BBC Brasil.

“…Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do País em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária…”

Leia a matéria completa:

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12143

Compartilho com vocês mais duas matérias interessantes do mesmo site:

Grife de luxo utiliza trabalho escravo para produção de roupas, Com informações de Daniel Santini, da Repórter Brasil.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=fb5d9e209ebda9ab6556a31639190622&cod=12153

Bancos lucram e fazem chantagem, Por Altamiro Borges

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=43413ceafd2ea8d4a5e17d21c4840d9e&cod=12151

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https://oipa2.wordpress.com/2013/08/06/trabalhando-com-poesia-484/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma terça-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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ODE AO VINHO – Pablo Neruda

Vinho cor do dia
vinho cor da noite
vinho com pés púrpura
o sangue de topázio
vinho,
estrelado filho
da terra
vino, liso
como uma espada de ouro,
suave
como um desordenado veludo
vinho encaracolado
e suspenso,
amoroso, marinho
nunca coubeste em um copo,
em um canto, em um homem,
coral, gregário és,
e quando menos mútuo.
O vinho
move a primavera
cresce como uma planta de alegria
caem muros,
penhascos,
se fecham os abismos,
nasce o canto.
Oh tú, jarra de vinho, no deserto
com a saborosa que amo,
disse o velho poeta.
Que o cântaro do vinho
ao peso do amor some seu beijo.
Amo sobre uma mesa,
quando se fala,
à luz de uma garrafa
de inteligente vinho.
Que o bebam,
que recordem em cada
gota de ouro
ou copo de topázio
ou colher de púrpura
que trabalhou no outono
até encher de vinho as vasilhas
e aprenda o homem obscuro,
no ceremonial de seu negócio,
a recordar a terra e seus deveres,
a propagar o cântico do fruto.

ODE AO PÃO – Pablo Neruda

“a terra,
a beleza,
o amor,
tudo isso
tem sabor de pão,
forma de pão.
germinação de farinha,
todas as coisas
nasceram para serem compartilhadas,
para serem entregues como dádiva,
para se multiplicarem.”

Para meu coração teu peito basta (Pablo Neruda)

Para meu coração teu peito basta,
para que sejas livre, minhas asas.
De minha boca chegará até o céu
o que era adormecido na tua alma.
Mora em ti a ilusão de cada dia
e chegas como o aljôfar às corolas.
Escavas o horizonte com tua ausência,
eternamente em fuga como as ondas.
Eu disse que cantavas entre vento
como os pinheiros cantam, e os mastros
Tu és como eles alta e taciturna.
Tens a pronta tristeza de uma viagem.
Acolhedora como um caminho antigo,
povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Despertei e por vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam em tua alma.

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Trabalhando com Poesia

“… Lá na Casa dos Carneiros, onde os violeiros, vão cantar louvando você. Em cantigas de amigo, cantando comigo, somente porque, você é minha amiga mulher, lua nova do céu que já não me quer. Dezessete é minha conta, minha amiga conta uma coisa linda pra mim; Conta os fios dos seus cabelos, sonhos e anelos, conta-me se o amor não tem fim, madre amiga é ruim, me mentiu jurando amor que não tem fim…. Lá na Casa dos Carneiros, sete candeeiros, Iluminam a sala de amor; sete violas em clamores, sete cantadores, são sete tiranas de amor, para amiga em flor, que partiu e até hoje não voltou. Dezessete é minha conta, vem amiga e conta uma coisa linda pra mim; pois na Casa dos Carneiros, violas e violeiros, só vivem clamando assim, madre amiga é ruim me mentiu jurando amor que não tem fim… Lá na Casa dos Carneiros, onde os violeiros, vão cantar louvando você. Em cantigas de amigo, cantando comigo, somente porque, você é, minha amiga mulher, lua nova do céu que já não me quer. Dezessete é minha conta, minha amiga conta uma coisa linda pra mim; conta os fios dos seus cabelos, sonhos e anelos, conta-me se o amor não tem fim, madre amiga é ruim, me mentiu jurando amor que não tem fim…” (Elomar – Cantiga de amigo – Comp.:Elomar)

“… Montado no meu cavalo libertava prometeu, toureava o minotauro, era amigo de teseu… Viajava o mundo inteiro nas estampas eucalol, a sombra de um abacateiro, Ícaro fugia do sol… Subia o monte Olimpo, ribanceira lá do quintal, mergulhava até netuno, no oceano abissal, São Jorge ia prá lua, lutar contra o dragão, São Jorge quase morria, mas eu lhe dava a mão e voltava trazendo a moça, com quem ia me casar, era minha professora que roubei do Rei Lear… Montado no meu cavalo libertava prometeu, toureava o minotauro, era amigo de teseu… Viajava o mundo inteiro nas estampas eucalol, a sombra de um abacateiro, Ícaro fugia do sol… Subia o monte Olimpo, ribanceira lá do quintal, mergulhava até netuno, no oceano abissal, São Jorge ia prá lua, lutar contra o dragão, São Jorge quase morria, mas eu lhe dava a mão e voltava trazendo a moça, com quem ia me casar, era minha professora que roubei do Rei Lear…” (Xangai – Estampas Elcalol – Comp.: Hèlio Contreiras)

