Trabalhando com Poesia

“… Sempre só, eu vivo procurando alguém que sofra como eu também, mas não consigo achar ninguém… Sempre só, e a vida vai seguindo assim, não tenho quem tem dó de Mim, tô chegando ao fim… A luz negra de um destino cruel, ilumina um teatro sem cor, onde eu tô representando o papel, do palhaço do amor… Sempre só, e a vida vai seguindo… vai seguindo assim… Não tenho quem tem dó de Mim, tô chegando ao fim… A luz negra de um destino cruel, ilumina um teatro sem cor, onde eu tô representando o papel, do palhaço do amor… Sempre só, e a vida vai seguindo assim, não tenho quem tem dó de Mim, eu tô chegando ao fim… Eu tô chegando ao fim… Eu tô chegando ao fim… Eu tô chegando ao fim…” (Cazuza – Luz Negra – Comp.: Nelson Cavaquinho)

“… São 7 horas da manhã, vejo Cristo da janela… O sol já apagou sua luz, e o povo lá embaixo espera, nas filas dos pontos de ônibus, procurando aonde ir… São todos seus cicerones, correm pra não desistir dos seus salários de fome, é a esperança que eles tem, neste filme como extras, todos querem se dar bem… Num trem pras estrelas, depois dos navios negreiros, outras correntezas… Num trem pras estrelas, depois dos navios negreiros, outras correntezas… Estranho o teu Cristo, Rio, que olha tão longe, além, com os braços sempre abertos, mas sem proteger ninguém… Eu vou forrar as paredes do meu quarto de miséria, com manchetes de jornal, pra ver que não é nada sério… Eu vou dar o meu desprezo, pra você que me ensinou, que a tristeza é uma maneira da gente se salvar depois… Num trem pras estrelas, depois dos navios negreiros, outras correntezas… Num trem pras estrelas, depois dos navios negreiros, outras correntezas… Num trem pras estrelas, depois dos navios negreiros, outras correntezas… Num trem pras estrelas… Outras correntezas…(Cazuza – Um trem pras estrelas – Comp.: Cazuza & Gilberto Gil)

 

“… Cada aeroporto é um nome num papel, um novo rosto atrás do mesmo véu… Alguém me espera, e adivinha no céu, que meu novo nome é um estranho que me quer… E eu quero tudo no próximo hotel, por mar, por terra, ou via Embratel… Ela é um satélite e só quer me amar, mas não há promessas, não, é só um novo lugar… Viver é bom! Nas curvas da estrada, solidão, que nada… Viver é bom! Partida e chegada, solidão, que nada… Solidão, que nada… Alguém me espera, e adivinha no céu, que meu novo nome é um estranho que me quer… E eu quero tudo no próximo hotel, por mar, por terra, ou via Embratel… Ela é um satélite e só quer me amar, mas não há promessas, não, é só um novo lugar… Viver é bom! Nas curvas da estrada, solidão, que nada… Viver é bom! Partida e chegada, solidão, que nada… Solidão, que nada… Viver é bom! Nas curvas da estrada, solidão, que nada… Viver é bom! Partida e chegada, solidão, que nada… Solidão, que nada…” (Cazuza – Solidão que nada – Comp.: Cazuza / George Israel / Nilo Romero)        

 

 

“… Solidão a dois de dia, faz calor, depois faz frio. Você diz “já foi” e eu concordo contigo, você sai de perto, eu penso em suicídio, mas no fundo eu nem ligo… Você sempre volta com as mesmas notícias… Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer, pra poder me livrar do prático efeito, das tuas frases feitas, das tuas noites perfeitas… Perfeitas… Solidão a dois de dia, faz calor, depois faz frio. Você diz “já foi” e eu concordo contigo, você sai de perto, eu penso em homicídio, mas no fundo eu nem ligo… Você sempre volta com as mesmas notícias… Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer, pra poder te negar, bem no último instante… Meu mundo que você não vê… Meu sonho que você não crê… Não crê…” (Cazuza – Eu queria ter uma bomba – Comp.: Cazuza)


Se você quiser encontrar paz e alegria neste mundo, espalhe em torno de si otimismo e bondade. Não se deixe ficar inativo na comodidade que nada produz. É pelo trabalho em benefício do próximo que armazenamos energias, a fim de vencer os embates da vida. Não pare jamais, não perca as oportunidades que se apresentam diariamente de fazer o bem, para que o bem venha abundante sobre você.” (Minutos de Sabedoria Pg. 237)

 

Bom dia pessoal,

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de quinta, apresentamos textos do Blog Diário do Centro do Mundo. Vale a pena conferir:

Para acelerar o golpe, Renan se rebaixa e inventa que Dilma lhe disse que “não aguenta mais”. Por Kiko Nogueira – O show de horrores do golpe ganhou um novo capítulo perpetrado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Renan cedeu às pressões de Temer e anunciou que vai querer antecipar a votação do impeachment para 25 ou 26 de agosto. Lewandowski havia falado em 29. Michel Temer não quer viajar para a China, onde ocorrerá o G20, com seu status atual. A reunião está marcado para o começo de setembro. Os dois almoçaram, acompanhados de Romero “Barrado nos EUA” Jucá e Eunício Oliveira. O próprio Jucá admitiu que o calendário foi discutido e que faria “mal ao país” Temer ir ao encontro mundial como interino…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/para-acelerar-o-golpe-renan-se-rebaixa-e-inventa-que-dilma-lhe-disse-que-nao-aguenta-mais-por-kiko-nogueira/

 

O escândalo Feliciano. Por Nathalí Macedo – Depois de declarar em uma sessão da Câmara dos Deputados que “não existe cultura do estupro, existem estupradores”, Marco Feliciano acaba de ser acusado de assédio sexual e tentativa de estupro por uma jovem militante do PSC. Ela trouxe a público prints de conversas via WhatsApp em que o pastor a ameaçava e tentava justificar o abuso: “Jovem, a carne é fraca. Você é uma moça linda, atraente.” “Sabe do que mais tenho saudade? De te agarrar e olhar sua carinha linda de choro dizendo ‘não’.” Os prints não demonstram apenas a naturalização do estupro – como se fosse aceitável morder uma mulher e tentar arrastá-la para a sua cama apenas porque ela é “atraente” – demonstram, antes disto, algo ainda pior: homens que se valem do prestígio que a religião cristã ainda desfruta em algumas camadas da sociedade para justificarem comportamentos abusivos e violentos…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-escandalo-feliciano-por-nathali-macedo/

 

A maior vitória dos que se batem contra o golpe. Por Paulo Nogueira – Li, alguns anos atrás, o relato das Guerras do Ópio segundo um historiador chinês. Estava curioso para ver como os chineses tratavam de um episódio em que foram devastados abjetamente pelas potências ocidentais, a começar pela Inglaterra. As guerras aconteceram em meados do século XIX. A Inglaterra tinha um déficit comercial enorme com a China, por conta de importações de chá, cerâmica e seda. Para equilibrar a balança, os ingleses tentaram vender bugigangas recém-saídas da Revolução Industrial. Os chineses não se interessaram por nenhuma delas. Veio então uma ideia sordida. Vender ópio para os chineses. O ópio era produzido na Índia…

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-maior-vitoria-dos-que-se-batem-contra-o-golpe-por-paulo-nogueira/

 

 

“Temer lutou como louco para ser vice”: Katia Abreu cresceu no dia em que Moro sumiu. Por Kiko Nogueira – A sessão de votação do relatório final da Comissão Especial do Impeachment foi o teatro que antecipou o show de marionetes que acontecerá no Senado. O placar foi de 14 votos a 5 pela aprovação do relatório de 440 páginas de Antonio Anastasia, que o resumiu na frase de efeito idiota “Dilma cometeu um atentado à Constituição”. A guerra está basicamente perdida, o golpe prossegue a galope, mas ainda sobram grandes momentos, eventualmente de onde menos se espera. A senadora Katia Abreu já vinha dando sinais de coragem, coerência e caráter, e não me refiro ao vinho na cara de José Serra, o Careca do ABC. Diante de seus colegas, Katia fez um discurso brioso, especialmente por ser do PMDB, e talvez tenha pintado o retrato definitivo do oportunismo de Michel Temer et caterva…

 

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/temer-lutou-como-louco-para-ser-vice-katia-abreu-cresceu-no-dia-em-que-moro-sumiu-por-kiko-nogueira/

 

A quem o senhor engana falando em ‘nova esquerda’? Carta aberta a Cristovam Buarque. Por Paulo Nogueira – Esta é mais uma da série das Cartas Abertas aos Golpistas. O destinatário agora é Cristovam Buarque. No futuro, as cartas poderão ser reunidas num livro que recapitule o golpe de 2016. Caro Cristovam: Li outro dia o senhor falando numa “nova esquerda”. Senador: o senhor não tem vergonha de falar em “nova esquerda” quando se aliou ao que existe de mais putrefato na velha direita brasileira num golpe que destruiu 54 milhões de votos e, com eles, a democracia? Como o senhor dorme, senador? A consciência não lhe pesa? Que mentiras o senhor conta a si mesmo para conviver com tamanha ignomínia?…

 

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-quem-o-senhor-engana-falando-em-nova-esquerda-carta-aberta-a-cristovam-buarque-por-paulo-nogueira/

 

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

 

https://oipa2.wordpress.com/2016/08/04/trabalhando-com-poesia-775
Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina.  Uma quinta feira abençoada por Deus, coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!