“…Era casa era jardim, noites e um bandolim, os olhares nas varandas e um cheiro de jasmim… Lara, lara, lara, lara, lara… Era um telhado, um pombal, melodias e madrigal e ninguém nem percebia, que o real e a fantasia se separam no final… Lara, lara, lara, lara, lara… Eu vou partir, pra cidade garantida, proibida, arranjar meio de vida, Margarida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim… Veja você, arco-íris já mudou de cor e uma rosa nunca mais desabrochou e eu não quero ver você, com esse gosto de sabão…na boca, arco-íris já mudou de cor e uma rosa nunca mais desabrochou e eu não quero ver você, eu não quero ver… Veja meu bem, gasolina vai subir de preço e eu não quero nunca mais seu endereço, ou é o começo do fim…ou é o fim… Eu vou partir, pra cidade garantida, proibida, arranjar meio de vida, Margarida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim…“ (Vital Farias – Era Casa era jardim / Veja Margarida– Comp.: Vital Farias)

“…Um dia se eu mergulhasse e num mergulho penetrasse, através dessas retinas, através dessas meninas dos teus olhos colibris, tão flutuantes, fluentes, tão cantantes, tão contentes… Meninas tão… meninas tão bem… Meninas tão bem-te-vis… Meninas tão… meninas tão bem… Meninas tão bem-te-vis… Desataria da garganta esse travor de fogo e sol e cantaria o rouxinol, decantaria juritis, galo de campina, sabiá, xexéu, rolinha, grava tua voz na minha, canta o fogo se apagou, que no Sertão do meu penar, brotaram mágoas, que o meu pranto hoje deságua na cacimba que secou…” (Xangai – Retinas – Comp.: Maciel Melo)

“Não se aborreça com seu amigo, só porque ele está mal humorado. Saiba desculpar. Quantas vezes também você está irritado, e responde mal a seus amigos… e no entanto gosta que eles o desculpem. Você não sabe o que lhe aconteceu, desconhece seus problemas íntimos… desculpe, então! Não leve a mal, releve, e continue a querer-lhe bem. É a melhor maneira de mostrar sua amizade e compreensão.” (Minutos de Sabedoria Pg. 228)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. O dia de hoje, ao menos na parte da manhã veio repleto de boas notícias, pois conseguimos finalizar uma etapa tida como importantíssima pelo Juizado Especial Cível, local onde estagio e onde estou tendo a oportunidade de aprendizado muito interessante.

Essa semana, no “Trabalhando com Poesia”, homenageamos o magnífico Pablo Neruda um dos meus prediletos, pela profundidade e simbologia de seus versos. No Prefácio musical a presença de brilhantes cantores da música nordestina Elomar Filgueiras, Vital Farias, Xangai, entre outros. Espero que gostem!

Acho que vou convidar a população de Santo Amaro de Ipitanga para morar na Propaganda do PP local. Vá mentir assim na casa do chapéu, para usar um termo publicável!

Creio que o atual prefeito de Lauro de Freitas deve revisitar as suas falas no plenário da Câmara, quando vereador. Ou será que ele deixou de achar que um governo que gasta muito em propaganda tem um canal aberto para a corrupção? Se não, como ele define o fato de ter, em menos de oito meses aparecido em horário nobre da TV Globo, mais que o governo que o antecedeu fez em oito anos?

Muito tem se falado sobre a polêmica criada por um conjunto de Médicos brasileiros sobre o Projeto Mais Médicos do Governo federal. Sobre isso achei super interessante um artigo do blogueiro Leonardo Sakamoto, que compartilho com nossos leitores.

“O que fazer com um médico que afirma ser vítima de “trabalho escravo”?, por Leonardo Sakamoto, em seu blog – Tratei disso no Facebook, mas como muita gente não entendeu, trago a discussão para cá. A gente perde os cabelos, há anos, tentando fazer a bancada ruralista no Congresso Nacional entender que trabalho escravo contemporâneo Não é qualquer manguaba, como falta de azulejo no banheiro, mas um pacote de condições que configura uma gravíssima violação aos direitos humanos, e aparecem médicos dizendo – na maior cara-de-pau – que a proposta de estágio obrigatório para a formação de médicos é “escravidão”?”

Leia o artigo completo em:

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/08/04/o-que-fazer-com-um-medico-que-afirma-ser-vitima-de-trabalho-escravo/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/05/trabalhando-com-poesia-483/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma segunda-feira abençoada por Deus e repleta das bênçãos de Obaluaiê.

Apio Vinagre Nascimento

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Querer (Pablo Neruda)

Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.

Nos Bosques, Perdido (Pablo Neruda)

Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro
E aos labios, sedento, levante seu sussurro:
era talvez a voz da chuva chorando,
um sino quebrado ou um coração partido.
Algo que de tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada.
Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela…
berto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada.
Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela…

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Trabalhando com Poesia

“… Não consigo olhar no fundo dos seus olhos e enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar. As várias fases, estações que me levam com o vento e o pensamento bem devagar… Outra vez, eu tive que fugir, eu tive que correr, pra não me entregar, as loucuras que me levam até você, me fazem esquecer, que eu não posso chorar… Olhe bem no fundo dos meus olhos e sinta a emoção que nascerá, quando você me olhar. O universo conspira a nosso favor, a consequência do destino é o amor, pra sempre vou te amar… Mas talvez, você não entenda essa coisa de fazer o mundo acreditar, que meu amor, não será passageiro, te amarei de janeiro a janeiro, até o mundo acabar, até o mundo acabar, até o mundo acabar, até o mundo acabar… Mas talvez, você não entenda essa coisa de fazer o mundo acreditar, que meu amor, não será passageiro, te amarei de janeiro a janeiro, até o mundo acabar, até o mundo acabar, até o mundo acabar, até o mundo acabar…” (Nando Reis & Roberta Campos – De janeiro a janeiro – Comp.: Roberta Campos)

“…Estranho seria se eu não me apaixonasse por você, o sal viria doce para os novos lábios. Colombo procurou as índias, mas a terra avistou em você, o som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário… Estranho é gostar tanto do seu All Star azul, estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador, aperto o 12 que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra hoje… Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu, seu All Star azul combina com o meu preto, de cano alto. Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço? o tom que eu canto as minhas músicas, para a tua voz parece exato… Estranho é gostar tanto do seu All Star azul, estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador, aperto o 12 que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra… Laranjeiras, satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador, aperto o 12 que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra hoje…“ (Nando Reis – All Star – Comp.: Nando Reis)

“… Pra você guardei o amor, que nunca soube dar, o amor que tive e vi sem me deixar, sentir sem conseguir provar, sem entregar e repartir… Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar o amor que vive em mim vem visitar, sorrir, vem colorir solar, vem esquentar e permitir… Quem acolher o que ele tem e traz, quem entender o que ele diz, no giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios, que o convite do silêncio exibe em cada olhar… Guardei sem ter porque, nem por razão, ou coisa outra qualquer, além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar… Achei, vendo em você, explicação nenhuma isso requer, se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar… Pra você guardei o amor que aprendi vendo os meus pais, o amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz, céu, cheiro e ar na cor que o arco-íris risca ao levitar… Vou nascer de novo lápis, edifício, tevere, ponte, desenhar no seu quadril, meus lábios beijam signos feito sinos, trilho a infância, terço o berço do seu lar… Guardei sem ter porque, nem por razão, ou coisa outra qualquer, além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar… Achei, vendo em você, explicação nenhuma isso requer, se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar… Pra você guardei o amor, que nunca soube dar, o amor que tive e vi sem me deixar, sentir sem conseguir provar, sem entregar e repartir… Quem acolher o que ele tem e traz, quem entender o que ele diz, no giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios, que o convite do silêncio exibe em cada olhar… Guardei sem ter porque, nem por razão, ou coisa outra qualquer, além de não saber como fazer, pra ter um jeito meu de me mostrar… Achei, vendo em você, explicação nenhuma isso requer, se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar…” (Nando Reis – Pra você guardei o amor – Comp.: Nando Reis)

Veja outras pérolas de Nando Reis:

“Saiba dominar-se e vencer-se a si mesmo. Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo, dominando seus vícios e superando seus defeitos. A vitória sobre si mesmo é muito mais difícil, e quem consegue isto pode ser classificado como verdadeiro herói. Aprenda a dominar-se, e jamais desanime. Se desta vez não conseguiu, recomece e um dia sairá vitorioso!” (Minutos de Sabedoria Pg. 227)

Boa noite pessoal,

O dia corrido hoje não me permitiu fazer a pesquisa costumeira para o “Trabalhando com Poesia”. Semana que vem tentarei retomar esta parte.

Ao contrário do que alguns insistem em desinformar a população, a Sexta Feira Santa é Feriado Municipal imposto pela Legislação Federal (Nº. 9.093 de 12 de Setembro de 1995). Esta Lei define como Feriado Civil Municipal apenas “os dias do início e do término do ano do centenário de fundação do Município, fixados em lei municipal”. Quando versa sobre Feriados religiosos a Lei afirma serem “os dias de guarda, declarados em lei municipal, de acordo com a tradição local e em número não superior a quatro, neste incluída a Sexta-Feira da Paixão.”