 

Apio Vinagre Nascimento

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A Iara– Guimarães Rosa

Bem abaixo das colinas de ondas verdes,
onde o sol se refrata em agulhas frias,
descem todas as sereias dos mares e dos rios,
irreais e lentas, como espectros de vidro,
para os palácios de madrépora de Anfitrite,
em vale côncavo, transparente e verde,
num recanto abissal, como uma taça cheia,
entre bosques de sargaços, espumosos,
e rígidos jardins geométricos de coral…

Por entre os delfins, sentinelas de Posséidon,
afundam, suspensas, soltas, como grandes algas,
carregando os jovens afogados:
Ondinas das praias, flexuosas,
Nixes da água furtacor do Elba,
Havefrus do Sund e Russalkas do Don…
Loreley traz no esmalte doce dos olhos
duas gotas do Reno…
E Danaides laboriosas se desviam dos cardumes
de Nereidas,
que imergem, ondulando as caudas palhetadas
dos seus vestidos justos de lamé…

Mas a Iara não veio!…
Mas a Iara não vem!…
Porque a Iara tem sangue,
porque a Iara tem carne,
sangue de mulher moça da terra vermelha,
carne de peixe da água gorda do rio…

Iara de olhos verdes de muiraquitã,
cintura pra cima cunhantã,
cintura pra baixo tucunaré…
que veio, dormindo, Purus abaixo,
filha do filho do rei dos peixes
com uma índia branca Cachinauá…

Lá bem pra trás da boca aberta do rio,
onde solta seus diabos
o bicho feroz da pororoca,
ela ficou, cheia de medo,
brasiliana, tapuia, morena,
tão orgulhosa,
que não quer ser desprezada pelas outras…

E a Iara é preguiçosa,
tão preguiçosa,
que não canta mais as trovas lentas
em nheengatu:
— “Iquê, ianè retama icu.
Paraná inhana rumassaua quitó…”

Nem mais se esforça em seduzir
o canoeiro mura ou o seringueiro,
meio vestida com a gaze das águas,
na renda trançada dos igarapés…
E eu tenho de chorar:
— Enfeitiça-me, ó Iara,
que eu vim aqui pra me deixar vencer…”

Mas custa-me encontrá-la,
e só a noite sem bordas dessas terras grandes,
quando a lua e as ninféias desabrocham soltas,
posso beijá-la,
nua,
dormida,
esguia,
bronzeada,
oleosa,
na concha carmesim de uma vitória-régia,
tomando o banho longo
de perfume e luar…

 

Primavera na Serra – Guimarães Rosa

 

Claridade quente da manhã vaidosa.
O sol deve ter posto lente nova,
e areou todas as manchas,
para esperdiçar luz.

Dez esquadrilhas de periquitos verdes
receberam ordem de partida,
deixando para as araras cor de fogo,
o pequizeiro morto.
E a árvore, esgalhada e seca, se faz verde,
vermelha e castanha, entre os mochoqueiros,
braúnas, jatobás e imbaúbas do morro,
na paisagem que um pintor daltônico
pincelou no dorso de um camaleão.

E o lombo da serra é tão bonito e claro,
que até uma coruja,
tonta e míope na luz,
com grandes óculos redondos,
fica trepada no cupim, o dia inteiro,
imóvel e encolhida, admirando as cores,
fatigada, talvez, de tanta erudição…

 

O Caboclo d’Água– Guimarães Rosa

 

No lombo de pedra da cachoeira clara
as águas se ensaboam
antes de saltar.

E lá embaixo, piratingas, pacus e dourados
dão pulos de prata, de ouro e de cobre,
querendo voltar, com medo do poço
da quarta volta do rio,
largo, tranquilo, tão chato e brilhante,
deitado a meio bote
como uma boipeva branca.

Na água parada,
entre as moitas de sarãs e canaranas,
o puraquê tem pensamentos
de dois mil volts.

À sombra dos mangues,
que despetalam placas vermelhas,
dois botos zarpam, resfolegando,
com quatro jorros,
a todo vapor.

E os jacarés cumpridos, de olhos esbugalhados,
soltam latidos, e vão fugindo,
estabanados, às rabanadas, espadanando,
porque do fundo
do grande remanso, onde ninguém acha o fundo,
vem um rugido, vem um gemido,
tão rouco e feio, que as ariranhas
pegam no choro, como meninos.

O canoeiro
que vem no remo, desprevenido,
ouve o gemido e fica a tremer.
É o caboclo d’água,
todo peludo, todo oleoso,
que vem subindo lá das profundas,
e a mão enorme, preta e palmada,
de garras longas,
pega o rebordo da canoinha
quase a virar.

E o canoeiro, de facão pronto,
fica parado, rezando baixo,
sempre a tremer

Crescendo d’água, lá vem a máscara,
negra e medonha,
de um gorila de olhar humano,
o Caboclo d’água
ameaçador.

E o canoeiro já não tem medo,
porque o Caboclo o olhou de frente,
todo molhado,
com olhos tristonhos, rosto choroso,
quase falando,
quase perguntando
pela ingrata Iara,
que, já faz tempo, se foi embora,
que há tantos anos o abandonou…

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