Querendo é só conferir:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9093.htm

Vale salientar que a lista de dias com o título de “Feriados Nacionais” é taxativa e estão na Lei Federal 6.802 de 30 de Junho de 1980, que assim definiu o 12 de Outubro (Nossa Senhora Aparecida) e na Lei Federal 10.607 de 19 de Dezembro de 2002, que intitula os demais feriados.

É só conferir:

Lei 6802/1980: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6802.htm

Lei 10.607/2002: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10607.htm

A mesma confusão acontece em relação ao Corpus Christi, que ao contrário do que muitos pensam, não é feriado nacional, mas, sim municipal. Ocorre que praticamente todas as capitais brasileiras tiveram por parte dos seus legisladores a atenção a esta tradição católica, o que não foi feito nas terras de Ipitanga.

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Estrela distraída – Damário da Cruz

Longe de Miramar
e Havana cria estrelas.

Se não me reconheço
como voltar a Miramar?
Com luz nenhuma
na cegueira de estrangeiro?

Se não me reconheço
como voltar a mim?
Com espelhos de crianças
erguidos para a lua?

Estou só…
longe de Miramar
e a escuridão pinta o céu.

In Segredo das Pipas

Luz alheia – Damário da Cruz

Não sou
tua estrela guia
Algum cometa
desvia olhares,
alguma noite
é mais escura,
algum céu
é leviano.

Não sou
teu porto seguro.
Algum farol
seduz a proa,
alguma gaivota
voa à-toa,
algum vento
é fugaz.

In Segredo das Pipas

Um pouco repetido – Damário da Cruz

A lua
nasceu hoje
da mesma forma.

E você
fica exigindo
que eu seja diferente
todas as noites.

In Segredo das Pipas

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Trabalhando com Poesia

“… Meu pai não tinha educação, ainda me lembro, era um grande coração, ganhava a vida com muito suor e mesmo assim não podia ser pior. Pouco dinheiro pra poder pagar todas as contas e despesas do lar, mas, Deus quis vê-lo no chão com as mãos levantadas pro céu, implorando perdão. Chorei, meu pai disse: “Boa sorte”, com a mão no meu ombro, em seu leito de morte e disse: “Marvin, agora é só você e não vai adiantar. Chorar vai me fazer sofrer.”… Três dias depois de morrer, meu pai, eu queria saber, mas não botava nem um pé na escola, mamãe lembrava disso a toda hora, todo dia antes do sol sair, eu trabalhava sem me distrair… Às vezes acho que não vai dar pé, eu queria fugir, mas onde eu estiver eu sei muito bem o que ele quis dizer. Meu pai, eu me lembro, não me deixa esquecer, ele disse: “Marvin, a vida é pra valer, eu fiz o meu melhor e o seu destino eu sei de cor”… E então um dia uma forte chuva veio, e acabou com o trabalho de um ano inteiro, e aos treze anos de idade eu sentia todo o peso do mundo em minhas costas, eu queria jogar mas perdi a aposta… E trabalhava feito um burro nos campos, só via carne se roubasse um frango. Meu pai cuidava de toda a família, sem perceber segui a mesma trilha, toda noite minha mãe orava.
Deus, era em nome da fome que eu roubava… Dez anos passaram, cresceram meus irmãos e os anjos levaram minha mãe pelas mãos, chorei, meu pai disse: “Boa sorte”, com a mão no meu ombro, em seu leito de morte Disse: “Marvin, agora é só você e não vai adiantar. Chorar vai me fazer sofrer.”… “Marvin, a vida é pra valer, eu fiz o meu melhor e o seu destino eu sei de cor”…” (Nando Reis & Os infernais– Marvin – Comp.: G. N. Johnson / Nando Reis / R. Dunbar / Sérgio Britto)

“… É uma índia com colar, a tarde linda que não quer se pôr, dançam as ilhas sobre o mar, sua cartilha tem o A de que cor?… O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou… O que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou… E são dois cílios em pleno ar, atrás do filho vem o pai e o avô, como um gatilho sem disparar, você invade mais um lugar, onde eu não vou… O que você está fazendo? milhões de vasos sem nenhuma flor… O que você está fazendo? Um relicário imenso deste amor… Corre a lua porque longe vai? Sobe o dia tão vertical, o horizonte anuncia com o seu vitral, que eu trocaria a eternidade por esta noite… Por que está amanhecendo? Peço o contrario, ver o sol se por… Por que está amanhecendo? Se não vou beijar seus lábios quando você se for… Quem nesse mundo faz o que há durar, pura semente dura: o futuro amor, eu sou a chuva pra você secar, pelo zunido das suas asas você me falou… O que você está dizendo? Milhões de frases sem nenhuma cor… O que você está dizendo? Um relicário imenso deste amor… O que você está dizendo? O que você está fazendo? Por que que está fazendo assim?… Desde que você chegou o meu coração se abriu, Hoje eu sinto mais calor e não sinto nem mais frio… E o que os olhos não vêm, o coração pressente, mesmo na saudade, você não está ausente… E em cada beijo seu, e em cada estrela do céu, e em cada flor no campo, e em cada letra no papel… Que cor terão seus olhos e a luz dos seu cabelo só sei que vou chamá-lo de Esmael, Esmael…“ (Nando Reis – Relicário – Comp.: Nando Reis)

“… Ponho os meus olhos em você, se você está, dona dos meus olhos é você, avião no ar. Um dia pra esses olhos sem te ver é como chão no mar! Liga o rádio à pilha, a TV só pra você escutar a nova música que eu fiz agora, lá fora a rua vazia chora… Pois meus olhos vidram ao te ver são dois fãs, um par. Pus nos olhos vidros para poder melhor te enxergar. Luz dos olhos para anoitecer é só você se afastar. Pinta os lábios para escrever a sua boca em minha… Que a nossa música eu fiz agora, lá fora a lua irradia a glória e eu te chamo, eu te peço: Vem! Diga que você me quer, porque eu te quero também!… Passo as tardes pensando, faço as pazes tentando te telefonar… Cartazes te procurando, aeronaves seguem pousando, sem você desembarcar. Pra eu te dar a mão nessa hora, levar as malas pro fusca lá fora?… E eu vou guiando, eu te espero, vem? Diga que você me quer, porque eu te quero também. E eu te amo! E eu berro: Vem! Grita que você me quer, que eu grito também!… E eu gosto dela, e ela gosta de mim. Eu penso nela, será que isso não vai ter fim?…” (Nando Reis – Luz dos olhos – Comp.: Nando Reis)

“Faça da leitura um hábito diário. Acostume-se a ter sempre um bom livro à mão, e verificará que é seu melhor amigo, que conversará com você somente quando você o desejar. Escolha livros instrutivos, interessantes, sadios. Tanto quanto o corpo, o espírito também necessita de alimentar-se. Faça da leitura um hábito tão indispensável quanto a respiração.” (Minutos de Sabedoria Pg. 226)

Boa tarde pessoal,

Dia de festa para a torcida tricolor baiana, que viu ontem à noite, na Fonte Nova, um Bahia surpreendente, de forma positiva, vencer bem e dominar o Flamengo durante toda a partida. De Lomba a Walisson, o time se portou muito bem, mas com bons destaques para Raul, incansável no apoio e na defesa, bem como Fernandão e Marcos Gabriel, que além de articularem boas jogadas e infernizarem a defesa adversária fizeram um gol cada, sendo o terceiro de Walisson.
O segundo gol do Bahia foi marcado pela polêmica, pois o assistente teria assinalada posição irregular, que efetivamente existiu, mas, Heber Roberto Lopes assumiu a responsabilidade da marcação e validou o gol.

A equipe baiana ocupa agora a segunda colocação e torce por um tropeço do Botafogo carioca para se manter na posição. Um empate do clube da estrela solitária e o outro representante baiano na competição seria o melhor dos sonhos para o Bahia, que deixou de assumir a liderança do certame por conta do triunfo do Coritiba sobre a Ponte Preta, ontem à noite, em jogo de oito gols.

O técnico Cristóvão Borges mandou a campo: Marcelo Lomba; Madson, Rafael Donato, Titi e Raul; Fahel (Diones), Rafael Miranda e Hélder; Marquinhos, Fernandão (Souza) e Wallyson (Anderson Talisca). A equipe ganhou folga nesta quinta-feira e se reapresenta nesta sexta feira para já iniciar os preparativos para a partida da próxima quarta-feira, já que o tricolor já jogou pela 11ª rodada (Antecipado jogo contra o São Paulo).

Confira os melhores momentos de Bahia 3×0 Flamengo, na Fonte Nova.

Começamos hoje o mês em que se homenageiam São Roque, no candomblé é mês de se homenagear Omolu/Obaluaê, Orixá da saúde e das doenças.

SÃO ROQUE – 16 de agosto – Padroeiro dos inválidos, cirurgiões, protetor do gado, contra doenças contagiosas e a peste. Significado do nome: eremita, homem grande e forte. Originário de família nobre, distinta e abastada, São Roque nasceu em Montpellier, na França, em 1295. Seu nascimento teve o significado de um grande dom de Deus e fruto das orações de seus pais. Libéria, sua mãe, mulher virtuosa, era devotada de Nossa Senhora, a quem recorreu, pedindo a graça de ter um filho, apesar de sua idade avançada. Foi atendida em seu anseio e dedicou-se com cuidado à educação de Roque, incutindo-lhe desde cedo a devoção à Nossa Senhora.

http://www.igrejaparati.com.br/santos_-_s%C3%A3o_roque.htm

QUEM FOI OBALUAÊ – Obaluaê quer dizer “Rei e Senhor da terra” sua veste é palha e esconde o segredo da vida e da morte. Está relacionado à terra quente e seca, como o calor do fogo e do sol – calor que lembra a febre das doenças infecto-contagiosas. Conta-se em Ibadã que Obaluaê teria sido antigamente o Rei dos Tapás. Uma lenda de Ifá confirma esta última suposição. Obaluaê era originário de Empê – Tapá e havia levado seus guerreiros em expedição aos quatros cantos da terra. Uma ferida feita por suas flechas tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas.

http://oxalaorei.blogspot.com.br/p/quem-foi-obaluae.html

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e repleta da energia Guerreira de Oxossi e as bênçãos de Omolu. Atotô Obaluaê!

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Certo vôo – Damário da Cruz

Cada
pássaro
sabe
a rota
do retorno.

Cada
pássaro
sabe
a rota
de si.

Cada
pássaro,
na rota,
sabe-se
pássaro.

In Segredos das Pipas

Olé – Damário da Cruz

Quando na arena
um touro me matar
não me socorram,
pois ninguém socorre
o touro quando o mato.

In Segredo das Pipas

Navegante – Damário da Cruz

De mim
exijam pouco…

Pois o tempo
que me resta
é louca busca
de como atravessar
o Sol…

In Segredo das Pipas

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Trabalhando com Poesia

“… Sabe, quando a gente tem vontade de encontrar a novidade de uma pessoa, quando o tempo passa rápido quando você está ao lado dessa pessoa, quando dá vontade de ficar nos braços dela e nunca mais sair… Sabe, quando a felicidade invade, quando pensa na imagem da pessoa, quando lembra que seus lábios encontraram outros lábios de uma pessoa, e o beijo esperado ainda está molhado e guardado ali… Em sua boca, que se abre e sorri feliz quando fala o nome daquela pessoa, quando quer beijar de novo e muito os lábios desejados da sua pessoa, quando quer que acabe logo a viagem, que levou ela pra longe daqui… Sabe, quando passa a nuvem brasa abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa, quando quer ali deitar, se alimentar e entregar seu corpo pra pessoa, quando pensa porque não disse a verdade é que eu queria que ela estivesse aqui… Sabe, quando a felicidade invade, quando pensa na imagem da pessoa, quando lembra que seus lábios encontraram outros lábios de uma pessoa, e o beijo esperado ainda está molhado e guardado ali… Em sua boca, que se abre e sorri feliz quando fala o nome daquela pessoa, quando quer beijar de novo e muito os lábios desejados da sua pessoa, quando quer que acabe logo a viagem, que levou ela pra longe daqui… Sabe, quando passa a nuvem brasa abre o corpo, sopro do ar que traz essa pessoa, quando quer ali deitar, se alimentar e entregar seu corpo pra pessoa, quando pensa porque não disse a verdade é que eu queria que ela estivesse aqui… Sei, eu sei…” (Nando Reis – Sei – Comp.:Nando Reis)

“… Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou. Ainda lembro que eu estava lendo, só pra saber o que você achou dos versos que eu fiz e ainda espero resposta… Desfaz o vento o que há por dentro desse lugar que ninguém mais pisou. Você está vendo o que está acontecendo? Nesse caderno sei que ainda estão, os versos meus, tão seus que peço, nos versos seus, tão meus, que esperem que os aceite… Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante… Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante… Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou. Ainda lembro que eu estava lendo, só pra saber o que você achou dos versos meus, tão seus que peço, nos versos seus, tão meus, que esperem que os aceite… Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante… Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante… Desfaz o vento o que há por dentro desse lugar que ninguém mais pisou. Você está vendo o que está acontecendo? Nesse caderno sei que ainda estão, os versos meus, tão seus que peço, nos versos seus, tão meus, que esperem que os aceite… Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante… Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante… Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante… Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante… Em paz, eu digo que eu sou o antigo do que vai adiante… Sem mais, eu fico onde estou, prefiro continuar distante…“ (Nando Reis & Samuel Rosa – Resposta – Comp.: Samuel Rosa & Nando Reis)

“…Minha cor, minha flor, minha cara. Quarta estrela, letras, três, uma estrada… Não sei se o mundo é bom, mas ele está melhor, desde que você chegou e perguntou: Tem lugar pra mim?… Espatódea, gineceu cor de pólen. Sol do dia, nuvem branca, sem sardas… Não sei se esse mundo é bom, mas ficou melhor, desde que você chegou e explicou o mundo pra mim… Não sei se esse mundo está são, mas pro mundo que eu vim já não era! Meu mundo não teria razão se não fosse a Zoé… Espatódea, gineceu cor de pólen. Sol do dia, nuvem branca, sem sardas… Não sei se esse mundo é bom, mas ficou melhor, desde que você chegou e explicou o mundo pra mim… Não sei se esse mundo está são, mas pro mundo que eu vim já não era! Meu mundo não teria razão se não fosse a Zoé… Espatódea, gineceu cor de pólen. Sol do dia, nuvem branca, sem sardas… Não sei se esse mundo é bom, mas ficou melhor, desde que você chegou e explicou o mundo pra mim… Não sei se esse mundo está são, mas pro mundo que eu vim já não era! Meu mundo não teria razão se não fosse a Zoé…” (Nando Reis – Espatódea – Comp.: Nando Reis)

“Nunca se irrite! Se a condução custa a chegar, tenha paciência. Se o vizinho o incomoda, suporte-o. Sua irritação não pode melhorar as coisas e faz mal a seu fígado. A irritação causa mais sofrimentos a nós que aos outros, ao passo que a paciência é um bálsamo, sempre pronto a suavizar as feridas próprias e alheias.” (Minutos de Sabedoria Pg. 225)

Boa tarde pessoal,

Dia 31 de Julho é sempre um dia especial para mim. Comemoram a sua emancipação política duas cidades muito caras para mim. A primeira, Vera Cruz, minha cidade natal e que muito amo, apesar da distância, por conta da minha lida diária.

A segunda, Lauro de Freitas, cidade onde fui gerado, que me apaixonei na adolescência e que decidi morar há 16 anos. Parabéns Vera Cruz (Mar Grande), Parabéns Santo Amaro de Ipitanga. Que o olhar para seus filhos e filhas, por parte de quem as governa seja generoso, eficiente e acima de tudo preocupado com o bem estar e garantias à vida dos que mais precisam.

Hoje também é dia de parabenizar duas pessoas muito queridas, o amigo Sacramento Sacra e a amiga Michele Gramacho. Na figura de ambos felicito os demais aniversariantes do dia de hoje. Parabéns. Paz, Saúde e Felicidades.

Quero parabenizar aos companheiros e companheiras do PT que foram às ruas hoje levar a nossa mensagem ao povo de Lauro de Freitas pela passagem de mais um aniversário de emancipação. Valeu companheirada.

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/07/31/trabalhando-com-poesia-480/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva de Iansã.

Apio Vinagre Nascimento
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Caixa – preta – Damário da Cruz

Sou um homem.
Portanto,
mais que palavra.
Não pronuncio
o sentimento
apenas como palavra.

O que foi dito
ao entardecer
não se confirma
na madrugada.
O que foi visto
no sonho
não se confronta
com a realidade.

Sou um homem.
Portanto,
uma surpresa.

In Segredo das Pipas, Salvador: EPP/ BANCO CAPITAL, 2003.

Primeiro de Abril de 64 na Rua Direita do Santo Antônio – Damário da Cruz

Ao poeta Miguel Carneiro

O que são
esses navios cinzentos
no meu mar?

O que são
esses olhos de menino
querendo o mar?

Porque dona Mosa,
Pró do Primário,
nunca me falou
que toda ditadura
enfeia a água?

In Inédito 09/11/2005

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Trabalhando com Poesia

“…Entre as coisas mais lindas que eu conheci, só reconheci suas cores belas, quando eu te vi… Entre as coisas bem-vindas que já recebi, eu reconheci minhas cores nela então eu me vi… Está em cima com o céu e o luar, hora dos dias, semanas, meses, anos, décadas e séculos, milênios que vão passar… Água-marinha põe estrelas no mar, praias, baías, braços, cabos, mares, golfos e penínsulas e oceanos que não vão secar… E as coisas lindas são mais lindas, quando você está, onde você está, hoje você está… Nas coisas tão mais lindas, porque você está, onde você está, hoje você está, nas coisas tão mais lindas…” (Nando Reis e os Infernais – As coisas tão mais lindas – Comp.:Nando Reis)

“… Desculpe, estou um pouco atrasado, mas, espero que ainda dê tempo de dizer que andei errado, e eu entendo as suas queixas tão justificáveis e a falta que eu fiz nessa semana, coisas que pareceriam óbvias até pra uma criança… Por onde andei, enquanto você me procurava? E o que eu te dei? Foi muito pouco ou quase nada. E o que eu deixei? Algumas roupas penduradas. Será que eu sei, que você é mesmo tudo aquilo que me falta?… Amor eu sinto a sua falta e a falta, é a morte da esperança, como um dia que roubaram o seu carro deixou uma lembrança, que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, diante da eternidade do amor de quem se ama… Por onde andei, enquanto você me procurava? E o que eu te dei? Foi muito pouco ou quase nada. E o que eu deixei? Algumas roupas penduradas. Será que eu sei, que você é mesmo tudo aquilo que me falta?… Amor eu sinto a sua falta e a falta, é a morte da esperança, como um dia que roubaram o seu carro deixou uma lembrança, que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância, diante da eternidade do amor de quem se ama… Por onde andei, enquanto você me procurava? E o que eu te dei? Foi muito pouco ou quase nada. E o que eu deixei? Algumas roupas penduradas. Será que eu sei, que você é mesmo tudo aquilo que me falta?… Por onde andei, enquanto você me procurava? E o que eu te dei? Foi muito pouco ou quase nada. E o que eu deixei? Algumas roupas penduradas. Será que eu sei, que você é mesmo tudo aquilo que me falta?…“ (Nando Reis – Por onde andei – Comp.: Nando Reis)

“… Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, um lugar pro que eu sou… Eu não quero mais dormir, de olhos abertos me esquenta o sol. Eu não espero que um revólver venha explodir, na minha testa se anunciou, a pé a fé devagar, foge o destino do azar que restou… E se você puder me olhar, se você quiser me achar e se você trouxer o seu lar… Eu vou cuidar, eu cuidarei dele. Eu vou cuidar do seu jardim… Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele, eu vou cuidar, Eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar e de você e de mim… Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, um lugar pro que eu sou… E se você puder me olhar, se você quiser me achar e se você trouxer o seu lar… Eu vou cuidar, eu cuidarei dele. Eu vou cuidar do seu jardim… Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele, eu vou cuidar, Eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar e de você e de mim… E você e de mim… E de você e de mim…” (Nando Reis – Os cegos do castelo– Comp.: Nando Reis)

“Cultive a Verdade em todos os momentos de sua vida, e a Verdade o levará triunfantemente ao progresso. Seja verdadeiro em todos os pensamentos, ações e emoções, e nada lhe ocorrerá de mal. Deixe que a Divindade se manifeste por seu intermédio, e procure ouvir a voz silenciosa que lhe fala do fundo de seu coração, por meio de sua consciência. Obedeça aos conselhos que ela lhe der!” (Minutos de Sabedoria Pg. 224)

Boa tarde pessoal,

Depois de uma longa pausa, tempo suficiente para colocar as ideias no lugar, o “Trabalhando com Poesia” está de volta. Confesso que senti muita falta deste convívio diário, ao longo destes meses, mas, creio que foi uma pausa interessante, tanto para mim, mas, principalmente para vocês.

E a nossa volta ocorre num momento diferente em minha vida e de minha família, logo após uma perda irreparável, que foi a passagem de meu velho pai. É inverno, tempo de frio e, mesmo na Bahia, normalmente quente, as oportunidades para a busca de calor humano é sempre uma boa prática e foi exatamente com esse intuito que nasceu o “Trabalhando com Poesia”. Espero que gostem desta nova fase e que, na medida do possível, me mandem sugestões.
Hoje ainda não faremos o habitual “dia na história”, mas, a partir de Agosto retornaremos.

A leitura dos Índices de Desenvolvimento Humano divulgados pelo PNUD em relação a Lauro de Freitas nos dão, notadamente a quem participou da gestão 2005-2012, capitaneado pela companheira Moema Gramacho, a noção exata da importância que gestões comprometidas com Políticas Sociais de inclusão. Ainda estamos analisando os dados para uma discussão mais aprofundada, mas, perceber que em 2010, ou seja, após cinco anos da nossa gestão, Lauro de Freitas só perdia no IDH total para a capital do Estado, sendo que no IDH renda era a primeira colocada, sendo a segunda no IDH longevidade e o quarto no IDH Educação. Valeu Moema!! A luta e o trabalho valeu a pena.

Confira os dados do IDHM de Lauro de Freitas no link abaixo:

http://atlasbrasil.org.br/2013/perfil/lauro-de-freitas_ba

Essa semana homenageamos o Poeta e amigo Damário da Cruz, Soterocachoeirano como bem gostava de se titular e que nos deixou precocemente, em 21 de maio de 2010. No Prefácio musical a presença sempre qualificada de Nando Reis, um dos bons letristas da atual geração musical brasileira. Espero que gostem!
Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

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Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma terça-feira abençoada por Deus e repleta da força guerreira de Ogum.

Apio Vinagre Nascimento
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Todo risco – Damário da Cruz
A possibilidade de arriscar
É que nos faz homens
Vôo perfeito
no espaço que criamos
Ninguém decide
sobre os passos que evitamos
Certeza
de que não somos pássaros
e que voamos
Tristeza
de que não vamos
por medo dos caminhos.

***

Saudade – Damário da Cruz

Deixarei
a lua acesa
na varanda.

No meu retorno
dos becos noturnos
e do lual de Luciano,
evitarei tropeçar
na tua ausência…

In Segredo das Pipas

Previsão metereológica – Damário da Cruz

Nenhum
dia é triste!
Nós é que chovemos
na hora errada.

In Segredo das Pipas

Anzol – Damário da Cruz

Angustiado olhar
do peixe capturado.
Angustiado olhar
do peixe
na mesa do mercado.
O amor, às vezes,
tem esse olhar
de quem vacila prisioneiro
quando tudo é mar.

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